26 de maio de 2010

Peço licença pra entrar aqui...

Olá queridas maternas do Japão : )    


Sou a nova colaboradora do blog. Ui, to com vergonha!

Acho que algumas leitoras me conhecem do grupo virtual materna_jp e quem acompanha o blog provavelmente leu meu relato de parto postado pela Rosana aqui.

Deixa eu me apresentar direito. Tudo começou assim:

Sou filha de pai Japonês e mãe brasileira, e desde criança vivo na ponte aérea Brasil-Japão. Na última vez em que estive por aí foi em 2006 e estava estudando moda numa universidade japonesa. Aí... várias coisas foram acontecendo, você sabe como é, e quando menos percebi eu estava grávida!!

Meu pai é sexólogo e trabalhou um bom tempo aqui no Brasil em um projeto da JICA(Japan International Cooperation Agency) para a humanização do parto nos hospitais. Então, a primeira coisa que ele fez ao saber da minha gravidez foi me dar o livro parto ativo . (o que ele achou de eu largar a faculdade pra ter um filho eu ainda não sei ehehe)

Comecei a fuçar na internet sobre o assunto e acabei caindo num relato de parto da Rosana que no final dizia: Agradeço a tal, tal e fulano e também ao Daisuke Onuki que me ajudou muito...

Ei! Eu lembro dessa moça! Eu lembro do meu pai falando com ela ao telefone – “Ah, que legal, Rosana, então faz assim e assim...”

Mundo pequeno esse, ã ? Meu pai ajudou ela com o parto desassistido no Japão e depois ela me ajudou horrores . Ligou aqui no Brasil e tudo quando soube que eu estava tendo problemas para registrar minha filha... hehehe.

Bom, o começo da minha gravidez aí no Nihon foi péssimo. Passei muito mal fisicamente e emocionalmente, meu cunhado sem emprego na nossa casa, a crise, várias coisas. Como mãe de primeira viagem é claro que eu nem fazia idéia do que me esperava pela frente e também nem pensava nisso... Só estava desesperada de medo, muitos medos.

O pré-natal eu fiz numa clínica perto de casa mesmo. Bem esqueminha japonês, tudo limpinho e organizado, tudo como manda o manual de instruções.

O que mais me impressionou nesse período foi que as enfermeiras daí pegavam muito no pé na questão do peso. Voltava na semana seguinte com 10g a mais e tinha que ouvir: “você tá gorrrrda”.

Como assim? Comecei a reparar nas grávidas ao meu redor. Medo. São raquíticas, desnutridas! Parecem doentes! Contei isso para o meu marido e ele ficou desesperado. Vamo embora pro Brasil! Eu quero uma filha, não um ratinho!

E cá estou, há um ano e dois meses em Hortolândia, uma cidade de 200 mil habitantes que fica a 20km de Campinas-SP.

Sou a Tainã (todo mundo me chama de Tai), 24 anos, mãe da Clarice que completa 10 meses na semana que vem e também escrevo aqui.



O prazer é todo meu. Até semana que vem!

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24 de maio de 2010

Relato de um VBAC no Japão

Esse relato foi feito por uma grande amiga, Angela Shida, que mora em Toyohashi e com quem fiz contatos apenas por e-mail.

Para quem não sabe, VBAC, é uma sigla em inglês que significa: parto normal após cesariana.

É uma alegria imensa perceber que um pouquinho que fazemos pode ajudar um montão outra pessoa, mesmo longe.

Quero aqui agradecer a Kelly Savioli, da KeySlings, que foi quem conseguiu o contato da parteira que passei para a Angela. Muito obrigada Kelly!

É um lindo relato de um VBAC no Japão!

Para quem acredita, tudo é possível!

Deliciem-se!

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Tudo começou quando engravidei da Eduarda Naomi, depois de 2 gestações anteriores: um parto normal hospitalar e uma cesarea.

Depois de muito peregrinar nas clinicas e hospitais de Toyohashi, (digo peregrinar pois nenhum medico queria acompanhar minha gestação alegando falta de vaga ou quando eu dizia que queria tentar o VBAC, me taxavam de louca e inconsequente, alguns disseram que eu iria morrer no parto e outro me disse que só faria o meu parto se eu assinasse um termo de responsabilidade caso eu morresse pois ele disse que eu morreria com certeza! aff!) conversei com a Rosana Oshiro que carinhosamente se propos a me ajudar e me conseguiu o numero do telefone de uma parteira japonesa, Kawagushi-san, uma parteira por excelencia, muito competente e segura de seus atos.

Liguei para ela e ela prontamente me recebeu em sua casa de parto, que é muito confortavel, limpa e preparada.

Tivemos uma longa conversa. Falamos sobre a minha cesarea, que tinha já 4 anos, e em momento algum ela me desanimou, pelo contrario, me encorajou e disse que cuidaria de mim, e me disse aquela palavra maravilhosa: GAMBATE!!!

Ela cuidou muito bem de mim durante a gestação. Meu esposo e meus filhos de 4 e 7 anos adoraram ela, nós fizemos todos juntos o plano de parto.

Meu esposo, meus filhos e quem eu quisesse poderia estar presente, e eu escolhi uma interprete amiga também para estar conosco, e assim seguimos até o final da gravidez.

Meu parto estava previsto para o dia 26 de outubro de 2009, porém Eduarda Naomi quis vir antes.

Na 38ª semana, era uma terça feira, eu estava com o tampão saindo de cor meio amarelada com pequenas rajas de sangue, então meu coração pulsava de alegria, ansiedade e um pouco de medo também, pois queria que desse tudo certo e saisse tudo perfeito.

Fui ao consultorio de minha parteira e fizemos a ultima ultra. Estava tudo bem com a Eduarda, ela já estava mais que encaixada e tudo corria muito bem. Eu pedi para ela me fazer exame de toque(ela em nenhum momento me fez o toque somente fez porque eu pedi, e achei isso ótimo pois em tudo fui respeitada)pois eu queria saber se eu estava com dilatação, estava com muitos grilos na mente...risos

Feito o toque, eu estava com 3 cm, era dia 13 de outubro, e ela me disse que daquela semana não passaria, mesmo eu estando com 38 semanas.

Fiquei muito feliz e fui para casa terminar os ultimos preparativos para o grande dia, estava sentindo as colicas e contrações ainda irregulares, porém com muito mais frequencia, umas 8 ou 9 por dia.

De quinta para sexta eu não passei bem a noite, fiquei muito incomodada e sem sono, indo ao banheiro toda hora, pensando que ia ter diarreia, (*risos) mas eu sabia que meu TP começando.

Amanheceu. Meu marido se arrumou para o trabalho e eu mandei minha filha mais velha para escola, mas eu avisei meu marido que se ele fosse para o trabalho teria que voltar, pois eu estava no começo do TP, mas ele como um bom marido teimoso quis ir assim mesmo e pediu que eu ligasse para ele(acho que ele queria sentir a emoção do telefone tocando no meio do trabalho para ir atender sua mulher prestes a parir hahaha)

E foi assim: entrei em TP ativo muito rapido. As 8:30h da manhã fui arrumar o berço e senti uma coisa quente descendo pelas pernas, mas não era água da bolsa, era sangue.

Tomei uma ducha morna para relaxar um pouco, arrumei meu filho do meio e coloquei a roupa que escolhi para esse dia.

Percebi que as contrações vinham rapidas demais e comecei a contar: estavam de 5 em 5 minutos.

Liguei para meu marido, que chegou bem rapido, e passamos na escola da minha filha para pega-la, pois todos nós iriamos participar desse grande momento.

Depois de 20 minutos as contrações já estavam de 3 em 3 minutos e eu comecei a me preocupar, pois a casa de parto era bem longe da minha casa.

Eu fui com minha amiga e interprete no banco de trás e ela foi me massageando as costas e eu respirando sem fazer nenhuma força. Nessa altura as contrações já estavam de 2 em 2 minutos.

As contrações naturais eram as dores mais bem sentidas da minha vida, se posso dizer assim. Eram muito dolorosas, mas suportáveis.

Ali eu já estava em transe, pois não ouvia mais ninguem, somente meu coração e minha mente. Estava concentrada sei lá onde, acho que literalmente entrei na Partolandia, sentia que ali era somente eu e a Eduarda trabalhando ativamente no processo de parto, e procurei manter a calma até chegarmos na casa de parto.

Logo chegamos, eu entrei como "uma zumbi", não falava mais com ninguem, só comigo mesma, sempre respirando e procurando o melhor jeito de ficar e na posição que me agradava mais.


Fizemos o toque, já cheguei com 8 cm às 10:16, então a parteira me disse para não fazer força, somente imaginar como um escorrega, ela disse: deixa escorregar.

As contrações vinham e eu deixava escorregar, ela me perguntou se eu estava bem, se eu queria comer algo ou beber, então pedi agua e ela me servia no canudinho... risos

Quando finalmente alcancei 10cm, eu pedi para ficar de cócoras, mas quando eu fui me virar a Eduarda coroou então todos na sala se alegraram e meu marido não sabia se chorava, se ria, se filmava...

Meus filhos me disseram:
- Vai mamãe, ela ta vindo!

Gente eu não dei nenhum grito, não chorei nenhuma vez a não ser quando vi minha princesa em meus braços. Era sexta-feira do dia 16 de outubro de 2009 às 11:16 da manhã.

Aquela foi a dor mais intensa que eu pude sentir, pois era natural, era eu quem tinha controle de tudo!

Quando Eduarda coroou fiz uma unica força e ela veio ao mundo, linda e forte!

Logo o pai veio para cortar o cordão...


Eu pude pega-la na mesma hora e já coloca-la no meu seio para mamar, e logo começou a sugar num instinto de filhote e sua femea mãe: foi o maior acontecimento da minha vida!


Meu esposo e meus filhos logo pegaram-na no colo e ficamos ali lambendo a cria.


Não tive sorinho, não tive episio, não tive laceração, somente dois minimos arranhões nos pequenos labios que ela disse cicatrizar com 3 ou 4 dias e assim foi, sem pontos sem nada.


Rosana devo a você e principalmente a Deus que colocou você em meu caminho, mesmo sem te conhecer pessoalmente e atraves de você conheci a parteira e tive o meu tão sonhado VBAC.

Bom quero aqui agradecer a Deus que foi quem me capacitou a dar a luz como Ele mesmo criou e planejou.

Parir é um ato divino que vem de Deus, é esse Deus quem nos ajuda a vencer todos os obstaculos que uma mulher tem que enfrentar antes, durante e depois do parto.

Meu parto foi obra de Deus e para gloria Dele estamos todos aqui felizes e realizados!

Obrigada Senhor. Obrigada Rosana!!
beijos, Angel Shida

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21 de maio de 2010

Matéria sobre nosso blog na Revista Educando

Essa semana saiu uma matéria sobre nosso blog na Revista Educando aqui do Japão.

Deêm uma olhada, e comentem aqui o que acharam! ;)

Revista Educando On line



Materna Japão, educando para um Parto Feliz! =)))

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19 de maio de 2010

Semana Mundial pelo Parto Respeitado

Começou ontem a semana mundial pelo Parto Respeitado e para apoiar ainda mais a causa, essa semana faremos um pouco diferente.

Na semana passada, as mães que ainda não tinham bebê ficaram de fora da promoção, já essa semana tem espaço para todas!

Será em três categorias:

1ª - para quem está gravida, ainda não teve um "parto com prazer" ou teve cesarea
2ª - para quem teve "parto com prazer" e tem fotos
3ª - para quem teve "parto com prazer" e não tem fotos

A primeira categoria deverá escrever uma frase do porque não teve um parto com prazer, ou porque tem medo do parto normal, aqui nos cmentários desse post.

A segunda categoria deverá encaminhar uma foto de seu parto com autorização para publicação para o email maternajapao@gmail.com para um slide show que criarei para o blog.

A terceira categoria deverá escrever uma frase que resuma seu "parto com prazer", também aqui nos comentários desse post.

Será escolhido um ganhador de cada categoria por sorteio e os prêmios serão escolhidos pela ganhadora.

Temos como prêmio: slings, blusa de amamentação, cestas de café da manhã, chocolates, tênis nike, relógios, lingeries e uma sessão fotográfica.

Os envios devem ser feitos até o dia 29 de maio. (irei prolongar um pouco para dar tempo de todas participarem e me ajudarem na divulgação ok?)

Participem e divulguem por favor!

Boa semana e bom parto a todas as maternas!

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17 de maio de 2010

Resultado da pesquisa e ganhadoras da semana

Queridas maternas, agradeço a todas que participaram da pesquisa, pois foi possível compreender um pouco melhor algumas questões relacionadas ao parto e a humanização no Brasil e no Japão.

Vamos ao resumo:

Responderam esta pesquisa:
42 mães do Brasil
7 mães do Japão
1 mãe dos EUA

A grande maioria das mães acha importante a presença de um acompanhante durante o trabalho de parto e parto, e colocaram isso como um fator que as ajudou a relaxar nas horas dificeis.

A maioria das mães do Brasil que tiveram o cesárea, não sabiam o que era parto humanizado na ocasião, (algumas responderam essa pergunta erroneamente, pois era pra responder se "naquele parto" sabiam o que era parto humanizado, mas eu acredito que falhei no desenvolvimento também, então tá perdoado...hehehehe) e o resultado da cesarea foi determinante para a maioria buscar melhores informações sobre parto na gestação seguinte.

As mães do Japão que tiveram partos normais tradicionais, ficaram pouco satisfeitas com o atendimento prestado pelos profissionais ou com o resultado final do parto.

As mães que tiveram parto normal humanizado, sairam 100% satisfeitas com a experiencia de parto! Vivaaaa! Isso é um bom sinal né? =)

A grande maioria das mães não sabia que poderia negociar com o médico as questões do parto, para seu bem estar e melhor conforto.

Bom, esse é um resumo!

Logo trarei alguns artigos para expandir melhor a pesquisa, agora vamos a lista de concorrentes e o nome das ganhadoras:

1. Perola Boudakian
2. Perola Boudakian
3. Elly Chagas
4. Carolina Giovani Pereira
5. Carolina Giovani Pereira
6. Keyla Hatori
7. Catherine Crema
8. Tatiana Tardioli
9. Larissa Hernandes
10. Larissa Hernandes
11. Larissa Hernandes
12. Larissa Hernandes
13. Joana Pontes
14. Joana Pontes
15. Joana Pontes
16. Debora de Almeida
17. Marisa Tiyoko
18. Lucila da Luana
19. Lili
20. Luciana Kamihara
21. Paula Zandonadi
22. Angela Shida
23. Angela Shida
24. Angela Shida
25. Andrea Regina Cardoso
26. Paty Scano
27. Dominique Marquezini
28. Olga Rodrigues
29. Aretha Ferreira
30. Amanda Cristine de Lima
31. Priscila Uehara
32. Luciana Ribeiro
33. Priscila Inuyama
34. Renata Deprá
35. Renata Deprá
36. Karla Akemi
37. Paula Bachmann
38. Tatiana Saito
39. Ana Carolina Rossi
40. Fany
41. Alexia Godinho
42. Vanessa dos Santos
43. Erica Moreira
44. Erica Moreira
45. Priscila Satiye

Joguei a numeração no Random e o resultado foi:


Parabéns as ganhadoras! Aguardem o contato! E quem não ganhou fique ligada que amanhã começa nova promoção!

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13 de maio de 2010

Entrevista com um "Super Pai" Materno

Resolvi fazer essa entrevista porque sei que nós mulheres, muitas vezes, nos sentimos sozinhas na busca por um bom parto, pela amamentação e educação dos filhos. Achamos que só nós nos preocupamos com tudo e que o companheiro pouco ajuda ou colabora.


Bom, a entrevista é com ninguém mais, ninguém menos que: MEU MARIDO! hahahahaha

O fato é que ele sempre me apoiou com minhas decisões, sem me questionar muito, e eu quase não falo com ele sobre o assunto parto, amamentação e coisas da maternagem porque me acostumei a pensar que ele não se importa muito com isso. (É, eu também não partilho muito isso com ele...)

Então hoje eu resolvi fazer esta entrevista, de uma forma descontraída, para que eu pudesse entender um pouco melhor o que ele pensa (ótima desculpa né?) e para que vocês mães também comecem a enxergar o lado materno de seus maridos.

Bom, sem mais delongas, vamos a entrevista...

Materna JP: Seu nome completo...rsss
Cleber Massao Oshiro

Materna JP: Idade (verdadeira por favor! Porque quando te conheci você mentiu 2 anos a mais...rsss)
27...xD

Materna JP: Ah! Agora você dimunue dois anos...risos...
Quantos filhos você te, contando aquele que você ainda não me contou? huahuahuahuahua

Quatro...

Materna JP: Bom, quando te conheci você queria ter 2 filhos, aceitava até o 3º e nós tivemos o 4º, (quem mandou ir me visitar no Brasil...huahuauhahua) o que mudou no seu jeito de pensar, quando chegamos no 4º bebe?
Sinceramente a minha cabeça estava preparada para o terceiro, mas nunca me imaginava tendo o 4º filho...
Acho que medo de pai é sempre igual, ou seja: o que será do meu filho no futuro?
Acho que nós homens pensamos sempre em dar o melhor para o filho, pensamos muito no futuro e esquecemos de que as vezes o amor já é o suficiente no presente. xD
Não consigo me imaginar sem esses 4 pentelhos, lindos, que todo dia vem ao meu encontro quando chego do trabalho. Esse é o ápice do meu dia!
Hoje posso dizer que eu sei examente oque é amor incondicional, pois por nossos filhos enfrentamos o mundo.

Materna JP: Nós mulheres podemos sentir o bebê mexer na barriga, sentimos ele nascer, amamentamos, enfim, ficamos por muito tempo numa relação contínua com o bebê e daí quase não percebemos em que momento o pai "se sente" pai de verdade. Quando foi que isso aconteceu para você?
Foi quando peguei cada um deles no colo pela primeira vez, pude balançar em meus braços, cantar uma canção de ninar, uma historinha, trocar uma fralda, ficar com eles no colo enquanto você tomava um banho, entre outras coisas.
Todos esses pequenos gestos podem não parecer nada para vocês mulheres mas para nós homens é muito. Cada gesto pequeno desse faz o nosso amor de pai crescer e transbordar.

Materna JP: Como vc me vê depois dos filhos? (sinceramente hein?)
Vejo você muito mais madura e uma mãe dedicada, que se preocupa imensamente com a educação dos filhos, as vezes chega a pensar tanto que acho que você vai enlouquecer..rsrs

Materna JP: Você acha importante a presença da mãe/pai na vida dos filhos pequenos ou pensa que qualidade de tempo é melhor que quantidade? (Para quem não me conhece, deixei um bom emprego, de 8 anos, no Brasil, para poder ficar com meus filhos aqui no Japão, e não sabia o que exatamente meu marido achava disso)
Acho que a presença constante é muito melhor que o tempo com qualidade. Tive momentos muito felizes com meu pai, mas ele perdeu muita coisa por não estar ao meu lado. Quando estamos ao lado dos filhos percebemos com clareza quando estão precisando de apoio e isso transmite a eles uma confiança que não tem preço.

Materna JP: O que vc pensa da amamentação prolongada (depois dos 2 anos)?
Creio que a amamentação prolongada é benéfica para a criança e além disso reforça o laço entre a mãe e o filho(a), o que, ao meu ver, é a coisa mais linda do mundo.
Ver uma mãe amamentar um filho, não consigo nem explicar, pois é mágico, a mãe alimentando o próprio filho e passando amor e afeto ao mesmo tempo. É dívino.

Materna JP: E o parto humanizado? você nunca me disse sinceramente o que pensa disso tudo. O que você acha que poderia dizer para ajudar outros homens apoiarem suas esposas nesse caminho?
Sinceramente no começo não conseguia imaginar como uma mulher escolheria sentir todas as dores do parto se a medicina lhe proporciona algo supostamente indolor (penso eu.xD)
Mas ao ler depoimentos e você mesmo me passando o sentimento de uma mãe ao parir, me fez entender que a natureza é linda e ter um filho de forma humana, (sim eu coloco dessa maneira como humana, pois cortar a mulher é desumano demais) é como um milagre de Deus.
Hoje consigo compreender depois de ter participado do parto da Ana que a mulher precisa no fundo do seu ser ter um parto natural, pois é da sua essência, da sua natureza de mulher parir da forma que Deus determinou. E alem de tudo depois de passar por essa expreriência, o mundo ao seu redor é outro, você entende que somos capazes de realizarmos coisas que nunca imaginamos na vida. O casal que passa por isso terá um laço maior que o casamento para o resto de suas vidas.

Materna JP: Eu como mãe e como participante de listas de debate sobre maternidade, sei que as mulheres tem muitos medos em relação a criação dos filhos. Fale um pouco dos seus medos como pai para a gente.
Eu como todo Pai tenho medo do futuro..rsrsrs
Sempre penso o que meu filho vai ser na vida, se eu vou ser capaz de ajudá-lo a seguir o "seu" caminho.
O meu maior medo é sempre relacionado sobre ter condições de ajudá-los a ser aquilo que desejarem.
É claro que penso que devo ajudá-los não só financeiramente e também psicologicamente, mas creio eu, que todo pai tem medo de não poder dar o melhor para o filho.
Meu medo não é relacionado a mimos e presentes de Natal, mas sim com um curso especializado que ele deseje no futuro, uma faculdade, aquele curso de línguas que poderá ajudá-lo muito no futuro. É mais isso...

Materna JP: Obrigada pelo seu tempo e pela entrevista.
Obrigada você por ser minha companheira...
Te amo...

=)))

Observação: Essa entrevista, meio em forma de brincadeira, realmente aconteceu e é uma forma de dizer que os pais sempre querem participar das decisões da maternidade, cada um do seu jeito, e que os homens também se preocupam conosco e com os filhos, mesmo quando não demonstram. Talvez a gente deva de vez em quando parar de tentar ser "super-mulher" e dar mais espaço para a participação do pai né? Espero que tenham gostado. ;)

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10 de maio de 2010

Pesquisa sobre parto concorrendo a livros maravilhosos!

Nós queremos conhecer melhor o perfil das leitoras do nosso blog e saber quais procedimentos que vivenciaram em seus partos, o que acharam bom ou ruim, por isso, fizemos um formulário de pesquisa para vocês responderem.

É um formulário de multipla escolha, simples, rápido e fácil de ser respondido.

Você deve responder um formulário para CADA PARTO que teve!

Para responder basta clicar aqui

Na segunda-feira, dia 17 de maio, vamos sortear dois livros maravilhosos, entre os participantes que responderem o formulário:

- O Bebê mais feliz do Pedaço, de Harvey Karp, presente do nosso blog

- Pais brilhantes, professores fascinantes, de Augusto Cury, presente da Livraria JP.

Participem e indiquem para suas amigas!

Valem participar mulheres de qualquer lugar do mundo!

beijo
Rosana Oshiro

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7 de maio de 2010

Parto Humanizado na Radio Nikkei

No próximo domingo, dia 09 de maio, Dia das Mães, estaremos no programa "Coisas de Mulher" da Flavia Shiroma, pela Radio Nikkei.

A Radio Nikkei é uma radio da Comunidade Brasileira no Japão, e está no ar para divulgar assuntos de interesse da comunidade em geral.

Para acessar, basta clicar aqui e se conectar.

Todas as pessoas que participarem do chat nesse dia, no horario das 19:30 as 21:30h, (horario do Japão, no Brasil será 7:30 da manhã de domingo) estarão concorrendo a um super presente do Dia das Mães. Por isso já grave esse compromisso na sua agenda eletronica ou no seu celular para não se esquecer!

Podem participar pessoas de qualquer lugar do mundo porque a Radio é online! =)

Contamos com você!

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6 de maio de 2010

Promoção Mês das Mães Materna Japão

O mês de Maio é um mês dedicado as mães, as parteiras e as doulas, e como nosso blog tem tudo a ver com essas três, durante todo o mês de Maio faremos promoções para quem for nosso seguidor e participar com comentários, pesquisas e sugestões.

A partir de hoje, todos os comentários em postagens do blog estarão concorrendo semanalmente a vários prêmios que recebemos dos patrocinadores da promoção Mês das Mães.

Vejam os prêmios e prestigiem nossos parceiros:
1 Tênis da Nike - modelo novo
1 Conjunto com 3 relógio-pulseira - super na moda
Oferecidos pela loja Só Vendas JP

1 cestas de bombons maravilhosos
1 cesta de café da manhã deliciosa
Oferecimento da Tout bon Doces

1 sling de argola
1 Wrap sling
Ambos lindos de viver! Oferecimento da KeySlings

1 super ensaio fotográfico oferecido pelo fotográfo Cleber Massao.
*veja detalhes desse prêmio no site do fotógrafo.

1 blusa de amamentação, oferecida pela Criando Gente, Blusas para Amamentação

1 livro: "Bebê Mais Feliz do Pedaço" - Oferecido pelo nosso blog.
1 livro: "Pais brilhantes, professores fascinantes", oferecimento da Livraria JP
Para concorrer a esses livros responda nossa pesquisa aqui

Se você ainda não é seguidor é só clicar no "Seguir", na barra lateral, é o penultimo gadget da pagina do nosso site.

Depois visite o blog durante todo esse mês para comentar nossas postagens, pois cada comentário vale 1 cupom no sorteio.

E se você ainda não está em nosso perfil do orkut, clique aqui e receba nossas atualizações diariamente! =)

Participem e boa sorte!

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1 de maio de 2010

Primeiros Dias com o recém-nascido

Este é um relato especial, feito por uma materna, que viveu recentemente a experiência de ser mãe pela primeira vez.

É um relato longo, mas muito importante para quem vai ser tornar mãe em breve.

Vale a pena lê-lo!

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Até hoje não havia conseguido enviar meu relato de parto, tinha alguma coisa travada para poder divulgar. O problema não era contar o parto em si, mas como divulgar um momento bom se os que se seguiram ao parto foram tão, mas tão mais difíceis!

Durante a gestação li tantas coisas boas sobre parto que não pensei em quase nada do pós parto. A gente acaba criando uma visão super romântica do parto e depois do nascimento, vem um mundo real de horas sem dormir, peitos doendo, bebê chorando, família palpitando que achei que tinha que dividir isso com outras grávidas.

Decidi, portanto, divulgar primeiro o que vivi nestes primeiros dias após o nascimento da minha filha, para depois divulgar o relato do parto.

O que é aquilo que vivemos nos primeiros dias de vida do bebê??

Que turbilhão de emoções!! É tudo misturado, alegria, amor, susto, desconhecimento, mil palpites, êxtase, dor, e sei lá mais o quê.

Em primeiro lugar vêm a alegria inédita de ter o bebê nas mãos. Ver aquele serzinho, que saiu de dentro de mim. Ver aquela carinha, me reconhecer na minha filha, identificar características da família nela. Que êxtase! Os olhinhos dela olhando para mim, buscando alento em meu corpo. Nos primeiros dias, eu olhava para ela e me via, era uma coisa muito louca isso, sentia a mistura que existia, ela em mim, eu nela. Sensação maravilhosa.

Tem também a emoção de poder conhecer a minha filha, aquela, que estava morando na minha barriga, além claro, da percepção de que era verdade mesmo, tinha um bebê crescendo dentro de mim, uma vida nova, sendo gerada por mim! Sentia o milagre de Deus, um clichê que vale dizer, o fruto do amor entre eu e meu marido.. deu naquilo, um serzinho..e agora, fora da barriga, um nenê de verdade, com pés, mãos...

Contei e recontei os dedinhos, analisei cada detalhe, orelha, duas, olhos..hum parecem meio vesguinhos..será que ela vai ser vesga? Ufa, li no Delamare que é normal o recém nascido ser vesguinho.. com os dias se normalizou. Ver a pele dela, com risquinhos, mini poros. Ela nasceu com pelos no ombrinho e na orelha.. ai será que ela vai ter pelos nestes lugares? Uma menina, ela não vai gostar de ter estes pelos.. (eles caíram por volta do 7o mês). Ficava admirando a beleza, os olhinhos inchados, achando o máximo aquele bebezinho ter saído de mim, tão perfeito!! Obrigada meu Deus! Senti uma gratidão enorme por poder viver este momento. Adorava também o cheirinho dela, um cheirinho de parto ainda (só demos banho nela no 3o dia de vida, ela nasceu na água), sentir o cheiro de vérnix, ficando azedinho. Dava certa vontade de lamber.. mas achava esquisito.. dei lambidinhas tímidas.. bom o gosto.

Depois desta admiração, vem o susto, o novo, o desconhecido. O bebê novinho não chora, ele se esguela, ele grita de desespero!! Começou com um chorinho tímido, um chorinho lindo (gué, gué, para tentar imitar..). Depois vem um choro desesperado. Meu Deus, o que eu faço?? EU sou a mãe..tenho que achar uma solução, e agora?? Logo nas primeiras horas, meu marido aprendeu com o santo pediatra a embrulhá-la (como charutinho), a chacoalhar e fazer shuu.. no ouvido dela.. Ufa! Como esta técnica ajudou! Funcionava na maior parte das vezes neste comecinho. E como meu marido ajudou, ele era o responsável por acalmá-la.

Mas às vezes o bebê não parava de chorar e aí.. junto com MEU desespero, vinham as sugestões familiares, já que sempre temos pessoas por perto nestes momentos. “o que será que ela tá sentindo?”, “será que é cólica?”, “será que ela tá com fome?” (e o provável pensamento: “seu leite não é suficiente?”). Estes palpites para mim foram chatos. O pessoal aqui até respeitou minhas atitudes, mas foi duro ficar tendo que, além de cuidar do bebê e deste turbilhão de emoções ter que ficar arrumando respostas e motivos das minhas atitudes.

Ah.. outra coisa forte. Desde o 1o dia do nascimento dela, descobri que não é somente a minha filha que nasceu. Nasceu também a neta da minha mãe e sogra, a sobrinha da minha cunhada, a sobrinha-neta das minhas tias.. Então, todas as MINHAS atitudes estavam afetando o modo de viver da NETA, SOBRINHA, SOBRINHA-NETA. Acho que é por isso que as pessoas dão tantas sugestões sobre como agir com o bebê.

Outra sensação em relação às outras pessoas foi a invasão em relação ao bebê. Desde a gravidez, eu queria que o bebê tivesse um ambiente tranqüilo depois que nascesse. Não queria deixá-la no barulho e com as pessoas. Queria que ela conhecesse o mundo um pouco por vez. Considero que é um choque para o bebê a saída do aconchego do útero e um choque maior ainda ser pego por inúmeras pessoas, ouvir sons, cheiros, falas super próximas à cara do nenê. Queria um cheiro de alguém um dia, um cômodo da casa no outro. A luz, os sons, tudo devagar. Mas como controlar se todos da família querem ver o bebê, pegar no colo e segurar pra sentir que o bebê realmente estava ali (uma amiga ucraniana fica impressionada com a coisa do brasileiro de querer sempre encostar um no outro). Vivi isso com o bebê. E não queria!! Minha irmã, que estava longe, me disse por telefone: devíamos ficar isoladas de tudo por uns 10 dias depois do nascimento do bebê. Mas ocorre o inverso!! A casa vira uma peregrinação de pessoas querendo conhecer a criança. Justo nos primeiros dias. Não recrimino isso, mas o que eu queria ter paz para conhecer minha filha e para ela me conhecer!

Só saí com ela no 17º dia para dar uma volta na rua e saía pouco de casa. Eu quis assim, embora não tenha sido fácil ficar tantos dias reclusa.

Não tinha a confiança de como seria minha relação com minha filha. Queria que ela conhecesse primeiro o meu cheiro, minha voz, gostasse de mim. Essa segurança se desenvolveu ao longo do tempo, principalmente graças a amamentação e por ficarmos tanto tempo juntas, eu a alimentando, a observando, e ela sentindo minha pele, meu calor, meu amor.

Reconheço que tive ciúme dela no início, queria que ela gostasse de mim primeiro. Virei leoa. Não queria que a pegassem no colo.. já tinha a questão do cheiro, som, mas teve também a questão leoa. Não queria que pegassem na minha cria. Isso me lembrava das cachorras recém paridas rosnarem para pessoas que chegam perto de suas crias. Pena que gente adulta que rosna é considerada antipática pra sempre.

Comecei a amamentar logo depois que ela nasceu, ela mamou pouquinho nas primeiras horas. Eu não sabia se conseguiria amamentar, meu peito só servira para fins sexuais até então, não sabia como iria separar as coisas. Bom, isso foi pouco problema. No primeiro dia, foi mais tranqüilo, ela mamou pouco, eu tinha lido que o bebê tem nasce com reservas nos primeiros dias e precisa mais dormir do que mamar, eu estava tranquila.

Mas a noite seguinte.. o que foi aquilo?? Ela mamou por 4 horas seguidas!!!! Eu a tirava do peito (ou ela saía, não me lembro) e ela chorava desesperadamente! Voltava para o peito, acalmava. Da meia noite às 4 da manhã. Eu com fome, sede, me sentindo fraca. Mas queria alimentar minha filha. Nesta hora, claro, falaram que era só dar chupeta ou meu dedo para ela sugar. Como assim? Ela querendo sugar meu peito e eu vou dar outra coisa? Vou enganar minha filha no seu primeiro dia de vida? Aquilo foi um pesadelo, o sono, misturado com a dor (pois 4 horas num peito sem “calos” doeu!), doía também a barriga, pois o útero ainda estava grande, se contraía com as mamadas. Na 2a noite a longa mamada se repetiu, meu marido diz que foram 6 horas desta vez. O stress estava mais alto, tive até problemas com a família do meu marido neste dia, falei o que não devia e vivi por semanas as conseqüências disso. Hoje vejo que poderia ter buscado outras soluções para pelo menos intercalar um pouco estas longuíssimas mamadas (deixar com o pai chacoalhando e fazendo shuu, simplesmente colocar o bebê perto do meu corpo para ela sentir meu calor ou simplesmente parar por 5 minutos para eu descansar e agüentar um pouco seu choro)

Os hormônios à flor da pele, eu chorava de alegria, dor, cansaço. Meu leite desceu no 3o dia. Fiquei muito feliz com a novidade de me tornar uma “leiteria”! E depois de tantas horas com o bebê pendurado no peito, sem saber como segurar, como abrir sua boquinha.. resultado: bicos super rachados, dor quando ela começava a sugar. Por sorte neste dia o pediatra veio para consultá-la e ensinou algumas posições. No dia seguinte uma santa amiga especialista em amamentação também deu bons conselhos. Ambos ensinaram a livre demanda, nada de anotar horários: bebê chorou, peito. O melhor conselho em todo o puerpério.

O cansaço era tanto nestes dias que eu não registrei quase nada que eles me ensinaram, foi meu marido que também ouviu e me ajudou.

No 6o dia tive febre. Meu peito empedrou. Li que deveria tomar banho quente, fazer dança africana e ordenhar. Tentei isso o dia todo. Febre subindo, não queria medir, não queria tomar remédio. Neste dia meu marido viajou, fiquei com sua família me ajudando. Fiquei confusa, com algumas alucinações, peito doendo.. medi: 39,5C! minha cunhada leu que deveria dar o peito para o bebê esvaziar.. achava que estaria contaminado este leite. Minha filha me salvou, mamou, mamou e esvaziou meu peito e baixou minha febre. Ufa! Saí de mais uma!

Volto a falar do êxtase. Eu olhava para minha filha e chorava de alegria. Muitas vezes isso aconteceu nos primeiros dias. Meu marido também estava muito tocado, ele chorava, chorávamos juntos! Que milagre estávamos presenciando!

Recebi também a visita preciosa da Carolina nos primeiros dias. Seu filho é uns 3 meses mais velho que a minha, então, vê-la falar que estes dias são difíceis mesmo e ver claramente que agora eles estavam em outra fase melhor foi um alívio e tanto. Me ensinou coisas, deu bons conselhos. Ela ainda trouxe uma pomada para passar no peito, que me ajudou.

Enquanto estava grávida, ficava imaginando o bebê e tudo que poderia viver com minha filha. Mas no primeiro mês o bebê pouco interage. A doação da mãe é gigantesca e vemos pouca reação do bebê, ela ficava deitada, quase não se mexia. Isso também teve sua contribuição na frustração.

Outro fato que interferiu nos primeiros meses é que meu corpo estava se adaptando a grande produção de leite que minha filha requeria. Minha resistência baixou, tive herpes e “viuvinha” nos olhos diversas vezes. Sentia bastante cansaço e aproveitava para dormir bastante, o que ajudou a me recuperar.

Como esta fase foi uma mistura cansaço, com desconhecimento, falta de experiência e um serzinho totalmente dependente da gente, estes dias foram muito difíceis para mim. Parecia que nossa vida seria assim para sempre, mas a natureza é sábia, a mãe vai aprendendo a cuidar da sua cria, vai conhecendo o filho a cada dia, as reações, o que fazer ou não, claro que não acerta sempre. Vai ganhando confiança, recebendo e dando amor.

Com o passar do tempo, os desafios para a mãe vão se alterando, isso não deve acabar nunca, sempre estaremos aprendendo a conviver com as novas fases do filho.

Este tempo de grandes inseguranças passou. Foi tão duro para mim este período que achei o parto muito fácil comparado com estes dias. Olho para este período e vejo uma nuvem escura, dias lindos e ao mesmo tempo tão difíceis. Por isso quis compartilhar com futuras mães, para talvez se prepararem melhor do que eu. Não sei se é assim com todo mundo.

Quando escrevi este texto, minha filha estava com 9 meses, linda, crescendo, descobrindo o mundo. Já passamos por tantas fases diferentes e tantos momentos bons. Foi difícil o começo, mas passou. A amamentação teve um papel central em toda esta fase para criação da segurança mútua, para mim de que eu amo minha filha e ela me ama, para ela de poder confiar que nos momentos de fome, carência ou qualquer outra coisa ela vai encontrar sua mãe ou seu pai.

Hoje ela já está com 2,2 anos, falante e serelepe.

Deixo aqui alguns conselhos para quem quiser “ouvir”:

* Aprenda amamentar antes do bebê nascer, conheça as posições, como fazer o bebê abrir mais a boquinha, assim quando o bebê chegar, você terá mais “experiência” do que sair do zero como eu saí.
* Escolha pessoas boas pra te apoiar. No meu caso, meu marido foi um grande aliado, desde o começo, presente e atuante. A lista Materna também foi, com conselhos dados por mães experientes e que não se deixam levar pela maioria (pediatras que não apóiam amamentação, conselhos de dar chazinho, remédio, chupeta, etc.). Andréa (da amamentação), Carolina e minha irmã, que apesar de não conhecer os tratamentos humanizados, me deu seu apoio.
* Confie no seu companheiro, deixe ele trocar, cuidar, dar banho desde o começo. Vi muitas mães não deixarem e afastarem o pai. Do jeito deles, eles conseguem, vale muito confiar. O vínculo se fortalece, pai-filho, pai-mãe.
* Descanse enquanto o bebê descansa. A gente precisa se recuperar fisicamente também. Deixe marido, mãe e sogra receberem as visitas, cuidarem da comida, casa, etc.
* E saibam, estes primeiros dias são totalmente novidade e por isso tão difíceis. Mas eles passam, nós ficamos mais experientes e nossos filhos conseguem sobreviver (e nós também!)

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