20 de março de 2009

Carta de uma mãe que perdeu seu bebê

Esta carta foi escrita por uma enfermeira americana que perdeu seu bebe e tem sido usada no mundo todo para ajudar as pessoas a compreenderem o sofrimento que enfrentam as mães que perdem seus filhos.
Espero que possa ajudar a todos os que lerem-na.

Esta carta foi feita para ajudar outras pessoas a entender e respeitar a dor da perda gestacional.

Quando estiver tentando ajudar uma mulher que perdeu um bebê, não ofereça sua opinião pessoal sobre sua vida, suas escolhas, seus projetos para seus filhos. Nenhuma mulher nesta situação está procurado por opiniões (de leigos) sobre porque isto aconteceu ou como ela deveria se comportar.

Não diga: É a vontade de Deus. Mesmo se nós somos membros de uma mesma congregação, a menos que você seja um dirigente desta igreja e eu estiver procurando por sua orientação espiritual, por favor, não deduza o que Deus quer para mim. A vontade de Deus é que ninguém sofra. Ele apenas permite.
Apesar de saber que muitas coisas terríveis que acontecem são permitidos por Deus, isto não faz estes acontecimentos menos terríveis.

Não diga: Foi melhor assim havia alguma coisa errada com seu bebê. O fato de haver alguma coisa errada com o bebê é que me faz tão triste. Meu pobre bebê não teve chance. Por favor, não tente me confortar destacando isto.

Não diga: Você pode ter outro. Este bebê nunca foi descartável. Se tivesse a escolha entre perder esta criança ou furar meu olho com um garfo, eu teria dito: Onde está o garfo? Eu morreria por esta criança, assim como você morreria por seu filho. Uma mãe pode ter dez filhos, mas sempre sentirá falta daquele que se foi.


Não diga: Agradeça a Deus pelo(s) filho(s) que você tem. Se a sua mãe morresse num terrível acidente e você estivesse triste, sua tristeza seria menor porque você tem seu pai?

Não diga: Agradeça a Deus porque você perdeu seu filho antes de amá-lo realmente. Eu amava meu filho ou minha filha. Ainda que eu tenha perdido meu bêbê tão cedo ou quando nasceu, eu o amava.

Não diga: Já não é hora de deixar isto para trás e seguir em frente? Esta situação não é algo que me agrada. Eu queria que nunca tivesse acontecido.
Mas aconteceu e faz parte de mim para sempre.A tristeza tem seu tempo que não é o meu ou o seu.

Não diga: Eu entendo como você se sente. A menos que você tenha perdido um bebê, você realmente não sabe como eu me sinto. E mesmo que você tivesse perdido, cada um vivencia esta tristeza de modo diferente.

Não me conte estórias terríveis sobre sua vizinha, prima ou mãe que teve um caso parecido ou pior. A última coisa que preciso ouvir agora é que isto pode acontecer seis vezes pior ou coisas assim. Estas estórias me assustam e geram noites de insônia assim também como tiram minhas esperanças. Mesmo as que tenham tido final feliz, não compartilhe comigo.

Não finja que nada aconteceu e não mude de assunto quando eu falar sobre o ocorrido. Se eu disser antes do bebê morrer... Ou quando eu estava grávida...não se assuste. Se eu estiver falando sobre o assunto, isto significa que quero falar. Deixe-me falar. Fingir que nada aconteceu só vai me fazer sentir incrivelmente sozinha.


Não diga Não é sua culpa. Talvez não tenha sido minha culpa, mas era minha responsabilidade e eu sinto que falhei. O fato de não ter tido êxito, só me faz sentir pior. Aquele pequenino ser dependia unicamente de mim para trazê-lo ao mundo e eu não consegui. Eu deveria trazê-lo para uma longa vida e não pude dar-lhe ao menos sua infância. Eu estou tão brava com meu corpo que você não pode imaginar.

Não me diga: Bem, você não estava tão certa se queria ter este bebê... Eu já me sinto muito culpada sobre ter reclamado sobre mal estar matinais ou que eu não me sentia preparada para esta gravidez ou coisas assim. Eu já temo que este bebê morreu porque eu não tomei as vitaminas, comi ou tomei algo que não devia nas primeiras semanas quando eu não sabia que estava grávida.

Eu me odeio por cada minuto que eu tenha limitado a vida deste bebê. Se sentir insegura sobre uma gravidez não é a mesma coisa que querer que meu bebê morra, eu nunca teria feito esta escolha.

Diga: Eu sinto muito. É o suficiente. Você não precisa ser eloqüente. As palavras dizem por si.

Diga: Ofereço-lhe meu ombro e meus ouvidos.

Diga: Vocês vão ser pais maravilhosos um dia ou vocês são os pais mais maravilhosos e este bebê teve sorte em ter vocês. Nós dois precisamos disso.

Diga: Eu fiz uma oração por vocês. Mande flores ou uma pequena mensagem. Cada uma que recebi, me fez sentir que meu bebê era amado. Não envie novamente se eu não responder.

Não ligue mais de uma vez e não fique brava (o) se a secretária eletrônica estiver ligada e eu não retornar sua chamada. Se nós somos amigos íntimos e eu não estiver respondendo suas ligações, por favor, não tente novamente. Ajude-me desta maneira por enquanto.

Não espere tão cedo que eu apareça em festas infantis e ou chás para bebes ou vibre de alegria no dia das mães. Na hora certa estarei lá.

Se você é meu chefe ou companheiro de trabalho:

Reconheça que eu sofri uma morte em minha família não é simplesmente uma licença médica. Reconheça que além dos efeitos colaterais físicos, eu vou estar triste e angustiada por algum tempo. Por favor, me trate como você trataria uma pessoa que vivenciou a morte trágica de alguém que amava. Eu preciso de tempo e espaço.

Por favor, não traga seu bebê ou filho pequeno para eu ver. Nem fotos. Se sua sobrinha está grávida, ou sua irmã teve um bebê há pouco, por favor, não divida comigo agora. Não é que eu não possa ficar feliz por ninguém mais, é só que cada vez que vejo um bebê sorrindo ou uma mãe envolta nesta felicidade, me traz tanta saudade ao coração que eu mal posso agüentar. Eu talvez diga olá, mas talvez eu não consiga reprimir as lágrimas. Talvez ainda se passarão semanas ou meses antes que eu fique pelo menos uma hora sem pensar nisso. Você saberá quando eu estiver pronta.Eu serei aquela que perguntará pelos bebes, ou como está aquele garotinho lindo?

Acima de tudo, por favor, lembre-se que isto é a pior coisa que já me aconteceu.

A palavra morte é pequena e fácil de dizer. Mas a morte do meu bebê é única e terrível. Vai levar um bom tempo até que eu descubra como conviver com isto.

Ajude-me.

17 de março de 2009

O pediatra

A gente sabe que existem pediatras bons e pediatras ruins, assim como existem médicos bons e ruins em qualquer especialidade.
Mas, afinal, o que é o pediatra?
É o médico de criança.
Claro.

Mas além disso, o que ele é? O que ele precisa ter? Saber? Fazer? Como a gente sabe se um pediatra é bom ou ruim?

Pediatra é um médico super importante, porque a gente precisa que ele nos guie na saúde das nossas crianças. Nossos filhos.

O primeiro ponto comum é que o pediatra veja a criança, de verdade e a fundo. Pediatra que pergunta o que a criança tem em nem olhar para ela, pede, mesa, dá a receita de vitamina e fim, gente... não vale a pena.
Pediatra precisa conversar com a criança, com os pais. Precisa tirar dúvidas, orientar, ajudar. E precisa de tempo, para isso. Quanto tempo? Eu diria, meia hora. No mínimo.

O segundo ponto é saber orientar certo.
Precisa estimular a amamentação, ajudar a mãe se ela tem problemas, precisa acreditar no corpo da criança, precisa saber da rotina da criança. Se é uma criança que come bem (bem eu digo em questão de variedade), toma sol, corre, brinca, se desenvolve, então o médico precisa saber que essa criança não precisa de vitaminas, complementos e afins.
Ele precisa saber diferenciar doença de saúde. E pessoas saudáveis não precisam de remédios. Pessoas doentes, sim.

O terceiro ponto comum é a disponibilidade.
Médico pediatra precisa ser médico 24 horas por dia, 7 dias por semana. E, se ele vai viajar, tirar férias, ir ao casamento do filho, então ele precisa deixar um substituto para atender suas emergências. Precisa estar disponível.

Agora, para MIM, tem outros pontos importantes:
- Pediatra precisa ter paciência com a criança e com os pais. Precisa saber lidar. Precisa ter brinquedos. Precisa saber falar.
- Pediatra não pode nunca impor nada. Ele precisa sugerir, discutir, conversar e aceitar as decisões dos pais ou decidir junto com eles. Se ele discorda, então ele precisa explicar os motivos. E, se for algo realmente incompatível, então ele precisa se dispor a ajudar apresentando pediatras que poderiam combinar melhor com a família.
- Pediatra precisa ser amigo. Porque ele precisa gostar dos meus filhos e de mim e do meu marido. Se o santo não bate, nenhuma relação funciona, não?

E vocês, como escolheram o pediatra dos filhos?

imagem daqui.

14 de março de 2009

Yoga para gestantes

Uma das práticas mais indicados para as gestantes atualmente, tem sido a Yoga, porque através dela a mulher obtem uma consciencia corporal, meditativa e respiratória, que trará muitos benefícios durante a gravidez, no parto e no pós parto.

Temos aqui, um video muito bacana, gravado do Programa Mulheres, da TV Gazeta, com explicações bem práticas sobre a Yoga, com a instrutora Katia Barga (da Materna SP).

Que tal tentar?




12 de março de 2009

Banho do bebê

Quando a gente pensa em banho no bebê, a primeira coisa que vêm à mente é aquela banheira de plástico, o bebê, a nossa mão apoiando por baixo, a outra lavando, pegando a tolha, levantando bebê, secando...

Na verdade, existem muitas e muitas formas de se dar banho em bebê.
Aliás, existem formas infinitas!
Quer conhecer algumas?

Existe o tradicional banho de banheira, aquela banheira de bebê, de plástico normal. Funciona, claro. Só é meio difícil pegar o jeito. Mas, hoje em dia, para ajudar, dá para comprar uma redinha de apoio, um apoio de plástico, essas coisas. Eu não gosto porque é enorme, dá trabalho pra manter limpa e arrumada, além de fazer os bebês chorarem. Os meus só se acalmavam quando eu colocava uma toalhinha no peito deles.

Existe o banho em balde. Sim, balde. Um grandão. Você enche até a metade, coloca o bebê com as perninhas dobradas para a frente e a água cobre até os ombros. O bebê se sente no útero, provavelmente não vai se afogar porque não fica sobrando espaço para a cabeça entrar na água, gasta menos água que a banheira normal. Maaaaas............ já ouvi relatos de mães que não conseguiram dar banho, propriamente dito, porque a mão não entrava. E perde bem rápido, essa banheira. Em recém nascidos, o ideal é enrolar uma fralda em volta do bebê, e segurar pelo tecido, porque faz com que ele se sinta mais confortável ainda.



Também existe o banho de chuveiro conjunto. É malabarismo e cuidado, mas funciona e é uma delícia tomar banho com o bebê. Eu deixava o bebê no bebê conforto (serve carrinho, cadeirinha, qualquer coisa que você tenha para segurar o bebê) bem em frente ao box. A porta do box aberta. Tirava minha roupa, tomava banho em 3 segundos (hauahauhua) e pegava o bebê (que estava pelado, mas enrolado na toalha dele). Sentada no chão, com as pernas cruzadas, deixava o bebê deitado, de pé, do jeito que ele quisesse enquanto eu dava banho. Daí enrolava o bebê na toalha e colocava de volta no bebê conforto. Me secava, pegava o bebê, trocava. E só depois me trocava. hauhauhauahau. Não peguei resfriado. É uma delícia, maaaaas.... gasta muita água e não é tão simples... hauahuha

O meeeeeelhor, é o banho de ofurô conjunto. Você toma banho, pega seu bebê e entra no ofurô. Fica lá curtindo ele, dá banho lá dentro (já que bebê não precisa de sabonete) e sai, enrola os dois na toalha.
Aqui no Japão, dá pra reusar a água do ofurô para lavar roupa, então, não tem problema com o desperdício de água.
Maaaaaaas! A água não pode estar quente! Tem que estar em uma temperatura de corpo, entre 37-38 graus.

Imagem daqui.

9 de março de 2009

O ato sexual e o ato de parir

por Rosana Oshiro

Quando viajei para o Japão, na 35ª semana de gestação da minha filha n.4, eu vim tranquila, porque acreditava que o parto aqui era bem próximo do que eu esperava como um parto normal.

Eu imaginava que os partos eram normais mesmo. Sem intervenções, sem pressões, seguindo a linha de Humanização, porque o Japão é modelo né?

Mas foi triste sentir na pele que não era bem assim...

No Brasil, eu tive um parto natural (sem intervenções) que para mim foi maravilhoso!

Quando vivi a intensidade do parto sem drogas, percebi o quão prazeroso era ter um parto respeitoso, digno, suave e feliz! Muita gente me achou louca, e foi ai que percebi que faltava informação para as mulheres, que no geral, não sabem quase nada sobre as intervenções no parto.

A OMS, em 1995, criou uma lista de atitudes que devem ser encorajadas para o Parto Normal, para que mãe e bebê passem pela experiência do parto felizes, mas infelizmente, isso não é muito respeitado em nenhum lugar do mundo.

Claro que aqui no Japão, existem clinicas e hospitais, que seguem a linha da humanização, muito mais do que existe no Brasil, mas apenas nos grandes centros.

Aqui na cidade onde moro, que é interior (Iida shi) os partos ocorrem cheios de intervenções se a mulher for mal informada. E com um pouquinho ainda se ela for bem informada e tentar se livrar dos protocolos. É sério!

Mas porque agora esse negócio de Parto Natural? Porque Parto Humanizado? Parto é parto! Alguém haveria de dizer...

Sim, isso é o que deveria ser, mas não é!

O parto normal praticado, ainda hoje, em todo mundo é um parto cheio de intervenções e desrespeito, onde a mulher não é protagonista, onde lhes são impostos uma série de protocolos, que ela não pode questionar, (especialmente aqui no Japão) porque é o médico quem manda.

Porque eu luto pelo parto humanizado, que ocorre naturalmente e com respeito as vontades da mulher?

Primeiro, analisem comigo, logo abaixo, se não há uma grande ligação entre o ato de parir e o ato sexual?

Em ambos os atos:

- é preciso estar no clima
- é preciso ir devagar e esperar o processo avançar aos poucos
- é preciso encontrar posições confortáveis
- às vezes a mulher sente a necessidade de gemer, gritar, e é natural!
- na medida em que a mulher se "entrega", o climáx acontece mais facilmente

Se pararmos para pensar nessas coisas, é provável que vamos achar ainda mais ligações nos atos de praticar sexo e parir, porque realmente elas estão ligadas.

Mas imagine: E se para fazer sexo você precisasse estar sempre depilada, sem pêlo algum? E se para ser penetrada, você precisasse ter sua vagina cortada para isso acontecer mais facilmente? E se ao gemer ou gritar, seu parceiro mandasse você ficar quieta? E se a posição estivesse te incomodando, mas você não pudesse sair dela? Essa transa ia ser legal?

Tenho certeza que não!

O que podemos concluir: Será mais fácil parir naturalmente deixando o processo fluir ou recebendo um monte de intervenções e ordens?

Gostaria de ler nos comentários sobre o que vocês leitoras pensam sobre essas ligações, se elas fazem sentido ou não...

No próximo post, complementarei falando sobre as intervenções no parto.

Beijos

7 de março de 2009

A quem interessa o direito de escolher cesarea?

No Brasil, a maioria das mulheres durante a gravidez, dizem preferir o parto normal, porém seus médicos sempre arranjam "um cordão enrolado", "muito liquido" ou "pouco liquido" para fazer a cirurgia e decretar que foi para o bem da mãe e do bebê.
Ou dizem, como ocorreu comigo quando não tinha informação:
- Você já passou da 40ª semana, quer fazer a cesarea?
Qual é a resposta óbvia de uma desinformada diante de um "homem de branco"???

Muitos médicos alegam que as mulheres no Brasil, pedem para fazer cesareas, mas a verdade é outra.

Existem interesses muito maiores por trás das cesáreas desinformadas que acontecem diariamente nos hospitais do Brasil e do mundo.

Esse texto foi escrito pelo Dr. Marsden Wagner, Médico Pediatra e Neonatologista da Dinamarca.

Sim, as mulheres devem ter controle absoluto sobre seus próprios corpos. Segue logicamente que elas podem escolher qualquer procedimento médico que quiserem? A
resposta não é tão simples. Se uma mulher vai a um obstetra exigindo uma circuncisão feminina em sua filha, deveria o médico fazê-la? A maioria das mulheres americana diria não e a maioria dos obstetras, incluindo aqueles promovendo os direitos das mulheres escolherem a cesárea, muito provavelmente também diriam não.

Em um artigo recente em uma revista científica obstétrica, o Presidente de American Collegge of Obstetricians and Gynecologists incita os médicos a encorajarem as mulheres a escolher uma cesárea e citam o Brasil como um exemplo maravilhoso de honra à escolha das mulheres pela cesárea. Tendo passado um mês lá recentemente, eu vi com meus próprios olhos como o Brasil é um exemplo trágico do que acontece quando os médicos se afastam das indicações médicas para a cirurgia - hospitais com 100% de cesáreas, estados inteiros com 50% de cesáreas e nestas áreas, com essas taxas extremas de cesáreas, a taxa de mulheres morrendo próximo ao parto está, não surpreendentemente, subindo. E estudos mostram que as mulheres no Brasil querem cesárea porque na sua cultura machista temem perder seus homens se elas não têm o que os médicos chamam de uma
"vagina de lua-de-mel". É isso que queremos para os Estados Unidos?

Uma mulher surda não pode fazer uma escolha entre Mozart e Beethoven. "Escolha" sem informação completa não é escolha. A questão ética chave não é o direito de escolher ou exigir um procedimento cirúrgico de grande porte para o qual não há indicação médica, mas o direito de receber e discutir informações completas e não tendenciosas, anteriormente a qualquer procedimento médico ou cirúrgico.

Isto requer revelação obrigatória de todos os riscos conhecidos de uma cesárea eletiva dada às mulheres na entrada do hospital (não quando ela está no auge do trabalho de parto ou sendo preparada para a cirurgia), assim como dando a elas seus direitos de Miranda*. Isto é muito diferente do que acontece hoje: na entrada do hospital é dada a mulher uma folha de papel para que ela assine, que não é para sua educação ou benefício, mas para proteger o médico e o hospital de ação judicial, essencialmente dando a eles carta branca para fazerem com ela o que quiserem.

A informação dada à mulher para decidir que tipo de parto ela terá, tem que vir de uma fonte neutra e não tendenciosa como Federal Centers for Disease Control (Centros Federais de Controle de Doenças) ou outros cientistas. Qualquer informação provinda de organizações profissionais como o American College of Obstetricians and Gynecologists será inevitavelmente tendenciosa, pois o objetivo número um de qualquer organização profissional é proteger o interesse de seus membros. Como resultado, a informação disponível para os obstetras pode ser tendenciosa, gerada por firmas comerciais interessadas em lucros ou por organizações profissionais interessadas em promover dados mais favoráveis para os médicos sobre procedimentos. O resultado: muitos obstetras mal informados e não qualificados para fornecer informações completas e não tendenciosas para as mulheres.

Eticamente falando, os médicos, assim como as mulheres, têm direitos a respeito do cuidado médico. É bem estabelecido nos EUA que nenhum médico é obrigado a fazer algo contra sua crença religiosa. Pelas mesmas razões, o médico não pode usar "ela quis" como desculpa para fazer o que ele quer fazer de qualquer forma.

A primeira obrigação de um clínico é com o bem estar de seu paciente e se uma mulher pede por uma cesárea para qual o médico não consegue encontrar indicação e que, pelo melhor do seu conhecimento, traz riscos para a mulher e seu bebê que compensam qualquer benefício possível, o médico tem o direito, talvez até o dever, de recusar-se a fazer a cesárea. Ninguém está apontando uma arma para a cabeça dele.

É por isso que a organização que conglomera todas as organizações obstétricas de nível nacional (incluindo o American College of Obstetricians and Gynecologists) emitiu uma declaração em 1999: "Devido a evidências fortes de que o benefício em cadeia não existe, realizar uma cesárea não é eticamente justificável".


4 de março de 2009

Os primeiros dias após o parto

Por Thais Saito

Então, você está no final da sua gravidez, tudo ótimo, tudo organizado para receber o bebê.

Será que tudo, mesmo?
A comida, a roupa, a limpeza, as visitas.... Quem vai cuidar dessas coisas?

O que você espera dos primeiros dias com o bebê em casa? Você pensou nisso?

Ah, aquele bebê é a coisa mais linda do mundo! Daria para ficar o dia todo só olhando aquele serzinho, não?

Infelizmente, para quem não tem empregada, a coisa não é tão simples....
Visitas chegam, você nem conseguiu escovar os dentes, imagine então, lavar o banheiro?

Para quem teve parto normal (de preferência, sem episiotomia), quase nenhuma dificuldade. Dá para fazer tudo. Para quem teve cesárea, uma episio, alguma complicação, aí o caso é outro. fica meio difícil fazer as coisas.
Fora que bebê dá trabalho. A não ser que seu bebê seja um bebê anjo, como foi minha Melissa, que mama, doooooorme, mama, doooooooorme. Eu podia trocar a fralda dela que ela continuava dormindo. Podia passar aspirador que ela não acordava. he he he. Já os outros dois....

Eu tenho comigo algumas dicas que ajudam.
- Ter alguém que possa ajudar. A mãe, a irmã, o irmão, o pai, o cunhado, a cunhada, a melhor amiga..... Qualquer pessoa que possa te ajudar a fazer qualquer coisa, é bem vinda. Confie em mim. hahahah. Só não vale deixar a pessoa tomar as rédeas da sua casa, né? Combine, por exemplo, que a pessoa vem e te ajuda com a limpeza da casa duas, três vezes na primeira semana. Nem é pra fazer faxinão, mas uma ajuda básica. Depois, quando você se recuperar, pode ajudar essa pessoa. Se você não tiver ninguém (eu não tive), garanto que a gente se vira. Não é motivo para panicar.
- Deixar a comida pronta e congelada antes do parto. Faz um caldeirão de feijão e congela em porções de um dia. O mesmo com a mistura. Deixa a salada lavada, em saquinhos separados para os primeiros dias (só lembre de secar bem antes de ensacar). Uma preocupação a menos. Comidas prontas não são lá... saudáveis (os obentôs também), mas são uma ótima pedida quando não se tem mais comida pronta.
- Dormir sempre junto com o bebê. A gente precisa recuperar as energias gastas no parto, mesmo. Se você não jogar lixo no chão, huahauahauah, já não vai ter muita bagunça, mesmo. Isso para as mães de primeira viagem. Para as que têm mais de um, hehehe, sinto muito. hauahuahauahauahuaha
- Delegar. O marido precisa ajudar e precisa entender o momento. Aliás, ele precisa fazer, porque o filho também é dele. Só não fique reclamando atrás dele que a louça foi mal lavada, a roupa foi estendida erroneamente, tem cabelo no chão.....
- Tenha um sling ou um wrap. Você prende o bebê na barriga e pode, por exemplo, lavar a louça, estender a roupa, escovar os dentes, ir ao banheiro..... O bebê adora. Você vai precisar de um pouco de prática para pegar segurança, mas logo a coisa flui. Pelo menos, o cabelo vai estar penteado e os dentes escovados. Mas também não precisa lavar as paredes nos primeiros dias.
- Relaxe..... saiba que todo mundo passa por isso. A casa nunca mais vai ficar impecável. O cesto de roupa suja nunca mais vai ficar vazio. O chão nunca mais vai ficar sempre brilhando. E a pia nunca estará vazia. hauahauahauauahau. Aceeeeita que é assim, mesmo. Que uma hora, a gente entra no ritmo. A gente e o bebê.

2 de março de 2009

Enjôos

Existem várias maneiras de lidar com os enjôos
E existem vários graus de enjôos.

A maioria das mulheres sofre com eles nos primeiros 3 meses. Algumas, sofrem durante toda a gravidez. Algumas sentem enjôo de algumas coisas, alguns cheiros, alguns gostos, em alguns períodos do dia. Outras, sentem enjôo de tudo, todos e toda a hora.

E quem não teve, precisa se considerar muito, muito sortuda.

Para tratar, vou falar de métodos não medicamentosos. Se quiser remédios, melhor conversar com o obstetra.
- Gelo. Alivia e muito. Chupa o gelo, pica ele e vai comendo ou só fica passando no rosto.
- Limão. Também ajuda. Muitas mulheres dizem que picolé de limão é a melhor pedida. Pra mim, não funcionou, porque o açúcar acabava com a minha vida. O que funcionava era limão espremido em um copo cheio de gelo. Era um horror, mas melhorava.
- Gengibre. Outra pedida maravilhosa. Chá de gengibre, tsukemono de gengibre, o gengibre puro, gengibre na comida, suco com gengibre, água com gengibre ralado.......
- Ume boshi. Eu não experimentei porque não sabia. Mas quem testou garante que funciona. É só comer uma bolotinha e pronto.
- Bolacha água e sal ou qualquer outra assim, sem cheiro, sem sabor, sem cor. Eu vivi 4 meses em cada gravidez com bolacha integral e Coca-Cola. Dizem ser bom comer antes de levantar, antes de escovar os dentes, lavar a louça, fazer qualquer coisa com muito cheiro. Para mim, não funcionou muito.
- Cola-cola. É. Um santo remédio. hauahuhaua Pra algumas mulheres, funciona qualquer refrigerante, mas para quem tem enjôos muito fortes, só Coca.
- Acupuntura. Eu não cheguei a fazer, mas parece ajudar bem.
- Pulseiras magnéticas. São pulseiras que ativam pontos da circulação e aliviam os enjôos. Não testei, mas já ouvi dizer que ajuda por um tempo.

Os enjôos são normais desde que não haja perda de peso excessiva e o desenvolvimento fetal esteja dentro da normalidade.

E você, tem mais alguma dica?