26 de maio de 2010

Peço licença pra entrar aqui...

Olá queridas maternas do Japão : )    


Sou a nova colaboradora do blog. Ui, to com vergonha!

Acho que algumas leitoras me conhecem do grupo virtual materna_jp e quem acompanha o blog provavelmente leu meu relato de parto postado pela Rosana aqui.

Deixa eu me apresentar direito. Tudo começou assim:

Sou filha de pai Japonês e mãe brasileira, e desde criança vivo na ponte aérea Brasil-Japão. Na última vez em que estive por aí foi em 2006 e estava estudando moda numa universidade japonesa. Aí... várias coisas foram acontecendo, você sabe como é, e quando menos percebi eu estava grávida!!

Meu pai é sexólogo e trabalhou um bom tempo aqui no Brasil em um projeto da JICA(Japan International Cooperation Agency) para a humanização do parto nos hospitais. Então, a primeira coisa que ele fez ao saber da minha gravidez foi me dar o livro parto ativo . (o que ele achou de eu largar a faculdade pra ter um filho eu ainda não sei ehehe)

Comecei a fuçar na internet sobre o assunto e acabei caindo num relato de parto da Rosana que no final dizia: Agradeço a tal, tal e fulano e também ao Daisuke Onuki que me ajudou muito...

Ei! Eu lembro dessa moça! Eu lembro do meu pai falando com ela ao telefone – “Ah, que legal, Rosana, então faz assim e assim...”

Mundo pequeno esse, ã ? Meu pai ajudou ela com o parto desassistido no Japão e depois ela me ajudou horrores . Ligou aqui no Brasil e tudo quando soube que eu estava tendo problemas para registrar minha filha... hehehe.

Bom, o começo da minha gravidez aí no Nihon foi péssimo. Passei muito mal fisicamente e emocionalmente, meu cunhado sem emprego na nossa casa, a crise, várias coisas. Como mãe de primeira viagem é claro que eu nem fazia idéia do que me esperava pela frente e também nem pensava nisso... Só estava desesperada de medo, muitos medos.

O pré-natal eu fiz numa clínica perto de casa mesmo. Bem esqueminha japonês, tudo limpinho e organizado, tudo como manda o manual de instruções.

O que mais me impressionou nesse período foi que as enfermeiras daí pegavam muito no pé na questão do peso. Voltava na semana seguinte com 10g a mais e tinha que ouvir: “você tá gorrrrda”.

Como assim? Comecei a reparar nas grávidas ao meu redor. Medo. São raquíticas, desnutridas! Parecem doentes! Contei isso para o meu marido e ele ficou desesperado. Vamo embora pro Brasil! Eu quero uma filha, não um ratinho!

E cá estou, há um ano e dois meses em Hortolândia, uma cidade de 200 mil habitantes que fica a 20km de Campinas-SP.

Sou a Tainã (todo mundo me chama de Tai), 24 anos, mãe da Clarice que completa 10 meses na semana que vem e também escrevo aqui.



O prazer é todo meu. Até semana que vem!

24 de maio de 2010

Relato de um VBAC no Japão

Esse relato foi feito por uma grande amiga, Angela Shida, que mora em Toyohashi e com quem fiz contatos apenas por e-mail.

Para quem não sabe, VBAC, é uma sigla em inglês que significa: parto normal após cesariana.

É uma alegria imensa perceber que um pouquinho que fazemos pode ajudar um montão outra pessoa, mesmo longe.

Quero aqui agradecer a Kelly Savioli, da KeySlings, que foi quem conseguiu o contato da parteira que passei para a Angela. Muito obrigada Kelly!

É um lindo relato de um VBAC no Japão!

Para quem acredita, tudo é possível!

Deliciem-se!

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Tudo começou quando engravidei da Eduarda Naomi, depois de 2 gestações anteriores: um parto normal hospitalar e uma cesarea.

Depois de muito peregrinar nas clinicas e hospitais de Toyohashi, (digo peregrinar pois nenhum medico queria acompanhar minha gestação alegando falta de vaga ou quando eu dizia que queria tentar o VBAC, me taxavam de louca e inconsequente, alguns disseram que eu iria morrer no parto e outro me disse que só faria o meu parto se eu assinasse um termo de responsabilidade caso eu morresse pois ele disse que eu morreria com certeza! aff!) conversei com a Rosana Oshiro que carinhosamente se propos a me ajudar e me conseguiu o numero do telefone de uma parteira japonesa, Kawagushi-san, uma parteira por excelencia, muito competente e segura de seus atos.

Liguei para ela e ela prontamente me recebeu em sua casa de parto, que é muito confortavel, limpa e preparada.

Tivemos uma longa conversa. Falamos sobre a minha cesarea, que tinha já 4 anos, e em momento algum ela me desanimou, pelo contrario, me encorajou e disse que cuidaria de mim, e me disse aquela palavra maravilhosa: GAMBATE!!!

Ela cuidou muito bem de mim durante a gestação. Meu esposo e meus filhos de 4 e 7 anos adoraram ela, nós fizemos todos juntos o plano de parto.

Meu esposo, meus filhos e quem eu quisesse poderia estar presente, e eu escolhi uma interprete amiga também para estar conosco, e assim seguimos até o final da gravidez.

Meu parto estava previsto para o dia 26 de outubro de 2009, porém Eduarda Naomi quis vir antes.

Na 38ª semana, era uma terça feira, eu estava com o tampão saindo de cor meio amarelada com pequenas rajas de sangue, então meu coração pulsava de alegria, ansiedade e um pouco de medo também, pois queria que desse tudo certo e saisse tudo perfeito.

Fui ao consultorio de minha parteira e fizemos a ultima ultra. Estava tudo bem com a Eduarda, ela já estava mais que encaixada e tudo corria muito bem. Eu pedi para ela me fazer exame de toque(ela em nenhum momento me fez o toque somente fez porque eu pedi, e achei isso ótimo pois em tudo fui respeitada)pois eu queria saber se eu estava com dilatação, estava com muitos grilos na mente...risos

Feito o toque, eu estava com 3 cm, era dia 13 de outubro, e ela me disse que daquela semana não passaria, mesmo eu estando com 38 semanas.

Fiquei muito feliz e fui para casa terminar os ultimos preparativos para o grande dia, estava sentindo as colicas e contrações ainda irregulares, porém com muito mais frequencia, umas 8 ou 9 por dia.

De quinta para sexta eu não passei bem a noite, fiquei muito incomodada e sem sono, indo ao banheiro toda hora, pensando que ia ter diarreia, (*risos) mas eu sabia que meu TP começando.

Amanheceu. Meu marido se arrumou para o trabalho e eu mandei minha filha mais velha para escola, mas eu avisei meu marido que se ele fosse para o trabalho teria que voltar, pois eu estava no começo do TP, mas ele como um bom marido teimoso quis ir assim mesmo e pediu que eu ligasse para ele(acho que ele queria sentir a emoção do telefone tocando no meio do trabalho para ir atender sua mulher prestes a parir hahaha)

E foi assim: entrei em TP ativo muito rapido. As 8:30h da manhã fui arrumar o berço e senti uma coisa quente descendo pelas pernas, mas não era água da bolsa, era sangue.

Tomei uma ducha morna para relaxar um pouco, arrumei meu filho do meio e coloquei a roupa que escolhi para esse dia.

Percebi que as contrações vinham rapidas demais e comecei a contar: estavam de 5 em 5 minutos.

Liguei para meu marido, que chegou bem rapido, e passamos na escola da minha filha para pega-la, pois todos nós iriamos participar desse grande momento.

Depois de 20 minutos as contrações já estavam de 3 em 3 minutos e eu comecei a me preocupar, pois a casa de parto era bem longe da minha casa.

Eu fui com minha amiga e interprete no banco de trás e ela foi me massageando as costas e eu respirando sem fazer nenhuma força. Nessa altura as contrações já estavam de 2 em 2 minutos.

As contrações naturais eram as dores mais bem sentidas da minha vida, se posso dizer assim. Eram muito dolorosas, mas suportáveis.

Ali eu já estava em transe, pois não ouvia mais ninguem, somente meu coração e minha mente. Estava concentrada sei lá onde, acho que literalmente entrei na Partolandia, sentia que ali era somente eu e a Eduarda trabalhando ativamente no processo de parto, e procurei manter a calma até chegarmos na casa de parto.

Logo chegamos, eu entrei como "uma zumbi", não falava mais com ninguem, só comigo mesma, sempre respirando e procurando o melhor jeito de ficar e na posição que me agradava mais.


Fizemos o toque, já cheguei com 8 cm às 10:16, então a parteira me disse para não fazer força, somente imaginar como um escorrega, ela disse: deixa escorregar.

As contrações vinham e eu deixava escorregar, ela me perguntou se eu estava bem, se eu queria comer algo ou beber, então pedi agua e ela me servia no canudinho... risos

Quando finalmente alcancei 10cm, eu pedi para ficar de cócoras, mas quando eu fui me virar a Eduarda coroou então todos na sala se alegraram e meu marido não sabia se chorava, se ria, se filmava...

Meus filhos me disseram:
- Vai mamãe, ela ta vindo!

Gente eu não dei nenhum grito, não chorei nenhuma vez a não ser quando vi minha princesa em meus braços. Era sexta-feira do dia 16 de outubro de 2009 às 11:16 da manhã.

Aquela foi a dor mais intensa que eu pude sentir, pois era natural, era eu quem tinha controle de tudo!

Quando Eduarda coroou fiz uma unica força e ela veio ao mundo, linda e forte!

Logo o pai veio para cortar o cordão...


Eu pude pega-la na mesma hora e já coloca-la no meu seio para mamar, e logo começou a sugar num instinto de filhote e sua femea mãe: foi o maior acontecimento da minha vida!


Meu esposo e meus filhos logo pegaram-na no colo e ficamos ali lambendo a cria.


Não tive sorinho, não tive episio, não tive laceração, somente dois minimos arranhões nos pequenos labios que ela disse cicatrizar com 3 ou 4 dias e assim foi, sem pontos sem nada.


Rosana devo a você e principalmente a Deus que colocou você em meu caminho, mesmo sem te conhecer pessoalmente e atraves de você conheci a parteira e tive o meu tão sonhado VBAC.

Bom quero aqui agradecer a Deus que foi quem me capacitou a dar a luz como Ele mesmo criou e planejou.

Parir é um ato divino que vem de Deus, é esse Deus quem nos ajuda a vencer todos os obstaculos que uma mulher tem que enfrentar antes, durante e depois do parto.

Meu parto foi obra de Deus e para gloria Dele estamos todos aqui felizes e realizados!

Obrigada Senhor. Obrigada Rosana!!
beijos, Angel Shida

21 de maio de 2010

Matéria sobre nosso blog na Revista Educando

Essa semana saiu uma matéria sobre nosso blog na Revista Educando aqui do Japão.

Deêm uma olhada, e comentem aqui o que acharam! ;)

Revista Educando On line



Materna Japão, educando para um Parto Feliz! =)))

19 de maio de 2010

Semana Mundial pelo Parto Respeitado

Começou ontem a semana mundial pelo Parto Respeitado e para apoiar ainda mais a causa, essa semana faremos um pouco diferente.

Na semana passada, as mães que ainda não tinham bebê ficaram de fora da promoção, já essa semana tem espaço para todas!

Será em três categorias:

1ª - para quem está gravida, ainda não teve um "parto com prazer" ou teve cesarea
2ª - para quem teve "parto com prazer" e tem fotos
3ª - para quem teve "parto com prazer" e não tem fotos

A primeira categoria deverá escrever uma frase do porque não teve um parto com prazer, ou porque tem medo do parto normal, aqui nos cmentários desse post.

A segunda categoria deverá encaminhar uma foto de seu parto com autorização para publicação para o email maternajapao@gmail.com para um slide show que criarei para o blog.

A terceira categoria deverá escrever uma frase que resuma seu "parto com prazer", também aqui nos comentários desse post.

Será escolhido um ganhador de cada categoria por sorteio e os prêmios serão escolhidos pela ganhadora.

Temos como prêmio: slings, blusa de amamentação, cestas de café da manhã, chocolates, tênis nike, relógios, lingeries e uma sessão fotográfica.

Os envios devem ser feitos até o dia 29 de maio. (irei prolongar um pouco para dar tempo de todas participarem e me ajudarem na divulgação ok?)

Participem e divulguem por favor!

Boa semana e bom parto a todas as maternas!

17 de maio de 2010

Resultado da pesquisa e ganhadoras da semana

Queridas maternas, agradeço a todas que participaram da pesquisa, pois foi possível compreender um pouco melhor algumas questões relacionadas ao parto e a humanização no Brasil e no Japão.

Vamos ao resumo:

Responderam esta pesquisa:
42 mães do Brasil
7 mães do Japão
1 mãe dos EUA

A grande maioria das mães acha importante a presença de um acompanhante durante o trabalho de parto e parto, e colocaram isso como um fator que as ajudou a relaxar nas horas dificeis.

A maioria das mães do Brasil que tiveram o cesárea, não sabiam o que era parto humanizado na ocasião, (algumas responderam essa pergunta erroneamente, pois era pra responder se "naquele parto" sabiam o que era parto humanizado, mas eu acredito que falhei no desenvolvimento também, então tá perdoado...hehehehe) e o resultado da cesarea foi determinante para a maioria buscar melhores informações sobre parto na gestação seguinte.

As mães do Japão que tiveram partos normais tradicionais, ficaram pouco satisfeitas com o atendimento prestado pelos profissionais ou com o resultado final do parto.

As mães que tiveram parto normal humanizado, sairam 100% satisfeitas com a experiencia de parto! Vivaaaa! Isso é um bom sinal né? =)

A grande maioria das mães não sabia que poderia negociar com o médico as questões do parto, para seu bem estar e melhor conforto.

Bom, esse é um resumo!

Logo trarei alguns artigos para expandir melhor a pesquisa, agora vamos a lista de concorrentes e o nome das ganhadoras:

1. Perola Boudakian
2. Perola Boudakian
3. Elly Chagas
4. Carolina Giovani Pereira
5. Carolina Giovani Pereira
6. Keyla Hatori
7. Catherine Crema
8. Tatiana Tardioli
9. Larissa Hernandes
10. Larissa Hernandes
11. Larissa Hernandes
12. Larissa Hernandes
13. Joana Pontes
14. Joana Pontes
15. Joana Pontes
16. Debora de Almeida
17. Marisa Tiyoko
18. Lucila da Luana
19. Lili
20. Luciana Kamihara
21. Paula Zandonadi
22. Angela Shida
23. Angela Shida
24. Angela Shida
25. Andrea Regina Cardoso
26. Paty Scano
27. Dominique Marquezini
28. Olga Rodrigues
29. Aretha Ferreira
30. Amanda Cristine de Lima
31. Priscila Uehara
32. Luciana Ribeiro
33. Priscila Inuyama
34. Renata Deprá
35. Renata Deprá
36. Karla Akemi
37. Paula Bachmann
38. Tatiana Saito
39. Ana Carolina Rossi
40. Fany
41. Alexia Godinho
42. Vanessa dos Santos
43. Erica Moreira
44. Erica Moreira
45. Priscila Satiye

Joguei a numeração no Random e o resultado foi:


Parabéns as ganhadoras! Aguardem o contato! E quem não ganhou fique ligada que amanhã começa nova promoção!

13 de maio de 2010

Entrevista com um "Super Pai" Materno

Resolvi fazer essa entrevista porque sei que nós mulheres, muitas vezes, nos sentimos sozinhas na busca por um bom parto, pela amamentação e educação dos filhos. Achamos que só nós nos preocupamos com tudo e que o companheiro pouco ajuda ou colabora.


Bom, a entrevista é com ninguém mais, ninguém menos que: MEU MARIDO! hahahahaha

O fato é que ele sempre me apoiou com minhas decisões, sem me questionar muito, e eu quase não falo com ele sobre o assunto parto, amamentação e coisas da maternagem porque me acostumei a pensar que ele não se importa muito com isso. (É, eu também não partilho muito isso com ele...)

Então hoje eu resolvi fazer esta entrevista, de uma forma descontraída, para que eu pudesse entender um pouco melhor o que ele pensa (ótima desculpa né?) e para que vocês mães também comecem a enxergar o lado materno de seus maridos.

Bom, sem mais delongas, vamos a entrevista...

Materna JP: Seu nome completo...rsss
Cleber Massao Oshiro

Materna JP: Idade (verdadeira por favor! Porque quando te conheci você mentiu 2 anos a mais...rsss)
27...xD

Materna JP: Ah! Agora você dimunue dois anos...risos...
Quantos filhos você te, contando aquele que você ainda não me contou? huahuahuahuahua

Quatro...

Materna JP: Bom, quando te conheci você queria ter 2 filhos, aceitava até o 3º e nós tivemos o 4º, (quem mandou ir me visitar no Brasil...huahuauhahua) o que mudou no seu jeito de pensar, quando chegamos no 4º bebe?
Sinceramente a minha cabeça estava preparada para o terceiro, mas nunca me imaginava tendo o 4º filho...
Acho que medo de pai é sempre igual, ou seja: o que será do meu filho no futuro?
Acho que nós homens pensamos sempre em dar o melhor para o filho, pensamos muito no futuro e esquecemos de que as vezes o amor já é o suficiente no presente. xD
Não consigo me imaginar sem esses 4 pentelhos, lindos, que todo dia vem ao meu encontro quando chego do trabalho. Esse é o ápice do meu dia!
Hoje posso dizer que eu sei examente oque é amor incondicional, pois por nossos filhos enfrentamos o mundo.

Materna JP: Nós mulheres podemos sentir o bebê mexer na barriga, sentimos ele nascer, amamentamos, enfim, ficamos por muito tempo numa relação contínua com o bebê e daí quase não percebemos em que momento o pai "se sente" pai de verdade. Quando foi que isso aconteceu para você?
Foi quando peguei cada um deles no colo pela primeira vez, pude balançar em meus braços, cantar uma canção de ninar, uma historinha, trocar uma fralda, ficar com eles no colo enquanto você tomava um banho, entre outras coisas.
Todos esses pequenos gestos podem não parecer nada para vocês mulheres mas para nós homens é muito. Cada gesto pequeno desse faz o nosso amor de pai crescer e transbordar.

Materna JP: Como vc me vê depois dos filhos? (sinceramente hein?)
Vejo você muito mais madura e uma mãe dedicada, que se preocupa imensamente com a educação dos filhos, as vezes chega a pensar tanto que acho que você vai enlouquecer..rsrs

Materna JP: Você acha importante a presença da mãe/pai na vida dos filhos pequenos ou pensa que qualidade de tempo é melhor que quantidade? (Para quem não me conhece, deixei um bom emprego, de 8 anos, no Brasil, para poder ficar com meus filhos aqui no Japão, e não sabia o que exatamente meu marido achava disso)
Acho que a presença constante é muito melhor que o tempo com qualidade. Tive momentos muito felizes com meu pai, mas ele perdeu muita coisa por não estar ao meu lado. Quando estamos ao lado dos filhos percebemos com clareza quando estão precisando de apoio e isso transmite a eles uma confiança que não tem preço.

Materna JP: O que vc pensa da amamentação prolongada (depois dos 2 anos)?
Creio que a amamentação prolongada é benéfica para a criança e além disso reforça o laço entre a mãe e o filho(a), o que, ao meu ver, é a coisa mais linda do mundo.
Ver uma mãe amamentar um filho, não consigo nem explicar, pois é mágico, a mãe alimentando o próprio filho e passando amor e afeto ao mesmo tempo. É dívino.

Materna JP: E o parto humanizado? você nunca me disse sinceramente o que pensa disso tudo. O que você acha que poderia dizer para ajudar outros homens apoiarem suas esposas nesse caminho?
Sinceramente no começo não conseguia imaginar como uma mulher escolheria sentir todas as dores do parto se a medicina lhe proporciona algo supostamente indolor (penso eu.xD)
Mas ao ler depoimentos e você mesmo me passando o sentimento de uma mãe ao parir, me fez entender que a natureza é linda e ter um filho de forma humana, (sim eu coloco dessa maneira como humana, pois cortar a mulher é desumano demais) é como um milagre de Deus.
Hoje consigo compreender depois de ter participado do parto da Ana que a mulher precisa no fundo do seu ser ter um parto natural, pois é da sua essência, da sua natureza de mulher parir da forma que Deus determinou. E alem de tudo depois de passar por essa expreriência, o mundo ao seu redor é outro, você entende que somos capazes de realizarmos coisas que nunca imaginamos na vida. O casal que passa por isso terá um laço maior que o casamento para o resto de suas vidas.

Materna JP: Eu como mãe e como participante de listas de debate sobre maternidade, sei que as mulheres tem muitos medos em relação a criação dos filhos. Fale um pouco dos seus medos como pai para a gente.
Eu como todo Pai tenho medo do futuro..rsrsrs
Sempre penso o que meu filho vai ser na vida, se eu vou ser capaz de ajudá-lo a seguir o "seu" caminho.
O meu maior medo é sempre relacionado sobre ter condições de ajudá-los a ser aquilo que desejarem.
É claro que penso que devo ajudá-los não só financeiramente e também psicologicamente, mas creio eu, que todo pai tem medo de não poder dar o melhor para o filho.
Meu medo não é relacionado a mimos e presentes de Natal, mas sim com um curso especializado que ele deseje no futuro, uma faculdade, aquele curso de línguas que poderá ajudá-lo muito no futuro. É mais isso...

Materna JP: Obrigada pelo seu tempo e pela entrevista.
Obrigada você por ser minha companheira...
Te amo...

=)))

Observação: Essa entrevista, meio em forma de brincadeira, realmente aconteceu e é uma forma de dizer que os pais sempre querem participar das decisões da maternidade, cada um do seu jeito, e que os homens também se preocupam conosco e com os filhos, mesmo quando não demonstram. Talvez a gente deva de vez em quando parar de tentar ser "super-mulher" e dar mais espaço para a participação do pai né? Espero que tenham gostado. ;)

10 de maio de 2010

Pesquisa sobre parto concorrendo a livros maravilhosos!

Nós queremos conhecer melhor o perfil das leitoras do nosso blog e saber quais procedimentos que vivenciaram em seus partos, o que acharam bom ou ruim, por isso, fizemos um formulário de pesquisa para vocês responderem.

É um formulário de multipla escolha, simples, rápido e fácil de ser respondido.

Você deve responder um formulário para CADA PARTO que teve!

Para responder basta clicar aqui

Na segunda-feira, dia 17 de maio, vamos sortear dois livros maravilhosos, entre os participantes que responderem o formulário:

- O Bebê mais feliz do Pedaço, de Harvey Karp, presente do nosso blog

- Pais brilhantes, professores fascinantes, de Augusto Cury, presente da Livraria JP.

Participem e indiquem para suas amigas!

Valem participar mulheres de qualquer lugar do mundo!

beijo
Rosana Oshiro

7 de maio de 2010

Parto Humanizado na Radio Nikkei

No próximo domingo, dia 09 de maio, Dia das Mães, estaremos no programa "Coisas de Mulher" da Flavia Shiroma, pela Radio Nikkei.

A Radio Nikkei é uma radio da Comunidade Brasileira no Japão, e está no ar para divulgar assuntos de interesse da comunidade em geral.

Para acessar, basta clicar aqui e se conectar.

Todas as pessoas que participarem do chat nesse dia, no horario das 19:30 as 21:30h, (horario do Japão, no Brasil será 7:30 da manhã de domingo) estarão concorrendo a um super presente do Dia das Mães. Por isso já grave esse compromisso na sua agenda eletronica ou no seu celular para não se esquecer!

Podem participar pessoas de qualquer lugar do mundo porque a Radio é online! =)

Contamos com você!