30 de setembro de 2010

Cirurgia de apêndice no Japão (criança)

Foi em fevereiro desse ano, um momento muito difícil pelo qual passamos e que nunca vou me esquecer.

Meu Rafael, que tinha recem completado 6 anos, teve apendicite aguda.

Era uma manhã de sexta-feira, e como sempre, os meninos acordaram já pedindo o café da manhã. Rafael que é o mais comilão da casa, comeu seus dois pães e bebeu seu leite com chocolate, sem reclamar, eram 9 horas da manhã.

Na hora do almoço ele me pediu ovos cozidos e eu fiz, mas ele não quis comer quase nada, reclamou que a barriga estava doendo, que estava com a barriga cheia, e o Gabriel idem.

Fiquei brava por fazer a comida e ter que jogar fora e dei bronca nos dois. Logo eles foram brincar sem problema.

No lanche da tarde o Rafa comeu algumas bolachas e um suco, normalmente, mas ainda reclamando de uma dorzinha na barriga. (Quero aqui deixar claro que ele sempre reclama de dor na barriga, mas sempre perto do horário das refeições, ou seja, reclama de fome, por isso eu não dei muito atenção no dia)

Na hora da janta, ele estava comendo normalmente, sem reclamar e de repente vomitou. Um pouco, não muito, e eu pensei que uma virose estava começando. O marido estava saindo para o trabalho e eu disse para que não se preocupasse.

Depois disso ele ainda brincou mais um pouco, e depois foi dormir.

Na manhã seguinte ele acordou com diarréia, sem febre nem nada mais, dai eu comecei a administrar soro caseiro e líquidos e alguma fruta que ele quisesse comer.

Ele não teve muito apetite esse dia e evacuou várias vezes, mas eu estava acompanhando e vendo como estava, para não deixar desidratar e comecei a dar homeopatia para a virose também.

Do sábado para o domingo ele teve febre na madrugada, e o Gabriel também.

Pela manhã Gabriel teve diarréia, e conclui que a virose tinha pego os dois, fui administrando o soro e a homeopatia, e os alimentos que eles aceitassem.

No domingo a noite ele conseguiu comer um pouco, não vomitou e nem teve diarréia, apresentava sinais de melhora, Gabriel idem, então eu pensei que estivesse melhorando mesmo. Eu sabia que virose tem um pico no terceiro dia e em cinco ou seis dias, acaba de vez.

Segunda-feira ele brincou com o irmão, não apresentava mais febre, fez as três refeições, sem vomito, nem diarréia. Estava meio amuado e com a barriga estufada, pensei que pudesse ser verme também. Ele só reclamava que a barriga doía, não muito, um pouco.

Terça-feira ele voltou a ter febre e começou a diarréia novamente, não quis mais comer, nem brincar. Eu fiquei administrando o soro caseiro e a homeopatia, o marido estava trabalhando de dia e quando chegou a noite, o menino voltou a vomitar, foi então que o levamos para o PS.

No PS o médico apertou sua barriga e menino pulava de dor, não conseguia gritar porque estava bastante fraco, o médico disse que a dor era perto do baço e que teria que fazer ultrassom para ver direitinho o que era.

Como estava muito tarde, o pai ficou com ele e eu voltei para casa com as outras crianças para coloca-los para dormir.

Depois de vários exames, foi constatado que ele estava com apendicite aguda e seria feita uma cirurgia urgente, que seria as 10hrs da manhã da quarta-feira.

Meu marido me ligou as 5 da manhã para me contar e caiu em prantos, dizendo que o medico disse que nosso filho poderia morrer. (Aqui no Japão eles nunca preparam a gente para o "tudo vai dar certo" eles sempre dizem tudo que pode dar errado. Um horror!!!)

O pai estava cansado da noite toda e eu fiquei com o menino até o começo da cirurgia que durou aproximadamente 2 horas.

Era quase meio dia quando o médico me chamou e disse que tudo tinha dado certo e que meu filho já estava bem. Me mostrou as fotos do abdomen do meu filho aberto apontando os locais onde havia uma grave infecção que já havia tomado conta de quase todo o intestino. Eles tiraram tudo para fora, drenaram, retiraram o apendice e depois colocaram tudo para dentro de novo.

Vejam as fotos que o médico me deu:





Aqui a pinça segura o apêndice, que foi a parte que o médico retirou.












Esse é todo o intestino dele. Do lado direito dá para ver como estava infeccionado e bastante inchado.











Já depois da cirurgia do apendice, a foto um pouco mais perto da para ver o pus dentro do intestino. (Parte esbranquiçada que foi toda lavada com água quente e drenada.)







Depois da cirurgia meu filho já saiu reclamando que estava com dor no pipi (colocaram sonda) e que era para tirar aquele negócio de lá do pipi dele, tadinho.

Logo que chegamos no quarto já retiraram a sonda, mas ele queria beber agua e não podia. Teve que ficar 3 dias sem comer, nem beber absolutamente nada. Essa parte foi muito dura porque ficávamos em quartos conjuntos e ele via o tempo todo as pessoas comendo e bebendo e me pedia só um pouquinho, mas eu não podia dar, só passava um paninho úmido em seus lábios e deixava ele escovar os dentes, mais nada.

Depois do terceiro dia, tomando soro e antibióticos, sentindo as dores da cirurgia, ele pode comer, os irmãos foram visitá-lo no hospital, brincaram juntos, foi uma festa, no quarto dia, retiraram o pano que recobria os pontos, ele fez uma limpeza e pode tomar banho.

No quinto dia o médico retirou 3 grampos (aqui no Japão não são pontos com linha, são grampos de grampeador, outro horror! E o retirou também o dreno que servia para "puxar" o restante do pus.

No sexto dia, retirou os outros 3 grampos e o soro. Ufa! O menino pode andar livre e solto pelos corredores.

No sétimo dia pela manhã recebemos alta. Ele fez exame de urina e sangue e fomos para casa, era quinta-feira de manhã.

Voltamos na segunda-feira para mais uma kensa e estava tudo bem.

O médico disse que poderia fazer tudo o que quisesse, correr, brincar, pular, sem medo e que ele estava muito bem.

Que no futuro ele pode ter algum problema no intestino, quando for maior de idade, e que portanto, a qualquer sinal de dor forte, vomito e diarreia, procurasse o hospital mais próximo.

Deixo aqui meu muito obrigada ao Dr. S. Yanagisawa mais uma vez, pela sua atenção e delicadeza e também por saber falar inglês tão bem. Me ajudou muito! =)

Ele trabalha na Jichi Medical University, um medico exepcional que Deus colocou em nossas vidas.

Algumas considerações:
- A causa da apendicite do meu filho foi uma semente de cereja, acreditem se quiser. O médico me mostrou quando terminou a cirurgia. Ela estava entupindo o canal do apêndice. =(
- Aqui a incisão da cirurgia é na vertical, e eu não sei porque já que no resto do mundo é na horizontal e já ta mais do que explicado dos benefícios da incisão horizontal, ainda não achei evidência do porque eles fazem cirurgias na vertical, se alguém ai souber me fale por favor.
- As enfermeiras foram muito prestativas e atenciosas, mesmo eu não sabendo falar quase nada, me ajudaram muito.
- Eu ainda acredito na homeopatia como primeiro recurso, mas agora sou mais cautelosa com os sintomas, aprendi uma lição valiosa com tudo isso.
- A ligação entre o Gabriel (menor) e o Rafael (maior) é tão forte, tão grande, tão linda, que o menor ficou com os mesmos sintomas do irmão e até hoje é assim, se o mais velho fica doente o mais novo tem os mesmos sintomas. Eu acho isso muito interessante.

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29 de setembro de 2010

FALSOS motivos alegados para cesárea

Hoje em dia a mulher que quer ter parto normal precisa se informar, isso é fato.

Mais do que isso é preciso ter paciência, saber dialogar e apresentar a seus médicos evidências e fatos para não ser "enrolada" pelos obstetras da atualidade.

Acreditam que na primeira consulta da minha atual gravidez o médico já queria marcar uma cesárea?

É brincadeira né?

Acho que 90% das mulheres hoje iriam dizer:
- Ah! Tudo bem doutor! Sem problemas!

Ou mesmo que quisessem questionar, ao ouvir o médico dizer:
- Você pode ter um ruptura no utero e morrer. E seu bebê também!!!

Daí não tem coração que aguente né?
- Tudo bem doutor eu acredito no senhor, pode marcar a cesarea.

Bom, mas comigo não!

Perguntei logo quais as chances de uma ruptura (porque tive cesarea anterior) e ele respondeu que era de 0,5% por cento e mais um pouco, só que o pouco ninguem sabe o quanto é. Exatamente a mesma chance de uma mulher que nunca teve um parto.

Eu posso com isso?

Eu tive 2 cesarianas e depois tive 2 partos normais. Tudo perfeito, sem nenhum problema! E porque agora meu corpo não funcionaria mais?

Disse-me uma vez, uma sábia e experiente parteira que se o útero aguenta 9 meses ser esticado e aumentado sem problemas, logo as chances de passar pelas contrações do parto sem problemas são muito grandes.

Veja, eu não estou defendendo o parto normal acima de tudo, mas a falta de profissionalismo médico e vontade deles de estar no controle de tudo, acima de todos.

Claro que o risco é pequeno, mas existe. Por causa disso então eu não posso ter um parto bem acompanhado e em caso de real necessidade ser submetida a cirurgia?

Alguém ai que esteja lendo esse post pode dizer: Mas quem sou eu para debater com um médico? Ele estudou para isso muitos anos, eu não sei nada!

Bom querida, não "finja" querer um parto normal. Seja sincera consigo mesma para depois não se sentir roubada, como eu me senti nas duas "desne-cesareas" que tive.

Faça uma cesarea bem informada dos riscos para a mãe e o bebê. Saiba que será privada do primeiro contato, que vão esfregar seu bebê desnecessariamente, por um colirio ardido nos seus olhinhos para uma DST que você não teve (e seu filho nem nasceu pela vagina...ops!), vai vaciná-lo, pesa-lo, medi-lo como se fosse mais um produto das industrias CESAREAS S/A, não vai ser amamentado na primeira hora, nem aconchegado no seu peito, pelo contrario vai receber agua glicosada em uma seringa descartavel, enquanto você se recupera da anestesia, passa fome durante horas, sente mal estar, usa sonda para urinar, toma antibióticos e geralmente outros remédios para os efeitos colaterais da anestesia.

E isso tudo é normal, dentro da rotina de que tudo ocorra bem. Se tiver complicações o quadro se complica muuuuito mais.

Informação tem aos montes hoje em dia, corre atrás e aposta na probabilidade de tudo dar certo quem tem empoderamento e amor pelo seu corpo e pelo seu filho, porque as chances de ter um bom parto para quem tem teve uma boa gravidez, são infinitamente maiores.

Para quem quiser saber mais sobre evidencias cientificas na obstetricia, tenho uma ótima dica, a comunidade do orkut GO baseada em evidências da Dra. Melania Amorim, obstetra humanista do Brasil.

A Dra. Melania fez essa lista de FALSOS motivos alegados para se realizar uma cesarea, que espero que possa servir de alerta para as mães que desejam um parto normal:
1- Circular de cordão, uma, duas ou três voltas (campeoníssima - essa conta com a cumplicidade dos ultrassonografistas, e o diagnóstico do numero de voltas é abolutamente nebuloso)
2- Pressão alta
3- Pressão baixa
4- Bebê que não encaixa antes do trabalho de parto
5- Diagnóstico de desproporção céfalo-pélvica sem sequer a gestante ter entrado em trabalho de parto
6- Bolsa rota (o limite de horas é variável, para vários obstetras basta não estar em trabalho de parto quando a bolsa rompe)
7- Passou do tempo (diagnóstico bastante impreciso que envolve aparentemente qualquer idade gestacional a partir de 39 semanas)
8- Trabalho de parto prematuro
9- Grumos no liquido aminiótico
10- Hemorróidas
11- HPV
12- Placenta grau III
13- Qualquer grau de placenta
14- Incisura nas artérias uterinas (aliás uma gravidez normal não precisa de ultrassom com Doppler)
15- Aceleração do batimentos fetais
16- Cálculo renal
17- Dorso à direita
18- Baixa estatura materna
19- Baixo ganho ponderal materno/mãe de baixo peso
20- Obesidade materna
21- Gastroplastia prévia
22- Bebê grande demais
23- Bebê pequeno demais
24- Cesárea anterior
25- Plaquetas baixas
26- Chlamydia, ureplasma e mycoplasma
27- Problemas oftalmológicos, incluindo miopia e descolamento de retina
28- Edema de membros inferiores/edema generalizado
29- Falta de dilatação antes do trabalho de parto
30- Gravidez super desejada (motivo pelo qual os bebês de proveta aqui no Brasil muito raramente nascem de parto normal)
31- Gravidez não desejada
32- Idade materna avançada (em geral refere-se as mulheres depois dos 35 anos)
33- Adolescência
34- Prolapso de válvula mitral
35- Cardiopatia (o melhor parto para as cardiopatas é o vaginal)
36- Diabetes
37- Bacia muito estreita
38- Mioma uterino
39- Parto prolongado ou período expulsivo prolongado (os limites são muito imprecisos dependendo da pressa do obstetra)
40- Pouco / muito liquido
41- Artéria umbilical única
42- Ameaça de chuva/temporal na cidade
43- Obstetra (famoso) não sai de casa à noite devido aos riscos de violência no RJ
44- Fratura de cóccix em algum momento da vida
45- Conização prévia de colo uterino
46- Eletrocauterização prévia do colo uterino
47- Varizes na vagina
48- Constipação (prisão de ventre)
49- Excesso de liquido aminiótico
50- Anemia
51- Data provável do parto (DPP) próximo a feriados prolongados e datas festivas

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23 de setembro de 2010

Como vencer o medo do parto normal

É, infelizmente é esse um dos grandes motivos que faz a maioria das mulheres acharem uma brechinha para pedirem para o médico fazerem uma cesárea agendada.

Já falamos um pouco sobre a dor do parto em alguns textos aqui do blog.

A "receita" para vencer o medo é estar cercada de informações coerentes e de profissionais humanizados.

Uma doula (profissional que auxilia no trabalho de parto com trabalhos corporais, massagens e exercicios) pode ser uma excelente aliada na hora P.

Recentemente, li no site Parto com prazer, um relato de uma mulher contando como venceu o medo da dor do parto e quero aqui recomendar esse relato para ajudar as futuras mamães "medrosas" a se empoderarem. ;-P

E aproveitando também o assunto dor, devo lembrar que a dor é algo subjetivo, já que cada mulher tem limites diferentes para a dor e considerando também que a gente tem sempre o parto conforme a vida que a gente leva (quem é "desencanada" vai ter um parto mais fácil =), algumas mulheres tem parto sem dor, vocês sabiam?

Leiam esse relato de um parto super rápido, sem dor e prazeroso.

Dúvidas? Me escrevam que terei alegria em ajudar.

Beijo

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7 de setembro de 2010

Licença maternidade no Japão

É comum as mulheres trabalhadoras não conhecerem seus direitos e deveres quando gravidas no Japão.

Recentemente, recebi várias instruções no curso de japonês que realizei pela JICE e gostaria de passar para as que estão em duvidas de seus direitos.

Vou escrever por tópicos de forma bem clara e simples, caso alguém tenha alguma duvida, pode me escrever pela guia de contato ou deixar seu comentário no post que terei prazer em esclarecer.

Vamos lá!

- Como já disse em uma postagem anterior, toda mulher gravida no Japão, que não tem o hoken (Shakai ou kokumin) deve providenciá-lo o mais rapido possível, porque só através dele é possível receber os benefícios que a lei concede.

- A mulher que trabalha, há mais de 1 ano com o mesmo empregador (se for empreiteira pode ter mudado de empresa), e tem o Shakai Hoken há mais de 1 ano também, tem direito a licença maternidade remunerada em 60% de seu salário normal, durante o período da licença.

- O periodo de licença é de aproximadamente 98 dias, sendo que são 6 semanas de licença no periodo anterior ao parto e mais 8 semanas no período posterior ao parto.

- O procedimento para recebimento dessa licença chamada SHUSAN TEATEKI, dever feito pela própria empresa onde a mulher trabalha. Ela receberá seu pagamento de licença na própria conta bancária em que recebe seu pagamento de todo mês.

- Caso a mulher queira continuar trabalhando até uma data mais próxima do parto (1 ou 2 semanas antes da DPP por exemplo) ela receberá seu salário normalmente, porém o período que não usufruiu de licença não é acumulativo para depois do parto.

- Quando a mulher para de trabalhar é que a empresa da entrada na licença, e o tempo médio para se receber o pagamento é de 1 mês, ou seja, provavelmente ela vai receber depois que o bebê já tiver nascido.

- Depois que nasce o bebê, 8 semanas após o parto, se a mulher puder voltar ao trabalho, ela deve solicitar o retorno a empresa, e ai novamente, a empresa fará os tramites necessários para que a mulher receba o restante do dinheiro da licença, que será equivalente ao período do pós-parto. Esse dinheiro sai aproximadamente 1 mês após o retorno da mulher ao trabalho.

- Para ter o direito a licença, mesmo que você tenha mais de um ano na empresa e no Shakai, você obrigatoriamente precisa trabalhar até as 34 semanas de gestação. Se pedir para sair antes desse prazo, você perde seu direito. Cuidado!

- Se desejar ficar afastada do trabalho mais um pouco, tem ainda o "auxilio para cuidar do filho recém-nascido", onde a mulher pode ficar até um ano de licença.
Nesse caso deve-se solicitar um dos tipos de auxilio abaixo:
1- auxilio básico: a mulher recebe um auxílio durante seu afastamento;
2- subsídio de retorno ao trabalho: a mulher recebe um auxilio 6 meses após retornar do afastamento para o trabalho.
Esse período de 1 ano não se acumula com as 8 semanas após o parto, porque é um outro tipo de auxilio.
Para solicita-lo você deve se informar na Hello Work de sua cidade após o nascimento do seu bebê e também é preciso ter mais de 1 ano trabalhados e com recolhimento do Shakai Hoken antes de ter começado sua licença.

- É importante lembrar que dependendo do tipo de parto, do numero de filhos (gêmeos por exemplo) e das condições de saúde da mãe e do bebê, o período para solicitar o beneficio pode ser alterado, então preste MUITA ATENÇÃO ao prazo estipulado para dar entrada na documentação, para não perder os prazos.

É só para reforçar, o "presente" oferecido pelo governo japonês para cada criança nascida no aqui chamado SHUSAN IKUDI ITIDIKIN passou para 420 mil ienes.

Não deixe de buscar as informações necessárias na prefeitura da sua cidade para não perder seus benefícios.

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