27 de novembro de 2008

Tudo sobre a Placenta

por Franciely Tsuchiya

Ligada ao neném pelo cordão umbilical, a placenta tem uma função das mais importantes. Ela possibilita que nutrientes como glicose, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais cheguem ao feto. Além disso, é responsável pela troca de gases - oxigênio, da mãe para o bebê, e gás carbônico, no sentido inverso - e pela produção de hormônios, dentre eles o gonadotrofina coriônica. Conhecido como HCG, sua presença no sangue e na urina da mulher costuma ser responsável pela boa notícia: positivo, você está grávida! E o seu papel não termina aí. A placenta funciona como um grande filtro, impedindo que determinadas impurezas atinjam o feto. Algumas substâncias, porém, têm a capacidade de furar este bloqueio: a nicotina e o alcatrão do cigarro, o álcool, as drogas, alguns medicamentos (antibióticos, antiinflamatórios e sedativos), além de determinados vírus e bactérias, como os causadores da rubéola, varíola, hepatite, toxoplasmose e HIV.

Atenção ao pré-natal!
Um acompanhamento permanente da gestação evita muitos riscos para o bebê.

Formada no momento da concepção, a placenta está presente em toda a gravidez. Localiza-se na parte interna do útero aderida à sua parede e possui duas faces: uma voltada para a mãe e outra para o feto. Em seu interior, encontra-se a cavidade amniótica ou bolsa das águas, dentro da qual ficam o bebê e o cordão umbilical, por onde circula o sangue da gestante e do feto. Apesar da proximidade entre a circulação materna e a do bebê, vale lembrar que o sangue dos dois, normalmente, não se mistura. Esta separação fica por conta de uma camada muito fina de tecido existente entre os vasos da mãe e os da criança, chamada membrana placentária.

Em alguns casos, surgem minúsculas fendas nessa membrana, suficientes para que uma pequena quantidade de sangue do feto passe para a circulação da mãe. Se houver incompatibilidade sanguínea entre os dois – por exemplo, quando o sangue do feto é Rh-positivo e o da mãe Rh-negativo - o organismo materno pode reagir, criando anticorpos contra o sangue do neném. Por isso,ele fica vulnerável a algumas ameaças como a doença hemolítica, causadora de perigosa anemia.Na hora do parto, a placenta, que pode chegar a 30 cm de diâmetro e pesar até 1 kg, será eliminada, através das contrações uterinas. Missão cumprida!

Algo está errado?
Para saber se está tudo bem com sua gestação, é fundamental seguir um cuidadoso pré-natal. É importante dizer que por natureza toda mulher é saudável e poderá não apresentar risco algum, além de não ser peciso fazer a ultra-sonografia de rotina. Existem mamães que optam por não fazer. Mas cada caso é único!
Com o auxílio da ultra-sonografia, o obstetra irá avaliar se a placenta se desenvolve corretamente e se cumpre, ou não, suas importantes funções.

Placenta baixa ou placenta prévia
É quando ela se situa na parte inferior do útero. Ocorre com maior freqüência em mulheres que fizeram muitas cirurgias uterinas, como para a retirada de miomas, e em gestações de gêmeos. É comum haver um discreto sangramento. Nesse caso, a gestante deve seguir à risca as orientações médicas, que incluem repouso absoluto. Do contrário, a placenta pode se descolar.

Placenta prévia é quando a placenta está baixa, podendo cobrir parte ou totalmente o cervix o que causa sangramento vaginal. Placenta prévia ocorre numa em cada 200 mulheres.

E somente quando o sangramento é intenso, pode ser necessária a realização de várias transfusões sangüíneas. Quase sempre se faz uma cesariana, pois se deixar o parto normal, a placenta tende-se a se desprender com muita antecipação e isso pode impedir o fornecimento de oxigênio ao feto.

Descolamento da placenta
Aqui, a placenta se separa da parede do útero, impedindo que o bebê continue a se alimentar e receber oxigênio. Os sintomas são: útero endurecido, dores abdominais fortes e intenso sangramento genital. Considerada urgência obstétrica, neste caso convém entrar em contato com o médico imediatamente, pois o risco da perda da gravidez é grande e isso pode acontecer em questão de minutos.
A principal causa é a hipertensão materna, responsável por cerca de 50% dos casos.
Calcificação precoce da placenta
Algumas vezes, a placenta pode se calcificar precocemente. Com isso, deixa de cumprir suas funções, principalmente a de nutrir o bebê, impedindo que ele se desenvolva e cresça como deveria. Quando isso acontece, deve ser feito um acompanhamento do crescimento do bebê e, em alguns casos, o parto pode ser antecipado.
Atenção!
Através da biopsia do vilo-corial, onde um fragmento da placenta (que tem a mesma origem do bebê) é retirado e analisado, é possível fazer uma avaliação dos cromossomas do bebê. O exame geralmente é indicado para gestantes acima de 35 anos ou com problemas cromossômicos na família.

Concluindo: Infelizmente não são casos raros e precisamos apresentar, para todos, a informação. É de extrema importância que cada mamãe tenha seu caso acompanhado por um especialista, somente ele vai poder dizer como a mamãe é e como está se saindo em todo o processo de gestação.
Mas estudos confirmam que mamães cuidadosas, que se alimentam direitinho e ficam longe de químicas e álcool, são absolutamente capazes de decidir a pouca ou até mesmo a não intervenção médica rotineira, uma vez que provada 100% sua saúde e a do bebê.
Por isso, para você que quer, ou vai ser mamãe, cuide-se bem!


26 de novembro de 2008

Depressão pós parto ou Baby Blues?



por Rosana Oshiro

A depressão pós parto é um problema sério que atinge mulheres no mundo todo. Porém existe uma certa confusão com os sintomas desta com o Baby Blues.
Você sabe qual é a diferença?



A DPP pode levar a mulher a ter sérios problemas de vínculo, entre ela e seu bebê, que podem durar a vida toda. Mas é possivel preveni-la buscando informação e tomando algumas atitudes simples.

Quais são as causas da DPP? Disfunções hormonais são as mais conhecidas.

Primeiramente, é preciso saber diferenciar DPP do fenômeno conhecido como “baby blues”.

O Baby blues é uma espécie de saudade da barriga, saudade de estar grávida, que pode acometer de 50 a 80% das mães de primeira viagem. Caracteriza- se por uma tristeza que parece sem motivo, uma vontade de chorar junto com o bebê, às vezes descrita como uma sensação de "paraíso perdido", pois quando o bebê ainda estava dentro da barriga estava tudo bem. (nas últimas semanas de gestação a barriga fica muito grande e o desconforto pode ser tanto que a mulher torce para nascer logo... e depois gostaria de ter ficado mais tempo com a barriga). O sentimento ambivalente e a tristeza tem duração de poucas semanas no máximo, e vai se debelando conforme a mulher sente mais confiança na sua capacidade de maternar o bebê.

MUITAS MULHERES PENSAM QUE TIVERAM DEPRESSÃO PÓS-PARTO, QUANDO NA VERDADE TIVERAM TRISTEZA PÓS-PARTO, CONHECIDA COMO BABY BLUES.

A depressão pós parto é um quadro mais grave, requer mais cuidados, e é mais raro. A mulher pode, inclusive, descuidar do bebê, ou mesmo maltratá-lo. No caso de diagnóstico de depressão pós-parto é desaconselhável que ela permaneça longos períodos a sós com o bebê, e o tratamento requer terapia, exames e medicamentos. A tentativa de tratar a depressão somente com terapia, ou somente com medicamentos que pretendem, por exemplo, re-estabelecer o funcionamento normal da tireóide, demonstram que a divisão didática da pessoa em mente e corpo está sendo tomada como se fosse real.

AS CAUSAS DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO SÃO O SENTIMENTO DE PERDA DE CONTROLE E A DISFUNÇÃO HORMONAL: COMO PREVENIR?

Procurando informações sobre o parto, os cuidados com o bebê nos primeiros dias, a amamentação, de forma que desde as primeiras horas após o parto a mulher tenha condições de cuidar de si mesma e do seu bebê.

É importante frizar que não estou dizendo que ela tenha que cuidar de tudo sózinha, mas que é será melhor se ela estiver confiante na sua própria capacidade.

Responda à pergunta: como você gostaria que fosse o seu parto? Só leia o que vem a seguir depois de ter pensado sobre isso.

PAUSA

Se você respondeu que pode ser de qualquer jeito contanto que você e seu bebê estejam vivos e bem... saiba que é a mesma coisa que responder que na sua lua-de-mel ideal... se você não apanhar estará tudo bem! É isso mesmo?

Pense um pouco mais... Quais as suas opções? O que você escolheu para você? Você fez um plano de parto? Procure saber tudo o que é seu direito no local onde terá o seu bebê e sobre as leis mundiais no atendimento ao parto!

Depois do parto, nos primeiros dias de vida do bebê, quando receber visitas, as pessoas vierem dar suas opiniões sobre a melhor forma de cuidar de um bebê, dificilmente alguém vai dizer que você está fazendo exatamente como ela faria. É preciso estar preparada para isso: vão querer que você dê chá na chuquinha para ajudar a secar o umbigo, que você dê água porque está muito calor, ou que você não dê água nem chá porque o aleitamento deve ser exclusivo; que você deixe o bebê chorar alguns minutos antes de pegá-lo no berço, e que não fique com ele no colo para não deixar mal acostumado, ou que fique com ele no colo quanto tempo desejar porque é importante que ele se sinta acolhido; que você dê mais leite, ou menos leite, que você dê mais banhos, ou menos banhos, que você coloque mais roupa, ou menos roupa...

Já está ficando deprimida? Pois procure informações e saiba o que vai querer fazer antes que aconteça.

O mais importante é saber que se você deixar sua natureza mamifera agir na gestação, no parto e na amamentação, você conseguirá driblar muitas situações dificies para você e seu bebê.

Não aceite aquilo que SUA NATUREZA NEGAR, seja franca consigo e com os outros, sem ser agressiva, e se for preciso chore, porque chorar também faz bem.

Nós não somos emoções ou hormônios. Somos tudo junto.
Para prevenir a DPP você precisa estar convicta daquilo que deseja para você, sem se deixar levar.

Empoderamento é a palavra para descrever bem isso.

Pense e reflita.

24 de novembro de 2008

Amamentação

por Thais Saito

Eu cheguei aqui faz uma semana. Estava lá no Burajiru.
Morri de medo dos sutiãs de amamentação daqui, então comprei uns 3 lindos daqueles brasileiros. hauahauahuahuahuhauhau


Nesse domingo de noitinha, meus pais (he he he eh) me levaram no Bell City (shopping aqui de Suzuka) e eu fui olhar a parte maternidade.
Que besteira que eu fiz! Aqui tem sutiã de amamentação demaaaaaais!! Vários modelos, vários tamanhos, um mais bonito que o outro. Sem ironia. Eu fiquei até na dúvida se eram ou não de amamentação, até.
Além disso, vários tipos de absorventes de seios, almofada de amamentação, roupas para quem amamenta...

Maaaaas não vi nenhuma mulher amamentando. Que estranho.
Minha mãe disse que elas amamentam no carro. Será? Também não vi nenhuma. Estava pensando em como amamentar em público. Sofrendo, heheehe.
E estávamos nós jantando e o Zé bolota (meu caçula de 1 ano e meio) pedindo pra mamar. Nem pensei e botei os peitões (meio pequenos para serem chamados assim, mas...) pra fora. NINGUÉM ficou olhando. Tudo muito discreto. Ninguém falou nada, também.
Foi bem.... sossegado.
Vocês (que já tem filhos) amamentam em público ou vão para algum lugar?

23 de novembro de 2008

Parto domiciliar

por Rosana Oshiro

O parto tem um processo tão simples, tão intuitivo, que algumas mulheres, confiantes na sabedoria da natureza, optam pela simplicidade na hora de escolher o lugar do nascimento.

Aqui temos um belo video de uma americana que optou pelo parto domiciliar, onde podemos ver claramente algumas coisas...


- mulheres acima do peso, mas com boa saúde, parem naturalmente
- mulheres apoiadas pelo marido num ambiente conhecido e tranquilo, ficam tranquilas
- uma parteira e/ou doula experiente e uma banheira de agua quente são meio "caminho andado" para o parto fluir fácil
- um parto humanizado não é traumatico para ninguém, nem mesmo para crianças

O que mais vocês percebem no video?
Assistam e me contem!



19 de novembro de 2008

Nathalia Issida - Aichi



Na quinta-feira, dia 17/07, fui ao banheiro e percebi que o tampão tinha saido, então liguei para minha tsuyako para ela ligar para clinica, e falaram que se eu sentisse qualquer coisa era pra ligar.

Na sexta foi tranquilo, mas a noite senti umas contrações de Braxton Hicks (sem dor), porém estavam frequentes e de 5 em 5 min.

Ligamos para clinica e mandaram eu ir para la com a mala!!!

Chegando lá, fizeram o monitoramento e falaram que iriam me internar, mas eu estava só com 1 cm de dilatacao...

No dia seguinte colocaram uma bexiga em mim para dar dilatacao e ficamos todos na expectativa...

Começaram as contracoes de 10/10 min e não eram tão doloridas. O intervalo foi diminuindo até chegar em 3/3 min.

A enfermeira foi ao meu quarto e me deu um remedio de 1/1hr para piorar as dores, mas não pioraram, e as contrações começaram a ficar irregulares...

No dia seguinte tiraram a bexiga e começou tudo de novo, quando as contrações estavam de 2/2 min. era hora de tomar o remedio, ai comecavam a ficar irregulares novamente.

Enquanto isso, todos na expectativa e nada!!!

No dia seguinta de manhã tive consulta e desci para o medico me examinar. Estava ele me examinando e de repente ele estoura a minha bolsa!!!

Sinto um monte de agua quente em mim e ele me perguntou se doeu, respondi que não! Ele ficou espantado!rsss...

Ele disse que logo iria entrar para o soro!

Só deu tempo de falar para os meus pais que iria entrar no soro e subir para o meu quarto.

As 10:30hs entrei no soro e fiquei lá sem sentir dor...

Deu 12hs e comecei a sentir dores, mas suportaveis...

As 13hs pedi para ir ao banheiro porque estava com medo de fazer muita forca e defecar na sala de parto!!!kkkkkk...

A enfermeira deixou mas falou para não fazer muita força porque poderia nascer la!rsss

Voltei e as dores ficavam cada vez maiores...

Quando não estava mais aguentando levantei da cama e comecei a andar pra la e pra ca, e as dores aumentaram muito e pedi anestesia, mas me falaram que podia atrasar o parto e que não compensava porque estava com 8cm de dilatacao. Decidi seguir sem anestesia mesmo.

Quando deu 15hs, mais ou menos, me levaram para a sala de parto e chegando lá o medico aplicou anestesia para dar o pique (episiotomia), mas ele aplicou a anestesia e cortou, não deu tempo da anestesia fazer efeito!!! Nessa hora dei um grito!!rsss

Fiz 2 forças e ela nasceu as 15:13hs.

Linda!!! Lilian nasceu com 47,5cm e 3.090kg!!!

Nathalia Issida - Aichi

As várias formas de dar à luz

por Franciely Tsuchyia

Em linhas gerais, há duas maneiras de parto: naturais e operatórios. Os naturais são aqueles que podem ser feitos sem a intervenção direta do médico. Já os operatórios necessitam de instrumentos cirúrgicos. Conheça agora, os vários tipos de parto e por quê aceitá-los ou não.


Qualquer parto é ideal quando não há alguma intervenção, pois é um ato normal e fisiológico, a não ser em caso de risco da mamãe e/ou do bebê. Por isto é extremamente importante ter um excelente acompanhamento pré-natal, de um profissional (médico, parteira, doula...).
Mas na maioria dos casos há a possibilidade de um parto saudável e sem intervenção. São as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e exatamente o que incentivamos aqui na materna!

Parto de cócoras
O parto de cócoras, a forma mais antiga de dar à luz e ainda comum em algumas aldeias indígenas, volta a conquistar as mulheres urbanas.
É a maneira mais fácil de expulsar o bebê, pois a gravidade puxa o peso para baixo e colabora no trabalho de parto, acelerando a dilatação iniciada pelas contrações. A abertura maior da vagina e da bacia óssea, provocadas pela posição, deixam o canal de parto desimpedido.
A posição de cócoras também aumenta a irrigação sangüínea da pélvis e favorece a distribuição da endorfina na região, um analgésico fabricado pelo próprio organismo da mulher, durante as contrações, para diminuir a dor. Por isso, na grande maioria dos casos, não há necessidade de anestesia neste tipo de parto. Não que ele não doa, mas dói menos e durante menos tempo. Na posição acocorada o bebê nasce, em média, 40% mais rápido do que nos partos feitos na posição horizontal.
O parto é mais rápido e facilita a expulsão. Quando a cabeça aponta, a mãe faz força - aliás, um desejo inevitável e incontrolável, quando as contrações começam - e a criança desce. Depois de cortar o cordão umbilical ou não a placenta deve descer nas próximas contrações.
É o parto ideal e considerado que 99% das mulheres podem tê-lo sem a episiotomia (corte vaginal). Os outros 1% não é que não possam mas serão as mulheres que apresentarão algum grau de dificuldade, seja ao tamanho do bebê ou a um impedimento devido falta de saúde 100%, seja da mamãe ou do bebê.

Parto na água
A cada dia que passa, mais mulheres planejam ter seus filhos dessa forma. Como a criança vive, durante toda a gravidez, no líquido aminiótico, nada mais natural que entre em contato com o mundo externo através da água.

Uma pergunta, porém, é inevitável: "Será que meu filho vai se afogar?". A resposta é não. Quando nasce, o bebê ainda respira pelo cordão umbilical por pelo menos vinte segundos, durante os quais expande seus pulmõezinhos lentamente. Só quando o cordão para de pulsar é que se deve tirá-lo da água e colocá-lo no peito da mãe.
Para que tudo aconteça num clima de perfeita tranqüilidade, costuma-se preparar a sala de parto com essências aromáticas, a luz de velas e músicas escolhidas pela mamãe. A água da piscina ou banheira é aquecida à uma temperatura de 36º C, que atenua a dor das contrações. Na maioria das vezes, não se usa nenhum tipo de anestesia.
Se a mãe está com idéia de fazer este tipo de parto, poderá também fazer um curso especializado para aprender as técnicas de respiração e relaxamento. O pai também pode participar deste curso, pois no momento do parto, é importante ele entrar junto com a mulher para apoiá-la e massageá-la. Ao médico ou parteira, resta somente acompanhar atentamente o desenrolar do trabalho de parto, sem interferir muito. À medida que aumentam as contrações, é a mulher que determina qual a melhor posição para expulsar seu filho - em pé, de lado, de quatro, ou mesmo de joelhos.
Neste processo há um conforto muito grande e talvez por isto, mais facilidade para a escolha do parto!

Parto normal ou vaginal
Devemos saber diferenciar um parto normal de vaginal, onde no primeiro tende a ser tudo ocorrido naturalmente e no segundo existem diversas intervenções, inclusive a indução e episiotomia para somente o propósito de o bebê descer pelo canal vaginal e a mamãe não passar pela cirurgia da cesárea.

Vaginal
Após a dilatação do colo do útero, que pode durar em média dezoito horas na primeira gravidez, a gestante é colocada na posição ginecológica, na mesa de parto, onde o médico controlará todo o trabalho. Lá ela recebe a anestesia, na maioria das vezes, a peridural, que inibe a dor mas não tira a sensação das contrações nem o sentido do tato. Instrumentos e monitores acompanham passo a passo a evolução do trabalho de parto. A episiotomia, corte no períneo,(região que liga o ânus à vagina) é uma prática que dizem ter três finalidades: facilitar a passagem do bebê, protegê-lo contra o desprendimento brusco e preservar os tecidos da vagina. Já sob o efeito da anestesia, a mulher é orientada pelo médico para fazer força e começa a expulsar a criança. Quando a cabeça dela aparece, o médico ajuda com as mãos a puxar o resto do corpo para fora. Depois de nascer, ainda ligada ao cordão umbilical, a criança é colocada sobre o peito da mãe. Somente após, o médico corta o cordão e encaminha a criança à sala de reanimação, onde vai passar pelo primeiro check-up. Enquanto isso, na sala de parto, a placenta é retirada pelo médico, que aproveita o efeito da anestesia para dar os pontos no períneo.

Normal
A mamãe já sabe que o quer, então escolhe um bom profissional que vai fazê-lo, seja em um hospital ou em casa.
Após as tantas horas de contração, em média 18 horas na primeira gravidez, a parturiente se prepara para o parto, naturalmente ela ajuda a descida do bebê (caminhando, se expressando, quietinha, se concentrando) e quando já apontada a cabeça, onde se começa a vontade do puxo (expulsão do bebê, vontade de fazer força), o bebê vai deslizando devagar (para não lacerar o canal vaginal da mulher) seja pela cabeça ou de bundinha (parto pélvico) e conforme as contrações o bebê vai deixando o útero.
Com muita naturalidade e geralmente sem anestesia e sem a episiotomia, o bebê nasce e fica com a mãe (dependendo das condições e/ou lugar de nascimento). Nas próximas contrações (geralmente 20 minutos depois) desce a placenta. Não há necessariamente a necessidade do corte umbilical. Muitas mamães esperam a placenta descer para cortar, e também existem casos de mamães que ficam com a placenta e enterram no jardim, juntamente com alguma planta, semente ou árvore, devido suas ricas fontes de nutrientes.
O parto natural é assim, e se você o conhece diferente é por causa das inovações, mas a verdade é que se existe inovações e intervenções, ele deixa de ser natural e passa a ser somente vaginal.

Parto a fórceps
Existem cerca de 500 modelos de fórceps, todos eles compostos de dois ramos (direito e esquerdo) que se dividem em forma de colher, articulação e cabo. Quando a criança já esta no canal do parto, mas dizem ter dificuldades para sair, o médico introduz os ramos delicadamente na vagina, um de cada vez. As duas partes se encaixam nas têmporas do bebê, que é puxado para fora, ao mesmo tempo que a mãe faz força para expulsá-lo. Esta técnica é conhecida como fórceps de alívio.
Ao contrário da versão atual, que dizem trazer benefícios, quem metia medo era a antiga, onde o instrumento chamado como "Fórceps alto", era introduzido às escuras na vagina e buscava-se o bebê no útero, provocando sérias lesões que muitas vezes deixavam graves seqüelas, tanto no bebê como na mãe.
Mas novamente avisamos que tudo isto faz parte das inovações!
Já existem inúmeras comprovações de que os partos com intervenções deixaram de ser somente para a ajuda da mamãe e do bebê, e passou a ser uma fonte de renda para os médicos. Parto com intervenção é parto rápido. E parto rápido é fazer vários em um só dia!

Parto Cesárea
A cesárea, apesar de ser muito realizada nos dias de hoje, é para situações anormais, quando não há chance da criança nascer naturalmente.
Na cesárea, após a anestesia, o médico corta sete camadas de tecido até chegar ao útero e, através de uma incisão de 10 cm, alargada por um instrumento especial, ele retira a criança, corta o cordão umbilical e limpa a cavidade uterina. Após o encaminhamento do bebê à sala de reanimação, o médico faz as suturas no caminho inverso, utilizando fios absorvíveis. Apenas o pequeno corte na pele é suturado com fios de nylon, que serão retirados uma ou duas semanas depois do parto, dependendo do tipo de sutura.
Hoje em dia já é possível a colação e grampeação das primeiras camadas externas, o que será mais saudável, de mais rápida cicatrização e recuperação.
Infelizmente a cesárea hoje ultrapassa os 15% exigidos pela OMS, são 80% de cesáreas realizadas. Um absurdo!
A cesárea é uma cirurgia operatória e deve ser utilizada em último caso e somente em caso de salvamento. Quando assim, a mamãe ainda tem o direito de fazer uma cesárea humanizada, onde se realiza o mínimo possível da intervenção cirúrgica. O bebê é retirado com carinho, muito lentamente e logo após aquecido, já é entregue para a mamãe. É lavado em frente da mamãe e dado ao peito ainda nas primeiras horas.
Se é preciso uma cesárea então exija a humanização!

A mamãe feliz e saudável pode e deve ter seu bebezinho natural e humanizadamente (com carinho humano). A mamãe que por qualquer motivo não apresente saúde 100% pode tentar um parto natural saudável, mas para qualquer outro caso, exija o parto certo, faça seu plano de parto, converse com seu médico! Opte pelas parteiras profissionais e Doulas!

Com carinho... Fran!

18 de novembro de 2008

Tenha um final de gestação tranquilo e divertido

por Rosana Oshiro

Você está chegando no final da gravidez e não aguenta mais as dores, o cansaço, o inchaço, a moleza e bendita ansiedade???


Porque você não se dá um presente hoje?
Vou dar algumas sugestões, ok? Vamos lá!!!

1- Tome um banho de ofurô com essência de camomila e pétalas de rosas ouvindo um cd de musica relaxante;

2- Chame uma boa massagista para um serviço completo em sua casa, incluindo drenagem e relaxamento (aqui perto de casa custa 3000ienes a hora e garanto que é suuuuuper válido)

3- Assista algumas boas comédias para dar boas risadas;

4- Saia para jantar só você e o marido, num bom restaurante e coma uma comidinha diferente, que você adora, mas já não come a muito tempo, regada a um bom vinho.

5- Compre um caixa de bombons da Godiva e se delicie...hummmmmmm

6- Assista um bom filme de sacanagem e tenha uma noite alucinante com o maridão

7- Assista qualquer filme com o George Clooney, Richard Gere ou Brad Pitt. Ou um filme com cada um, e depois assista o tal filme de sacanagem...huahuahuahua

8- Vá no cabelereiro e faça uma escova de arrasar e pinte as unhas de vermelho sangue.

9- Leia "A Tenda Vermelha" (você vai rezar para ter mais 1 dia de pródromos para conseguir terminar o livro)

11- Leia qualquer outro romance despretencioso.

12- Se você está com pressa de entrar em TP de verdade, também pode ir a um depato bater perna, porque andar facilita bastante o trabalho de parto.

13- Faça lembrancinhas de maternidade no melhor estilo "Faça Você Mesmo", uma a uma, além de elogios que você receberá, vai conseguir gastar o tempo ocioso e mandar a ansiedade para bem longe!

Lembre-se: TODA MULHER ENTRA EM TRABALHO DE PARTO. É só esperar.

Todas as minhas gestações passaram das 41 semanas, uma delas chegou nas 42, e em todas meus bebês foram avaliados com maturidade de abaixo de 41 semanas, e conheço mais um monte de mulheres que passou por isso também.

Fique firme ai, e qualquer coisa é só nos escrever.

Beijos
Ro Oshiro

17 de novembro de 2008

Cesárea Humanizada!

por Franciely Tsuchyia

A Cesárea é um problema ou solução?

A gravidez e o parto, são atos naturais e fisiológicos que acontecem naturalmente, sempre foi assim!
É algo inexplicavelmente maravilhoso que te permite ter teu filho nos braços, abraçá-lo, beijá-lo, amamentá-lo e querê-lo!


Escolher por um parto natural (sem intervenção) e ainda com o parceiro (pois o bebê é do casal), é criar um laço forte em família!
É a melhor maneira para trazer um serzinho (seu bebêzinho) tão inocente, para este mundo cheio de desamor!
É a primeira melhor maneira de apresentar o mundo a ele e dar força para ela (a criança) ser forte e sem medo neste mundo!

O parto natural é a mulher quem escolhe, todas são capazes de parir naturalmente, está na natureza feminina!
É a mulher quem vai fazê-lo com decisão (para sanar medos e automaticamente dores), com força, energia e carinho!

Se o nascimento Natural é tão belo e te permite crescer como mãe e mulher, então por quê se fazem tantas cesáreas? Você nunca pensou nisto?

Precisamos parar com esta manipulação!

Cesárea existe para salvar vidas e NADA mais!

Mamãe, NUNCA aceite uma cesárea desnecessária!
E se caso precisar, então vamos humanizá-la!

Um Lindo Vídeo explicativo! As grandes diferenças...
Se puderem vejam tudo, pois embora assuste a forma da cesariana comum, ao final mostrará a possibilidade de uma CESÁREA HUMANIZADA CASO REALMENTE NECESSÁRIA!