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23 de janeiro de 2009

Simone Shizue Koike (2º parto) - Aichi


Bom ja não estava evitando engravidar há muito tempo, queria mais um filho, mas dai comecei a trabalhar e o tempo foi passando e ficando cada vez mais longe a ideia de outro filho, até que veio e ficamos muito felizes com a noticia, pois tanto queriamos e Deus nos mandou ele....

A gravidez foi tranquila, a não ser pelo fato de engordar bastante e o medico pegar no meu pe, mas dai ja estava mais a par doque diz respeito a gravidez e parto e tal. Pesquisei mais, me informei mais e fiquei bem tranquila quanto a isso, não estava tão ansiosa como se fosse o primeiro... rsss

No final, eu achava que não chegaria nunca a 39ª semana, e quando chegou ainda demorou uns dias a mais que minha primeira filha, e a ansiedade aumentou ainda mais.

Quando completei 39 semanas e 3 dias comecei a sentir as contraçoes fraquinhas pela tarde e a noite foi aumentando, como na primeira gravidez, eram 2 da manha quando fui para o hospital.

Foi um pouco mais tranquilo as dores, contrações, dilataçao. Senti que só na hora mesmo de nascer que doeu pra valer, mas dores no cocix como da primeira vez nunca vou esquecer, dessa vez foi mais tranquilo.

Quando não aguentava mais as contrações pedi pra ir pra sala de parto, mas nem tinha dilatado o suficiente e nem tinha estourado a bolsa, então ainda demorei um pouco mais até que fosse a hora de nascer. E lá ia eu com a respiraçao, gritos... Acabava gritando e deixando a enfermeira doidinha... rsssss

Na hora de nascer mesmo foram umas 4 ou 5 contraçoes fazendo força até nascer, no meio de tanta dor que a gente acha que não vai suportar...

Até que nasceu meu bebe lindo e saudavel(aparentemente), amamentei ele logo que limparam e curti ele por uma horinha na sala de parto, depois foi o mesmo procedimento que na primeira gestaçao, fui para o quarto e só no outro dia que iriam leva-lo para mim.

No dia seguinte ja não aguentava tanta ansiedade de ver meu filho, geralmente eles levam o bebe até a hora do almoço, mas passou a hora do almoço e já estava de tardezinha e nada. Meu marido foi perguntar a que horas ele iria para o quarto e as enfermeiras diziam que ele estava fazendo uns ultimos exames.

Mas tarde chamaram eu e meu marido na enfermaria e o pediatra nos deu a noticia de que ele não estava evacuando, que mamou e vomitou verde e nos mostrou a barriguinha dele cheia, bem redonda. Eu não aguentei na hora e comecei a chorar, entrei em desespero!

Ele continuou em observaçao ate a noite quando o medico, dono do hospital, nos chamou novamente e nos informou que a situaçao dele não havia mudado e que ele seria transferido para um hospital maior onde haviam mais recursos, chamou a ambulancia e lá se foi meu bebe sem mim, não me deixaram ir!

Foi horrivel para mim ver meu filho naquela situaçao e não poder estar ao lado dele, tinha segurado meu filho apenas deitada ainda na sala de parto...
Pedi para me deixarem ir, mas não deu, meu marido acompanhou meu bebe, e eu chorei a noite inteira...

Depois de fazerem os exames no outro hospital e esvaziarem a barriguinha dele, conversaram com meu marido e informaram que era uma doença não muito conhecida MEGACOLON CONGENITO ou como aqui é conhecido HIRSCHSPRUNG e que só poderia ser tratado num hospital pouco longe de onde moramos, e que só tinham especialistas no assunto. Na manha seguinte ele seria transferido novamente para esse hospital.

Meu marido foi logo procurar na internet a respeito dessa doença e levou para mim no hospital onde estava internada. Li mas mesmo assim fiquei desesperada pois não podia acompanhar meu filho, não me davam alta.

Ele foi pra lá era uma quarta feira e meu medico só me liberou sexta pra ir ve-lo, mas teria que voltar ao hospital, foi assim no sabado também, até que domingo tive alta.

E foi assim durante quase 2 meses. Meu bebe ficou internado, fez cirurgia para retirada de um pedaço do intestino que não funcionava, mas hoje graças à Deus meu filho esta saudavel (ainda em tratamento, mas saudavel).

Foi uma luta, muito sofrimento! Novamente não pude fazer a foto da minha alta com meu bebe nos braços, mas depois de tudo, foi uma grande vitoria!!!

Nunca pensei que ia falar isso mas hoje fico tão contente quando meu bebe faz coco!rsss

Me sinto feliz por ter meus dois filhos lindos e bem saudaveis pois meu filho é bem faminto e com certeza vai ter bastante saude!!!!

Simone Shizue Koike - Aichi


Em minha primeira gestaçao tudo aconteceu tao de repentr que nem imaginava engravidar, tinha apenas 19 anos e acabado de passar por uma tempestade, mas enfim, amei qndo soube, apesar de depois ter passado por altos e baixos, fiquei muito confusa com tanta mudança tao repentina na minha vida, mas o melhor de tudo é q meu marido me apoiou em todo momento e foi nossa força juntos que fez nossa princesa nascer saudavel e muito amada!!!

Foi uma boa gravidez, apesar dos descobrimentos repentinos, foi tranquila.
Eu não sabia muito de maternidade, pra falar a verdade não sabia nada, então tudo que o medico falava era o certo a fazer e lá ia eu tentar seguir a risca!!!
Fui na minha consulta de 39 semanas e tudo tranquilo, tudo normal o medico tinha ate falado pra eu caminhar bastante, fazer um soji caprichado em casa porque minha bebe não tinha nem encaixado e nenhum sinal de dilataçao, lá fui eu de volta pra casa, no dia seguinte, num sabado caprixei tanto no soji, ate o teto do banheiro tava la eu de
barrigao lavando rsss...

Depois de terminado, fui no banheiro e vi sinal de sangue, fiquei desesperada e fui correndo no hospital, la o medico me examinou e falou que estava tudo normal, tranquilo e na mesma, falou que podia continuar com as atividades...

No dia seguinte acordei e sentia tipo umas coseguinhas beeeeeeeem leve na barriga,vinha e ia direto, liguei pra tsuyako do hospital, expliquei e perguntei se era contraçao, mas como tava bem espaçosa e fraquinha ela não podia saber mas disse pra ficar tranquila e só ir pro hospital e sentisse mais forte, pois nem sabia se era mesmo, continuei com minhas atividades o dia inteiro, fiquei sentindo essas*coseguinhas* o dia inteiro, mas não incomodava.

Ja de madrugada umas 2 da manha, começou a ficar mais forte e em menos tempo, marinheira de primeira viagem, corri pro hospital, fiquei um tempão sentindo as
contrações, até chegava a cochilar de tanto cansaço nos intervalos, mas meu marido ali do meu lado cuidando de mim, fazendo massagem e tal...

Era umas 2h da tarde qndo ja não estava mais aguentando de dor e a bolsa estourou, fui para salinha pra ver se tinha dilatado bastante e falaram que só tinha dilatado 7cm, mas que podia ja ir pra sala de parto, fui pra la e não demorou muito pra nascer...
Aguentei mais um pouco e quando a enfermeira mandou fazer força, fiz, dai já cortaram e
ela nasceu, linda e saudavel! Me deram ela pra segurar um pouco e logo levaram pra limpar enquanto me costuravam.

Logo ela veio ficar comigo, pude amamentar e tudo parecia magico, sensação inexplicavel!
Depois quando fui para o quarto ela ficou no berçario por um dia e depois ficamos juntas.Consegui amamenta-la sem muitas dificuldades.

Depois de uma semana, na manhã da minha alta o pediatra me chamou e falou que minha filha tinha icterícia e deveria ficar um dia na luz da encubadora, na hora fiquei tão desesperada, mas o medico me tranquilizou falando que não era nada grave, era melhor pra ela, então fui embora sem minha filha. Chorei, mais chorei tanto, o dia inteiro, queria tanto fazer aquela foto da nossa alta(eu e minha bebe)...

No dia seguinte fui busca-la e depois disso foi total felicidade!!!

Tive bastante leite pra amamenta-la e hoje vejo ela saudável e fazendo tanta bagunça que me deixa ate louca, mas não sei mais viver, ser feliz sem essa loucura toda! rsss...

Kelly Keiko Yamada - Kanagawa



Toda minha gravidez foi tranquila, não vomitei, não tive caimbra, não tive inchaco, nada de nada. Somente aos 7 meses descobri que era menino, comecei a pesquisar sobre parto, dores, ver videos, fotos, relatos sobre parto. Nesse hospital o parto é humanizado, eu nem sabia o que era isso! Dai conheci a Rosana, que me auxiliou bastante nesses assuntos com sua experiencia e paciencia…

No final da gestacao comecou o periodo de ansiedade,o bebe estava “alto”, não havia contração nenhuma, nem dor, nem dilatacao do colo do utero. Na 36 semanas o medico passou uma pomada para afinar o colo do utero e nada. Na 38 semanas tambem nada. Estava chegando o feriado de Dezembro, ele esperava até 42 semanas, mas o medo de uma possivel cesaria comecou a me apavorar. Na 39 semana ele colocou um tipo de “tampão” que entra pequeno e se dilata lá dentro, fazendo com que o colo do utero se afine e dilate. Isso foi numa Quinta-feira, voltei pra casa arrasada, preocupada. Na sexta limpei a casa toda,andei o dia todo.Comecou a sair o tampao mucoso.Sabado continuava saindo,me animei e andei por umas 2 horas, limpei a casa toda de novo, tomei sopa de cabrito com gengibre, chá de canela e a cada dorzinha que sentia me animava toda pensando: Venha dor, venha dor, porque quero parir naturalmente…

No Domingo acordei e NADA, estava super bem, nada de dor, nem de contracao… me bateu um desanimo, um sentimento de incopetencia, sera que nao sirvo pra parir?? Me perguntava...
Comi muito o dia todo e a noite toda, achava que era ansiedade, mas depois me dei conta que ja era meu organismo se preperando…

Segunda-feira, ás 7:30 da manha minha bolsa estourou, assim, do nada, estava sentada e quando me levantei,ploc! Meu marido ainda estava em casa e comecamos a nos preparar…
Verifiquei a cor do liguido, e não era escuro. Fui tomar banho, liguei pra Rosana pra saber das ultimas coordenadas, mas passado algum tempo fomos pro hospital, por causa da ansiedade e inseguranca. Não tinha dor, nem contracoes regulares. Chegando no hospital, estava com 4 cm de dilatacao e fui internada. Ficamos instalados no quarto,levei a bola de exercicios, andei o hospital inteiro, subia e descia as escadas, me serviam as refeicoes normalmente, umas duas vezes colocaram aquela cinta pra monitorar o coracao do bb, mas era por meia hora e podia ficar sentada na bola, nao precisava ser deitada. Não colocaram soro em nenhum momento, só me deram um remedio para tomar pra evitar infeccao. Assim fiquei o dia todo e a noite toda, de boa, nada de dor.

De madrugada começaram as dores, contracoes de 5 em 5 minutos. Foi a madrugada mais longa da minha vida, meu marido junto, coitado, fazendo massagem nas costas. Nos levaram pro outro quarto, mais proximo da sala de parto. La ja estava tocando musica classica, tomei banho pra ver se amenizava, mas logo desisti de ficar debaixo do chuveiro, por causa do vapor que ja estava me dando agonia…

Café da manha e nada de mais dilatacao. Estacionou nos 7cm...Estava com 24 horas de bolsa rota, e começaram os telefonemas, todos preocupados com isso, o bebê ta no seco, sera que esta certo isso? Comecamos a nos preocupar, mas as enfermeiras explicaram que a cabeca do bebê encaixou e serviu de tampa ,dai voltou a encher de novo, que não tinha problema e além do mais o coracao dele estava bem e a mãe estava bem. Temos que esperar.
Almoco e 8cm de dilataco. Nessa hora eu ja não conseguia comer, tomava muita agua. Minha irmã chegou pensando que ja tinha nascido e meu marido aproveitou ir em casa descansar um pouco.

As 14:00 comecei a sentir o tal “puxo”, que vontade incontrolavel de fazer forca, a tal “forca de coco”… Dai já não estava mais raciocinando direito, lembro que eles me arrastaram para o quarto de tatami durante o intervalo das contrações, e que não deu tempo de chegar lá e tivemos que parar no meio do corredor, mandaram eu fazer xixi e começaram a arrumar tudo para a grande hora. Quarto de tatami, luz baixa, musica classica tocando, uma corda pra me pendurar caso eu quisesse parir de cocoras. Tentei várias posições, mas acabei ficando de quatro mesmo, com um edredon debaixo da barriga para apoiar. Mordia uma toalha, quando vinham as contracoes. A enfermeira o tempo todo me ajudou, protegendo “lá embaixo” pra não machucar e pra não dar hemorroidas. Outra fazia massagem nas costas e segurava minha mão. Meu marido ajudava a me segurar,minha irmã tirava fotos, me abanava e me dava agua. De repente, no meio de tantas dores, escuto vozes familiares… da minha irma mais velha, da esposa do meu sobrinho, chorinho da Sarah- minha sobrinha de 1 ano e meio, meu outro sobrinho de 5 anos… Pensei: poxa, to com tanta dor que ja estou delirando…to vendo todo mundo aqui!!! Mas na verdade estavam todos lá, chegaram pra visitar e me pegaram no final do parto, dai as enfermeiras mandavam entrar, porque nesse hospital a familia pode assistir se quiser. Meu parto parecia uma festinha:era crianca correndo pra cá, eu gritando de dor, uma tirando fotos, as enfermeiras apostando com meu marido como seria o cabelo do bebe…
Quando a cabeca estava coroando, meu marido foi ajudar as enfermeiras, ele que segurou o bebe quando saiu!!! Incrivel, eu achei que ele não fosse aguentar ver ate o final mas ele parecia o medico! Quando nasceu, escutei só um chorinho e todos dizendo:como ele eh lindo! Já estava com olhos abertos!!!

Me ajudaram a me virar e fomos por fim apresentados. Eu fiquei totalmente sem reação, nem chorei, nem nada. Ele também, ficamos nos olhando…a ficha ainda não havia caido! Aquele bebe, daquele tamanho estava dentro de mim! Colocaram ele em cima de mim pra esquentar e mamar, ainda com o cordao pulsando, depois chamaram meu marido pra ajudar a cortar. Esperamos a saida da placenta.

Um tempo depois me limparam, me vestiram e fomos pra outra sala pro medico me examinar e ver a situacao “ la embaixo”. Gracas a Deus, nada de hemorroidas nem de estragos maiores…hahahha O medico disse: tem um machucado aqui que se voce quiser deixar mais bonito vamos dar um ponto. Sem anestesia,porque é só um ponto. Ok, e la vou eu de novo gritando…hahahha Sim, gritei o parto inteiro, a cada contração!

Ao meu lado estava o meu marido e a enfermeira fazendo checagem no bebe, contando os dedos, mostrando o pipiuzinho, pesando e medindo…

Fomos pro quarto de tatami de novo, agora ja estava tudo arrumado, minha refeicao ja estava la e eu só pensava em comer! Todos ainda estavam lá, rindo, conversando sobre o parto, tirando fotos do bebe. Aos poucos todos foram embora e ficamos só nós tres. A nova familia!

Dai eu me toquei que havia algo me incomodando. Musica, aquela musica estava tocando no minha cabeca durante horas e ja me lembrava dor. Hoje não penso em escutar Bethoven. Pedi pra desligarem aquilo!!!!!!! No inicio eu me empolguei e pensava, nossa que chique que eu sou, tem musica no fundo…hahahaha

Depois ficamos só eu e o Breno. Só ai que chorei. Chorei de alegria por ter dado tudo certo, chorei de emocao ao reparar em cada detalhe do corpinho dele. Sei que não teria dado conta se não fosse o apoio e amor do meu marido e depois da minha irmã. Não teria o parto que planejei sem a ajuda de toda equipe do hospital e principalmente do meu medico, que sempre acreditou na minha capacidade de parir naturalmente. Da Rosana Oshiro e todas as meninas do grupo materna. Obrigada a todos.

Ps: Dor? Doi mesmo, mas acreditem, hoje fazendo esse relato ja não consigo descrever as dores. Logo se esquece. Expulsão? Hora que o bb sai não é nada comparado ao cansaco das contracoes. O mais longo e doloroso são as contracoes ate alcancar os 10 cm.

3 de dezembro de 2008

Parto Humanizado

por Rosana Oshiro

O texto a seguir foi escrito por ninguém menos que o Dr. Ricardo Jones, mais conhecido como Ric. Ele é médico ginecologista, obstetra e homeopata em Porto Alegre, no Brasil, onde já atendeu a mais de 1500 partos em 17 anos de profissão.
Adepto do parto natural e um grande entusiasta do parto humanizado, é também um dos líderes mundiais na discussão sobre a melhoria da qualidade no atendimento às parturientes.

A discussão sobre Cesariana X Parto Normal é muito antiga aqui nas linhas cibernéticas. Quem milita nas listas de discussão há alguns anos sabe que este debate vai e volta, sistematicamente, como um ioiô ideológico. Esta ótica específica da humanização - como algo relativo ao "humano" - foi amplamente debatida há alguns anos, e re-debatida sistematicamente de tempos em tempos. Eu tenho um ponto de vista bem claro sobre o assunto, expresso no meu livro e nas minhas palestras, de que a "Humanização do Nascimento" tem a ver com um movimento filosófico chamado HUMANISMO, que, contrapondo- se ao teocentrismo da idade média, coloca o ser humano em destaque e oferece a ele o protagonismo de seu destino. Meu colega Maximilian consagrou a frase "Humanizar o nascimento é restituir o protagonismo à mulher" exatamente para oferecer este direcionamento ao movimento que visa humanizar partos. Segundo ainda Maximilian, sem o protagonismo garantido à mulher somente conseguiremos a "sofisticação da tutela", que não oferece a profundidade das mudanças geradas pela insensibilidade do paradigma biomédico de atender as necessidades básicas de uma mulher parindo.

Desta maneira fica claro entender que uma cesariana não pode ser "humanizada" exatamente porque a mulher NÃO POSSUI o protagonismo: ela está à mercê da técnica e da assistência ostensiva do profissional que a atende. Por outro lado, é certo que uma cesariana pode ser "humana", tanto na concepção óbvia espécie-específica (pois é feita em seres humanos) quando na conotação de "gentil e respeitosa". Muito da discussão que observei sobre esta questão deve-se aos conceitos, ora equivocados, ora confusos, sobre o que vem a ser humanização. Cesariana é cirurgia, e no conceito que queremos dar à humanização ela NÃO tem como ser humanizada, pois aliena a mulher da sua condução (mesmo quando bem indicada). Por outro lado, um PARTO VAGINAL pode ser deveras DESUMANIZADO, e mesmo DESUMANO, quando impede a mulher de tomar qualquer decisão sobre seu corpo, ou quando a trata de forma rude, grosseira e mesmo violenta.

Humanizar o nascimento é colocar a mulher como condutora do processo; tornar o parto "humano" é tornar a assistência mais suave, gentil e adequada. Entretanto, uma atitude gentil pode ocorrer até mesmo em partos desumanizados (sem protagonismo).

Eu acredito que esta discussão fica acalorada por causa de seu evidente conteúdo erótico. Explico: parto é constituinte da vida sexual normal de uma mulher. Quando falamos em nascimento, parto, dores, contrações, vagidos e gemidos, estamos falando do EROTISMO pulsante e vivo que permeia este momento. É por esta razão que a discussão fica tão forte, mesmo quando eu vejo nítidos vértices de contato nos discursos de muitos debatedores. Não há duvida que existem diferenças claras do ponto de vista emocional, afetivo, psicológico e físico entre um parto vaginal e uma cirurgia, a qual sem dó nem piedade rompe 7 camadas de tecido para atingir a intimidade uterina. É claro para todos, também, que uma mulher NÃO se define pelo tipo de parto que teve: ninguém é mais mulher por ter tido um parto normal. Por outro lado, ninguém é mais homem por ter as duas pernas, mas a ninguém parece justo negligenciar as suas, e tampouco existem pessoas para quem perder as pernas não tem importância. Assim podemos entender o parto normal: não define a qualidade de uma mulher, mas não pode ser entendido como supérfluo ou desprezível para ela. O evento do nascimento é um momento impressionante na vida de uma mulher; divisor de águas é capaz de fazê-la naufragar em uma depressão melancólica (por reforçar suas fantasias inconscientes de impotência) ao mesmo tempo em que pode alçá-la a um patamar inimaginável de segurança, auto-estima e determinação. Uma encruzilhada ímpar. É fácil ver que isso pode ser atingido SEM a experiência de um parto (que o digam Madre Teresa, Jesus Cristo, etc.), mas nem por isso podemos fechar os olhos à sua imensa potencialidade criativa.

A ansiedade que percebemos no que tange a esta discussão se origina exatamente de sua dimensão sexual. Falar do próprio parto é falar do seu sexo, da sua intimidade, de sua competência feminina. Por esta razão é importante que tenhamos esta visão até para que possamos contextualizar o debate e não torná-lo tão duro.

Ainda sobre os conteúdos sexuais, basta que estejamos presentes em um nascimento humanizado para perceber que TUDO ali transpira sexualidade. Uma mulher deixada vagar livremente pelos seus desejos pode encontrar o êxtase no nascimento de um filho. Permitindo-se que ela transite pelo gozo indescritível desta passagem - sem interrupção e sem censura - ela poderá descrever seu parto (como já fui testemunha tantas vezes) como o momento mais prazeroso de sua vida.

Pois é aí que está o segredo tão bem guardado !!

Aqui se encontra o mistério recôndito. Se as mulheres soubessem o quanto existe de realização e transcendência no ato de parir estas discussões terminariam da mesma forma como se dissipa a névoa com a chegada do sol. Foram os homens que inventaram as dores lancinantes de parto, apenas para fazer valer sua técnica e seus aparatos tecnológicos. Era preciso fazer a mulher descrer em si para que ela acreditasse na idéia que somente através da intervenção sobre este corpo defeituoso é que se alcança sucesso no nascimento.

Que triste !!

Tanta força e tanta energia sexual desperdiçadas !!! Mas eu dizia ao mestre Marsden que não acredito que possamos enganar todas as mulheres por todo o tempo. Um dia elas vão acordar de seu sono de menosvalia, e reclamar de volta o que sempre foi seu.Neste dia o nascimento humano voltará a ser um momento deslumbrante, para uma nova sociedade de paz.

Minha amiga Simone Diniz me disse há muitos anos uma frase que muito me irritou e me obrigou a refletir, até que eu finalmente aceitei e entendi: "A escolha pela cesariana é uma opção pela dignidade". O que vemos na sociedade contemporânea ocidental, no que tange ao parto, é um FALSO DILEMA: de um lado um nascimento violento regulado por pressupostos mecanicistas e positivistas, onde se aniquilam o psiquismo e a afetividade maternas em nome de uma ilusória objetividade cartesiana, junto com uma falsa promessa de segurança.

Do outro lado uma cesariana, que é o ápice da alienação feminina sobre o nascimento, e onde se oferece o total controle médico sobre o evento. Neste contexto, optar por uma cesariana pode ser simplesmente o desejo de que seu parto seja minimamente digno, onde não haja alarido e violência verbal (por vezes física) na sala de parto. Optar pela cirurgia é ter controle (sim, o controle de decidir-se a fazê-la) para poder fugir da grosseria e da humilhação de parir sob o olhar de uma platéia onde podem até estar presentes curiosos, ignorantes e outros despreparados.

O drama é que estas são as DUAS ÚNICAS alternativas oferecidas nos dias de hoje: partos humilhantes ou cesarianas alienantes, "limpas e seguras". Quase NINGUÉM (ok, muito poucos) oferece um parto digno, bonito, prazeroso, carinhoso, afetuoso e digno. ESSA É A LUTA !!!

Os humanistas do nascimento não se contrapões às cesarianas (sou deslumbrado por esta história, de Edoardo Porro, passando por De Lee até os neo-cesaristas, como Marcelo Zugaib), mas nos insurgimos contra o abuso e a falsa promessa de redenção implícita no oferecimento de uma cirurgia como esta. Lutamos contra a objetualização e coisificação da mulher, seja numa cesariana ou num parto vaginal "Frankenstein" , como bem dizia a Roselene. Somos visionários que enxergamos o nascimento como ATO REVOLUCIONÁRIO e libertário, que se opõe ao sexismo do patriarcado abrahâmico castrador, e que oferece uma nova visão para o porvir da humanidade, onde os nascidos de mulher serão acolhidos com amor.

A simples diminuição matemática do índice de cesarianas não parece ser algo adequado. Diminuir a incidência dessas cirurgias sem a concomitante modificação da ideologia da assistência ao parto só pode produzir uma situação mais dramática do que a anterior. A falta de compreensão do sistema biomédico contemporâneo das necessidades básicas de uma mulher ao parir está na gênese do descalabro na assistência. O problema reside no modelo cartesiano aplicado ao nascimento, que entende o psiquismo apartado da "Humani Corporis Fabrica", e define a mulher como um aparelho defeituoso, equivocado e falho em essência. Sem uma mudança radical na visão que temos da MULHER vamos apenas criar aberrações sobre aberrações, sem nunca atingir o núcleo do transtorno. Precisamos mudar a forma de entender o feminino, para assim modificar o olhar que lançamos às grávidas.

A tese do "protagonismo devolvido" e o rechaço à idéia de sermos "contrários à cesariana" são pontos nevrálgicos na discussão sobre a humanização do nascimento. Além disso, é importante trazer à tona a idéia de que abolir ou dificultar o acesso às cesarianas é inútil e até perigoso, porque a falha não é no seu uso (que não é causa, e sim conseqüência), mas na própria visão que temos da mulher e suas funções femininas. Precisamos nos dedicar a uma tarefa muito mais complicada e difícil do que simplesmente baixar nossas taxas de intervenção: necessitamos criar a "nova mulher", liberta dos grilhões do patriarcado e longe do revanchismo do antigo feminismo antropofágico. Precisamos, por fim, oferecer às gestantes e parturientes o suporte afetivo, espiritual e emocional que foi a marca de nossa ancestralidade, e aquilo que nos define como 'humanos", que é a capacidade de cuidar dos semelhantes (Leonardo Boff).

Ricardo Jones, MD*

19 de novembro de 2008

As várias formas de dar à luz

por Franciely Tsuchyia

Em linhas gerais, há duas maneiras de parto: naturais e operatórios. Os naturais são aqueles que podem ser feitos sem a intervenção direta do médico. Já os operatórios necessitam de instrumentos cirúrgicos. Conheça agora, os vários tipos de parto e por quê aceitá-los ou não.


Qualquer parto é ideal quando não há alguma intervenção, pois é um ato normal e fisiológico, a não ser em caso de risco da mamãe e/ou do bebê. Por isto é extremamente importante ter um excelente acompanhamento pré-natal, de um profissional (médico, parteira, doula...).
Mas na maioria dos casos há a possibilidade de um parto saudável e sem intervenção. São as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e exatamente o que incentivamos aqui na materna!

Parto de cócoras
O parto de cócoras, a forma mais antiga de dar à luz e ainda comum em algumas aldeias indígenas, volta a conquistar as mulheres urbanas.
É a maneira mais fácil de expulsar o bebê, pois a gravidade puxa o peso para baixo e colabora no trabalho de parto, acelerando a dilatação iniciada pelas contrações. A abertura maior da vagina e da bacia óssea, provocadas pela posição, deixam o canal de parto desimpedido.
A posição de cócoras também aumenta a irrigação sangüínea da pélvis e favorece a distribuição da endorfina na região, um analgésico fabricado pelo próprio organismo da mulher, durante as contrações, para diminuir a dor. Por isso, na grande maioria dos casos, não há necessidade de anestesia neste tipo de parto. Não que ele não doa, mas dói menos e durante menos tempo. Na posição acocorada o bebê nasce, em média, 40% mais rápido do que nos partos feitos na posição horizontal.
O parto é mais rápido e facilita a expulsão. Quando a cabeça aponta, a mãe faz força - aliás, um desejo inevitável e incontrolável, quando as contrações começam - e a criança desce. Depois de cortar o cordão umbilical ou não a placenta deve descer nas próximas contrações.
É o parto ideal e considerado que 99% das mulheres podem tê-lo sem a episiotomia (corte vaginal). Os outros 1% não é que não possam mas serão as mulheres que apresentarão algum grau de dificuldade, seja ao tamanho do bebê ou a um impedimento devido falta de saúde 100%, seja da mamãe ou do bebê.

Parto na água
A cada dia que passa, mais mulheres planejam ter seus filhos dessa forma. Como a criança vive, durante toda a gravidez, no líquido aminiótico, nada mais natural que entre em contato com o mundo externo através da água.

Uma pergunta, porém, é inevitável: "Será que meu filho vai se afogar?". A resposta é não. Quando nasce, o bebê ainda respira pelo cordão umbilical por pelo menos vinte segundos, durante os quais expande seus pulmõezinhos lentamente. Só quando o cordão para de pulsar é que se deve tirá-lo da água e colocá-lo no peito da mãe.
Para que tudo aconteça num clima de perfeita tranqüilidade, costuma-se preparar a sala de parto com essências aromáticas, a luz de velas e músicas escolhidas pela mamãe. A água da piscina ou banheira é aquecida à uma temperatura de 36º C, que atenua a dor das contrações. Na maioria das vezes, não se usa nenhum tipo de anestesia.
Se a mãe está com idéia de fazer este tipo de parto, poderá também fazer um curso especializado para aprender as técnicas de respiração e relaxamento. O pai também pode participar deste curso, pois no momento do parto, é importante ele entrar junto com a mulher para apoiá-la e massageá-la. Ao médico ou parteira, resta somente acompanhar atentamente o desenrolar do trabalho de parto, sem interferir muito. À medida que aumentam as contrações, é a mulher que determina qual a melhor posição para expulsar seu filho - em pé, de lado, de quatro, ou mesmo de joelhos.
Neste processo há um conforto muito grande e talvez por isto, mais facilidade para a escolha do parto!

Parto normal ou vaginal
Devemos saber diferenciar um parto normal de vaginal, onde no primeiro tende a ser tudo ocorrido naturalmente e no segundo existem diversas intervenções, inclusive a indução e episiotomia para somente o propósito de o bebê descer pelo canal vaginal e a mamãe não passar pela cirurgia da cesárea.

Vaginal
Após a dilatação do colo do útero, que pode durar em média dezoito horas na primeira gravidez, a gestante é colocada na posição ginecológica, na mesa de parto, onde o médico controlará todo o trabalho. Lá ela recebe a anestesia, na maioria das vezes, a peridural, que inibe a dor mas não tira a sensação das contrações nem o sentido do tato. Instrumentos e monitores acompanham passo a passo a evolução do trabalho de parto. A episiotomia, corte no períneo,(região que liga o ânus à vagina) é uma prática que dizem ter três finalidades: facilitar a passagem do bebê, protegê-lo contra o desprendimento brusco e preservar os tecidos da vagina. Já sob o efeito da anestesia, a mulher é orientada pelo médico para fazer força e começa a expulsar a criança. Quando a cabeça dela aparece, o médico ajuda com as mãos a puxar o resto do corpo para fora. Depois de nascer, ainda ligada ao cordão umbilical, a criança é colocada sobre o peito da mãe. Somente após, o médico corta o cordão e encaminha a criança à sala de reanimação, onde vai passar pelo primeiro check-up. Enquanto isso, na sala de parto, a placenta é retirada pelo médico, que aproveita o efeito da anestesia para dar os pontos no períneo.

Normal
A mamãe já sabe que o quer, então escolhe um bom profissional que vai fazê-lo, seja em um hospital ou em casa.
Após as tantas horas de contração, em média 18 horas na primeira gravidez, a parturiente se prepara para o parto, naturalmente ela ajuda a descida do bebê (caminhando, se expressando, quietinha, se concentrando) e quando já apontada a cabeça, onde se começa a vontade do puxo (expulsão do bebê, vontade de fazer força), o bebê vai deslizando devagar (para não lacerar o canal vaginal da mulher) seja pela cabeça ou de bundinha (parto pélvico) e conforme as contrações o bebê vai deixando o útero.
Com muita naturalidade e geralmente sem anestesia e sem a episiotomia, o bebê nasce e fica com a mãe (dependendo das condições e/ou lugar de nascimento). Nas próximas contrações (geralmente 20 minutos depois) desce a placenta. Não há necessariamente a necessidade do corte umbilical. Muitas mamães esperam a placenta descer para cortar, e também existem casos de mamães que ficam com a placenta e enterram no jardim, juntamente com alguma planta, semente ou árvore, devido suas ricas fontes de nutrientes.
O parto natural é assim, e se você o conhece diferente é por causa das inovações, mas a verdade é que se existe inovações e intervenções, ele deixa de ser natural e passa a ser somente vaginal.

Parto a fórceps
Existem cerca de 500 modelos de fórceps, todos eles compostos de dois ramos (direito e esquerdo) que se dividem em forma de colher, articulação e cabo. Quando a criança já esta no canal do parto, mas dizem ter dificuldades para sair, o médico introduz os ramos delicadamente na vagina, um de cada vez. As duas partes se encaixam nas têmporas do bebê, que é puxado para fora, ao mesmo tempo que a mãe faz força para expulsá-lo. Esta técnica é conhecida como fórceps de alívio.
Ao contrário da versão atual, que dizem trazer benefícios, quem metia medo era a antiga, onde o instrumento chamado como "Fórceps alto", era introduzido às escuras na vagina e buscava-se o bebê no útero, provocando sérias lesões que muitas vezes deixavam graves seqüelas, tanto no bebê como na mãe.
Mas novamente avisamos que tudo isto faz parte das inovações!
Já existem inúmeras comprovações de que os partos com intervenções deixaram de ser somente para a ajuda da mamãe e do bebê, e passou a ser uma fonte de renda para os médicos. Parto com intervenção é parto rápido. E parto rápido é fazer vários em um só dia!

Parto Cesárea
A cesárea, apesar de ser muito realizada nos dias de hoje, é para situações anormais, quando não há chance da criança nascer naturalmente.
Na cesárea, após a anestesia, o médico corta sete camadas de tecido até chegar ao útero e, através de uma incisão de 10 cm, alargada por um instrumento especial, ele retira a criança, corta o cordão umbilical e limpa a cavidade uterina. Após o encaminhamento do bebê à sala de reanimação, o médico faz as suturas no caminho inverso, utilizando fios absorvíveis. Apenas o pequeno corte na pele é suturado com fios de nylon, que serão retirados uma ou duas semanas depois do parto, dependendo do tipo de sutura.
Hoje em dia já é possível a colação e grampeação das primeiras camadas externas, o que será mais saudável, de mais rápida cicatrização e recuperação.
Infelizmente a cesárea hoje ultrapassa os 15% exigidos pela OMS, são 80% de cesáreas realizadas. Um absurdo!
A cesárea é uma cirurgia operatória e deve ser utilizada em último caso e somente em caso de salvamento. Quando assim, a mamãe ainda tem o direito de fazer uma cesárea humanizada, onde se realiza o mínimo possível da intervenção cirúrgica. O bebê é retirado com carinho, muito lentamente e logo após aquecido, já é entregue para a mamãe. É lavado em frente da mamãe e dado ao peito ainda nas primeiras horas.
Se é preciso uma cesárea então exija a humanização!

A mamãe feliz e saudável pode e deve ter seu bebezinho natural e humanizadamente (com carinho humano). A mamãe que por qualquer motivo não apresente saúde 100% pode tentar um parto natural saudável, mas para qualquer outro caso, exija o parto certo, faça seu plano de parto, converse com seu médico! Opte pelas parteiras profissionais e Doulas!

Com carinho... Fran!

10 de novembro de 2008

Parto - Metodo Leboyer

Na década de 70, o obstetra francês Fréderick Léboyer, criou um método que pode ser adotado em qualquer posição que a mulher queira dar à luz. Ele surgiu como uma crítica à forma violenta em que o bebê era recebido: pendurado de cabeça para baixo e levando palmadas nas nádegas para respirar, numa sala clara demais e cheia de médicos e assistentes. Léboyer sustentou que o parto era um processo simples e natural, portanto deveria ser tratado como tal, ou seja, o bebê seria recebido num ambiente acolhedor e por poucas pessoas.


Em vez de pendurá-lo, o médico deveria coloca-lo sobre o peito da mãe para ser acariciado e se sentir protegido. O cordão seria cortado depois desse contato, quando ele já estivesse respirando por si mesmo, sem palmadas e sem choros. As alterações que ele introduziu, influenciaram a maneira de como os médicos viam o parto e ampliaram o poder de escolha das mulheres sobre posições mais confortáveis e naturais de dar à luz. Mesmo as que se submetem à cesariana, tem o direito de receber o filho no peito antes que lhe cortem o cordão e o levem para exames.

É melhor relaxar - O bebê agradece
Desde sair de casa, chegando à maternidade e durante todo o parto, quando as contrações uterinas ficam mais fortes e intensas, o bebê continua precisando receber de sua mãe sinais de segurança e tranqüilidade. Afinal, ele também está passando por momentos penosos, já que para ultrapassar o estreito caminho da bacia, é obrigado a efetuar difíceis movimentos com seu corpinho que ainda não está acostumado a isso. Mas como transmitir segurança e tranqüilidade num momento como esse, quando as contrações são fortes, intensas, e o desejo de conhecer aquele pequeno “serzinho” deixa as mães ansiosas e tensas? Não é difícil. E, levando-se em consideração que nesse entrosamento mãe/filho depende muito o bom desenrolar do parto, vale a pena tentar. O simples fato da mamãe estar consciente da necessidade de se manter calma e relaxada durante todo o trabalho de parto, já é um importante passo para alcançar este objetivo.

PAPAI! - Preciso de você
Na hora do parto, apenas a companhia do obstetra e seus assistentes, não deixa a futura mamãe mais tranqüila. Portanto é imprescindível que mais uma pessoa esteja ao seu lado. O papai. Infelizmente ainda há maternidades que proíbem a presença do pai na sala de parto. Mas, quase todas as particulares a permitem. O acompanhamento do pai do bebê durante o trabalho de parto, além de dar apoio a futura mamãe, permite com que ele se sinta mais útil, ao contrário do que se estivesse alí fora esperando pela vinda de seu filho. Além disso, ele terá a vantagem de ser uma das primeiras pessoas a segurar o pequenino.

Silêncio! - Meu bebê vai nascer
A mamãe, já em posição para dar à luz, deve receber instruções do obstetra e seus assistentes, sempre em voz baixa. Desta maneira eles a auxiliam mais do que gritando, deixando-a mais descontraída. Esta é uma regra que deveria ser seguida com rigor. Na verdade, mais do que expressões nervosas ditas em voz alta, do tipo Faça força! É agora! Ajude! Já está nascendo!, a mulher precisa nesse momento, de paciência, silêncio, compreensão e segurança, para que possa voltar ao seu ritmo próprio e reequilibrar-se a cada contração mais forte. Este tipo de comportamento, no entanto, depende muito da equipe médica que vai atende-la.

8 de novembro de 2008

Parto Humanizado ou Parto Ativo

Uma belissima produção da qual não falarei nada, apenas recomendo: ASSISTAM!!! VALE A PENA!!!



1 de novembro de 2008

Parto Normal x Cesarea

Uma reportagem super bacana sobre a diferença entre o parto normal e a cesarea, e os beneficios de deixar o corpo agir para o parto natural.

Foi gravado em julho de 2007 do Programa da Record: Hoje em Dia!
Muito bom!


Barbara Nakashima - Aichi



Tenho 3 filhas e o meu primeiro parto foi em 2003...
Começou assim no dia 15 (segunda) comecei a sentir algumas contraçoes as 2hs da manhã e la pelas 4hs fui dormir.
Acordei as 14hs com as contraçoes que vinham as vezes de 10 em 10, e as vezes de 20 em 20min.
Passei a segunda toda deitada e la pelas 8 da noite comecei a sentir contraçoes com tempo certinho com ritmo de 15 em 15 minutos, e foi assim a noite toda as 6 da manha começaram as de 10 em 10 minutos.
Fui para a clinica as 8 da manha e fui internada as 2 da tarde, eu tava com 5 cm de dilataçao, e as contraçoes passaram a ser de 5 em 5 minutos.
As 5 da tarde passou a ser de 1 em 1 minuto e a bolsa estourou.
Fui para a sala de parto e colocaram um aparelho para monitorar o coraçãozinho do nene e eu estava com 7cm de dilataçao.
As 7 da noite ja estava com 10 e comecei a fazer força.
As 8:47 da noite minha Nathalia nasceu, no dia 16 (terça-feira) fui para uma salinha e fiquei lá ate as 6hs da manha quando fui para o quarto. Tive alta no dia 21 (domingo)
Foi parto normal sem anestesia, só anestesia local para costurar o pique que foi feito... = (
Nathalia nasceu de 39 semanas e 4 dias com 49cm e 3128kg.

Em 2005, no dia 19/12 (segunda feira) as 11:30 da manha minha bolsa começou a vazar o liquido aminiotico e as 13hs a bolsa se rompeu mesmo, mais eu não tinha contraçao nenhuma.
Liguei para minha cunhada e para o meu marido para avisar que havia estourado a bolsa e fui tomar banho e comer algo.
Minha cunhada chegou e saimos de casa as 14:35 e fomos para o hospital, sem sentir nada, so um liquido vazando.
Cheguei na maternidade por volta das 15hs e fui examinada, e foi constatado que a bolsa tinha estourado mesmo e fiquei internada desde então.
Tomei um anibiotico para evitar infecçao, por causa da ruptura da bolsa e fizeram a lavagem intestinal em mim (q alias é horrivel!!!) pelo mesmo motivo: evitar infecçao.
Bom, as 20:35hs senti uma contraçao forte mas só ela.
As 21:50hs senti outra, e as 22:30hs começaram as contraçoes com ritmo de 15 em 15 minutos.
Às 00:45 passou a ser de 5 em 5 min e ja estava com 7cm de dilataçao e as 2hs da manha passou a ser de 3 em 3 minutos,(e eu tava com 8 de dilataçao)
Quando foi as 3:07hs entrei na sala de parto com 9 de dilataçao e fui preparada para o parto (lavaram etc...)
As 3:15 fiz uma força e completei os 10cm. Fiz mais 3 forças e as 3:29hs do dia 20(terça-feira) ela nasceu!!!
Fui pro quarto as 5:30hs e ja nesse parto tive alta no dia 22 (quinta-feira).
Aika nasceu de 40 semanas e 3 dias com 51cm e 3318kg.

Bom este parto foi agora em 2008, para ser mais precisa, no dia 15/07.
Nesse parto, tive mais uma menina, que ate então eu não sabia o sexo, pois ela nos deixou na expectativa ate o nascimento, e foi um pouco diferente.
Ela estava prevista para dia 10/07/2008, porem desde 34 semanas a medica havia avisado que ela estava grande no ultrassom e dizia que eu estava com 39 semanas sendo que estava com 34 semanas.
Dai a medica mandou eu andar muito para acelerar o parto porque ela tinha medo da bb ficar muito grande.
Passaram-se as semanas e ela só crecendo e engordando.
Com 37 semanas ela ja estava com 3.500kg e a medica mandou andar e fez massagem no colo do ultero para ver se dilatava porem de nada adiantou.
No dia 10/07, data que estava previsto para nascer foi a ultima consulta de pré natal e a medica sugeriu induzir o parto pois pelo US ela já esta com 3.700kg.
Isso foi na quinta feira, eu ja estava com 2 de dilatação e nada do bb encaixar, ela estava alta.
Ela marcou a indução do parto para terça feira, dia 15/07.
Pois bem, passou sexta e nada de contração sentia muita contração a noite e toda noite era aquela ansiedade!
Cheguei a sentir na sexta, durante 3 horas, contrações leves de 15 em 15 minutos, mas dormi e no dia seguinte, sabado, acordei super bem e de noite a mesma coisa: contrações ritmadas mais nada de muito forte.
No domingo a mesma coisa, segunda a mesma coisa.
Na terça, dia 15/07, estava marcado para me internar as 9hs da manha, mais como tinha que arrumar minha filha mais velha para ir pra escola me atrasei e cheguei no hospital as 10hs.
Me internaram as 10:30hs e a enfermeira mandou-me vestir a roupa do hospital e logo depois me fez exame de toque, eu estava com 3 de dilatação e o bb alto.
Fiquei aguardando a medica prescrever o remedio para induzir o parto, que no meu caso, foi via oral.
As 11:20 tomei o primeiro comprimido e veio o almoço. Almocei e as 12:20 tomei o segundo comprimido .
As 12:25 senti a primeira contração, ai como doeu!!!
Assim começou de 20 em 20 minutos as 13:25hs, tomei o terceiro comprimido ai q a coisa apertou e as contraçoes ficaram de 10 em 10, e logo depois de 5 em 5 minutos.
As 14hs a enfermeira veio fazer exame de toque e nessa altura as contrações ja estavam de 4 em 4 minutos, eu estava com 6cm de dilatação.
Passou mais um tempo e perto das as 15:30hs elas passaram a ser de 3 em 3 minutos.
Nessa hora minha mae chegou com minha filha menor, e meu marido foi buscar a mais velha no hoikuen e levou a menor com ele. Fiquei com minha mae que ia tentando fazer massagem, conversava comigo e as contrações cada vez mais fortes.
As 16:20hs me fazem mais um exame de toque eu estava com 7cm de dilatação e as contrações de 2 em 2 minutos .
Resolveram me levar para a sala de parto, e para me desespero, meu marido ainda não tinha voltado. Pedi para que minha mae ligasse para ele, e pedir para se apressar.
As 16:40 meu marido chegou e minha mãe que estava comigo na sala de parto ate ali, foi para a sala de pré parto ficar com as minhas 2 filhas mais velhas, e meu marido assumiu o posto dele, ali do meu lado. Eu tava com 8cm de dilatação.
as 17hs me fizeram outro exame de toque eu estava com 9cm e a medica resolveu estourar a bolsa para acelerar mais o parto, pois eu estava sofrendo muito.
Estourou a bolsa e as coisas começaram dar errado.
Quando a nene corou, ela entalou, e como ela era muito grande, estava dificil para expulsa-la.
De repente, começou a entrar um monte de medicos e enfermeiros na sala, ai comecei a ver que algo estava errado, pois tinha bem 8 a 9 pessoas na sala de parto.
Cada um que vinha, fazia um exame de toque para ver o que seria feito.
Por fim, depois de muita luta, consegui que a cabeça da nene saisse, ai o medico mandou eu ficar fazendo ha ha ha, para evitar que ela voltasse.
A outra medica com jeitinho foi puxando ela, girando a cabecinha para um lado e pro outro cuidadosamente.
O mais engraçado foi que todos os medicos e enfermeiras, e meu marido, ficaram fazendo a respiranção junto comigo e dizendo Gambate! . Meu marido segurava na minha mão e a enfermeira que ficou cuidando de mim durante todo o trabalho de parto, segunrando a outra, mas com muito carinho, eu olhava para ela e sentia uma segurança e uma paz, então fiquei fazendo esta respiração HA HA HA HA HA HA e virou um coro dentro da sala de parto, e meu marido ia me dando agua e enxugando meu suor todo o tempo.
Depois de muito jeito, a medica conseguiu tirar o ombro e pediu que eu fizesse uma ultima força, e então as 17:23hs ela nasceu!
Comeu a chorar bem baixinho, e meu marido olhou e me perguntou:
- Quer saber o que é?
Na hora que escutei o chorinho dela eu ja sabia que era menina, mas respondi que sim...
Meu marido deu um sorriso e disse: é menina!!!
Então colocaram ela em cima de mim para eu ve-la, mas logo tiraram, pois ela precisava de alguns cuidados, pois tinha liberado meconio na agua da bolsa, pois ela fez muita força para nascer.
Ela chorava tão forte e alto que pediram ao meu marido para esperar na sala de pré-parto enquanto eles me arrumavam.
Fiquei por alguns minutos lá olhando eles cuidando dela e perguntei como ela estava e nada me respondiam, so diziam que estavam examinando ela.
Bom na terceira vez que perguntei algo, perguntei qual era o peso dela, e a enfermeira mais novinha que estava lá respondeu...
A Victoria nasceu de 40 semanas e 5 dias com 52 cm e 4.126kg!!!
Logo depois, a enfermeira veio e me tranferiu para a maca e me vestiu o pijama.
Levaram-me para sala de pré-parto de novo e lá estava minha mãe, meu marido e minhas 2 filhas me esperando.
Conversei um pouco com minhas filhas e depois pedi para que minha mãe levasse elas para casa. Não queria que elas ficassem assustadas, pois eu estava abatida.
Fiquei lá nessa sala por algumas horas e sai da sala de parto com uma fome enorme então a enfermeira trouxe o jantar isso devia ser umas 18:40hs a 19hs.
Eu não podia me levantar, então meu marido me deu a comida na boca me deu suco na boca tbem.
Depois de jantar a enfermeira me deu um remedio para contrair o utero e me levou para o quarto as 20:40hs, mais o menos, dai a enfermeira disse ao meu marido que ele podia ficar só mais um pouco comigo porque eu teria que descansar.
Ele ficou até as 21hs e depois teve que ir embora.
As 22:00 a enfermeira veio e disse para eu ir ao banheiro.
Me levantei e estava bem, não senti tontura, nem nada. Fui ao banheiro fiz xixi e não ardeu, só senti um incomdo no de tras, mas passou logo depois que fiz xixi. Voltei pra cama e dormi.
Mas ainda estava preocupada com a nene, pois ela tinha feito coco na bolsa, e isso poderia ter dado alguma complicação.
Graças a DEUS ela não pegou nenhuma bacteria.
Pois bem, na manhã seguinte, dia 16, acordei e tomei cafe, e as 11hs pude ve-la. Dei de mamar às 15hs e foi assim.
O nome dela meu marido tinha cogitado, no 7º mes de gravidez, que seria Vitoria se fosse menina, mais eu não quis muito. Quando ela nasceu, o primeiro nome que me veio a cabeça foi Victoria, pois o parto dela foi uma grande VITORIA para todos nós! Tanto para mim, quanto para a nene e para os medicos, e para meu marido tbem, que aguentou firme ali do meu lado todo o tempo, sem titubiar, me dando força e apoio em todos os momentos.
Agradeço primeiramente a Deus, que me deu a graça de ter mais uma princesa prefeitinha, ao meu marido que foi incrivel e essencial ali ao meu lado em todos os momentos, e minha mãe que foi incrivel e conseguiu distrair minhas filhas.

30 de outubro de 2008

Juliana Aso - Mie

Até que enfim depois de exatas 41 semanas, pari!
Até às 38 semana tudo estava indo muito bem até meu médico resolver me transferir de hospital porque ele disse que eu tinha engravidado "muito acima do meu peso", e o bb tava muito grande, caso precisasse fazer cesárea, seria muito perigoso, pois ele considerava meu caso de gravidez de alto risco e o hospital não tinha UTI neonatal caso acontecesse algo para a criança, e resolveu escrever uma carta, e me encaminhou pro hospital kenritsu byoin.
Chegando lá, começou o meu desespero.....nossa, o médico me crucificou!!
Sabe-se lá o que tava escrito de tão grave naquela carta que o médico fez um rebuliço em torno das minhas últimas semanas de gravidez e quica, de vida.
Disse que eu corria sério risco de vida caso tivesse que fazer cesárea, que os riscos eram muito grandes (envolvia má cicatrização podendo evoluir para um quadro de infecção, um monte de coisas). Disse que por estar muito acima do peso...

Resumindo, acabou comigo e por um breve instante me fez acreditar que eu estava realmente condenada a morte.
Aí fez os exames de praxe e disse que eu NÃO TERIA escolha, teria que ter parto normal, caso contrario poderia morrer, e todas as seguintes consultas era o mesmo papo.
Voltava arrasada pra casa.
Fiquei uns minutos arrasada, mas resolvi ir pra internet pra estudar o meu caso e o meu real risco de vida. Conversei com varias pessoas da área no BR e li muita coisa, e a conclusão foi de que era exagero demais pra minha real situação.
Não condeno o infeliz do médico que pegou o meu caso, mas sim o infeliz do médico que ESCREVEU a tal carta, pois o último médico só estava se baseando no relato do colega dele, afinal, ele não me acompanhou no pré-natal. A única coisa que ele sabia a meu respeito era o conteúdo daquela maldita carta.
Li, pesquisei e resolvi levar tudo na brincadeira né?
Se fosse outra pessoa tinha pirado ou tinha entrado em depressão...
Com 39 semanas ele resolveu que eu deveria me internar porque o parto deveria ser induzido, porque a criança tava muito grande e ele tinha descartado qualquer possibilidade da tal cesárea porque CESÁREA = MORTE...
Fui segunda feira de mala e cuia pro hospital e começou a me dar comprimidinhos de 6 em 6h para dar contração....e NADA!
Na minha cabeça, eu iria pro hospital, ele iria me colocar no soro com ocitocina, iriam vir as contrações e eu iria parir, se não no mesmo dia, no mais tardar no dia seguinte...que decepção!!!
No dia seguinte, comprimidinhos de novo !! Na segunda noite no hospital, ele me disse que na manhã seguinte iria entrar com o soro. Fiquei feliz e pensei, amanha nasce!!!
Quando acordei, veio a infeliz da enfermeira com as balinhas (comprimidinhos) de novo ai eu quase surtei. Disse que o médico havia me dito que iria me dar soro, e que eu queria falar com ele. Quando meu marido chegou no hospital, tive que ouvir elas perguntarem a ele se eu entendia bem japonês (porque elas achavam que eu tinha entendido errado o que o médico havia me dito)...Santa paciencia!! Modéstia a parte, meu nihongo é bem melhor que o do meu marido, ainda mais em se tratando de coisas de hospital!!!!
Tomei as balinhas muito a contra gosto. A noite, encontrei o tal médico por acaso no corredor e falei um monte pra ele. Ai ele me disse que não dava pra colocar o soro porque a criança ainda não tava encaixada e tava muito em cima, se ele colocasse o soro, o que poderia acontecer era de eu ter contrações e não ter dilatação e ter que fazer CESÁREA de urgência que significava CESÁREA=MORTE...
aí eu disse pra ele me dar alta que eu queria ir pra casa e que não iria tomar mais balinha nenhuma. Eu disse que estando ali no hospital só deitada, ai e que o bb não iria encaixar mesmo, porque eu tava de repouso, precisava caminhar, me exercitar. Como ainda estava nas 39 semanas, ainda tinha tempo pra esperar em casa.
Na manhã seguinte, ele me deu alta. Fui direto pro Nishiyama koen subir o morro pra ver se o bb baixava e começavam as contrações...
E assim foi a semana:dia após dia subindo morro, caminhando na rua e nada!
Fora que o boato se espalhou que eu já tinha parido!! Teve gente que até já tinha visto o bb, tu acredita???
O K. me ligou parabenizando porque o povo tinha dito pra ele que já tinha nascido, que era enorme, que era minha cara...que povinho mau-caráter....kkkkkk.....
Entrei nas 40 semanas e nada!
O mau humor começou a aumentar, o telefone não parava de tocar, o povo pressionando com aquela entonação na voz de preocupação.
Aí sempre encontra alguem na rua que conta que na família, o bb morreu porque passou do tempo, etc.... só rindo viu!!!!
No fundo eu ficava pensando: gente que não tem semancol né, falar essas coisas, me poupe!!!
A previsão era de nascer no dia 12, sexta-feira. Ah, detalhe, meu parto TINHA QUE SER NORMAL, mas não poderia ser nem sábado, nem domingo e nem feriado porque não tinha equipe médica suficiente para acompanhar...
Tive que ouvir isso ainda!! Olha, só rindo viu!!! O médico tinha marcado consulta pra mim na sexta dia 19 ao meio dia.
Iria monitorar o bb e decidir a minha internação para segunda-feira, para induzir de novo, caso não baixasse, ele iria arriscar induzir pois já tinha entrado nas 41 semanas...
Mas como Deus existe, e tudo está no tempo Dele, na quinta-feira meia-noite, fui ao banheiro e ao me limpar saiu sangue. Fiquei meio assim. Esperei um pouco e me limpei de novo, saiu mais sangue, Acordei meu marido e disse pra ele ligar pro hospital. Eles pediram para eu ir, pois tinha começado a entrar em TP.
Fui tomar banho, depois começaram as dorezinhas leves nas costas. Cheguei no hospital 2 e pouco da manhã. Nem levei mala nem nada, aliás nem tinha reorganizado a mala. A enfermeira me examinou e disse que tava com 1 dedo e meio dilatado (o medico havia dito que eu já tava 2 dedos e meios dilatados no inicio da semana, mas tudo bem)
Meu marido voltou com a Mariana pra casa e fiquei no hospital. Às 7 da manha a dor começou a pegar. Liguei pro meu marido ir logo e levar a bola suiça, que eu tinha comprado, pra ajudar a encaixar o bb, e ajudar também nas contrações. Meu marido chegou eram 9 e pouco e eu já tava na cadeira de parir com 8 dedos e morrendo de dor. Como eu havia estudado muiiiiiiiiiiiito , eu controlava a dor na respiração e sempre me vinha uma frase que eu havia lido na cabeça:
" SEJA AMIGA DA DOR, NÃO LUTE CONTRA ELA, DEIXE ELA VIR PRA ELA IR"'...
E meu marido me massageando as costas, e a parteira, uma cavala grossa que eu odiei...
Assim fomos, ate que às 12:09h de sexta-feira, quando completava exatamente 41 semanas o Pedro nasceu ( bem no horário em que eu tinha consulta com o medico). Falando em médico, tu acha que ele apareceu no meu parto???
Nem passou perto aquele infeliz...
Mas Gracas a Deus o Pedro nasceu de parto totalmente natural.
Não teve nem episiotomia, nem laceração e nem minha hemorróida saiu!!! Tudo graças ao controle da respiração!!!!
Nasceu com 3.922kg e 51cm....praticamente criado né!!!
Agora estou em casa, feliz da vida com meu bebe e NÃO MORRIIIIIIIIII !!!!!KKKKKKK

Juliana de Fukui - Takefu

Pamela Ematsu - Tochigi



Ola...
Me chamo Pamela moro em Tochigi-ken, Otawara-shi.
Tive minha primeira filha, Nanami Vitória, aqui no Japão e sou mãe solteira.

Meu pré-natal foi super tranquilo, não tive nada de diferente.
Com 3 meses o pai da minha filha "vazou" e até hoje nunca viu a filha!
Em compensação, sempre tive apoio de meus pais...

Quando fiquei gravida a firma em que trabalhava me "infernizou" até eu sair. Nessa epoca eu morava em Yokohama.
No começo eu passei mal com enjoos e estress 24 hrs por dia.
Ainda bem que um amigo abriu em restaurante e fui trabalhar com ele até voltar para casa de minha mae...

No 4º mes passaram o enjoos, e depois já na casa de minha mae arrumei um emprego e trabalhei ate 8 meses...

Ate uns 6 meses, eu fazia 3hrs de zangyo, depois so teiji de seguna a sexta-feira.
Depois que me mudei acabou o estress que sentia.
Mais sentia muitas ondas emocionais: as vezes chorava só de ouvir que minha filha ia ficar sem o pai.
As vezes mandava toma no **...

Meu preparo foi a net em sites brasileiros e japoneses...
Me preparei misturando os dois jeitos...

O hospital me ofereceu 3 cursos durante a gestação e participei de todos!
Eu adorava andar de bicicleta, e andei até 2 dias antes de minha filha nascer!!!
Caminhava muito. Ia fazer compras a pé. Aliás levei minha vida normal!
Tomava muita agua também...

No fim da gestação, apenas ansiedade, mas senti que estava preparada para chegada de minha filha. Penso que tinha minha mae e não tenho problemas com a lingua japonesa.
Então facilitou muito tudo.

Minha médica foi ótima! Bom na medida do possivel...
Nos hospitais os medicos só vem na hora que vai nascer mesmo, pois tem mais gestantes a espera de pré-natal...

Mas as enfermeiras me deram um super apoio!
Minha mãe ficou comigo até quase na hora de nascer, mas saiu depois...

Meu parto foi super tranquilo...
Minha internacao já estava marcada para induzir, mas cheguei ao hospital sem o tampão e com 4cm de dilatacao, sem dor e não foi preciso fazer indução...rs

Tive 3 horas de dor....só achei muito cansativo porque as dores aumentaram muito rápido por ter dilatacao completa muito rápido...
Mas foi tudo muito tranquilo...

Tive um pós parto bom...sentia um pouco de dor, mais normal...
No geral foi super tranquilo...

Bom é isso ai... acho que não vai ajudar muito...rs
Pamela Ematsu - Tochigi

29 de outubro de 2008

Diana Budreckas - Shizuoka


No dia 06 de fevereiro eu e o Lê levantamos e fomos ao hospital na consulta de pré-natal. Chegando lá fiz o exame de urina e fui fazer o NST. Fiquei quase uma hora na salinha eu, o Lê e o Jô(meu mininho mais velho).
Depois fui me consultar com o medico, e para minha surpresa, era uma medica!
Ela fez minha ultrassom e foi medir minha dilatação, já que estava de 39 semanas e não tinha mudado muito estava com 4 cm. Fomos conversar e a médica me perguntou se eu queria me internar para induzir o parto e eu com medo disse que não, disse que queria que nascesse natural. Eu não queria induzir mas a medica falava que minha placenta estava ficando velha já, e que estava branca mesmo.
Eu não quis me internar então resolvemos que se ele não nascesse até o dia 14 eu iria me internar....
Fomos embora e fiquei sentindo um pouco de dorzinha, mas pra mim era normal pois, sempre que o medico me fazia exame de toque, sentia dor depois, mas essa dor continuou durante a noite toda, só que não me incomodava, e era de 5 em 5 minutos (já eram contrações).
Amanheceu tomei banho acordei o Lê e disse pra ele então resolvemos ir para o hospital liguei pra Alice(tsuyako) e ela me disse pra ir com as malas já, liguei na creche pra ficar com o Jô(shin ei landia) e fomos deixa-lo lá.
Logo depois fomos ao hospital. Eu estava nervosa, chorando por ter deixado o Jô na creche...pois eu não queria deixa-lo lá, queria que fosse comigo (mas ele não poderia neh??)
Chegando ao hospital fui para a maternidade e encontrei com uma colega que estava indo fazer o exame do pezinho do bebê dela. Eu estava nervosa, e ela e o Lê estavam tentando me acalmar me dizendo que não é a pior dor do mundo.
Fui fazer o exame estava com 6 cm de dilataçao então me internaram isso eram umas 9:30 da manhã na sala pré parto, e o Lê ficou do meu lado.
Nossa, as enfermeiras eram um amor! Toda hora vinham medir minha dilatação, pediam desculpas, com licença.
Lá pelas 3 da tarde, chegou uma japonesa em trabalho de parto, nossa como ela sofria chegava a gritar...
Logo depois que nasceu o nene da japa, a medica me chamou para estourar minha bolsa nessa hora eu estava com 8 cm de dilatação. Elas falavam que estourando minha bolsa era mais rapido de dilatar isso era umas 4:20.
Depois que estouraram minha bolsa fui direto para a sala de parto.
Chegando lá, me colocaram o soro, chamaram a Alice e falaram para o Lê ir buscar a nossa camêra. A sala estava cheia de pessoas, (enfermeiras, parteira e a médica)e o Lê a meu lado, só que eu não estava sentindo dor (a dor do parto) então elas falavam assim:
- Quando vier a dor vc faz força...
Mas eu não estava sentindo dor então comecei a inventar uma dor na minha cabeça e fazia força e nada dos meus 2 cm de dilatação dilatar e o Lê já estava ficando preocupado pois já fazia mais de 1 hora que eu estva lá e nada!!!
Pedia agua e o Lê com toda paciência me dava na boca.
E como é diferente do Brasil, eu pedi para eles trocarem aquele lugar onde apoiamos a perna pois não estava conseguindo fazer força naquela posição e trocaram por aquele normal de quando vamos ao GO e nada do Lipinho nascer.
Então a medica Okada sensei resolveu trocar dinovo e nada e ela me dava anestesia no colo do utero dizia que era para amolecer e nada e eu olhava para as enfermeiras falava que não ia conseguir e elas me diziam que eu era capaz. Olhava para o Lê e ele ali me dando forças, foi quando a medica me mandou ficar de cocoras, e quando fiquei e fiz força uma vez, na segunda vez eu me lembro que senti uma tontura, e uma enfermeira balançou a cabeça dizendo pra mim que não, que eu não desistisse, que eu ia conseguir. Foi ai que a parteira viu a cabecinha do nenê, e todos ficaram felizes e pediram para eu deitar que estava quase nascendo.

Logo depois eu comecei a sentir os puxos, e foi ai que comecei a sentir a "dor mesmo" e não demorou nem 5 minutos e vlup, o Fillipe nasceu!
Todas enfermeiras vibravam e falavam pra mim fazer o "hahahaha" e eu não conseguia pois a emoção tomava conta de mim e do Lê e era um "chororo' só, um momento único de felicidade que jamais será esquecido...
Perguntei se ele era perfeitinho e fomos para a sessao de fotos... rsrsrs
Tirar a primeira fotinha com papai e mamae e a medica me costurando logo depois pedi para amamentar meu menininho que estava chorando e elas me deram ela e nisso chegou o medico que fez o meu pré natal (Utsuu sensei)
Foi me dar os parabens e falar que todos ficaram impressionados pois eu não gritava e nem gemia de dor estava calma e tranquila...
Fiquei 2 horas ainda na sala depois veio 2 enfermeiras me limpar e me levar ao quarto para descansar!!!
Foi assim...
Ahhhh!!! Esqueci de colocar o horario mais o Lipe nasceu as 18:03 no hospital Seirei Mikatabara, momentos que jamais serão esquecidos...
Estamos planejando agora outro bebe, uma menina, sera que consigo???
Meu sonho é ser mae de uma menina so tenho homens...rsss
Diana Budreckas - Hamamatsu

28 de outubro de 2008

Vanda Menegatto - Mie



Eu tive dois partos aqui no Japão.
Minha primeira gravidez me pegou de surpresa, no começo tive medo de ficar aqui, por que não conhecia quase nada por aqui, mas resolvi ficar porque não dava pra ir os dois embora, e durante o pré natal fui me sentindo mais segura.

A maior parte das informações eu pegava na Internet e com algumas amigas que já tinham tido bebes.
Na clínica o medico perguntava se tínhamos duvidas e respondia, mas a gente e que não dominava a língua japonesa, então eu recorria aos livros, revistas, Internet, amigas e família.

Minha gravidez foi tranquila, pois em partes, até gostei de estar sozinha longe de palpites... rs
No final só tinha medo de não saber a hora certa de ir para o hospital e de estar sozinha em casa, graças a Deus a bolsa rompeu num sábado a noite e meu marido estava comigo.

Na segunda gravidez também começaram as contrações numa terça a noite e meu marido estava em casa, na hora a gente sabe.
Os dois partos foram normais, na mesma clínica.

No primeiro tive episiotomia e forceps, no segundo só episiotomia.
Tenho duas amigas que tiveram seus bebes na mesma clínica e não tiveram a episiotomia e eu ficava me perguntando porque só eu tive, será porque eu não estava fazendo força na hora certa e tava gritando muito, e o medico resolveu `ajudar´???
Mas fora isso e o fato de não deixarem amamentar o bebe na hora que nasceu, do resto eu gostei do tratamento.

Tenho um casal e pretendo parar por aqui(rs), mas se ficasse grávida de novo, eu iria pensar em parto domiciliar que achei o máximo, só falta a coragem e pessoas para ajudar.

Vanda Menegatto - Mie

22 de outubro de 2008

Mariza Hirahata - Aichi



Hoje estou com 33 anos e um lindo bebe de 6 meses, o Eijinho, meu primeiro filho.
Moro no Japão a mais de 7 anos e só pensava em ter um bebe no Brasil, achava que aqui seria muito dificil devido a lingua e a medicina não ser tao boa como no Brasil, mais eu e meu marido resolvemos tentar, pois os anos estavam passando e nada de a gente voltar para o Brasil.
Quando fiquei gravida não pensava muito no parto, até mesmo porque aqui no Japão você não tem opção, o parto é normal (natural), só se faz cesaria se houver algum risco para o bebe, e todos as pessoas que eu falava diziam a mesma coisa, nossa aqui você sofre, não tem nem uma anestesia, é a seco, você pode estar morrendo de dor que eles não fazem nada... e por ai vai....
Minha irmã tambem estava gravida com 1 1/2 mes a mais, ela ate queria as vezes falar sobre o parto mais eu preferia evitar tocar no assunto...rssss
Medo do desconhecido....rsss
Minha gestação, graças a Deus foi tranquila...
Bom, chegou o dia, não o meu, o da minha irmã...
Nossa ela estava super empolgada, não via a hora da nene nascer, no final que a consulta tinha ficado de semana a semana, era um suspense, será que é agora?rsss
E foi num domingo para segunda entre meia noite a uma hora da madruga, minha irmã me
ligou super empolgada dizendo que estava indo para o hospital que sua bolsa havia estourado. Nossa fiquei super contente e ansiosa nem dormi direito nessa noite. Na segunda de manhã liguei para ela para saber se tinha nascido e nada, ela ja estava sentindo as contraçoes de 5 em 5 mais só com 4 de dilatação, passei a segunda inteira
esperando noticias para saber se havia nascido e nada, ja estava
querendo ir para hospital, mais minha irmã não deixou, ela não queria
que eu visse ela sentindo dor, para não ficar traumatizada...rsss
Fiquei em casa rezando, passou a noite toda e nada!
Liguei para ela de manha, mais meu cunhado que falou comigo, ela já nao conseguia
falar....ele disse que ela estava cansada, ja não tinha força e não comia nada desde de domingo a noite....fiquei super nervosa, peguei o carro e fui para o hospital com meu barrigão de 33 semanas.
Chegando lá quase chorei na frente da minha irmã, vendo ela sofrer, mais tentei ser forte e passar tranquilidade para ela, mas como ela já não aguentava mais tudo que eu dizia para ela, ela falava você vai ver, é terrivel, não era para você vir, você vai ficar com medo....etc
Bom ela começou a pedir cesaria, e como eu falei eles não fazem cesaria...
O medico chamou meu cunhado e minha irmã para conversar, e disse que era assim mesmo... Falou que ja que eles queria cesaria tinham que assinar uns documentos se
responsabilizando por qualquer coisa que possa acontecer...
Minha irmã ja não aguentava mais e meu cunhado tbem, ja não dormia desde domingo, assinou os documentos e 11:30 de terça minha sobrinha nasceu: linda, com saude Graças a Deus!!!
Minha irmã saiu acabada e meio dopada da sala de cirurgia e tremendo... Fiquei super assustada, realmente fiquei com muito medo quando fosse chegar minha vez...
Na outra semana eu tinha consulta marcada com meu medico, e já cheguei falando para o medico que não queria sofrer como minha irmã e que queria um parto normal... ele deu risada e falou que só dependia de mim, fazer caminhadas, manter o peso, uma boa alimentação e evitar sal para não ter enchaço e nem pressão alta...bla bla bla....
Bom resolvi então pesquisar na internet, sobre parto e achei o site Amigas do parto, Gama...
Nossa devorei tudo que era informação no site e li todos os depoimentos.... comecei a pensar que era normal, que todas as mulheres podem passar por isso e sair sem trauma algum, comecei a me preparar mentalmente para na hora do parto tentar fazer
o possivel para ter um parto tranquilo...
Meu marido começou a ler e ver videos comigo sobre a humanizaçao do parto e adorou, ele fez o curso do hospital comigo para poder participar do parto e falava
brincando, VOCE VIU A MULHER DO VIDEO DO HOSPITAL É SO FAZER FUUUU (RESPIRAÇÃO) QUE NASCE...RSSS
Com 36 semanas fui ao medico e ele pediu um raio x do quadril para ver se tinha passagem, fiz ele examinou me mostrou, fez exame de toque, e disse, que eu tinha passagem, mais para manter o peso e que eu tinha o colo do utero duro...ai ai ai... isso me deixou preocupada, mas ainda tinha quatro semanas pela frente, então fiquei
tranquila e pensei que isso poderia mudar.
As consultas já estavam de semana a semana, 37, 38 e a mesma coisa, foi que com 39
semanas ele examinou e disse que meu colo do utero estava duro e que na 40a. semana eu deveria chegar mais cedo para ficar deitada com um aparelho na barriga para ouvir o coração do bebe por 40 minutos e ver como ele estava, se o bebe estivesse bem ele esperaria mais, se não talvez iria ter que fazer cesaria...
Nossa sai arrasada do hospital, cheguei em casa e chorei, chorei...
Resolvi escrever um e-mail para Ana Cris, contato minha situação e obter mais informações sobre o colo do utero duro...
Ela me respondeu dizendo para eu ter calma que ela mesmo ja havia passado por isso...
Bom rezei e tentei manter a calma, que quando meu bebe estivesse preparado ele nasceria, e foi assim...
Minha data prevista era para dia 11/01 e eu comecei a sentir os primeiros sintomas dia 09/01...
Nesse dia as 5:40 hr da manhã fui no banheiro e saiu o tampão, nossa foi uma emoção muito grande, peguei meu celular mandei uma mensagem para o meu marido que estava no trabalho dizendo o que tinha acontecido, ele nessa semana estava trabalhando de noite, ja estava perto de dar a hora dele sair... chegando em casa ele me encheu de pergunta, todo ancioso e eu disse que era normal não precisava ir para o hospital, pois o tampão pode cair até com 3 semanas de antecedencia(que não era o meu caso, pois ja não tinha mais tanto tempo assim para esperar... rssss)
As 9:10hr da manha tive mais um pouco de sangramento (tipo final de menstruação), meu marido ja tinha ido dormir, pois ele tinha que trabalhar a noite... liguei para minha irmã dizendo que hoje não iria para sua casa ajudar a cuidar da nene porque não queria fazer força e queria descansar para na hora do parto estar descansada e com força....
Passei o dia todo sentindo a barriga endurecer, fui fazer bolo, comida, arrumar cozinha, para me distrair, meu marido acordou mais cedo do que o normal, preocupado, mas eu disse que poderia ir trabalhar, que qualquer coisa eu ligava...
Essa hora minha cunhada ja dizia para eu ir dormir na casa dela, para não ficar
sozinha, mas eu queria ficar em casa o mais tempo possivel para relaxar e não ficar nervosa.
A noite as contrações estavam irregulares de 10, 8, e11 minutos, mas dormi...
No dia 10/01 as 1:30, acordei com um pouco mais de dor, fui ao banheiro e saiu de
novo sangue(tipo final de mestruação) as contraçoes ja pareciam querer engrenar...
As 2 :14 saiu mais sangue, agora um sangue mais vivo e as contrações em 5 em 5 minutos (nossa super interessante como é certinho)
Liguei para meu marido contei o que estava acontecendo, e disse para
sair no horario normal (2:45), para não fazer hora extra, pois
iriamos para o hospital....
As 2:44 - saiu mais sangue e continuavam as contrações... de cinco em cinco
minutos, eu parava e respirava fundo para não sentir a dor....rsss
Fui tomar banho, e fiquei la até meu marido chegar....ai que delicia
aquela agua caindo em cima de mim!!!rsss
Meu marido chegou foi correndo para o banheiro me ver, eu disse que
estava tudo bem, para ele ter calma, para ele tomar um banho enquanto
eu me trocava e fazia um cafe da manha, queria comer antes de ir para
o hospital, pois não sabia quando eu iria conseguir comer de novo... rsss
Meu marido estava achando eu calma demais, nem tava acreditando que tinha chegado a hora, ele achava que era alarme falso!
- Você tem certeza que ta na hora? Temos que levar a mala para o hospital, ou vamos
voltar porque ainda não chegou a hora??? rssss
Eu falava pra ele que achava que sim, era a hora...nos dois nao sabiamos se era mesmo a hora...rsss
Tomamos cafe (a cada 5 minutos eu parava tudo que tava fazendo e respirava fundo tentando relaxar) ele ria muito....rsss , ele ligou para o hospital avisando que estavamos indo, que alias eles pedem para a gravida falar ao telefone o que esta acontecendo, so que eu não sei falar em japones, e sentindo as dores tentei dizer e depois passei o telefone para o meu marido, e a enfermeira perguntou tudo de
novo para ele ....aiaiaiiaa...nome, numero do cartao do hospital,
data prevista, o que sentia, de quanto em quanto estava a
contraçao....e por ai vai....rsss
Eu ja queria ir para o hospital, afinal ja estava ansiosa e ja estava sentindo as dores mais fortes.
Bom saimos daqui de casa com a mala, os documentos de internação e a cada 5 minutos eu parava e respirava. Foi muito engraçado, saimos do elevador e paramos...rsss
Ele continuou indo para o estacionamento pegar o carro, chegou perto pegou a mala foi por no carro, enquanto eu parava mais uma vez antes de entrar no carro para
respirar... Entrei, sentei, coloquei o cinto, e fomos, quando deu 5
minutos veio mais uma contração forte, e eu dei um gemido mais forte
e disse que parecia estar doendo mais forte... Ele parou o carro eu
passei para o banco de tras e fiquei de cocoras, para ajudar e sentir
menos dor.
Agora é engraçado mas na hora....rssss
Chegamos no hospital e mais uma pausa pois já sabiamos a hora certinha de vir a
dor. Como é certinho né?
Chegamos na recepçao e a enfermeira, pediu os documentos, pediu para eu fazer o exame de urina e o de toque, me deu a camisola e um aparelho para eu ficar carregando, onde eu amarrava na cintura para ficar ouvindo o coração do bebe. Me falou que estava tudo bem, que eu fosse para o quarto esperar o medico chegar para me examinar e dar o seu parecer.
Como eu nao consegui fazer xixi na hora, peguei o copinho para fazer depois....
Bom fomos para o quarto esperar a hora passar, eu e meu marido estavamos empolgados, mesmo com a dor ainda estava feliz e anciosa. Era até engraçado eu andando pelo hospital com aquela camisola enorme e aquele aparelhinho que mais parecia uma bolsa
pindurada no ombro, depois consegui ir no banheiro fazer o xixi, que tanto a mulher tinha pedido, mais com muito custo, pois as dores ja estavam maiores, e ja estava gemendo mais alto, nada de respirar calmamente....rssss
Chegamos no hospital +ou-6 horas e ficamos até umas 9:30 para o exame do medico e ele me jogar um balde de agua fria, que me desanimou.
Ele me examinou, e disse que eu so dinha 3cm de dilataçao, que iria demorar bastante e que poderia virar uma cesaria.
Nossa acabou comigo! Eu e meu marido voltamos para o quarto, desanimados, ele até falou, se pode virar cesaria, então melhor fazer logo, não vai ficar sofrendo a toa....e eu disse, vamos esperar...
As dores ja estavam ficando insuportaveis! aiiaiiaiiai...
Meu marido foi buscar agua para mim e viu uma maquininha no outro andar com o meu nome, ali ele viu quando eu tinha contração.
Quando ele voltou eu estava de joelhos, tentando arrumar uma posição para suportar as contraçoes, nesse momento eu ja não sabia mais que horas eram, a unica coisa que eu queria era arrumar um jeito de não sentir dor, eu e meu marido ficamos ali tentando de tudo, deitada, sentada, de cocoras, com meu marido me apoiando pelas costas.
Trocamos de quarto, pois esse que eu estava era só ate eles liberarem um para eu
ficar mais a vontade...
Chegando nesse quarto, meu marido que havia lido tudo que era informação para me ajudar, fazia de tudo para me ajudar, coitado, estava sem dormi, tinha saido do trabalho e eu só falava faz forte a massagem, mais forte... e como essa
massagem nas costas ajudava na hora da contração...
Ele apagou a luz, fechou a curtina do quarto, deixou tudo mais escuro, eu deitei de
lado, e de 5 em 5 minutos eu nem precisava falar mais nada, ele levantava e fazia massagem nas minhas costas.
E ficamos ali, parecia que dormiamos de 5 em 5 minutos, como se fosse possivel isso, mas as vezes parece que apagavamos, ate que a enfermeira chegou e perguntou se eu estava bem, o que eu estava sentindo....aiaiaiii....precisa perguntar???
Tambem estava sentindo sair um pouco de sangue. Ela pediu para olhar, e falou vamos fazer mais um exame. Eu não acreditei, eu queria ficar ali, paradinha, quetinha, tinha arrumado uma posição, era como se eu mexer fosse doer mais, ai falei para era
esperar um pouquinho vir a contração, que ai a gente levantava, (pq tudo isso era andando, e sentir a contração de pé, nossa era terrivel, me faltava forças nas pernas) na hora que veio essa contração a bolsa estourou, eu olhei assustada para a enfermeira e para meu marido, e ela toda calma e boazinha, calma é assim mesmo,
esta tudo bem, me ajudou a levantar para irmos para sala de
exame. Nessa hora eu até perguntei para meu marido que horas eram, 11:25hr.
Nossa ainda? se o medico falou que vai demorar, eu não vou aguentar...
Chegando na sala, tive que sentar naquela posição horrivel, eu queria mesmo era voltar para cama e ficar deitadinha de lado, com meu marido fazendo massagem, gente que horrivel, fazer esse exame sentindo contração!
Fiz o exame, a enfermeira veio me ajudar a levantar e sair da cadeira, meu marido na porta da sala me esperando e eu la dentro falando para enfermeira, que eu não
aguentava mais que não ia conseguir, não ia conseguir, não ia conseguir...
Ela me falando que eu ia, força que faltava pouco, que eu ja tava com 7cm de dilatação.
Nossa nessa hora, venho uma força não sei de onde, e até apareceu um sorriso no meu rosto, ela começou a falar, eu ja não entendia mais nada (devido a lingua) então saimos para fora da sala, e ela falou para o meu marido, vai buscar a filmadora, maquina fotografica, toalha de rosto (para ficar enxugando meu suor), agua (para eu beber) Todas as coisas que ele aprendeu no curso, porque nos vamos para a sala de parto...
Meu marido ficou todo bobo, sera que é isso mesmo? certificou com ela, e ela disse sim, ela já estava com 7 de dilatação e só faltava 3.
Nossa que alegria!!!
Ela me levou ate o banheiro, para ver se eu queria fazer xixi, eu falei que
não, e fomos para sala....chegando la, era uma sala bem simples, com uma cadeira de parto, e mais algumas coisas para uso do medico. Ela falou para eu ficar na posição que eu achasse melhor.
No começo eu queria ficar do mesmo jeito que eu estava no quarto, de ladinho e
quetinha, com meu marido fazendo massagem, bom nessa hora eu sentei, deitei, ela falou se vc quizer pode colocar as pernas para te apoio aqui, você pode segurar aqui para ajudar a fazer força.
Nossa, esses 3cm de dilatação que faltava, parecia uma eternidade, e a dor era terrivel! Nessas horas eu ja tinha esquecido o curso, e o fufufuuuu (respiração que eu tinha que fazer) eu ja gritava, nossa como eu precisava gritar para espantar a dor....rsss
Meu marido falava: concentra, respira, mas eu so queria gritar, ele continuava a fazer massagem, a me dar agua, e passava a toalha em meu rosto. Coitado teve um momento que eu queria me contorcer, parecia que ia cair da cadeira, ele veio me segurar e eu fui para dar uma mordida nele, ele puxou o braço, é claro...hahaha...
Até hoje ele fala, quase fico sem braço....rsss
Depois de muito tempo (eu ja não sabia mais que horas era) ela perguntou se eu não queria ficar de cocoras, bom apesar da dor ser enorme e eu nem querer me mexer, falei vamos tentar, afinal é a posiçao que ajuda a descida do bebe...
Então ela apertou um botão, apareceu mais uma parte da cadeira onde ela pediu para o meu marido sentar, eu fiquei de cocoras apoiando nas costas dele, (ele pensou,
agora fico sem ombro, orelha) isso tudo ele me disse depois....rsss
Bom fiquei um tempo ali, mais as pernas nao aguentaram muito, ai ajoelhei e continuei segurando nas costas do meu marido, nesse momento eu ja falava para o meu marido que eu nao aguentava, que nao tinha mais força, e ele traduzindo tudo para a enfermeira, ai depois de um tempo eu falei que estava cansada, então voltamos para posição inicial, ela olhou e falou que faltava pouco, e nada desse pouco
acabar. Eu ja estava cansada, quando de repente, vi a enfermeira arruamando a cadeira, levantando, abaixando uma luz, chamando o medico e eu senti queimar... Nossa agora sei o que as mulheres querem dizer com o um anel de fogo, era a cabeça coroando para sair...
Depois disso não demorou muito, tirei o resto de força que tinha para fazer força e ajudar meu bebe a sair, nossa que alivio quando a cabeça saiu, eu relaxei, quando o meu medico falou, mais um pouquinho, e de repente passou toda dor, e venho um sentimento inexplicavel!!!
Meu filho nasceu 15:05 com 49.5cm 3.010kg, lindo, eu e meu marido choravamos
muito...
A enfermeira colocou ele em cima de mim, e eu chorava mais ainda. Ele me olhava como se ja reconhecesse o cheiro, a voz... Tão calmo, tão traquilo, se sentindo protegido e amado. Depois a enfermeira levou para os procedimentos hospitalares, e o medico esperou mais umas contraçoes para saida da placenta e deu alguns pontos.
Meu marido voltou com nosso filho para ficar junto de mim, enquanto eu esperava as 2 horas necessarias na sala de parto para depois podermos irmos para o quarto.
Gente realmente não tem explicação para dar, a sensação que a gente sente na hora, é simplesmente maravilhoso, ja esqueci da dor e quero mais pra frente tentar mais um, e se tudo der certo, outro parto normal...
Nossa tenho muito a agradecer as enfermeiras por me ajudarem, ao meu marido me dando todo apoio necessario e fazendo as massagens milagrosas...rsss
Sem ele eu nao conseguiria, e é claro, ao site e a todos as mulheres que fizeram seus depoimentos e colocaram nesse site maravilhoso, para poder compartilhar com todas nós mulheres despreparadas que tem medo do desconhecido, assim como eu
tinha...
Muito obrigada....arigatou!!!
Mariza Hirata - Aichi

21 de outubro de 2008

Um trabalho de parto tranquilo

Falando um pouco mais da pesquisa, sobre o fator indução.

O que com certeza leva os médicos fazerem indução e consequentemente fazer com que a mulher sofra (porque ficar imovel numa cama com contrações mega fortes e ainda amarrada para verificar batimentos cardiacos do bebe é uma tortura SIM!) é o fato das mulheres chegarem no hospital com pouca dilatação.


A primeira coisa que uma mulher deve fazer ao perceber que está em TP é manter-se calma. Dificil?

Sim, é muito difícil, principalmente para as mães de primeira viagem que não sabem exatamente como ele funciona, mas para seguir firme até o ato de parir, manter-se calma e relaxar no inicio é muito mais importante do que se imagina.

Algumas mulheres vão jantar com o marido, outras vão ao supermercado, outras vão a lavanderia (como eu) ou até fazer um soudi na casa...huahuahuahua

Tudo isso ajuda a dar uma relaxada, porque realmente não adianta sair correndo para o hospital aos primeiros sinais de sangramento, tampão ou contrações, é preciso saber identificar a fase certa de ir a maternidade.

Vou colocar aqui algumas dicas de como identificar o TP e como fazer para ajudar a evolução natural dele, antes de ir ao hospital ou clinica:

1- As contrações do TP são totalmente diferentes das contrações de Braxton Hicks (aquelas que temos durante toda a gestação, naquele momento em que a barriga fica dura) elas vem seguida de uma dorzinha na lombar ou no "pé da barriga" e pode ter certeza, elas não são imperceptiveis. Quando você sentir que alguma coisa mudou, que está começando o TP, deve tomar um banho quente e bem relaxante, se agasalhar bem e tentar descansar tirando uma soneca, independente da hora do dia, isso vai ajudar no acumulo de energia para o final, pois creia-me, será a hora eu que você mais vai precisar de forças.

2- Quando sentir que as contrações entraram num ritmo seguido, (de 10 em 10 minutos vem uma contração) comece anotar as contrações, peça ao marido, ou quem estiver com você para fazer isso e anote também a duração aproximada de cada contração que geralmente varia de 30 segundos a 1 minuto. Nesse momento concentre-se em respirar devagar. Massagens, palavras de apoio, água e alimentos leves são bem vindos e o parceiro pode ajudar seguindo as 10 maneiras de auxiliar uma mulher em trabalho de parto

3- Uma ótima posição para o TP é a de quatro ou de cocoras, onde a abertura do coccix fica no máximo e a gravidade também ajuda. Você pode ver essas e ou outras posições aqui.

4- Quando as contrações estiverem incomodando muito, tome novamente uma boa chuveirada quente, pois a agua ajuda acalmar o ritmo das contrações e aliviar o stress e o cansaço.

5- Crie um "ritual" para o seu TP com coisas que te acalmam e trazem boas lembranças. Valem: velas, incenso, óleos essenciais, imagens que trazem boas lembranças, fotos, amuletos, orações e tambem músicas que você goste. Tudo isso vai criar um clima propicio ao relaxamento e facilitar a dilatação.

6- Vale gritar no TP? Vale, desde que o grito seja em busca de força, de energia, como aquele grito que a gente dá quando está na torcida do futebol, não como quem está desesperada e descontrolada. Ah! Isso também não é fácil, porém se você não conseguir, não se reprima. rsss

7- Para identificar a fase de dilatação quase completa, avise seu companheiro, será o momento em que você começa a sentir que NÃO VAI MAIS AGUENTAR e começa a sentir uma leve tremedeira, calafrios e suor ao mesmo tempo. Essa é a fase de transição, e você pode ter certeza, ela dura em média meia hora (passa rápido!!!) e logo você estará com a dilatação completa.

8- Ao sentir-se assim é a hora de ir a maternidade, as contrações deverão estar de 3 em 3 minutos com duração de 40 a 50 segundos, e o expulsivo, mesmo depois da dilatação total, pode demorar ainda algumas horas. Ligue e avise que está indo ao hospital e não faça força, a não ser que ela seja involutária e procure uma posição confortavel para ir no carro. (geralmente a melhor é no banco traseiro na posição de quatro com alguns travesseiros para abraçar)

9- Ao chegar ao hospital não aceite cadeira de rodas, continue se movimentando e peça ao seu companheiro para agilizar burocrácias enquanto você será avaliada.

10- Muito provalvelmente, você estará no final do TP, por isso não permita que te impeçam de se movimentar, movimente-se da forma que achar melhor e até no momento de parir, escolha uma posição que seja confortavel para você e não para o médico. (Isto está nas recomendações da OMS para o parto)

Em breve, colocarei aqui um modelo de plano de parto explicando detalhadamente alguns outros pontos importantes para um parto tranquilo.

Um beijo,
Rosana Oshiro

17 de outubro de 2008

Quanto engordar na gravidez no Japão?



Esse, é outro assunto muuuuuuito discutido entre as brasileiras que vivem aqui no Japão, tanto nos foruns em que participo, como na pesquisa que desenvolvi e no orkut também.

Porque os médicos japoneses fazem tanto terrorismo com as mulheres que estão acima do peso?


Vamos começar fazendo o calculo de seu IMC, e verificar conforme a tabela abaixo (que encontrei aqui) em classe você se encontra:

Calcule o seu IMC = Peso (kg) / (Altura x Altura)
Exemplo: Peso 60 kg – Altura 1,67 cm à IMC = 60 / 1,67 x 1,67 = 21,51

IMC antes do início da gravidez - Ganho de peso recomendado

IMC menor que 20 (baixo peso) - 12,5 até 18 kg

IMC entre 20 e 26 (normal) - 11,5 até 16 kg

IMC entre 26 e 30 (acima do peso) - 7 a 11,5 kg

IMC maior que 30 (obesa) - Pelo menos 6 kg

Importante: Trata-se apenas de uma referência básica. Deve-se ressaltar que existem vários outros fatores que podem influir no peso da criança ao nascer, como o fumo, o uso de drogas e um acompanhamento pré-natal inadequado.

Calculado seu IMC, se você estava acima de 26 antes de engravidar, deve ESTAR ATENTA aos sinais do corpo, procurar fazer caminhadas e exercicios leves PARA A SUA SAUDE, não que isso signifique que você corre risco de cesarea, ou de consequencias graves para o parto, nada disso. Os sinais que indicam preocupação na gravidez de uma mulher que está acima do peso são outros, além do peso.

As gestantes mais propensas a ter doença hipertensiva da gravidez, segundo este site da Prefeitura de Hamamatsu são:
1- Gestantes cujo histórico familiar é de pressão alta;
2- Gestantes que têm tendência à obesidade;
3- Gestantes com tendência a diabetes;
4- Gestantes anêmicas;
5- Grávidas que tiveram doença hipertensiva da gravidez em gestações anteriores.

O que a mulher que engravidou acima do peso deve pensar, é em ter uma alimentação saudável e rica em proteínas, cálcio e ferro, mas vale ressaltar que a alimentação de uma gestante é tão importante quanto a de uma lactante, ou de uma não gestante.

Bons hábitos alimentares devem ser mantidos sempre, independente de se estar gravida!

Não permita que NEURAS, PRESSÃO PSICOLOGICA, TERRORISMO por causa do peso, acabem com sua auto estima e confiança no seu corpo.

Se você passou (ou passa) por qualquer tipo de pressão do seu médico, saiba também que ele não pode negar-lhe atendimento se você está seguindo suas orientações e mesmo assim está engordando.

Qualquer outra informação sobre aumento de peso na gestação, entre em contato conosco através dos comentarios ou formulario ao lado que estaremos prontas a ajudar.

Imagem aqui

11 de outubro de 2008

Parto de Luiza - Parto normal após cesárea

Este parto foi domiciliar com uma enfermeira obstetra lá no Brasil.
A mãe tinha uma cesárea prévia, e após alguns anos se realizou nesse parto.

A trilha sonora é de Tom Jobim.
Simplesmente lindo!

4 de outubro de 2008

Parto Normal X Parto Cesárea


Só uma mudança cultural faria o parto normal voltar a ser encarado por todos como o que de fato ele é: um ato fisiológico, natural, para o qual 85% das mulheres estão preparadas. Assim, o número de cesarianas poderia cair para os 15% a 20% recomendados pela OMS.


Se dependesse só da vontade das parturientes, isso já teria acontecido. Em estudo de 2001, cerca de 80% das 1.136 grávidas brasileiras ouvidas declararam preferir o parto normal. Apenas metade delas conseguiu um.

A princípio qualquer mulher saudável está apta a ter parto normal e 100% natural, inclusive em casa. Esta, aliás, é uma decisão que deve ser tomada por ela, por mais ninguém. Até os profissionais mais contrários ao parto domiciliar concordam que é direito da mulher escolher como quer ter filho. 'Desde que a gestante seja bem orientada sobre riscos, vantagens e desvantagens de cada procedimento, sua vontade tem de ser respeitada. Essencial é ter um pré-natal completo e confiável.

"Ao optar por uma cesárea agendada, você e seu médico estabelecem uma data em que entrarão no hospital de maneira razoavelmente tranqüila e despreocupada, e ele extrairá seu bebê através de um pequeno corte acima dos seus pêlos pubianos. Existem inúmeras razões para se agendar uma cesariana – outras mulheres escolhem a cesariana porque querem manter o tônus vaginal de uma adolescente, e seus obstetras encontram uma explicação médica que convencerá a seguradora."
— VIovine, The girlfriends’ guide to pregnancy (1995).