O banho de balde conjunto, que passa nessa matéria, foi feito com as "Maternas de São Paulo", encabeçado pela Ana Thomaz, terapeuta corporal que também faz parte do grupo virtual e aparece no estúdio da Ana Maria.
Vale a pena assistir e tentar ai na sua casa!
30 de junho de 2009
25 de junho de 2009
Semana Mundial de Aleitamento Materno 2009
A Semana Mundial de Aleitamento Materno - SMAM 2009, neste ano será de 1 a 7 de agosto.O Tema escolhido pela WABA neste ano será:
"Amamentação: uma resposta vital em situações de emergências. Estamos preparados?"
Nós da Materna_JP vamos começar a nos preparar para esse evento tão importante e que ajuda a salvar vidas.
Então, vamos lançar o desafio:
Mães que amamentam, montem grupos em suas cidades de qualquer parte do mundo e inscrevam seu evento na pagina da WABA preenchendo o formulário em portugues para participarem. Basta clicar em "Click here to download form in Portuguese."
Além disso, vamos fazer um SLIDE com fotos de Amamentação que ficará em destaque no blog durante a SMAM 2009. A partir de hoje, estarei recebendo fotos de mães amamentando seus bebês para criá-lo. Enviem uma foto pessoal com seu nome completo, nome e idade do seu bebê, para o e-mail: maternajapao@gmail.com
No dia 7 de agosto farei um sorteio de um premio super bacana para todas as que participarem!
Vamos lá! Participem, divulguem e Amamentem! ;-)
24 de junho de 2009
Parto Domiciliar - Perguntas e Respostas mais freqüentes
Direto de Portugal, do blog Grávidas em Forma, da Catarina Pardal, um texto enorme mas suuuper completo para quem quer se informar sobre parto domiciliar.
Este texto foi retirado do site www.homebirth.org.uk, referência em parto domiciliar, e traduzido por Luciana Prass Rolsen, uma "mamífera" que mora nos Estados Unidos.
O texto é completíssimo! E foi enviado pelo Obstetra Humanizado Ric Jones.
Vale a pena ler, reler e guardar para consultar e passar para amigas, irmãs, mães e quem mais vier te pentelhar quando decidir pelo PD! =)
Informação é a "arma" do negócio! ;-p
" Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer": Parto Domiciliar - Perguntas e Respostas mais freqüentes para quem deseja fazer escolhas informadas
Este texto foi retirado do site www.homebirth.org.uk, referência em parto domiciliar, e traduzido por Luciana Prass Rolsen, uma "mamífera" que mora nos Estados Unidos.
O texto é completíssimo! E foi enviado pelo Obstetra Humanizado Ric Jones.
Vale a pena ler, reler e guardar para consultar e passar para amigas, irmãs, mães e quem mais vier te pentelhar quando decidir pelo PD! =)
Informação é a "arma" do negócio! ;-p
" Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer": Parto Domiciliar - Perguntas e Respostas mais freqüentes para quem deseja fazer escolhas informadas
23 de junho de 2009
Relato de parto Humanizado no Japão - Rosana Shiota
A história do nascimento do Vitor não foi tão simples quanto à do nascimento da Bella. Digo isto porque aconteceram várias coisas até que eu finalmente pudesse ter meu menino nos braços.
Na primeira gravidez eu desejei e pronto, logo fiquei grávida e as coisas no decorrer da gravidez também fluíram sem maiores neuras.
O nascimento do meu menino serviu para me ensinar muitas coisas e hoje sou absolutamente grata a Deus por cada lição que aprendi passando pelo que passei.
Quer saber como foi?
Então puxa a cadeira que lá vem história...
Os Planos
Logo depois que a Bella completou 2 aninhos decidi que era hora de encomendar um novo herdeiro, dai por diante foram muitas as tentativas. Durante 1 ano tentei, tentei, e simplesmente nada acontecia.
Preocupada, fui ao médico e fiz vários exames que nada de anormal apontaram. Ainda assim a tão sonhada gravidez só aconteceu em junho de 2007, depois que iniciei um tratamento a base de um indutor de ovulação, não preciso nem falar o quanto fiquei feliz quando tive o exame com resultado positivo em minhas mãos, mas...
O Incidente
A alegria durou pouco, após 8 semanas de gestação, no que seria o meu primeiro exame do pré-natal, descobri que o embrião não estava se desenvolvendo corretamente e que infelizmente essa gravidez seria inviável, ao contrário do que acontece com muitas mulheres meu organismo não deu sinal algum de que algo não ia bem, nada de dores, de sangramento o que tive foi o que se chama de aborto retido e assim simplesmente meu sonho de ser mãe novamente, se acabou silenciosamente.
Por conta desta fatalidade tive de me submeter a uma curetagem em Outubro/2007 procedimento este que me deixou não física, mas sim, emocionalmente arrasada.
E como se uma curetagem fosse pouco, fui obrigada a passar por duas, pois o sangramento pós-cirúrgico não cessava com o passar dos dias o que me obrigou a novamente procurar por auxilio médico e receber a notícia de que o procedimento anterior não havia sido bem sucedido e ainda havia restos de placenta em meu útero o que apontava um HCG sempre elevado, por conta disso quando o ano de 2007 chegou ao fim minha única sensação era: Já vai tarde!!!
O Recomeço
O ano de 2008 enfim chegou e com ele minhas esperanças de que em uma próxima oportunidade tudo seria diferente, e assim foi bem no inicio do ano em 1º de janeiro minha menstruação depois de longa ausência finalmente retornou e se regularizou e eu pude novamente re-abrir a 'temporada de caça'.
Dali pra frente, eu já tinha sonhos lindos e inaugurei uma nova fase em minha vida, a fase da informação e da determinação: eu teria um parto NATURAL!
Nesta fase o principal acontecimento, foi abrir mão da comodidade de ter meu bebê em uma clínica bonita que eu já conhecia que disponibilizava tradutores para os pacientes estrangeiros, mas que na realidade não tinha compromisso algum com os interesses da parturiente, privilegiando exclusivamente os aspectos financeiros do comércio dos “nascimentos” e a conveniência dos médicos.
A clinica que eu escolhi para meu 2º parto pode não ser perfeita mais hoje posso assegurar que ela esta muito próxima do ideal.
Enfim Grávida
Em Março de 2008 lá estava eu grávida novamente, muito feliz obviamente, mais muito traumatizada, preocupada com o fantasma que me assombrou no ano anterior, foi bem estranho saber que havia um novo ser se formando dentro de mim e não poder sair contando para Deus e o mundo sobre essa novidade maravilhosa, eu não quis fazer isto até ter certeza absoluta de que tudo estava absolutamente perfeito desta vez, e assim foi só contei a novidade a todos depois de ter ouvido o coraçãozinho do meu bebezinho e saber que as características do embrião estavam compatíveis com o tempo de gestação.
E aqui começa outra fase da gravidez do Vitor, a fase do medo e da desconfiança, a cada consulta que eu ia, sofria horrores, por antecipação, já acordava vomitando de nervoso nos dias do pré-natal de medo de que algo estivesse errado com meu bebê.
Vivi esta tensão até o final do 4º mês só depois disso pude curtir de verdade a gravidez e viver as descobertas maravilhosas desta jornada que é a criação de um ser em seu ventre.
Com 17 semanas eu pude sentir os chutinhos, com 23 descobri que seria um meninão, e fiquei absolutamente feliz e encantada com a transformação do meu corpo e especialmente o crescimento da minha barriga que eu carregava com um orgulho maior que o mundo.
Quando eu estava com 30 semanas de gestação recebi a noticia de que o bebê que desde então se encontrava em posição cefálica havia mudado de posição e tava lá pélvica, ou seja, sentadinho!!! Pronto comecei a me descabelar de novo, eu choravaaaaaaaa por cogitar a possibilidade do meu tão sonhado parto natural não acontecer.
Por mais que ouvisse conselhos e teorias a respeito disso eu não descansei enquanto não soube que ele estava na posição correta , e neste ponto eu gostaria de frisar que se o seu bebê esta sentadinho acredite , insista nos exercícios, massagens e estímulos que ele Vira (com o Vitor isso aconteceu na 34º semana).
A partir da 35º semana eu já estava contando os dias para ver meu menino, mas como o tempo nessa fase da gravidez não é nosso amigo e insiste em ter 48 horas diárias a ordem do período foi procurar por distração.
Fiz todas as lembrancinhas do nascimento, lavei passei arrumei cheirei e contemplei 50 milhões de vezes as roupinhas azuis. Fiz as malas e as conferi umas 30 vezes. Fiz também um Book fotográfico quando estava com 36 semanas, e assim o tempo foi se arrastando…
Na semana 38 minha mãe chegou do Brasil para me ajudar. Pronto agora era só nascer eu já estava com um barrigão enoooorme e 8 kilos a mais.
Completei 39 fui acordada com uma sensação bem diferente e molhada… uaau finalmente minha bolsa estourou, ou pelo menos eu acreditei nisso fiquei toda feliz fui para a maternidade e advinha? Fiz xix na cama não era bolsa coisa nenhuma paguei o maior mico ainda não era hora de o meninão nascer.
Completei 40 e nada...41 semanas e eu já estava surtando, chorando rezando, e nada. Tomei chá de canela, de gengibre, pedi para o maridão me levar a um restaurante para comer comidinhas apimentadas e quentes caminhei bastante, fiz exercícios na bola suíça e nada do Guri querer sair, nenhuma dorzinha, nem um tampãozinho… Nada.
Nessa altura do campeonato a minha obstetra já havia me feito à proposta:
-Se não nascer até 42 semanas internamos e induzimos o parto.
Eu já estava cansada da espera física e emocionalmente, mais a indução me assustava tanto quanto a possibilidade de uma cesárea. Até que na 6º feira um pequeno sinalzinho do tampão deu o ar da graça e renovou minhas esperanças. Já haviam se passado 41 semanas e mais 3 dias.
O Dia D
A madrugada de sexta para sábado dia 04/01/2009 foi um pouco diferente senti certo desconforto e acordei as 7 da manha sentindo as sonhadas contrações.
Nada de pânico ou excitação eu só estava feliz por finalmente sentir meu corpo realizando sua mais nobre função de forma absolutamente natural, levantei tomei meu café da manhã tranquilamente, fiz as unhas, acordei o marido contei a novidade e sai (sozinha) para caminhar pelos parques do bairro apesar do lindo sol que brilhava lá fora fazia muito frio, me agasalhei bem e fui, caminhei por uma hora e no trajeto senti umas 3 contrações bem incomodas mais perfeitamente controláveis.
Voltei para casa, fiz exercícios na Bola Suíça e descansei.Sentia contrações leves e des-ritmadas.
Almocei e sai novamente por volta das 3 da tarde para mais uma vez caminhar, desta vez fui acompanhada da família, para um grande parque também próximo de casa desta vez as contrações já estavam bem doloridas, mais ainda assim caminhei por aproximadamente 1 hora e meia antes de ser vencida pelo frio e pelo aumento da intensidade das contrações.
Voltei para casa, mas não sem antes satisfazer o que seria meu ultimo desejo de grávida: Um sorvete de doce de Leite da Haggen Danz, comprado na loja de conveniência.
Chegando em casa tomei um banho, vesti meu pijama quentinho e fui descansar ou pelo menos tentar já que a partir deste momento as contrações estavam realmente marcando presença, tomei um chá de erva doce feito pelo maridão e consegui até cochilar.
Às 7 da noite as contrações eram de 10 em 10 minutos, e não paravam, decidi ir para a maternidade, senti contrações me arrumando, descendo as escadas do prédio, no estacionamento, no carro…
Às 20h00min dei entrada na maternidade, como era domingo à noite e tratava-se de clínica particular a recepção estava fechada, entramos e fomos ao 2º andar (de escadas) onde a parteira já nos esperava.
Fez as perguntas de praxe, ou seja, a que horas as dores se iniciaram, se eu havia cronometrado, se a bolsa havia rompido, solicitou a caderneta materno infantil, me pesou ali no corredor mesmo, me deu um copo para coleta de urina e me guiou até o quarto onde aconteceria o meu parto, (quarto normal nada de sala cirúrgica, aliás, quarto normal para padrões japoneses, ou seja, nada de cama só um futonzinho estendido no tatami, bola suíça para exercícios, uma pequena mesinha lateral 1 aparelho para monitorar os batimentos cardíacos do bebê e um aparelho de som) pediu para que eu colocasse a roupa que havia trazido para o parto, (nada de camisolão hospitalar, levei uma camiseta e na parte de baixo a clinica ofereceu uma espécie de canga).
A parteira perguntou se poderia fazer exame de toque e eu concordei, foi constatado 4 cm de dilatação e neste momento recebi algumas instruções tais como, fique a vontade, caminhe se quiser, movimente-se se sentir vontade, procure a posição que melhor lhe convir, se precisar me chame, antes de sair porem ela ainda ensinou ao maridão técnicas de massagem para que me auxilia-se na hora do vamos ver. Pronto.
Ficamos lá, Eu a Bella e o Makoto, fiz mais exercícios na bola, andei pelos corredores da maternidade voltei pro quarto e ai o negócio começou a apertar eu me mexia de um lado para o outro a procura de uma posição confortável, a parteira aparecia de tempos em tempos e se revezava com o marido na sessão de massagem em minhas costas, me orientava com técnicas de respiração.
Aliás, a respiração é um capítulo a parte e faz muita diferença, respirar corretamente me trazia a consciência e a concentração necessária nos momentos em que a dor beirava o insuportável, e foi absolutamente preciosa a ajuda do Makoto neste momento ele me lembrava a todo instante de fazer da maneira correta, quando eu já nem sabia mais o que era respirar corretamente.
Teve uma hora que foi bem engraçado também, toda vez que eu respirava eu falava fuuuuuuuuuuuuuuuu até que a Bella se intrigou com isso e eu no auge da dor urrando Fuuuuuuuuuu e ela me perguntando:
-Mamãe porque você tá fazendo esse FUUUUUUUUUUUUUUUUUUU?
Eu tirei forças sei lá de onde e respondi filha a mamãe esta ajudando o Vitor a nascer hoje eu ainda vou fazer muuuito Fuuuuuuu!!!!

E assim foi entre um fuuu e outro, massagem, e dores cada vez mais intensas até que a bolsa se rompeu, eu estava ajoelhada no chão e senti aquele água toda descendo de uma só vez chamei a parteira e o FUUUUUUUUUUUUU já podia ser ouvido do outro quarteirão, tentei ficar de cócoras, mais no período expulsivo eu já não tinha mais forcas nas pernas para agüentar essa posição e me ajoelhei (de 4) ainda foi preciso muita força para o Vitor sair ele coroava e voltava, e ainda depois que a cabeça finalmente saiu, a parteira esperou pela próxima contração para que ele saísse completamente, mais foi rápido.
Ele nasceu!
Era 1h14min da madrugada de 05/01/2009. Saiu quietinho, nem chorou.
Deitei-me e ele foi colocado em cima de mim aquele corpinho quentinho, cheiroso (e pesado).
Nesse momento o mundo parou!
Era eu, Deus e meu Filho nos braços!

A placenta foi expelida também sem pressa, sem procedimento específico, simplesmente saiu.Não precisei de soro de espécie alguma, de anestesia nenhuma, não me submeti a episiotomia (pique), mas levei alguns pontinhos porque tive uma pequena laceração, mais depois de dar a luz de forma absolutamente natural a um guri de 4010 kg e 53,5 cm posso te garantir que isso foi muito tranqüilo.
Todo esse procedimento depois do expulsivo foi feito com ele nos meus braços, e tão logo a sutura foi concluída a parteira, a enfermeira e a obstetra que estavam no quarto se retiraram e nós deixaram a sós eu e minha família que a partir daquele instante estava completa. E foi só neste momento que eu chorei. Chorei de emoção de felicidade de agradecimento a Deus por ter passado por tudo e ter saído absolutamente Vitoriosa.


PS: A Bella ficou comigo o tempo todo, (incluindo os 4 dias de internação) mais não assistiu ao expulsivo, simplesmente porque ficou cansada e dormiu no futon do meu lado e por incrível que pareça mesmo com todos meus gritos ela só acordou imediatamente depois do nascimento, para ser exata, no momento da expulsão da placenta.
Opinião Pessoal:
O parto é a experiência mais íntima, marcante e gratificante que uma mulher pode vivenciar é um momento único de conexão com Deus.
E acreditem-me, flui muito melhor quando é encarado de forma natural sem intervenções desnecessárias. Mesmo levando em consideração que a dor é um conceito subjetivo e totalmente variável de um ser humano para o outro.
Eu passei por 2 partos: um parto normal cirúrgico no nascimento da Bella e agora este parto natural que acabo de relata. Por mais selvagem que o relato acima tenha lhe parecido, eu te garanto que ele foi infinitamente mais fácil que o primeiro, isso porque eu desejei assim, eu estava munida com a arma mais poderosa do mundo: o conhecimento, e consciente de todas as escolhas que fiz e não há nada que eu me arrependa nesse processo.
Se eu tiver a chance de ter um 3º filho eu só gostaria de fazer uma única coisa de diferente: Parto natural DOMICILIAR.
Agradecimentos
Agradeço a Deus por mais uma vez ter me abençoado grandemente e concedido a oportunidade de dar a luz desta forma tão especial.
Ao meu Marido e minha filhinha Isabella que estiveram o tempo todo ao meu lado me ajudando, me incentivando e me presenteando todos os dias com o nobre dos sentimentos o amor.
As minhas amigas virtuais e não virtuais que agüentaram meus chiliques e sempre tiveram palavras de conforto para que oferecer durante toda gravidez.
As especiais amigas do Materna_JP que fazem um trabalho lindíssimo e merecem minha eterna gratidão.


Na primeira gravidez eu desejei e pronto, logo fiquei grávida e as coisas no decorrer da gravidez também fluíram sem maiores neuras.
O nascimento do meu menino serviu para me ensinar muitas coisas e hoje sou absolutamente grata a Deus por cada lição que aprendi passando pelo que passei.
Quer saber como foi?
Então puxa a cadeira que lá vem história...
Os Planos
Logo depois que a Bella completou 2 aninhos decidi que era hora de encomendar um novo herdeiro, dai por diante foram muitas as tentativas. Durante 1 ano tentei, tentei, e simplesmente nada acontecia.
Preocupada, fui ao médico e fiz vários exames que nada de anormal apontaram. Ainda assim a tão sonhada gravidez só aconteceu em junho de 2007, depois que iniciei um tratamento a base de um indutor de ovulação, não preciso nem falar o quanto fiquei feliz quando tive o exame com resultado positivo em minhas mãos, mas...
O Incidente
A alegria durou pouco, após 8 semanas de gestação, no que seria o meu primeiro exame do pré-natal, descobri que o embrião não estava se desenvolvendo corretamente e que infelizmente essa gravidez seria inviável, ao contrário do que acontece com muitas mulheres meu organismo não deu sinal algum de que algo não ia bem, nada de dores, de sangramento o que tive foi o que se chama de aborto retido e assim simplesmente meu sonho de ser mãe novamente, se acabou silenciosamente.
Por conta desta fatalidade tive de me submeter a uma curetagem em Outubro/2007 procedimento este que me deixou não física, mas sim, emocionalmente arrasada.
E como se uma curetagem fosse pouco, fui obrigada a passar por duas, pois o sangramento pós-cirúrgico não cessava com o passar dos dias o que me obrigou a novamente procurar por auxilio médico e receber a notícia de que o procedimento anterior não havia sido bem sucedido e ainda havia restos de placenta em meu útero o que apontava um HCG sempre elevado, por conta disso quando o ano de 2007 chegou ao fim minha única sensação era: Já vai tarde!!!
O Recomeço
O ano de 2008 enfim chegou e com ele minhas esperanças de que em uma próxima oportunidade tudo seria diferente, e assim foi bem no inicio do ano em 1º de janeiro minha menstruação depois de longa ausência finalmente retornou e se regularizou e eu pude novamente re-abrir a 'temporada de caça'.
Dali pra frente, eu já tinha sonhos lindos e inaugurei uma nova fase em minha vida, a fase da informação e da determinação: eu teria um parto NATURAL!
Nesta fase o principal acontecimento, foi abrir mão da comodidade de ter meu bebê em uma clínica bonita que eu já conhecia que disponibilizava tradutores para os pacientes estrangeiros, mas que na realidade não tinha compromisso algum com os interesses da parturiente, privilegiando exclusivamente os aspectos financeiros do comércio dos “nascimentos” e a conveniência dos médicos.
A clinica que eu escolhi para meu 2º parto pode não ser perfeita mais hoje posso assegurar que ela esta muito próxima do ideal.
Enfim Grávida
Em Março de 2008 lá estava eu grávida novamente, muito feliz obviamente, mais muito traumatizada, preocupada com o fantasma que me assombrou no ano anterior, foi bem estranho saber que havia um novo ser se formando dentro de mim e não poder sair contando para Deus e o mundo sobre essa novidade maravilhosa, eu não quis fazer isto até ter certeza absoluta de que tudo estava absolutamente perfeito desta vez, e assim foi só contei a novidade a todos depois de ter ouvido o coraçãozinho do meu bebezinho e saber que as características do embrião estavam compatíveis com o tempo de gestação.
E aqui começa outra fase da gravidez do Vitor, a fase do medo e da desconfiança, a cada consulta que eu ia, sofria horrores, por antecipação, já acordava vomitando de nervoso nos dias do pré-natal de medo de que algo estivesse errado com meu bebê.
Vivi esta tensão até o final do 4º mês só depois disso pude curtir de verdade a gravidez e viver as descobertas maravilhosas desta jornada que é a criação de um ser em seu ventre.
Com 17 semanas eu pude sentir os chutinhos, com 23 descobri que seria um meninão, e fiquei absolutamente feliz e encantada com a transformação do meu corpo e especialmente o crescimento da minha barriga que eu carregava com um orgulho maior que o mundo.
Quando eu estava com 30 semanas de gestação recebi a noticia de que o bebê que desde então se encontrava em posição cefálica havia mudado de posição e tava lá pélvica, ou seja, sentadinho!!! Pronto comecei a me descabelar de novo, eu choravaaaaaaaa por cogitar a possibilidade do meu tão sonhado parto natural não acontecer.
Por mais que ouvisse conselhos e teorias a respeito disso eu não descansei enquanto não soube que ele estava na posição correta , e neste ponto eu gostaria de frisar que se o seu bebê esta sentadinho acredite , insista nos exercícios, massagens e estímulos que ele Vira (com o Vitor isso aconteceu na 34º semana).
A partir da 35º semana eu já estava contando os dias para ver meu menino, mas como o tempo nessa fase da gravidez não é nosso amigo e insiste em ter 48 horas diárias a ordem do período foi procurar por distração.
Fiz todas as lembrancinhas do nascimento, lavei passei arrumei cheirei e contemplei 50 milhões de vezes as roupinhas azuis. Fiz as malas e as conferi umas 30 vezes. Fiz também um Book fotográfico quando estava com 36 semanas, e assim o tempo foi se arrastando…
Na semana 38 minha mãe chegou do Brasil para me ajudar. Pronto agora era só nascer eu já estava com um barrigão enoooorme e 8 kilos a mais.
Completei 39 fui acordada com uma sensação bem diferente e molhada… uaau finalmente minha bolsa estourou, ou pelo menos eu acreditei nisso fiquei toda feliz fui para a maternidade e advinha? Fiz xix na cama não era bolsa coisa nenhuma paguei o maior mico ainda não era hora de o meninão nascer.
Completei 40 e nada...41 semanas e eu já estava surtando, chorando rezando, e nada. Tomei chá de canela, de gengibre, pedi para o maridão me levar a um restaurante para comer comidinhas apimentadas e quentes caminhei bastante, fiz exercícios na bola suíça e nada do Guri querer sair, nenhuma dorzinha, nem um tampãozinho… Nada.
Nessa altura do campeonato a minha obstetra já havia me feito à proposta:
-Se não nascer até 42 semanas internamos e induzimos o parto.
Eu já estava cansada da espera física e emocionalmente, mais a indução me assustava tanto quanto a possibilidade de uma cesárea. Até que na 6º feira um pequeno sinalzinho do tampão deu o ar da graça e renovou minhas esperanças. Já haviam se passado 41 semanas e mais 3 dias.
O Dia D
A madrugada de sexta para sábado dia 04/01/2009 foi um pouco diferente senti certo desconforto e acordei as 7 da manha sentindo as sonhadas contrações.
Nada de pânico ou excitação eu só estava feliz por finalmente sentir meu corpo realizando sua mais nobre função de forma absolutamente natural, levantei tomei meu café da manhã tranquilamente, fiz as unhas, acordei o marido contei a novidade e sai (sozinha) para caminhar pelos parques do bairro apesar do lindo sol que brilhava lá fora fazia muito frio, me agasalhei bem e fui, caminhei por uma hora e no trajeto senti umas 3 contrações bem incomodas mais perfeitamente controláveis.
Voltei para casa, fiz exercícios na Bola Suíça e descansei.Sentia contrações leves e des-ritmadas.
Almocei e sai novamente por volta das 3 da tarde para mais uma vez caminhar, desta vez fui acompanhada da família, para um grande parque também próximo de casa desta vez as contrações já estavam bem doloridas, mais ainda assim caminhei por aproximadamente 1 hora e meia antes de ser vencida pelo frio e pelo aumento da intensidade das contrações.
Voltei para casa, mas não sem antes satisfazer o que seria meu ultimo desejo de grávida: Um sorvete de doce de Leite da Haggen Danz, comprado na loja de conveniência.
Chegando em casa tomei um banho, vesti meu pijama quentinho e fui descansar ou pelo menos tentar já que a partir deste momento as contrações estavam realmente marcando presença, tomei um chá de erva doce feito pelo maridão e consegui até cochilar.
Às 7 da noite as contrações eram de 10 em 10 minutos, e não paravam, decidi ir para a maternidade, senti contrações me arrumando, descendo as escadas do prédio, no estacionamento, no carro…
Às 20h00min dei entrada na maternidade, como era domingo à noite e tratava-se de clínica particular a recepção estava fechada, entramos e fomos ao 2º andar (de escadas) onde a parteira já nos esperava.
Fez as perguntas de praxe, ou seja, a que horas as dores se iniciaram, se eu havia cronometrado, se a bolsa havia rompido, solicitou a caderneta materno infantil, me pesou ali no corredor mesmo, me deu um copo para coleta de urina e me guiou até o quarto onde aconteceria o meu parto, (quarto normal nada de sala cirúrgica, aliás, quarto normal para padrões japoneses, ou seja, nada de cama só um futonzinho estendido no tatami, bola suíça para exercícios, uma pequena mesinha lateral 1 aparelho para monitorar os batimentos cardíacos do bebê e um aparelho de som) pediu para que eu colocasse a roupa que havia trazido para o parto, (nada de camisolão hospitalar, levei uma camiseta e na parte de baixo a clinica ofereceu uma espécie de canga).
A parteira perguntou se poderia fazer exame de toque e eu concordei, foi constatado 4 cm de dilatação e neste momento recebi algumas instruções tais como, fique a vontade, caminhe se quiser, movimente-se se sentir vontade, procure a posição que melhor lhe convir, se precisar me chame, antes de sair porem ela ainda ensinou ao maridão técnicas de massagem para que me auxilia-se na hora do vamos ver. Pronto.
Ficamos lá, Eu a Bella e o Makoto, fiz mais exercícios na bola, andei pelos corredores da maternidade voltei pro quarto e ai o negócio começou a apertar eu me mexia de um lado para o outro a procura de uma posição confortável, a parteira aparecia de tempos em tempos e se revezava com o marido na sessão de massagem em minhas costas, me orientava com técnicas de respiração.
Aliás, a respiração é um capítulo a parte e faz muita diferença, respirar corretamente me trazia a consciência e a concentração necessária nos momentos em que a dor beirava o insuportável, e foi absolutamente preciosa a ajuda do Makoto neste momento ele me lembrava a todo instante de fazer da maneira correta, quando eu já nem sabia mais o que era respirar corretamente.
Teve uma hora que foi bem engraçado também, toda vez que eu respirava eu falava fuuuuuuuuuuuuuuuu até que a Bella se intrigou com isso e eu no auge da dor urrando Fuuuuuuuuuu e ela me perguntando:
-Mamãe porque você tá fazendo esse FUUUUUUUUUUUUUUUUUUU?
Eu tirei forças sei lá de onde e respondi filha a mamãe esta ajudando o Vitor a nascer hoje eu ainda vou fazer muuuito Fuuuuuuu!!!!

E assim foi entre um fuuu e outro, massagem, e dores cada vez mais intensas até que a bolsa se rompeu, eu estava ajoelhada no chão e senti aquele água toda descendo de uma só vez chamei a parteira e o FUUUUUUUUUUUUU já podia ser ouvido do outro quarteirão, tentei ficar de cócoras, mais no período expulsivo eu já não tinha mais forcas nas pernas para agüentar essa posição e me ajoelhei (de 4) ainda foi preciso muita força para o Vitor sair ele coroava e voltava, e ainda depois que a cabeça finalmente saiu, a parteira esperou pela próxima contração para que ele saísse completamente, mais foi rápido.
Ele nasceu!
Era 1h14min da madrugada de 05/01/2009. Saiu quietinho, nem chorou.
Deitei-me e ele foi colocado em cima de mim aquele corpinho quentinho, cheiroso (e pesado).
Nesse momento o mundo parou!
Era eu, Deus e meu Filho nos braços!

A placenta foi expelida também sem pressa, sem procedimento específico, simplesmente saiu.Não precisei de soro de espécie alguma, de anestesia nenhuma, não me submeti a episiotomia (pique), mas levei alguns pontinhos porque tive uma pequena laceração, mais depois de dar a luz de forma absolutamente natural a um guri de 4010 kg e 53,5 cm posso te garantir que isso foi muito tranqüilo.
Todo esse procedimento depois do expulsivo foi feito com ele nos meus braços, e tão logo a sutura foi concluída a parteira, a enfermeira e a obstetra que estavam no quarto se retiraram e nós deixaram a sós eu e minha família que a partir daquele instante estava completa. E foi só neste momento que eu chorei. Chorei de emoção de felicidade de agradecimento a Deus por ter passado por tudo e ter saído absolutamente Vitoriosa.


No calor da emoção... Saímos lindos assim nesta foto super bem tirada... kkkkk
Opinião Pessoal:
O parto é a experiência mais íntima, marcante e gratificante que uma mulher pode vivenciar é um momento único de conexão com Deus.
E acreditem-me, flui muito melhor quando é encarado de forma natural sem intervenções desnecessárias. Mesmo levando em consideração que a dor é um conceito subjetivo e totalmente variável de um ser humano para o outro.
Eu passei por 2 partos: um parto normal cirúrgico no nascimento da Bella e agora este parto natural que acabo de relata. Por mais selvagem que o relato acima tenha lhe parecido, eu te garanto que ele foi infinitamente mais fácil que o primeiro, isso porque eu desejei assim, eu estava munida com a arma mais poderosa do mundo: o conhecimento, e consciente de todas as escolhas que fiz e não há nada que eu me arrependa nesse processo.
Se eu tiver a chance de ter um 3º filho eu só gostaria de fazer uma única coisa de diferente: Parto natural DOMICILIAR.
Agradecimentos
Agradeço a Deus por mais uma vez ter me abençoado grandemente e concedido a oportunidade de dar a luz desta forma tão especial.
Ao meu Marido e minha filhinha Isabella que estiveram o tempo todo ao meu lado me ajudando, me incentivando e me presenteando todos os dias com o nobre dos sentimentos o amor.
As minhas amigas virtuais e não virtuais que agüentaram meus chiliques e sempre tiveram palavras de conforto para que oferecer durante toda gravidez.
As especiais amigas do Materna_JP que fazem um trabalho lindíssimo e merecem minha eterna gratidão.

Vitinho no seu primeiro dia de vida.

Vitinho Hoje : O icone da masculinidade cueca,controle remoto , sofa e futebol na tV..rs
20 de junho de 2009
FRENTE DE REPÚDIO AO FECHAMENTO DAS CASAS DE PARTO
17 de junho de 2009
Nada como mamar!
Recebi o link para esse vídeo em uma lista de discussão e achei muito lindo.
Em espanhol, classificado como impróprio para menores no Youtube, mas enfim.....
A verdade e somente a verdade.
"Se eu te dissesse que há uma nova fórmula que aumenta as defesas do bebê, você daria?
Se eu te dissesse que podemos ter alimento grátis para os 6 primeiros meses do bebê, você acreditaria?
Se eu te dissesse que uma empresa patenteou uma embalagem que mantém a comida fresca por 24 horas, mantendo suas propriedades, você compraria?
Essa fórmula existe.
Esse alimento existe.
Essa empresa existe.a
O leite materno é o melhor alimento para o seu bebê: se adapta a todas as suas necessidades, melhora seu sistema imunológico e ainda é grátis.
Nada como mamãe.
Nada como mamar."
Em espanhol, classificado como impróprio para menores no Youtube, mas enfim.....
A verdade e somente a verdade.
"Se eu te dissesse que há uma nova fórmula que aumenta as defesas do bebê, você daria?
Se eu te dissesse que podemos ter alimento grátis para os 6 primeiros meses do bebê, você acreditaria?
Se eu te dissesse que uma empresa patenteou uma embalagem que mantém a comida fresca por 24 horas, mantendo suas propriedades, você compraria?
Essa fórmula existe.
Esse alimento existe.
Essa empresa existe.a
O leite materno é o melhor alimento para o seu bebê: se adapta a todas as suas necessidades, melhora seu sistema imunológico e ainda é grátis.
Nada como mamãe.
Nada como mamar."
15 de junho de 2009
Saltos de desenvolvimento
Os bebês tem um desenvolvimento muito rápido e muito "estranho" aos olhos dos adultos, mas nem por isso quer dizer que estão com problemas.
Tenho recebido questionamento de mães, com bebês acima dos quatro meses, que acham que seus "anjinhos viraram monstrinhos"...=)
Na verdade, existe uma variante, mas em geral os bebês começam a ter comportamentos bem diferentes do que tinham antes.
Uns começam a se virar e rolar, outros querem ficar mais tempo no colo, outros querem mais atenção, alguns ficam chorões, gritando muito, outros não conseguem ficar em carrinhos ou na cama, pois parece que tem espinhos! O fato é que tudo isso é normal.
Depois que nascem os bebês demoram para perceber que são "agora" um ser único, eles acreditam ainda fazerem parte da mãe, dizem que isso vai até os nove meses de vida fora do utero, e ai o que ajuda muito é dar peito, muito carinho e colo, além de ter muita paciência, porque tudo isso logo passa.
Há pessoas que acham que isso faz "mimar" os bebês, mas eu acredito que a única forma de comunicação de nossos pequenos é o choro/grito, e se eles estão com medo, inseguros, vão usar esse método de diálogo conosco. Se nossa resposta ao choro for uma chupeta, um "pode chorar um pouco", um andador... Acredito que a criança vai entender o seguinte recado:
- Se vira ai vai... Dê um jeito... Eu tenho que cuidar da minha vida e você está me impedindo...
Para nossos filhos crescerem e serem adultos amadurecidos, desde de cedo é preciso acolhê-los nos momentos de insegurança, porque nós mães somos a base e o "porto seguro" deles!
Para quem não sabe, existe uma tabela de Saltos de Desenvolvimento que está na pagina do Soluções para noites sem choro que mostra os período em que os bebês passam por fases críticas de desenvolvimento.
Essa tabela foi retirada de um livro em holândes, dos autores: Hetty van de Rijt en Frans Plooij.(http://www.oeiikgroei.nl/)
Os pesquisadores acreditam que os bebês não se desenvolvem em um ritmo constante, e sim as vezes, dão uma acelerada, outras vezes ficam mais devagar, e no periodo imediatamente antecedente aos "saltos", o bebê se sente perdido no mundo, pois seu sistema perceptivo e cognitivo mudou (segundo os autores, tudo isso pode ser observado neurologicamente), mas ele ainda não se acostumou, então o mundo parece muito estranho...
O que acaba acontecendo é que ele quer voltar a base, ao que é conhecido, então nessas fases, eles ficam mais carentes, precisando de colo, e com frequencia tambem comem e dormem pior. E segundo os autores, depois de algumas semanas essa fase dificil passa e tudo volta a normalidade.
Existe uma certa variação entre bebes, mas a cronologia observada (experimentalmente) pelos autores dos periodos de crise é:
- 05 semanas / 1 mes
- 08 semanas /quase 2 meses
- 12 semanas /quase 3 meses
- 19 semanas /4 meses e meio
- 26 semanas /6 meses
- 30 semanas /7 meses
- 37 semanas / 8 meses e meio (estamos nessa crise agora!)
- 46 semanas / quase 11 meses
- 55 semanas / quase 13 meses
- 64 semanas / quase 15 meses
- 75 semanas / 17 meses
Depois de uma crise o bebê ‘de repente’ começa a fazer coisas que não fazia antes, dá um salto de desenvolvimento mesmo, e também fica mais feliz, o que é um bom sinal para as mães que estão passando por essas "crises" com seus bebês...
Paciência então ai Mães!
Só um pouco de paciencia, que logo passa...=D
Tenho recebido questionamento de mães, com bebês acima dos quatro meses, que acham que seus "anjinhos viraram monstrinhos"...=)
Na verdade, existe uma variante, mas em geral os bebês começam a ter comportamentos bem diferentes do que tinham antes.
Uns começam a se virar e rolar, outros querem ficar mais tempo no colo, outros querem mais atenção, alguns ficam chorões, gritando muito, outros não conseguem ficar em carrinhos ou na cama, pois parece que tem espinhos! O fato é que tudo isso é normal.
Depois que nascem os bebês demoram para perceber que são "agora" um ser único, eles acreditam ainda fazerem parte da mãe, dizem que isso vai até os nove meses de vida fora do utero, e ai o que ajuda muito é dar peito, muito carinho e colo, além de ter muita paciência, porque tudo isso logo passa.
Há pessoas que acham que isso faz "mimar" os bebês, mas eu acredito que a única forma de comunicação de nossos pequenos é o choro/grito, e se eles estão com medo, inseguros, vão usar esse método de diálogo conosco. Se nossa resposta ao choro for uma chupeta, um "pode chorar um pouco", um andador... Acredito que a criança vai entender o seguinte recado:
- Se vira ai vai... Dê um jeito... Eu tenho que cuidar da minha vida e você está me impedindo...
Para nossos filhos crescerem e serem adultos amadurecidos, desde de cedo é preciso acolhê-los nos momentos de insegurança, porque nós mães somos a base e o "porto seguro" deles!
Para quem não sabe, existe uma tabela de Saltos de Desenvolvimento que está na pagina do Soluções para noites sem choro que mostra os período em que os bebês passam por fases críticas de desenvolvimento.
Essa tabela foi retirada de um livro em holândes, dos autores: Hetty van de Rijt en Frans Plooij.(http://www.oeiikgroei.nl/)
Os pesquisadores acreditam que os bebês não se desenvolvem em um ritmo constante, e sim as vezes, dão uma acelerada, outras vezes ficam mais devagar, e no periodo imediatamente antecedente aos "saltos", o bebê se sente perdido no mundo, pois seu sistema perceptivo e cognitivo mudou (segundo os autores, tudo isso pode ser observado neurologicamente), mas ele ainda não se acostumou, então o mundo parece muito estranho...
O que acaba acontecendo é que ele quer voltar a base, ao que é conhecido, então nessas fases, eles ficam mais carentes, precisando de colo, e com frequencia tambem comem e dormem pior. E segundo os autores, depois de algumas semanas essa fase dificil passa e tudo volta a normalidade.
Existe uma certa variação entre bebes, mas a cronologia observada (experimentalmente) pelos autores dos periodos de crise é:
- 05 semanas / 1 mes
- 08 semanas /quase 2 meses
- 12 semanas /quase 3 meses
- 19 semanas /4 meses e meio
- 26 semanas /6 meses
- 30 semanas /7 meses
- 37 semanas / 8 meses e meio (estamos nessa crise agora!)
- 46 semanas / quase 11 meses
- 55 semanas / quase 13 meses
- 64 semanas / quase 15 meses
- 75 semanas / 17 meses
Depois de uma crise o bebê ‘de repente’ começa a fazer coisas que não fazia antes, dá um salto de desenvolvimento mesmo, e também fica mais feliz, o que é um bom sinal para as mães que estão passando por essas "crises" com seus bebês...
Paciência então ai Mães!
Só um pouco de paciencia, que logo passa...=D
11 de junho de 2009
Humanizando o parto....
Vi esse vídeo no blog da Roselene.
Fala sobre a humanização do parto em um hospital público na Paraíba.
É bem didático, mostrando como eles fizeram, o que seguiram.
E também é bem gráfico, com cenas de parto, mesmo. Da vagina se abrindo, o bebê nascendo. De episiotomia, de cesariana.
O melhor, pra mim, foi a felicidade estampada em cada rosto, seja da parturiente durante/após o trabalho de parto, da equipe, dos acompanhantes.
E os dados. Incrível como a coisa pode e deve ser natural, né?
Vale a pena ver.
Aqui.
Fala sobre a humanização do parto em um hospital público na Paraíba.
É bem didático, mostrando como eles fizeram, o que seguiram.
E também é bem gráfico, com cenas de parto, mesmo. Da vagina se abrindo, o bebê nascendo. De episiotomia, de cesariana.
O melhor, pra mim, foi a felicidade estampada em cada rosto, seja da parturiente durante/após o trabalho de parto, da equipe, dos acompanhantes.
E os dados. Incrível como a coisa pode e deve ser natural, né?
Vale a pena ver.
Aqui.
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