Uma das coisas que eu mais acho bacana no parto livre são as fotografias.
Durante meu ultimo parto eu queria ter contrato um fotografo para me acompanhar aqui no Japão, mas não foi possivel.
Meu parto foi muito rápido e o marido foi quem fez algumas fotos amadoras.
Mas para que fazer fotos do parto? Lembrar dos momentos de dor? Quanto masoquismo?!!!
huahuahuahua
Eu, como defensora do parto consciente e ativo, acredito que o TP é um rito, como: o casamento, o batizado de um bebê, a celebração do Natal, etc...
Vejo as fotos do Meu momento e lembro só das coisas boas: as musicas que ouvi, as palavras amorosas do meu marido, os pensamentos de medo e de prazer tambem, as piadas, o choro, o riso... Tudo me faz recordar levemente a delicia do momento do parto... Só quem teve um parto respeitoso pra entender...
Tem uma agencia de fotografia no Brasil que é especialista em fotos de parto e eles estão montando um livro com fotos de parto Humanizado.
Vale a pena clicar para ver alguns dos trabalhos que eles já realizaram.
Partos lindos de se ver!
O nome é Agencia Fotogarrafa
Agora é preciso conseguir profissionais desse "calibre" aqui no Japão!
Vocês tem alguém ai para indicar?
30 de setembro de 2008
27 de setembro de 2008
Crianças que choram demais...
O texto abaixo é de uma materna, lista da qual eu ja participo há cinco anos e onde aprendi e aprendo muita coisa sobre a maternidade, principalmente a me questionar.Eu gostei muito, porque fala de uma realidade pela qual a maioria das mães passa.
Eu passei um pouco com minha primeira filha, e quando desencanei a coisa deslanchou.
Com o segundo filho foi um stress total, terrível mesmo, eu me sentia a pior mãe do mundo!
Foi quando aconteceu minha segunda cesarea, e eu me frustei demais...= (
No terceiro e quarto filhos, onde me realizei no parto, eu não tive problemas, a não ser os rotineiros, e tudo se normalizou.
O texto é longo, mas vale a pena ler com certeza!
bjo
Ro Oshiro
Meu primeiro filho chorava demais. Chorava dia e noite. Era uma coisa desesperadora. O único jeito dele ficar calminho era no colo, com a boca no peito. Tirava e ele chorava. Dia e noite. Noite e dia. Eu dormia sentada com ele no peito. Eu deitada de lado, com ele no peito.
Me sentia esgotada. E cada vez mais irritada com tanto choro. O esgotamento emocional era absoluto.
Alguns vizinhos com quem eu tinha mais intimidade chegaram a sugerir se talvez ele não estivesse passando frio ou fome. Não, ele não estava. O filho da vizinha do apartamento debaixo comentou que meu filho chorava demais. E eu me sentia esgotada.
G. sempre foi assim, chorão, deu muito trabalho. Hoje já é infinitamente menos (aos 2 anos e 3 meses) conseguimos conversar bastante e ele está a cada dia mais tranquilo. Mas até chegarmos aqui ele acordava de 1h em 1h de madrugada (e demorava seus 20min para voltar a dormir), era mau humorado, de cara fechada. Na escola diziam que ele seria executivo, como o pai. Queriam dizer, carrancudinho, como o pai.
Meu segundo filho já foi uma criança bem tranquila. Chorava realmente para mamar ou quando algo não estava bem. Dormia de três a quatro horas seguidas durante a noite e sempre foi de sorriso franco e farto. No começo um come e dorme. Em seguida, um boa gente. Hoje ele tem um ano.
Há duas semanas este meu pequeno, o B., entrou em uma crise de choro desesperadora. Não era a primeira que ele tinha, mas não era algo normal. Ele realmente parecia estar com um problema. Como sempre, fiz a inspeção: assaduras, barriga estufada, ouvido... o que será que está acontecendo? Ele estava arredio, se jogando para traz e com um semblante de muita dor e sofrimento. Dor aguda, como uma dor de ouvido grave. Dei remédio para gases e analgésico, na esperança que ele ficasse bem. Depois de alguns minutos ele dormiu. Na manhã seguinte ele foi para a escola e quando o peguei no final da tarde perguntei pelo comportamento dele: normal. Ué, se ele estivesse com o ouvido ruim, teria ficado manhosinho na escola. Aquela não era a
primeira vez que eu o entregava choroso na escola e elas me diziam que ele tinha passado o dia super bem e alegre.
Naquela noite, quando chegou a hora do B. ir dormir, ele começou a chorar, chorar, chorar, ficar vermelho, gritar e eu entrei em parafuso.
Naquele momento algumas fichas (que já estavam pairando na minha cabeça) começaram a cair.
Meu avô morreu há duas semanas e apesar de eu entender que aquilo era esperado, emocionalmente isto me abalou. Eu andava triste, com um bolo na garganta. Pouco chorei, mas estava bem para baixo, não estava bem.
Deitei com o B. na cama, procurei me acalmar e comecei a conversar com ele, calma e carinhosamente: Filho, você está chorando não é por você, é pela mamãe. A dor que você está sentindo não é sua, é minha. Fique tranquilo, está tudo bem. A mamãe está triste mas vai passar... etc etc etc.
Comecei a explicar para ele o que estava acontecendo, expliquei porque eu estava triste, garanti que tudo iria ficar bem, que tudo iria passar e que ele podia dormir calmamente que estava tudo em ordem.
Inacreditavelmente em menos de cinco minutos meu filho passou do desespero para o sono calmo e profundo. Aquilo me arrepiou.
Ai eu comecei um retrospecto e tudo para mim começou a fazer sentido...
Pena que perdi tanto tempo e causei tanto sofrimento aos meus filhos...
Hoje acredito que mãe e filhos ficam ligados animicamente por muito tempo. E neste período de forte ligação, o estado de espírito da mãe é sentido e vivido pelo filho, como se fosse dele. A nossa alegria, paz, ou tristeza e dor é sentida e vivida por eles que ainda não sabem bem qual a diferença entre a mãe e eles mesmos. Nós somos o parâmetro dos nossos pequenos, o termômetro das alegrias e perigos do mundo.
E fazendo uma retrospectiva, tudo isso faz muito sentido.
A gravidez do G., exceto por ele, no mais foi uma droga! Muita tensão, briga, medo, incerteza, falta de dinheiro, insegurança sobre o dia de amanhã, uma reforma enlouquecedora, ameaças de morte por parte de um pedreiro que trabalhou na obra, infinitas idas à delegacia, problemas, problemas.
Depois de tudo isso tive um trabalho de parto doloridíssimo de 43h. Eu sentia dor quando nem havia dilatação ainda. E foi muito cansativo.
Quando eu estava achando que a brincadeira tinha acabado (Batman, quanta ingenuidade!!!) ela estava só começando: quatro dias para o leite descer (e meu filho chorando de fome), depois peito cheiíssimo e dolorido, pega que doía (ou eu que estava muito sensível) e um menino que não me deixava descansar, só chorava, me mordia, chupava sangue e chorava mais um pouco.
Isto tudo foi me deixando cada vez mais descompensada, com RAIVA do meu filho, exausta, arrependida até o último fio do cabelo do dia que eu quis ser mãe, etc etc. O que, obviamente, só agravava a situação.
As coisas engrenaram mais após um tempo, me acostumei um pouco com a alta demanda do G., o peito deixou de doer depois de uns 20 dias, mas acho que meu filho ficou marcado com a gravidez tumultuada e com o começo horroroso que ele teve.
Quando engravidei do segundo (seis meses após o nascimento do primeiro), apesar de tudo eu e meu marido já nos esforçavamos por manter uma relação mais em paz. Nossos valores tiveram que mudar um bocado neste período e o casamento já era outro. Longe de ser perfeito, mas já era outro.
Consegui ter uma gravidez mais tranquila, com menos trabalho, desencanei da grana, não fiz reforma alguma e curti muito. Por curtir entendam simplesmente deixar a barriga crescer, sem pressa nem ansiedade.
No último mês de gravidez meu marido se afastou do trabalho e passávamos os dias juntos, caminhando para ajudar o bebê a descer, dormindo a tarde e fazendo passeios com o G.
B. nasceu em um parto muito mais fácil (apenas 24h, eh eh eh), mas onde eu consegui controlar a dor sozinha por mais de 18h, precisando de ajuda apenas nas últimas seis horas.
Ele nasceu, o leite desceu em 12h, ele mamada de golfar um monte, mamava e dormia, dormia, dormia.
Olhando para trás posso ver que as cólicas, as dores, os "issos e os aquilos" nada mais eram do que reações de meu filho às minhas dores e tristezas.
Sendo assim, recomendo às mamães que antes de dar funchicórea, luftal ou outro remédio aos bebês procurem ficar em paz, conversar com ele, ser sincera, chorar se tiver vontade, evitar ambientes carregados ou que tragam sentimentos ruins, procurar dar uma volta e arejar porque seu estado interno, hoje tenho certeza, se reflete no bebê.
bjs carinhosos
25 de setembro de 2008
AT HOME DAD
Eu vi essa série (japonesa) pela internet. He he he.
Foi muito divertida (acabou...). Tem várias dicas sobre comportamento e assuntos domésticos bem japonesas, mas legais.
O melhor é que a série quase acaba com a grávida falando que quer ter parto em casa.
Depois (no começo desse ano) teve um especial da série. E a moça teve o parto domiciliar com parteira. A parteira dá dicas de posições, de vantagens, de riscos. Achei bem legal e informativo.
Quem puder ver, veja.
Foi muito divertida (acabou...). Tem várias dicas sobre comportamento e assuntos domésticos bem japonesas, mas legais.
O melhor é que a série quase acaba com a grávida falando que quer ter parto em casa.
Depois (no começo desse ano) teve um especial da série. E a moça teve o parto domiciliar com parteira. A parteira dá dicas de posições, de vantagens, de riscos. Achei bem legal e informativo.
Quem puder ver, veja.
Doula no Japão
O que significa "doula"?
A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.
Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.
O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.
O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.
O que a doula faz?
Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.
A doula e o pai ou acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.
Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.
O que a doula não faz?
A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.
Vantagens
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
diminuir em 50% as taxas de cesárea
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
diminuir em 60% os pedidos de anestesia
diminuir em 40% o uso da oxitocina
diminuir em 40% o uso de forceps.
Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.
Para ter o acompanhamento de uma doula aqui no Japão, basta deixar seu comentário com seu endereço de e-mail que entraremos em contato.
Texto original aqui
A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.
Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.
O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.
O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.
O que a doula faz?
Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.
A doula e o pai ou acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.
Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.
O que a doula não faz?
A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.
Vantagens
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
diminuir em 50% as taxas de cesárea
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
diminuir em 60% os pedidos de anestesia
diminuir em 40% o uso da oxitocina
diminuir em 40% o uso de forceps.
Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.
Para ter o acompanhamento de uma doula aqui no Japão, basta deixar seu comentário com seu endereço de e-mail que entraremos em contato.
Texto original aqui
24 de setembro de 2008
Sobre o leite em pó, na China e em outros lugares
Vocês viram o caso do leite em pó na China?
Vários óbitos, vários internados, tudo por uma substância (melamina) que colocaram no leite pra ele parecer cheio de proteínas dos testes.
Absurdo, né? Eu concordo.
A amamentação salva! E não é só na China, não.
Uma mamadeira feita com água não potável, higiene precária, leite de qualidade duvidosa, todas essas coisas também matam bebês pelo mundo afora. No Brasil, por que não? Causa diarréia, desnutrição, obesidade infantil, cáries, entre muitas outras coisas!
Fora que mamadeira de plástico libera bisfenol-A (uma substância cancerígena que causa vários outros problemas), precisa lavar, blá blá blá e é super anti-ecológica.
Amamentando, a gente nutre nossos filhos de amor e de tudo o que eles precisam.
E doando leite materno, a gente salva vidas e distribui amor, contribuindo para um mundo melhor.
Vários óbitos, vários internados, tudo por uma substância (melamina) que colocaram no leite pra ele parecer cheio de proteínas dos testes.
Absurdo, né? Eu concordo.
A amamentação salva! E não é só na China, não.
Uma mamadeira feita com água não potável, higiene precária, leite de qualidade duvidosa, todas essas coisas também matam bebês pelo mundo afora. No Brasil, por que não? Causa diarréia, desnutrição, obesidade infantil, cáries, entre muitas outras coisas!
Fora que mamadeira de plástico libera bisfenol-A (uma substância cancerígena que causa vários outros problemas), precisa lavar, blá blá blá e é super anti-ecológica.
Amamentando, a gente nutre nossos filhos de amor e de tudo o que eles precisam.
E doando leite materno, a gente salva vidas e distribui amor, contribuindo para um mundo melhor.
16 de setembro de 2008
Indução
Falando mais sobre as intervenções no parto, vou falar sobre a indução.
No Japão, como no Brasil, é comum o uso de ocitocina sintetica. Entrou em trabalho de parto, toma ocitocina. Sei que na América do Norte e na Europa, também se usa uma pomada (que é feita de misoprostol, assim como o Citotec), pra começarem as contrações. Também há o descolamento de membranas.
Em alguns casos, a indução pode ser uma ajuda legal, por exemplo, quando há uma parada de progressão longa E risco de infecção, sempre em doses mínimas. E parar assim que as coisas normalizarem. Mas é completamente dispensável na maioria dos partos. Coloca-se pra que o parto termine logo, na maioria das vezes.
O ruim é que a ocitocina artificial, colocada no famoso sorinho, causa contrações MUITO fortes, muito dolorosas. Muito mais do que as contrações causadas pela ocitocina natural. Aí que vira uma bola de neve: a mulher sente muita dor, não pode mudar de posição (por causa do soro e da monitoração cardíaca fetal que precisa acontecer), precisa de anestesia, que leva a uma diminuição nas contrações e mais dificuldade pra sentir e se movimentar, e acaba terminando em cesárea ou um parto normal com fórceps, com episio, com qualquer coisa.
Além disso, o bebê precisa de monitoração constante, porque as contrações ficam fortes demais e pode causar algum estresse no bebê.
Em mulheres com cesárea prévia, o uso precisa ser MUITO controlado, porque as contrações muito fortes podem causar uma ruptura uterina.
Pra começar um trabalho de parto que "nunca começa", usa-se o misoprosol em pomada ou comprimido. Mas há o descolamento de membrana, que é um método muito menos agressivo, mas que continua sendo indução e precisa ser usado com cautela.
O ideal é esperar que a mulher entre em trabalho de parto, que o trabalho de parto evolua naturalmente, que a placenta saia sozinha.
Infelizmente, nem sempre a gente consegue não aceitar essa "ajudinha".
No Japão, como no Brasil, é comum o uso de ocitocina sintetica. Entrou em trabalho de parto, toma ocitocina. Sei que na América do Norte e na Europa, também se usa uma pomada (que é feita de misoprostol, assim como o Citotec), pra começarem as contrações. Também há o descolamento de membranas.
Em alguns casos, a indução pode ser uma ajuda legal, por exemplo, quando há uma parada de progressão longa E risco de infecção, sempre em doses mínimas. E parar assim que as coisas normalizarem. Mas é completamente dispensável na maioria dos partos. Coloca-se pra que o parto termine logo, na maioria das vezes.
O ruim é que a ocitocina artificial, colocada no famoso sorinho, causa contrações MUITO fortes, muito dolorosas. Muito mais do que as contrações causadas pela ocitocina natural. Aí que vira uma bola de neve: a mulher sente muita dor, não pode mudar de posição (por causa do soro e da monitoração cardíaca fetal que precisa acontecer), precisa de anestesia, que leva a uma diminuição nas contrações e mais dificuldade pra sentir e se movimentar, e acaba terminando em cesárea ou um parto normal com fórceps, com episio, com qualquer coisa.
Além disso, o bebê precisa de monitoração constante, porque as contrações ficam fortes demais e pode causar algum estresse no bebê.
Em mulheres com cesárea prévia, o uso precisa ser MUITO controlado, porque as contrações muito fortes podem causar uma ruptura uterina.
Pra começar um trabalho de parto que "nunca começa", usa-se o misoprosol em pomada ou comprimido. Mas há o descolamento de membrana, que é um método muito menos agressivo, mas que continua sendo indução e precisa ser usado com cautela.
O ideal é esperar que a mulher entre em trabalho de parto, que o trabalho de parto evolua naturalmente, que a placenta saia sozinha.
Infelizmente, nem sempre a gente consegue não aceitar essa "ajudinha".
12 de setembro de 2008
Ser mãe...

Hoje quero compartilhar com vocês um texto que recebi e que gostei muito.
Um otimo final de semana a todas!
Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas...'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer.
Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.
Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?'
Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar.
Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote.
Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua
disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina.
Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino num Fast Food se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver
seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar talco num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
'Você jamais se arrependerá', digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.
Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.'
EPISIOTOMIA? Não obrigada!
Episiotomia (ou pique, como é mais conhecida) é um corte realizado entre a vagina e o ânus, que TEORICAMENTE, serve para ajudar a mulher a não ter uma laceração e facilitar a passagem do bebê.
A episiotomia é hoje é um procedimento rotineiro, realizado em geral, sem o consentimento da mulher, e existem muitas discussões a respeito da sua eficácia e real necessidade.
Os médicos das maternidades aqui no Japão, aplicam este procedimento em todas as primigestas, salvo poucas exceções, e é isso que gostaria de expor neste post: Porque não questionamos e refletimos sobre a real necessidade de episio nos partos normais?
Quando não há episiotomia no Parto Normal, existe a possibilidade de acontecerem lacerações espontâneas de primeiro grau, lesão de pele e mucosa, que é de 40%, ou de segundo grau, lesão de músculos, que é de 16%.
Pode parecer coerente abrir um corte retinho pra evitar o rasgo enorme em ziguezague que certamente se daria, não é verdade?
Não. Se você tem 60% de chances de NÃO ter uma laceração nenhuma, e 84% de NÃO ter grau 2, vai deixar cortar pra que?
Você pode dizer: É mais esse é um risco que EU NÃO quero correr!
Claro, você tem todo direito, desde que isso seja uma OPÇÃO e não uma IMPOSIÇÃO para você.
A laceração acontece em tecidos menos inervados, mas é de cicatrização muito mais simples e menos dolorosa. Uma laceração espontânea é NADA perto de uma episiotomia.
A episiotomia não respeita vasos, não respeita feixes nervosos, não respeita nada, e precisa de 15 a 20 pontos para fechar. Ela é uma laceração gigante e INTENCIONAL...
A episiotomia pode ser um recurso necessário, mas é quase uma cesárea, um ato cirúrgico do qual se pode lançar mão quando a natureza não está ajudando.
Escolher a episiotomia só mesmo quando o parto chegou num ponto insustentável. E VOCÊ, só você vai saber se chegar nesse ponto.
Para mim episiotomia de rotina é lesão corporal!!!
Você tem opção, porque o corpo é seu. Converse com seu médico e quando fizer seu plano de parto diga-lhe:
- Doutor, aconteça o que acontecer, você só vai me cortar se o bebê estiver com estresse fetal ou se eu pedir, de resto, deixe lacerar.
Tenha certeza de que a recuperação será muito melhor...
Palavra de quem teve dois partos naturais em casa: sem pique, sem laceração e com uma ótima recuperação pós-parto.
A episiotomia é hoje é um procedimento rotineiro, realizado em geral, sem o consentimento da mulher, e existem muitas discussões a respeito da sua eficácia e real necessidade.
Os médicos das maternidades aqui no Japão, aplicam este procedimento em todas as primigestas, salvo poucas exceções, e é isso que gostaria de expor neste post: Porque não questionamos e refletimos sobre a real necessidade de episio nos partos normais?
Quando não há episiotomia no Parto Normal, existe a possibilidade de acontecerem lacerações espontâneas de primeiro grau, lesão de pele e mucosa, que é de 40%, ou de segundo grau, lesão de músculos, que é de 16%.
Pode parecer coerente abrir um corte retinho pra evitar o rasgo enorme em ziguezague que certamente se daria, não é verdade?
Não. Se você tem 60% de chances de NÃO ter uma laceração nenhuma, e 84% de NÃO ter grau 2, vai deixar cortar pra que?
Você pode dizer: É mais esse é um risco que EU NÃO quero correr!
Claro, você tem todo direito, desde que isso seja uma OPÇÃO e não uma IMPOSIÇÃO para você.
A laceração acontece em tecidos menos inervados, mas é de cicatrização muito mais simples e menos dolorosa. Uma laceração espontânea é NADA perto de uma episiotomia.
A episiotomia não respeita vasos, não respeita feixes nervosos, não respeita nada, e precisa de 15 a 20 pontos para fechar. Ela é uma laceração gigante e INTENCIONAL...
A episiotomia pode ser um recurso necessário, mas é quase uma cesárea, um ato cirúrgico do qual se pode lançar mão quando a natureza não está ajudando.
Escolher a episiotomia só mesmo quando o parto chegou num ponto insustentável. E VOCÊ, só você vai saber se chegar nesse ponto.
Para mim episiotomia de rotina é lesão corporal!!!
Você tem opção, porque o corpo é seu. Converse com seu médico e quando fizer seu plano de parto diga-lhe:
- Doutor, aconteça o que acontecer, você só vai me cortar se o bebê estiver com estresse fetal ou se eu pedir, de resto, deixe lacerar.
Tenha certeza de que a recuperação será muito melhor...
Palavra de quem teve dois partos naturais em casa: sem pique, sem laceração e com uma ótima recuperação pós-parto.
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