22 de abril de 2010

A fase dos "porquês"

É uma fase que toda mãe e todo pai vai passar: A fase dos porquês!

Eu tenho quatro e já vivi a fase dos porquês com três, só falta uma...rssss

Eu não me lembro de chegar ao ponto de me estressar com os questionamentos, sempre achei engraçado, mas me lembro de ter muitas perguntas, uma atrás da outra, sem dar trégua.

O que eu sempre fiz foi ser sincera em responder até onde sei que o entendimento deles vão e a partir daí ajuda-los a criar fantasias sobre as coisas, porque em geral as crianças estão atrás de testar nossos limites, pedir nossa atenção e também em busca de caminhos para lidar com suas fantasias.

Hoje mesmo, meu Gabriel de 3 anos e meio, me perguntou: "Mãe, porque Deus fez a gente?"

Respondi que era para brincarmos, abraçarmos, beijar e ser feliz e na mesma hora abracei, beijei, e caimos no sofá dando muitas risadas juntos. Ele não perguntou mais nada.

Em geral eu acho que eles questionam muito quando estão querendo atenção e não porque querem pentelhar ou saber realmente os porquês.

Claro que também há um pouco de curiosidade do mundo, coisas que eles começam a perceber, e eu acredito que dar respostas sinceras seja a melhor coisa a se fazer nesse caso.

Mas penso que responder os porquês, muitas vezes é mais fácil do que dar a devida atenção a eles, e provavelmente por isso, eles insistam muitas vezes conosco, até perceber-nos realmente dando atenção a eles.

Eu sugiro a quem tenha isso como problema, e tenha falta de paciência nessa fase, a parar o que está fazendo na hora em que seu filho começar a questionar. Abaixe perto dele, olhe em seus olhos e tente conectar-se com seu interior, seu instinto materno.

Tenho certeza que assim irá descobrir muito de seu filho e encontrará a melhor resposta para dar-lhe no momento. ;)

grande beijo

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Novidades no blog

A partir de hoje vamos iniciar uma nova fase aqui no blog. =)

Começamos o blog para falar de Humanização no nascimento, mas como o nascimento é só o começo, resolvemos falar da humanização para a vida toda, mas focada principalmente na maternidade aqui no Japão.

Existem dificuldades da vida aqui, que são bem diferentes daquelas que temos no Brasil e por isso, vamos começar a debatê-las mais e mais, buscando soluções para as nossas vidas e de nossos filhos sejam mais felizes enquanto estivermos longe da nossa terrinha.

Portanto, convido todas as mães que tenham dúvidas ou questionamentos sobre a maternidade a me enviarem perguntas e sugestões de postagem que farei todo o possível para ajudá-las, sempre buscando a opinião de pediatras, psicológos, pedagogos, entre outros profissionais que trabalham na linha de humanização.

Puxe a cadeira, sente na frente do seu PC e comece a escrever porque temos muita coisa para conversar.

Aguardo o comentário de vocês!

um beijo grande

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11 de abril de 2010

O filho possível

Por Eliane Brum (texto) e Marcelo Min (fotos)

AMOR DE MÃE
Cristiane Nascimento e seu filho Lucas, na UTI da Divisão de Neonatologia do Caism, na Unicamp. Ela sussurra palavras de amor, e o coração dele acelera.



A fotografia acima mostra Cristiane Nascimento minutos depois de saber que não há cura para seu filho. Lucas tem câncer. O tumor no cérebro nasceu com ele. Na cirurgia, não foi possível arrancá-lo por completo. No dia desta foto, 22 de janeiro, Lucas completava 2 meses. As imagens eternizam sua história. Não a história com que Cristiane sonhou. Mas a história possível.

Ao dar à luz, mulheres como ela precisam se desprender do filho sonhado para alcançar o filho real. Com a ajuda da equipe de cuidados paliativos, Cristiane aprende a valorizar cada detalhe da vida de seu bebê, não importa o tamanho que ela tenha. Como neste momento, ao aconchegar o filho no colo e sussurrar que o ama. O aparelho da UTI mostra que, mesmo em coma, ao ouvir a voz da mãe o coração do filho bate mais rápido.

Lucas está numa UTI diferente. A Divisão de Neonatologia do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), da Universidade de Campinas (Unicamp), pratica os cuidados paliativos no tratamento de bebês malformados ou com doenças graves. Todos os esforços são empreendidos para curar. Quando não é possível, a equipe suspende tratamentos invasivos e dolorosos – e amplia os cuidados com a família e com o luto. Cada bebê tem uma história. E é preciso cuidar bem dela.

Nesta semana, entra em vigor no Brasil o novo Código de Ética Médica. Pela primeira vez, a prática dos cuidados paliativos foi incluída entre as normas que os médicos devem seguir na profissão. Se é novidade no tratamento de doentes terminais adultos, nas unidades neonatais a prática dos cuidados paliativos é uma raridade ainda maior. A experiência da Unicamp tem derrubado preconceitos – e alterado destinos.

A cada ano, 45 mil brasileiras perdem seus filhos antes que eles completem 365 dias de vida. A essas mulheres, os profissionais de saúde costumam afirmar, com a força das verdades absolutas: “Você é jovem, vai ter outro filho”. Ou: “Você nem teve tempo de se apegar, vai superar”. Parentes e amigos repetem a toda hora essas frases. Omitem- se de escutar a dor. E calam o luto de quem precisa vivê-lo para seguir adiante.

A morte nos assombra a todos. Mas a perda de um bebê é o avesso da lógica. Ninguém espera que quem acabou de nascer possa morrer. Um filho não é apenas uma combinação única dos genes dos pais, mas a soma de seus melhores desejos de continuidade. Isso faz com que essa morte seja a menos aceita – e a mais silenciada.

Até 2001, a neonatologia do Caism era mais uma das unidades do país a acreditar que a função de profissionais de saúde limitava-se a curar doenças. Centro de referência para 42 municípios paulistas, ele acolhe os casos mais graves de malformação fetal e bebês prematuros. A morte, portanto, não é uma estrangeira em seus corredores. Mas só por descuido da recepcionista os médicos encontravam-se com os pais após a perda dos filhos. Era no setor de óbito que a família recebia a notícia, da boca de desconhecidos.

Quem mudou essa prática e transformou a unidade em algo novo no Brasil foi um bebê. Ele parava de respirar dezenas de vezes por dia. A cada uma, era preciso reanimá-lo. A equipe passou a conviver com a iminência de sua morte – e com o medo do plantonista de não conseguir revivê-lo. Não havia cura. Mas ninguém queria que ele morresse em seus braços.

Como cuidar desse bebê? Deveriam parar de reanimá-lo ou continuar prolongando seu sofrimento? A quem caberia decidir? E como conversar com os pais? As perguntas infiltraram-se no cotidiano da enfermaria. Tanto que exigiram respostas que ninguém ali tinha, apesar dos muitos diplomas e das décadas de experiência.

Sem poder conviver com tantos pontos de interrogação, a equipe buscou ajuda. Convidou a psicóloga Elisa Perina para dar uma palestra sobre a morte. Elisa trabalha há quase 30 anos no Centro Infantil Boldrini, em Campinas, uma referência no tratamento de crianças e adolescentes com câncer. É uma das precursoras da prática dos cuidados paliativos no Brasil.

Com Elisa, a equipe descobriu que a questão era mais difícil do que poderiam supor. Os profissionais não poderiam lidar com a morte de um bebê se antes não lidassem com a perspectiva da própria morte. “Antes de abrir espaço externo, é preciso abrir o interno”, diz Elisa. Foi um longo caminho até a equipe estar preparada para cuidar de bebês como Lucas para além da perspectiva da cura.

A conversa de Cristiane

Cristiane torce as mãos, nervosa. Na sala a esperam duas pediatras, psicóloga e assistente social. Estão ali para explicar a Cristiane que o câncer de Lucas não tem cura – e que a família pode contar com elas para garantir conforto. Não apenas emocional, mas prático.

A primeira preocupação da equipe é iluminar as dúvidas da mãe, para que a dor não seja agravada por incertezas de diagnóstico. É importante que a família esteja segura de que todos os recursos da medicina foram usados na tentativa de curar o bebê. A certeza de ter feito tudo o que era possível é essencial para a saúde dessa família no presente – e no futuro.

Cristiane faz muitas perguntas. Todas são respondidas com informação – e com afeto. “Se não tiver jeito de curar, eu e meu marido preferíamos que nosso bebê não fizesse outras cirurgias”, diz ela. E engole soluços.

Ela conta que não consegue cuidar de seu filho mais velho. Que tem poupado os familiares das informações mais duras e sente que pode implodir de dor. Que o marido tem vindo pouco ao hospital porque estava desempregado e só tinha conseguido trabalho fazia duas semanas. Que a vida está muito, muito difícil.

A pediatra Jussara de Lima e Souza, coordenadora do grupo, diz: “Você precisa deixar os outros cuidarem de você. Você está cuidando de todo mundo, e eles não sabem quanto você está sofrendo. Sem saber, não podem ajudar. Nós podemos cuidar para que o Lucas não sinta dor, mas não podemos fazer com que sobreviva. O que podemos é ajudar você e sua família a passar por isso”.

A conversa dura duas horas. Cristiane decide levar o filho mais velho ao hospital, para que ele possa conhecer o bebê e entender aonde a mãe vai todos os dias. Até então, o menino pensa que a mãe o abandona para se divertir com um irmão desconhecido. A assistente social coloca-se à disposição para conversar com o patrão do marido e encontrar uma forma de liberá-lo por algumas horas. A mãe pode passar a noite num dos alojamentos quando quiser ficar mais com Lucas. Cristiane é estimulada a pensar sobre tudo o que lhe daria conforto. Médicos, enfermeiras, assistentes sociais e psicóloga podem ser contatados a qualquer momento.

É uma conversa entre uma equipe de saúde e a mãe de um bebê com câncer. É uma conversa entre pessoas dispostas a alcançar a dor do outro. A informação mais importante para Cristiane é que ela não está sozinha. “Você está cuidando do Lucas da melhor maneira possível”, diz a assistente social Elaine Salcedo. “Vocês têm uma história, que vai ficar com você, seja o que for que aconteça.”

Quando a conversa termina, Cristiane decide almoçar. Nos últimos dias, só comia quando passava mal. A equipe mostra a ela que precisa comer para ser capaz de cuidar de Lucas. E que é importante – e não errado – cuidar de si mesma.

Cristiane coloca Lucas no colo. É a foto que abre esta reportagem. Lucas morreu em 15 de março. Esta foto é, para Cristiane, a lembrança de que ele viveu.

Fonte: Revista Época

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7 de abril de 2010

Seu filho é educado?

Recentemente, numa lista de debate sobre educação infantil, uma mãe comentou que tinha um sobrinho "muito mal educado", que não recebia presentes oferecidos a ele, não dizia bom dia, não abraçava ninguém, entre outras atitudes reprováveis, enquanto a mãe não fazia absolutamente nada a respeito.

Dizia ela também que ensinava seu filho a respeitar sempre, cumprimentar, abraçar e etc.

Eu penso que é ensinar a criança a ser educada é uma coisa, forçar a barra com a criança para ela satisfazer "o outro" é diferente né?

Vou explicar:

Eu era do tipo que achava que criança educada TINHA que comprimentar, falar com as pessoas, receber os presentes mesmo que não gostasse, abraçar, beijar sempre que alguém pedisse, etc. Com o tempo, e ouvindo a experiencia de outras mães, eu fui revendo meus conceitos.

Eu cresci, sempre, muito preocupada com "o que os outros vão pensar do que falei, do que fiz, do meu jeito" e hoje faço muita terapia para lidar com isso.

A criança ser educada, para mim hoje, é ela RESPEITAR aos outros e ponto final.

Se meu filho respeita o espaço do outro, o momento do outro, a personalidade, o jeito do outro, eu considero ele educado. É isso que eu ensino para os meus filhos.

Por outro lado, eu não forço mais a barra com eles quando estão com sono, doentinhos ou num dia de mal-humor ou animados demais com as brincadeiras. Eles são crianças e precisam de respeito também nos seus momentos! Eu sei que tem gente que não entende isso e acha que a criança tem que satisfazer as vontades dos adultos sempre.

Eu sei que tem mães que NUNCA forçam a barra e imagino que tem que ter muito peito para bancar esse tipo de "educação", onde a mãe deixa o filho SER AUTENTICO SEMPRE. É uma escolha pessoal que eu acho que a gente não deve julgar!

Eu sei que talvez o caso apresentado no inicio desse post não seja de uma mãe que deixa o filho ser autentico com seus sentimentos, mas de qualquer forma é preciso respeitar a escolha daquela mãe porque ela tem seus motivos para pensar/agir assim.

Muitas vezes também, a gente não conhece a história da outra pessoa, e o nosso "olhar de julgamento" acaba impedindo a pessoa a falar sobre suas escolhas de forma clara, impedindo o diálogo e talvez uma mudança de postura (aqui entraria a CNV = Comunicação Não Violenta).

Eu gosto muito de debater assuntos assim porque sempre encontro gente que pensa diferente de mim e isso me faz repensar minhas escolhas o tempo todo. Acabo tendo certeza de umas coisas e vou mudando outras, e assim me sinto evoluindo como mãe e também como ser humano.

Penso que a gente precisa mesmo é cuidar dos nossos filhos dentro daquilo que consideramos importante para o futuro deles, (e dentro dos nossos limites também) mas sempre respeitando a individualidade de cada um, a personalidade, o momento e acredito que é respeitando nossos pequenos que ensinamos também o que é respeito.

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6 de abril de 2010

DVD Amamentação sem Mistérios

Um competente time de pediatras e especialistas em amamentação apresenta de forma simples e didática as principais recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e as mais recentes evidências científicas em aleitamento materno.

Enquanto explicam porque amamentar, mostram a importância do apoio, ensinam a pega correta do bebê e apresentam soluções para os problemas mais comuns. No pano de fundo entram em cena casos reais e depoimentos emocionantes de mulheres brasileiras sobre as dores e as delícias da amamentação.

Dividido em sete capítulos temáticos, "Amamentação sem Mistério" (97 min) é uma iniciativa do GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (www.maternidadeativa.com.br) em parceria com a produtora Boa Hora Filmes (www.boahorafilmes.com.br), com o objetivo informar e ajudar profissionais de saúde, grupos de apoio e mães que amamentam.

Informações e vendas, a partir de abril de 2010:
GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa
www.maternidadeativa.com.br/aleitamento
(11) 2507-7090 de 2a a 6a, das 9h às 18h

É um super presente para dar para suas amigas no chá de bebê, especialmente as que vão ser mães de primeira viagem!

Vejam o trailer e confira!

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