31 de outubro de 2008

Carina Ishimura - Shizuoka



Olá, me chamo Carina, moro em Hamamatsu (Shizuoka), tenho 29 anos e sou casada a 12 anos e sempre quis ter filho...
Resolvemos que iríamos ter um bebê, isso foi em 2006, no final de agosto eu engravidei.
Fiz um teste de farmácia e no dia seguinte fui ao médico, o médico fez o exame de urina e deu positivo, só que no ultrassom ele disse não ter visto nada e mandou eu voltar na próxima semana.
Na semana seguinte, mesma coisa, não havia nada e já comecei ficar preocupada.
Na outra semana, mesma coisa, aí o médico disse que poderia ser uma gravidez extra uterina, que o bebê podia ter sido gerado nas trompas e fiquei muito preocupada.
Continuei trabalhando normalmente, só não pegava peso.
Até que um dia senti que estava sangrando, fui no médico e o médico disse que não tinha mais nada no meu ventre, fui no hospital e a médica de lá disse a mesma coisa e me examinou e disse que não seria necessário fazer curetagem, perguntei quando poderia tentar engravidar e ela disse pra eu esperar 3 menstruações, fui pra casa arrassada, me sentindo a pior das mulheres!!!
Passaram-se os 3 meses e começamos a tentar novamente.
Eu logo engravidei. Fiz teste de farmácia e deu positivo fui ao médico e estava grávida, mas não deu pra ver no ultrasom. Fiquei muito preocupada. = (
A médica mandou eu ficar de repouso em casa.
Na semana seguinte, fui ao médico e pude ver meu bebê, fiquei muito feliz que havia conseguido engravidar!!!
Fiquei os 2 primeiros meses em casa de repouso e logo em seguida voltei a trabalhar.
Estava bem e minha médica autorizou eu voltar a trabalhar.
Tive um pré natal tranquilo, um pouco inchada, mas não tive enjoôs, apenas um mal estar que toda vez que eu comia passava...
Conclusão: engordei muito no começo da gravidez, comecei a fazer caminhadas de meia hora e foi muito bom eu ter voltado a trabalhar, eu estava exatamente com 3 meses entrando pro 4 mês.
Nesse período, fiquei sabendo que era uma menina, meu marido ficou radiante, porque ele queria muito uma menina e eu também, já tínhamos até o nome definido: Mariana!
Trabalhei até os 5 meses, pois tive uma inflamação nas varizes, e tive que parar de trabalhar (se dependesse do chefe eu ia parir lá na firma)pois meu serviço era em pé e com o peso. Enfim, eu tive que parar porque não tive escolha...
Fiquei uma semana no hospital, no soro sem poder caminhar, só deitada, foi horrível, fiquei muito deprimida no hospital...
Depois que saí do hospital fiquei em casa, estava muito quente e fui preparando as coisas da Mariana que estava a caminho. Tive que ficar um tempo de repouso por causa das varizes, mas depois foi só tranquilidade.
Descansei bastante, mas não sentia tanto sono como a maioria das grávidas, era muito ativa.
Quando estava no oitavo mês me mudei pra um apartamento maior, aí pude ter espaço pra arrumar as coisas da Mariana, enfim, chegou o último mês de gestação e estava sem nenhum centímetro de dilatação, nenhum sinal de contração, nada...
A médica colocava remédio pra dilatar, mas nem assim eu dilatei, a Mariana estava previsto pra nascer dia 12 de novembro, no dia 14 às 9 da manhã me internei e fiquei no soro com remédio pra dar as contrações.
Fui acompanhada da minha cunhada que também estava grávida de 5 meses...aí fiquei no soro e as contrações foram de pouco a pouco, como uma cólica.
Almocei e as contrações foram aumentando...
Às 18:00 minha bolsa rompeu, liguei pro meu marido que estava no trabalho e ele saiu e foi no hospital e minha cunhada foi pra casa fazer janta pro marido e filha.
A dor só aumentando e aumentando, e dilatei bem pouco, até 3:00 da madrugada eu estava com 4 cm de dilatação, meu marido exausto de fazer massagem em mim, ligou para meus pais que foram lá ajudar com as massagens.
Eu já estava caminhando com muita dificuldade pois as contrações davam pausa de 5 minutos, sei lá, era muito perto uma da outra, eu achei que ia morrer e não ia conseguir parir...
Às 6 da manhã fui pra sala de parto acompanhada da minha mãe que por sinal me ajudou muito!
Fiz força 3 ou 4 vezes, não me lembro, e às 6:20 minha pequena nasceu.
Lembro que na hora que mandaram fazer força eu achei que não doeu tanto, antes de nascer doeu bem mais...
A minha pequena nasceu pequena 2626 gramas, 49 cm, mas com saúde graças à Deus!
Na hora que ela nasceu, eu nem acreditei que havia conseguido parir, mal tinha forças pra pegar ela de tão exausta que eu estava, mas depois comecei a chorar de emoção...
Estava muito ansiosa pra amamentá la pois já tinha leite, quer dizer, o colostro já estava saindo...
Amamentei ela no dia seguinte, meus seios estavam cheios e duros, e a enfermeira fazia massagem e me ensinou ordenhar pra aliviar o inchaço...
Amamento até hoje, ela está com 11 meses. No começo é cansativo, mas vale a pena...
Depois de passar por tudo isso, pretendo ter mais um bebê.
A maternidade nos amadurece e nos torna mais forte pra enfrentar o dia a dia no Japão que é tão estressante, mesmo tendo que me desdobrar, vale a pena cada sorriso no rosto do seu filho...
Eu hoje sou mais feliz...

30 de outubro de 2008

Franciely Tsuchiya - Mie



Antes de tudo, não, meu parto não saiu como o planejado!
Mas foi MARAVILHOSO!

Será que eu posso dizer que uma cesariana é plano B ?
Acho que no meu caso só não a considerei plano Z, porque foi HUMANIZADA!

Na verdade meu relato tem uma história extremamente longa mas que pode ser contada em pouco tempo e com poucas palavras, os detalhes foram maravilhosos e muito importantes pra mim, mas isto não vem ao caso, o que quero passar é a história em si, e dizer como foi comigo, como tudo aconteceu.

Então vamos lá:

Passei a noite inteira tendo contrações leves, a primeira que não me deixou mais dormiu ocorreu 7 horas da manhã, e assim foi se sucedendo.
Todos sabiam que eu queria ter o bebê em casa de parto normal (diferente de vaginal, que o bebê passa pelo canal mas podem existir diversas intervenções, assim deixando de ser normal).
Então fui preparar (toda feliz, conciente, confiante e determinada) o kit parto, a casa, a banheira, enfim, tudo!
E assim eu passava o tempo, num clima maravilhoso (velas cheirosas para todo lado) e entre banhos, imersões, concentração e bola suíça.
Tudo estava sob controle e eu conseguindo passar por todas as contrações numa boa, às vezes algumas muito forte e outras (quando estava no chuveiro) quase que imperceptíveis, mas não dei um gemido se quer, não sei, não é meu estilo, não conseguia gemer, só respirava, contava, agachava e esperava passar. E a cada contração um sorriso a mais: - Ufa! Uma a menos! hehe Mas totalmente ciente de que o processo demora e que eu não deveria ter pressa, ok resolvi relaxar, me entregar e assim foi.
A cada chuveirada um exame de toque, no começo felicidade em sentir o colo do útero se abrindo e chegar ao terceiro centímetro, depois a infelicidade de não sentir a evolução.
As horas foram se passando e eu já estava um dia e uma noite inteira com as contrações e os (só) 3 centímetros de dilatação.
O Maurício sempre por perto, mas não muito, preferia me isolar para concentrar melhor. Mas ele sempre me servia umas migalhas (porque quem consegue comer nestas horas, né?! rs) e bebidas leves e nutritivas, além de me dar todo o suporte e já ter faltado um dia de trabalho, e ah! Cansado, muito cansados (nós).
E aí que passei para o segundo dia e noite inteiros e nada de mudar o corpo.
Gente, eu fiquei QUARENTA E CINCO HORAS (45 hs) em casa e nada do bebê apontar a cabeça. Eu juro que se ele aparecesse eu ía entrar na banheira e expulsar, mas hãn, NADA! * rs*
Depois disto resolvi ir pra Clínica, mas olha, confesso que fui vencida pelo cansaço, já era o terceiro dia sem dormir... impossível! E ainda com dor, quem consegue?? hehe
Mas estava tudo extremamente suportável, numa boa, pelo menos pra mim. Mas eu vía que o Maurício estava beeem preocupado e ainda faltando serviço, né! E se o bebê demorasse mais alguns dias, aff! hehe

Fora do meu lar eu realmente não consegui suportar igual. Se a cada contração eu pudesse fazer meus métodos como havia feito até então, tranqüilo! Mas na clínica há um termo de responsabilidade com o paciente e eles precisam monitorar os batimentos cardíacos do bebê.
Foi aí que começou a ficar difícil, deitada, cheia de treco é impossível suportar. Eu sentia que me abalava e com isto estava abalando o bebê, o coração dele foi ficando fraco (e eu sabendo o porque... era aquela máquina).
Bom, minha médica me deu 2 opções: Ou cesária e acabou! Ou induzir o parto, dobrando o sentimento da dor e mesmo assim a incerteza da dilatação para a expulsão (só que com aquela dor naquela máquina o bebê já estava em perigo então optar por esta seria esperar nascer e interná-lo).
O Maurício me pediu cesária, disse que já havíamos feito de tudo e que não tinha mais que provar nada! E meu medo de perder nosso primeiro filhinho!
Ok! Lá fui eu para a cesária e fim da história! hauahuaua

A Cesária:
Estou no Japão e não esqueçam do problema com o idioma, né?! hehe Então!
Minha clínica é ótima, só mulheres e por isto escolhi aquela. Conversar sobre medicina em japonês fica bem difícil, por isso resolvo tudo em inglês com minha médica (ainda bem que ela é chique e fala inglês... he).
Me senti sem opção e pressionada a esta opção, então resolvemos humanizar!
Meu bb não foi aspirado e já foi levado direto pra mim saber o sexo e beijá-lo!
Após semi-limpo... he ele foi entregue nas mãos do Maurício que já o levou direto pro quarto, pra nós!
Logo atrás fui eu com a cama que já ficaria no nosso quarto!
O corte foi super pequeno, na horizontal e sendo a última camada colada e usados grampos que tirei em 5 dias, ficou ótimo e já está desaparecendo!
Deixei a Clínica em 3 dias! Hj meu filho tem 8 dias e perdi 10 kilos! hehe

OBS: Meu bb nasceu de 42 semanas e 3 circulares de cordão (ao redor do pescoço)!
Fiquei 56 horas em trabalho de parto com apenas 3 centímetros de dilatação.
Eu ainda continuo sem entender o porque não abri! hehe
E ainda acho que todas as mulheres deveriam ter parto normal e que optar pela
cesária é facilitar pro lado da mãe... mas olha meu caso! Hãn!
Sem mais comentários!!! haha

Fran com carinho

Juliana Aso - Mie

Até que enfim depois de exatas 41 semanas, pari!
Até às 38 semana tudo estava indo muito bem até meu médico resolver me transferir de hospital porque ele disse que eu tinha engravidado "muito acima do meu peso", e o bb tava muito grande, caso precisasse fazer cesárea, seria muito perigoso, pois ele considerava meu caso de gravidez de alto risco e o hospital não tinha UTI neonatal caso acontecesse algo para a criança, e resolveu escrever uma carta, e me encaminhou pro hospital kenritsu byoin.
Chegando lá, começou o meu desespero.....nossa, o médico me crucificou!!
Sabe-se lá o que tava escrito de tão grave naquela carta que o médico fez um rebuliço em torno das minhas últimas semanas de gravidez e quica, de vida.
Disse que eu corria sério risco de vida caso tivesse que fazer cesárea, que os riscos eram muito grandes (envolvia má cicatrização podendo evoluir para um quadro de infecção, um monte de coisas). Disse que por estar muito acima do peso...

Resumindo, acabou comigo e por um breve instante me fez acreditar que eu estava realmente condenada a morte.
Aí fez os exames de praxe e disse que eu NÃO TERIA escolha, teria que ter parto normal, caso contrario poderia morrer, e todas as seguintes consultas era o mesmo papo.
Voltava arrasada pra casa.
Fiquei uns minutos arrasada, mas resolvi ir pra internet pra estudar o meu caso e o meu real risco de vida. Conversei com varias pessoas da área no BR e li muita coisa, e a conclusão foi de que era exagero demais pra minha real situação.
Não condeno o infeliz do médico que pegou o meu caso, mas sim o infeliz do médico que ESCREVEU a tal carta, pois o último médico só estava se baseando no relato do colega dele, afinal, ele não me acompanhou no pré-natal. A única coisa que ele sabia a meu respeito era o conteúdo daquela maldita carta.
Li, pesquisei e resolvi levar tudo na brincadeira né?
Se fosse outra pessoa tinha pirado ou tinha entrado em depressão...
Com 39 semanas ele resolveu que eu deveria me internar porque o parto deveria ser induzido, porque a criança tava muito grande e ele tinha descartado qualquer possibilidade da tal cesárea porque CESÁREA = MORTE...
Fui segunda feira de mala e cuia pro hospital e começou a me dar comprimidinhos de 6 em 6h para dar contração....e NADA!
Na minha cabeça, eu iria pro hospital, ele iria me colocar no soro com ocitocina, iriam vir as contrações e eu iria parir, se não no mesmo dia, no mais tardar no dia seguinte...que decepção!!!
No dia seguinte, comprimidinhos de novo !! Na segunda noite no hospital, ele me disse que na manhã seguinte iria entrar com o soro. Fiquei feliz e pensei, amanha nasce!!!
Quando acordei, veio a infeliz da enfermeira com as balinhas (comprimidinhos) de novo ai eu quase surtei. Disse que o médico havia me dito que iria me dar soro, e que eu queria falar com ele. Quando meu marido chegou no hospital, tive que ouvir elas perguntarem a ele se eu entendia bem japonês (porque elas achavam que eu tinha entendido errado o que o médico havia me dito)...Santa paciencia!! Modéstia a parte, meu nihongo é bem melhor que o do meu marido, ainda mais em se tratando de coisas de hospital!!!!
Tomei as balinhas muito a contra gosto. A noite, encontrei o tal médico por acaso no corredor e falei um monte pra ele. Ai ele me disse que não dava pra colocar o soro porque a criança ainda não tava encaixada e tava muito em cima, se ele colocasse o soro, o que poderia acontecer era de eu ter contrações e não ter dilatação e ter que fazer CESÁREA de urgência que significava CESÁREA=MORTE...
aí eu disse pra ele me dar alta que eu queria ir pra casa e que não iria tomar mais balinha nenhuma. Eu disse que estando ali no hospital só deitada, ai e que o bb não iria encaixar mesmo, porque eu tava de repouso, precisava caminhar, me exercitar. Como ainda estava nas 39 semanas, ainda tinha tempo pra esperar em casa.
Na manhã seguinte, ele me deu alta. Fui direto pro Nishiyama koen subir o morro pra ver se o bb baixava e começavam as contrações...
E assim foi a semana:dia após dia subindo morro, caminhando na rua e nada!
Fora que o boato se espalhou que eu já tinha parido!! Teve gente que até já tinha visto o bb, tu acredita???
O K. me ligou parabenizando porque o povo tinha dito pra ele que já tinha nascido, que era enorme, que era minha cara...que povinho mau-caráter....kkkkkk.....
Entrei nas 40 semanas e nada!
O mau humor começou a aumentar, o telefone não parava de tocar, o povo pressionando com aquela entonação na voz de preocupação.
Aí sempre encontra alguem na rua que conta que na família, o bb morreu porque passou do tempo, etc.... só rindo viu!!!!
No fundo eu ficava pensando: gente que não tem semancol né, falar essas coisas, me poupe!!!
A previsão era de nascer no dia 12, sexta-feira. Ah, detalhe, meu parto TINHA QUE SER NORMAL, mas não poderia ser nem sábado, nem domingo e nem feriado porque não tinha equipe médica suficiente para acompanhar...
Tive que ouvir isso ainda!! Olha, só rindo viu!!! O médico tinha marcado consulta pra mim na sexta dia 19 ao meio dia.
Iria monitorar o bb e decidir a minha internação para segunda-feira, para induzir de novo, caso não baixasse, ele iria arriscar induzir pois já tinha entrado nas 41 semanas...
Mas como Deus existe, e tudo está no tempo Dele, na quinta-feira meia-noite, fui ao banheiro e ao me limpar saiu sangue. Fiquei meio assim. Esperei um pouco e me limpei de novo, saiu mais sangue, Acordei meu marido e disse pra ele ligar pro hospital. Eles pediram para eu ir, pois tinha começado a entrar em TP.
Fui tomar banho, depois começaram as dorezinhas leves nas costas. Cheguei no hospital 2 e pouco da manhã. Nem levei mala nem nada, aliás nem tinha reorganizado a mala. A enfermeira me examinou e disse que tava com 1 dedo e meio dilatado (o medico havia dito que eu já tava 2 dedos e meios dilatados no inicio da semana, mas tudo bem)
Meu marido voltou com a Mariana pra casa e fiquei no hospital. Às 7 da manha a dor começou a pegar. Liguei pro meu marido ir logo e levar a bola suiça, que eu tinha comprado, pra ajudar a encaixar o bb, e ajudar também nas contrações. Meu marido chegou eram 9 e pouco e eu já tava na cadeira de parir com 8 dedos e morrendo de dor. Como eu havia estudado muiiiiiiiiiiiito , eu controlava a dor na respiração e sempre me vinha uma frase que eu havia lido na cabeça:
" SEJA AMIGA DA DOR, NÃO LUTE CONTRA ELA, DEIXE ELA VIR PRA ELA IR"'...
E meu marido me massageando as costas, e a parteira, uma cavala grossa que eu odiei...
Assim fomos, ate que às 12:09h de sexta-feira, quando completava exatamente 41 semanas o Pedro nasceu ( bem no horário em que eu tinha consulta com o medico). Falando em médico, tu acha que ele apareceu no meu parto???
Nem passou perto aquele infeliz...
Mas Gracas a Deus o Pedro nasceu de parto totalmente natural.
Não teve nem episiotomia, nem laceração e nem minha hemorróida saiu!!! Tudo graças ao controle da respiração!!!!
Nasceu com 3.922kg e 51cm....praticamente criado né!!!
Agora estou em casa, feliz da vida com meu bebe e NÃO MORRIIIIIIIIII !!!!!KKKKKKK

Juliana de Fukui - Takefu

Pamela Ematsu - Tochigi



Ola...
Me chamo Pamela moro em Tochigi-ken, Otawara-shi.
Tive minha primeira filha, Nanami Vitória, aqui no Japão e sou mãe solteira.

Meu pré-natal foi super tranquilo, não tive nada de diferente.
Com 3 meses o pai da minha filha "vazou" e até hoje nunca viu a filha!
Em compensação, sempre tive apoio de meus pais...

Quando fiquei gravida a firma em que trabalhava me "infernizou" até eu sair. Nessa epoca eu morava em Yokohama.
No começo eu passei mal com enjoos e estress 24 hrs por dia.
Ainda bem que um amigo abriu em restaurante e fui trabalhar com ele até voltar para casa de minha mae...

No 4º mes passaram o enjoos, e depois já na casa de minha mae arrumei um emprego e trabalhei ate 8 meses...

Ate uns 6 meses, eu fazia 3hrs de zangyo, depois so teiji de seguna a sexta-feira.
Depois que me mudei acabou o estress que sentia.
Mais sentia muitas ondas emocionais: as vezes chorava só de ouvir que minha filha ia ficar sem o pai.
As vezes mandava toma no **...

Meu preparo foi a net em sites brasileiros e japoneses...
Me preparei misturando os dois jeitos...

O hospital me ofereceu 3 cursos durante a gestação e participei de todos!
Eu adorava andar de bicicleta, e andei até 2 dias antes de minha filha nascer!!!
Caminhava muito. Ia fazer compras a pé. Aliás levei minha vida normal!
Tomava muita agua também...

No fim da gestação, apenas ansiedade, mas senti que estava preparada para chegada de minha filha. Penso que tinha minha mae e não tenho problemas com a lingua japonesa.
Então facilitou muito tudo.

Minha médica foi ótima! Bom na medida do possivel...
Nos hospitais os medicos só vem na hora que vai nascer mesmo, pois tem mais gestantes a espera de pré-natal...

Mas as enfermeiras me deram um super apoio!
Minha mãe ficou comigo até quase na hora de nascer, mas saiu depois...

Meu parto foi super tranquilo...
Minha internacao já estava marcada para induzir, mas cheguei ao hospital sem o tampão e com 4cm de dilatacao, sem dor e não foi preciso fazer indução...rs

Tive 3 horas de dor....só achei muito cansativo porque as dores aumentaram muito rápido por ter dilatacao completa muito rápido...
Mas foi tudo muito tranquilo...

Tive um pós parto bom...sentia um pouco de dor, mais normal...
No geral foi super tranquilo...

Bom é isso ai... acho que não vai ajudar muito...rs
Pamela Ematsu - Tochigi

29 de outubro de 2008

Diana Budreckas - Shizuoka


No dia 06 de fevereiro eu e o Lê levantamos e fomos ao hospital na consulta de pré-natal. Chegando lá fiz o exame de urina e fui fazer o NST. Fiquei quase uma hora na salinha eu, o Lê e o Jô(meu mininho mais velho).
Depois fui me consultar com o medico, e para minha surpresa, era uma medica!
Ela fez minha ultrassom e foi medir minha dilatação, já que estava de 39 semanas e não tinha mudado muito estava com 4 cm. Fomos conversar e a médica me perguntou se eu queria me internar para induzir o parto e eu com medo disse que não, disse que queria que nascesse natural. Eu não queria induzir mas a medica falava que minha placenta estava ficando velha já, e que estava branca mesmo.
Eu não quis me internar então resolvemos que se ele não nascesse até o dia 14 eu iria me internar....
Fomos embora e fiquei sentindo um pouco de dorzinha, mas pra mim era normal pois, sempre que o medico me fazia exame de toque, sentia dor depois, mas essa dor continuou durante a noite toda, só que não me incomodava, e era de 5 em 5 minutos (já eram contrações).
Amanheceu tomei banho acordei o Lê e disse pra ele então resolvemos ir para o hospital liguei pra Alice(tsuyako) e ela me disse pra ir com as malas já, liguei na creche pra ficar com o Jô(shin ei landia) e fomos deixa-lo lá.
Logo depois fomos ao hospital. Eu estava nervosa, chorando por ter deixado o Jô na creche...pois eu não queria deixa-lo lá, queria que fosse comigo (mas ele não poderia neh??)
Chegando ao hospital fui para a maternidade e encontrei com uma colega que estava indo fazer o exame do pezinho do bebê dela. Eu estava nervosa, e ela e o Lê estavam tentando me acalmar me dizendo que não é a pior dor do mundo.
Fui fazer o exame estava com 6 cm de dilataçao então me internaram isso eram umas 9:30 da manhã na sala pré parto, e o Lê ficou do meu lado.
Nossa, as enfermeiras eram um amor! Toda hora vinham medir minha dilatação, pediam desculpas, com licença.
Lá pelas 3 da tarde, chegou uma japonesa em trabalho de parto, nossa como ela sofria chegava a gritar...
Logo depois que nasceu o nene da japa, a medica me chamou para estourar minha bolsa nessa hora eu estava com 8 cm de dilatação. Elas falavam que estourando minha bolsa era mais rapido de dilatar isso era umas 4:20.
Depois que estouraram minha bolsa fui direto para a sala de parto.
Chegando lá, me colocaram o soro, chamaram a Alice e falaram para o Lê ir buscar a nossa camêra. A sala estava cheia de pessoas, (enfermeiras, parteira e a médica)e o Lê a meu lado, só que eu não estava sentindo dor (a dor do parto) então elas falavam assim:
- Quando vier a dor vc faz força...
Mas eu não estava sentindo dor então comecei a inventar uma dor na minha cabeça e fazia força e nada dos meus 2 cm de dilatação dilatar e o Lê já estava ficando preocupado pois já fazia mais de 1 hora que eu estva lá e nada!!!
Pedia agua e o Lê com toda paciência me dava na boca.
E como é diferente do Brasil, eu pedi para eles trocarem aquele lugar onde apoiamos a perna pois não estava conseguindo fazer força naquela posição e trocaram por aquele normal de quando vamos ao GO e nada do Lipinho nascer.
Então a medica Okada sensei resolveu trocar dinovo e nada e ela me dava anestesia no colo do utero dizia que era para amolecer e nada e eu olhava para as enfermeiras falava que não ia conseguir e elas me diziam que eu era capaz. Olhava para o Lê e ele ali me dando forças, foi quando a medica me mandou ficar de cocoras, e quando fiquei e fiz força uma vez, na segunda vez eu me lembro que senti uma tontura, e uma enfermeira balançou a cabeça dizendo pra mim que não, que eu não desistisse, que eu ia conseguir. Foi ai que a parteira viu a cabecinha do nenê, e todos ficaram felizes e pediram para eu deitar que estava quase nascendo.

Logo depois eu comecei a sentir os puxos, e foi ai que comecei a sentir a "dor mesmo" e não demorou nem 5 minutos e vlup, o Fillipe nasceu!
Todas enfermeiras vibravam e falavam pra mim fazer o "hahahaha" e eu não conseguia pois a emoção tomava conta de mim e do Lê e era um "chororo' só, um momento único de felicidade que jamais será esquecido...
Perguntei se ele era perfeitinho e fomos para a sessao de fotos... rsrsrs
Tirar a primeira fotinha com papai e mamae e a medica me costurando logo depois pedi para amamentar meu menininho que estava chorando e elas me deram ela e nisso chegou o medico que fez o meu pré natal (Utsuu sensei)
Foi me dar os parabens e falar que todos ficaram impressionados pois eu não gritava e nem gemia de dor estava calma e tranquila...
Fiquei 2 horas ainda na sala depois veio 2 enfermeiras me limpar e me levar ao quarto para descansar!!!
Foi assim...
Ahhhh!!! Esqueci de colocar o horario mais o Lipe nasceu as 18:03 no hospital Seirei Mikatabara, momentos que jamais serão esquecidos...
Estamos planejando agora outro bebe, uma menina, sera que consigo???
Meu sonho é ser mae de uma menina so tenho homens...rsss
Diana Budreckas - Hamamatsu

28 de outubro de 2008

Vanda Menegatto - Mie



Eu tive dois partos aqui no Japão.
Minha primeira gravidez me pegou de surpresa, no começo tive medo de ficar aqui, por que não conhecia quase nada por aqui, mas resolvi ficar porque não dava pra ir os dois embora, e durante o pré natal fui me sentindo mais segura.

A maior parte das informações eu pegava na Internet e com algumas amigas que já tinham tido bebes.
Na clínica o medico perguntava se tínhamos duvidas e respondia, mas a gente e que não dominava a língua japonesa, então eu recorria aos livros, revistas, Internet, amigas e família.

Minha gravidez foi tranquila, pois em partes, até gostei de estar sozinha longe de palpites... rs
No final só tinha medo de não saber a hora certa de ir para o hospital e de estar sozinha em casa, graças a Deus a bolsa rompeu num sábado a noite e meu marido estava comigo.

Na segunda gravidez também começaram as contrações numa terça a noite e meu marido estava em casa, na hora a gente sabe.
Os dois partos foram normais, na mesma clínica.

No primeiro tive episiotomia e forceps, no segundo só episiotomia.
Tenho duas amigas que tiveram seus bebes na mesma clínica e não tiveram a episiotomia e eu ficava me perguntando porque só eu tive, será porque eu não estava fazendo força na hora certa e tava gritando muito, e o medico resolveu `ajudar´???
Mas fora isso e o fato de não deixarem amamentar o bebe na hora que nasceu, do resto eu gostei do tratamento.

Tenho um casal e pretendo parar por aqui(rs), mas se ficasse grávida de novo, eu iria pensar em parto domiciliar que achei o máximo, só falta a coragem e pessoas para ajudar.

Vanda Menegatto - Mie

27 de outubro de 2008

Exercitando-se! " Kegel "

O exercício pélvico só traz vantagens para as mulheres. Um bom parto normal e ótimo desempenho sexual!
Uma mulher que pratica o kegel não tem problemas sexuais e garante um parto normal sem a episiotomia (corte na vagina para a saída do bebê) e sem a episiorrafia (costura da episiotomia e/ou laceração).
Aprenda e se garanta!
Exercícios Kegel é o nome de um determinado tipo de exercício físico que foi criado por Dr. Arnold Kegel, e que tem como finalidade fortalecer o músculo pubococcígeo.
Este exercício consiste na contracção e descontracção destes músculos, que são por vezes nomeados músculos de Kegel, numa referência ao exercício. O objectivo deste é restaurar o tónus muscular e força do músculo já referido de modo a prevenir ou reduzir problemas do pavimento pélvico e aumentar a gratificação sexual.

Exercícios - Kegel
Kegel é o nome dado à exercícios de contração e relaxação dos músculos da vagina e períneo(a área entre a vagina e o ânus). Esses exercícios ajudam na preparação para o parto(ajudam você a "empurrar" melhor) e também aceleram na recuperação dos músculos que suportam a bexiga, vagina e uretra. (a bexiga armazena urina, a qual deixa o seu corpo através da uretra). Praticando Kegel, não só você está ajudando na recuperação pós-parto, como está ajundando na prevenção de uma futura incontinência urinária e também a sua vida sexual.

Como praticar?
Primeiro, tente começar quando você está urinando. Comece a urinar e pare o xixi, comece e pare. Assim você poderá saber melhor quais são os músculos que serão exercitados.Quando você não estiver urinando, pratique a contração dos músculos, segure por 4 segundos e solte novamente. Faça assim entre 10 e 20 vezes. Permite que os músculos relaxem completamente entre uma contração e outra. Faça esses exercícios dez vezes por dia. (Dez vezes um conjunto de 10 à 20 contrações por vez).

Onde praticar?
Você pode praticar Kegel em qualquer lugar. Enquanto estiver no escritório, no ônibus, lavando louça, dirigindo, em pé em uma fila ou assistindo TV. Ninguém saberá que você está praticando Kegel. Muitas mulheres podem sentir a diferença já depois de poucas semanas praticando. Kegel deve ser praticado todos os dias. Como já foi dito antes, não é indicado somente para parto e pós-parto mas também para previnir incontinência urinária e só vai fazer bem à sua vida sexual.

Benefícios no homem
Os homens também podem usar os exercícios de Kegel para fortalecer os músculo pubococcígeo, que poderá permitir que cheguem ao orgasmo sem ejaculação e até obter vários climaxs durante a actividade sexual. Nos homens, este exercício eleva os testículos, e também reenforça o músculo cremaster e o esfíncter anal. Enquanto as mulheres podem potenciar o exercício oferecendo resistência isométrica à contracção, por exemplo, comprimindo um objecto como uma esponja ou mesmo o pénis do parceiro, não se conhece nenhum exercício funcional para aumentar a resistência aos exercícios de Kegel masculinos. Alguns acreditam que deitando uma toalha sobre o pénis erecto e elevando-a poderá ser uma maneira de potenciar o exercício.

Mas a força aplicada neste processo será aos músculos limitados à função biológica da erecção do pénis e de resistência ao dobramento, onde entram factores como o fluxo sanguíneo ('dureza'), a construcção genética e a integridade do tecido.

Nenhum estudo sério tem sido feito sobre o 'bodybuilding' e aumento de força do pénis por este método, apesar de definitivamente existir um grande mercado do reino do aumento do pénis e vários mitos urbanos da existência de tais métodos que alimentam este mercado. O trabalho na região pélvica sensibiliza dando ao treinando melhor resposta erógena. Isso é fato. É fato também que homens buscam o método de contração e auto manipulação para melhorar sua perfomace sexual.

A Professora Regina Racco de http://www.pompoarte.com.br/ ensina a mulheres e homens o método do pompoar ou pompoarismo, em tudo semelhante aos exercícios de Kegel ou do Tao para fortalecimento do assoalho pélvico, melhorando a saúde íntima, aumentando o potencial sexual e o fluxo de energia sexual.

É autora de dois livros: O Livro de Ouro do Pompoarismo já em oitava edição e o livro sobre energia sexual e sua influência na meroria da qualidade de vida através de um bom desempenho: Poder Sexual e Qualidade de Vida.

24 de outubro de 2008

Algodão Orgânico

Todo mundo sabe do problema dos agrotóxicos. Eles fazem mal tanto pra nossa saúde quanto para o meio ambiente.

E a maioria do agrotóxico usado no mundo, é usado no plantio do algodão.

Mas hoje em dia, existe o algodão orgânico. Existem roupas de algodão orgânico. Existe roupa de cama, toalha, cortina, fralda, tudo em algodão orgânico. Alguém já viu?


Aí no Japão, a marca predominante é a Made In Earth (fala meido in aassu).

Eu, pra mim, só tenho absorvente externo de algodão. Mas o Zé tem fralda e roupinha de algodão orgânico.
Ele é muito mais macio. E é lindo!

Tudo bem que não tem aquele colorido que todo mundo adora (mas que é extremamente prejudicial, assim como os agrotóxicos), então é sempre cru, bege, marrom.... Mas nada mais saudável do que uma roupinha orgânica.

Quem quiser procurar, é só ir no google e digitar "organic cotton japan". Ou オーガニックコットン.

http://www.org-cotton.com/