26 de dezembro de 2008

Fomos indicadas para o Best Blogs Brasil 2008!


Queridas leitoras,
no ultimo dia 24, fomos indicadas para o Best Blog Brasil 2008 e queremos, com a sua ajuda, conseguir o primeiro lugar na categoria Universo Feminino, para divulgarmos a Humanização no Nascimento, não só no Japão, mas a todos os que falam a lingua portuguesa.

Para votar em nosso blog você precisará fazer um cadastro rápido (leva menos de 2 minutos) no BBB e votar em nosso blog APENAS na categoria Universo Feminino.
Contamos com a sua participação para ajudar nessa divulgação importante para nosso blog!

Um abraço
Grupo Materna Japão

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24 de dezembro de 2008

Dicionário de Termos Médicos (livro)

por Franciely Tsuchiya

Quero passar 1 livros que pode ser essencial para mamãe e papai, e que pode facilitar e muito o dia-a-dia, com relação às coisas da maternidade, em termos médicos, aqui no Japão.



Dicionário de Termos Médicos (comprar aqui) é um livro muito importante e mais que útil para se ter.
Elaborado por Elza Nakahagi, este dicionário é composto de aproximadamente 5.000 verbetes, abrangendo os termos médicos e vocabulários relacionados a saúde de uso mais frequente (são 2.500 em português e seus correspondentes em japonês). O dicionário é prático e pode ajudar aos pais em toda consulta médica.

* Somente uma dica de livro que eu indico, e que pode ajudar aos pais terem mais independência para ir ao médico. Todas as possíveis palavras, as mais usadas, são encontradas. É realmente de grande ajuda para um conhecimento geral e até mesmo passar a entender melhor como falar aqui no Japão.

OBS: Infelizmente o livro não é focado na humanização. É um dicionário comum, porém muito útil!
Qualquer dúvida ou questões sobre plano de parto humanizado, coisas que querem dizer ao médico, ou qualquer outro. Por favor entre em contato (tem na aba lá em cima). Estamos aqui para ajudar como pudermos!
Sejam todos Bem-vindos, não importa a nacionalidade ou país que moram (embora o foco seja Japão, nosso conceito de humanização é mundial)!
A humanização será o melhor caminho para um mundo melhor!

O livro também poderá ser encontrado na versão espanhol!


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22 de dezembro de 2008

Meu bebê não para de chorar!!!!


Por Thais Saito

A Melissa nunca chorou. Era incrível! Em dois segundos, eu conseguia entender o que ela estava querendo e pronto, acabava.
Aí veio o João. Gente, como ele chorava!
E chorava uma, duas horas. Direto. Não parava!
Quando ele, finalmente, parou, começou o Zé. E chora, chora, chora..........

E o seu bebê, também é chorão?

A verdade é que todos os bebês choram. Uns mais, outros menos.

O choro dos bebês atinge o pico quando eles chegam a, mais ou menos, 6 semanas de vida. E tende a passar, com o tempo.

Agora, por que eles choram?
Por vários motivos. Como eles não conseguem dizer "Mãe, estou cansaaaaaado...", nem mostrar isso em gestos, eles choram.

Quando um bebê começa a chorar, a gente precisa, antes de tudo, ficar calma. He he he. Missão impossível, mas necessária.
E checar a listinha:
- Está com fome?
- Está com a fralda suja?
- Está com frio?
- Está com calor?
- Tem alguma coisa incomodando? Por exemplo, uma coceirinha, uma blusa que está picando, um barulho alto.
- Está cansado, super estimulado, entediado?

Se você amamentar, trocar a fralda, cobrir, depois tirar toda a roupa e colocar outra de algodão orgânico, se certificar de que não tem barulho alto demais, nem incômodo, nem nada assim. Se você mostrou um brinquedo, tirou o brinquedo, colocou o bebê em um lugar sem estímulos (cores, formas, sons em excesso), tentou amamentar e o bebê continuar chorando, aí vem a parte difícil.

Alguns bebês, especialmente os mais novinhos, estão acostumados e ficarem no colo, embalados dia e noite, 24 horas por dia, 7 dias por semana, numa temperatura amena, sem barulhos altos, sem luzes. E isso mudou, de uma hora para outra. É normal eles ficarem assustados. Então, pegue seu bebê e faça com que o mundo dele fique o mais parecido com o útero que você conseguir.
Isso dá pra fazer assim:
- Enrolando o bebê em charutinho. Os braços bem presos, bem firme.
- Chacoalhando o bebê, sem machucar, mas balançando. Isso você faz ou mexendo os braços, mesmo, ou andando, dançando.
- Fazer barulhos, como cantar uma música que você vivia cantando quando estava grávida. E colocar o rádio ligado fora de sintonia, no tsssssssssss mesmo. Esse barulho lembra o barulho de dentro do útero. Serve secador de cabelo, aspirador de pó...
- Amamentar. Com o bebê preso, o rádio ligado, amamente.

Se, mesmo assim, ele continuar chorando, calma! Ainda não é hora de você chorar!
Ligue o chuveiro ou encha o ofurô e entre junto com o bebê. O contato com a água é maravilhoso, acalma que é uma beleza. E assim, junto com você, eles acalmam mais fácil ainda. Só atenção: se você estiver sozinha, deixe tudo preparado para a saída do banho, porque nesse frio.... Separe as roupas, as toalhas, a fralda. Tire o bebê, enrole em na toalha e se troque. Depois troque o bebê. Senão ele vai ficar irritado por sair do banho, ter que colocar roupa e ainda ficar esperando você se trocar? Que falta de sensibilidade! hauahuahauha

Se nem o banho funcionar, aí, sim, vamos pensar que talvez sejam cólicas. E como saber? Faça massagens na barriguinha. Compressas quentinhas também funcionam. Se ele se acalmar assim, aí........ Talvez ele quisesse massagem, talvez fossem cólicas.
Se o bebê tiver cólicas, mesmo, eu não acho legal dar remédio, nem chá. Você tome o remédio e depois amamente. Senão o gosto do remédio pode piorar o humor da criança. Sério.

Em último, último caso, deixem chorar. Tem bebê que só quer chorar, mesmo. Pegue no colo, dance, faça o que sua consciência mandar. Mas se não tiver jeito, deixe chorar, mas mostre que você está lá. Assim, vai se formar o vínculo de confiança entre vocês. E saiba que passa. Em 3, 4 meses, os choros tendem a melhorar muito.
Então, mães, calma.... Calma. Passa. Mesmo que a gente ache que não. E depois a gente quase não lembra.

Agora uma coisa que funciona muito bem aqui em casa: ligar a filmadora, a máquina fotográfica na TV, a webcam, qualquer coisa que faça eles se verem. Aqui, o choro pára na hora!

Imagem daqui.

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20 de dezembro de 2008

Como fica a amamentação com a volta ao trabalho no Japão?

Por Rosana Oshiro

"Suzana veio ao Japão, pela primeira vez, com seu esposo após 6 meses de casamento. Eles pretendiam ficar aqui por 2 anos e voltar ao Brasil com dinheiro suficiente para comprar uma casa, um automovel e montar um negócio próprio, que desse para eles viverem.

Por vários motivos, Suzana e seu esposo, foram ficando, ficando...

Após 4 anos vivendo no Japão, e sem ter conseguido o dinheiro que pretendiam, eles resolveram ter um filho, já que o futuro era incerto.
Ela teve uma gravidez normal e saiu do emprego no final da gestação.
Após o parto, passados três meses, Suzana que estava amamentando seu bebê apenas com o leite materno, resolveu introduzir o leite artificial para que ela pudesse voltar a trabalhar. E Suzana desmamou seu bebê de apenas três meses, para poder voltar ao mercado de trabalho."

Embora essa história seja ficticia, essa é uma realidade atual no Japão.
Muitas mães, ao sentirem a necessidade de voltar ao mercado de trabalho, só veem solução no leite em pó e na mamadeira. Será que é o melhor?

Que cada família saiba da sua necessidade financeira, isso é fato, mas que o leite materno seja o melhor alimento exclusivo para um bebê até completar seis meses, seja de graça e ainda ecologicamente correto, isso é indiscutível!

Eu não entendo, e juro que queria entender: porque as mães não veem outra solução que não o leite artificial?

Claro que querer amamentar ou não, é uma decisão que cabe a cada uma. Mas uma mãe que amamenta, que teve suas dificuldades no inicio, superou, lutou e tudo mais, desistir de amamentar porque TEM QUE DAR FÓRMULAS, porque não dá pra conciliar trabalho e amamentação? De onde exatamente veio essa idéia?

Sim, dá. Eu digo que dá porque eu passei por isso, não só uma vez, mas três!!!

Quando tive minha primeira filha, voltei ao trabalho quando ela tinha 4 meses. Ela foi amamentada com meu leite até o 6º mês exclusivamente (uma amiga quem cuidava dela e dava meu leite em mamadeira). Ela mamou até completar 1 ano e 4 meses.

Meu segundo filho mamou exclusivamente até o sexto mês porque meu esposo (desempregado) dava meu leite no copo para ele durante todo o dia (eu trabalhava e estudava a noite). Ele mamou até completar 2 anos.

Como fazer isso?

Vou colocar em 3 tópicos simples:
1º - é preciso querer;
2º - ordenhar o leite antes das mamadas, quando as mamas estão cheias e guardar em recipientes de vidro bem tampado no congelador com a data da ordenha. O leite é válido até por 1 mês no freezer ou 1 dia na geladeira. Para dar ao bebê, basta esquentar em banho maria, sem deixar que o leite ferva para não perder nutrientes;
3º - pode-se oferecer o leite em copo, com bico ou sem, ou em mamadeira (isso pode atrapalhar e confundir o bebê e a mãe). O mais importante é saber que a criança continuará crescendo e sendo protegida pelo leite que foi FEITO PARA ELA e com o esforço e carinho da mamãe.

Tem muita informação no site SOS Amamentação de como fazer para ordenhar e armazenar o leite, e também no blog da Matrice, sobre volta ao trabalho, e no blog De Peito Aberto.

Caso você ache que é muito dificil para você tudo isso, e eu acredito que você tenha seus motivos, faça uma amamentação dupla, porque ainda é a melhor solução do que desmamar por completo. Dê o seu leite de noite e leite artificial durante o dia.
Eu passei por isso durante 6 meses com meu bb3 e acredito que foi melhor para nós dois, do que desmamar por completo.

Vai valer a pena, acredite!
Isso tudo é por amor!
De mãe, para mãe.

Se você teve uma história de luta com amamentação depois que voltou a trabalhar, partilhe conosco, para que ajude outras mamães.

Beijo
Imagem aqui

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19 de dezembro de 2008

Ajuda financeira do Governo no Japão (nascimento até 12 anos).

por Franciely Tsuchiya

Após o descobrimento e confirmação de uma gravidez no Japão, a mulher (japonesa ou estrangeira) terá todo apoio do governo japonês, que faz questão de incentivar o crescimento populacional, já que a população japonesa ainda diminui ano-a-ano assustadoramente.

Toda e qualquer gestante terá 3 consultas grátis (começo de gestação, meio e final, ou até mesmo mais consultas, depende do Estado ou Prefeitura), ajuda para o pagamento do parto (350 mil yenes), consulta e ajuda profissional em casa (após o nascimento do bebê), mais 3 consultas gratuitas para o bebê (fora demais consultas rotineiras) e ainda ajuda, em dinheiro, mensal (para a criança até 12 anos de idade) e vacinação gratuita. Tudo
isso não importando a nacionalidade.

Toda gestante deve saber bem como pedir seus direitos para poder recebê-los, então hoje é isto que vamos ensinar para todas as mamães que desejam ter seus bebês aqui no Japão.

Vamos por pontos:

Ponto 1.
A primeira coisa após o descobrimento da gravidez é marcar uma consulta na clínica ou hospital de preferência, e como somos totalmente a favor da humanização do parto, aqui vai a lista da 'Reborn' (http://www.web-reborn.com/saninjoho/saninjohoindex.html#chuubu) para quem quiser ver as clínicas humanizadas do Japão.

Identifique o kanji de seu Estado e clique para conhecer sobre a clínica e onde está localizada.

Para quem quiser participar da nossa lista de discussões, basta clicar aqui e se cadastrar. Lá contamos com o apoio de uma obstetra Humanizada do Brasil e partilhamos todo o tipo de informação e conhecimento sobre a gravidez e parto no Japão.

Também é possível entrar em contato com a Brett Iimura, que é educadora de nascimento (Childbirth Education Center - CEC) em Tóquio, mora no Japão há mais de 13 anos e diretora de projetos sobre humanização.

Brett Iimura
brett@free-zone.com
Phone: 033 - 414 - 7458

Para falar com a Brett, você pode conversar em inglês ou japonês, por telefone ou e-mail. Você poderá usar o tradutor do google para facilitar o diálogo.

Muitas mulheres pegam informação com ela e conseguem boas clínicas humanizadas e também conseguem saber de profissionais para ajudar no parto em casa, aqui no Japão.

Conversar, se expressar, buscar aprender com profissionais humanizadas diretamente daqui, é a melhor coisa a se fazer, uma vez que elas podem ajudar na escolha da profissional e ainda orientar na conversação médica.

Para quem deseja alguma ajuda de um japonês (nesta área) mas que fala português poderá entrar em contato com nossos amigos:

Daisuke Onuki
daisuke@humanization.org

ou

Takashi Matsui
takashi-lea@hotmail.co.jp

Ponto 2.
Após encontrar a clínica, hospital, casa de parto ou somente local para o pré-natal de sua preferência, faça sua primeira consulta e solicite o documento que confirma a gravidez (ninshin todoke), para ser apresentado à prefeitura de sua cidade.

Com este documento você pegará todo o material que a prefeitura oferece para a gestante: diversos livros (gestante, parto, dentição infantil), papéis (palestras para gestantes, cuidados com o bebê) tudo inteiramente gratuito.

Para brasileiras, será entregue a caderneta da mãe e da criança na cor rosa, e papéis para a vacinação.

Os 3 mais importantes serão:
- A caderneta (boshi kenkoo techoo) mais conhecida como boshi techoo.
- O livrinho (boshi hoken no shiori) que contém os papéis das consultas gratuitas (3 consultas para a mamãe e 4 para o bebê)
- Os papéis para a vacinação ( 5 tipos).

Ponto 3.
Todos no Japão, precisam ter um plano de saúde, independente de ser gestante ou não. E as que engravidaram, mas ainda não tem um plano de saúde, é necessário ir até a prefeitura da cidade e providenciar.

Hoje, aqui, se tornou obrigatoriedade ter o shakai hoken. Todos os brasileiros que trabalham por intermédio de uma empreiteira automaticamente adquirem este tipo de plano (já descontado em folha), mas pela prefeitura pode ser feito o kokumin hoken, e ainda existem outros planos particulares, basta se informar na prefeitura.

Após providenciado o tipo de plano de saúde,
você precisará solicitar o papel para a assistência a maternidade (shussan ikuji ichijikin). No caso de shakai hoken será preciso comparecer no shakai hoken-cho (prédio central do plano de saúde shakai) e no caso do kokumin hoken, ir até a prefeitura.

Existem 2 tipos deste papel, um que você solicita antes do nascimento do bebê (pelo menos 1 mês antes) e levando para o seu médico preencher, o dinheiro cairá automaticamente para o hospital, no caso de sobra ou falta do dinheiro, a agência entrará em contato depois. E o segundo papel pode até mesmo ser solicitado após o nascimento do bebê, sendo o único incoveniente pagar o hospital do próprio bolso, para somente depois ser reembolsado.

É importante ter o plano de saúde em dia para receber a ajuda do governo (350 mil yenes e outros), e para adquirir o plano de saúde é preciso ter os impostos em dia também.

Ponto 4.
Após o nascimento do bebê e resolvido a ajuda do parto, a mamãe poderá contar com mais uma ajuda. Chegará em sua casa um formulário para ser preenchido e entregue na prefeitura para o recebimento na quantia de 10 mil yenes mensal, que será a ajuda para a criança até os seus 3 anos de idade. (Se for 1º ou 2º filho). O depósito é feito de quatro em quatro meses em sua conta bancária, no valor de 40 mil yenes.

Todos esses direitos você poderá exigir após ter feito o plano de saúde e estando com o pagamento em dia.

Fora tudo isto você ainda poderá se informar sobre o cartão rosa para a mamãe e o amarelo para o bebê. Com este cartão a família restituirá futuro gastos com médico.

Toda esta papelada, embora complicada, são automaticamente requeridas e recebidas conforme a confirmação da gestação e ganho do bebê. A mamãe poderá fazer passo-a-passo, com muita calma, a medida que a gestação se desenvolve.

Procure preencher todos os dados certinhos para não haver atrasos ou falha no recebimento.

Aos poucos esclareceremos outros pontos mas o principal agora é isto!

Boa Sorte para todas as Mamães!

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18 de dezembro de 2008

Banhos em bebês

Por Thais Saito

A Fran já escreveu aqui sobre os químicos que fazem mal pra saúde (nossa e dos nossos bebês).
Agora eu queria falar da nossa imensa necessidade desses produtos de beleza, de higiene.

Por que a gente gasta tanto com isso? Por que a gente se arrisca tanto com isso?

Porque a gente quer que os nossos bebês estejam sempre cheirosos e limpos, como os bebês dos comerciais, não é?
Só vamos pensar: qual a finalidade do sabonete?
Teoricamente, tirar a gordura. A mesma finalidade dos detergentes, sabões em pó. A máquina e a esponja lavam muito bem sem nenhum deles, mas não conseguem tirar a gordura.
E bebê tem lá gordura pra ser tirada?
Não. Então o sabonete vai fazer o que a gente não quer: tirar a camada de gordura que protege a pele. Assim, a pele fica mais sensível, absorve mais do que não devia (das coisas presentes em fraldas, cremes, roupas, nossos perfumes, hidratantes). E a pele deles já é naturalmente sensível!

E o "cheirinho de bebê"? Outra coisa, né. Por que a gente quer que os nossos bebês tenham o cheiro do sabonete? Os bebês são cheirosos por natureza. São, mesmo. Experimentem.

Aqui começa a minha sugestão:
Vamos não usar sabonetes nos bebês? Eles não precisam. O sabonete só vai deixar a pele ressecada, sensível. Só a água e as nossas mãos vão fazer o efeito perfeito.
E quer mais uma vantagem? Aquele cocô que gruuuuda na bundinha? Não vai mais ter. Uma pele boa, com a sua camada de oleosidade natural, vai ser suficiente pra não deixar o cocô grudar.

Mais: água quente também resseca. E água é um bem não renovável, o bem mais precioso (lembrem, sem ela, os nossos filhos não vão viver). Então, vamos cuidar bem dela. Que tal banho duas vezes por semana? Ou quando tiver aquela meleca, mas só quando precisar. E não vamos lavar a cabecinha todas as vezes, né? Nesse frio.......

Então, concluindo, vamos dar banho nos bebês duas, três vezes por semana, não lavando os cabelos todas as vezes, e sem sabonete. Assim, a pele do bebê vai ficar protegida, eles vão ficar livres de uma eventual gripe por friagem e o planeta agradece (menos sabonete = menos poluição. E menos banhos = economia de água, luz, gás).

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17 de dezembro de 2008

O inverno e a Gripe infantil (bebês e crianças)

por Franciely Tsuchiya

Bom, como estamos enfrentando o famoso inverno japonês (muito frio na maioria dos lugares), pensei que seria bom falar sobre o assunto gripe, que está sendo o assunto do momento. Falar sobre a diferença de resfriado e gripe, e passar algumas dicas para as mamães que estão sofrendo com seus pequenos, em casa, com este frio.


Uma matéria recente, da revista Vitrine, falava sobre a diferença de resfriado e gripe, para quem não leu sobre este assunto, estará postado aqui.
Antes de saber, pensamos que é a mesma coisa, mas vamos ver:

RESFRIADO
Congestiona as vias aéreas superiores (o nariz, a faringe e a laringe). A criança tem coriza clara, tosse pouco intensa, dor de garganta leve e febre igual ou inferior a 38,5 graus.

GRIPE
Apresenta sintomas mais severos com febre alta, sendo acima de 39 graus, hipersecreção, congestão nasal intensa, com coriza clara ou até mesmo esverdeada, mal-estar, dores articulares, musculares, fadiga e dor de garganta.

Embora muitas mamães fiquem preocupadas com estes tipos de sintomas, não precisam se desesperar e nem levar diretamente ao médico.
Em primeiro lugar, muita calma nestas horas, e depois, tente avaliar de onde pode ter vindo o problema. Algumas causas de gripe infantil, pode ter vindo do irmãozinho que frequenta a creche, do papai que trabalha fora, ou até mesmo da mamãe que não anda com a imunidade boa e se resfriou ao ir lá fora estender a roupa. Seja qual for a causa, é importante que a família toda se cuide. Ter boa saúde é importantíssimo, para qualquer pessoa!

Por isto é muito bom que, em todo o inverno, tenhamos hábitos apropriados para a estação, que exige mais cuidados, ainda mais aqui no Japão.
Tomar chá de limão com gengibre (bem quientinho), sem mesmo ter pegado gripe, pode ser um progresso.
Não podemos esquecer que o frio do Japão é muito intenso, mas também não podemos exagerar no agasalho. Toda criança que agasalhar demais vai suar de calor, estando sujeita a uma gripe muito fácil. É aí que mora o perigo!
Todos sabemos que ao entrar nos 'depatos' daqui, lá dentro é sempre muito quente e dentro do carro também, então melhor evitar o tira e põe casacos, cachecóis, luvas, essas coisas.

A gente só deve se agasalhar muito, quando vamos estar muito tempo no clima de frio, caso contrário, um ventinho frio não conseguirá abaixar a temperatura do corpo tão rápido assim. O resfriado e gripe acontece quando a temperatura do corpo muda de repente, por isso é melhor um corpo meio frio para o frio, que um corpo muito quente para o muito frio. Neste último caso, a gripe vem de derrubar mesmo!

Caso seu "filhote" já pegou um resfriado ou gripe, não precisa se desesperar mamãe. Observe quais são exatamente os sintomas.

Se no caso de nariz entupido e/ou peito chiando, isto significa que está com catarro e que o clima em casa está ou muito seco, ou muito úmido, geralmente muito úmido.
Tente aquecer mais o ambiente em casa, mais se muito seco tente pendurar roupas molhadas na cozinha (no caso de não haver um umidificador).
Adquira um termômetro que além de graus para temperatura, em baixo tem o indicador de umidade, ele é mais que útil e todo 'hyaku en shop' tem um.
É importante ficar de olho nele e atenta ao que o ambiente exige, são 23 graus para a temperatura ideal (19 até 25), e 50% para a umidade ideal (40 até 65). Este aparelho simples, será útil para sua vida toda, uma vez que sempre de olho nele, você descobrirá quando em casa tem algo errado, e conseguirá eliminar o problema (gripe) antes mesmo de chegar.

*Um aviso importante: Prefira não ligar ar quente em casa. O ar-condicionado além de gastar muita energia, resseca muito a pele e olhos do bebê. O ar quente do estobo apresenta maior perigo, tanto ambiental como para toda a família. Se não tiver jeito, procure temperar o ambiente e logo desligar.
Nem toda criança com o rosto geladinho está sentindo frio, as crianças costumam ser mais fortes que os adultos. Muitas vezes as crianças adoecem não pelo vento e ambiente externo, mas sim pelas decisões que tomamos. É uma questão de senso, siga seus extintos!

Bebês ou crianças que apresentam catarros, as mamães poderão fazer inalação caseira, que além de mais saudável não precisará ir a um hospital ou ficar procurando por um inalador (aqui no Japão é bem dificil achar nas farmácias).

**Inalação caseira: Ferver água e depois passar para uma bacia, fazer o bebê ou criança cheirar (inalar) o vapor quente desta água, ao tossir e expirrar, a criança eliminará todo o catarro.
DICA: Tampar com uma tolha, deixando somente a cabeça entre a toalha e a bacia.No caso de criança muito pequena, entre junto com ela, trará segurança. Ensine-a como respirar lá... precisa estar de olhos fechados e sua bastante o rosto.Segure bem os braços da criança para evitar acidentes.

No caso de nariz escorrendo, as mamães têm a opção de comprar um aparelho (como este da pigeon) para tirar a coriza. E para mamães que não querem ou não podem gastar, a inalação caseira é para todos os casos, sempre bem-vinda e ajuda muito.

Os chás (mais fraquinhos para bebês e crianças) também são uma boa opção quando já está engripado, mas cuidado para não exagerar, pode causar vômitos.

Toda mamãe e papai pode e deve, tentar curar a gripe ou resfriado de seu pequeno, em casa. É uma boa opção, mais saudável e muito mais barata. Mas o ideal é sempre seguir o que o coração deseja fazer. Mas se for por dúvida, não duvide mamãe, faça a prova e verá, cuidados com o seu filho você terá o resto da vida, não queira enrriquecer o médico! hehehe

'A humanização deve estar nos nossos dias, todos os dias! Humanizar é deixar mais humano, é deixar do meio interventivo e tentar pelo método mais natural'.

Espero ter ajudado! Abraço a todos!



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16 de dezembro de 2008

Amamentação durante a gravidez

Por Thais Saito

Quando eu engravidei do João, a Melissa tinha 8 meses. Ela ainda mamava 5 vezes por dia, no mínimo.
E eu comecei a ouvir que tinha que desmamar, que leite de grávida faz mal, que o bebê da barriga ia nascer minúsculo ou morrer na barriga.

Aqui entra a minha pergunta:
SERIA A NATUREZA TÃO IMPERFEITA, A PONTO DE FAZER UMA MULHER QUE AMAMENTA ENGRAVIDAR, sendo que isso oferece tantos "riscos"?

Então vamos pensar aqui nos "riscos".
- Leite de grávida faz mal.
Não tem nenhum estudo que diga isso. Às vezes, o filho que mama sente um gosto diferente e pára de mamar, mas não faz mal. Às vezes, a mulher sente dores, porque o seio fica sensível, mas o leite continua não fazendo mal. As índias, as africanas, as mulheres paleolíticas, as amas de leite, as mulheres de antigamente, todas amamentavam mesmo grávidas. Imagina quanta criança teria morrido se leite de grávida fizesse mal?

- Faz mal para o bebê da barriga.
Muitas pessoas pensam assim porque acreditam que os nutrientes vão todos para o lactente e o feto não recebe nada. Na realidade, se a mãe comer direito, ela consegue nutrientes para três: ela, filho lactente e filho por nascer. A gente ingere mais vitaminas do que pode absorver, portanto, sempre tem sobra que é excretada. No máximo, essa sobra não vai acontecer. Mas é difícil, hein?

- Causa aborto.
Existe um hormônio, chamado ocitocina, que é liberado na amamentação. Esse mesmo hormônio causa contrações do útero. Mas a natureza é perfeita, pipou, acreditem. O útero é incrível! Ele só aceita esse estímulo do útero quando o bebê está pronto pra nascer. Antes disso, a ocitocina vem e vai e o útero nem tchum. A ocitocina também é liberada durante o sexo. Imaginem se causasse aborto? O casal teria nove meses de abstinência. Quem iria querer filhos? E a ocitocina também é liberada quando há amor: quando a gente olha o filho, pode reparar que o seio chega a formigar.

Aqui o meu depoimento:
Eu amamentei a Mel enquanto estava grávida do João e amamentei o João grávida do Zé. Dos três, a Mel foi a menor, nasceu com 3 quilos. O João, com 3,200. E o Zé com 3, 950 kg. Isso já contradiz o mito do bebê vai nascer pequeno, morrer desnutrido, etc etc.
A Mel foi meu maior bebê, que com 3 meses pesava 9 quilos e era uma coisa de gorducha. Ela sempre comeu muito bem e o único problema de saúde que teve foi uma pneumonia aos 6 meses (antes de eu engravidar). Depois, mais nada. Também contradiz o mito "leite de grávida faz mal".
No final das duas últimas gestações, eu sentia o útero contrair quando alguém mamava. Mas só no final, mesmo. Até usei isso:
- Mama, mama mais pro seu irmão nascer logo.
HUahuaha.
Nem assim.....

Eu penso assim: se a natureza nos deixou engravidar amamentando, é porque a gente pode gestar e amamentar ao mesmo tempo. Tem gente que vai engravidar amamentando. Tem gente que não. É só cada uma respeitar o que a natureza quer de nós.

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13 de dezembro de 2008

Promoção de Natal - Divulgação do Blog

Se você gosta de panettone, basta nos ajudar a divulgar o blog e aproveitar a promoção!

Leia as regras com atenção e participe!

1- No dia 31/01/09 todas as pessoas que se tornaram nossos seguidores até 30/01/09, concorrerão um panettone pequeno da Bauducco, serão 5 sorteados. (Para ser seguidor basta ter conta no gmail, orkut ou blogger, entrar no nosso blog e clicar no link Acompanhar esse blog)

2- Aquele que mais comentar no blog no periodo de 1 de dezembro ate dia 30 de janeiro, vai ganhar um panettone ou chocottone (à escolha) Bauducco de 1/2kg.

3- Aquele que mais trouxer seguidores, no mesmo periodo, vai ganhar um panettone ou chocottone (à escolha) Bauducco de 1/2kg. (A cada seguidor indicado é preciso enviar um e-mail para rosana.oshiro@gmail.com com o nome da pessoa que você indicou)

4- Aquele que colar nosso selo com link do Materna Japão, em seu blog, também concorrerá um panettone ou chocottone (à escolha) Bauducco de 1/2kg.

Nossa meta é alcançar pelo menos 100 seguidores com essa promoção.

Indique o blog por e-mail, ou no orkut, as suas amigas grávidas e/ou mamães.

Quanto mais você indicar, mais vai ajudar a comunidade de brasileiras no Japão e vai ter mais chance de comer o panettone, portanto, mãos à obra!

O que você está esperando para participar?

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11 de dezembro de 2008

Bebê na cama dos pais, pode?

Claro que pode!
Isso se chama cama compartilhada! É o ato de dormir junto, todo mundo da família.

"Geeeente, que horror! Que coisa absurda!"
Né?
Né naaaaada.....

A cama compartilhada é praticada desde sempre, por todos os animais. Entre os motivos, estão a segurança, o contato contínuo, o vínculo, a praticidade.

Em geral, quem dorme junto com o bebê tende a amamentar por mais tempo, não dar complemento e dormir melhor.
Como? Porque o peito está lá. O bebê aprende rapidinho como encontrá-lo e consegue mamar e desmamar quantas vezes quiser, sem que a mãe precise acordar. Como a mãe não precisa acordar, ela não sente necessidade de dar a mamadeira "feijoada" antes do bebê dormir. E também não precisa da chupeta. E dorme mais. E fica mais bem disposta.

Também não precisa se usar nenhum método horrível de fazer bebê parar de chorar e "aprender" a dormir sozinho, criando, assim, um bebê que sente confiança e segurança para com os pais.

E é uma delícia dormir cheirando aquela cabecinha, não é? Tudo bem, tem noites em que a gente quer só cair na cama de casal king size sozinha e desmaiar, mas isso vai ter sempre e, saiba, vai demorar um pouco (mesmo que a criança durma sozinha na própria cama, no próprio quarto).

Outro grande motivo é que os pais respirando e exalando gás carbônico (porque a gente insira oxigênio e libera gás carbônico - é o normal), acabam estimulando o bebê a respirar sempre (porque, lembremos, eles não respiravam na barriga). Assim, diminuem as chances de uma Síndrome da Morte Súbita, por exemplo. E a gente fica mais atento aos menores sinais deles, podendo responder mais rápido.

"Mas não é perigoso?"
Depende.

Depende de vocês.
Você usa narcóticos? Se alcooliza antes de dormir? E não estou falando de uma taça de vinho, não. Tem que beber até cair pra oferecer perigo ao seu bebê.

Se você está em um estado, digamos, diferente, aconselho colocar o bebê para dormir no berço, no carrinho, no chão, na caixa de papelão, etc. Mas se você está normal, então não tem perigo. Mesmo que esteja cansada, com muito sono, sei lá, não tem problemas.
Acredite, você vai ficar atenta, mesmo em sono profundo. A gente sente tudo.
Eu, por exemplo, até hoje, acordo quando uma das crianças sai debaixo das cobertas. Não me perguntem como eu faço isso. Eu simplesmente faço.
Meu marido tem 130 kg. Sempre dormiu com os filhos. NUNCA tivemos nenhum acidente: nem dele rolar em cima de nenhum, nem de dar braçada em nenhum, nem de jogar pra fora da cama, nada nada nada. Pelo contrário. Muitas vezes eu acordo e vejo que as crianças estão dormindo em cima do pai. Ha ha.

"Mas e a independência da criança?"
Independência não é algo que a gente enfia neles, nem que a gente ensina.
Ela acontece, cresce dentro das crianças. E acontece na hora deles. Só depende de nós se nós vamos fazê-los dormir sozinhos, inseguros, mas independentes ou se vamos esperar eles crescerem sozinhos e darem esse passo sabendo que, se precisarem, se quiserem, poderão voltar.
Então, quando eles se sentirem seguros para dormirem sozinhos, eles vão. E acontece.... Cedo ou tarde, acontece.

"E a intimidade do casal?"
Ah...... Se você morar em um quarto só, sem banheiro, sem cozinha, sem varanda, sem nada, aí, talvez atrapalhe... Senão, pode ter certeza de que a gente dá um jeito. Ah, se dá. Fora que, depois que o bebê dormir, você pode colocá-lo no carrinho, por exemplo, fazer sexo selvagem e depois, quando o bebê acordar, colocá-lo devolta na cama e dormir satisfeita. huahuahau

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10 de dezembro de 2008

Quem tem medo de febre?

A febre é um dos sintomas mais freqüentes na infância e uma das maiores causas de visitas ao consultório pediátrico. Muitos pais e mães ficam apavorados quando o termômetro começa a subir... Será que é algo grave? Será que esta febre vai causar convulsão? Quem nos responde estas perguntas é Samir Rahme, presidente da SBMA e médico antroposófico com mais de quinze anos de experiência – muitos deles dedicados à compreensão do papel da febre no equilíbrio de nossos processos vitais.

Entrevista publicada pela revista Arte Médica, Ano III, No. 3, novembro de 2002,
da Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos (SBMA)

AM. Como você encara a febre hoje? Ela pode ser benéfica e ter uma função específica para o ser humano?

Samir. A febre, em princípio, é sempre boa. Ela tem um papel fundamental na dinâmica do nosso sistema imunológico, ativando a liberação de anticorpos e de outras substâncias de defesa que vão permitir ao organismo lidar com possíveis "invasores". Hoje sabe-se que é esse mesmo calor que inibe o crescimento de bactérias e aniquila os vírus, ou seja, o calor põe tudo no lugar, renova o organismo. Isso já foi amplamente reconhecido pela comunidade científica tradicional. A cultura do medo da febre e a tendência de combatê-la rapidamente instalaram-se em nossa sociedade nos últimos 50 anos em virtude de uma grande estratégia de marketing da indústria farmacêutica. Considero esta tendência muito nociva para a nossa saúde. Em minha opinião, a febre é um fenômeno relacionado ao desenvolvimento da nossa individualidade. Essa é a grande tarefa da febre na nossa vida. E não é à toa que a maioria dos episódios febris ocorre do nascimento até os 7 anos.

AM. Então os médicos antroposóficos valorizam a febre um pouco mais do que o fazem seus colegas da alopatia, certo?

Samir. Certo! Para nós, ela representa a chance de desenvolvimento da verdadeira individualidade e liberdade em relação aos condicionamentos genéticos. Quando as crianças contraem as doenças denominadas exantemáticas, ou seja, que se manifestam por meio da pele, como o sarampo, a rubéola e outras – e que sempre são acompanhadas por febre –, é uma grande oportunidade para o organismo infantil "quebrar" e eliminar as proteínas herdadas, criando novas estruturas a partir de si mesmo. Na Europa, muitas mães ainda cultivam a antiga tradição de levarem os filhos para visitar as outras crianças com doenças exantemáticas com o objetivo de proporcionar uma imunização natural. Mas, hoje em dia, fica cada vez mais difícil para esse pequeno ser usufruir os benefícios que estas doenças "naturais" podem lhe proporcionar. De um lado, temos as vacinas e de outro os antitérmicos...

AM. O calor vivenciado através da febre tem uma função para nós?

Samir. Segundo a Antroposofia, nós, seres humanos, temos um organismo com quatro componentes básicos, que didaticamente chamamos de "corpos": um corpo físico (terra), um corpo vital (água), um corpo astral ou alma (ar) e um corpo espiritual ou individualidade (fogo). Quando se dá o aumento da temperatura, o que está acontecendo num nível mais sutil, não mensurável por aparelhos, é que a individualidade (o corpo espiritual ou "Eu") está em seu caminho de conquistar o corpo, está atuando mais de perto, por meio do calor, que é seu elemento natural. O significado do calor ainda é pouco explorado na Medicina, mas já estamos avançando: os mais avançados tratamentos de tumores são feitos com hipertermia.

AM. Como lidar com a ansiedade dos pais?

Samir. O melhor remédio é paciência e conversa. Os médicos devem tentar esta abordagem com os pais, resistindo à pressão. Hoje em dia, tanto na medicina quanto em outras áreas predomina o conceito de FAST (rápido, em inglês), ou sejam, tudo deve ser e ocorrer de maneira rápida, o que não proporciona um desfrutar das situações. Quando lidamos com o ser humano, quanto mais SLOW melhor o resultado e, no caso de afecções do organismo, estamos sempre lidando com a eternidade. Muitas vezes, somos procurados porque os pais já não agüentam mais dar tanto remédio químico para seus filhos, e a reclamação é sempre a mesma: não ficam bons nunca.

AM. E medo da convulsão?

Samir. Poucos pais sabem que as convulsões causadas pela febre ocorrem em apenas 2% das crianças e não dependem da temperatura que a febre alcança, mas da velocidade com que ela sobe. Assim, as crianças propensas a ter convulsões febris poderão ter crises mesmo com febres baixas. Nesta situação, o uso antitérmico está mais que justificado, mas sem nos esquecermos de que estamos lidando com uma minoria.

AM. E como você orienta o tratamento da febre?

Samir. A primeira preocupação do médico é diagnosticar e tratar a doença que provoca a febre, que é apenas um sintoma. Na medicina Antroposófica existem medicamentos naturais, à base de plantas, animais e minerais, que podem ser usados no tratamento das causas da febre. A compressa de limão na panturrilha costuma baixar a temperatura de 1 a 2 graus, sem comprometer o processo como um todo. (Ver receitas abaixo.)

AM. Quais seriam suas considerações finais sobre a febre?

Samir. Vale alertar que numa criança bem nutrida os efeitos de uma febre serão mais bem tolerados do que numa criança desnutrida. Repito que a febre é o remédio mais potente e sábio que existe, devendo ser encarada como uma grande aliada do médico e do paciente. Acho fundamental iniciarmos uma contracultura da febre !
Compressa com rodelas de limão

Corta-se um limão em rodelas. Depois, elas são colocadas entre as dobras de um pano e batidas para se extrair o suco. Em seguida, a compressa com as rodelas de limão batidas é aplicada morna na panturrilha e firmemente enrolada com um xale de lã.
Compressa com suco de limão

A compressa de limão pode ser aplicada morna na panturrilha. Um limão é colocado numa vasilha com água suficiente para cobri-lo. É depois cortado e espremido debaixo d'água, fazendo-se diversos cortes na casca para se obter bastante óleo etérico (sumo). Dobra-se um pano de algodão ou linho (pode ser um lenço) de modo que cubra o panturrilha. Molha-se o pano na água com limão, espremendo-o depois com força. Ele é aplicado, sem pregas, ao redor da perna, preso com um pano maior e, em seguida, com um pano de lã firmemente enrolado.

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Os Produtos para Bebes

por Franciely Tsuchiya

Toda mamãe quer seu pequeno bonito e cheiroso, e muitas vezes não medem esforços para conseguir que seu filho tenha o melhor produto para os cabelos, o perfuminho mais cheiroso para o corpinho, o brinquedo mais legal.
Mas o que as mamães estão esquecendo, é de ler rótulos. Saber o que aquele perfuminho faz na pele de seu bebê? Se aquele brinquedo bem molinho para bebês, realmente pode ser mordido?

Embora seja uma questão deixada para atrás, na hora da compra, é algo que já se torna alvo de polêmica, pois a química usadas nos shampoos, em produtos de limpeza, etc, podem atravessar a placenta e atingir o bebê, bem como os produtos usuais para bebês e crianças, agridem o meio-ambiente e acarretam diversos problemas futuros e deficiências, inclusive problemas de desenvolvimento na puberdade e reprodução.

Você gostaria de saber como fugir disto tudo, e adquirir os melhores produtos para os pequenos sem se preocupar, além de garantir uma humanidade saudável? Então vejamos:

Os produtos comuns são aqueles não ecológicos, agridem a natureza e a sua saúde. Já os produtos ecologicamente corretos são aqueles que se desfazem no meio-ambiente e não utilizam aditivos químicos, por isso eles não costumam ser perfumados demais, mas em compensação podem ser utilizados sem o mínimo de problema e trazem inúmeras vantagens, inclusive para o futuro.

Para quem está no Japão a lista é simples e podem ser adquiridos tanto no conforto de sua casa (preenchendo o formulário pela internet) ou em qualquer farmácia e super-mercado, dependendo da região.

Para conhecer os produtos chamados eco-friendly (ecologicamente amigáveis) basta visitar o site aqui.

Para dar uma facilitada, são eles as marcas:
1. Shabon
2. MatsuYama
3. PAX
4. Miyoshi
5. Logona
6. Saraya
7. Naiad
8. Aleppo
9. Midori no Majyou (緑の魔女)
10. Chi no Shio Shya (地の塩社)
11. Nunonapu

Você poderá encontrar tudo para mulheres, homens e produtos para bebês e crianças, desde pasta de dente e escova ecológica, absorvente feminino ecológico e até os branqueadores ecológicos para estes napkins e maquiagem para as mulheres.

Os produtos ecologicamente corretos, naturais e sem aditivos, são produtos sem "químicas", não testados em animais (in vivo) e seguros.

Pesquisas comprovaram o quão perigosas são as químicas dos produtos convencionais, toda química, dos produtos que usamos, caem em rede sanguinea, sendo maléficas podem causar câncer, deficiência no desenvolvimento infantil e muitas outras doenças.

Aqui e aqui, você poderá ler mais sobre o assunto em questão.
E aqui, você poderá conhecer muito mais sobre produtos ecologicamente corretos, como funciona e como eles podem nos ajudar.
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Para facilitar, nossa querida amiga Sandra nos dá dicas de como procurar os melhores produtos:
Evite as siglas PEG, POE, as terminações em eth e os eters (não são todos ruins, mas pelo menos fica mais fácil para você), evite os parabenos (todos), DEA e TEA, DMDM hidantoína, bromopol, formaldeído, quatérnio 15, Sodium Lauryl Sulfate (lauril sulfato de sódio), corantes e fragrâncias (que não especifiquem se contém ou não talatos, se foram ou não testadas para hipoalergenicidade), polysorbato 60 e 80 ( os outros não são problemáticos).

Vale lembrar que os produtos que não possuem estas químicas não são nada parecidos com o que estamos habituados, pelo menos aqui no Japão são produtos com uma textura bem diferente e a tendência é um resultado sempre muito natural.

Por diversos motivos, são produtos que valem a pena!

Para quem estiver interessado em conferir os trabalhos de Sandra Goraieb, acesse seu blog.

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9 de dezembro de 2008

Beneficios do Babywearing

Por Thais Saito

Os benefícios são muitos, muitos. E eu acho que são tão óbvios....
Só quem já teve um recém nascido seu sabe como é gostoso carregar "aquilo" no colo o tempo todo. Como a gente fica apaixonada pelo cheiro, pelo choro, pelas mãos, pela sobrancelha loirinha, pelo inchadinho no rosto......
Mas também só quem teve um sabe que a gente praticamente não pode nem fazer xixi sozinha. Huahauhauahaua.

Eu lembro ainda de fazer xixi sempre com bebê no colo, de tomar banhos de 1 minuto correndo que nem uma louca, sair cheia de xampú no cabelo, cozinhar com uma mão só, enfim....

E daí, né? Huahau, que tem a ver?

Enfim, aí entra o Babywearing. A gente bota o bebê lá dentro e parece que a gente tá grávida de novo. Consegue usar as duas mãos. Fica aquela projeção frontal, mas como a barriga estava naquele lugar, a gente acaba nem sentindo diferença. E ajuda, viu? Eu conseguia não comer só congelados, por exemplo. Conseguia varrer a casa, lavar as DUAS mãos de uma só vez, pentear os cabelos, escovar os dentes, brincar com os mais velhos.... Umas coisas assim, high tech.


Quer mais?
O vínculo entre quem carrega e o bebê fica muito mais forte. Existem estudos que falam que uma mãe que carrega seu bebê no Babywearing são mais sensíveis e atentas às necessidades e sensações dos seus filhos.
Além disso, um bebê babywearing cria bebês mais atentos e que choram menos. Talvez porque as mães estão mais sensíveis às suas necessidades. Eles sentam antes, conseguem o senso de equilíbrio mais rápido.
O calor da mãe é maravilhoso. Ainda mais pra nós, que estamos num país com inverno frio, o calor humano faz toda a diferença. Assim como o método "Bebê Canguru" para prematuros é o ideal, pela temperatura, pelo vínculo, pelo contato, para um bebê que nasceu a termo, a coisa ainda é importante.
A amamentação é facilitada. A gente não precisa parar o que estava fazendo para amamentar, por exemplo. Além de, se for um wrap ou um sling, a amamentação nem ser percebida pelos outros, porque a gente não precisa fazer nada além de levantar ou abaixar a blusa.
Pra quem carrega crianças maiores, ainda é uma super ajuda, porque carregar uma criança de 15 quilos não é fácil. Eu tenho um de 13, um de 15 e uma de 18. Só ficam no colo se for no sling, no wrap, no mei tai. Deixa de cansar meus braços. E eu ainda posso carregar um e dar as mãos para os outros. Hahaaaaaa! É uma maravilha. adoro, adoro.

Leia mais aqui, no site da minha inspiradora, Analy.

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8 de dezembro de 2008

Ouça seu coração de mãe sempre!

por Rosana Oshiro


Não me esqueço do dia em que cheguei em casa, com minha primeira nenê no colo, morrendo de dor por causa do corte da cesárea, esperando receber uma comitiva de boas vindas e ao invés disso, quando fui trocar minha filha pela primeira vez, escutei: não é assim que se faz, você está fazendo errado...
EU QUIS MORRER!!!


Tenho certeza que toda mulher que se tornou mãe já passou por isso, em maior ou menor grau, e sabe do que estou falando.

Eu não quero aqui dizer, que não existam pessoas de boa fé que realmente queiram ajudar na hora que veêm uma mãe de primeira viagem cuidando de um bebê que chora desesperadamente, mas eu acredito que quem está disposto a ajudar mesmo, tem cuidado ao SUGERIR alguma coisa.

Antes de me tornar mãe, eu li muito sobre psicologia infantil, como acalmar o bebê, como dar banho, amamentar, decoração de quarto, lembrancinhas, enxoval, etc, etc, etc, (infelizmente li pouco sobre parto humanizado e achei que estava fora do meu alcance) e me arrependo de ter feito algumas escolhas a outras, mas de uma escolha não me arrependo nunca: OUVIR MEU CORAÇÃO DE MÃE PARA TOMAR DECISÕES.

Tem gente que não quer cama compartilhada para não acostumar mal o bebê, tem gente que acha que dar colo demais estraga o bebê, tem gente que diz que se ta chorando demais é porque seu leite não sustenta, ou precisa de "luftal" porque o bebê está com colica, ou precisa de "nenedente" porque a gengiva está coçando.

Eu deixo a pessoa falar, tento ser educada, e no final digo: eu acho melhor ouvir meu coração, suprir a necessidade do meu bebê e seguir meu instinto, porque assim eu nunca vou me arrepender.

Não me conformo em ver as pessoas passarem pela vida sem se questionar, sem saber o porque de suas decisões e seguirem vivendo nos "padrões da sociedade". Vivem a vida correndo, sem ao menos perguntar-se o porque estão "seguindo a vida" daquele jeito.
Daí eu penso, como podem as mães seguirem o que as outras fazem, dar os remédios que as outras dão, sem ler, sem pesquisar, sem estudar, o povo brasileiro é um povo tão inteligente! Porque não usam sua capacidade de mudar, renovar, crescer conscientemente?

Eu sei que aqui no Japão a vida é corrida, as mães não tem muito tempo para os filhos por causa do trabalho, mas negar-lhes amor e colo para não deixar "mal-acostumado"???
Negar-lhes a amamentação exclusiva porque tem que voltar a trabalhar logo??? Será que era a hora mesmo de se tornar mãe?

Acho que quando a gente se torna mãe, não dá para simplesmente seguir a "onda", fazer o que todo mundo faz, sem pesquisar, ler, se qustionar e ouvir o que te diz o coração.

Errar é humano, permanecer no erro nem tanto...
Já fiz muita coisa na vida e na maternidade, das quais me arrependo, só não me arrependo das coisas que fiz ouvindo, primeiro, o Meu coração.

Siga seu instinto materno!
Ouça seu coração de mãe, dê amor, de colo, de carinho ao seu filho! Você nunca vai se arrepender disso, mas se não fizer, pode ter motivo para se arrepender...

beijos maternos! = )

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7 de dezembro de 2008

Parto em Casa - reportagem

por Rosana Oshiro

Aqui, mais uma reportagem da TV de Campinas sobre parto em casa.

Essa é a opção MAIS SEGURA E TRANQUILA para uma gestante de baixo risco.


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6 de dezembro de 2008

Bebê pélvico não é sempre motivo de cesárea

por Rosana Oshiro

Para quem tem medo de bebê pelvico, vou colocar aqui as opções para quem "por ventura" precise de orientação sobre o assunto.

As possiblidades de escolhas e tentativas de fazer o bebe virar antes do parto existem e são várias, cabe a mãe buscar profissionais, se informar e ir a luta, porque vale a pena.

Abaixo temos algumas alternativas, em ordem de complexidade, para fazer o bebê virar: (Lembrando que os procedimentos aqui apresentados devem ser feitos após a 35ª semana de gestação, que é quando o espaço do utero fica menor e as chances do bebê virar espontaneamente diminuem.)

1) Homeopatia - A mais usada é a Pulsatilla 6CH, mas é preciso procurar um bom homeopata, pode ser do Brasil, até por telefone, desde que seja um médico de confiança e solicitar a homeopatia especifica para você. Então, você pode pedir para um familiar comprar e te enviar.

2) Moxabustão - É a acupuntura "térmica". O estímulo é feito através da queima de um bastão de artemísia. Esse bastão é aproximado ao local a ser estimulado, provocando no organismo reações fisiológicas parecidas com àquelas provocadas pelas agulhas.

Na gestante o bastão deve ser posicionado o mais próximo possível de cada dedinho do pé, com o calor dirigido para o ponto acima da unha do dedo, permanecendo aí por 20 minutos. O calor deve ser intenso, porém suportável. (texto e imagem aqui)


3) Exercícios posturais: Há algumas posturas que, feitas diariamente estimulam o posicionamento correto do bebê. Eles devem ser feitos 3x ao dia, por pelo menos 15 minutos.
Veja as imagens abaixo:

(texto e imagens aqui)

4) Versão cefálica externa - A versão cefálica pode ser feita:
- Fora de trabalho de parto - pode-se fazer e se voltar pra casa, mas há o risco do bebê virar novamente
- Em trabalho de parto - impossível se romper bolsa antes

Abaixo, um video monstrando de como é fácil faze-la, e mais abaixo, um breve relato de uma mulher que fez.




"Minha filha estava sentada quando eu estava de 36-37 semanas. Ela era grandona e gordinha (nasceu com 3,950Kg). Eu fiz acupuntura com a Dra. Mary e ela virou a Alice na mão em seguida. No dia tinha feito um ultrassom. Ela já tinha 3,400Kg.
Eu posso garantir pra vcs que a versão externa não é em nada de violenta, como dizem. O fundamental é ser feito por uma pessoa que saiba fazer. Vou contar com detalhes para vocês terem uma idéia de como é: Ela fez uma única tentativa de virar(com as mãos). Primeiro viu a bebê pelo ultrassom. Eu mostrei pra médica como ela costumava escorregar mais para a esquerda. Ela achou o bumbum da A. Levantou o bumbum até um pouco abaixo do meu umbigo (para desencaixar da bacia) e ao mesmo tempo empurrou a cabecinha para baixo. A. deu uma cambalhota. Tudo isto que eu escrevi durou no máximo 10-15 segundos!! Isto doeu muito menos que uma massagem modeladora que fiz uma vez!! Não é piada, é sério!
Pra mim a versão sempre foi encarada como algo positivo. Eu faria novamente sem dúvida alguma. bjs, D."

6) Parto pélvico natural - É uma ótima opção, desde que seja com um médico não intervencionista e acostumado com o parto pélvico.

7) Cesárea em trabalho de parto - Com médico inexperiente é dificil se arriscar a um parto pélvico, mas pelo que soube, aqui no Japão, muitos médicos conhecem o procedimento e não tem receio do parto normal, tem mais receio é da cesarea!

Espero que depois de ler e conhecer essas opções sobre o bebê pélvico, você possa desmistificar algumas "histórias que o povo conta" e passe adiante essas informações para alguém que precise.

No link a seguir também tem boas fotos e dicas para tentar virar o bebê pélvico. Confiram! 

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4 de dezembro de 2008

Babywearing

Por Thais Saito

A gente já falou sobre isso nesse post aqui, mas é um assunto muito legal, vasto, estudado e interessante.

Sabem o que é o BABYWEARING?
É o ato de "vestir" o bebê. Não a roupa nele. huahuahau. Mas o ato de nós vestirmos os nossos bebês.

Existem muuuuuitos jeitos de carregar um bebê.
- Simplesmente no colo, que é uma delícia quando eles são recém nascidos ou por curtos períodos, senão dá uma leve dor (nos braços nas costas.....);
- Num canguru comum, daqueles que parecem uma mochila. OK, o peso do bebê se divide nos dois ombros, ele fica numa posição prática (para nós) e parece bem seguro. Só que o bebê só pode ficar em uma posição. E cansa. Além da posição perninhas abertas demais pode causar um problema ali. Além de servir por pouco tempo (a Mel pôde usar por tipo 6 meses, porque depois começou a apertar a perna). Mais uma desvantagem: as pernas e os braços ficam largados e isso PODE causar problema ou facilidade de problemas naquelas articulações;
- Sling: delícia, delícia. O bebê fica numa posição super confortável, se sente no útero. E conforme ele vai crescendo, vai mudando as posições: sentado olhando pra frente, sentado barriga-com-barriga, pernas pra dentro, pra fora, nas costas..... Ainda dá pra amamentar super discretamente. Dá pra tirar e colocar o bebê quantas vezes quiser, porque é fácil, fácil. A desvantagem é a preocupação que se precisa ter para com as argolas, o velcro, ou o que for que segure, o tipo de tecido (precisa aguentar o bebê e, se for orgânico, sem estampas cheias de ftalatos e tal melhor ainda.) e precisa de um pouco de prática pra usar na boa;
- Wrap: um tecidão comprido, que se enrola, enrola, e prende. Sào lindos, extremamente confortáveis. O peso do bebê fica suuuuper dividido, é super seguro, a gente quase esquece que tem um bebê ali. É meio difícil de usar, é ruim mudar a posição do bebê. Existe a versão "fast wrap", que já vem meio pronto: você veste, como se fosse uma camiseta, mesmo, e coloca o bebê no meio. Adoro o meu e não largo por nada. jauahuah.

(imagem wrap com gêmeos, daqui.)
- Mei-tai: É um quadrado de tecido com 4 "braços", que você usa pra amarrar em volta do bebê e de si. Eu tenho e adoro. O ruim é que não dá pra mudar a posição do bebê e precisa prender direitinho pra não machucar. É uma adptação ao que as mulheres usavam antigamente, um cordão, pra amarrar as crianças.

(imagem, mei-tai Luka e Lika)

No próximo capítulo, vou falar dos benefícios do Babywearing em geral. hauhauaha. Aguardem.

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3 de dezembro de 2008

Parto Humanizado

por Rosana Oshiro

O texto a seguir foi escrito por ninguém menos que o Dr. Ricardo Jones, mais conhecido como Ric. Ele é médico ginecologista, obstetra e homeopata em Porto Alegre, no Brasil, onde já atendeu a mais de 1500 partos em 17 anos de profissão.
Adepto do parto natural e um grande entusiasta do parto humanizado, é também um dos líderes mundiais na discussão sobre a melhoria da qualidade no atendimento às parturientes.

A discussão sobre Cesariana X Parto Normal é muito antiga aqui nas linhas cibernéticas. Quem milita nas listas de discussão há alguns anos sabe que este debate vai e volta, sistematicamente, como um ioiô ideológico. Esta ótica específica da humanização - como algo relativo ao "humano" - foi amplamente debatida há alguns anos, e re-debatida sistematicamente de tempos em tempos. Eu tenho um ponto de vista bem claro sobre o assunto, expresso no meu livro e nas minhas palestras, de que a "Humanização do Nascimento" tem a ver com um movimento filosófico chamado HUMANISMO, que, contrapondo- se ao teocentrismo da idade média, coloca o ser humano em destaque e oferece a ele o protagonismo de seu destino. Meu colega Maximilian consagrou a frase "Humanizar o nascimento é restituir o protagonismo à mulher" exatamente para oferecer este direcionamento ao movimento que visa humanizar partos. Segundo ainda Maximilian, sem o protagonismo garantido à mulher somente conseguiremos a "sofisticação da tutela", que não oferece a profundidade das mudanças geradas pela insensibilidade do paradigma biomédico de atender as necessidades básicas de uma mulher parindo.

Desta maneira fica claro entender que uma cesariana não pode ser "humanizada" exatamente porque a mulher NÃO POSSUI o protagonismo: ela está à mercê da técnica e da assistência ostensiva do profissional que a atende. Por outro lado, é certo que uma cesariana pode ser "humana", tanto na concepção óbvia espécie-específica (pois é feita em seres humanos) quando na conotação de "gentil e respeitosa". Muito da discussão que observei sobre esta questão deve-se aos conceitos, ora equivocados, ora confusos, sobre o que vem a ser humanização. Cesariana é cirurgia, e no conceito que queremos dar à humanização ela NÃO tem como ser humanizada, pois aliena a mulher da sua condução (mesmo quando bem indicada). Por outro lado, um PARTO VAGINAL pode ser deveras DESUMANIZADO, e mesmo DESUMANO, quando impede a mulher de tomar qualquer decisão sobre seu corpo, ou quando a trata de forma rude, grosseira e mesmo violenta.

Humanizar o nascimento é colocar a mulher como condutora do processo; tornar o parto "humano" é tornar a assistência mais suave, gentil e adequada. Entretanto, uma atitude gentil pode ocorrer até mesmo em partos desumanizados (sem protagonismo).

Eu acredito que esta discussão fica acalorada por causa de seu evidente conteúdo erótico. Explico: parto é constituinte da vida sexual normal de uma mulher. Quando falamos em nascimento, parto, dores, contrações, vagidos e gemidos, estamos falando do EROTISMO pulsante e vivo que permeia este momento. É por esta razão que a discussão fica tão forte, mesmo quando eu vejo nítidos vértices de contato nos discursos de muitos debatedores. Não há duvida que existem diferenças claras do ponto de vista emocional, afetivo, psicológico e físico entre um parto vaginal e uma cirurgia, a qual sem dó nem piedade rompe 7 camadas de tecido para atingir a intimidade uterina. É claro para todos, também, que uma mulher NÃO se define pelo tipo de parto que teve: ninguém é mais mulher por ter tido um parto normal. Por outro lado, ninguém é mais homem por ter as duas pernas, mas a ninguém parece justo negligenciar as suas, e tampouco existem pessoas para quem perder as pernas não tem importância. Assim podemos entender o parto normal: não define a qualidade de uma mulher, mas não pode ser entendido como supérfluo ou desprezível para ela. O evento do nascimento é um momento impressionante na vida de uma mulher; divisor de águas é capaz de fazê-la naufragar em uma depressão melancólica (por reforçar suas fantasias inconscientes de impotência) ao mesmo tempo em que pode alçá-la a um patamar inimaginável de segurança, auto-estima e determinação. Uma encruzilhada ímpar. É fácil ver que isso pode ser atingido SEM a experiência de um parto (que o digam Madre Teresa, Jesus Cristo, etc.), mas nem por isso podemos fechar os olhos à sua imensa potencialidade criativa.

A ansiedade que percebemos no que tange a esta discussão se origina exatamente de sua dimensão sexual. Falar do próprio parto é falar do seu sexo, da sua intimidade, de sua competência feminina. Por esta razão é importante que tenhamos esta visão até para que possamos contextualizar o debate e não torná-lo tão duro.

Ainda sobre os conteúdos sexuais, basta que estejamos presentes em um nascimento humanizado para perceber que TUDO ali transpira sexualidade. Uma mulher deixada vagar livremente pelos seus desejos pode encontrar o êxtase no nascimento de um filho. Permitindo-se que ela transite pelo gozo indescritível desta passagem - sem interrupção e sem censura - ela poderá descrever seu parto (como já fui testemunha tantas vezes) como o momento mais prazeroso de sua vida.

Pois é aí que está o segredo tão bem guardado !!

Aqui se encontra o mistério recôndito. Se as mulheres soubessem o quanto existe de realização e transcendência no ato de parir estas discussões terminariam da mesma forma como se dissipa a névoa com a chegada do sol. Foram os homens que inventaram as dores lancinantes de parto, apenas para fazer valer sua técnica e seus aparatos tecnológicos. Era preciso fazer a mulher descrer em si para que ela acreditasse na idéia que somente através da intervenção sobre este corpo defeituoso é que se alcança sucesso no nascimento.

Que triste !!

Tanta força e tanta energia sexual desperdiçadas !!! Mas eu dizia ao mestre Marsden que não acredito que possamos enganar todas as mulheres por todo o tempo. Um dia elas vão acordar de seu sono de menosvalia, e reclamar de volta o que sempre foi seu.Neste dia o nascimento humano voltará a ser um momento deslumbrante, para uma nova sociedade de paz.

Minha amiga Simone Diniz me disse há muitos anos uma frase que muito me irritou e me obrigou a refletir, até que eu finalmente aceitei e entendi: "A escolha pela cesariana é uma opção pela dignidade". O que vemos na sociedade contemporânea ocidental, no que tange ao parto, é um FALSO DILEMA: de um lado um nascimento violento regulado por pressupostos mecanicistas e positivistas, onde se aniquilam o psiquismo e a afetividade maternas em nome de uma ilusória objetividade cartesiana, junto com uma falsa promessa de segurança.

Do outro lado uma cesariana, que é o ápice da alienação feminina sobre o nascimento, e onde se oferece o total controle médico sobre o evento. Neste contexto, optar por uma cesariana pode ser simplesmente o desejo de que seu parto seja minimamente digno, onde não haja alarido e violência verbal (por vezes física) na sala de parto. Optar pela cirurgia é ter controle (sim, o controle de decidir-se a fazê-la) para poder fugir da grosseria e da humilhação de parir sob o olhar de uma platéia onde podem até estar presentes curiosos, ignorantes e outros despreparados.

O drama é que estas são as DUAS ÚNICAS alternativas oferecidas nos dias de hoje: partos humilhantes ou cesarianas alienantes, "limpas e seguras". Quase NINGUÉM (ok, muito poucos) oferece um parto digno, bonito, prazeroso, carinhoso, afetuoso e digno. ESSA É A LUTA !!!

Os humanistas do nascimento não se contrapões às cesarianas (sou deslumbrado por esta história, de Edoardo Porro, passando por De Lee até os neo-cesaristas, como Marcelo Zugaib), mas nos insurgimos contra o abuso e a falsa promessa de redenção implícita no oferecimento de uma cirurgia como esta. Lutamos contra a objetualização e coisificação da mulher, seja numa cesariana ou num parto vaginal "Frankenstein" , como bem dizia a Roselene. Somos visionários que enxergamos o nascimento como ATO REVOLUCIONÁRIO e libertário, que se opõe ao sexismo do patriarcado abrahâmico castrador, e que oferece uma nova visão para o porvir da humanidade, onde os nascidos de mulher serão acolhidos com amor.

A simples diminuição matemática do índice de cesarianas não parece ser algo adequado. Diminuir a incidência dessas cirurgias sem a concomitante modificação da ideologia da assistência ao parto só pode produzir uma situação mais dramática do que a anterior. A falta de compreensão do sistema biomédico contemporâneo das necessidades básicas de uma mulher ao parir está na gênese do descalabro na assistência. O problema reside no modelo cartesiano aplicado ao nascimento, que entende o psiquismo apartado da "Humani Corporis Fabrica", e define a mulher como um aparelho defeituoso, equivocado e falho em essência. Sem uma mudança radical na visão que temos da MULHER vamos apenas criar aberrações sobre aberrações, sem nunca atingir o núcleo do transtorno. Precisamos mudar a forma de entender o feminino, para assim modificar o olhar que lançamos às grávidas.

A tese do "protagonismo devolvido" e o rechaço à idéia de sermos "contrários à cesariana" são pontos nevrálgicos na discussão sobre a humanização do nascimento. Além disso, é importante trazer à tona a idéia de que abolir ou dificultar o acesso às cesarianas é inútil e até perigoso, porque a falha não é no seu uso (que não é causa, e sim conseqüência), mas na própria visão que temos da mulher e suas funções femininas. Precisamos nos dedicar a uma tarefa muito mais complicada e difícil do que simplesmente baixar nossas taxas de intervenção: necessitamos criar a "nova mulher", liberta dos grilhões do patriarcado e longe do revanchismo do antigo feminismo antropofágico. Precisamos, por fim, oferecer às gestantes e parturientes o suporte afetivo, espiritual e emocional que foi a marca de nossa ancestralidade, e aquilo que nos define como 'humanos", que é a capacidade de cuidar dos semelhantes (Leonardo Boff).

Ricardo Jones, MD*

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2 de dezembro de 2008

Slings

Por Thais Saito

Hoje saímos para passear. O Bhuda já quase não chama atenção (ele é bem grande...), normalmente. Huahauah. Hoje ele saiu de sling cor de rosa.

Achei que ia ser o palhaço do circo, mas que nada!!!!!

Fomos num matsuri de uma escolinha e tinha taaaaaaaanta mulher de sling!
Ele chamou atenção, mas a atenção normal.
Eu ainda vi vários modelos, alguns com um tecido mais quente, com apoio pro bebê, umas cores liiiiiindas, com rendinha e tals. hauhauahua.



A gente usa o sling desde que a Mel tinha 8 meses (hoje ela tem 5 anos). E direto. Sempre. O João e o Zé praticamente cresceram dentro do sling.
Em especial, quando a Mel era pequena, a gente ouviu muuuuita besteira, do tipo "Coitada da nenê! Vai ficar toda torta!", "Que perigo!", "Se esse bebê cair e ficar paraplégico, a culpa é sua!" e tal. Sério. Huahuahau.
Geeeeeeente... o sling é mágico!!! Os bebês ficam super confortáveis, porque eles se sentem no útero. Os bebês maiores são um pouco mais difíceis de manter dentro, mas é fácil de colocar e tirar (quando se pega a prática), e diminui tanto as dores nas costas... E as crianças (a Mel ainda anda de sling) adoram, porque é uma brincadeira, né.

Usem. É um ótimo jeito de conseguir usar as duas mãos E ficar com um bebê recém nascido no colo. Fora que dá pra amamentar a vontade super discretamente. Ninguém nem percebe.

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1 de dezembro de 2008

E se a bolsa romper antes do TP?

por Rosana Oshiro

Você sabe o que fazer se a bolsa romper antes de começar o trabalho de parto?
Você sabia que isso acontece bastante entre as gestantes, mas NÃO É O NORMAL???
Vou falar aqui sobre os cuidados e o que deve-se, ou não, fazer em caso de BOLSA ROTA.

A primeira coisa a fazer é se verificar se a bolsa rompeu mesmo e se você está perdendo líquido, ou seja, o liquido fica escorrendo aos poucos, e há presença de muco e sangue.

Na verdade, temos duas camadas na bolsa, e às vezes rompe a camada de fora, dá uma esguichada e pronto, não sai mais nada. E o TP ainda pode demorar dias para começar.

Quando a bolsa se rompe "para valer" ficam saindo jatos involuntários de liquido, e aí sim, a cavidade do útero fica exposta à entrada de bactérias.

Às vezes as bactérias já estão lá e fazem justamente com que a bolsa se rompa. Ninguém sabe o que vem primeiro, a bolsa rota ou a infecção. Acredito que existem os 2 caminhos, infecção após bolsa rota, e bolsa rota por causa da infecção.

A primeira coisa a se observar é a cor do liquido e o cheiro.

Se o liquido for clarinho e não houver cheiro forte, não há razão para desespero, deve-se fazer exercícios, tomar chá de canela com gengibre, tentar descansar até a hora em que o TP engrene, e se hidratar, bebendo bastante água, para só depois ir ao hospital.

Se o liquido for verde clarinho é preciso ir ao hospital, mas não precisa se desesperar, dá para tomar um banho e arrumar uma mala que ainda não esteja pronta, sempre bebendo água.

Se o liquido for verde escuro é preciso ir ao hospital imediatamente, mas ainda assim, sem desespero, porque o mecônio é apenas sinal de maturidade do bebê e nada mais.

Não pense que nesse caso é indicada a cesarea, o mais indicado é o parto normal, se tudo estiver bem, porque ao passar pelo canal do parto o bebê tem as vias aereas aspiradas, o que não ocorre se for feita a cirurgia.

Um dos exames realizados antes do parto no Japão, é de Estreptococus, que é uma bactéria que se contaminar o bebê, pode levá-lo a óbito.

Esse é o grande medo da "bolsa rota". É disso que os médicos têm medo e dizem que precisa operar com urgência depois de 6 horas de bolsa rota no Brasil, não sei como funciona aqui, portanto, antes de aceitar uma cirurgia, questionem as opções e urgencias reais.

E ainda assim, é bom a gente saber que mesmo com a infecção, mesmo que a infecção comece a produzir sinais no bebê e na mãe (febre materna, taquicardia fetal), ainda assim dá tempo de agir, ou seja, não há razão para se operar uma mulher porque a bolsa rompeu.

Trinta por cento das mulheres têm strepto e não sabem. No sistema público de saúde do Brasil, nem pedem este exame, porque a indicação de antibiótico durante o TP é ineficaz e questionável.

Eu mesma nunca fiz esse exame, a não ser aqui, e quando tive bolsa rota, aguardei por mais de 16h para depois ir ao hospital.

Em caso de ter o resultado de Estreptococus Positivo você pode tratar-se colocando um dente de alho no canal vaginal todos os dias durante uma semana, e depois refazer o exame para verificar se zerou.

O mais importante ao sentir que sua bolsa rompeu, antes de iniciar o trabalho de parto, é manter-se tranquila e segura de que existem opções para você, antes de ir direto para o hospital e acabar aceitando uma cesárea sem real necessidade.

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Está com Febre?

Que bom ! A febre, definida como um aumento da temperatura do corpo acima de 37,2º C (medida axilar), é um evento que acompanha boa parte das doenças inflamatórias, especialmente infecções e , de modo mais freqüente, na infância. Nos dois extremos da vida, temos duas tendências opostas: na infância predominam as doenças inflamatórias febris, e, na idade senil as doenças escleróticas.

A febre na criança costuma trazer angústia aos pais, que sentem uma necessidade grande de baixá-la imediatamente, temendo possíveis conseqüências maléficas aos seus filhos. Isso está mais baseado em desinformação do que propriamente em conhecimento científico.

Quando entendemos a febre de um ponto de vista mais ampliado, nossa visão se modifica e também nossas atitudes diante desse fato. A febre sempre existiu, acompanhando diversas doenças, como mecanismo de defesa do organismo. Com o aumento da temperatura corpórea, nosso sistema imunológico tem a possibilidade de agir mais rápida e eficazmente. A produção e a ativação de diversas substâncias e células de defesa aumentam na febre, o que facilita a resolução da inflamação. Sabe-se, de longa data, que durante a febre o organismo humano consegue produzir mais anticorpos contra vírus e bactérias. O aumento de apenas 1ºC na temperatura corpórea consegue diminuir duas vezes a multiplicação viral. No caso do resfriado, por exemplo, o vírus se reproduz muito bem a 35ºC; já à 38º se reproduz pouco, e aos 40º não se reproduz. Portanto, o melhor remédio para o resfriado é a febre! E o pior remédio é o resfriamento – que pode acontecer após o uso de diversos antitérmicos.

Durante nosso desenvolvimento, passamos por crises que precedem períodos de mudanças. Assim é por volta dos 21 anos, quando buscamos nossa verdadeira identidade no mundo, ou dos 28 anos, quando nos questionamos profundamente acerca de nossos reais talentos. Na infância, de 0 a 7 anos de idade, o correspondente a essas "crises biográficas" são as doenças febris. O calor traz a possibilidade daquilo que nos é mais individual, chamado na Medicina Antroposófica de organização do Eu, de intervir na constituição orgânica. Isso se acentua na febre. O Eu precisa expressar-se por meio do corpo físico, e a febre o ajuda a tornar esse corpo herdado dos pais mais adequado à suas próprias características individuais. Na pessoa febril observamos um rebaixamento de seu nível de consciência. Pensar e atuar fica mais difícil durante a febre (o corpo e a mente pedem repouso). É como se a consciência (Eu) "descesse" da cabeça até os órgãos internos e membros, para "tomar posse" daquilo que foi herdado dos pais. Isso só se consegue por meio de calor corporal. Por isso, se no início da febre as extremidades estiverem frias (principalmente os pés) pode-se fazer compressas mornas nas panturrilhas e nos pés, ajudando o calor a chegar até lá. Desse modo não estaremos impondo obstáculos ao desenvolvimento orgânico, mas sim facilitando. Depois da compressa, deve-se colocar meias bem quentinhas e repousar.

Responder com febre durante uma doença é sinal de boa vitalidade, de capacidade de reagir frente às ameaças externas. Após cada episódio de febre, o sistema imunológico, expressão de nossa individualidade, torna-se mais preparado para enfrentar as agressões externas, e a criança, como um ser único, ganha uma batalha e conquista seu novo espaço. Trata-se de um amadurecimento orgânico, vital para o amadurecimento anímico que se segue.

QUANDO BAIXAR

O bom senso nos deve guiar. Em algumas situações, é adequado baixar a temperatura com antitérmicos. Mas são situações de exceção:

o quando a febre ultrapassa os 41º C;

o durante a gravidez (a febre poderia trazer problemas de formação ao feto);

o em pessoas com doenças cardíacas (ao aumentar a freqüência cardíaca, a febre pode sobrecarregar o coração de quem já teve um infarto ou angina);

o em doenças crônicas muito debilitantes (p. ex. tuberculose, hipertireoidismo);

o em doenças psiquiátricas (em que a febre pode desencadear determinados surtos);

o e em pessoas com epilepsia – quando a febre pode facilitar a ocorrência de novas crises.

Existem recursos naturais e medicamento homeopáticos que ajudam o doente febril a modular a temperatura, ou seja, evitam que ela exceda determinados limites, ao mesmo tempo em que trazem bem-estar e auxiliam a fase de recuperação. Antitérmicos sintéticos e antibióticos precisam ser usados com muito critério, e os últimos, somente sob prescrição médica.

CONVULSÃO

Existe um "mito" que vale a pena abordar: as convulsões febris. Ao contrário do que se teme, são episódios raros (3% das crianças), não deixam seqüelas e dificilmente se repetem. As convulsões febris só ocorrem na faixa etária entre 3 meses e 6 anos de idade. Por ser um fenômeno isolado, uma convulsão não pode ser definida como epilepsia.

Ela não depende do grau de febre, isto é, não é mais comum ocorrer aos 40º do que aos 38ºC. Além de raramente acontecer, a convulsão febril cessa espontaneamente e geralmente não causa nenhum dano á criança. A grande maioria das crianças com história de convulsão febril nunca mais irá apresentar novo episódio durante todo o resto de sua vida. Na próxima infecção, seu organismo terá "aprendido" a superar até uma febre mais alta sem convulsões.

É importante saber que a febre não é uma doença em sim, mas uma maneira de se defender, e que o grau de febre (baixa ou alta) não está relacionado à gravidade da doença. O estado geral da pessoa é o mais importante. Não se justifica a preocupação excessiva com a febre. Nosso esforço deve ser o de saber sua causa, e não simplesmente baixá-la, atrapalhando a atuação do sistema imunológico.

Orientações Práticas

O que fazer para ajudar



# Crianças têm febre mais alta e de instalação maios rápida que os adultos.

# Durante a febre convém respeitar a falta de apetite da criança, não a forçando a comer. Se houver perda de peso, ela o recuperará rapidamente após a doença terminar. Porém é muito importante que ela beba líquidos (água, chá e sucos), para repor as perdas aumentadas por força da transpiração maior que acompanha a febre.

# Não dê banho frio na criança com febre, tampouco use compressas com álcool. Isso causa perda muito rápida de temperatura. O banho deve ser na temperatura do corpo.

# Brinquedos e atividades que estimulam demasiadamente o pensamento, como vídeo-game, computador, lição de matemática, etc. devem ser evitados durante a febre. Há necessidade de repouso físico e mental.

# Consulte o médico para saber a verdadeira causa da febre. Se o tratamento é feito com um homeopata, ele necessitará de informações que individualizem o caso, como por exemplo se o aumento da temperatura foi súbito ou lento, se houve presença e características de sede, suor, sintomas mentais (estado de ânimo, ansiedade, desejo de companhia, etc.) dentre outros.

# Após os episódios de febre o calor tem de ser mantido, especialmente nas extremidades (pés), agasalhando-se bem a criança e evitando-se perdas excessivas de calor.

Seguindo esse caminho, o organismo da criança terá aprendido algo durante a doença febril, por esforço próprio. Note a expressão na face do seu filho ou de sua filha após recuperar-se de uma doença febril em que a febre não foi suprimida, e sim auxiliada de modo consciente e natural. A criança está sutilmente diferente: um pouco menos parecida com os pais, um pouco mais "parecida" com ela mesma. Você deu liberdade para ela amadurecer.


Dr. Nilo Gardin

Diretor-Médico da Weleda do Brasil
CRM-SP 78.538


(extraído do Periodicum Weleda - informativo Weleda - Junho/2005 nº 34)

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