No próximo domingo, dia 09 de maio, Dia das Mães, estaremos no programa "Coisas de Mulher" da Flavia Shiroma, pela Radio Nikkei.
A Radio Nikkei é uma radio da Comunidade Brasileira no Japão, e está no ar para divulgar assuntos de interesse da comunidade em geral.
Para acessar, basta clicar aqui e se conectar.
Todas as pessoas que participarem do chat nesse dia, no horario das 19:30 as 21:30h, (horario do Japão, no Brasil será 7:30 da manhã de domingo) estarão concorrendo a um super presente do Dia das Mães. Por isso já grave esse compromisso na sua agenda eletronica ou no seu celular para não se esquecer!
Podem participar pessoas de qualquer lugar do mundo porque a Radio é online! =)
Contamos com você!
7 de maio de 2010
6 de maio de 2010
Promoção Mês das Mães Materna Japão
O mês de Maio é um mês dedicado as mães, as parteiras e as doulas, e como nosso blog tem tudo a ver com essas três, durante todo o mês de Maio faremos promoções para quem for nosso seguidor e participar com comentários, pesquisas e sugestões.
A partir de hoje, todos os comentários em postagens do blog estarão concorrendo semanalmente a vários prêmios que recebemos dos patrocinadores da promoção Mês das Mães.
Vejam os prêmios e prestigiem nossos parceiros:
1 Tênis da Nike - modelo novo
1 Conjunto com 3 relógio-pulseira - super na moda
Oferecidos pela loja Só Vendas JP
1 cestas de bombons maravilhosos
1 cesta de café da manhã deliciosa
Oferecimento da Tout bon Doces
1 sling de argola
1 Wrap sling
Ambos lindos de viver! Oferecimento da KeySlings
1 super ensaio fotográfico oferecido pelo fotográfo Cleber Massao.
*veja detalhes desse prêmio no site do fotógrafo.
1 blusa de amamentação, oferecida pela Criando Gente, Blusas para Amamentação
1 livro: "Bebê Mais Feliz do Pedaço" - Oferecido pelo nosso blog.
1 livro: "Pais brilhantes, professores fascinantes", oferecimento da Livraria JP
Para concorrer a esses livros responda nossa pesquisa aqui
Se você ainda não é seguidor é só clicar no "Seguir", na barra lateral, é o penultimo gadget da pagina do nosso site.
Depois visite o blog durante todo esse mês para comentar nossas postagens, pois cada comentário vale 1 cupom no sorteio.
E se você ainda não está em nosso perfil do orkut, clique aqui e receba nossas atualizações diariamente! =)
Participem e boa sorte!
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1 de maio de 2010
Primeiros Dias com o recém-nascido
Este é um relato especial, feito por uma materna, que viveu recentemente a experiência de ser mãe pela primeira vez.É um relato longo, mas muito importante para quem vai ser tornar mãe em breve.
Vale a pena lê-lo!
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Até hoje não havia conseguido enviar meu relato de parto, tinha alguma coisa travada para poder divulgar. O problema não era contar o parto em si, mas como divulgar um momento bom se os que se seguiram ao parto foram tão, mas tão mais difíceis!
Durante a gestação li tantas coisas boas sobre parto que não pensei em quase nada do pós parto. A gente acaba criando uma visão super romântica do parto e depois do nascimento, vem um mundo real de horas sem dormir, peitos doendo, bebê chorando, família palpitando que achei que tinha que dividir isso com outras grávidas.
Decidi, portanto, divulgar primeiro o que vivi nestes primeiros dias após o nascimento da minha filha, para depois divulgar o relato do parto.
O que é aquilo que vivemos nos primeiros dias de vida do bebê??
Que turbilhão de emoções!! É tudo misturado, alegria, amor, susto, desconhecimento, mil palpites, êxtase, dor, e sei lá mais o quê.
Em primeiro lugar vêm a alegria inédita de ter o bebê nas mãos. Ver aquele serzinho, que saiu de dentro de mim. Ver aquela carinha, me reconhecer na minha filha, identificar características da família nela. Que êxtase! Os olhinhos dela olhando para mim, buscando alento em meu corpo. Nos primeiros dias, eu olhava para ela e me via, era uma coisa muito louca isso, sentia a mistura que existia, ela em mim, eu nela. Sensação maravilhosa.
Tem também a emoção de poder conhecer a minha filha, aquela, que estava morando na minha barriga, além claro, da percepção de que era verdade mesmo, tinha um bebê crescendo dentro de mim, uma vida nova, sendo gerada por mim! Sentia o milagre de Deus, um clichê que vale dizer, o fruto do amor entre eu e meu marido.. deu naquilo, um serzinho..e agora, fora da barriga, um nenê de verdade, com pés, mãos...
Contei e recontei os dedinhos, analisei cada detalhe, orelha, duas, olhos..hum parecem meio vesguinhos..será que ela vai ser vesga? Ufa, li no Delamare que é normal o recém nascido ser vesguinho.. com os dias se normalizou. Ver a pele dela, com risquinhos, mini poros. Ela nasceu com pelos no ombrinho e na orelha.. ai será que ela vai ter pelos nestes lugares? Uma menina, ela não vai gostar de ter estes pelos.. (eles caíram por volta do 7o mês). Ficava admirando a beleza, os olhinhos inchados, achando o máximo aquele bebezinho ter saído de mim, tão perfeito!! Obrigada meu Deus! Senti uma gratidão enorme por poder viver este momento. Adorava também o cheirinho dela, um cheirinho de parto ainda (só demos banho nela no 3o dia de vida, ela nasceu na água), sentir o cheiro de vérnix, ficando azedinho. Dava certa vontade de lamber.. mas achava esquisito.. dei lambidinhas tímidas.. bom o gosto.
Depois desta admiração, vem o susto, o novo, o desconhecido. O bebê novinho não chora, ele se esguela, ele grita de desespero!! Começou com um chorinho tímido, um chorinho lindo (gué, gué, para tentar imitar..). Depois vem um choro desesperado. Meu Deus, o que eu faço?? EU sou a mãe..tenho que achar uma solução, e agora?? Logo nas primeiras horas, meu marido aprendeu com o santo pediatra a embrulhá-la (como charutinho), a chacoalhar e fazer shuu.. no ouvido dela.. Ufa! Como esta técnica ajudou! Funcionava na maior parte das vezes neste comecinho. E como meu marido ajudou, ele era o responsável por acalmá-la.
Mas às vezes o bebê não parava de chorar e aí.. junto com MEU desespero, vinham as sugestões familiares, já que sempre temos pessoas por perto nestes momentos. “o que será que ela tá sentindo?”, “será que é cólica?”, “será que ela tá com fome?” (e o provável pensamento: “seu leite não é suficiente?”). Estes palpites para mim foram chatos. O pessoal aqui até respeitou minhas atitudes, mas foi duro ficar tendo que, além de cuidar do bebê e deste turbilhão de emoções ter que ficar arrumando respostas e motivos das minhas atitudes.
Ah.. outra coisa forte. Desde o 1o dia do nascimento dela, descobri que não é somente a minha filha que nasceu. Nasceu também a neta da minha mãe e sogra, a sobrinha da minha cunhada, a sobrinha-neta das minhas tias.. Então, todas as MINHAS atitudes estavam afetando o modo de viver da NETA, SOBRINHA, SOBRINHA-NETA. Acho que é por isso que as pessoas dão tantas sugestões sobre como agir com o bebê.
Outra sensação em relação às outras pessoas foi a invasão em relação ao bebê. Desde a gravidez, eu queria que o bebê tivesse um ambiente tranqüilo depois que nascesse. Não queria deixá-la no barulho e com as pessoas. Queria que ela conhecesse o mundo um pouco por vez. Considero que é um choque para o bebê a saída do aconchego do útero e um choque maior ainda ser pego por inúmeras pessoas, ouvir sons, cheiros, falas super próximas à cara do nenê. Queria um cheiro de alguém um dia, um cômodo da casa no outro. A luz, os sons, tudo devagar. Mas como controlar se todos da família querem ver o bebê, pegar no colo e segurar pra sentir que o bebê realmente estava ali (uma amiga ucraniana fica impressionada com a coisa do brasileiro de querer sempre encostar um no outro). Vivi isso com o bebê. E não queria!! Minha irmã, que estava longe, me disse por telefone: devíamos ficar isoladas de tudo por uns 10 dias depois do nascimento do bebê. Mas ocorre o inverso!! A casa vira uma peregrinação de pessoas querendo conhecer a criança. Justo nos primeiros dias. Não recrimino isso, mas o que eu queria ter paz para conhecer minha filha e para ela me conhecer!
Só saí com ela no 17º dia para dar uma volta na rua e saía pouco de casa. Eu quis assim, embora não tenha sido fácil ficar tantos dias reclusa.
Não tinha a confiança de como seria minha relação com minha filha. Queria que ela conhecesse primeiro o meu cheiro, minha voz, gostasse de mim. Essa segurança se desenvolveu ao longo do tempo, principalmente graças a amamentação e por ficarmos tanto tempo juntas, eu a alimentando, a observando, e ela sentindo minha pele, meu calor, meu amor.
Reconheço que tive ciúme dela no início, queria que ela gostasse de mim primeiro. Virei leoa. Não queria que a pegassem no colo.. já tinha a questão do cheiro, som, mas teve também a questão leoa. Não queria que pegassem na minha cria. Isso me lembrava das cachorras recém paridas rosnarem para pessoas que chegam perto de suas crias. Pena que gente adulta que rosna é considerada antipática pra sempre.
Comecei a amamentar logo depois que ela nasceu, ela mamou pouquinho nas primeiras horas. Eu não sabia se conseguiria amamentar, meu peito só servira para fins sexuais até então, não sabia como iria separar as coisas. Bom, isso foi pouco problema. No primeiro dia, foi mais tranqüilo, ela mamou pouco, eu tinha lido que o bebê tem nasce com reservas nos primeiros dias e precisa mais dormir do que mamar, eu estava tranquila.
Mas a noite seguinte.. o que foi aquilo?? Ela mamou por 4 horas seguidas!!!! Eu a tirava do peito (ou ela saía, não me lembro) e ela chorava desesperadamente! Voltava para o peito, acalmava. Da meia noite às 4 da manhã. Eu com fome, sede, me sentindo fraca. Mas queria alimentar minha filha. Nesta hora, claro, falaram que era só dar chupeta ou meu dedo para ela sugar. Como assim? Ela querendo sugar meu peito e eu vou dar outra coisa? Vou enganar minha filha no seu primeiro dia de vida? Aquilo foi um pesadelo, o sono, misturado com a dor (pois 4 horas num peito sem “calos” doeu!), doía também a barriga, pois o útero ainda estava grande, se contraía com as mamadas. Na 2a noite a longa mamada se repetiu, meu marido diz que foram 6 horas desta vez. O stress estava mais alto, tive até problemas com a família do meu marido neste dia, falei o que não devia e vivi por semanas as conseqüências disso. Hoje vejo que poderia ter buscado outras soluções para pelo menos intercalar um pouco estas longuíssimas mamadas (deixar com o pai chacoalhando e fazendo shuu, simplesmente colocar o bebê perto do meu corpo para ela sentir meu calor ou simplesmente parar por 5 minutos para eu descansar e agüentar um pouco seu choro)
Os hormônios à flor da pele, eu chorava de alegria, dor, cansaço. Meu leite desceu no 3o dia. Fiquei muito feliz com a novidade de me tornar uma “leiteria”! E depois de tantas horas com o bebê pendurado no peito, sem saber como segurar, como abrir sua boquinha.. resultado: bicos super rachados, dor quando ela começava a sugar. Por sorte neste dia o pediatra veio para consultá-la e ensinou algumas posições. No dia seguinte uma santa amiga especialista em amamentação também deu bons conselhos. Ambos ensinaram a livre demanda, nada de anotar horários: bebê chorou, peito. O melhor conselho em todo o puerpério.
O cansaço era tanto nestes dias que eu não registrei quase nada que eles me ensinaram, foi meu marido que também ouviu e me ajudou.
No 6o dia tive febre. Meu peito empedrou. Li que deveria tomar banho quente, fazer dança africana e ordenhar. Tentei isso o dia todo. Febre subindo, não queria medir, não queria tomar remédio. Neste dia meu marido viajou, fiquei com sua família me ajudando. Fiquei confusa, com algumas alucinações, peito doendo.. medi: 39,5C! minha cunhada leu que deveria dar o peito para o bebê esvaziar.. achava que estaria contaminado este leite. Minha filha me salvou, mamou, mamou e esvaziou meu peito e baixou minha febre. Ufa! Saí de mais uma!
Volto a falar do êxtase. Eu olhava para minha filha e chorava de alegria. Muitas vezes isso aconteceu nos primeiros dias. Meu marido também estava muito tocado, ele chorava, chorávamos juntos! Que milagre estávamos presenciando!
Recebi também a visita preciosa da Carolina nos primeiros dias. Seu filho é uns 3 meses mais velho que a minha, então, vê-la falar que estes dias são difíceis mesmo e ver claramente que agora eles estavam em outra fase melhor foi um alívio e tanto. Me ensinou coisas, deu bons conselhos. Ela ainda trouxe uma pomada para passar no peito, que me ajudou.
Enquanto estava grávida, ficava imaginando o bebê e tudo que poderia viver com minha filha. Mas no primeiro mês o bebê pouco interage. A doação da mãe é gigantesca e vemos pouca reação do bebê, ela ficava deitada, quase não se mexia. Isso também teve sua contribuição na frustração.
Outro fato que interferiu nos primeiros meses é que meu corpo estava se adaptando a grande produção de leite que minha filha requeria. Minha resistência baixou, tive herpes e “viuvinha” nos olhos diversas vezes. Sentia bastante cansaço e aproveitava para dormir bastante, o que ajudou a me recuperar.
Como esta fase foi uma mistura cansaço, com desconhecimento, falta de experiência e um serzinho totalmente dependente da gente, estes dias foram muito difíceis para mim. Parecia que nossa vida seria assim para sempre, mas a natureza é sábia, a mãe vai aprendendo a cuidar da sua cria, vai conhecendo o filho a cada dia, as reações, o que fazer ou não, claro que não acerta sempre. Vai ganhando confiança, recebendo e dando amor.
Com o passar do tempo, os desafios para a mãe vão se alterando, isso não deve acabar nunca, sempre estaremos aprendendo a conviver com as novas fases do filho.
Este tempo de grandes inseguranças passou. Foi tão duro para mim este período que achei o parto muito fácil comparado com estes dias. Olho para este período e vejo uma nuvem escura, dias lindos e ao mesmo tempo tão difíceis. Por isso quis compartilhar com futuras mães, para talvez se prepararem melhor do que eu. Não sei se é assim com todo mundo.
Quando escrevi este texto, minha filha estava com 9 meses, linda, crescendo, descobrindo o mundo. Já passamos por tantas fases diferentes e tantos momentos bons. Foi difícil o começo, mas passou. A amamentação teve um papel central em toda esta fase para criação da segurança mútua, para mim de que eu amo minha filha e ela me ama, para ela de poder confiar que nos momentos de fome, carência ou qualquer outra coisa ela vai encontrar sua mãe ou seu pai.
Hoje ela já está com 2,2 anos, falante e serelepe.
Deixo aqui alguns conselhos para quem quiser “ouvir”:
* Aprenda amamentar antes do bebê nascer, conheça as posições, como fazer o bebê abrir mais a boquinha, assim quando o bebê chegar, você terá mais “experiência” do que sair do zero como eu saí.
* Escolha pessoas boas pra te apoiar. No meu caso, meu marido foi um grande aliado, desde o começo, presente e atuante. A lista Materna também foi, com conselhos dados por mães experientes e que não se deixam levar pela maioria (pediatras que não apóiam amamentação, conselhos de dar chazinho, remédio, chupeta, etc.). Andréa (da amamentação), Carolina e minha irmã, que apesar de não conhecer os tratamentos humanizados, me deu seu apoio.
* Confie no seu companheiro, deixe ele trocar, cuidar, dar banho desde o começo. Vi muitas mães não deixarem e afastarem o pai. Do jeito deles, eles conseguem, vale muito confiar. O vínculo se fortalece, pai-filho, pai-mãe.
* Descanse enquanto o bebê descansa. A gente precisa se recuperar fisicamente também. Deixe marido, mãe e sogra receberem as visitas, cuidarem da comida, casa, etc.
* E saibam, estes primeiros dias são totalmente novidade e por isso tão difíceis. Mas eles passam, nós ficamos mais experientes e nossos filhos conseguem sobreviver (e nós também!)
22 de abril de 2010
A fase dos "porquês"
É uma fase que toda mãe e todo pai vai passar: A fase dos porquês!
Eu tenho quatro e já vivi a fase dos porquês com três, só falta uma...rssss
Eu não me lembro de chegar ao ponto de me estressar com os questionamentos, sempre achei engraçado, mas me lembro de ter muitas perguntas, uma atrás da outra, sem dar trégua.
O que eu sempre fiz foi ser sincera em responder até onde sei que o entendimento deles vão e a partir daí ajuda-los a criar fantasias sobre as coisas, porque em geral as crianças estão atrás de testar nossos limites, pedir nossa atenção e também em busca de caminhos para lidar com suas fantasias.
Hoje mesmo, meu Gabriel de 3 anos e meio, me perguntou: "Mãe, porque Deus fez a gente?"
Respondi que era para brincarmos, abraçarmos, beijar e ser feliz e na mesma hora abracei, beijei, e caimos no sofá dando muitas risadas juntos. Ele não perguntou mais nada.
Em geral eu acho que eles questionam muito quando estão querendo atenção e não porque querem pentelhar ou saber realmente os porquês.
Claro que também há um pouco de curiosidade do mundo, coisas que eles começam a perceber, e eu acredito que dar respostas sinceras seja a melhor coisa a se fazer nesse caso.
Mas penso que responder os porquês, muitas vezes é mais fácil do que dar a devida atenção a eles, e provavelmente por isso, eles insistam muitas vezes conosco, até perceber-nos realmente dando atenção a eles.
Eu sugiro a quem tenha isso como problema, e tenha falta de paciência nessa fase, a parar o que está fazendo na hora em que seu filho começar a questionar. Abaixe perto dele, olhe em seus olhos e tente conectar-se com seu interior, seu instinto materno.
Tenho certeza que assim irá descobrir muito de seu filho e encontrará a melhor resposta para dar-lhe no momento. ;)
grande beijo
Eu tenho quatro e já vivi a fase dos porquês com três, só falta uma...rssss
Eu não me lembro de chegar ao ponto de me estressar com os questionamentos, sempre achei engraçado, mas me lembro de ter muitas perguntas, uma atrás da outra, sem dar trégua.
O que eu sempre fiz foi ser sincera em responder até onde sei que o entendimento deles vão e a partir daí ajuda-los a criar fantasias sobre as coisas, porque em geral as crianças estão atrás de testar nossos limites, pedir nossa atenção e também em busca de caminhos para lidar com suas fantasias.
Hoje mesmo, meu Gabriel de 3 anos e meio, me perguntou: "Mãe, porque Deus fez a gente?"
Respondi que era para brincarmos, abraçarmos, beijar e ser feliz e na mesma hora abracei, beijei, e caimos no sofá dando muitas risadas juntos. Ele não perguntou mais nada.
Em geral eu acho que eles questionam muito quando estão querendo atenção e não porque querem pentelhar ou saber realmente os porquês.
Claro que também há um pouco de curiosidade do mundo, coisas que eles começam a perceber, e eu acredito que dar respostas sinceras seja a melhor coisa a se fazer nesse caso.
Mas penso que responder os porquês, muitas vezes é mais fácil do que dar a devida atenção a eles, e provavelmente por isso, eles insistam muitas vezes conosco, até perceber-nos realmente dando atenção a eles.
Eu sugiro a quem tenha isso como problema, e tenha falta de paciência nessa fase, a parar o que está fazendo na hora em que seu filho começar a questionar. Abaixe perto dele, olhe em seus olhos e tente conectar-se com seu interior, seu instinto materno.
Tenho certeza que assim irá descobrir muito de seu filho e encontrará a melhor resposta para dar-lhe no momento. ;)
grande beijo
Novidades no blog
A partir de hoje vamos iniciar uma nova fase aqui no blog. =)
Começamos o blog para falar de Humanização no nascimento, mas como o nascimento é só o começo, resolvemos falar da humanização para a vida toda, mas focada principalmente na maternidade aqui no Japão.
Existem dificuldades da vida aqui, que são bem diferentes daquelas que temos no Brasil e por isso, vamos começar a debatê-las mais e mais, buscando soluções para as nossas vidas e de nossos filhos sejam mais felizes enquanto estivermos longe da nossa terrinha.
Portanto, convido todas as mães que tenham dúvidas ou questionamentos sobre a maternidade a me enviarem perguntas e sugestões de postagem que farei todo o possível para ajudá-las, sempre buscando a opinião de pediatras, psicológos, pedagogos, entre outros profissionais que trabalham na linha de humanização.
Puxe a cadeira, sente na frente do seu PC e comece a escrever porque temos muita coisa para conversar.
Aguardo o comentário de vocês!
um beijo grande
Começamos o blog para falar de Humanização no nascimento, mas como o nascimento é só o começo, resolvemos falar da humanização para a vida toda, mas focada principalmente na maternidade aqui no Japão.
Existem dificuldades da vida aqui, que são bem diferentes daquelas que temos no Brasil e por isso, vamos começar a debatê-las mais e mais, buscando soluções para as nossas vidas e de nossos filhos sejam mais felizes enquanto estivermos longe da nossa terrinha.
Portanto, convido todas as mães que tenham dúvidas ou questionamentos sobre a maternidade a me enviarem perguntas e sugestões de postagem que farei todo o possível para ajudá-las, sempre buscando a opinião de pediatras, psicológos, pedagogos, entre outros profissionais que trabalham na linha de humanização.
Puxe a cadeira, sente na frente do seu PC e comece a escrever porque temos muita coisa para conversar.
Aguardo o comentário de vocês!
um beijo grande
11 de abril de 2010
O filho possível
Por Eliane Brum (texto) e Marcelo Min (fotos)
AMOR DE MÃE
Cristiane Nascimento e seu filho Lucas, na UTI da Divisão de Neonatologia do Caism, na Unicamp. Ela sussurra palavras de amor, e o coração dele acelera.

A fotografia acima mostra Cristiane Nascimento minutos depois de saber que não há cura para seu filho. Lucas tem câncer. O tumor no cérebro nasceu com ele. Na cirurgia, não foi possível arrancá-lo por completo. No dia desta foto, 22 de janeiro, Lucas completava 2 meses. As imagens eternizam sua história. Não a história com que Cristiane sonhou. Mas a história possível.
Ao dar à luz, mulheres como ela precisam se desprender do filho sonhado para alcançar o filho real. Com a ajuda da equipe de cuidados paliativos, Cristiane aprende a valorizar cada detalhe da vida de seu bebê, não importa o tamanho que ela tenha. Como neste momento, ao aconchegar o filho no colo e sussurrar que o ama. O aparelho da UTI mostra que, mesmo em coma, ao ouvir a voz da mãe o coração do filho bate mais rápido.
Lucas está numa UTI diferente. A Divisão de Neonatologia do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), da Universidade de Campinas (Unicamp), pratica os cuidados paliativos no tratamento de bebês malformados ou com doenças graves. Todos os esforços são empreendidos para curar. Quando não é possível, a equipe suspende tratamentos invasivos e dolorosos – e amplia os cuidados com a família e com o luto. Cada bebê tem uma história. E é preciso cuidar bem dela.
Nesta semana, entra em vigor no Brasil o novo Código de Ética Médica. Pela primeira vez, a prática dos cuidados paliativos foi incluída entre as normas que os médicos devem seguir na profissão. Se é novidade no tratamento de doentes terminais adultos, nas unidades neonatais a prática dos cuidados paliativos é uma raridade ainda maior. A experiência da Unicamp tem derrubado preconceitos – e alterado destinos.
A cada ano, 45 mil brasileiras perdem seus filhos antes que eles completem 365 dias de vida. A essas mulheres, os profissionais de saúde costumam afirmar, com a força das verdades absolutas: “Você é jovem, vai ter outro filho”. Ou: “Você nem teve tempo de se apegar, vai superar”. Parentes e amigos repetem a toda hora essas frases. Omitem- se de escutar a dor. E calam o luto de quem precisa vivê-lo para seguir adiante.
A morte nos assombra a todos. Mas a perda de um bebê é o avesso da lógica. Ninguém espera que quem acabou de nascer possa morrer. Um filho não é apenas uma combinação única dos genes dos pais, mas a soma de seus melhores desejos de continuidade. Isso faz com que essa morte seja a menos aceita – e a mais silenciada.
Até 2001, a neonatologia do Caism era mais uma das unidades do país a acreditar que a função de profissionais de saúde limitava-se a curar doenças. Centro de referência para 42 municípios paulistas, ele acolhe os casos mais graves de malformação fetal e bebês prematuros. A morte, portanto, não é uma estrangeira em seus corredores. Mas só por descuido da recepcionista os médicos encontravam-se com os pais após a perda dos filhos. Era no setor de óbito que a família recebia a notícia, da boca de desconhecidos.
Quem mudou essa prática e transformou a unidade em algo novo no Brasil foi um bebê. Ele parava de respirar dezenas de vezes por dia. A cada uma, era preciso reanimá-lo. A equipe passou a conviver com a iminência de sua morte – e com o medo do plantonista de não conseguir revivê-lo. Não havia cura. Mas ninguém queria que ele morresse em seus braços.
Como cuidar desse bebê? Deveriam parar de reanimá-lo ou continuar prolongando seu sofrimento? A quem caberia decidir? E como conversar com os pais? As perguntas infiltraram-se no cotidiano da enfermaria. Tanto que exigiram respostas que ninguém ali tinha, apesar dos muitos diplomas e das décadas de experiência.
Sem poder conviver com tantos pontos de interrogação, a equipe buscou ajuda. Convidou a psicóloga Elisa Perina para dar uma palestra sobre a morte. Elisa trabalha há quase 30 anos no Centro Infantil Boldrini, em Campinas, uma referência no tratamento de crianças e adolescentes com câncer. É uma das precursoras da prática dos cuidados paliativos no Brasil.
Com Elisa, a equipe descobriu que a questão era mais difícil do que poderiam supor. Os profissionais não poderiam lidar com a morte de um bebê se antes não lidassem com a perspectiva da própria morte. “Antes de abrir espaço externo, é preciso abrir o interno”, diz Elisa. Foi um longo caminho até a equipe estar preparada para cuidar de bebês como Lucas para além da perspectiva da cura.
A conversa de Cristiane
Cristiane torce as mãos, nervosa. Na sala a esperam duas pediatras, psicóloga e assistente social. Estão ali para explicar a Cristiane que o câncer de Lucas não tem cura – e que a família pode contar com elas para garantir conforto. Não apenas emocional, mas prático.
A primeira preocupação da equipe é iluminar as dúvidas da mãe, para que a dor não seja agravada por incertezas de diagnóstico. É importante que a família esteja segura de que todos os recursos da medicina foram usados na tentativa de curar o bebê. A certeza de ter feito tudo o que era possível é essencial para a saúde dessa família no presente – e no futuro.
Cristiane faz muitas perguntas. Todas são respondidas com informação – e com afeto. “Se não tiver jeito de curar, eu e meu marido preferíamos que nosso bebê não fizesse outras cirurgias”, diz ela. E engole soluços.
Ela conta que não consegue cuidar de seu filho mais velho. Que tem poupado os familiares das informações mais duras e sente que pode implodir de dor. Que o marido tem vindo pouco ao hospital porque estava desempregado e só tinha conseguido trabalho fazia duas semanas. Que a vida está muito, muito difícil.
A pediatra Jussara de Lima e Souza, coordenadora do grupo, diz: “Você precisa deixar os outros cuidarem de você. Você está cuidando de todo mundo, e eles não sabem quanto você está sofrendo. Sem saber, não podem ajudar. Nós podemos cuidar para que o Lucas não sinta dor, mas não podemos fazer com que sobreviva. O que podemos é ajudar você e sua família a passar por isso”.
A conversa dura duas horas. Cristiane decide levar o filho mais velho ao hospital, para que ele possa conhecer o bebê e entender aonde a mãe vai todos os dias. Até então, o menino pensa que a mãe o abandona para se divertir com um irmão desconhecido. A assistente social coloca-se à disposição para conversar com o patrão do marido e encontrar uma forma de liberá-lo por algumas horas. A mãe pode passar a noite num dos alojamentos quando quiser ficar mais com Lucas. Cristiane é estimulada a pensar sobre tudo o que lhe daria conforto. Médicos, enfermeiras, assistentes sociais e psicóloga podem ser contatados a qualquer momento.
É uma conversa entre uma equipe de saúde e a mãe de um bebê com câncer. É uma conversa entre pessoas dispostas a alcançar a dor do outro. A informação mais importante para Cristiane é que ela não está sozinha. “Você está cuidando do Lucas da melhor maneira possível”, diz a assistente social Elaine Salcedo. “Vocês têm uma história, que vai ficar com você, seja o que for que aconteça.”
Quando a conversa termina, Cristiane decide almoçar. Nos últimos dias, só comia quando passava mal. A equipe mostra a ela que precisa comer para ser capaz de cuidar de Lucas. E que é importante – e não errado – cuidar de si mesma.
Cristiane coloca Lucas no colo. É a foto que abre esta reportagem. Lucas morreu em 15 de março. Esta foto é, para Cristiane, a lembrança de que ele viveu.
Fonte: Revista Época
AMOR DE MÃE
Cristiane Nascimento e seu filho Lucas, na UTI da Divisão de Neonatologia do Caism, na Unicamp. Ela sussurra palavras de amor, e o coração dele acelera.

A fotografia acima mostra Cristiane Nascimento minutos depois de saber que não há cura para seu filho. Lucas tem câncer. O tumor no cérebro nasceu com ele. Na cirurgia, não foi possível arrancá-lo por completo. No dia desta foto, 22 de janeiro, Lucas completava 2 meses. As imagens eternizam sua história. Não a história com que Cristiane sonhou. Mas a história possível.
Ao dar à luz, mulheres como ela precisam se desprender do filho sonhado para alcançar o filho real. Com a ajuda da equipe de cuidados paliativos, Cristiane aprende a valorizar cada detalhe da vida de seu bebê, não importa o tamanho que ela tenha. Como neste momento, ao aconchegar o filho no colo e sussurrar que o ama. O aparelho da UTI mostra que, mesmo em coma, ao ouvir a voz da mãe o coração do filho bate mais rápido.
Lucas está numa UTI diferente. A Divisão de Neonatologia do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), da Universidade de Campinas (Unicamp), pratica os cuidados paliativos no tratamento de bebês malformados ou com doenças graves. Todos os esforços são empreendidos para curar. Quando não é possível, a equipe suspende tratamentos invasivos e dolorosos – e amplia os cuidados com a família e com o luto. Cada bebê tem uma história. E é preciso cuidar bem dela.
Nesta semana, entra em vigor no Brasil o novo Código de Ética Médica. Pela primeira vez, a prática dos cuidados paliativos foi incluída entre as normas que os médicos devem seguir na profissão. Se é novidade no tratamento de doentes terminais adultos, nas unidades neonatais a prática dos cuidados paliativos é uma raridade ainda maior. A experiência da Unicamp tem derrubado preconceitos – e alterado destinos.
A cada ano, 45 mil brasileiras perdem seus filhos antes que eles completem 365 dias de vida. A essas mulheres, os profissionais de saúde costumam afirmar, com a força das verdades absolutas: “Você é jovem, vai ter outro filho”. Ou: “Você nem teve tempo de se apegar, vai superar”. Parentes e amigos repetem a toda hora essas frases. Omitem- se de escutar a dor. E calam o luto de quem precisa vivê-lo para seguir adiante.
A morte nos assombra a todos. Mas a perda de um bebê é o avesso da lógica. Ninguém espera que quem acabou de nascer possa morrer. Um filho não é apenas uma combinação única dos genes dos pais, mas a soma de seus melhores desejos de continuidade. Isso faz com que essa morte seja a menos aceita – e a mais silenciada.
Até 2001, a neonatologia do Caism era mais uma das unidades do país a acreditar que a função de profissionais de saúde limitava-se a curar doenças. Centro de referência para 42 municípios paulistas, ele acolhe os casos mais graves de malformação fetal e bebês prematuros. A morte, portanto, não é uma estrangeira em seus corredores. Mas só por descuido da recepcionista os médicos encontravam-se com os pais após a perda dos filhos. Era no setor de óbito que a família recebia a notícia, da boca de desconhecidos.
Quem mudou essa prática e transformou a unidade em algo novo no Brasil foi um bebê. Ele parava de respirar dezenas de vezes por dia. A cada uma, era preciso reanimá-lo. A equipe passou a conviver com a iminência de sua morte – e com o medo do plantonista de não conseguir revivê-lo. Não havia cura. Mas ninguém queria que ele morresse em seus braços.
Como cuidar desse bebê? Deveriam parar de reanimá-lo ou continuar prolongando seu sofrimento? A quem caberia decidir? E como conversar com os pais? As perguntas infiltraram-se no cotidiano da enfermaria. Tanto que exigiram respostas que ninguém ali tinha, apesar dos muitos diplomas e das décadas de experiência.
Sem poder conviver com tantos pontos de interrogação, a equipe buscou ajuda. Convidou a psicóloga Elisa Perina para dar uma palestra sobre a morte. Elisa trabalha há quase 30 anos no Centro Infantil Boldrini, em Campinas, uma referência no tratamento de crianças e adolescentes com câncer. É uma das precursoras da prática dos cuidados paliativos no Brasil.
Com Elisa, a equipe descobriu que a questão era mais difícil do que poderiam supor. Os profissionais não poderiam lidar com a morte de um bebê se antes não lidassem com a perspectiva da própria morte. “Antes de abrir espaço externo, é preciso abrir o interno”, diz Elisa. Foi um longo caminho até a equipe estar preparada para cuidar de bebês como Lucas para além da perspectiva da cura.
A conversa de Cristiane
Cristiane torce as mãos, nervosa. Na sala a esperam duas pediatras, psicóloga e assistente social. Estão ali para explicar a Cristiane que o câncer de Lucas não tem cura – e que a família pode contar com elas para garantir conforto. Não apenas emocional, mas prático.
A primeira preocupação da equipe é iluminar as dúvidas da mãe, para que a dor não seja agravada por incertezas de diagnóstico. É importante que a família esteja segura de que todos os recursos da medicina foram usados na tentativa de curar o bebê. A certeza de ter feito tudo o que era possível é essencial para a saúde dessa família no presente – e no futuro.
Cristiane faz muitas perguntas. Todas são respondidas com informação – e com afeto. “Se não tiver jeito de curar, eu e meu marido preferíamos que nosso bebê não fizesse outras cirurgias”, diz ela. E engole soluços.
Ela conta que não consegue cuidar de seu filho mais velho. Que tem poupado os familiares das informações mais duras e sente que pode implodir de dor. Que o marido tem vindo pouco ao hospital porque estava desempregado e só tinha conseguido trabalho fazia duas semanas. Que a vida está muito, muito difícil.
A pediatra Jussara de Lima e Souza, coordenadora do grupo, diz: “Você precisa deixar os outros cuidarem de você. Você está cuidando de todo mundo, e eles não sabem quanto você está sofrendo. Sem saber, não podem ajudar. Nós podemos cuidar para que o Lucas não sinta dor, mas não podemos fazer com que sobreviva. O que podemos é ajudar você e sua família a passar por isso”.
A conversa dura duas horas. Cristiane decide levar o filho mais velho ao hospital, para que ele possa conhecer o bebê e entender aonde a mãe vai todos os dias. Até então, o menino pensa que a mãe o abandona para se divertir com um irmão desconhecido. A assistente social coloca-se à disposição para conversar com o patrão do marido e encontrar uma forma de liberá-lo por algumas horas. A mãe pode passar a noite num dos alojamentos quando quiser ficar mais com Lucas. Cristiane é estimulada a pensar sobre tudo o que lhe daria conforto. Médicos, enfermeiras, assistentes sociais e psicóloga podem ser contatados a qualquer momento.
É uma conversa entre uma equipe de saúde e a mãe de um bebê com câncer. É uma conversa entre pessoas dispostas a alcançar a dor do outro. A informação mais importante para Cristiane é que ela não está sozinha. “Você está cuidando do Lucas da melhor maneira possível”, diz a assistente social Elaine Salcedo. “Vocês têm uma história, que vai ficar com você, seja o que for que aconteça.”
Quando a conversa termina, Cristiane decide almoçar. Nos últimos dias, só comia quando passava mal. A equipe mostra a ela que precisa comer para ser capaz de cuidar de Lucas. E que é importante – e não errado – cuidar de si mesma.
Cristiane coloca Lucas no colo. É a foto que abre esta reportagem. Lucas morreu em 15 de março. Esta foto é, para Cristiane, a lembrança de que ele viveu.
Fonte: Revista Época
7 de abril de 2010
Seu filho é educado?
Recentemente, numa lista de debate sobre educação infantil, uma mãe comentou que tinha um sobrinho "muito mal educado", que não recebia presentes oferecidos a ele, não dizia bom dia, não abraçava ninguém, entre outras atitudes reprováveis, enquanto a mãe não fazia absolutamente nada a respeito.Dizia ela também que ensinava seu filho a respeitar sempre, cumprimentar, abraçar e etc.
Eu penso que é ensinar a criança a ser educada é uma coisa, forçar a barra com a criança para ela satisfazer "o outro" é diferente né?
Vou explicar:
Eu era do tipo que achava que criança educada TINHA que comprimentar, falar com as pessoas, receber os presentes mesmo que não gostasse, abraçar, beijar sempre que alguém pedisse, etc. Com o tempo, e ouvindo a experiencia de outras mães, eu fui revendo meus conceitos.
Eu cresci, sempre, muito preocupada com "o que os outros vão pensar do que falei, do que fiz, do meu jeito" e hoje faço muita terapia para lidar com isso.
A criança ser educada, para mim hoje, é ela RESPEITAR aos outros e ponto final.
Se meu filho respeita o espaço do outro, o momento do outro, a personalidade, o jeito do outro, eu considero ele educado. É isso que eu ensino para os meus filhos.
Por outro lado, eu não forço mais a barra com eles quando estão com sono, doentinhos ou num dia de mal-humor ou animados demais com as brincadeiras. Eles são crianças e precisam de respeito também nos seus momentos! Eu sei que tem gente que não entende isso e acha que a criança tem que satisfazer as vontades dos adultos sempre.
Eu sei que tem mães que NUNCA forçam a barra e imagino que tem que ter muito peito para bancar esse tipo de "educação", onde a mãe deixa o filho SER AUTENTICO SEMPRE. É uma escolha pessoal que eu acho que a gente não deve julgar!
Eu sei que talvez o caso apresentado no inicio desse post não seja de uma mãe que deixa o filho ser autentico com seus sentimentos, mas de qualquer forma é preciso respeitar a escolha daquela mãe porque ela tem seus motivos para pensar/agir assim.
Muitas vezes também, a gente não conhece a história da outra pessoa, e o nosso "olhar de julgamento" acaba impedindo a pessoa a falar sobre suas escolhas de forma clara, impedindo o diálogo e talvez uma mudança de postura (aqui entraria a CNV = Comunicação Não Violenta).
Eu gosto muito de debater assuntos assim porque sempre encontro gente que pensa diferente de mim e isso me faz repensar minhas escolhas o tempo todo. Acabo tendo certeza de umas coisas e vou mudando outras, e assim me sinto evoluindo como mãe e também como ser humano.
Penso que a gente precisa mesmo é cuidar dos nossos filhos dentro daquilo que consideramos importante para o futuro deles, (e dentro dos nossos limites também) mas sempre respeitando a individualidade de cada um, a personalidade, o momento e acredito que é respeitando nossos pequenos que ensinamos também o que é respeito.
6 de abril de 2010
DVD Amamentação sem Mistérios
Um competente time de pediatras e especialistas em amamentação apresenta de forma simples e didática as principais recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e as mais recentes evidências científicas em aleitamento materno.
Enquanto explicam porque amamentar, mostram a importância do apoio, ensinam a pega correta do bebê e apresentam soluções para os problemas mais comuns. No pano de fundo entram em cena casos reais e depoimentos emocionantes de mulheres brasileiras sobre as dores e as delícias da amamentação.
Dividido em sete capítulos temáticos, "Amamentação sem Mistério" (97 min) é uma iniciativa do GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (www.maternidadeativa.com.br) em parceria com a produtora Boa Hora Filmes (www.boahorafilmes.com.br), com o objetivo informar e ajudar profissionais de saúde, grupos de apoio e mães que amamentam.
Informações e vendas, a partir de abril de 2010:
GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa
www.maternidadeativa.com.br/aleitamento
(11) 2507-7090 de 2a a 6a, das 9h às 18h
É um super presente para dar para suas amigas no chá de bebê, especialmente as que vão ser mães de primeira viagem!
Vejam o trailer e confira!
Enquanto explicam porque amamentar, mostram a importância do apoio, ensinam a pega correta do bebê e apresentam soluções para os problemas mais comuns. No pano de fundo entram em cena casos reais e depoimentos emocionantes de mulheres brasileiras sobre as dores e as delícias da amamentação.
Dividido em sete capítulos temáticos, "Amamentação sem Mistério" (97 min) é uma iniciativa do GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (www.maternidadeativa.com.br) em parceria com a produtora Boa Hora Filmes (www.boahorafilmes.com.br), com o objetivo informar e ajudar profissionais de saúde, grupos de apoio e mães que amamentam.
Informações e vendas, a partir de abril de 2010:
GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa
www.maternidadeativa.com.br/aleitamento
(11) 2507-7090 de 2a a 6a, das 9h às 18h
É um super presente para dar para suas amigas no chá de bebê, especialmente as que vão ser mães de primeira viagem!
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