Entrevista com Ina May Gaskin
”Descobrimos que as coisas fluem mais facilmente no parto se a mãe consegue rir. É meio engraçado, sabe, a bolsa d´água se rompe em locais e momentos inconvenientes. A pessoa tem que relaxar um pouco e pensar “ok, parir é assim”. Entenda que não havia TV naquela época, como hoje, em que se pode assistir a um parto a qualquer hora do dia ou da noite, onde geralmente você vê uma peridural ou cesárea, mas você não verá o bebê realmente saindo porque eles embaçam a imagem, não é? É difícil ver a parte mais interessante desculpa, censurado, não podemos dizer, porque o bebê está saindo de um lugar tão socialmente destruído que não se pode ver. Então, mostram uma incisão porque é aceitável ver o corte, o sangue espirrando, as mãos cavoucando para tirar o bebê, mas não podemos ver um bebê nascendo naturalmente. Acredito que, se as pessoas pudessem ver o que nós parteiras vemos o tempo todo, as mulheres não teriam tanto medo, porque na verdade é algo muitas vezes bonito.
Você também pode observar algo que jamais verá nos livros médicos: a expressão no rosto da mulher pode dizer se ela tem ou não uma laceração, vocês já ouviram falar disso? Eu aprendi isso observando os primeiros 50 partos, porque tive o privilégio de estar com pessoas que não ficaram aborrecidas comigo ou sentiram-se invadidas se eu realmente as observasse no momento do parto. E claro que pude fazer isso porque, se a mulher tem um bebê dentro de um ônibus escolar, não importa se no meio do inverno ou num verão muito quente, ela ficará nua, começará a tirar a roupa uma vez que, quando você está parindo, é uma sensação horrível ter tecido encostando na
sua pele, a não ser que você esteja num lugar congelante, o que não era o caso. Então, eu podia ver o que estava acontecendo, podia observar a mulher inteira e aprendi que muito está relacionado com o humor dela e outras coisas que não estão em livro algum.
Por exemplo, houve uma mulher que era uma amiga e que estava tendo seu primeiro filho. Ela foi a minha quadragésima segunda e mais da metade delas era de primíparas, como ela. Então, ela entrou em trabalho de parto e chegou a 8 cm relativamente rápido e pensei “que ótimo, vou ver este bebê nascendo antes da minha viagem à tarde” e depois as coisas passaram a caminhar mais devagar. Nós tínhamos estado rindo, brincando, divertindo-nos, porque quando a mulher está tendo dores, contrações, o que eu chamava “rushes”, já que não gostava muito dessas palavras, uma vez que nem todo o mundo tinha dor ou sensações que elas chamariam de dor. “Eu não tive. Você também não? (perguntando a alguém da produção). Eu gostei!” Então o que você faz? Algumas mulheres dizem “é a pior coisa que já senti na vida” e outras pessoas falam “isso não é ruim, é até excitante”. Tínhamos os dois tipos e também algumas que nem sabiam o queestava acontecendo, nem imaginavam que estavam em trabalho de parto. Neste caso particular, lá estava essa mulher e subitamente o ambiente ficou silencioso e me perguntei se o bebê iria nascer. Perguntei se poderia checar a dilatação novamente e ela concordou, então examinei e ela estava somente com 4 cm! Ela não fez nada que eu tivesse visto que pudesse mudar as coisas, nunca soube que alguém podia “desdilatar” o cérvix, nunca li isso num livro e àquela altura, eu já havia lido muitos livros médicos. Eu disse a ela “sei que seu cérvix pode abrir, porque já abriu. Tenho certeza absoluta de que você estava com 8 cm, mas observei que você não está mais rindo das nossas piadas bobas e é a única diferença que posso notar no seu comportamento. Então por que você não começa a rir de novo para ver se isso vai consertar as coisas?” Ela também tossia e eu já tinha reparado em como era a tosse dela antes e agora, quando ela tossia era bem fraquinha, como se estivesse fazendo um esforço para não ativar algo mais profundo. Aí ela começou a rir novamente e adivinhe: teve o bebê. Aprendi com isso algo muito importante: o trabalho de parto pode regredir em mulheres. Eu meio que sabia que isso poderia acontecer com animais porque lembro da minha tia contando casos.
Aqui, se as crianças queriam ver o nascimento de um potrinho, era a única ocasião em que permitíamos que tomassem refrigerante, porque assim ingeriam cafeína e ficavam acordados a noite toda. Quando iam dormir, a égua dava a luz. É assim, as mamíferas não querem ser observadas, o cérebro não gosta de ser observado quando estamos permitindo que algo grande saia do nosso corpo. É por isso que banheiros públicos costumam oferecer privacidade em cada vaso sanitário.
Então fui para a cama cheia de livros médicos para ver se não os tinha lido cuidadosamente. Fui a uma biblioteca médica para ver se isso havia sido
publicado e não havia nada a respeito. Finalmente, fui falar pessoalmente
com um monte de enfermeiras e parteiras e todas as que tinham alguma
experiência estavam familiares com o fato de que, algumas vezes, examinam a
paciente, anotam no prontuário uma dilatação X e depois quando reexaminam
descobrem que a dilatação diminuiu. Perguntei se elas não escreviam isso e a
resposta foi “os médicos sempre dizem que cometemos um erro, que fizemos o
toque errado da primeira vez”. Os médicos com quem conversei também não
sabiam a respeito disso. Pensei “se isso acontece, por que não está
registrado em livros?
Descobri que os médicos não sabiam disso porque eles não checam a dilatação
com tanta freqüência quanto as enfermeiras e, quando eles viam alguma
anotação neste sentido, deduziam que havia sido uma falha da enfermagem. Assim, claro que não será registrado em livro algum, já que enfermeiras não podem colocar num livro algo que vá contra o que dizem os médicos, porque eles ganham mais. Entenderam? É assim que informação importante é deixada de fora dos livros. Eu penso que isso é muito importante.
Veja o que foi preciso para consertar esta situação: ao invés de dizer que a moça teve um padrão disfuncional de trabalho de parto, eu pensei “hum... o cérvix já estava dilatado antes, como o comportamento dela difere do que era quando havia maior dilatação? Ela estava rindo e contando piada, isso a fez dilatar e depois ela teve medo porque começou a sentir que seria a maior liberação de fezes da vida dela (é assim que a mulher se sente no período expulsivo: como se fosse evacuar uma melancia). E o que fazer? Aliviar o medo e aí ela abre novamente.
Há uma outra situação levemente similar. Assisti a um casal, quando ainda estávamos na caravana, que era brilhante. Sabe o que faziam para aliviar a dor das contrações? Beijavam-se. E isso a fazia sentir bem relaxada, como se pode imaginar. Pensei “que criativo! Como não pensei nisso antes?” E eles pareciam bem, como se não estivessem preocupados com nada, que é exatamente o que se deseja. Dois anos depois, estávamos aqui com uma mulher que já havia tido 2 bebês anteriormente e que estava muito amedrontada. Era uma mulher bem pequena, assim como o marido. Ambos pareciam secos, frágeis, apavorados, com pupilas muito pequenas, aterrorizados. Pensei “este bebê nascerá de qualquer forma, isso não está impedindo o trabalho de parto, mas ela vai lacerar”, porque ela estava rígida de pavor.
Aí lembrei do outro casal e disse (esperei até que ela não estivesse tendo uma contração): “Linda, eu tive uma idéia. Por que você não tenta beijar o Richard durante a próxima contração? Vamos ver o que acontece.” A esta altura, ela provavelmente teria feito qualquer coisa que eu sugerisse, menos entrar no carro e ir ao hospital, porque seria uma viagem bem desconfortável na estrada de terra e ninguém queria isso. Então ela fechou os olhos, colocou os lábios bem juntos, ele fez o mesmo e simplesmente encostaram os lábios um no outro. Pensei “minha nossa, eles não sabem como beijar”. Mas, claro, a regra é não criticar uma mulher em trabalho de parto, porque é a pior coisa que se pode fazer. Então, esperei até acabar a contração, ela abrir os olhos e estar pronta para receber mais informação e sugeri que tentassem de novo, desta vez, “Linda, com a boca aberta”. Não me importava o que Richard faria, só queria que ela abrisse a boca porque já tinha reparado que quando a mulher dá a luz de boca aberta, com a mandíbula relaxada, a probabilidade de laceração no períneo é muito menor e a maioria das mulheres não tinha laceração, então eu nem tinha aprendido a dar pontos ainda.”
Ela fez isso e adivinhe: o bebê estava no períneo, um bebê maior do que os outros que ela já tinha tido e o períneo estava intacto. Vinte e cinco anos depois ela escreveu uma estória para mim e disse que o casamento havia tido problemas, a vida sexual era morna, embora houvesse amor entre eles e ela disse que aquele parto consertou tudo no casamento por causa do beijo. Ela diz que agora recomenda às filhas, que estão tendo bebês “não esqueçam de beijar”. Se estão no hospital, as pessoas vão sentir-se envergonhadas fazendo isso, mas eu digo que é mágico porque se um casal se beija no
hospital, pode até aborrecer algumas enfermeiras, mas o que acontece é que
as chatas vão embora, incapazes de suportar e aparecem as simpáticas. Se o
casal está junto há tempo suficiente para ter um filho, tenho certeza de que
a lei permite o beijo. Pode deixar as pessoas desconfortáveis, mas quem se importa? Se ajuda a parir seu filho e salvar pontos no períneo, pode ser uma coisa muito boa.
Nós não sabíamos muito a respeito de hormônios nos anos 70, exceto pelo fato de conhecermos os processos, sem saber que hormônios estavam envolvidos. Trabalhei empiricamente, em coisas que sabia serem verdadeiras através de experiências pessoais e pelo que podia observar.
Sabia, depois de ter amamentado meu primeiro bebê, que havia relação entre estímulo no mamilo e contração uterina. Sabia disso e não precisava saber que havia ocitocina sendo produzida. Agora se sabe que a glândula pituitária produz ocitocina, numa forma melhor e mais segura do que aquela que vem do vidrinho, que não é derivada de humanos. Seria muito difícil estimular a produção excessiva de ocitocina, porque para fazer isso, haveria dor. Você não estimularia o mamilo a ponto de produzir tanta ocitocina e levar a uma ruptura uterina, o que pode ocorrer quando ela é obtida por injeção ou infusão intravenosa. Por isso é que é necessário regular a dose de ocitocina cuidadosamente e pessoas diferentes têm tolerância diferente. Então, se quisermos estimular um trabalho de parto, podemos usar estimulação dos seios, claro. Sabíamos disso e também que, se quiséssemos a contração do útero após o parto, a melhor coisa é ter o bebê nos braços, perto do seio, estando ele sugando ou não. A simples presença do bebê ao seio estimula a produção de ocitocina. Isso economiza nos custos, é de graça, obtido da fábrica química materna.
O que não sabíamos é que nosso corpo produz opiáceos. Você sabia disso? Endorfinas. Especialistas em medicina esportiva sabem bem disso: se há um atleta machucado que está em campo, está jogando bem e ficando empolgado com isso, é preciso que haja lguém observando cuidadosamente de fora se aquela pessoa não está se machucando sem perceber. Contagiado pela excitação do jogo, é possível sofrer uma contusão sem notar. Aprendemos a usar a endorfina a nosso favor, o que pode ser feito através da risada, expressões de amor, porque ocitocina e endorfinas trabalham bem juntos. Ocitocina e catecolaminas (adrenalina) são antagonistas e é isto que vai “atravancar/atrapalhar” o parto.
Agora chegamos ao que eu chamo de a trava do esfíncter, algo nunca falado por aqui, mas eu te digo que se você viajar ao redor do país num ônibus escolar, você precisa ter seu próprio vaso com você, especialmente se tem filhos pequenos. Imagina se a cada vez que alguém precisa urinar, você vai parar a caravana toda? Acho que não. Então você está fora de casa e diariamente tem que lidar com as excreções do dia. Você acaba ficando mais familiarizado com o processo excretório do que morando numa casa onde há banheiro do lado de dentro. Você não sabe tanto a respeito de fezes comparado com alguém que não foi criado desta mesma maneira. O que então é que possibilitava as mulheres a dar a luz e todas as parteiras serem o tipo de pessoas que permitem tal processo? Porque há pessoas que são tão tensas que um bebê não consegue nascer na presença delas, sabia disso? Há pessoas que, se entrarem no quarto, todas as mulheres em trabalho de parto travarão. Por quê? Porque elas não sentem bem, mas de uma forma tão forte que praticamente nenhuma mulher consegue ficar em trabalho de perto na
presença delas.
Trouxe uma mulher certa vez a um hospital e o médico, que era totalmente contrário ao parto domiciliar, praticamente a estuprou com os dedos, fazendo um toque vaginal e levou-a de 7 cm (eu havia checado) para 4 cm de dilatação porque ele foi tão bruto com ela. Entre estupro e o ato prazeroso de fazer amor, não há diferença no tamanho do órgão envolvido. Não tem nada a ver com tamanho, mas com a ferocidade no ato.
Então, um exame vaginal delicado não parará um trabalho de parto, pode até
encorajar, por outro lado, um exame bruto e ruim, por exemplo, se é uma mulher fazendo o toque, tentando provar que ela não é lésbica, isso seria suficiente. É um momento em que se almeja gentileza.
Pensei em como explicar isso e lembrei “esfíncter”. Sabemos que temos o esfíncter anal e o esfíncter vesical. Por que não chamamos o cérvix de esfíncter? Ele age como um. O que é um esfíncter? Uma abertura de um órgão que tem capacidade de contração e de encher-se com alguma coisa e aí ele se contrai e aquele esfíncter que se mantém fechado sem se exaurir, porque é parte do sistema muscular involuntário, pode abrir-se e obliterar-se, o que está no órgão sai e depois ele se fecha novamente. Por que não chamamos o cérvix de esfíncter? Não sei o porquê, mas é um músculo circular, que não obedece a mais comandos que a bexiga ou o reto. Você não pode dizer a alguém “quero que você evacue exatamente às 09:00 e, se não conseguir, estará em maus lençóis.” Isso ajuda? Acho que não! Freud reclamou disso, ele achava que as crianças estavam com problemas se não evacuassem precisamente na hora certa. Mas eu digo que, se ele tomasse conta daquelas crianças todos os dias, elas teriam-no ensinado uma coisa e ele relaxaria, se tivesse tomado conta dos próprios filhos. Porque o que as crianças normalmente fazem aos 2 anos (qualquer pessoa que já teve filhos pode me corrigir): elas ficam quietinhas num canto, com as costas viradas para você e aí sim é a hora de sentá-los no penico e fazer disso uma experiência prazerosa para elas. Se elas não se divertem lá, aqueleesfíncter ficará mais “tímido”. Esfíncteres são tímidos, isso é importante. E eles não obedecem a ordens. Se seu dono está assustado, humilhado, eles travam-se, rapidamente.
Tenho que agradecer ao meu marido por me dizer coisas que eu não saberia se não fosse por ele. Segundo ele, se há um bando de homens num banheiro público, todos lado a lado de frente para os urinóis, de forma que um possa ver o outro e todos estão urinando, quando de repente alguma coisa chega e os assusta, eles todos param involuntariamente. Não é interessante? Esfíncter travado. Ninguém nunca disse que isso é errado.
Aqui estamos falando de gotas de urina, então não deveríamos nos surpreender quando, no trabalho de parto, a cabeça de um bebê de 9 ou 10 libras pára de descer. Esta é uma forma de proteção da natureza porque a mãe tem todo o seu equipamento sensório bem aguçado na hora do parto. O olfato, a audição, a visão, é tudo mais aguçado que o normal e isso é para que ela saiba onde encontrar um lugar seguro para dar a luz, já que ela estará temporariamente incapacitada de levantar e sair dali, enquanto o bebê estiver saindo pelo canal de parto. É por isso que às vezes ela progride ao ponto de a cabeça do bebê já estar visível e, se há perigo, na maioria das vezes com os mamíferos (já houve tempos em que não tínhamos armas nem paredes à nossa volta nos protegendo dos predadores), há parada de progressão.
Nós podemos repetir para convencer a mente de que o hospital é um lugar seguro, mas pode ser que o animal dentro de você não perceba da mesma maneira. Talvez o cheiro não seja adequado, o som de alguém chorando noquarto ao lado incomode e pronto: isso é suficiente para reverter seu trabalho de parto. E pode acontecer até no caminho, indo para o hospital oucom a primeira picada da agulha no braço. O fato de algumas pessoas tolerarem isso e permanecerem em trabalho de parto não significa que todas consigam. É isso que chamo de trava do esfíncter. Basicamente, se você não consegue evacuar com um bando de gente olhando, pode ser difícil ter um filho neste tipo de ambiente. Então, superamos isso em hospitais com peridurais e infusões de ocitocina, né? Mas isso não significa que seu corpo está relaxado e aceitando tudo como se estivesse numa situação em que a mãe se sente segura, como no seu próprio quarto, em casa.”
Transcrito e traduzido por Flávia Mandic
20 de janeiro de 2010
18 de janeiro de 2010
6 de janeiro de 2010
O parto ideal e o parto real.
A gente pode pensar sobre isso antes da gravidez, assim que descobre, durante a gravidez ou só na hora. Mas a gente pensa. E a gente imagina.
Eu achava que parto normal é aquela coisa de novela, de filme. Que precisa de água quente, toalhas brancas e ficar deitada de barriga para cima, com um monte de gente gritando. (só não sei para que de tudo isso) Essa era a imagem que eu tinha durante a primeira gravidez, que terminou em cesárea.
Quando a gente se informa, a gente descobre que tem opções, que tem diferenças entre os locais para o parto, entre os médicos/enfermeiras/parteiras, entre a condução do parto, entre os procedimentos. E aí, a imagem pode mudar.
Em geral, a imagem de um parto humanizado é uma coisa calma, com poucas luzes, música de fundo, todo mundo feliz, só olhando, esperando a natureza fazer o seu papel. Essa era a imagem que eu tinha antes do meu primeiro parto domiciliar. E era a imagem que eu tinha para o me segundo. hehe.
Só que o parto quase nunca é como a gente imagina. Dói, demora, dá medo, o telefone toca, a luz acaba, o marido desmaia, a gente faz cocô, acaba precisando de anestesia, de cesárea, enfim. Muitas coisas podem ser diferentes do imaginado. E a maioria das coisas sai, mesmo.
A verdade é que o parto é dói. E que a gente acaba fazendo/pedindo/precisando de coisas que nunca imaginou. No parto, a gente libera a fêmea, mesmo, e faz coisas que nunca imaginou que fosse. E se a gente está em um hospital, por exemplo, a gente acaba cedendo, aceitando alternativas. Primeiro porque a gente está fora de si. Segundo porque a dor é grande. E terceiro porque, na hora, mesmo que a gente saiba que o mais seguro é o parto natural, a gente fica vulnerável. Se alguém chega e diz que assim é mais rápido, melhor, mais qualquer coisa, a gente aceita.
O parto real, o que cada uma de nós teve ou vai ter é único. A gente pode chegar o mais próximo possível do ideal tomando precauções, escrevendo um plano de parto detalhado, informando o acompanhante ao máximo, deixando claro seus desejos para quem vai assistir o parto.
E, para terminar, quando a gente se frustra com o parto, não existe motivo para a gente se sentir mal. Ficar triste com o parto não quer dizer que se ame menos o bebê. Parto é parto. Filho é filho. Filho a gente ama mesmo que tenha tido uma cesárea sem anestesia. E a gente não precisa achar que foi ótimo.
Parto é nosso lado fêmea, nosso corpo terminando o ato sexual que começou na concepção.
Do mesmo jeito que a gente pode ter engravidado do pior sexo da nossa vida (o que não quer dizer que o bebê gerado vai ser pouco amado, feio, chato, nada disso), o parto pode ser bom ou ruim e não tem nada a ver com a maternidade.
A gente só precisa deixar isso claro na cabeça, estufar o peito e aceitar.
Eu achava que parto normal é aquela coisa de novela, de filme. Que precisa de água quente, toalhas brancas e ficar deitada de barriga para cima, com um monte de gente gritando. (só não sei para que de tudo isso) Essa era a imagem que eu tinha durante a primeira gravidez, que terminou em cesárea.
Quando a gente se informa, a gente descobre que tem opções, que tem diferenças entre os locais para o parto, entre os médicos/enfermeiras/parteiras, entre a condução do parto, entre os procedimentos. E aí, a imagem pode mudar.
Em geral, a imagem de um parto humanizado é uma coisa calma, com poucas luzes, música de fundo, todo mundo feliz, só olhando, esperando a natureza fazer o seu papel. Essa era a imagem que eu tinha antes do meu primeiro parto domiciliar. E era a imagem que eu tinha para o me segundo. hehe.
Só que o parto quase nunca é como a gente imagina. Dói, demora, dá medo, o telefone toca, a luz acaba, o marido desmaia, a gente faz cocô, acaba precisando de anestesia, de cesárea, enfim. Muitas coisas podem ser diferentes do imaginado. E a maioria das coisas sai, mesmo.
A verdade é que o parto é dói. E que a gente acaba fazendo/pedindo/precisando de coisas que nunca imaginou. No parto, a gente libera a fêmea, mesmo, e faz coisas que nunca imaginou que fosse. E se a gente está em um hospital, por exemplo, a gente acaba cedendo, aceitando alternativas. Primeiro porque a gente está fora de si. Segundo porque a dor é grande. E terceiro porque, na hora, mesmo que a gente saiba que o mais seguro é o parto natural, a gente fica vulnerável. Se alguém chega e diz que assim é mais rápido, melhor, mais qualquer coisa, a gente aceita.
O parto real, o que cada uma de nós teve ou vai ter é único. A gente pode chegar o mais próximo possível do ideal tomando precauções, escrevendo um plano de parto detalhado, informando o acompanhante ao máximo, deixando claro seus desejos para quem vai assistir o parto.
E, para terminar, quando a gente se frustra com o parto, não existe motivo para a gente se sentir mal. Ficar triste com o parto não quer dizer que se ame menos o bebê. Parto é parto. Filho é filho. Filho a gente ama mesmo que tenha tido uma cesárea sem anestesia. E a gente não precisa achar que foi ótimo.
Parto é nosso lado fêmea, nosso corpo terminando o ato sexual que começou na concepção.
Do mesmo jeito que a gente pode ter engravidado do pior sexo da nossa vida (o que não quer dizer que o bebê gerado vai ser pouco amado, feio, chato, nada disso), o parto pode ser bom ou ruim e não tem nada a ver com a maternidade.
A gente só precisa deixar isso claro na cabeça, estufar o peito e aceitar.
2 de janeiro de 2010
Ame e manifeste esse amor
Monja Coen
Pense em alguém que você goste muito. Do passado, do presente ou do futuro.
Pode ser um bichinho, um brinquedo, uma pessoa, uma criança, uma situação agradável. Pense e sinta.
Sinta esse amor, agora, aqui, em você. Conecte-se com o amor que habita você. Comece a incluir nessa amorosidade todas as pessoas que estão próximas a você. Vá expandindo sua capacidade de amar.
Inclua todas as pessoas que você conhece. Agora inclua as que você não conhece. Inclua próximas e distantes. Inclua pessoas que você jamais viu. Os povos africanos, asiáticos, australianos. Os povos e tribos de toda a Terra.
Inclua em seu amor todo o planeta, com árvores e insetos. Flores e pássaros. Mares, rios, oceanos. Inclua a vegetação da Amazônia e da Patagônia. Inclua o Mar Morto e o Deserto do Saara.
Não deixe o Pequeno Príncipe de fora. Inclua os Lusíadas, a Odisséia, Kojiki. Inclua toda a literatura mundial, um pouco de Machado de Assis, Eça de Queiroz, Shakespeare, um tanto de Saragosa, uma gota de Jorge Amado, banhado por Herman Hesse e Amon Oz.
Inclua todas as religiões. Como se não houvesse dentro nem fora. Imagine, como John Lennon, que o mundo é um só. O mundo é uno. O mundo, o universo, o pluriverso é um só.
Nós somos unas e unos com o uno. Perceba. Isto que digo é a verdade. E só há esse caminho.Inúmeras analogias, linguagens étnicas, expressões regionais e temporais para tentar atingir o atemporal, o fluir incessante, incandescente, brilhante, da vida em movimento transformador.
Somos a vida da Terra.
Somos a vida do Universo.
Somos a vida do Multiverso.
E quando nossos pequeninos corações humanos se tornam capazes a ir além deste saquinho de pele que chamamos o eu, nos contatamos com a essência da vida. Que é a nossa própria essência e de tudo que é, assim como é.
Algum nome? Nenhum nome? Caminhemos. Tornamo-nos o caminho a cada passo. Que cada passo seja um passo de paz. Que o novo ano se abra com a abertura dos corações-mentes de todos nós seres humanos.
Abertura para o infinito.
Abertura para a imensidão.
Abertura para a ternura.
Abertura para a sabedoria.
Abertura para a compaixão.
Que todos os seres em todas as esferas e todos os tempos se beneficiem com esse amor imenso que aqui e agora juntas, juntos, nos tornamos. E ao nos tornarmos o amor tudo se torna vida e vida em abundância. Ame e manifeste esse amor agora.
Mãos em prece.
A todos os leitores de nosso blog desejamos um feliz 2010, cheio de realizações!
Pense em alguém que você goste muito. Do passado, do presente ou do futuro.
Pode ser um bichinho, um brinquedo, uma pessoa, uma criança, uma situação agradável. Pense e sinta.
Sinta esse amor, agora, aqui, em você. Conecte-se com o amor que habita você. Comece a incluir nessa amorosidade todas as pessoas que estão próximas a você. Vá expandindo sua capacidade de amar.
Inclua todas as pessoas que você conhece. Agora inclua as que você não conhece. Inclua próximas e distantes. Inclua pessoas que você jamais viu. Os povos africanos, asiáticos, australianos. Os povos e tribos de toda a Terra.
Inclua em seu amor todo o planeta, com árvores e insetos. Flores e pássaros. Mares, rios, oceanos. Inclua a vegetação da Amazônia e da Patagônia. Inclua o Mar Morto e o Deserto do Saara.
Não deixe o Pequeno Príncipe de fora. Inclua os Lusíadas, a Odisséia, Kojiki. Inclua toda a literatura mundial, um pouco de Machado de Assis, Eça de Queiroz, Shakespeare, um tanto de Saragosa, uma gota de Jorge Amado, banhado por Herman Hesse e Amon Oz.
Inclua todas as religiões. Como se não houvesse dentro nem fora. Imagine, como John Lennon, que o mundo é um só. O mundo é uno. O mundo, o universo, o pluriverso é um só.
Nós somos unas e unos com o uno. Perceba. Isto que digo é a verdade. E só há esse caminho.Inúmeras analogias, linguagens étnicas, expressões regionais e temporais para tentar atingir o atemporal, o fluir incessante, incandescente, brilhante, da vida em movimento transformador.
Somos a vida da Terra.
Somos a vida do Universo.
Somos a vida do Multiverso.
E quando nossos pequeninos corações humanos se tornam capazes a ir além deste saquinho de pele que chamamos o eu, nos contatamos com a essência da vida. Que é a nossa própria essência e de tudo que é, assim como é.
Algum nome? Nenhum nome? Caminhemos. Tornamo-nos o caminho a cada passo. Que cada passo seja um passo de paz. Que o novo ano se abra com a abertura dos corações-mentes de todos nós seres humanos.
Abertura para o infinito.
Abertura para a imensidão.
Abertura para a ternura.
Abertura para a sabedoria.
Abertura para a compaixão.
Que todos os seres em todas as esferas e todos os tempos se beneficiem com esse amor imenso que aqui e agora juntas, juntos, nos tornamos. E ao nos tornarmos o amor tudo se torna vida e vida em abundância. Ame e manifeste esse amor agora.
Mãos em prece.
A todos os leitores de nosso blog desejamos um feliz 2010, cheio de realizações!
1 de janeiro de 2010
A vocalização no trabalho de parto
Durante meu ultimo TP eu fiz o exercicio de vocalização e cantei bastante, e isso foi algo que me ajudou muuuuito no processo de parto!
Existem evidências de que há uma ligação direta entre a boca e o canal de parto, e que quanto mais a mulher abre a boca durante o TP mais facilmente se abre o canal do parto, e mais rapidamente ocorre o parto.
Eu confirmo que é fato e funciona mesmo! Pode ser cantando, gemendo ou vocalizando.
No vídeo a seguir há o processo de um TP, onde a mãe fez o exercicio de vocalização e pariu de forma suave e tranquila praticamente sozinha.
Vale super a pena praticar o exercicio antes do parto e utilizá-lo no TP! ('O')
É importante e interessante você preparar também músicas que te façam ficar tranquila para o momento do parto porque isso ajuda bastante também.
Boa hora!
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Existem evidências de que há uma ligação direta entre a boca e o canal de parto, e que quanto mais a mulher abre a boca durante o TP mais facilmente se abre o canal do parto, e mais rapidamente ocorre o parto.
Eu confirmo que é fato e funciona mesmo! Pode ser cantando, gemendo ou vocalizando.
No vídeo a seguir há o processo de um TP, onde a mãe fez o exercicio de vocalização e pariu de forma suave e tranquila praticamente sozinha.
Vale super a pena praticar o exercicio antes do parto e utilizá-lo no TP! ('O')
É importante e interessante você preparar também músicas que te façam ficar tranquila para o momento do parto porque isso ajuda bastante também.
Boa hora!
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29 de novembro de 2009
Ultra-sonografia: Mais mal do que bem?
por Marsden Wagner (MD, MSPH)
Marsden iniciou sua carreira na saúde pública como neonatologista e epidemiologista, primeiro na Califórnia e depois na Dinamarca. Aposentou-se de uma distinta carreira como chefe de Saúde Materno-Infantil para o Instituto Europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), que agora atua como um consultor para a OMS nos países emergentes da Europa Central e Oriental. Presidiu as três conferências realizadas pela OMS sobre a tecnologia adequada em torno do momento do nascimento e da procura como um palestrante internacional para seu franco apoio à obstetrícia e às parteiras.
A história do ultra-som começa em julho de 1955 quando um obstetra na Escócia, Ian Donald, emprestado uma máquina industrial de ultrassom utilizado para detectar falhas no metal e testou em alguns tumores, que tinham sido removidos previamente e usando um pedaço de carne como o controle. Ele descobriu que os tumores de diferentes produziram ecos diferentes. Logo Donald estava usando o ultra-som não somente para tumores abdominais nas mulheres mas também em mulheres grávidas. Artigos pipocaram nos jornais médicos, e seu uso se espalhou rapidamente por todo o mundo.
A difusão do ultra-som em obstetrícia clínica é refletida nas afirmações inapropriadas feitas na literatura médica a respeito do seu uso adequado: "Uma das lições da história, é claro, que se repete. O desenvolvimento do ultra-som obstétrico espelha assim a aplicação aos humanos gravidez de raios-X de diagnóstico.
Ambos, dentro de alguns anos de descoberta, eram usados para diagnosticar a gravidez e para medir o crescimento e normalidade do feto. Em 1935, foi dito que "o trabalho de pré-natal, sem o uso rotineiro de raios-X não é mais justificável do que seria o tratamento de fraturas "(Reece, 1935). em 1978:" Pode-se afirmar sem ressalvas que a obstetrícia e a ginecologia modernas não podem ser praticadas sem o uso do ultrassom diagnóstico "(Hassani 1978). Dois anos depois , dizia-se que o ultra-som "já não é um teste de diagnóstico aplicado a algumas gravidezes consideradas em termos clínicos, como estando em risco. Ele agora pode ser usado para analisar todas as gravidezes e deve ser considerada como parte integrante da assistência pré-natal "(Campbell & Little, 1980). Em nenhuma destas datas as evidências habilitavam os alto-falantes para fazer estas afirmações.
Não sao só os médicos que tentaram promover o ultrassom com afirmações que vão além dos dados científicos. Os interesses comerciais também têm promovido ativamente o ultrassom, e não apenas aos médicos e hospitais. Como exemplo, um anúncio em um jornal de domingo lidos (The Times, Londres) clamava: "Toshiba decidiu projetar um equipamento diagnóstico que seria absolutamente seguro ... O nome: Ultra-sonografia. A organização dos consumidores na Grã-Bretanha apresentou uma queixa ao Advertising Standards Authority que a Toshiba estava fazendo uma afirmação falsa, ea denúncia foi confirmada. Em muitos países, a aplicação comercial do ultrassom durante a gravidez é generalizada, oferecendo "baby look" e "ultra-diversão", a fim de "cumprir o seu bebê" com fotografias e vídeos caseiros."
A medida em que os médicos, no entanto, seguiram tal conselho cientificamente injustificado, e até que ponto esta tecnologia proliferou, podem ser ilustrados por dados recentes de três países. Na França, em um ano, três milhões de exames de ultra-som foram realizadas em 700.000 mulheres grávidas --- uma média de mais de quatro ecografias por gravidez. Esses exames custaram aos contribuintes franceses mais do que todos os outros procedimentos terapêuticos e diagnósticos feitos nestas mulheres grávidas. Na Austrália, onde o serviço de saúde paga por quatro exames de rotina, nos últimos anos um faturamento de ultra-sonografia obstétrica foi de US $ 60 milhões de dólares australianos. Um editorial de 1993, E.U.A. Hoje faz a seguinte afirmação: "O primeiro retrato bebê --- um ultrassonograma $ 200 no útero --- é uma adição agradável a qualquer álbum de família. Mas são ultrassonogramas medicamente valem 1 bilhão de saúde escassos da nação cuidados de dólares? Essa é a pergunta levantada por um estudo americano divulgado nesta semana. Constatou-se a ultra-sonografias que os médicos rotineiramente para mulheres grávidas saudáveis não fazem qualquer diferença para a saúde de seus bebês ".
Depois de uma tecnologia já amplamente difundidos na prática clínica, o passo seguinte é para formuladores de políticas de saúde para aceitá-lo como tratamento padrão financiados pelo setor de saúde oficial. Vários países europeus têm agora a política oficial para um ou mais ultrassons rotineiros durante a gravidez. Por exemplo, em 1980, as Diretrizes Maternidade Cuidados na Alemanha Ocidental declarou o direito de cada mulher grávida a ser oferecido pelo menos duas ecografias durante a gravidez .. Áustria seguiu rapidamente o termo, aprovando duas ecografias de rotina. Os dados científicos justificam o uso tão difundido e grande costa do ultrassom?
Quando o ultra-som é útil?
Ao avaliar a eficácia da ultra-sonografia na gravidez, é essencial fazer a distinção entre seu uso seletivo para indicações específicas e seu uso rotineiro como um procedimento de triagem. Essencialmente, ultra-sonografia revelou valioso em um punhado de situações específicas em que o diagnóstico "permanece incerto após o histórico clínico foi verificado e o exame físico foi executado". No entanto, considerando-se os benefícios superam os custos da utilização do ultra-som de rotina, a investigação médica sistemática não tem suporte ao uso rotineiro.
Uma das justificativas mais comuns dadas hoje por ultra-som de rotina para detectar a digitalização retardo de crescimento intra-uterino (RCIU). Muitos clínicos insistem que o ultrassom é o melhor método para a identificação desta condição. Em 1986, uma revisão profissional de 83 artigos científicos sobre ultrassom mostrou que "para a detecção de retardo de crescimento intra-uterino, ultra-sonografia deve ser realizada somente em uma população de alto risco". Em outras palavras, nas mãos de uma parteira ou médico experiente sentindo o abdômen de uma mulher grávida são tão precisos como a máquina de ultra-som para detectar o RCIU. A mesma conclusão foi alcançada por um estudo realizado na Suécia, comparando a medição repetida do tamanho do útero por uma parteira com repetidas medidas ultra-sônicas do tamanho da cabeça do feto em 581 gravidezes. O relatório conclui: "Medidas do tamanho do útero são mais eficazes do que as medidas de ultra-sons para o diagnóstico pré-natal do retardo de crescimento intra-uterino".
Se os médicos continuarem a tentar detectar RCIU com ultrassom, o resultado será elevado as taxas de falso-positivos. Estudos mostram que mesmo sob condições ideais, como não existem na maioria das configurações, é provável que mais de metade do tempo de um teste de triagem positivo RCIU ultra-sonografia é devolvido, o teste é falso, e que a gravidez é de fato normal. As implicações disto são grandes para a geração de ansiedade na mulher, a probabilidade de novas intervenções desnecessárias.
Há um outro problema no exame para o RCIU. Um dos princípios básicos de rastreio é a tela apenas para doenças para as quais você pode fazer algo. Actualmente, não existe tratamento para RCIU, nenhuma maneira de atrasar ou parar o processo de crescimento demasiado lento do feto e devolvê-lo ao normal. Por isso, é difícil ver como triagem para RCIU poderia ser esperado para melhorar o resultado da gravidez.
Ficamos com a conclusão de que, com RCIU, nós só podemos evitar uma pequena quantidade de através de intervenções sociais (programas de nutrição e de abuso de drogas), são muito imprecisos no diagnóstico, e não têm tratamento para ele. Se este é o estado actual da arte, não há justificação para os médicos ultra-sonografia de rotina durante a gravidez para a gestão do RCIU. Seu uso deve ser limitado a investigação sobre RCIU.
Mais uma vez é interessante olhar para o que aconteceu com a questão da segurança de raios-X durante a gravidez. Os raios X foram utilizados em mulheres grávidas por quase 50 anos e considerada segura. Em 1937, um livro-texto padrão em atendimento pré-natal, afirmou: "Tem sido freqüentemente perguntado se existe algum perigo para a vida da criança, a passagem de raios-X através dele, pode-se dizer de uma vez não há nenhum caso o exame é realizada por um radiologista competente ". Uma edição posterior do mesmo livro texto indicava: "Sabe-se agora que o uso irrestrito de raios-X no feto causou o câncer infantil". Essa história ilustra o perigo de assumir a segurança. A este respeito, uma declaração de um livro de 1978 é relevante: "Uma das grandes virtudes do ultrassom diagnóstico tem sido sua aparente segurança. Nos níveis atuais de energia, ultrassom diagnóstico parece não ter efeitos prejudiciais ... todas as evidências disponíveis sugerem que é uma modalidade muito segura ".
Esse ultra-som durante a gravidez não pode ser simplesmente assumido ser inofensivo, é sugerido por bons trabalhos científicos na Noruega. Seguindo-se em crianças na idade de oito ou nove nascidos de mães que tinham tomado parte em dois estudos controlados de ultra-som de rotina na gravidez, eles foram capazes de mostrar que a ultra-sonografia de rotina foi associada com um sintoma de possíveis problemas neurológicos.
No que diz respeito à busca ativa de segurança, um editorial no Lancet, um jornal médico britânico, diz: "Não há ensaios controlados randomizados de tamanho adequado para avaliar se há efeitos adversos sobre o crescimento e desenvolvimento da criança exposta in utero a ultra-som. Na verdade, os estudos necessários para verificar a segurança nunca pode ser feito, devido à falta de interesse em tal pesquisa".
A questão da segurança se torna mais complicada pelo problema das condições de exposição. Claramente, qualquer Bio-efeitos que podem ocorrer como resultado de ultra-som vai depender da dose do ultrassom recebido pelo feto ou da mulher. Mas não existem normas nacionais ou internacionais para as características produção de equipamentos de ultra-som. O resultado é chocante a situação descrita em um comentário no British Journal of Obstetrics and Gynaecology, em que as máquinas de ultra-som em uso em mulheres grávidas variam na potência de saída de extremamente alta a extremamente baixa, todas com efeito equivalente. O comentário diz: "Se as máquinas com menor poder têm demonstrado ser adequadas ao diagnóstico, como se pode, eventualmente, justificar expondo o paciente a uma dose 5.000 vezes maior?". Vai ao ponto de incitar diretrizes do governo na SAÍDA dos equipamentos de ultra-som e de legislação que obrigue os fabricantes de equipamento a indicarem as características de saída. Tanto quanto se sabe, isso não tenha ainda sido feito em qualquer país.
A segurança também é claramente relacionada à habilidade do operador de ultra-som. Actualmente, não existe uma formação conhecida ou certificação médica para os usuários de aparelhos de ultra-som em qualquer país. Em outras palavras, a máquina de nascimento não tem teste de habilitação para seus motoristas.
Olhando para o futuro: ultra-som do futuro
Embora o ultra-som é caro, a rotina de digitalização é de utilidade duvidosa e o procedimento ainda não foi provado ser seguro, esta tecnologia é amplamente utilizada, e seu uso tem crescido rapidamente e sem controle. No entanto, a política de saúde é lento para se desenvolver. Nenhum país é conhecido por ter desenvolvido políticas em relação às normas para as máquinas, nem para a formação e certificação dos operadores. Alguns países industrializados começam a responder aos dados que mostram a falta de eficácia para a rotina de verificação de todas as mulheres grávidas. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma conferência de consenso sobre a ultra-sonografia no diagnóstico da gravidez, concluiu que "os dados sobre a eficácia clínica ea segurança não permitem a recomendação para a triagem de rotina, neste momento, existe uma necessidade de multidisciplinar clínicos randomizados e controlados por um avaliação adequada ".
Dinamarca, Suécia e Reino Unido fizeram declarações semelhantes contra os exames de rotina. A Organização Mundial de Saúde (OMS), em uma tentativa de estimular os governos a desenvolver políticas sobre esta questão, publicou a seguinte declaração:
"A Organização Mundial da Saúde salienta que as tecnologias de saúde devem ser cuidadosamente avaliados antes da sua utilização generalizada. Rastreio ultra-som durante a gravidez está agora em uso difundido sem avaliação suficiente. Pesquisas têm demonstrado a sua eficácia para determinadas complicações da gravidez, mas o material publicado não justifica o uso rotineiro da ultra-sonografia em mulheres grávidas. Existe informação insuficiente no que respeita à segurança da utilização do ultra-som durante a gravidez. Não existe ainda nenhum estudo abrangente mulitdisciplinary do uso do ultrassom durante a gravidez, incluindo: eficácia clínica, efeitos psicológicos, considerações éticas , implicações legais, relação custo-benefício e segurança.
A OMS endossa fortemente o princípio de escolha informada no que diz respeito ao uso da tecnologia. Fornecedores de cuidados de saúde têm a responsabilidade moral: totalmente de informar o público sobre o que é conhecido e não sabe sobre a ultra-sonografia durante a gravidez, e de informar inteiramente cada mulher antes a um exame de ultra-som quanto à indicação clínica de ultra-som, a sua desejada para o benefício, seus riscos potenciais e as alternativas disponíveis, caso existam. "
Esta declaração, infelizmente, é tão relevante hoje. Durante os anos 1980 e início de 1990, um número de nós estavam levantando questões sobre a eficácia ea segurança do ultrassom fetal. A nossa voz de cautela, no entanto, foi como um grito no deserto, como a tecnologia proliferou. Então, durante o curso de um mês no final de 1993, dois trabalhos científicos marcantes foram publicados.
O primeiro trabalho, um experimento randômico sobre a eficácia do exame rotineiro por ultrassom, estudou o resultado de mais de 15.000 mulheres grávidas que receberam ou dois exames de rotina em 15 a 22 semanas e 31 a 35 semanas, ou foram digitalizados somente por indicações médicas . Os resultados mostraram que o número médio de ultra-sonografias no grupo de ultra-som foi de 2,2 e no grupo controle (por indicação somente) era 0,6. A taxa de desfecho adverso (morte fetal, morte neonatal, morbidade neonatal), bem como a taxa de parto prematuro e distribuição de peso ao nascer, foi a mesma para ambos os grupos. Além disso, nas palavras do autor: "A detecção ultra-sônica de anormalidades congênitas não tem efeito sobre os resultados perinatais. Finalmente temos um ensaio clínico randomizado de tamanho suficiente para concluir que não há valor a varredura de rotina durante a gravidez.
O segundo trabalho marcante, também um ensaio clínico randomizado, olhou para a segurança dos exames de ultra-som repetido pré-natal. Embora o objectivo inicial do estudo foi esperemos que para demonstrar a segurança do ultrassom repetida, os resultados foram o oposto. De 2.834 gestantes, 1.415 fizeram os exames de ultra-som em 18,24, 28, 34 e 38 semanas de gestação (grupo intensivo), enquanto os outros 1.419 receberam um único ultrassom na 18 semana (grupo regular). A única diferença entre os dois grupos foi significativamente maior (um terço a mais) retardo de crescimento intra-uterino no grupo intensivo. Este achado importante e sério levou os autores a afirmar: "Parece prudente limitar exames de ultra-sonografia do feto aos casos em que a informação é provável que seja de importância clínica". Ironicamente, é provável que agora ultra-som pode levar à condição de CIUR, que tem há muito tempo reivindicado ser eficaz na detecção.
Apesar de agora temos dados científicos suficientes para poder dizer que a ultra-sonografia de rotina pré-natal de varredura não tem eficácia e pode muito bem ter riscos, seria ingênuo pensar que o uso rotineiro não continuará.
Infelizmente, os médicos não são adequadamente treinados nos princípios do método científico. Vai ser uma luta para fechar a lacuna entre estes dados científicos novos e prática clínica.
Notas
A, Oakley, The Captured Womb (Oxford, Inglaterra: Blackwell Publishing, 1984).
B. Beech and J. Robinson, "ultra-som? Unsound?" Associação para a Melhoria da Maternidade Services Journal 5 (1993), pp. 3-26.
J. Newnham, em uma correspondência pessoal (1992).
"Diagnosstic Ultrasound in Pregnancy," Lancet (28 Jul 1984), pp. 201-202.
J. Neilson and A. Grant, Ultrassom in Pregnancy, "in I. Chalmers, M. Enkin, e M. Kerse, eds. Effectice Cuidados na gravidez e parto (Oxford, Inglaterra: Oxford University Press, 1991), p. 435.
Ibid., P.424.
J. Cnattingius, "Screening for Intrauterine Growth Retardation" Tese (Doutorado., Universidade de Uppsala, Suécia, 1984).
R. Salmond, "The Uses and Values of Radiology in Obstetrics," in F. Browne, ed., Pré-natal e pós-natal Care, 2nd ed. (Londres: J. & A. Churchill, 1937).
J. Chassar Moir, "The Uses and Values of Radiology in Obstetrics," in F. Browne, ed., Cuidados pré e pós-natal 9 ed. (Londres: J. & A, Churchill, 1960).
S. Hassani, ultra-sonografia em Ginecologia e Obstetrícia (Nova York: Springer Verlag, 1978).
K. Salveson, L. Vatten, S. Eiknes, K. Hughdahl, e L. Bakketeig, "Ultra-sonografia de rotina no útero e lateralidade posteriores e desenvolvimento neurológico", British Medical Journal 307 (1993), pp. 159-169.
Ver Nota 4. p.202.
"Diagnostic Ultrasound Imaging in Pregnancy," Consensus Development Conference Statement 5, no. 1 (Washington, DC: National Institute of Health, 1984).
Ver Nota 4.
"Diagnostic Ultrasound in Pregnancy: WHO View on Routine Screening," Lancet 2 (1984), p. 361.
Consulte a Nota 2.
Ewigman B. G., J. P. Crane, D. Frederick, F.D. Frigoletto, ML LeFevre, RP Bain, D. McNellis, e grupo de estudo RADIUS, "Effect of Prenatal Ultrasound Screening on Perinatal Outcome", New England Journal of Medicine 329, no.12 (1993), pp. 821-827.
J. Newnham, SF Evans, CA Michael, Stanley FJ, e LI Landau, "Efeitos do ultra-som freqüentes durante a gravidez: a randomised controlled trial", The Lancet 342 (1993), pp. 887-891.
Ibid., P.890.
Para mais informações sobre ultra-som e assuntos relacionados, consulte os seguintes artigos em edições anteriores do Mothering: "Diagnostic Ultrasound", não. 19, p. 57; "O ultra-som", não. 24, p. 27; "como o som é ultra-som?" não. 34, p. 73, "The Trouble with ultra-som" não ". 57, p. 73.
Marsden Wagner completou sua formação médica na Universidade da Califórnia. Após a formação da especialidade e prática como pediatra e neonatalogist, ele completou mais dois anos de estudos de pós-graduação em UGLA na ciência da medicina e saúde pública antes de embarcar em uma carreira como um epidemiologista perinatal nos Estados Unidos e Dinamarca. Durante 15 anos, o instituto responsável Saúde Materno-Infantil para o escritório europeu da OMS (representando 32 países), ele tem trabalhado incansavelmente para promover o cuidado de maternidade segura e eficaz em países industrializados. Ele continua a viver na Dinamarca, onde ele atua como consultor para a OMS, UNICEF, governos e organizações não-governamentais.
Extraído e adaptado de Pursuing the Birth Machine: The Search for Appropriate Birth Technology, autor de 1994 pelo Marsden Wagner, publicado pela ACE Graphics.
Texto traduzido do inglês extraido do link http://www.birthinternational.com/articles/wagner02.html
Marsden iniciou sua carreira na saúde pública como neonatologista e epidemiologista, primeiro na Califórnia e depois na Dinamarca. Aposentou-se de uma distinta carreira como chefe de Saúde Materno-Infantil para o Instituto Europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), que agora atua como um consultor para a OMS nos países emergentes da Europa Central e Oriental. Presidiu as três conferências realizadas pela OMS sobre a tecnologia adequada em torno do momento do nascimento e da procura como um palestrante internacional para seu franco apoio à obstetrícia e às parteiras.
A história do ultra-som começa em julho de 1955 quando um obstetra na Escócia, Ian Donald, emprestado uma máquina industrial de ultrassom utilizado para detectar falhas no metal e testou em alguns tumores, que tinham sido removidos previamente e usando um pedaço de carne como o controle. Ele descobriu que os tumores de diferentes produziram ecos diferentes. Logo Donald estava usando o ultra-som não somente para tumores abdominais nas mulheres mas também em mulheres grávidas. Artigos pipocaram nos jornais médicos, e seu uso se espalhou rapidamente por todo o mundo.
A difusão do ultra-som em obstetrícia clínica é refletida nas afirmações inapropriadas feitas na literatura médica a respeito do seu uso adequado: "Uma das lições da história, é claro, que se repete. O desenvolvimento do ultra-som obstétrico espelha assim a aplicação aos humanos gravidez de raios-X de diagnóstico.
Ambos, dentro de alguns anos de descoberta, eram usados para diagnosticar a gravidez e para medir o crescimento e normalidade do feto. Em 1935, foi dito que "o trabalho de pré-natal, sem o uso rotineiro de raios-X não é mais justificável do que seria o tratamento de fraturas "(Reece, 1935). em 1978:" Pode-se afirmar sem ressalvas que a obstetrícia e a ginecologia modernas não podem ser praticadas sem o uso do ultrassom diagnóstico "(Hassani 1978). Dois anos depois , dizia-se que o ultra-som "já não é um teste de diagnóstico aplicado a algumas gravidezes consideradas em termos clínicos, como estando em risco. Ele agora pode ser usado para analisar todas as gravidezes e deve ser considerada como parte integrante da assistência pré-natal "(Campbell & Little, 1980). Em nenhuma destas datas as evidências habilitavam os alto-falantes para fazer estas afirmações.
Não sao só os médicos que tentaram promover o ultrassom com afirmações que vão além dos dados científicos. Os interesses comerciais também têm promovido ativamente o ultrassom, e não apenas aos médicos e hospitais. Como exemplo, um anúncio em um jornal de domingo lidos (The Times, Londres) clamava: "Toshiba decidiu projetar um equipamento diagnóstico que seria absolutamente seguro ... O nome: Ultra-sonografia. A organização dos consumidores na Grã-Bretanha apresentou uma queixa ao Advertising Standards Authority que a Toshiba estava fazendo uma afirmação falsa, ea denúncia foi confirmada. Em muitos países, a aplicação comercial do ultrassom durante a gravidez é generalizada, oferecendo "baby look" e "ultra-diversão", a fim de "cumprir o seu bebê" com fotografias e vídeos caseiros."
A medida em que os médicos, no entanto, seguiram tal conselho cientificamente injustificado, e até que ponto esta tecnologia proliferou, podem ser ilustrados por dados recentes de três países. Na França, em um ano, três milhões de exames de ultra-som foram realizadas em 700.000 mulheres grávidas --- uma média de mais de quatro ecografias por gravidez. Esses exames custaram aos contribuintes franceses mais do que todos os outros procedimentos terapêuticos e diagnósticos feitos nestas mulheres grávidas. Na Austrália, onde o serviço de saúde paga por quatro exames de rotina, nos últimos anos um faturamento de ultra-sonografia obstétrica foi de US $ 60 milhões de dólares australianos. Um editorial de 1993, E.U.A. Hoje faz a seguinte afirmação: "O primeiro retrato bebê --- um ultrassonograma $ 200 no útero --- é uma adição agradável a qualquer álbum de família. Mas são ultrassonogramas medicamente valem 1 bilhão de saúde escassos da nação cuidados de dólares? Essa é a pergunta levantada por um estudo americano divulgado nesta semana. Constatou-se a ultra-sonografias que os médicos rotineiramente para mulheres grávidas saudáveis não fazem qualquer diferença para a saúde de seus bebês ".
Depois de uma tecnologia já amplamente difundidos na prática clínica, o passo seguinte é para formuladores de políticas de saúde para aceitá-lo como tratamento padrão financiados pelo setor de saúde oficial. Vários países europeus têm agora a política oficial para um ou mais ultrassons rotineiros durante a gravidez. Por exemplo, em 1980, as Diretrizes Maternidade Cuidados na Alemanha Ocidental declarou o direito de cada mulher grávida a ser oferecido pelo menos duas ecografias durante a gravidez .. Áustria seguiu rapidamente o termo, aprovando duas ecografias de rotina. Os dados científicos justificam o uso tão difundido e grande costa do ultrassom?
Quando o ultra-som é útil?
Ao avaliar a eficácia da ultra-sonografia na gravidez, é essencial fazer a distinção entre seu uso seletivo para indicações específicas e seu uso rotineiro como um procedimento de triagem. Essencialmente, ultra-sonografia revelou valioso em um punhado de situações específicas em que o diagnóstico "permanece incerto após o histórico clínico foi verificado e o exame físico foi executado". No entanto, considerando-se os benefícios superam os custos da utilização do ultra-som de rotina, a investigação médica sistemática não tem suporte ao uso rotineiro.
Uma das justificativas mais comuns dadas hoje por ultra-som de rotina para detectar a digitalização retardo de crescimento intra-uterino (RCIU). Muitos clínicos insistem que o ultrassom é o melhor método para a identificação desta condição. Em 1986, uma revisão profissional de 83 artigos científicos sobre ultrassom mostrou que "para a detecção de retardo de crescimento intra-uterino, ultra-sonografia deve ser realizada somente em uma população de alto risco". Em outras palavras, nas mãos de uma parteira ou médico experiente sentindo o abdômen de uma mulher grávida são tão precisos como a máquina de ultra-som para detectar o RCIU. A mesma conclusão foi alcançada por um estudo realizado na Suécia, comparando a medição repetida do tamanho do útero por uma parteira com repetidas medidas ultra-sônicas do tamanho da cabeça do feto em 581 gravidezes. O relatório conclui: "Medidas do tamanho do útero são mais eficazes do que as medidas de ultra-sons para o diagnóstico pré-natal do retardo de crescimento intra-uterino".
Se os médicos continuarem a tentar detectar RCIU com ultrassom, o resultado será elevado as taxas de falso-positivos. Estudos mostram que mesmo sob condições ideais, como não existem na maioria das configurações, é provável que mais de metade do tempo de um teste de triagem positivo RCIU ultra-sonografia é devolvido, o teste é falso, e que a gravidez é de fato normal. As implicações disto são grandes para a geração de ansiedade na mulher, a probabilidade de novas intervenções desnecessárias.
Há um outro problema no exame para o RCIU. Um dos princípios básicos de rastreio é a tela apenas para doenças para as quais você pode fazer algo. Actualmente, não existe tratamento para RCIU, nenhuma maneira de atrasar ou parar o processo de crescimento demasiado lento do feto e devolvê-lo ao normal. Por isso, é difícil ver como triagem para RCIU poderia ser esperado para melhorar o resultado da gravidez.
Ficamos com a conclusão de que, com RCIU, nós só podemos evitar uma pequena quantidade de através de intervenções sociais (programas de nutrição e de abuso de drogas), são muito imprecisos no diagnóstico, e não têm tratamento para ele. Se este é o estado actual da arte, não há justificação para os médicos ultra-sonografia de rotina durante a gravidez para a gestão do RCIU. Seu uso deve ser limitado a investigação sobre RCIU.
Mais uma vez é interessante olhar para o que aconteceu com a questão da segurança de raios-X durante a gravidez. Os raios X foram utilizados em mulheres grávidas por quase 50 anos e considerada segura. Em 1937, um livro-texto padrão em atendimento pré-natal, afirmou: "Tem sido freqüentemente perguntado se existe algum perigo para a vida da criança, a passagem de raios-X através dele, pode-se dizer de uma vez não há nenhum caso o exame é realizada por um radiologista competente ". Uma edição posterior do mesmo livro texto indicava: "Sabe-se agora que o uso irrestrito de raios-X no feto causou o câncer infantil". Essa história ilustra o perigo de assumir a segurança. A este respeito, uma declaração de um livro de 1978 é relevante: "Uma das grandes virtudes do ultrassom diagnóstico tem sido sua aparente segurança. Nos níveis atuais de energia, ultrassom diagnóstico parece não ter efeitos prejudiciais ... todas as evidências disponíveis sugerem que é uma modalidade muito segura ".
Esse ultra-som durante a gravidez não pode ser simplesmente assumido ser inofensivo, é sugerido por bons trabalhos científicos na Noruega. Seguindo-se em crianças na idade de oito ou nove nascidos de mães que tinham tomado parte em dois estudos controlados de ultra-som de rotina na gravidez, eles foram capazes de mostrar que a ultra-sonografia de rotina foi associada com um sintoma de possíveis problemas neurológicos.
No que diz respeito à busca ativa de segurança, um editorial no Lancet, um jornal médico britânico, diz: "Não há ensaios controlados randomizados de tamanho adequado para avaliar se há efeitos adversos sobre o crescimento e desenvolvimento da criança exposta in utero a ultra-som. Na verdade, os estudos necessários para verificar a segurança nunca pode ser feito, devido à falta de interesse em tal pesquisa".
A questão da segurança se torna mais complicada pelo problema das condições de exposição. Claramente, qualquer Bio-efeitos que podem ocorrer como resultado de ultra-som vai depender da dose do ultrassom recebido pelo feto ou da mulher. Mas não existem normas nacionais ou internacionais para as características produção de equipamentos de ultra-som. O resultado é chocante a situação descrita em um comentário no British Journal of Obstetrics and Gynaecology, em que as máquinas de ultra-som em uso em mulheres grávidas variam na potência de saída de extremamente alta a extremamente baixa, todas com efeito equivalente. O comentário diz: "Se as máquinas com menor poder têm demonstrado ser adequadas ao diagnóstico, como se pode, eventualmente, justificar expondo o paciente a uma dose 5.000 vezes maior?". Vai ao ponto de incitar diretrizes do governo na SAÍDA dos equipamentos de ultra-som e de legislação que obrigue os fabricantes de equipamento a indicarem as características de saída. Tanto quanto se sabe, isso não tenha ainda sido feito em qualquer país.
A segurança também é claramente relacionada à habilidade do operador de ultra-som. Actualmente, não existe uma formação conhecida ou certificação médica para os usuários de aparelhos de ultra-som em qualquer país. Em outras palavras, a máquina de nascimento não tem teste de habilitação para seus motoristas.
Olhando para o futuro: ultra-som do futuro
Embora o ultra-som é caro, a rotina de digitalização é de utilidade duvidosa e o procedimento ainda não foi provado ser seguro, esta tecnologia é amplamente utilizada, e seu uso tem crescido rapidamente e sem controle. No entanto, a política de saúde é lento para se desenvolver. Nenhum país é conhecido por ter desenvolvido políticas em relação às normas para as máquinas, nem para a formação e certificação dos operadores. Alguns países industrializados começam a responder aos dados que mostram a falta de eficácia para a rotina de verificação de todas as mulheres grávidas. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma conferência de consenso sobre a ultra-sonografia no diagnóstico da gravidez, concluiu que "os dados sobre a eficácia clínica ea segurança não permitem a recomendação para a triagem de rotina, neste momento, existe uma necessidade de multidisciplinar clínicos randomizados e controlados por um avaliação adequada ".
Dinamarca, Suécia e Reino Unido fizeram declarações semelhantes contra os exames de rotina. A Organização Mundial de Saúde (OMS), em uma tentativa de estimular os governos a desenvolver políticas sobre esta questão, publicou a seguinte declaração:
"A Organização Mundial da Saúde salienta que as tecnologias de saúde devem ser cuidadosamente avaliados antes da sua utilização generalizada. Rastreio ultra-som durante a gravidez está agora em uso difundido sem avaliação suficiente. Pesquisas têm demonstrado a sua eficácia para determinadas complicações da gravidez, mas o material publicado não justifica o uso rotineiro da ultra-sonografia em mulheres grávidas. Existe informação insuficiente no que respeita à segurança da utilização do ultra-som durante a gravidez. Não existe ainda nenhum estudo abrangente mulitdisciplinary do uso do ultrassom durante a gravidez, incluindo: eficácia clínica, efeitos psicológicos, considerações éticas , implicações legais, relação custo-benefício e segurança.
A OMS endossa fortemente o princípio de escolha informada no que diz respeito ao uso da tecnologia. Fornecedores de cuidados de saúde têm a responsabilidade moral: totalmente de informar o público sobre o que é conhecido e não sabe sobre a ultra-sonografia durante a gravidez, e de informar inteiramente cada mulher antes a um exame de ultra-som quanto à indicação clínica de ultra-som, a sua desejada para o benefício, seus riscos potenciais e as alternativas disponíveis, caso existam. "
Esta declaração, infelizmente, é tão relevante hoje. Durante os anos 1980 e início de 1990, um número de nós estavam levantando questões sobre a eficácia ea segurança do ultrassom fetal. A nossa voz de cautela, no entanto, foi como um grito no deserto, como a tecnologia proliferou. Então, durante o curso de um mês no final de 1993, dois trabalhos científicos marcantes foram publicados.
O primeiro trabalho, um experimento randômico sobre a eficácia do exame rotineiro por ultrassom, estudou o resultado de mais de 15.000 mulheres grávidas que receberam ou dois exames de rotina em 15 a 22 semanas e 31 a 35 semanas, ou foram digitalizados somente por indicações médicas . Os resultados mostraram que o número médio de ultra-sonografias no grupo de ultra-som foi de 2,2 e no grupo controle (por indicação somente) era 0,6. A taxa de desfecho adverso (morte fetal, morte neonatal, morbidade neonatal), bem como a taxa de parto prematuro e distribuição de peso ao nascer, foi a mesma para ambos os grupos. Além disso, nas palavras do autor: "A detecção ultra-sônica de anormalidades congênitas não tem efeito sobre os resultados perinatais. Finalmente temos um ensaio clínico randomizado de tamanho suficiente para concluir que não há valor a varredura de rotina durante a gravidez.
O segundo trabalho marcante, também um ensaio clínico randomizado, olhou para a segurança dos exames de ultra-som repetido pré-natal. Embora o objectivo inicial do estudo foi esperemos que para demonstrar a segurança do ultrassom repetida, os resultados foram o oposto. De 2.834 gestantes, 1.415 fizeram os exames de ultra-som em 18,24, 28, 34 e 38 semanas de gestação (grupo intensivo), enquanto os outros 1.419 receberam um único ultrassom na 18 semana (grupo regular). A única diferença entre os dois grupos foi significativamente maior (um terço a mais) retardo de crescimento intra-uterino no grupo intensivo. Este achado importante e sério levou os autores a afirmar: "Parece prudente limitar exames de ultra-sonografia do feto aos casos em que a informação é provável que seja de importância clínica". Ironicamente, é provável que agora ultra-som pode levar à condição de CIUR, que tem há muito tempo reivindicado ser eficaz na detecção.
Apesar de agora temos dados científicos suficientes para poder dizer que a ultra-sonografia de rotina pré-natal de varredura não tem eficácia e pode muito bem ter riscos, seria ingênuo pensar que o uso rotineiro não continuará.
Infelizmente, os médicos não são adequadamente treinados nos princípios do método científico. Vai ser uma luta para fechar a lacuna entre estes dados científicos novos e prática clínica.
Notas
A, Oakley, The Captured Womb (Oxford, Inglaterra: Blackwell Publishing, 1984).
B. Beech and J. Robinson, "ultra-som? Unsound?" Associação para a Melhoria da Maternidade Services Journal 5 (1993), pp. 3-26.
J. Newnham, em uma correspondência pessoal (1992).
"Diagnosstic Ultrasound in Pregnancy," Lancet (28 Jul 1984), pp. 201-202.
J. Neilson and A. Grant, Ultrassom in Pregnancy, "in I. Chalmers, M. Enkin, e M. Kerse, eds. Effectice Cuidados na gravidez e parto (Oxford, Inglaterra: Oxford University Press, 1991), p. 435.
Ibid., P.424.
J. Cnattingius, "Screening for Intrauterine Growth Retardation" Tese (Doutorado., Universidade de Uppsala, Suécia, 1984).
R. Salmond, "The Uses and Values of Radiology in Obstetrics," in F. Browne, ed., Pré-natal e pós-natal Care, 2nd ed. (Londres: J. & A. Churchill, 1937).
J. Chassar Moir, "The Uses and Values of Radiology in Obstetrics," in F. Browne, ed., Cuidados pré e pós-natal 9 ed. (Londres: J. & A, Churchill, 1960).
S. Hassani, ultra-sonografia em Ginecologia e Obstetrícia (Nova York: Springer Verlag, 1978).
K. Salveson, L. Vatten, S. Eiknes, K. Hughdahl, e L. Bakketeig, "Ultra-sonografia de rotina no útero e lateralidade posteriores e desenvolvimento neurológico", British Medical Journal 307 (1993), pp. 159-169.
Ver Nota 4. p.202.
"Diagnostic Ultrasound Imaging in Pregnancy," Consensus Development Conference Statement 5, no. 1 (Washington, DC: National Institute of Health, 1984).
Ver Nota 4.
"Diagnostic Ultrasound in Pregnancy: WHO View on Routine Screening," Lancet 2 (1984), p. 361.
Consulte a Nota 2.
Ewigman B. G., J. P. Crane, D. Frederick, F.D. Frigoletto, ML LeFevre, RP Bain, D. McNellis, e grupo de estudo RADIUS, "Effect of Prenatal Ultrasound Screening on Perinatal Outcome", New England Journal of Medicine 329, no.12 (1993), pp. 821-827.
J. Newnham, SF Evans, CA Michael, Stanley FJ, e LI Landau, "Efeitos do ultra-som freqüentes durante a gravidez: a randomised controlled trial", The Lancet 342 (1993), pp. 887-891.
Ibid., P.890.
Para mais informações sobre ultra-som e assuntos relacionados, consulte os seguintes artigos em edições anteriores do Mothering: "Diagnostic Ultrasound", não. 19, p. 57; "O ultra-som", não. 24, p. 27; "como o som é ultra-som?" não. 34, p. 73, "The Trouble with ultra-som" não ". 57, p. 73.
Marsden Wagner completou sua formação médica na Universidade da Califórnia. Após a formação da especialidade e prática como pediatra e neonatalogist, ele completou mais dois anos de estudos de pós-graduação em UGLA na ciência da medicina e saúde pública antes de embarcar em uma carreira como um epidemiologista perinatal nos Estados Unidos e Dinamarca. Durante 15 anos, o instituto responsável Saúde Materno-Infantil para o escritório europeu da OMS (representando 32 países), ele tem trabalhado incansavelmente para promover o cuidado de maternidade segura e eficaz em países industrializados. Ele continua a viver na Dinamarca, onde ele atua como consultor para a OMS, UNICEF, governos e organizações não-governamentais.
Extraído e adaptado de Pursuing the Birth Machine: The Search for Appropriate Birth Technology, autor de 1994 pelo Marsden Wagner, publicado pela ACE Graphics.
Texto traduzido do inglês extraido do link http://www.birthinternational.com/articles/wagner02.html
17 de novembro de 2009
Cronômetro de contrações on line
Esse cronômetro foi idealizado por um pai que achou um 'saco' ter que ficar anotando as contrações da mulher e calculando o espaço entre uma e outra.
É super simples de usar, basta apertar a tecla "S" quando a contração começa, e apertar novamente quando a contração termina. Ao final ainda tem opção para imprimir.
http://www.contractionmaster.com/
Muitas vezes as mulheres vão para o hospital assim que sentem as primeiras contrações, e muitas vezes ainda nem estão em trabalho de parto efetivo.
Para saber a hora certa de ir para o hospital o ideal é que as contrações estejam presentes a mais de uma hora, com intervalo de 5 minutos entre uma e outra, e com duração de uns 30segundos.
Use e abuse do cronômetro antes de sair correndo para hospital com contrações irregulares, e tenha uma maior probabilidade de um parto rápido e sem intervenções ok? =D
Editado em 30/11/2009: A Denise do maternamente fez uma entrevista com o pai 'geek' que vale a pena dar uma lida! http://maternamente.blogspot.com/2009/11/nao-basta-ser-pai-tem-de-ser-geek.html
É super simples de usar, basta apertar a tecla "S" quando a contração começa, e apertar novamente quando a contração termina. Ao final ainda tem opção para imprimir.
http://www.contractionmaster.com/
Muitas vezes as mulheres vão para o hospital assim que sentem as primeiras contrações, e muitas vezes ainda nem estão em trabalho de parto efetivo.
Para saber a hora certa de ir para o hospital o ideal é que as contrações estejam presentes a mais de uma hora, com intervalo de 5 minutos entre uma e outra, e com duração de uns 30segundos.
Use e abuse do cronômetro antes de sair correndo para hospital com contrações irregulares, e tenha uma maior probabilidade de um parto rápido e sem intervenções ok? =D
Editado em 30/11/2009: A Denise do maternamente fez uma entrevista com o pai 'geek' que vale a pena dar uma lida! http://maternamente.blogspot.com/2009/11/nao-basta-ser-pai-tem-de-ser-geek.html
11 de novembro de 2009
Gripe Suina no Japão ou virus H1N1
A gripe H1N1 chegou nas escolas japonesas e algumas crianças próximas a seu filho podem estar contaminadas.
Se acontecer com seu filho de se contaminar, não é preciso ter pânico, seguindo as orientações do pediatra tudo ficará bem novamente.
Para se evitar o contato com o vírus ainda falta informação, por isso resolvi postar aqui algumas perguntas e respostas que recebi através de uma amiga, as quais foram passadas pela clinica Happy Baby Homeopatia.
1.- Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.
2.- Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.
3.- Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.
4.- É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
5.- Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6.- Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
7.- Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%
8.- De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
9.- O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.
10.- Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11.- A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada
12.- O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.
13.- Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
14.- Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.
15.- Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.
17.- O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.
18.- Qual é a população que está atacando este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.
19.- É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.
20.- Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
21.- Serve para algo tomar Vitamina C?
Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.
22.- Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.
23.- O virus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.
24.- Os mascotes contagiam-se com o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem-se por outro tipo de vírus.
25.- Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.
26.- Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.
27.- O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.
28.- Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.
29.- Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?
Não serve para nada.
30.- As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.
31.- Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NAO.
32.- O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.
33.- O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.
34.- O álcool em gel é efetivo?
SIM, muito efetivo.
35.- Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
36.- Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
37.- O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.
38.- Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM.
39.- As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.
40.- Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.
41.- Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
Se acontecer com seu filho de se contaminar, não é preciso ter pânico, seguindo as orientações do pediatra tudo ficará bem novamente.
Para se evitar o contato com o vírus ainda falta informação, por isso resolvi postar aqui algumas perguntas e respostas que recebi através de uma amiga, as quais foram passadas pela clinica Happy Baby Homeopatia.
1.- Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.
2.- Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.
3.- Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.
4.- É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
5.- Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6.- Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
7.- Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%
8.- De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
9.- O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.
10.- Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11.- A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada
12.- O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.
13.- Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
14.- Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.
15.- Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.
17.- O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.
18.- Qual é a população que está atacando este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.
19.- É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.
20.- Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
21.- Serve para algo tomar Vitamina C?
Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.
22.- Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.
23.- O virus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.
24.- Os mascotes contagiam-se com o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem-se por outro tipo de vírus.
25.- Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.
26.- Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.
27.- O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.
28.- Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.
29.- Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?
Não serve para nada.
30.- As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.
31.- Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NAO.
32.- O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.
33.- O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.
34.- O álcool em gel é efetivo?
SIM, muito efetivo.
35.- Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
36.- Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
37.- O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.
38.- Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM.
39.- As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.
40.- Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.
41.- Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
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