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Fotos do Parto

Uma das coisas que eu mais acho bacana no parto livre são as fotografias.

Durante meu ultimo parto eu queria ter contrato um fotografo para me acompanhar aqui no Japão, mas não foi possivel.

Meu parto foi muito rápido e o marido foi quem fez algumas fotos amadoras.


Mas para que fazer fotos do parto? Lembrar dos momentos de dor? Quanto masoquismo?!!!
huahuahuahua

Eu, como defensora do parto consciente e ativo, acredito que o TP é um rito, como: o casamento, o batizado de um bebê, a celebração do Natal, etc...

Vejo as fotos do Meu momento e lembro só das coisas boas: as musicas que ouvi, as palavras amorosas do meu marido, os pensamentos de medo e de prazer tambem, as piadas, o choro, o riso... Tudo me faz recordar levemente a delicia do momento do parto... Só quem teve um parto respeitoso pra entender...

Tem uma agencia de fotografia no Brasil que é especialista em fotos de parto e eles estão montando um livro com fotos de parto Humanizado.

Vale a pena clicar para ver alguns dos trabalhos que…

Crianças que choram demais...

O texto abaixo é de uma materna, lista da qual eu ja participo há cinco anos e onde aprendi e aprendo muita coisa sobre a maternidade, principalmente a me questionar.
Eu gostei muito, porque fala de uma realidade pela qual a maioria das mães passa.
Eu passei um pouco com minha primeira filha, e quando desencanei a coisa deslanchou.

Com o segundo filho foi um stress total, terrível mesmo, eu me sentia a pior mãe do mundo!
Foi quando aconteceu minha segunda cesarea, e eu me frustei demais...= (
No terceiro e quarto filhos, onde me realizei no parto, eu não tive problemas, a não ser os rotineiros, e tudo se normalizou.
O texto é longo, mas vale a pena ler com certeza!
bjo
Ro Oshiro

Meu primeiro filho chorava demais. Chorava dia e noite. Era uma coisa desesperadora. O único jeito dele ficar calminho era no colo, com a boca no peito. Tirava e ele chorava. Dia e noite. Noite e dia. Eu dormia sentada com ele no peito. Eu deitada de lado, com ele no peito.

Me sentia esgotada. E cada vez mais irritada c…

AT HOME DAD

Eu vi essa série (japonesa) pela internet. He he he.
Foi muito divertida (acabou...). Tem várias dicas sobre comportamento e assuntos domésticos bem japonesas, mas legais.


O melhor é que a série quase acaba com a grávida falando que quer ter parto em casa.

Depois (no começo desse ano) teve um especial da série. E a moça teve o parto domiciliar com parteira. A parteira dá dicas de posições, de vantagens, de riscos. Achei bem legal e informativo.
Quem puder ver, veja.

Doula no Japão

O que significa "doula"?

A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.


Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante…

Sobre o leite em pó, na China e em outros lugares

Vocês viram o caso do leite em pó na China?
Vários óbitos, vários internados, tudo por uma substância (melamina) que colocaram no leite pra ele parecer cheio de proteínas dos testes.

Absurdo, né? Eu concordo.

A amamentação salva! E não é só na China, não.


Uma mamadeira feita com água não potável, higiene precária, leite de qualidade duvidosa, todas essas coisas também matam bebês pelo mundo afora. No Brasil, por que não? Causa diarréia, desnutrição, obesidade infantil, cáries, entre muitas outras coisas!
Fora que mamadeira de plástico libera bisfenol-A (uma substância cancerígena que causa vários outros problemas), precisa lavar, blá blá blá e é super anti-ecológica.

Amamentando, a gente nutre nossos filhos de amor e de tudo o que eles precisam.
E doando leite materno, a gente salva vidas e distribui amor, contribuindo para um mundo melhor.

Indução

Falando mais sobre as intervenções no parto, vou falar sobre a indução.

No Japão, como no Brasil, é comum o uso de ocitocina sintetica. Entrou em trabalho de parto, toma ocitocina. Sei que na América do Norte e na Europa, também se usa uma pomada (que é feita de misoprostol, assim como o Citotec), pra começarem as contrações. Também há o descolamento de membranas.


Em alguns casos, a indução pode ser uma ajuda legal, por exemplo, quando há uma parada de progressão longa E risco de infecção, sempre em doses mínimas. E parar assim que as coisas normalizarem. Mas é completamente dispensável na maioria dos partos. Coloca-se pra que o parto termine logo, na maioria das vezes.

O ruim é que a ocitocina artificial, colocada no famoso sorinho, causa contrações MUITO fortes, muito dolorosas. Muito mais do que as contrações causadas pela ocitocina natural. Aí que vira uma bola de neve: a mulher sente muita dor, não pode mudar de posição (por causa do soro e da monitoração cardíaca fetal que precisa …

Ser mãe...

Hoje quero compartilhar com vocês um texto que recebi e que gostei muito.

Um otimo final de semana a todas!

Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.

'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas...'

Mas não foi nada disso que eu quis dizer.

Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.

Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E…