Quando os nossos filhos ficam doentes, é normal a gente se desesperar.
Claro, nosso bebê está ali, doente, sofrendo. A gente não tem como tirar isso deles.
E depois de alguns dias sem dormir, é normal a gente se desesperar por eles e por nós.
Não vou dar aqui nenhuma receita caseira para baixar febre, curar conjuntivite, nada disso.
hahaha.
Quero, mesmo, é falar sobre como lidar com isso. Como nós podemos ajudar, sem ser farmacologicamente.
Mas, então, o que se faz, numa hora dessas?
O normal: deu febre, toma antitérmico. Deu inflamação, toma antiinflamatório. Deu infecção, toma antibiótico. Deu alergia, toma corticóide, antihistamínico. É rápido, fácil.
Só meio caro.
Financeiramente também. Mas caro para a saúde dos nossos filhos. E para o meio ambiente.
A primeira coisa que a gente precisa saber é que é normal ficar doente. Gripe, resfriado, kafunshou, catapora, conjuntivite viral..... Normal!
Doenças que vêm e vão sem remédios.
Além de normal, são essas pequenas doencinhas que fazem o sistema imunológico funcionar, fortalecer e amadurecer.
Em outras palavras, faz bem!
Claro, ninguém gosta de ver o filho com febre. Mas a gente precisa saber que o sistema imunológico está funcionando. E que, se a gente interfere, a coisa pára de funcionar.
A gente pode dar suco de laranja, mexerica, morango, kiwi, suco de limão. Pode fazer sopinha, okayu, dar banho morno, soro caseiro para hidratar. Tudo isso é natural, não vai tirar nenhum dos sintomas. Mas tem sua dose de vitamina, de conforto. Então vale. Tudo o que ajuda, sem efeitos colaterais, vale.
Mas remédios.... vamos deixar para quando eles estiverem doentes de verdade, que tal? Senão o corpo acostuma e, quando precisar, não vai ter o efeito necessário.
Minha receita: calma, paciência (que filho doente e mãe sem dormir costumam não ser uma combinação muito legal. haha) e confiança. Tire um tempo para ficar com o seu filho, porque ele precisa desse tempo. Deixa a casa, deixa a roupa, deixe as compras. Cuide só do bebê. Beije, abraçe, nine. Logo passa.
21 de abril de 2009
19 de abril de 2009
Promoção "Materna Japão e Criando Gente"
A Flávia Mesquita, designer de moda, é a mais nova parceira do Materna Japão e está oferecendo um desconto de 10% em qualquer blusa de amamentação para as mães que comprarem em seu blog e disserem que são seguidoras do nosso blog.Ela é criadora da marca "Criando Gente" e faz modelos lindíssimos e super confortáveis de blusas para ocasiões diversas, com um diferencial: são próprias para amamentação! Além de serem confeccionadas por material de excelente qualidade.
Serve para quem amamenta ou para dar de presente para uma amiga que vai amamentar ao invés de dar presentes para o bebê que talvez não fossem necessários né? =D
Visite o site da Flavia e confira!
http://www.criandogente.blogspot.com/
16 de abril de 2009
Shantala, suaves toques de amor
A Pitty Arai é a materna convidada da semana. Aqui ela fala um pouco sobre essa prática que ajuda (e muito) acalmar os bebês e ensina também como praticá-la.Confiram o post e a video aula! =D
Um médico francês em uma visita a Índia se deparou com uma cena que o fez ficar atentamente observando, uma mãe que se chamava Shantala fazia massagem em seu bebê, para ela já fazia parte do dia a dia, mas para esse médico era algo diferente que no Ocidente dificilmente se encontrava uma mãe que parava os afazeres de casa para então ter um contato dessa forma com seu bebê, ele fotografou toda cena e quando retornou ao seu país levou essa técnica e nomeou em homenagem a essa mãe. La na Índia não existe um nome específico pois já é passado de geração em geração.
Graças a esse médico, hoje muito tem se utilizado essa massagem para ter um maior contato com mãe e filho.
Há inúmeros benefícios, é tão importante para os pais quanto para a criança, através da shantala é uma oportunidade de proporcionar um momento de intimidade e conforto entre os dois.
Ao ser tocado o bebê relembra de quando estava dentro da barriga, se sentindo seguro e protegido, para a mãe são minutos preciosos em que ela poderá brincar, conversar e conhecer melhor seu filho.
Como fazer essa massagem?
Reserve 20, 30 minutos do seu dia, esqueça o agito e os problemas, é importante a tranqüilidade e a paz nesse momento.
Aqueça o ambiente e escolha um óleo vegetal puro, é um ponto importante, pois a pele do bebê é sensível e deve estar sempre longe de produtos cheios de química.
Coloque seu bebê sem roupa sobre uma toalha, pode ser a sua frente ou sobre suas pernas.
*Inicie a massagem colocando o óleo sobre suas mãos, aqueça juntando uma na outra e depois coloque sobre o peito do bebê. Comece pelo tórax e deslize para a costela. Nas laterais faça movimentos de cima para baixo.
*No ombro desça as mãos para o peito e faça várias vezes esse movimento.
*Vá para a barriga e concentre-se ali, com as mãos abertas faça movimentos circulares, sempre em sentido horário.
*Suba para os braços e massageie como se estivesse rosqueando desde a axila até os pulsos, alongue as mãozinhas esticando os dedinhos. Faça igualmente no outro braço.
*Desça para a perna e proceda da mesma forma, comece pela virilha e desça até os pés, segure os pezinhos e com o seu dedão massageie em linhas no sentido dos dedos ao calcanhar.
*Vire o bebê de bruços, posicione as duas mãos sobre próximas a nuca e deslize em direção às nádegas, depois das nádegas até os pés. Repita o mesmo movimento em sentido contrário.
*Vire novamente o bebê de frente e massageie a face, esticando a pele, deslize do centro do rosto até as orelhas, do queixo faça como se o bebe fosse sorrir.
*Por último faça um alongamento, abra os dois braços e feche como se fosse abraçar. Depois cruze o braço direito para baixo e a perna esquerda para cima, e ao contrário também. Cruze as duas perninhas e segure alguns instantes.
Repita sempre os movimentos pelo menos três vezes.
Me chamo Priscila mas só atendo por Pitty. =D
Tenho 24 anos, moro na cidade de Hamamatsu e sou casada há 5 anos com o Vin (que está batalhando para logo sustentar a família vivendo só de arte). Tambem sou mamãe da Emi chan, uma menininha linda que enche meu coração de alegria, é uma nova fase que estou aprendendo muitas coisas da vida que até antes não dava muito valor. Nunca imaginei como me tornaria mamãe e hoje estou amando esse mundo da maternidade.
Quer ser a proxima a ter um texto sobre algo da maternidade, junto com uma foto sua?
Escreva para nós! maternajapao@gmail.com
13 de abril de 2009
O medo da dor do parto
Já falamos aqui sobre a dor do parto e hoje gostaria de falar mais um pouco sobre o assunto porque acredito que nunca é demais, já que para as pessoas a dor do parto é "a pior dor do mundo" e um castigo para as mulheres.
Escuto muito nas conversas do dia a dia que a dor do parto é "castigo de Deus", "culpa de Eva" e que o mundo evoluiu e não precisamos mais disso. Afinal, se a tecnologia avançou, porque abrir mão dela?"
Há pouco tempo, num debate de um virtual sobre a dor no parto natural, alguém questionou: "Se não houvessem os efeitos colaterais e complicações da analgesia, não seria bom tê-la sempre a disposição para parir sem dor"?
Uma das respostas foi mais ou menos assim:
" Um corredor desiste de correr porque vai sentir dor?
Alguém que deseje uma tatuagem vai desistir dela por causa da dor?
Um alpinista vai desistir de subir as montanhas pela cansaço e sacrificio que terá?"
É super dificil falar da dor do parto "isoladamente" porque a dor do parto, na minha opinião, a dor mais diferente que se possa imaginar. Não tem como não dizer que não doi, mas não é uma dor de doença que fica lá latente, é uma dor de vida, uma dor “boa” que nos permite descansar entre uma contração e outra.
É uma dor de renovação, de força, poderosa e que dá poder também à mulher.
Já a dor com ocitocina (indução) é maior do que a dor natural, e umas 10 vezes pior se você estiver num ambiente inóspito. Mas se você estiver um ambiente confortável, com pessoas que te transmitam amor e segurança, com certeza passará mais tranquilamente pela dor das contrações.
Não fique pensando "na dor" antes do TP, ou se vc não vai aguentar, se vai pedir anestesia ou cesárea, se concentre em você e no seu baby, afirme dentro de você tudo em que você sabe e acredita sobre o parto e deixe para ter essas preocupações na hora que o momento chegar, não sofra na véspera, ok?
Acredite que pode, que você é capaz, se entregue! E que venha "à luz" seu bebê! =))
Escuto muito nas conversas do dia a dia que a dor do parto é "castigo de Deus", "culpa de Eva" e que o mundo evoluiu e não precisamos mais disso. Afinal, se a tecnologia avançou, porque abrir mão dela?"
Há pouco tempo, num debate de um virtual sobre a dor no parto natural, alguém questionou: "Se não houvessem os efeitos colaterais e complicações da analgesia, não seria bom tê-la sempre a disposição para parir sem dor"?
Uma das respostas foi mais ou menos assim:
" Um corredor desiste de correr porque vai sentir dor?
Alguém que deseje uma tatuagem vai desistir dela por causa da dor?
Um alpinista vai desistir de subir as montanhas pela cansaço e sacrificio que terá?"
É super dificil falar da dor do parto "isoladamente" porque a dor do parto, na minha opinião, a dor mais diferente que se possa imaginar. Não tem como não dizer que não doi, mas não é uma dor de doença que fica lá latente, é uma dor de vida, uma dor “boa” que nos permite descansar entre uma contração e outra.
É uma dor de renovação, de força, poderosa e que dá poder também à mulher.
Já a dor com ocitocina (indução) é maior do que a dor natural, e umas 10 vezes pior se você estiver num ambiente inóspito. Mas se você estiver um ambiente confortável, com pessoas que te transmitam amor e segurança, com certeza passará mais tranquilamente pela dor das contrações.
Não fique pensando "na dor" antes do TP, ou se vc não vai aguentar, se vai pedir anestesia ou cesárea, se concentre em você e no seu baby, afirme dentro de você tudo em que você sabe e acredita sobre o parto e deixe para ter essas preocupações na hora que o momento chegar, não sofra na véspera, ok?
Acredite que pode, que você é capaz, se entregue! E que venha "à luz" seu bebê! =))
8 de abril de 2009
Slingando
A Kelly Yamada é a primeira materna convidada oficialmente do blog e nós enviou um foto do seu bebê slingando, junto a um texto muito bacana sobre o sling.Confira!
A criança/o bebê ao ser transportada num sling usufrui de movimento, prazer, calor humano, segurança e todos os sons ao qual estava acostumado na barriga.
Os movimentos da mãe e o som de seus batimentos cardíacos estimulam seu sistema nervoso, particularmente o sistema que controla o equilíbrio do corpo.
Ao transportá-la dessa maneira, e mais ainda na posição vertical, você estará prevenindo a regurgitação e reduzindo a formação das cólicas, favorecendo a digestãoBebês “slingados” choram menos que outros pois o contato contínuo com um adulto significa que este adulto percebe imediatamente as necessidades do bebê e pode satisfazê-las sem espera.
Pais que “slingam” seus bebês desenvolvem uma forte comunicação com a criança/bebê e compreendem melhor e mais rápido qualquer sinal de stress da criança.
Ao invés de depositar nossos bebês em "recipientes" diferentes (carrinho, cadeirinha do carro, chiqueirinho etc.), ao “vestir” sua criança você estará compartilhando seu calor, o rítmo de sua respiração, o som de sua voz, o cheiro.
Sim, somos mamíferos.... Isso significa que você estará mais receptiva às necessidades dessa criança, estabelecendo uma melhor comunicação com ela. De uma maneira breve, “vestir” sua criança é uma maneira de mostrar que você está sempre disponível para ela e que a conexão que vocês formaram durante 9 meses de gestação não terminou no nascimento.
Quer ser a proxima a ter um texto sobre algo da maternidade, junto com uma foto sua?
Escreva para nós! maternajapao@gmail.com
6 de abril de 2009
Como fazer um plano de Parto
O Plano de Parto é um "documento" muito importante e que toda gestante deveria fazer. Porém a grande maioria das mulheres não sabe nem do que se trata.
Se você não sabe, tudo bem.
Vamos aprender o que é e como fazer um plano de parto?
Na Europa e Estados Unidos ele é muito utilizado e aqui no Japão também, mas no Brasil não, porque (acredito) já faz bastante tempo que se perdeu a cultura de parto normal, e ele não teria muita utilidade por lá...=((
O plano de parto é uma "lista de desejos" da mulher para o momento do parto. Um documento em que a mulher descreve todo procedimento que ela deseja ou não no momento do seu parto, baseada nas informações que ela tem sobre as intervenções, já que na hora "P" fica bem dificil falar das vontades.
Vou colocar aqui um exemplo de Plano de Parto bem simples, e caso se faça necessário, volto no assunto de forma mais aprofundada posteriormente.
Junto da lista vou colocar links com a postagem das intervenções, dentre outras, para facilitar o entendimento.
NO INICIO DO TP
- Não desejo tricotomia
- Não desejo lavagem intestinal
- Deixar o TP iniciar e progredir naturalmente, sem o uso de ocitocina sintética. Se for necessário aplicação, que seja em doses minimas para regular as contrações e depois retirada.
- Gostaria da presença de meu companheiro e uma doula durante todo TP até o momento do parto.
- Gostaria de pode me movimentar livremente, utilizar chuveiro quente à vontade, bola de pilates para exercicios, comer e beber livremente.
- Gostaria de ter o maximo de privacidade, com exames de toque apenas se eu pedir ou for estritamente necessário.
- Gostaria de ouvir minhas músicas preferidas (num aparelho de CD ou mp3)
- Que não seja feito carditoco de forma continua e quando for feito que eu não obrigada a ficar na posição deitada.
NA FASE DE TRANSIÇÃO
- Que eu seja respeitada se tiver vontade de gritar ou chorar.
- Que tenha (ou não) opção de analgesia quando (e se) pedir.
NO EXPULSIVO
- Se eu e o bebê estivermos bem, que os médicos aguardem a vontade "espontanea" de fazer força, de forma progressiva, sem que me "comandem"
- Não desejo episiotomia
- Desejo escolher a melhor posição parir no momento de parir e que não seja obrigada a ficar em posição ginecológica.
APÓS O PARTO
- Aguardar o cordão parar de pulsar para cortá-lo (e que seja feito pelo pai)
- Aguardar a dequitação da placenta espontaneamente se eu estiver bem.
- Que o bebe seja colocado em meu colo imediatamente se ambos estivermos bem.
- Que seja permitida amamentação na primeira hora se estiver tudo bem com o bebê.
- Alojamento conjunto durante todo o periodo de internação
- Amamentação exclusivamente no seio materno em livre demanda (que não seja oferecido nenhum outro leite sem minha autorização)
PROCEDIMENTOS COM O RECÉM NASCIDO
- Que seja aspirado apenas em caso de REAL NECESSIDADE
- Que seja aquecido em meu colo
- Que não receba o colírio de nitrato de prata
- Que os demais procedimentos necessários sejam feitos na presença do pai
Esse é um plano de parto bem resumido, baseado naquele que fiz em um hospital aqui no Japão e que foi me permitido negociar, mas ele pode ser bem mais amplo.
Tem outro bom exemplo de plano de parto no site das amigas do parto que recomendo. Além de recomendar também a leitura das Recomendações da OMS para o parto, que pode ajudar muito a fazer seu plano.
Se precisarem de mais alguma informação sobre plano de parto, deixem um comentário.
Se você não sabe, tudo bem.
Vamos aprender o que é e como fazer um plano de parto?
Na Europa e Estados Unidos ele é muito utilizado e aqui no Japão também, mas no Brasil não, porque (acredito) já faz bastante tempo que se perdeu a cultura de parto normal, e ele não teria muita utilidade por lá...=((
O plano de parto é uma "lista de desejos" da mulher para o momento do parto. Um documento em que a mulher descreve todo procedimento que ela deseja ou não no momento do seu parto, baseada nas informações que ela tem sobre as intervenções, já que na hora "P" fica bem dificil falar das vontades.
Vou colocar aqui um exemplo de Plano de Parto bem simples, e caso se faça necessário, volto no assunto de forma mais aprofundada posteriormente.
Junto da lista vou colocar links com a postagem das intervenções, dentre outras, para facilitar o entendimento.
NO INICIO DO TP
- Não desejo tricotomia
- Não desejo lavagem intestinal
- Deixar o TP iniciar e progredir naturalmente, sem o uso de ocitocina sintética. Se for necessário aplicação, que seja em doses minimas para regular as contrações e depois retirada.
- Gostaria da presença de meu companheiro e uma doula durante todo TP até o momento do parto.
- Gostaria de pode me movimentar livremente, utilizar chuveiro quente à vontade, bola de pilates para exercicios, comer e beber livremente.
- Gostaria de ter o maximo de privacidade, com exames de toque apenas se eu pedir ou for estritamente necessário.
- Gostaria de ouvir minhas músicas preferidas (num aparelho de CD ou mp3)
- Que não seja feito carditoco de forma continua e quando for feito que eu não obrigada a ficar na posição deitada.
NA FASE DE TRANSIÇÃO
- Que eu seja respeitada se tiver vontade de gritar ou chorar.
- Que tenha (ou não) opção de analgesia quando (e se) pedir.
NO EXPULSIVO
- Se eu e o bebê estivermos bem, que os médicos aguardem a vontade "espontanea" de fazer força, de forma progressiva, sem que me "comandem"
- Não desejo episiotomia
- Desejo escolher a melhor posição parir no momento de parir e que não seja obrigada a ficar em posição ginecológica.
APÓS O PARTO
- Aguardar o cordão parar de pulsar para cortá-lo (e que seja feito pelo pai)
- Aguardar a dequitação da placenta espontaneamente se eu estiver bem.
- Que o bebe seja colocado em meu colo imediatamente se ambos estivermos bem.
- Que seja permitida amamentação na primeira hora se estiver tudo bem com o bebê.
- Alojamento conjunto durante todo o periodo de internação
- Amamentação exclusivamente no seio materno em livre demanda (que não seja oferecido nenhum outro leite sem minha autorização)
PROCEDIMENTOS COM O RECÉM NASCIDO
- Que seja aspirado apenas em caso de REAL NECESSIDADE
- Que seja aquecido em meu colo
- Que não receba o colírio de nitrato de prata
- Que os demais procedimentos necessários sejam feitos na presença do pai
Esse é um plano de parto bem resumido, baseado naquele que fiz em um hospital aqui no Japão e que foi me permitido negociar, mas ele pode ser bem mais amplo.
Tem outro bom exemplo de plano de parto no site das amigas do parto que recomendo. Além de recomendar também a leitura das Recomendações da OMS para o parto, que pode ajudar muito a fazer seu plano.
Se precisarem de mais alguma informação sobre plano de parto, deixem um comentário.
4 de abril de 2009
Dar la teta es dar la vida
A amamentação é linda, importante, gostosa.
Lembrando que é importante enquanto mãe e filho quiserem e puderem.
Amamentar crianças maiores é tão lindo...
Hoje vou deixar meu vídeo preferido sobre amamentação.
Lembrando que é importante enquanto mãe e filho quiserem e puderem.
Amamentar crianças maiores é tão lindo...
Hoje vou deixar meu vídeo preferido sobre amamentação.
1 de abril de 2009
As novas donas de casa
Antenadas e atuantes, as donas de casa de hoje abrem mão da carreira em prol da educação dos filhos e maior participação na vida cotidiana.- "Não sou dona de casa, sou mãe em tempo integral", falam em coro as mulheres que deixaram o mercado de trabalho para se dedicar à educação dos filhos. Antes de a maternidade bater em suas portas, essa ideia jamais passaria por suas cabeças. Afinal, aprenderam desde crianças a investir na formação e carreira, livrando-se da dependência dos maridos, o que era comum no tempo de suas mães.
Embora tenham optado por esse caminho, deixando para trás boas posições profissionais, todas recusam a pecha de "dona de casa", que se tornou quase um palavrão. "O termo é carregado de preconceito", diz a engenheira de computação Alinye Amorim Yamada, de 29 anos. "Associam a faxineira ou a alguém sem qualificação."
Opinião parecida tem a ex-modelo e ex-empresária Luciane Trapp, de 27 anos. "Basta falar que é dona de casa para as pessoas olharem para você com pena, ou acharem que você é inútil ou folgada por não ajudar o marido com as despesas." A ex-coordenadora de Recursos Humanos, Laís Rosa, de 24 anos, também não se sente bem no posto de "mulher do lar", pois sempre ouviu da sua própria mãe que "dona de casa é empregada doméstica de filhos e marido".
Ainda, a arquiteta Fernanda Passos, de 29 anos, recusa-se a preencher fichas e cadastros com a expressão que no passado já foi considerada motivo de orgulho entre as recém-casadas.
Apesar dessa conotação negativa, foram elas que abriram mão da carreira para trabalhar em casa sem ganhar um tostão. Mas não antes de terem pensado e avaliado todos os prós e contras dessa decisão tão difícil. E aí está uma das grandes diferenças em relação às donas de casa de antigamente.
ESCOLHA
Segundo a psicóloga e pesquisadora Cecília Russo Troiano, autora do livro Vida de Equilibrista - Dores e Delícias da Mãe que Trabalha (Editora Cultrix), ao contrário de antigamente, esse retorno ao lar é uma opção, e não mais uma falta de escolha. "Agora trata-se de um movimento renovado, pois não existe mais submissão feminina", argumenta. "Antes não era uma escolha, mas sim uma resolução compulsória, o caminho tradicional a ser seguido. Além disso, as mulheres se deparavam com a falta de qualificação profissional e com um mercado que restringia o acesso feminino."
Essa escolha, porém, é motivo para muito estranhamento hoje. A dona de casa Luciane Trapp causou polêmica quando escreveu no blog Mamíferas sobre seu encantamento pela vida do lar. Com dois rebentos, ela abdicou até de serviços de faxineira para assumir as tarefas domésticas. "Não há dinheiro, carreira ou prestígio que pague o que estou vivendo. Conforto, coisas materiais, tenho a vida inteira para conquistar, mas acompanhar os filhos pequenos é uma oportunidade única na vida!"
Após tais afirmações, choveram críticas, pois as mães que continuam batendo ponto em uma empresa sentiram-se ofendidas, achando que a ex-modelo e ex-empresária estava criticando quem não havia feito o mesmo que ela. "Fiquei chateada no começo, pois apenas contei como me sinto realizada com a minha vida atual", explica Luciane, que dispensou o brilho dos holofotes de sua carreira de modelo para assumir o papel de "mãe em período integral".
Enquanto muitas seguem esse caminho logo na primeira experiência de maternidade, Luciane só resolveu jogar tudo para cima depois de sua segunda gravidez. Quando não estava na escolinha, aos 6 meses de idade, sua primogênita acompanhava a mãe durante as visitas a clientes . A vida de Luciane era tão corrida que a pequena Gabriela largou o peito e foi para mamadeira com 6 meses.
Diferentemente das outras entrevistadas - marinheiras de primeira viagem, que estão se adaptando ainda à rotina doméstica, algumas contando com a ajuda de empregada ou faxineira -, Luciane faz absolutamente tudo em casa. Garante que, depois que assumiu as rédeas do lar, muita coisa mudou para melhor:
- Amadureci como mulher, ajudei a reorganizar as finanças da família, e minha casa ficou mais arrumada, pois antes era uma bagunça. A qualidade da alimentação de todos melhorou radicalmente a ponto de estar mais magra e mais rejuvenescida. Meus filhos estão mais amáveis e tranquilos, não ando mais estressada como antes. Agora estou sempre de bem com a vida e até o sexo com o marido melhorou. Sou amélia, caxias com as obrigações do lar e gosto de cozinhar!
PONTO DE EQUILÍBRIO
A nova geração de donas de casa se distingue também pela maneira de atuar. De acordo com a psicóloga e pesquisadora Cecília Russo Troiano, a mulher de hoje é dirigente de seu caminho, seja trabalhando fora ou dedicando-se ao lar. "Cuidar da casa, agradar ao marido e educar os filhos eram as missões da boa mãe e esposa", compara. "Faz parte do ciclo de mudança da sociedade a negação do extremo, representado pela dona de casa e, agora, também pelo modelo da executiva, que precisou se masculinizar para ingressar no mercado de trabalho. Esta é a época da busca do equilíbrio."
As realizações das novas donas de casa não se resumem mais a passar direitinho a gola da camisa do marido ou a deixar a casa "um brinco", mas sim a cuidar atentamente dos filhos, ter boa qualidade de vida e - aí vem a grande virada - manter-se sempre bem-informada.
A arquiteta Fernanda Passos, por exemplo, aproveita a soneca da filha de 10 meses para se atualizar. "Estou mais informada agora do que quando trabalhava, pois antes não sobrava tempo", fala. "Depois que minha filha vai para a cama, fico no computador praticando um programa de animação sobre o qual fiz curso. Mantenho contato com os colegas e faço questão de mostrar que estou por dentro das novidades da profissão."
Alinye está esperando a poeira baixar para seguir cursos de engenharia, sua área profissional. Aliás, a fase de adaptação em casa não é nada fácil. Afinal, essas mulheres foram criadas por suas mães para brigarem pelo sucesso profissional, e não para serem hábeis nas tarefas domésticas.
A engenheira com pós-graduação em gestão de negócios ficou balançada quando percebeu o tamanho da nova responsabilidade. "Tenho uma faxineira que me ajuda", confessa Alinye. "Do serviço de casa o máximo que faço é lavar as roupinhas do bebê e cozinhar. Como não tenho prática nem ideias para preparar refeições variadas todos os dias, pesquiso receitas na internet. "
FREIO NOS GASTOS
Dinheiro parece não preocupar essas mulheres. Boa parte tem um bom pé de meia guardado no banco, resultado das economias dos extintos salários, ou dispõem de um cartão de crédito conjunto com o marido. Só que, em vez de gastança, o lema é administrar as finanças com parcimônia. Outro ponto em comum: nenhuma se imagina a rainha do lar para o resto de suas vidas. O retorno à carreira permanece como projetos pessoais para o futuro.
"Não parei de trabalhar para virar dona de casa, mas sim para cuidar do meu filho", avisa Laís Rosa, que abandonou seu posto de coordenadora de Recursos Humanos em uma multinacional. "Ele é a minha missão mais importante no momento. Minha mãe fala que se arrependeu de ter largado sua profissão para cuidar dos filhos, pois ninguém dá valor. Não quero reconhecimento, apenas que meu filho tenha uma infância feliz. Mas pretendo retomar a minha profissão."
Mais seguras nessa decisão compartilhada com os maridos, sentem-se apoiadas e valorizadas por eles, que também veem essa iniciativa como uma contribuição para as responsabilidades do lar, mesmo que isso signifique menos dinheiro no caixa da família. "A mulher, contudo, sempre vai se sentir culpada, ou por deixar o filho em casa ou por abandonar o trabalho", ressalta a pesquisadora Cecília. "Por isso, o importante é saber administrar essa culpa feminina inerente, que perece fazer parte de seu DNA", conclui.
Por Ciça Vallerio - O Estado de S.Paulo de domingo, 29 de março de 2009.
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