28 de fevereiro de 2009

Homeopatia e Alopatia: você sabe a diferença?

Por Rosana Oshiro
O momento em que a doença afeta nossos filhos é o de maior preocupação para nós que somos pais e mães. Logo queremos levá-los ao médico para que receite algum medicamento que os livre "daquele mal".

Já falamos aqui e aqui sobre a febre, e o hoje vou falar de duas principais formas de tratamento de doenças infantis: Homeopatia e Alopatia.

Você sabe a diferença entre elas?

Quando ouvi falar sobre homeopatia pela primeira vez, imaginei ser algo como "remédio de curandeiro" ou uma "simpatia" e nem dei muita bola...huahuahuahuahuauha

Conversando, certa vez, como amiga que cursava faculdade de "Farmácia" ela me explicou de forma simples e clara que:

- Homeopatia é o tratamento feito com substâncias "iguais" às da doença, buscando combater a doença como um todo.
- Alopatia é o tratamento feito com substâncias "opostas" às da doença, que busca combater os sintomas das doenças.

Depois, pesquisando mais e lendo sobre o assunto percebi que na Homeopatia, o remédio é indicado para cada pessoa, conforme ela "leva sua vida" também.

Por exemplo: Tenho um filho, muito timido e instrospectivo, que teve vários episódios de tosse noturna, tosse repetida e que fazia ele ficar sem ar. Esse episódio se repetia sempre entre 0 horas e 2 da manhã. Depois de feita essa análise, o médico receitou-lhe Lachesis CH6 (CH6 indica a potencia do remédio, quanto maior esse numero, maior o grau de diluição e maior a "força" do remédio) e bastava administrar cinco gotinhas do remédio que em menos de 5 minutos, meu filho parava de tossir, era incível!

Já na alopatia, não existe essa análise do paciente e das circunstância, mas apenas dos sintomas, que são, cada um, combatidos separadamente.

Quanta vezes fomos ao médico com uma gripe forte e este nos indicou: anti-termico, anti-gripal e um anti-biotico, cada um para tomar em um horário, mas tudo junto para fazer o efeito em cada sintoma?

Tenho em minha familia, casos de asma, e minha filha mais velha teve seu primeiro episódio de asma quando completou um ano de idade. Descobri a homeopatia quando ela fez quatro anos. No período em que eu utilizava a alopatia, ele tinha crises de asma, a cada 6 meses pelo menos. Depois que comecei a tratá-la com homeopatia (fiz um único tratamento de 15 dias) ela nunca mais teve nada. Vai fazer 7 anos daqui 3 meses.

A maior critica de "médicos tradicionais" à homeopatia é a grande quantidade de diluição que é feita nas soluções. Eles alegam que o efeito dela é como o efeito placebo.

Lendo sobre o assunto, eu não tive certeza sobre a eficácia da Homeopatia, mas resolvi tentar pelos beneficios, por não querer administrar drogas cheias de efeitos colaterais em meus filhos, porque sei que no futuro, isso fará uma diferença enorme na vida deles.

O resultado foi 100% de eficácia em todos os tipos de doenças que apareceram! (bronquite asmática, otite, gripe da barriga, Kafuncho, enurese noturna, dor de dente, cólicas renais, insônia, agitação e etc)

Com quatro crianças saudáveis, que pegam gripe uma vez por ano e logo se recuperam, não tenho dúvidas, vou usar e indicar homeopatia sempre.

Leiam mais sobre sobre o assunto, procurem um bom médico e tirem as conclusões por vocês!

Eu recomendo a Homeopatia firmemente, pois além dos beneficios, não existem os "efeitos colaterais".

Leiam mais:

Homeopatia, na Wikipédia

Homeopatia, a arte de enriquecer as defesas naturais do organismo.

Desfazendo mitos sobre a Homeopatia

Homeopatia de Urgencia,

Medicamentos homeopáticos de Urgencia (para fazer sua farmacinha em casa)

Beijo a todas e muita saúde para a família!

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20 de fevereiro de 2009

Mais sobre comida....

Por Thais Saito

Eu falei sobre a diferença entre comida e produtos alimentícios no blog Vida Verde de uma Família Colorida, essa semana.

A diferença básica é que um, a comida, é basicamente igual há muitos anos e o outro, produto alimentício, muda de cara de acordo com o mercado.

A gente bem sabe que comer comida é muito mais saudável do que comer produtos alimentícios.
Mas é tão prático....

Aqui no Japão, então! É até mais barato comprar pronto.
Eu adoro alho. Compro sempre as cabeças de alho porque adoro deixar pedações no meio da comida. Mas fiquei horrorizada! Uma cabeça de alho sai mais caro do que um potão de um quilo de alho triturado!

E eu pensei: não tem lógica!!! Esse alho triturado precisou ser plantado, colhido, descascado, triturado, misturado com sal, conservante, embalado e tranportado. Como ele pode ser mais barato que o alho in natura, que só precisou ser plantado e colhido?

E fui pesquisar.
Pois bem, a maioria dos produtos alimentícios japoneses não são nem produzidos aqui. São feitos na China, onde há mais espaço para plantação e mão de obra mais barata. Onde há jeitos fáceis de burlar a lei. E fica perto o suficiente pra não encarecer por causa do transporte.

E isso acontece com tudo. Grande parte dos produtos (bolachas, bolos, chocolate pra leite, leite em pó, etc) vem de lá. E lá, bom, a gente bem sabe que tem vários problemas (melamina no leite, gripe aviária, mão de obra escrava, a poluição absurda de tudo por causa da energia a carvão). E quanto mais a gente consome esses produtos, pior a gente deixa o mundo que a gente vai deixar para os nossos filhos.

Fora isso, ainda tem o problema dos aditivos, né? Tudo vem com conservante, gordura trans, glutamato monossódico, adoçante. E os quilos de embalagem de tudo (que aqui chega a ser absurdo!). Tudo o que faz mal pra gente, pra nossa saúde, nossos filhos, nosso mundo.
Lembrando que não estamos falando só do hambúrger, mas até das papinhas de bebê. Fazer em casa e congelar não dá tanto trabalho. Depois, é só descongelar.

Então, proponho: vamos comer mais comida e menos embalados. Sai um pouco mais caro, dá mais trabalho. Mas a saúde melhora, a disposição aumenta e o planeta agradece.

Quem quiser, ainda sugiro a leitura do post do blog Crianças na Cozinha que me inspirou a escrever sobre isso.

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16 de fevereiro de 2009

Para que servem os seios?

Por Rosana Oshiro

Lindo e inspirador esse texto do Verissimo.
Apreciem!

Para não dizerem que eu só escrevo sobre frivolidades como a situação internacional e as últimas razões da existência, hoje vou tratar de um assunto sério: o seio.

Para começar, por que existe o seio? Ele não está presente, ao menos não com a mesma, assim, proeminência, nos primatas que nos antecederam. É mesmo difícil lembrar outro animal que tenha seio. Quem disse "Vaca!" está obviamente tentando tumultuar. Retire-se da sala imediatamente.

Especula-se que quando nossos antepassados — ou, no caso, antepassadas — começaram a andar sobre dois pés na savana primeva, sacrificaram seu principal atrativo para os machos da sua espécie, que já naquele tempo (pelo menos os brasileiros) só pensavam nisso: a bunda empinada. A frente, e não mais as costas, da pré-mulher passou a concentrar todos os seus chamarizes sexuais quando ela virou bípede. Era preciso ter um equivalente da bunda na frente e por isso nasceram os seios. Eles seriam uma bunda que subiu na vida. A teoria não é minha, portanto não aceito protestos.

Outra teoria atribui o desenvolvimento de nádegas frontais ao fato das nossas antepassadas, ao deixarem a fase macaca mas ainda muito longe de chegarem à fase Gisele Bündchen, terem perdido grande parte do cabelo do corpo. Ou seja: quando o bebê ia mamar na mãe não tinha mais — epa, opa — onde se segurar. Os seios vieram para dar aos bebês o que agarrar, ou no mínimo uma sensação de apoio e tranqüilidade, imprescindível na hora das refeições.

Pois é falsa a idéia de que o tamanho dos seios tenha algo a ver com a quantidade de leite da mãe. O leite está presente nas lactantes independentemente do seu equipamento mamário e para o aleitamento bastam os mamilos. Os seios existiriam, assim, por razões estéticas, sexuais e práticas (o conforto de bebês inseguros e, claro, de adultos com a mesma carência) e para dar dinheiro a cirurgiões plásticos e fabricantes de silicone. O aleitamento seria uma função secundária.

Não sei se você já se deu conta que o leite materno é o único alimento produzido pela natureza exclusivamente para a gente. Todos os outros estão na Terra para serem compartilhados com outras espécies, inclusive o leite materno de outras espécies. Há, claro, alimentos feitos ou descobertos pelo homem que nenhum outro animal come, como o caviar — ou pensando bem, a lesma, que só deve ser comida por outras lesmas, e assim mesmo figurativamente. Mas original e exclusivo, só o leite da mãe. Que, mal-agradecidos, tomamos por pouco tempo e logo abandonamos. Em outro escandaloso exemplo de desperdício de recursos naturais.
Luis Fernando Verissimo

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13 de fevereiro de 2009

Faixa para gestante

por Franciely Tsuchiya

Algumas concordam, outras discordam. Aqui no Japão é muito ultilizada e faz sucesso entre as japonesas. Muitas estrangeiras aderem mas a maioria das brasileiras se questionam.
Então o que é certo? Usar ou não usar a faixa para gestante? Conhecida por 妊娠ベルト (ninshin beruto - ver aqui) ou fukutai ou haraobi 腹帯 no Japão.
Vamos saber mais sobre esta faixa, como funciona e para que serve...
Seria mesmo um risco para o bebê?


A faixa ou cinto(a) para gestante, pode ser na verdade um acessório muito útil. E nem precisa, exatamente, ser algo especialmente feito para a futura mamãe, pois esta ideia surgiu na antiguidade, onde as mulheres grávidas cortavam roupas e formavam faixas compridas, o que as ajudava a se manterem ativas o dia todo, ajudando a aliviar o peso da barriga e reduzindo a sobrecarga sobre a coluna vertebral da gestante.

Existem diversos tipos de faixa, retas e anatômicas, e todas para um propósito.
A lombalgia, dor que perturba muitas gestantes, pode causar perda das capacidades funcionais. Exercícios de alongamento e a faixa para gestante podem aliviar tais dores, inclusive trazer uma vida mais saudável para a grávida (veja matéria aqui).

É preciso avaliar cada caso! Embora dificil de encontrar, existem grávidas que se dão bem sem usar faixas.

É possivel prejudicar o bebê?
Quando grávida é preciso ter cuidado para tudo, até mesmo o sentar e o levantar de uma grávida que, quando incorretos, podem ser muito prejudiciais.
Geralmente as faixa suporte para gestante são feitas de tecido elástico, para auxiliar em todo o progresso da gestação, se expandindo conforme o crescimento do bebê. Algumas são até mesmo de materiais (tecidos) antiestáticos, que oferecem até 98% de proteção contra ondas eletromagnéticas, como a tv, celular, rádio entre outros...

Todas sabemos que "Gravidez não é doença", diz a sabedoria popular. Mas quem é gestante, principalmente de terceiro trimestre, sabe bem que não é nada fácil a adaptação da barriga, ela chega a nos influenciar até na maneira de andar, e muitas coisas, que antes era muito faceis de fazer, se tornam quase impossíveis. E os problemas circulatórios da mamãe podem atingir o bebê.
Muitas brasileiras que trabalham no Japão, já levaram muitas queixas, de pernas e pés inchados, para os médicos japoneses. E tiveram que ouvir muito por isso.
Pesquisas mostram que pode ser, realmente, um problema.
Em solução a isto são indicadas as meias-calça para gestante, que costumam ser mais apertadas que as comuns. Mulheres que usam sapatos altos o dia todo, também são adeptas deste tipo de meia, para melhorar a circulação e prevenir varizes.

Muitas mamães, que achavam que a faixa poderia "machucar" o bebê, impedir o crescimento, disseram ter mudado de ideia após ler o livro: 'O que esperar quando se está esperando', que aborda de uma maneira explicativa o assunto.
Estas faixas subabdominal são de grande ajuda para todas que as usam. E comprovou não ser capaz de prejudicar o bebê.

Eu, particularmente, sempre usei faixa ou cinta elástica. Antes de engravidar, embora não fosse para mostrar, eu sempre valorizei minha cintura, que media apenas 55 cm. Passei quase que a gravidez inteira (quando digo inteira, quero dizer em cada mês usei alguma, mas não fazia disto uma rotina, não eram todos os dias) usando faixa. Ganhei meu bebê e ainda continuo a usar faixa, o que me concede uma barriga sempre sarada. E se não for fazendo isto não sei como conseguiria, pois exercícios são sempre bem-vindos mas tem hora em que é preciso ter algo apertando, corrigindo a postura, incentivando, para fazer dar certo. Na minha opinião não é preciso muito para estar sempre bonita, e vale a pena tentar para o marido (precioso amor). E também creio muito na funcionalidade destas faixas. Como ensina a famosa Brooke Burke, que mesmo no quarto filho está sempre bonita e divulga muito sobre a faixa (ver aqui).

No Japão, as japonesas também usam muito esta tática das faixas, desde antes até pós-gravidez.

Quando ganhamos o material de gravidez da prefeitura, vem um livrinho que fala um pouquinho sobre a faixa para gestante. Ela é indicada a partir dos 6 meses em ajuda a sobrecarga (coluna), postura, e outros...
A variedade dessas faixas se dá ao estilo diferente de cada mulher-mamãe-mulher. O antes e depois exigirá uma cinta mais firme, já o durante (gravidez) poderá ser uma adaptável. Todas sempre muito confortáveis, nada de sofrimento e dor. Ela é para auxiliar e até mesmo melhorar dores. Para quem ainda não está acostumada comece com uma mais larga e aos poucos vai se adaptando, com certeza funcionará.
Não é somente uma questão de gosto e vaidade sendo comprovado que a gordura abdominal é muito perigosa. É importante estar bem!

Ás vezes um abdômen apertado evita o relaxamento, distração e acúmulo de gorduras. E não precisa exagerar, existem pessoas que usam somente para educar o abdômen e depois acostumam a ficar com ele contraido não precisando mais usar faixa alguma. Além de ser somente uma ideia.

Aproveite!

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11 de fevereiro de 2009

A minha amamentação!

por Franciely Tsuchiya



Existem muitas experiências e fatos sobre a amamentação, e a verdade é que quanto mais soubermos sobre o assunto mais saberemos como lidar com ele, trazendo para o nosso caso.
Cada uma tem uma experiência sem igual com o assunto amamentação, e quando contamos a própria experiência podemos estar trazendo uma ajuda, também sem igual, para alguma mamãe.
Então aqui vai a minha!

O início do amamentar é dolorido. Creio muito que o tipo de parto influencia, e o meu foi cesárea, trazendo a tão demorada hora de amamentar. Mas a ciência do corpo é perfeita em cada ser humano, e quando se trata de uma intervenção necessária, como acredito ter ocorrido no meu (não podemos confundir, a cesárea necessária é aquela que já foi tentado de tudo para um parto normal, como foi no meu caso 3 dias tentando, tendo diversos problemas (o coração de meu bebê não aguentava mais) e então sim precisa fazê-la), meu pequeno filho aguentou firme e como muitas crianças não sentiu vontade de mamar a primeira noite inteira, só queria dormir.
Na decida do primeiro leite, o tão famoso colostro (amarelinho e muitas vezes super claro) os meus seios queimaram muito, mesmo sem saber eu assimilei à uma sensação de ter colocado silicone, pois ficam duros, parece que vai explodir, doloridos mas com a diferença de vazarem, é uma sensação estranha com certeza.

Depois, em casa, tem aquela rotina de como alimentar a criança. Devo confessar, é uma batalha cheia de obstáculos e não o que muitas vezes pensamos sem conhecer. E uma coisa é certa, se cultivarmos a amamentação e à dedicação que isto envolve, não será necessária uma preocupação futura (falta de leite, bebê com fome, gastos com leites duvidosos e até uma possível doença pela falta do leite materno ou excesso do leite em pó, e muito mais coisas, são muitas as consequencias).
Eu ganhei uma lata de leite em pó da clínica. OBS: Procure saber tudo sobre amamentação para, ter o empoderamento para, negar isto e até mesmo ensinar pessoas. Eu não sabia e é extremamente importante!
Eu usei uma mamadeira (com o pó ganhado) pois achei ser bom para o meu filho. Na minha cabeça o completo seria bom, ele saber e acostumar com a mamadeira seria bom. OBS: Nunca faça isto! Se você puder evitar agora, o faça! Se você já o fez, regrida! É um aviso importante, você entenderá do que estou falando!

Por quê só amamentar (peito da mãe e só)?
Já foi comprovado que o ser humano não precisa de outro leite senão o materno. Depois cresceu, não precisa mais de leite. Pelo hábito, pelo idealismo, opte pelo leite de soja!
Também já é comprovado os malefícios, tanto para a mãe como bebê e criança, da não amamentação. Até o afastamento entre pais e filhos (existe muito em mães que não amamentaram e não criaram este laço) e diversas doenças pode se curar (corrigir hoje) com uma fase importante como esta.
Queira uma humanidade mais saudável!

Todo o momento que eu fui "contra" (sem saber) à amamentação, eu lutei e corrigi!
Não amamentar é complicar a própria vida, pois amamentar é economizar, é dar muito mais amor, é TER QUE TER paciência (e isto é precioso para criar filhos pacientes), é eliminar chupeta, mamadeira, e principalmente é ACEITAR O PAPEL DE MÃE.

Amamentar é uma escolha da mãe e quando ela não se esforça, não consegue. E quando apela para outra coisa, perde o leite que corre nos seios (lembrando que eles foram feitos para isto).
Mãe que pensa que está agindo bem, deixando a criança (sem mamar o leite que ela têm direito e precisa) para trabalhar. Com certeza pagará o preço depois (criança assim, tende a ser doentinha e super carente).

Minhas fases
A primeira de acordar a noite inteira para amamentar. OBS: Ajuda muito dormir durante o dia, nos tempinhos que o bebê dorme, assim não cansará levantar a noite.
O ideal é a cama compartilhada com seios disponíveis para o bebê. Ele mesmo mama e desmama a hora que quer. Mamãe só acorda para mudar de lado (você e bebê).
A segunda foi do meu bebê dormir a noite toda, isto de 1~6 meses. Mamava muito de dia e a partir de eu sentir que ele já queria comer (7 meses) comia 2 refeições (almoço e janta) e fora isto mamava muito o tempo todo. Com 6 meses começei a dar água o tempo todo, depois do peito.
Hoje com 11 meses ele não quer comer e só mamar novamente. O cocô voltou a ficar mole. Passa o tempo que quer no peito mas também come uns belisquinhos, toma água, ofereço água de côco, biscoito de verduras (tem no Japão), sempre algo saudável quando vou comer. Mas é como se regredisse de repente. Acorda a noite para mamar, dorme de pouco em pouco.
Ele tem somente 2 dentinhos em baixo (muitas crianças tem mais) e em cima agora começou a abrir 4 de uma vez, sendo o ao lado do da frente (esquerdo) primeiro (já aparece).

Enquanto a criança não aprende a ser dependente (andar sozinha, falar para se expressar o que quer) ela precisa de sua mamãe por perto. É o ideal!
E na maioria dos casos, isto só acontece quando ela deixa de mamar (com mais de 1 ano de idade já dá para conversar com a criança e ensiná-la que já está crescida e forte). É como um filhote pássaro que aprende a voar. Mas só ela sabe o quanto precisa ainda do seu leitinho mamãe. Cada caso é diferente mas todo filhote é pequeno!

Passo meu caso para que as mamães se encontrem.
Muitas mamães com seus pequenos já bem crescidos, provam que amamentar o bastante fez a diferença. Uma linda e incomprável diferença!
Não basta ser mãe... tem que PARTICIPAR!

A solução de homens e mulheres de sucesso pode estar nas mãos daquela mãe, que delegou o cargo de alma e CORPO! PRESENÇA É TUDO!!!

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10 de fevereiro de 2009

Quando engravidar de novo?

Por Thais Saito

Você teve seu bebê, está loooouca de amores, mas completamente esgotada fisicamente.
E pensa: "Outro filho? Só em outra encarnação."

Mas aí o bebê começa a crescer... E vai dando saudades da barriga, de bebê, daquelas mãozinhas, do chorinho gostoso.... E decide que quer outro filho.
E é só comentar isso que chovem opiniões sobre quando ter um segundo filho.
"Melhor tudo junto, que dá trabalho só uma vez"
"Melhor esperar uns 5 anos, que aí o primeiro está na escola..."
"Melhor esperar o primeiro casar!"

Mas afinal.....
Quando é a melhor hora para engatar uma segunda, terceira, quarta gravidez?

A melhor hora é quando a gente engravida. Huahauha.
Cada uma é cada uma e não existe um tempo contado certo. Afinal, viva a diversidade, não?

Quando a mulher começa a menstruar, após o parto, é o sinal do corpo, dizendo que ela pode engravidar. Que o corpo está pronto. Isso varia muito. Muitas mulheres menstruam logo após o final do lóquio (sangramento pósparto), e muitas outras só menstruam depois de mais de um ano.
Mas... CUIDADO! Muitas mulheres engravidam sem nem terem voltado à menstruar!

O ideal é pensar o que se quer.
Quer filhos com idade parecida? Ou prefere ter um segundo quando o primeiro estiver maiorzinho?

Existem estudos que dizem que o ideal é dar um tempo entre 2 e 5 anos entre partos. Menos que dois anos e mais que cinco poderia resultar em problemas durante a gravidez e parto. PODERIA.

Existem prós e contras em qualquer opção. Como em todas as outras.
E cada um escolhe o melhor para si.

Enfim, cada família vai decidir por si. Porque cada uma é uma.
Eu preferi ter os filhos todos juntos, mas conheço gente que teve um filho de cada vez, com calma, e está muito bem, obrigada.

E vocês, o que pensam sobre isso?

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9 de fevereiro de 2009

Rosy Yoshioka - Yokaichi

Sou mãe de 3 e agora estou na 4ª gestação...
Tenho uma menina de 9 anos, um menino de 7 anos e um menino de 2 anos e meio.
Minha primeira e segunda gravidez foram ótimas. A primeira filha veio com 4.367 kilos e 50 centimetros, meu 2º filho veio com 3.986 kilos e 51 centimetros. Ambos partos normais, e ambos nasceram na clinica Shiroko Clinic.
Foi o doutor Hirata quem fez os parto, ele é um dos donos. E lá tem uma médica que eu nem gosto de lembrar, mas é uma pessoa que não esqueço.

Alem dela me fazer sofrer horrores, cortou e costurou torto em baixo, coisa que eu não queria...
No link da Shiroko Clinic tem a foto dos médicos.

Depois de 5 anos resolvemos ter outro filho, o terceiro, e veio a surpresa...
Fiz exames de farmácia em casa, quando vi positivo não acreditei, tanto é que fiz vários... rsrsrsrs

Dai, pelo fato da ultima médica não ter sido boa pra mim, resolvi procurar outra clinica por aqui mesmo. Fui na Obata Ladies Clinic, que fica em Yokkaichi mesmo.

Para a minha surpreza, depois dos exames, o médico veio e me disse que eu estava com MIOMA. Nossa, fiquei assustada, é claro...E marcou um dia para fazer a extração do tal MIOMA.

Liguei para meu esposo e disse o que havia acontecido. Ele disse: Claro que você está grávida, vem para casa!

Quando voltei no dia seguinte, falei ao médico Obata que tinha feito vários exames de farmárcia e mostrei-os a ele. Ele olhou e disse: Ah! Então é gravidez mesmo! E se desculpou do engano.

Naquela semana, no domingo, eu senti uma pequena dor no ventre e saiu um pouquinho de sangue, pouca coisa. Liguei na clinica falando sobre isso, e me falaram: Hoje a clinica esta yasumi, volte na segunda!

Nossa aquilo me deu uma raiva! Se eu estivesse perdendo meu bebê, se dependesse dele, eu tinha perdido!

Liguei para Shiroko, e ele disse para eu ir até lá.Quando cheguei, ele me examinou e disse que eu estava grávida de 2 semanas, mais ou menos, e que o sangue não vinha diretamente do utero, mas daquela parte mal costurada que fica entre o anus e a vagina, (da episiotomia) que eu deveria ter machucado me limpando ou até em relação sexual.
E que as pequenas dores era normal na gravidez, sobre tudo no inicio. Que meu bb estava bem e eu tambem.

Dai ficamos nessa clinica,só que eu falei ao médico que não queria que essa médica fizesse meu parto, e ele concordou...

A gravidez em si foi boa, sem problema algum.

No 7º mês que meu bebê sentou, nossa... eles tentaram virar o bebê na mão, ai que dor meu Deus! E me mandaram dormir de um lado que incomodasse o bebê para que ele virasse de novo e passaram exercicios para ajudar o bebê a virar na posição certa.

Voltei na semana seguinte e o ele estava de cabeça pra baixo de novo... Ufa!!!só de pensar doi... rsrsrrs

Como tive 2 partos bons anteriores e normais, os médicos falavam que com certeza, pelo fato de estar vivendo uma boa gravidez, sem riscos e um historico anterior de partos bons, teria outro parto normal.

Dia 10 de Agosto fomos novamente e o médico disse que se eu quizesse ir para casa podia, mais que no dia seguinte era para voltar. Minha DPP era dia 11/08, e como eu morava longe, achamos melhor já ficar lá.

Eu estava com dilatação de 4cm, mais sem dores fortes, só um pequeno desconforto.
O médico disse que era para não fazer nehum tipo de intervenção, pelo fato de estarmos bem e de eu não querer, e saiu para um parto em uma das clinicas.

Mas a médica veio e disse que tinha que fazer exame de toque, que por sinal é horrivel, e nessa de toque colocou o fusen. (soro com ocitocina). Eu disse que não queria, e ela com a maior "cara de pau" disse que a médica era ela e ela sabia o que era melhor.

Eu fiquei do dia 10 até dia 11, 19 horas com dores, não contrações e sim cólicas. Foi quando de repente os batimentos do bebê cairam, e mesmo assim fiquei lá deitada na mesa.

O médico voltou e chamou a atenção da médica, pelo fato dela ter colocado o fusen. Ela nem chegou perto de mim, porque eu estava agitada e do jeito que estava poderia agredi-la.

O médico chegou e disse que eu estava com 8cm já, só que o bebê estava mal e teria que fazer uma cesarea as pressas.

Meu desespero foi enorme, pois eu queria apenas ver meu bebê bem. Afinal não tinha esperado tanto para no final acontecer isso.

Fizeram a cesarea, mas meu bebê não chorou. E ele nasceu com os saquinho e a boca bem roxos. Depois de 40 minutos o médico veio e me deu os parabéns, disse que ele estava bem e que estava na encubadora porque não respirou, nem chorou quando nasceu.

Dai fui para o quarto, somente ali o calmante pos-cesarea fez efeito...

Eu que tinha tido 2 partos normais bons, ter uma cesarea dificil fui muito ruim, me senti culpada, mas ao mesmo tempo feliz ao ver o bebê bem.

O médico veio e disse que o bebê tinha que fazer exames, estavam preocupados pelo fato dele não ter respirado quando nasceu. Disse que estavam com medo de ter afetado o cerebro dele.

No dia 12 eu só via meu bebê através de meu esposo que ia e gravava em video e me mostrava.

Colocaram calmante no meu soro que eu não conseguia andar!!! Nossa, horrivel!
Dia 13, dia dos pais, o médico veio logo de manhã, os dois donos, e falaram que o bebê teria que ser transferido as pressas, porque na madrugada ele tinha ficado roxinho e tinha tido uma convulsão. Nossa, meu mundo caiu sobre mim!

De repente abrem a porta do meu quarto e entram com uma encubadora e o meu bebê dentro.
Meu Deus tão indefeso, olhei para ele e disse ganbate né meu bb,mamãe logo logo estara com vc,e não aguentei ois aquele barulho de ambulancia me fizeram mal,até hj escuto e tremo.
Qdo meu bb cheou no hospital,Shiritsu bion,perto de minha casa,o médico disse que ele havia tido outra convulção dentro da abulancia,cheou ruim e estava pécimo.
Ele disse que fizeramd e tdo,mais que era pra nos prepararmos para o pior.
Ele estava com 97% de oxigenio da máquina.
Nossa,e lá vai mais calmante em mim,pois meu desispero era tão grande,eu falava que eu queria ir até ele,pois tinha certeza que assim qeu ele me tocasse ele melhorava.
Meu leite foi descer depois do 4 dia de cesarea.
Nossa,eu cheguei a mechacar meus peitos para tirar o colostro,para que meu esposo levasse a ele,pois o pediatra dele estava pedindo.
Inclusive o pediatra falava com o hirata para que me liberasse logo,por q a presença da mãe junto ao bb era fundamental.
São 10 dias de internação qdo é cesarea e 5 norma,mais no 8 dia eu disse que assinaria qualquer coisa pra sair dali.
Como viram que eu estava bem me deram alta,e fui em seguida ver meu bb,que ainda estava com 70% de oxigenio da máquina.
Fiquem mexendo nele,ele olhava pra mim,nossa parecia que queria falar algo.
Qdo foi no dia seguinte o médico me liga,logo de cara falou Okasan nãos e assuste,só liguei pra dizer que seu bb teve uma noite boa e que ele esta apenas com 40%de oxigenio da máquina,me pediu para levar os leites que eu havia tirar em ksa.
Fui tds os dias no hospital,dai 9 da manhã as 19 da noite,qdo no 7 dia de internação ele sai do oxigenio,já respirava sozinho,depois de 3 dias que havia saido do oxigenio me deixaram dar peito.Nossa que alegria...Ele ficou internado 31 dias...
Qdo teve alta o médico chamou uma tsuyaka,uma senhora muito boa,para falar de tdo que havia acontecido e feito.
Para minha surpresa meu bb nasceu prematuro,com 8 meses e meio,o médico disse q essa fase da gravidez é a pior,por isso aconteceu dele não respirar ele disse que na maioria dos casos,os bbs ficam com sequelas na cabeça...
Mas que meu bb estava bem e que não corria esse risco,mais que era pra eu levar ele de 3 em 3 semans para kensar na cabeça.
O pediatra muito bom...e prestativo,tanto que só passo com ele meus filhos.
Ele não dá diagnóstico sem exames...muito bom mesmo.
Eu fui em shiroko para olhar na cara da médica e falar com os médicos.
Eu falei tdo que estava engasgado,...
O povo falava prossessa essa clinica,eu cheguei a pensar pois eu tenho provas do erro dessa médica,e o pior ela ainda continua lá.
Só que eu estava tão cansada que deixei de lado,apenas alertei outras mulheres dessa mésico e do perigo.
Só do fatod e ver meu bb ali bem já era minha recompensa,me ofereceram dinheiro,eu disse ao meu esposo,querem tapar minha boca co okane.
Mas passei adiante o que havia me acontecido,e muitas mulheres deixarm de ir nessa clinica e na Obata...
Bom,agr meu filho esta maravilhoso,o médico diz que ficou o contrario do que eles achavam que ia ser,inteligente,arteiro e muito esperto rsrsrsr.
Bom meninas,fiz um resumo,com certeza devo ter esquecido de alguma coisa,mais não recomendo nenhuma dessas clinicas.
Agr estou indo em Kuwana em uma clinica que se chama Hoshimigaoka clinic,com o doutor Hamaguchi,muito bom.
http://www.yonaha.jp/hosimi.htm
Bom,meninas,agr estou no 5 mês de gravidez de uma menininha...
Forte chuta muito rsrsrs...
O médico já conversou me deu opções de parto,qual eu prefiro,até agr não tenho o que reclamar dessa clinica.
Ele é corrido,mais bom...
Romanized editor name 1: Shiritsu Yokkaichi Byoin
Editor name 1: (Transl.)Yokkaichi City Hospital
Phone number 1: 0593-54-1111
FAX number 1: 0593-52-1565,aqui foi onde ele ficou internado...
Agr vou de mês em mês na kensa.
Essas lembranças ainda me machucam demais,por isso a demora...
Mais hj eu não indico nem Shiroko clinic e nem Obata(opnião minha,pois cada uma tem o direito de opinar como quer).
bjks meninas!!!

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De volta ao parto domiciliar


A mulher do Marcio Garcia deu a luz em casa, acompanhada de uma parteira e diz que foi uma experiencia MA-RA-VI-LHO-SA!

Muitas outras mulheres que tiveram parto em hospital e depois tiveram parto em casa, afirmam:

- O proximo nasce em casa tambem! Parto em casa é muito bom!

O que será que aconteceu para que as mulheres quisessem resgatar o parto domiciliar?

O fato é que até poucos anos atrás, o parto era um evento familiar. Sempre que um bebê estava para nascer, chamavam a parteira em casa, para dar suporte para a mulher e ela paria em paz! Isso acontecia em todo o mundo. Muito. Aqui no Japão, inclusive.

Acontece que naquela época não existia pré-natal, nem ultrassom, nem exames durante a gestação. Hoje já é possivel prever possiveis problemas muito antes do parto, e existem hospitais bem proximos as residencias aqui no Japão, e em todo o mundo. Por isso a segurança para se ter um bebe em casa hoje é maior!

Para uma mulher que tenha uma gestação tranquila, sem riscos, o parto domiliciar é a melhor opção por vários motivos:

- em casa os riscos de infecção na mãe e no bebê são praticamente nulos, pelo fato de estarem no seu ambiente, enquanto no hospital (por haver circulação de vários virus e bactérias) a situação seria muito mais arriscada;

- há participação da família, inclusive de outros filhos, o que no parto hospitalar é não ocorre, geralmente é permitida somente a entrada de um acompanhante, quando este e permitido;

- o ambiente é acolhedor, a mulher está na sua casa e ao contrário do hospital onde ela deve entrar nas rotinas hospitalares, é a equipe que deve “entrar nas rotinas” da casa. Ela pode escolher em qual local ficar, com quem quer ficar, o que vai comer, enfim não há regras;

- há segurança, como a mulher está em casa, no seu ambiente e sem intervenções a segurança está presente, pois a mulher não se estressa, não liberando adrenalina conseqüentemente, não haverá sofrimento fetal e os processos consecutivos serão tranqüilos. Para que a segurança se mantenha as parteiras realizam controles de batimentos cardíacos fetais durante todo o trabalho de parto, em caso de necessidade, faz-se o encaminhamento ao hospital;

- deve existir o respeito a crenças e valores da mulher que vai parir, e ela pode escolher: qual posição quer ficar e qual posição terá o bebê, optar em fazer algum ritual após a saída da placenta ou com ela, escolher uma música especial para o trabalho de parto e parto, organizar o ambiente para o parto, entre outras coisas;

- é uma experiência significativa - o parto no domicílio, por ser de acordo com suas crenças e valores, é uma experiência que marca a vida das mulheres de forma significativa, no sentido de empoderamento da mulher e família.

- não haverá exames desnecessários, remedios, injecções, rotinas de hospital a cumprir.

- a primeira amamentação é estimulada e consequentemente o bebê e a mãe terão um vinculo de ligação desde o inicio da vida extra-uterina, o que ajuda bastante para que amamentação flua rapidamente, e sem que ninguem fique oferecendo leite em pó para seu filho.

Essas são apenas algumas coisas...

Durante o TP é totalmente possível prever qualquer intercorrência e levar a gestante ao hospital mais próximo para realização de exames ou cirurgia, se necessário.

Mas ainda existem "mitos e medos" que rodam a cabeça da mulher moderna, em relação ao parto domiciliar. Eu já tive os meus e buscando informações coerentes com profissionais humanizados consegui esclarecer tudo com base em evidências científicas.

Agora, pergunto a você que já teve um parto, seja ele normal ou cesarea: do que você tem medo num parto domiciliar? Porque você não faria?

Prometo responder a todas as duvidas e inseguranças que vocês tenham, baseada em evidencias e na experiencia de profissionais que trabalham com atendimento ao parto domiciliar há mais de 20 anos.

Podem começar...

Imagem daqui

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7 de fevereiro de 2009

Parto na agua

Por Rosana Oshiro

O parto na água consiste no nascimento do bebê com a mãe imersa em água, numa banheira ou piscina. É uma forma de nascer muito antiga. Hieróglifos revelam que os bebês que se tornariam príncipes ou princesas nasciam nas banheiras na Grécia Antiga. Existem relatos de aborígenes australianos e ilhas do sul do Japão em que se praticava o parto na água.

O parto na água é uma modalidade de nascimento onde a mulher fica dentro da água durante o período expulsivo de modo que o bebê chega ao mundo no meio aquático, exatamente como estava no útero. A água é aquecida a 36ºC, o ambiente geralmente fica à meia luz e o pai ou acompanhante pode entrar na banheira com a futura mãe.

Esses nascimentos costumam ser muito suaves e calmos e muitos bebês sequer choram quando são trazidos à tona para o colo de suas mães.

Alguns médicos alegam que esse parto não é seguro, porque o bebê pode aspirar água. Na verdade os registros de incidentes nos partos aquáticos são muito raros e comparado com partos na mesa ginecológica o parto na água não perde em segurança, mas ganha em qualidade do nascimento.

Na água morna o períneo fica bastante relaxado em relação ao parto tradicional, e as rupturas são raras e geralmente muito superficiais. A episiotomia nesse tipo de parto embora seja possível, é desnecessária em quase todos os casos.

O uso da banheira também pode ser iniciado antes do período expulsivo, para relaxamento e para a suavização das sensações do trabalho de parto. As contrações ficam menos fortes e o bebê pesa menos sobre o colo do útero. Muitas mulheres saem instintivamente da água na hora do bebê nascer, preferindo ficar sobre um colchão, de cócoras, deitada em posição semi-reclinada, ou até de lado (posição de Sims).

Em algumas clinicas e hospitais aqui do Japão existem banheiras nas salas de parto, mas essas são estreitas e não servem para o período expulsivo. No entanto são ótimas para o relaxamento durante o trabalho de parto. Por outro lado é possível um parto na água em casa e para isso usa-se uma piscina desmontável, dessas infantis, que pode ser enchida com água do chuveiro.

Benefícios da agua no parto:
Para a mãe:

- Sensação de leveza: a água reduz a gravidade o que leva à parturiente a sentir-se mais leve;
- Maior flexibilidade nos movimentos: A parturiente tem mais facilidade em se mover e em colocar-se em posições mais confortáveis pois sente-se mais leve. Essa possibilidade de decidir como quer estar promove uma sensação de segurança;
- Redistribuição sanguínea: um maior aporte sanguíneo às mamas ocorre devido ao seu contacto com a água quente; o aporte em prolactina e ocitocina prepara a parturiente para a amamentação;
- Estimulação das mamas: As ondas resultantes dos movimentos maternos na água servem de estímulo a nível dos mamilos, levando à produção de prolactina e ocitocina, ambas importantes para a lactação e esta última fundamental no trabalho de parto;
- Relaxamento de todo o corpo: A acção da água relaxa os músculos perineais, ligamentos e articulações;
- Menor dor de parto: A ocitocina endógena, produzida pelo organismo tem um duplo efeito: a contracção uterina (efectuada ao ritmo e à intensidade adequadas do organismo) e actua a nível cerebral com as endorfinas que elevam o limiar da dor, (a parturiente “aguenta” melhor as contracções uterinas); a ocitocina hospitalar não o faz;
- Melhor auto-estima: segundo um estudo de COSTER (2006), as mães revelam maior satisfação pessoal e melhor auto-estima por terem podido ser mais activa no seu trabalho de parto. Este ponto é muito importante pois parece prevenir o chamado “blues pós parto” que é uma espécie de depressão temporária e frequente.

Para o bebê

- Melhor oxigenação do bebé: A redistribuição sanguínea ocorrida na mãe, devida a acção da água, leva a um maior aporte de sangue ao útero e consequentemente a um melhor de oxigénio ao feto. Além disso, a mãe, menos cansada e menos stressada, gasta menos oxigénio chegando mais ao seu filho;
- Melhor descida do bebé: Os tecidos musculo-esqueléticos de toda a região perineal estão mais amolecidos; a mãe movimenta-se mais e melhor, coloca-se em diversas posições; sendo assim, a progressão do feto pelo canal de parto está facilitada.

O parto na água, não é aconselhável nas seguintes situações:


• Gravidez de alto risco;

• Parto prematuro (menos que 37 semanas de gestação);

• Evidência de febre materna e/ou infecção não tratada (Herpes, HIV+ ou Hepatite C);

• Sinais de comprometimento do bem estar do bebê dentro do ventre materno;

• Sangramento vaginal excessivo;

• Rotura da bolsa dágua com liquído meconial ou sanguinolento;

• Bebê em posições anômalas dentro do ventre (pélvica, por exemplo);

Deixo aqui dois videos lindos de partos na agua:



E outro no you tube

Trechos retirados daqui, daqui e daqui.
Imagem aqui.

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4 de fevereiro de 2009

Antes de ser MÃE...

por Franciely Tsuchiya


Antes de ser mãe?
Bom, tudo era diferente!
Era um mundo o qual já não pertence mais a mim!
Era um EU diferente o qual já não consigo mais viver!
Era um presente sem o amanhã!
Era de um jeito que não consigo mais lembrar!

Mas depois de ser MÃE...
Nunca teve nada igual!
É um mundo o qual totalmente me domina!
É um recém EU descoberto o qual já não consigo mais viver sem!
É como ter um presente o qual preciso cuidar amanhã!
... é algo que jamais vou me esquecer!


Antes de ser mãe eu jamais pensei que deixaria de ser vaidosa, jamais pensei que pegaria tanto em cocô, eu pensava que era fácil cuidar de criança. Parece que eu era somente uma jovem comum. Eu deveria ter prestado mais atenção!

Antes de ser mãe eu não sabia o quanto a criança não é tão delicada como parece, elas beliscam, te dão tapas na cara e mesmo você ensinando o NÃO. Elas tem momentos de quererem o que querem O TEMPO TODO e devemos ser calmas e pacientes O TEMPO TODO, para criarmos uma criança serena e mais humana. Eu deveria ter aceitado pegar mais crianças no colo quando me ofereceram!

Antes de ser mãe eu pensava ser possível dar conta de tudo, sempre via aquelas famosas bonitas, bem vestidas, parecendo ter tudo tão impecável. Descobri que uma verdadeira mãe na verdade não consegue, pois ou você é mãe ou você compra o cargo. É como uma escolha, faça você mesmo ou compre pronto. Eu deveria ter pensado melhor!

Antes de ser mãe a minha opinião sobre o ideal era muito diferente. O mundo perfeito era aquele fácil com tudo de rico, a criança rodeada de um tudo, não tendo tempo para chorar, com babá pra tudo que pudesse existir. Percebi que esse mundo que eu achava perfeito, deu tempo de muitos aderirem, e é hoje o problema da sociedade mimada. Quanto lixo, quanta luta, quanta falta de humanismo e concientização. Eu deveria pensar mais sobre o futuro de meu filho!

Antes de ser mãe eu me achava uma pessoa normal, não me preocupava com o meio-ambiente, com pessoas maldosas, com a pedofilia, e com toda a podreira deste mundo. E só agora eu sei e entendo com o que estou lidando. Eu deveria ter enxergado as pessoas que já falavam sobre isto!

Antes de ser mãe eu só queria ser mãe...
A verdade é que antes de ser mãe a gente nunca sabe como será depois...
A verdade é que antes de ser mãe a gente não sabe amar de verdade...
A verdade é que antes de ser mãe a gente não sabe ser adulto e conformado...
ANTES DE SER mãe a gente não sabe o que é ser MÃE!


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3 de fevereiro de 2009

A hora certa para parar de amamentar

Por Thais Saito

Aposto que todo mundo já ouviu de alguém que era bom parar de amamentar com x meses/anos.
Não é?
Eu ouvi. Ouvi que tinha que parar de amamentar com 3 meses, depois com 4, depois com 6 meses, com 8 meses, quando eu engravidei, com 1 ano, com 1 ano e meio, com 2 anos, 2 anos e meio... Enfim...
Mas afinal, que mania é essa de querer fazer todo mundo ser igual?

Eu acredito na individualidade, de tudo, em tudo, do fundo do meu coração.
Portanto, acredito que alguns bebês possam parar de amamentar com meses de vida, enquanto outros só decidem parar depois de 4, 5 anos.

Existem, mesmo, bebês que, quando começam a comer a papinha, tomar água, suco, perdem o interesse no leite materno. Mas, como a gente sabe que a amamentação é importante demais, principalmente nos dois primeiros anos de desenvolvimento da criança, a gente deve insistir.
No limite, né? Se perceber que o bebê não vai querer mais, mesmo, então...


Por outro lado, existem bebês e crianças que param de mamar por um tempo, mas que depois resolvem voltar a mamar.

E existem os que estão grandinhos, com 4, 5 anos, e ainda mamam, sem sinais de querer parar. Mas saibam, eles param. Por eles. Sozinhos, sem pressão.

Um outro ponto a se considerar é a mãe. Um ponto muito importante, aliás.
Porque a amamentação precisa ser prazeirosa para a mãe e para o bebê.
Quando a mãe sente a necessidade de parar de amamentar, então essa pode ser a hora. Só vamos lembrar sempre que leite de vaca é bom pra bezerro, não pra humanos. E que a amamentação é fonte rica de nutrientes, proteínas, proteção e amor para o bebê.

E, enfim, amamentar não causa flacidez nos seios, é de graça, é uma troca de amor, é mais uma forma de doação de amor.

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