26 de dezembro de 2008

Fomos indicadas para o Best Blogs Brasil 2008!


Queridas leitoras,
no ultimo dia 24, fomos indicadas para o Best Blog Brasil 2008 e queremos, com a sua ajuda, conseguir o primeiro lugar na categoria Universo Feminino, para divulgarmos a Humanização no Nascimento, não só no Japão, mas a todos os que falam a lingua portuguesa.

Para votar em nosso blog você precisará fazer um cadastro rápido (leva menos de 2 minutos) no BBB e votar em nosso blog APENAS na categoria Universo Feminino.
Contamos com a sua participação para ajudar nessa divulgação importante para nosso blog!

Um abraço
Grupo Materna Japão

24 de dezembro de 2008

Dicionário de Termos Médicos (livro)

por Franciely Tsuchiya

Quero passar 1 livros que pode ser essencial para mamãe e papai, e que pode facilitar e muito o dia-a-dia, com relação às coisas da maternidade, em termos médicos, aqui no Japão.



Dicionário de Termos Médicos (comprar aqui) é um livro muito importante e mais que útil para se ter.
Elaborado por Elza Nakahagi, este dicionário é composto de aproximadamente 5.000 verbetes, abrangendo os termos médicos e vocabulários relacionados a saúde de uso mais frequente (são 2.500 em português e seus correspondentes em japonês). O dicionário é prático e pode ajudar aos pais em toda consulta médica.

* Somente uma dica de livro que eu indico, e que pode ajudar aos pais terem mais independência para ir ao médico. Todas as possíveis palavras, as mais usadas, são encontradas. É realmente de grande ajuda para um conhecimento geral e até mesmo passar a entender melhor como falar aqui no Japão.

OBS: Infelizmente o livro não é focado na humanização. É um dicionário comum, porém muito útil!
Qualquer dúvida ou questões sobre plano de parto humanizado, coisas que querem dizer ao médico, ou qualquer outro. Por favor entre em contato (tem na aba lá em cima). Estamos aqui para ajudar como pudermos!
Sejam todos Bem-vindos, não importa a nacionalidade ou país que moram (embora o foco seja Japão, nosso conceito de humanização é mundial)!
A humanização será o melhor caminho para um mundo melhor!

O livro também poderá ser encontrado na versão espanhol!


22 de dezembro de 2008

Meu bebê não para de chorar!!!!


Por Thais Saito

A Melissa nunca chorou. Era incrível! Em dois segundos, eu conseguia entender o que ela estava querendo e pronto, acabava.
Aí veio o João. Gente, como ele chorava!
E chorava uma, duas horas. Direto. Não parava!
Quando ele, finalmente, parou, começou o Zé. E chora, chora, chora..........

E o seu bebê, também é chorão?

A verdade é que todos os bebês choram. Uns mais, outros menos.

O choro dos bebês atinge o pico quando eles chegam a, mais ou menos, 6 semanas de vida. E tende a passar, com o tempo.

Agora, por que eles choram?
Por vários motivos. Como eles não conseguem dizer "Mãe, estou cansaaaaaado...", nem mostrar isso em gestos, eles choram.

Quando um bebê começa a chorar, a gente precisa, antes de tudo, ficar calma. He he he. Missão impossível, mas necessária.
E checar a listinha:
- Está com fome?
- Está com a fralda suja?
- Está com frio?
- Está com calor?
- Tem alguma coisa incomodando? Por exemplo, uma coceirinha, uma blusa que está picando, um barulho alto.
- Está cansado, super estimulado, entediado?

Se você amamentar, trocar a fralda, cobrir, depois tirar toda a roupa e colocar outra de algodão orgânico, se certificar de que não tem barulho alto demais, nem incômodo, nem nada assim. Se você mostrou um brinquedo, tirou o brinquedo, colocou o bebê em um lugar sem estímulos (cores, formas, sons em excesso), tentou amamentar e o bebê continuar chorando, aí vem a parte difícil.

Alguns bebês, especialmente os mais novinhos, estão acostumados e ficarem no colo, embalados dia e noite, 24 horas por dia, 7 dias por semana, numa temperatura amena, sem barulhos altos, sem luzes. E isso mudou, de uma hora para outra. É normal eles ficarem assustados. Então, pegue seu bebê e faça com que o mundo dele fique o mais parecido com o útero que você conseguir.
Isso dá pra fazer assim:
- Enrolando o bebê em charutinho. Os braços bem presos, bem firme.
- Chacoalhando o bebê, sem machucar, mas balançando. Isso você faz ou mexendo os braços, mesmo, ou andando, dançando.
- Fazer barulhos, como cantar uma música que você vivia cantando quando estava grávida. E colocar o rádio ligado fora de sintonia, no tsssssssssss mesmo. Esse barulho lembra o barulho de dentro do útero. Serve secador de cabelo, aspirador de pó...
- Amamentar. Com o bebê preso, o rádio ligado, amamente.

Se, mesmo assim, ele continuar chorando, calma! Ainda não é hora de você chorar!
Ligue o chuveiro ou encha o ofurô e entre junto com o bebê. O contato com a água é maravilhoso, acalma que é uma beleza. E assim, junto com você, eles acalmam mais fácil ainda. Só atenção: se você estiver sozinha, deixe tudo preparado para a saída do banho, porque nesse frio.... Separe as roupas, as toalhas, a fralda. Tire o bebê, enrole em na toalha e se troque. Depois troque o bebê. Senão ele vai ficar irritado por sair do banho, ter que colocar roupa e ainda ficar esperando você se trocar? Que falta de sensibilidade! hauahuahauha

Se nem o banho funcionar, aí, sim, vamos pensar que talvez sejam cólicas. E como saber? Faça massagens na barriguinha. Compressas quentinhas também funcionam. Se ele se acalmar assim, aí........ Talvez ele quisesse massagem, talvez fossem cólicas.
Se o bebê tiver cólicas, mesmo, eu não acho legal dar remédio, nem chá. Você tome o remédio e depois amamente. Senão o gosto do remédio pode piorar o humor da criança. Sério.

Em último, último caso, deixem chorar. Tem bebê que só quer chorar, mesmo. Pegue no colo, dance, faça o que sua consciência mandar. Mas se não tiver jeito, deixe chorar, mas mostre que você está lá. Assim, vai se formar o vínculo de confiança entre vocês. E saiba que passa. Em 3, 4 meses, os choros tendem a melhorar muito.
Então, mães, calma.... Calma. Passa. Mesmo que a gente ache que não. E depois a gente quase não lembra.

Agora uma coisa que funciona muito bem aqui em casa: ligar a filmadora, a máquina fotográfica na TV, a webcam, qualquer coisa que faça eles se verem. Aqui, o choro pára na hora!

Imagem daqui.

20 de dezembro de 2008

Como fica a amamentação com a volta ao trabalho no Japão?

Por Rosana Oshiro

"Suzana veio ao Japão, pela primeira vez, com seu esposo após 6 meses de casamento. Eles pretendiam ficar aqui por 2 anos e voltar ao Brasil com dinheiro suficiente para comprar uma casa, um automovel e montar um negócio próprio, que desse para eles viverem.

Por vários motivos, Suzana e seu esposo, foram ficando, ficando...

Após 4 anos vivendo no Japão, e sem ter conseguido o dinheiro que pretendiam, eles resolveram ter um filho, já que o futuro era incerto.
Ela teve uma gravidez normal e saiu do emprego no final da gestação.
Após o parto, passados três meses, Suzana que estava amamentando seu bebê apenas com o leite materno, resolveu introduzir o leite artificial para que ela pudesse voltar a trabalhar. E Suzana desmamou seu bebê de apenas três meses, para poder voltar ao mercado de trabalho."

Embora essa história seja ficticia, essa é uma realidade atual no Japão.
Muitas mães, ao sentirem a necessidade de voltar ao mercado de trabalho, só veem solução no leite em pó e na mamadeira. Será que é o melhor?

Que cada família saiba da sua necessidade financeira, isso é fato, mas que o leite materno seja o melhor alimento exclusivo para um bebê até completar seis meses, seja de graça e ainda ecologicamente correto, isso é indiscutível!

Eu não entendo, e juro que queria entender: porque as mães não veem outra solução que não o leite artificial?

Claro que querer amamentar ou não, é uma decisão que cabe a cada uma. Mas uma mãe que amamenta, que teve suas dificuldades no inicio, superou, lutou e tudo mais, desistir de amamentar porque TEM QUE DAR FÓRMULAS, porque não dá pra conciliar trabalho e amamentação? De onde exatamente veio essa idéia?

Sim, dá. Eu digo que dá porque eu passei por isso, não só uma vez, mas três!!!

Quando tive minha primeira filha, voltei ao trabalho quando ela tinha 4 meses. Ela foi amamentada com meu leite até o 6º mês exclusivamente (uma amiga quem cuidava dela e dava meu leite em mamadeira). Ela mamou até completar 1 ano e 4 meses.

Meu segundo filho mamou exclusivamente até o sexto mês porque meu esposo (desempregado) dava meu leite no copo para ele durante todo o dia (eu trabalhava e estudava a noite). Ele mamou até completar 2 anos.

Como fazer isso?

Vou colocar em 3 tópicos simples:
1º - é preciso querer;
2º - ordenhar o leite antes das mamadas, quando as mamas estão cheias e guardar em recipientes de vidro bem tampado no congelador com a data da ordenha. O leite é válido até por 1 mês no freezer ou 1 dia na geladeira. Para dar ao bebê, basta esquentar em banho maria, sem deixar que o leite ferva para não perder nutrientes;
3º - pode-se oferecer o leite em copo, com bico ou sem, ou em mamadeira (isso pode atrapalhar e confundir o bebê e a mãe). O mais importante é saber que a criança continuará crescendo e sendo protegida pelo leite que foi FEITO PARA ELA e com o esforço e carinho da mamãe.

Tem muita informação no site SOS Amamentação de como fazer para ordenhar e armazenar o leite, e também no blog da Matrice, sobre volta ao trabalho, e no blog De Peito Aberto.

Caso você ache que é muito dificil para você tudo isso, e eu acredito que você tenha seus motivos, faça uma amamentação dupla, porque ainda é a melhor solução do que desmamar por completo. Dê o seu leite de noite e leite artificial durante o dia.
Eu passei por isso durante 6 meses com meu bb3 e acredito que foi melhor para nós dois, do que desmamar por completo.

Vai valer a pena, acredite!
Isso tudo é por amor!
De mãe, para mãe.

Se você teve uma história de luta com amamentação depois que voltou a trabalhar, partilhe conosco, para que ajude outras mamães.

Beijo
Imagem aqui

19 de dezembro de 2008

Ajuda financeira do Governo no Japão (nascimento até 12 anos).

por Franciely Tsuchiya

Após o descobrimento e confirmação de uma gravidez no Japão, a mulher (japonesa ou estrangeira) terá todo apoio do governo japonês, que faz questão de incentivar o crescimento populacional, já que a população japonesa ainda diminui ano-a-ano assustadoramente.

Toda e qualquer gestante terá 3 consultas grátis (começo de gestação, meio e final, ou até mesmo mais consultas, depende do Estado ou Prefeitura), ajuda para o pagamento do parto (350 mil yenes), consulta e ajuda profissional em casa (após o nascimento do bebê), mais 3 consultas gratuitas para o bebê (fora demais consultas rotineiras) e ainda ajuda, em dinheiro, mensal (para a criança até 12 anos de idade) e vacinação gratuita. Tudo
isso não importando a nacionalidade.

Toda gestante deve saber bem como pedir seus direitos para poder recebê-los, então hoje é isto que vamos ensinar para todas as mamães que desejam ter seus bebês aqui no Japão.

Vamos por pontos:

Ponto 1.
A primeira coisa após o descobrimento da gravidez é marcar uma consulta na clínica ou hospital de preferência, e como somos totalmente a favor da humanização do parto, aqui vai a lista da 'Reborn' (http://www.web-reborn.com/saninjoho/saninjohoindex.html#chuubu) para quem quiser ver as clínicas humanizadas do Japão.

Identifique o kanji de seu Estado e clique para conhecer sobre a clínica e onde está localizada.

Para quem quiser participar da nossa lista de discussões, basta clicar aqui e se cadastrar. Lá contamos com o apoio de uma obstetra Humanizada do Brasil e partilhamos todo o tipo de informação e conhecimento sobre a gravidez e parto no Japão.

Também é possível entrar em contato com a Brett Iimura, que é educadora de nascimento (Childbirth Education Center - CEC) em Tóquio, mora no Japão há mais de 13 anos e diretora de projetos sobre humanização.

Brett Iimura
brett@free-zone.com
Phone: 033 - 414 - 7458

Para falar com a Brett, você pode conversar em inglês ou japonês, por telefone ou e-mail. Você poderá usar o tradutor do google para facilitar o diálogo.

Muitas mulheres pegam informação com ela e conseguem boas clínicas humanizadas e também conseguem saber de profissionais para ajudar no parto em casa, aqui no Japão.

Conversar, se expressar, buscar aprender com profissionais humanizadas diretamente daqui, é a melhor coisa a se fazer, uma vez que elas podem ajudar na escolha da profissional e ainda orientar na conversação médica.

Para quem deseja alguma ajuda de um japonês (nesta área) mas que fala português poderá entrar em contato com nossos amigos:

Daisuke Onuki
daisuke@humanization.org

ou

Takashi Matsui
takashi-lea@hotmail.co.jp

Ponto 2.
Após encontrar a clínica, hospital, casa de parto ou somente local para o pré-natal de sua preferência, faça sua primeira consulta e solicite o documento que confirma a gravidez (ninshin todoke), para ser apresentado à prefeitura de sua cidade.

Com este documento você pegará todo o material que a prefeitura oferece para a gestante: diversos livros (gestante, parto, dentição infantil), papéis (palestras para gestantes, cuidados com o bebê) tudo inteiramente gratuito.

Para brasileiras, será entregue a caderneta da mãe e da criança na cor rosa, e papéis para a vacinação.

Os 3 mais importantes serão:
- A caderneta (boshi kenkoo techoo) mais conhecida como boshi techoo.
- O livrinho (boshi hoken no shiori) que contém os papéis das consultas gratuitas (3 consultas para a mamãe e 4 para o bebê)
- Os papéis para a vacinação ( 5 tipos).

Ponto 3.
Todos no Japão, precisam ter um plano de saúde, independente de ser gestante ou não. E as que engravidaram, mas ainda não tem um plano de saúde, é necessário ir até a prefeitura da cidade e providenciar.

Hoje, aqui, se tornou obrigatoriedade ter o shakai hoken. Todos os brasileiros que trabalham por intermédio de uma empreiteira automaticamente adquirem este tipo de plano (já descontado em folha), mas pela prefeitura pode ser feito o kokumin hoken, e ainda existem outros planos particulares, basta se informar na prefeitura.

Após providenciado o tipo de plano de saúde,
você precisará solicitar o papel para a assistência a maternidade (shussan ikuji ichijikin). No caso de shakai hoken será preciso comparecer no shakai hoken-cho (prédio central do plano de saúde shakai) e no caso do kokumin hoken, ir até a prefeitura.

Existem 2 tipos deste papel, um que você solicita antes do nascimento do bebê (pelo menos 1 mês antes) e levando para o seu médico preencher, o dinheiro cairá automaticamente para o hospital, no caso de sobra ou falta do dinheiro, a agência entrará em contato depois. E o segundo papel pode até mesmo ser solicitado após o nascimento do bebê, sendo o único incoveniente pagar o hospital do próprio bolso, para somente depois ser reembolsado.

É importante ter o plano de saúde em dia para receber a ajuda do governo (350 mil yenes e outros), e para adquirir o plano de saúde é preciso ter os impostos em dia também.

Ponto 4.
Após o nascimento do bebê e resolvido a ajuda do parto, a mamãe poderá contar com mais uma ajuda. Chegará em sua casa um formulário para ser preenchido e entregue na prefeitura para o recebimento na quantia de 10 mil yenes mensal, que será a ajuda para a criança até os seus 3 anos de idade. (Se for 1º ou 2º filho). O depósito é feito de quatro em quatro meses em sua conta bancária, no valor de 40 mil yenes.

Todos esses direitos você poderá exigir após ter feito o plano de saúde e estando com o pagamento em dia.

Fora tudo isto você ainda poderá se informar sobre o cartão rosa para a mamãe e o amarelo para o bebê. Com este cartão a família restituirá futuro gastos com médico.

Toda esta papelada, embora complicada, são automaticamente requeridas e recebidas conforme a confirmação da gestação e ganho do bebê. A mamãe poderá fazer passo-a-passo, com muita calma, a medida que a gestação se desenvolve.

Procure preencher todos os dados certinhos para não haver atrasos ou falha no recebimento.

Aos poucos esclareceremos outros pontos mas o principal agora é isto!

Boa Sorte para todas as Mamães!

18 de dezembro de 2008

Banhos em bebês

Por Thais Saito

A Fran já escreveu aqui sobre os químicos que fazem mal pra saúde (nossa e dos nossos bebês).
Agora eu queria falar da nossa imensa necessidade desses produtos de beleza, de higiene.

Por que a gente gasta tanto com isso? Por que a gente se arrisca tanto com isso?

Porque a gente quer que os nossos bebês estejam sempre cheirosos e limpos, como os bebês dos comerciais, não é?
Só vamos pensar: qual a finalidade do sabonete?
Teoricamente, tirar a gordura. A mesma finalidade dos detergentes, sabões em pó. A máquina e a esponja lavam muito bem sem nenhum deles, mas não conseguem tirar a gordura.
E bebê tem lá gordura pra ser tirada?
Não. Então o sabonete vai fazer o que a gente não quer: tirar a camada de gordura que protege a pele. Assim, a pele fica mais sensível, absorve mais do que não devia (das coisas presentes em fraldas, cremes, roupas, nossos perfumes, hidratantes). E a pele deles já é naturalmente sensível!

E o "cheirinho de bebê"? Outra coisa, né. Por que a gente quer que os nossos bebês tenham o cheiro do sabonete? Os bebês são cheirosos por natureza. São, mesmo. Experimentem.

Aqui começa a minha sugestão:
Vamos não usar sabonetes nos bebês? Eles não precisam. O sabonete só vai deixar a pele ressecada, sensível. Só a água e as nossas mãos vão fazer o efeito perfeito.
E quer mais uma vantagem? Aquele cocô que gruuuuda na bundinha? Não vai mais ter. Uma pele boa, com a sua camada de oleosidade natural, vai ser suficiente pra não deixar o cocô grudar.

Mais: água quente também resseca. E água é um bem não renovável, o bem mais precioso (lembrem, sem ela, os nossos filhos não vão viver). Então, vamos cuidar bem dela. Que tal banho duas vezes por semana? Ou quando tiver aquela meleca, mas só quando precisar. E não vamos lavar a cabecinha todas as vezes, né? Nesse frio.......

Então, concluindo, vamos dar banho nos bebês duas, três vezes por semana, não lavando os cabelos todas as vezes, e sem sabonete. Assim, a pele do bebê vai ficar protegida, eles vão ficar livres de uma eventual gripe por friagem e o planeta agradece (menos sabonete = menos poluição. E menos banhos = economia de água, luz, gás).

17 de dezembro de 2008

O inverno e a Gripe infantil (bebês e crianças)

por Franciely Tsuchiya

Bom, como estamos enfrentando o famoso inverno japonês (muito frio na maioria dos lugares), pensei que seria bom falar sobre o assunto gripe, que está sendo o assunto do momento. Falar sobre a diferença de resfriado e gripe, e passar algumas dicas para as mamães que estão sofrendo com seus pequenos, em casa, com este frio.


Uma matéria recente, da revista Vitrine, falava sobre a diferença de resfriado e gripe, para quem não leu sobre este assunto, estará postado aqui.
Antes de saber, pensamos que é a mesma coisa, mas vamos ver:

RESFRIADO
Congestiona as vias aéreas superiores (o nariz, a faringe e a laringe). A criança tem coriza clara, tosse pouco intensa, dor de garganta leve e febre igual ou inferior a 38,5 graus.

GRIPE
Apresenta sintomas mais severos com febre alta, sendo acima de 39 graus, hipersecreção, congestão nasal intensa, com coriza clara ou até mesmo esverdeada, mal-estar, dores articulares, musculares, fadiga e dor de garganta.

Embora muitas mamães fiquem preocupadas com estes tipos de sintomas, não precisam se desesperar e nem levar diretamente ao médico.
Em primeiro lugar, muita calma nestas horas, e depois, tente avaliar de onde pode ter vindo o problema. Algumas causas de gripe infantil, pode ter vindo do irmãozinho que frequenta a creche, do papai que trabalha fora, ou até mesmo da mamãe que não anda com a imunidade boa e se resfriou ao ir lá fora estender a roupa. Seja qual for a causa, é importante que a família toda se cuide. Ter boa saúde é importantíssimo, para qualquer pessoa!

Por isto é muito bom que, em todo o inverno, tenhamos hábitos apropriados para a estação, que exige mais cuidados, ainda mais aqui no Japão.
Tomar chá de limão com gengibre (bem quientinho), sem mesmo ter pegado gripe, pode ser um progresso.
Não podemos esquecer que o frio do Japão é muito intenso, mas também não podemos exagerar no agasalho. Toda criança que agasalhar demais vai suar de calor, estando sujeita a uma gripe muito fácil. É aí que mora o perigo!
Todos sabemos que ao entrar nos 'depatos' daqui, lá dentro é sempre muito quente e dentro do carro também, então melhor evitar o tira e põe casacos, cachecóis, luvas, essas coisas.

A gente só deve se agasalhar muito, quando vamos estar muito tempo no clima de frio, caso contrário, um ventinho frio não conseguirá abaixar a temperatura do corpo tão rápido assim. O resfriado e gripe acontece quando a temperatura do corpo muda de repente, por isso é melhor um corpo meio frio para o frio, que um corpo muito quente para o muito frio. Neste último caso, a gripe vem de derrubar mesmo!

Caso seu "filhote" já pegou um resfriado ou gripe, não precisa se desesperar mamãe. Observe quais são exatamente os sintomas.

Se no caso de nariz entupido e/ou peito chiando, isto significa que está com catarro e que o clima em casa está ou muito seco, ou muito úmido, geralmente muito úmido.
Tente aquecer mais o ambiente em casa, mais se muito seco tente pendurar roupas molhadas na cozinha (no caso de não haver um umidificador).
Adquira um termômetro que além de graus para temperatura, em baixo tem o indicador de umidade, ele é mais que útil e todo 'hyaku en shop' tem um.
É importante ficar de olho nele e atenta ao que o ambiente exige, são 23 graus para a temperatura ideal (19 até 25), e 50% para a umidade ideal (40 até 65). Este aparelho simples, será útil para sua vida toda, uma vez que sempre de olho nele, você descobrirá quando em casa tem algo errado, e conseguirá eliminar o problema (gripe) antes mesmo de chegar.

*Um aviso importante: Prefira não ligar ar quente em casa. O ar-condicionado além de gastar muita energia, resseca muito a pele e olhos do bebê. O ar quente do estobo apresenta maior perigo, tanto ambiental como para toda a família. Se não tiver jeito, procure temperar o ambiente e logo desligar.
Nem toda criança com o rosto geladinho está sentindo frio, as crianças costumam ser mais fortes que os adultos. Muitas vezes as crianças adoecem não pelo vento e ambiente externo, mas sim pelas decisões que tomamos. É uma questão de senso, siga seus extintos!

Bebês ou crianças que apresentam catarros, as mamães poderão fazer inalação caseira, que além de mais saudável não precisará ir a um hospital ou ficar procurando por um inalador (aqui no Japão é bem dificil achar nas farmácias).

**Inalação caseira: Ferver água e depois passar para uma bacia, fazer o bebê ou criança cheirar (inalar) o vapor quente desta água, ao tossir e expirrar, a criança eliminará todo o catarro.
DICA: Tampar com uma tolha, deixando somente a cabeça entre a toalha e a bacia.No caso de criança muito pequena, entre junto com ela, trará segurança. Ensine-a como respirar lá... precisa estar de olhos fechados e sua bastante o rosto.Segure bem os braços da criança para evitar acidentes.

No caso de nariz escorrendo, as mamães têm a opção de comprar um aparelho (como este da pigeon) para tirar a coriza. E para mamães que não querem ou não podem gastar, a inalação caseira é para todos os casos, sempre bem-vinda e ajuda muito.

Os chás (mais fraquinhos para bebês e crianças) também são uma boa opção quando já está engripado, mas cuidado para não exagerar, pode causar vômitos.

Toda mamãe e papai pode e deve, tentar curar a gripe ou resfriado de seu pequeno, em casa. É uma boa opção, mais saudável e muito mais barata. Mas o ideal é sempre seguir o que o coração deseja fazer. Mas se for por dúvida, não duvide mamãe, faça a prova e verá, cuidados com o seu filho você terá o resto da vida, não queira enrriquecer o médico! hehehe

'A humanização deve estar nos nossos dias, todos os dias! Humanizar é deixar mais humano, é deixar do meio interventivo e tentar pelo método mais natural'.

Espero ter ajudado! Abraço a todos!



16 de dezembro de 2008

Amamentação durante a gravidez

Por Thais Saito

Quando eu engravidei do João, a Melissa tinha 8 meses. Ela ainda mamava 5 vezes por dia, no mínimo.
E eu comecei a ouvir que tinha que desmamar, que leite de grávida faz mal, que o bebê da barriga ia nascer minúsculo ou morrer na barriga.

Aqui entra a minha pergunta:
SERIA A NATUREZA TÃO IMPERFEITA, A PONTO DE FAZER UMA MULHER QUE AMAMENTA ENGRAVIDAR, sendo que isso oferece tantos "riscos"?

Então vamos pensar aqui nos "riscos".
- Leite de grávida faz mal.
Não tem nenhum estudo que diga isso. Às vezes, o filho que mama sente um gosto diferente e pára de mamar, mas não faz mal. Às vezes, a mulher sente dores, porque o seio fica sensível, mas o leite continua não fazendo mal. As índias, as africanas, as mulheres paleolíticas, as amas de leite, as mulheres de antigamente, todas amamentavam mesmo grávidas. Imagina quanta criança teria morrido se leite de grávida fizesse mal?

- Faz mal para o bebê da barriga.
Muitas pessoas pensam assim porque acreditam que os nutrientes vão todos para o lactente e o feto não recebe nada. Na realidade, se a mãe comer direito, ela consegue nutrientes para três: ela, filho lactente e filho por nascer. A gente ingere mais vitaminas do que pode absorver, portanto, sempre tem sobra que é excretada. No máximo, essa sobra não vai acontecer. Mas é difícil, hein?

- Causa aborto.
Existe um hormônio, chamado ocitocina, que é liberado na amamentação. Esse mesmo hormônio causa contrações do útero. Mas a natureza é perfeita, pipou, acreditem. O útero é incrível! Ele só aceita esse estímulo do útero quando o bebê está pronto pra nascer. Antes disso, a ocitocina vem e vai e o útero nem tchum. A ocitocina também é liberada durante o sexo. Imaginem se causasse aborto? O casal teria nove meses de abstinência. Quem iria querer filhos? E a ocitocina também é liberada quando há amor: quando a gente olha o filho, pode reparar que o seio chega a formigar.

Aqui o meu depoimento:
Eu amamentei a Mel enquanto estava grávida do João e amamentei o João grávida do Zé. Dos três, a Mel foi a menor, nasceu com 3 quilos. O João, com 3,200. E o Zé com 3, 950 kg. Isso já contradiz o mito do bebê vai nascer pequeno, morrer desnutrido, etc etc.
A Mel foi meu maior bebê, que com 3 meses pesava 9 quilos e era uma coisa de gorducha. Ela sempre comeu muito bem e o único problema de saúde que teve foi uma pneumonia aos 6 meses (antes de eu engravidar). Depois, mais nada. Também contradiz o mito "leite de grávida faz mal".
No final das duas últimas gestações, eu sentia o útero contrair quando alguém mamava. Mas só no final, mesmo. Até usei isso:
- Mama, mama mais pro seu irmão nascer logo.
HUahuaha.
Nem assim.....

Eu penso assim: se a natureza nos deixou engravidar amamentando, é porque a gente pode gestar e amamentar ao mesmo tempo. Tem gente que vai engravidar amamentando. Tem gente que não. É só cada uma respeitar o que a natureza quer de nós.