14 de junho de 2010

Ser mãe, ser mulher e ser humana

Hoje é um daqueles dias em que eu como ser humano me sinto exasta, como mãe me sinto muito feliz e como mulher realizada. Mas não é todo dia assim, claro.

Posso dizer que, para mim, hoje o dia beirou a perfeição. =)

Acordei as seis, fiz o café para o marido, o obentô, namoramos um pouquinho (hehehehe). Levei o lixo, voltei, acordei minha filha maior e arrumei-a para a escola, dei o café e ela se foi. Foi ao supermercado fazer feira (de bicicleta claro porque gasta-se mais energia..hehe), voltei, fiz o café dos pequenos, arrumei os cabelos (os meus), troquei a roupa, tomei café. Ana acordou, amamentei, troquei, acordei os meninos, servi o café, troquei, arrumei obentô, escovei os dentes (de todos), peguei as mochilas e pegamos o sogêi. Deixe-os na creche, fui para aula de japonês durante quatro horas seguidas.(Delicia!) Busquei as crianças na creche, pegamos o sogei de volta, amamentei, cheguei, almocei, descansei 30 minutos olhando-os brincar de pular nas poças de água, cortei o cabelo do mais velho, a mais velha chegou, brincamos um pouco no quintal, dei banho em todos, troquei-os, fiz panquecas de queijo, o pai chegou, comemos juntos, contamos piadas, rimos muito. Fiz a tarefa do dia, ajudei minha filha com a dela, li e respondi uns emails, atualizei algumas coisas, conversei com o marido enquanto fazia o cabelo da mais velha, escovei os dentes dos meninos, coloquei todos na cama, amamentei a caçula e ela adormeceu em meu colo, coloquei-a na cama, li alguns blogs amigos, mensagens do orkut, facebook e estou aqui atualizando o blog. Ufa!

Sim, o texto está meio maluco porque é tal como me sinto.

Faz tempo eu procuro encontrar o equilibrio desses três seres dentro de mim: a mãe, que também é mulher e é humana.

Hoje foi um dia em que eu pude sentir um pouco desse equilibrio porque eu respeitei cada um desses "eus" em cada momento em que "eles" me pediam para estarem mais presentes.

Acho que é esse o segredo: o respeito aos desejos internos, cada um no seu tempo, sem pressa e sem atropelos.

Ninguém é super-mulher, super-mãe, super-humana, mas dá para ser um pouco de cada, encontrar o equilibrio e ser feliz de vez em quando não é mesmo?

E como disse alguém disse uma vez: é na loucura que se encontra sensatez! =)

Creio que me encontrei! ;0P

7 de junho de 2010

Sorteios da Promoção Mês das Mães

Finalmente vamos ao sorteio da promoção mês das Mães! Desculpem o atraso!

Como não recebemos muitas frases, farei apenas um sorteio para todas que fizeram as frases e um sorteio para quem enviou as fotos.

As frases foram:
1-Fanynha disse...
Eu não tive um parto com prazer, tive cesarea por...
...confiar demais no meu medico, não ter tido a coragem de seguir meus instintos e não ter alguém pra me apoiar.

2-Inaê disse...

Não tive um parto com prazer por pura incapacidade minha de encarar TODA a família e dizer: o corpo é meu, o bebê também é meu e vou parí-lo da melhor forma para nós dois! Porém, certamente, serei capaz de dizer no meu VABC!!

3-adrinatrielli disse...

Rosana estou na categoria 3 e lá vai a frase
"O prazer que tive no parto dura até hoje cada vez que penso nele"

Adri
Do Fábio 3anos PC- trabalho de parto interrompido depois de 18h por falta de dilatação -10h nos 5cm
E da Gabi 1ano -VBAC domiciliar - mesmo ficando de novo por 10h nos 5cm !!!

4-Anônimo disse...

Frase da categoria 3:
"Ser deixada à vontade, imersa numa sintonia única, apenas minha, fez com que as longas horas passadas parecessem alguns minutos; assim que cada contração acabava, já não me lembrava de forma alguma a dor que acará de vivenciar: experimentei nestes momentos um verdadeiro tranze suave como algodão!"

Cacau, mãe do Jean de 26 dias de pura paixão e encantamento.

5-Anônimo disse...

Frase da categoria 3:
"No parto depois de tanta dor e espera, assim quando nasce é tudo perfeito. Que a dor é imediatamente esquecida, dando espaço para o mais novo membro da familia."

Karla Akemi

6-Marisa Tiyoko disse...

Estou na primeira categoria:
Meu parto não foi com prazer porque morando no Japão(pelo menos aqui perto onde moro) é quase impossivel achar uma clinica q aceite uma mudança no fim da gravidez, até 36 semanas eu tinha certeza q iria ser normal, mas o medico achou q eu estava "gorda", e q tinha engordado muito na gravidez(11 quilos) e q eu não conseguiria normal e me mandou p cesarea infelizmente!

7-Carol Flor disse...

Oi!
Eu estou na primeira com meu primeiro parto! Foi no hospital com muitas intervenções, apesar de vaginal, aconteceu assim porque, apesar de eu querer um parto natural eu não acreditava que seria possível aqui na minha cidade, não conhecia ninguém que tivesse parido em paz e pudesse compartilhar!

No segundo parto eu pari com prazer! Pari com prazer porque senti minha filha o tempo inteiro dentro de mim, não fui destratada com falas absurdas durante o Trabalho de Parto, pari em posição vertical e intensamente, não levaram minha bebê embora, ficou o tempo todo comigo, respeitaram e compreenderam minhas atitudes protetoras com relação a minha RN! Pari em uma casa de parto! Só não deu tempo de tirar foto, hehe!!!!

Pode escolher minha categoria, ou me colocar nas duas! Hehe

8-Mamãe Larissa disse...

Uma frase que resume o meu parto com prazer:
"Eu confiei em mim e em meu corpo como minguém confiava e, mesmo sem nunca ter entrado em TP antes, tive meu parto natural hospitalar depois de TRÊS cesáreas. Quer parto mais prazeroso do que esse?"

Uma pena que eu não tenha tirado fotos. Tenho uma foto minha de poucos minutos depois do parto, e meu rosto diz tudo.
****************

Com os numeros acima, fiz o sorteio pelo Random.org e o numero gerado foi...


Já para o sorteio de quem me enviou as fotos para o slide, numerei todas as participantes em ordem alfabética. Quem enviou mais de uma foto, teve 2 duas vezes o nome no sorteio. =)

1-Alexandra
2-Alexandra
3-Anna G.
4-Catherine Chrema
5-Catherine Chrema
6-Clarissa
7-Debora T.
8-Elly Chagas
9-Flavia
10-Flavia
11-Livia Maria
12-Livia Maria
13-Luciana Kamihara
14-Raquel
15-Raquel
16-Sofia Batalha

E o numero sorteado foi...


Entre todas o(as) seguidores(as) do blog que fizeram pelo menos um comentário durante o mês de Maio, fiz três sorteios.

Quem comentou mais, teve mais chances de ser sorteado! =)

1. Livia
2. Carol Flor
3. Perola
4. Mamãe Larissa
5. Ana Paula
6. Carol Flor
7. Elly Chagas
8. Carol Flor
9. Janetinha
10. Marisa Tiyoko
11. Marisa Tiyoko
12. Ally
13. Elly Chagas
14. Angel
15. Inaê
16. Adrinatrielli
17. Elly Chagas
18. Mamãe Larissa
19. Elly Chagas
20. Simone
21. Keyla Chris
22. Elly Chagas
23. Elly Chagas
24. Marisa Tiyoko
25. Marisa Tiyoko
26. Erika
27. Marisa Tiyoko
28. Franciely
29. Flavia Shiroma
30. Paty
31. Elly Chagas
32. Vivian Viel
33. Perola
34. Flor de Maracuja
35. Catherine Chrema
36. Michelle

E o números sorteados foram:


Os prêmios confirmados são: 1 sling, 1 wrap, 1 cesta de chocolates, 1 cesta de café da manhã, 1 sessão fotografica, 1 blusa de amamentação e 1 kit relogio-pulseira.

Cada sorteado escolhe seu prêmio e entra em contato comigo pelo email: maternajapao@gmail.com para confirmar sua escolha, o mais rápido possivel, por favor, para poder fazer a entrega do prêmio, ok?

Obrigada a todas que participaram! Logo teremos mais promoções!

2 de junho de 2010

Conversa de mãe para mãe

A Rosana postou aqui uma entrevista muito legal com o marido dela, a respeito do pensamento paterno em relação a assuntos... paternos!
Achei tão legal que para esse primeiro post oficial aqui no materna preparei algo parecido: Uma entrevista com a minha mãe a respeito de assuntos maternos, oras!
Alguém aí já perguntou pra mamãezinha como foi o nascimento de si mesmo? hum? Eu nunca tinha. Confesso que queria mais detalhes, mas se fosse colocar tudo seria melhor escrever logo um livro. (?)

E como esse blog trata de assuntos Brasil-Nippônicos, não pensei duas vezes em pedir a opinião da minha mãe, que é a pessoa mais experiente que conheço quando se trata desse assunto...

Me perdoem qualquer coisa, não sou jornalista e essa foi a primeira entrevista que formulei para alguém!

Ah, só um detalhe: Meu pai, que foi citado nesse post, não é meu pai biológico. Ele virou meu depois de alguns anos de nascida hehehe.

01 de junho de 2010- Ebina , Kanagawa- japao


Como você foi parar no Japão?

Trabalhava em uma instituição social em São Paulo e ali sempre recebemos voluntários de diversas partes do mundo e pela primeira vez tinha chegado um voluntário japonês. Começamos a nos interessar um pelo outro. Ele teve a idéia de dar um curso e neste curso ia ter nota, quem tivesse a melhor nota viajaria com ele e a fundadora do projeto para o Japão para lançamento do livro que ele havia escrito e seria lançado no Japão. Eu tive a melhor nota do grupo e então viajamos os 4, Ute Craemer, Daisuke Onuki, minha filha de 4 anos(eu!) e eu. Viajamos por varia cidades do Japão e ai nos já éramos namorados. Quando vim morar no Japão pela primeira vez já sabia ler e escrever hiragana e katakana por causa deste curso.

Há quanto tempo vive essa vida Brasil-nippônica?

19 anos!

O que gosta e o que não gosta do Japão?

Gosto, pois tenho filhos japoneses e faz parte da minha vida.

E também aprecio a culinária, gosto da tecnologia e principalmente dos banhos de onssen que só tem aqui.

Não gosto da política, da educação que dão para as crianças e da frieza do povo e principalmente da situação da mulher aqui.

Quantos filhos você tem? Eles nasceram onde?

Tenho 3 filhas, uma nasceu em São Paulo, no hospital, uma na casa da parteira alemã Angela Guerke e a menor nasceu no hospital de Kamakura(Kanagawa) na sala de pré- parto todas com parto natural.

Pode falar um pouco como foi a gravidez/parto/pós-parto de cada uma?

Na gravidez das três nunca tive nenhum problema foi tudo normal e o pós -parto também.

O parto da minha primeira filha foi fácil mas não fui amparada o suficiente para poder ter um parto natural, foi usado anestesia e corte para ajudar. Minha segunda filha o parto foi maravilhoso pois estava cercada de pessoas do meu convívio. Nasceu na casa da parteira com muita calma, foi lindo demais poder ter um filha nascendo em casa. Já a minha filha menor nasceu no hospital em Kamakura. Na verdade eu queria ter tido o parto em uma casa de parto do Japão, mas não foi possível pois os médicos ficaram com medo por eu ser estrangeira e não apoiaram a parteira da casa de parto e não quiseram se responsabilizar. Então procuramos o melhor hospital que fizesse o parto do jeito como eu queria, encontramos o Hospital de Kamakura, e neste hospital a mãe pode falar como quer o parto. Quando vi que a sala de pré- parto era aconchegante falei que queria ter minha filha ali mesmo. Acharam estranho. É que eu não queria sentar em cama de parto para ter minha filha. Eles aceitaram e correu tudo normal com a parteira ao lado. Só não foi melhor porque na hora que o bebe nasceu eles já levaram embora como geralmente é feito nos hospitais. Eu queria muito que tivessem deixado minha filha comigo, mas trouxeram ela para eu ver e levaram para o lugar onde os bebes ficam longe da mãe. Só pegava ela nas horas da mamada. Não gostei!

Você foi e voltou muitas vezes entre Brasil e Japão... Como foi tudo isso?

Foram muitas viagens. Quando a minha primeira filha tinha 4 anos viemos pela primeira vez e aqui ficamos 4 meses, na época quase não tinha brasileiros aqui então ficávamos só com os japoneses mesmo. Quando a minha segunda filha nasceu em São Paulo, passaram- se 40 dias e viemos para o Japão com muitas malas e eu vim morar em um país estranho com duas filhas pequenas, foi muito difícil mas como morava em Kamakura, uma cidade linda, foi agradável.

E quando a minha filha menor nasceu aqui no Japão, também por conta do trabalho do meu marido viajamos para o Brasil quando ela tinha apenas 40 dias também.

Foram muitas viagens, e depois todos os anos fomos e voltamos entre Brasil e Japão. Um vida intensa mas não é fácil viver entre estas duas culturas e ter que se adaptar hora aqui hora ali.

Qual parte foi mais difícil? Você acha que teve um ponto positivo em tudo isso?

A parte mais difícil foi conviver com os japoneses no Brasil e no Japão, pois no Brasil eles tem um comportamento diferente de quando estão no Japão. Por eu sempre estar ligada ao movimento social, muitos voluntários tornavam-se meus amigos quando estavam lá, mas aqui me esqueciam. Foi muito dolorido ser deixada de lado por eles no país deles. Quando estavam no Brasil eram simpáticos sempre estavam na minha casa, nas festas etc...mas aqui só trabalho mesmo, não passavam nenhuma emoção nem sentimento. Por causa da cultura deles que não pode expressar sentimento, eu ate entendia mais foi doloroso me acostumar com isto. Também não consegui seguir uma carreira, ter um trabalho definitivo pois quando estava bem em um projeto ou trabalho tinha que mudar e fiquei dependente do meu marido. Mesmo assim sempre trabalhei por conta própria pois sou pedagoga e artesã de brinquedos educativos, e consigo ainda dar alguns cursos no Brasil e tenho uma ligação ainda muito forte com a Associação Comunitária Monte Azul porque mesmo de longe sempre trabalhei como voluntaria para essa entidade social.

O ponto positivo foi que consigo desenvolver projetos com japoneses tanto no Brasil quanto no Japão, pois entendo as necessidades deles aqui e também a pressão que é exercida em cima deles pelas instituições que financiam os projetos. Outra parte positiva foi que minhas filhas falam e escrevem bem os dois idiomas, pois foram alfabetizadas nos dois, nunca abrimos mão de falar na nossa língua materna com elas, eu na minha e ele na dele, então elas dominam as duas línguas e falam inglês também. Conseguem circular pelas duas culturas e compreender melhor que eu e já não é tão doloroso para elas quanto foi pra mim.

Suas filhas estudaram em escola Brasileira e Japonesa?

Nos primeiros anos de estudo das três optamos pela Educação Waldorf para que pudessem seguir o mesmo tipo de ensino tanto lá quanto aqui, o ensino através da arte que é o que a criança precisa. Isso ajudou muito a fortalecê-las como seres humanos. Também fizemos questão de alfabetizar as três nas duas línguas, português e japonês.

Outra coisa que optamos foi que no Japão elas entrariam em uma classe um ano abaixo mesmo tendo a opção de cursar aqui uma classe um ano acima. Não gostamos de forçar nossas crianças com conceitos intelectuais antes da idade, e como aqui a escola é muito intelectual achamos importante ir devagar com elas, pois assim se desenvolveriam melhor e quando alcançassem o nível daqui iriam fazê-lo com mais segurança. Deu muito certo e as três sempre tiveram boas notas na escola japonesa, sempre entre as melhores da classe. Não que fizéssemos questão que fossem as melhores, pelo contrário, sempre fizemos questão que elas tivessem mais tempo para brincar e não só estudar.As boas notas foram consequência de se pensar no lado humano. Tanto no Brasil como no Japão sempre fiz questão também de como mãe estar em casa pra recebê-las quando chegassem da escola, porque na hora que a criança chega da escola a mãe pode perceber como ela está, se está triste, feliz, chateada...E se houver algum problema pode conversar e se for preciso ir ate a escola conversar com os professores para saber o que está acontecendo. Muitas vezes fui na escola, telefonei para conversar com os professores tanto no Japão quanto no Brasil. Aquela mãe bem chata! A gente que vive neste mundo entre duas culturas tem que prestar atenção em dobro nas crianças.

Qual a maior dificuldade que você sentiu sendo mãe brasileira no Japão? (num contexto geral e também em relação à educação dos filhos).

Senti a diferença cultural muito forte. Sempre fui ouvida pelos professores não tive muitos problemas, acredito que quem carrega a maior dificuldade é a criança e não a mãe. A mãe só precisa entender que a criança tem que ser apoiada para poder frequentar a escola sem ter problemas e estar atenta ao que acontece com ela. Minha filha menor sofreu ijime e fui muito criticada por isso, foi muito difícil entender porque minha filha era culpada e não o professor. Exigi reunião com todos os professores pra falar sobre o ijime , foi a primeira vez que colocaram o ijime em pauta. No final foi tudo resolvido, descobriram quem eram as próprias crianças que estavam fazendo ijime, descobri que ha muito tempo muitas crianças sofriam com a mesma situação e as mães não falavam nada. Muitas mães vieram me agradecer depois, porque a partir daquele dia tudo mudou e acabou o ijime na escola. Na escola japonesa hoje o ijime já não é mais tratado como tabu. Na época que minhas filhas eram crianças foi muito difícil, eu não era aceita na escola porque qualquer coisa eu reclamava. Já cheguei a gritar em porta de escola para que colocassem o ijime em pauta e muitas vezes as outras mães se assustavam, mas nunca deixei passar nada. Na época falar sobre o ijime era um tabu para as mães, porque se uma criança sofresse ijime eles pensavam quem quem estava com problemas era a criança e não os professores. Pra mim se uma criança está tendo problema na escola o problema é do professor ou da escola. Se há um problema é porque a forma como eles estão levando a classe não está correta, tem que mudar a abordagem pedagógica. A criança só precisa de compreensão e um ensino que seja dirigido a ela. Também nunca gostei da forma como aqui o governo manda demais na educação, os professores não tem liberdade de fazer o que querem dentro da sala de aula. São obrigados a seguir a risca os livros didáticos que são muito intelectuais e não vêem a parte do ser humano.



A maior dificuldade foi em entender porque aqui eles forçam tanto as crianças e adolescentes a partir da 4ª serie. Ate ai as crianças ficam mais livres e tem tempo para brincar se os pais colocam as crianças em reforço, é opção dos pais. E a partir da 4ª serie as crianças não tem mais tempo pra brincar, voltam tarde da escola e só tem tempo de fazer a lição de casa.

Qual a maior diferença encontrada entre as escolas brasileiras e as japonesas?

Para mim e o carinho o aconchego que se da as crianças na escola brasileira e na japonesa não. O professor não olha no olho da criança, não pega na mão. Ele não pode sentir se a criança está bem, se trouxe algum problema de casa ou se há algum problema na escola, não sabe se a mão da criança está quente ou gelada. Uma grande diferença é que na escola japonesa eles tem uma excelente estrutura física, apesar de a escola parecer uma prisão tanto no Brasil como no Japão. Porém a estrutura do Japão é melhor pois eles tem uma classe bonita, tem muita aula de arte apesar da arte ser rebuscada... Tem uma boa alimentação, Sendo que no Brasil as escolas públicas são uma vergonha, são pichadas, trancadas com cadeados. Estou falando em escola publica. Agora se for comparar a escola particular no Brasil com uma escola particular no Japão, a escola brasileira é por mim considerada melhor pois tem estrutura física boa e bons professores que são livres para exercer a sua aula de acordo com o que a classe precisa. O Japão é um pais que dá valor a educação, essa é uma grande diferença, embora a didática deles não seja boa eles estão fazendo o melhor que podem para as crianças.

Outra aspecto bom daqui é que a escola trabalha em conjunto com os pais e desta forma eles estão resolvendo muitos problemas, o maior deles que é o ijime já esta em um nível muito bom pois está quase desaparecido. Hoje em dia tem um telefone que qualquer um pode ligar e falar que sofre de ijime, então a escola é contatada e resolve-se o problema.

Como você vê as escolas brasileiras do Japão? Acha que é melhor para as crianças?

Já desenvolvi projetos em escolas brasileiras no Japão, estive em varias escolas. As escolas são boas, os professores são atenciosos com as crianças mas tem muitas dificuldades porque os pais não colaboram, os pais trabalham muito e não tempo para os filhos. A escola brasileira aqui segue o calendário brasileiro e foge um pouco do ideal para as crianças, pois elas estão no Japão e tem que se adequar as coisas que acontece no país onde elas estão vivendo.

Sempre pensei que o melhor para as crianças que estão fora de seus país é se adaptar ao país em que vivem, entender os costumes, falar a língua...O que não acontece com as crianças que estudam nas escolas brasileiras do Japão, e essas criança sempre vão ficar a margem da sociedade pois não entenderam o que acontece no pais onde vivem.

Acredito que seja melhor a criança frequentar a escola do pais onde ela está. Não importa se a criança veio pra ficar um mês, um ano, dois ou mais. Ela vai ter maior desenvoltura pra falar e pra agir se estiver adaptada ao país. Hoje em dia nas escolas brasileiras do Japão as crianças já tem maior acesso à historia do Japão e à cultura, isso melhorou um pouco, mas as aulas são todas lecionadas em português, e não acredito que isso seja bom. Sempre optamos por ter nossas filhas na escola do país onde moramos.

Que conselho você daria para as mães brasileiras que tem filhos em escola japonesa?

A melhor coisa é acompanhar o estudo de seus filhos, se não entende a língua, procurar aprender ou procurar alguma pessoa que possa ajudar, mas ficar atenta, olhar as lições todos os dias. Não deixar faltar nada no material escolar. A mãe tem que ajudar a criança a se adaptar para que o filho não sofra com preconceitos. Já que a criança está no Japão e na escola japonesa, a mãe tem que ajudar a criança a se adaptar e não querer quebrar as regras imposta a todos. Só porque sua criança é brasileira não quer dizer que tem que ser diferente das outras, todas as crianças são iguais.

***
Dúvidas, criticas, elogios e principalmente sugestões de assuntos para posts aqui, por favor me escrevam!

tainaonuki@gmail.com
Ou deixa um comentário aqui mesmo.

Beijos!

Resultado da promoção? Ainda não...mas tem novidades!

Queridas maternas me desculpem o atraso para vir aqui publicar.

Fiquei na pendência de algumas autorizações para publicação das fotos que utilizarei para o slide "parto com prazer" e acabei não conseguindo terminar. Sorry!

Bem, sendo assim, resolvi prorrogar a promoção até sexta-feira, dia 04 de junho a meia-noite no horario do Japão ok?

Quem ainda não participou, não comentou nenhum post, não se tornou seguidor, é só fazer isso agora, porque ainda dá tempo! eeeeee!

E também dá tempo de divulgar para as amigas de todo lugar do mundo!

Outra noticia boa é que ganhamos um espaço na Revista Global, de Shizuoka, e mensalmente vamos falar sobre vários assuntos ligados a humanização por lá tambem! Não é bacana?

Bom, por hoje vou deixar um video maravilhoso que encontrei no site da Catarina Pardal, em homenagem as doulas.

Embora o mês de maio tenha acabado, (mês da doula =), nunca é demais falar de mulheres que são o suporte para a humanização. Enjoy it!

26 de maio de 2010

Peço licença pra entrar aqui...

Olá queridas maternas do Japão : )    


Sou a nova colaboradora do blog. Ui, to com vergonha!

Acho que algumas leitoras me conhecem do grupo virtual materna_jp e quem acompanha o blog provavelmente leu meu relato de parto postado pela Rosana aqui.

Deixa eu me apresentar direito. Tudo começou assim:

Sou filha de pai Japonês e mãe brasileira, e desde criança vivo na ponte aérea Brasil-Japão. Na última vez em que estive por aí foi em 2006 e estava estudando moda numa universidade japonesa. Aí... várias coisas foram acontecendo, você sabe como é, e quando menos percebi eu estava grávida!!

Meu pai é sexólogo e trabalhou um bom tempo aqui no Brasil em um projeto da JICA(Japan International Cooperation Agency) para a humanização do parto nos hospitais. Então, a primeira coisa que ele fez ao saber da minha gravidez foi me dar o livro parto ativo . (o que ele achou de eu largar a faculdade pra ter um filho eu ainda não sei ehehe)

Comecei a fuçar na internet sobre o assunto e acabei caindo num relato de parto da Rosana que no final dizia: Agradeço a tal, tal e fulano e também ao Daisuke Onuki que me ajudou muito...

Ei! Eu lembro dessa moça! Eu lembro do meu pai falando com ela ao telefone – “Ah, que legal, Rosana, então faz assim e assim...”

Mundo pequeno esse, ã ? Meu pai ajudou ela com o parto desassistido no Japão e depois ela me ajudou horrores . Ligou aqui no Brasil e tudo quando soube que eu estava tendo problemas para registrar minha filha... hehehe.

Bom, o começo da minha gravidez aí no Nihon foi péssimo. Passei muito mal fisicamente e emocionalmente, meu cunhado sem emprego na nossa casa, a crise, várias coisas. Como mãe de primeira viagem é claro que eu nem fazia idéia do que me esperava pela frente e também nem pensava nisso... Só estava desesperada de medo, muitos medos.

O pré-natal eu fiz numa clínica perto de casa mesmo. Bem esqueminha japonês, tudo limpinho e organizado, tudo como manda o manual de instruções.

O que mais me impressionou nesse período foi que as enfermeiras daí pegavam muito no pé na questão do peso. Voltava na semana seguinte com 10g a mais e tinha que ouvir: “você tá gorrrrda”.

Como assim? Comecei a reparar nas grávidas ao meu redor. Medo. São raquíticas, desnutridas! Parecem doentes! Contei isso para o meu marido e ele ficou desesperado. Vamo embora pro Brasil! Eu quero uma filha, não um ratinho!

E cá estou, há um ano e dois meses em Hortolândia, uma cidade de 200 mil habitantes que fica a 20km de Campinas-SP.

Sou a Tainã (todo mundo me chama de Tai), 24 anos, mãe da Clarice que completa 10 meses na semana que vem e também escrevo aqui.



O prazer é todo meu. Até semana que vem!

24 de maio de 2010

Relato de um VBAC no Japão

Esse relato foi feito por uma grande amiga, Angela Shida, que mora em Toyohashi e com quem fiz contatos apenas por e-mail.

Para quem não sabe, VBAC, é uma sigla em inglês que significa: parto normal após cesariana.

É uma alegria imensa perceber que um pouquinho que fazemos pode ajudar um montão outra pessoa, mesmo longe.

Quero aqui agradecer a Kelly Savioli, da KeySlings, que foi quem conseguiu o contato da parteira que passei para a Angela. Muito obrigada Kelly!

É um lindo relato de um VBAC no Japão!

Para quem acredita, tudo é possível!

Deliciem-se!

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Tudo começou quando engravidei da Eduarda Naomi, depois de 2 gestações anteriores: um parto normal hospitalar e uma cesarea.

Depois de muito peregrinar nas clinicas e hospitais de Toyohashi, (digo peregrinar pois nenhum medico queria acompanhar minha gestação alegando falta de vaga ou quando eu dizia que queria tentar o VBAC, me taxavam de louca e inconsequente, alguns disseram que eu iria morrer no parto e outro me disse que só faria o meu parto se eu assinasse um termo de responsabilidade caso eu morresse pois ele disse que eu morreria com certeza! aff!) conversei com a Rosana Oshiro que carinhosamente se propos a me ajudar e me conseguiu o numero do telefone de uma parteira japonesa, Kawagushi-san, uma parteira por excelencia, muito competente e segura de seus atos.

Liguei para ela e ela prontamente me recebeu em sua casa de parto, que é muito confortavel, limpa e preparada.

Tivemos uma longa conversa. Falamos sobre a minha cesarea, que tinha já 4 anos, e em momento algum ela me desanimou, pelo contrario, me encorajou e disse que cuidaria de mim, e me disse aquela palavra maravilhosa: GAMBATE!!!

Ela cuidou muito bem de mim durante a gestação. Meu esposo e meus filhos de 4 e 7 anos adoraram ela, nós fizemos todos juntos o plano de parto.

Meu esposo, meus filhos e quem eu quisesse poderia estar presente, e eu escolhi uma interprete amiga também para estar conosco, e assim seguimos até o final da gravidez.

Meu parto estava previsto para o dia 26 de outubro de 2009, porém Eduarda Naomi quis vir antes.

Na 38ª semana, era uma terça feira, eu estava com o tampão saindo de cor meio amarelada com pequenas rajas de sangue, então meu coração pulsava de alegria, ansiedade e um pouco de medo também, pois queria que desse tudo certo e saisse tudo perfeito.

Fui ao consultorio de minha parteira e fizemos a ultima ultra. Estava tudo bem com a Eduarda, ela já estava mais que encaixada e tudo corria muito bem. Eu pedi para ela me fazer exame de toque(ela em nenhum momento me fez o toque somente fez porque eu pedi, e achei isso ótimo pois em tudo fui respeitada)pois eu queria saber se eu estava com dilatação, estava com muitos grilos na mente...risos

Feito o toque, eu estava com 3 cm, era dia 13 de outubro, e ela me disse que daquela semana não passaria, mesmo eu estando com 38 semanas.

Fiquei muito feliz e fui para casa terminar os ultimos preparativos para o grande dia, estava sentindo as colicas e contrações ainda irregulares, porém com muito mais frequencia, umas 8 ou 9 por dia.

De quinta para sexta eu não passei bem a noite, fiquei muito incomodada e sem sono, indo ao banheiro toda hora, pensando que ia ter diarreia, (*risos) mas eu sabia que meu TP começando.

Amanheceu. Meu marido se arrumou para o trabalho e eu mandei minha filha mais velha para escola, mas eu avisei meu marido que se ele fosse para o trabalho teria que voltar, pois eu estava no começo do TP, mas ele como um bom marido teimoso quis ir assim mesmo e pediu que eu ligasse para ele(acho que ele queria sentir a emoção do telefone tocando no meio do trabalho para ir atender sua mulher prestes a parir hahaha)

E foi assim: entrei em TP ativo muito rapido. As 8:30h da manhã fui arrumar o berço e senti uma coisa quente descendo pelas pernas, mas não era água da bolsa, era sangue.

Tomei uma ducha morna para relaxar um pouco, arrumei meu filho do meio e coloquei a roupa que escolhi para esse dia.

Percebi que as contrações vinham rapidas demais e comecei a contar: estavam de 5 em 5 minutos.

Liguei para meu marido, que chegou bem rapido, e passamos na escola da minha filha para pega-la, pois todos nós iriamos participar desse grande momento.

Depois de 20 minutos as contrações já estavam de 3 em 3 minutos e eu comecei a me preocupar, pois a casa de parto era bem longe da minha casa.

Eu fui com minha amiga e interprete no banco de trás e ela foi me massageando as costas e eu respirando sem fazer nenhuma força. Nessa altura as contrações já estavam de 2 em 2 minutos.

As contrações naturais eram as dores mais bem sentidas da minha vida, se posso dizer assim. Eram muito dolorosas, mas suportáveis.

Ali eu já estava em transe, pois não ouvia mais ninguem, somente meu coração e minha mente. Estava concentrada sei lá onde, acho que literalmente entrei na Partolandia, sentia que ali era somente eu e a Eduarda trabalhando ativamente no processo de parto, e procurei manter a calma até chegarmos na casa de parto.

Logo chegamos, eu entrei como "uma zumbi", não falava mais com ninguem, só comigo mesma, sempre respirando e procurando o melhor jeito de ficar e na posição que me agradava mais.


Fizemos o toque, já cheguei com 8 cm às 10:16, então a parteira me disse para não fazer força, somente imaginar como um escorrega, ela disse: deixa escorregar.

As contrações vinham e eu deixava escorregar, ela me perguntou se eu estava bem, se eu queria comer algo ou beber, então pedi agua e ela me servia no canudinho... risos

Quando finalmente alcancei 10cm, eu pedi para ficar de cócoras, mas quando eu fui me virar a Eduarda coroou então todos na sala se alegraram e meu marido não sabia se chorava, se ria, se filmava...

Meus filhos me disseram:
- Vai mamãe, ela ta vindo!

Gente eu não dei nenhum grito, não chorei nenhuma vez a não ser quando vi minha princesa em meus braços. Era sexta-feira do dia 16 de outubro de 2009 às 11:16 da manhã.

Aquela foi a dor mais intensa que eu pude sentir, pois era natural, era eu quem tinha controle de tudo!

Quando Eduarda coroou fiz uma unica força e ela veio ao mundo, linda e forte!

Logo o pai veio para cortar o cordão...


Eu pude pega-la na mesma hora e já coloca-la no meu seio para mamar, e logo começou a sugar num instinto de filhote e sua femea mãe: foi o maior acontecimento da minha vida!


Meu esposo e meus filhos logo pegaram-na no colo e ficamos ali lambendo a cria.


Não tive sorinho, não tive episio, não tive laceração, somente dois minimos arranhões nos pequenos labios que ela disse cicatrizar com 3 ou 4 dias e assim foi, sem pontos sem nada.


Rosana devo a você e principalmente a Deus que colocou você em meu caminho, mesmo sem te conhecer pessoalmente e atraves de você conheci a parteira e tive o meu tão sonhado VBAC.

Bom quero aqui agradecer a Deus que foi quem me capacitou a dar a luz como Ele mesmo criou e planejou.

Parir é um ato divino que vem de Deus, é esse Deus quem nos ajuda a vencer todos os obstaculos que uma mulher tem que enfrentar antes, durante e depois do parto.

Meu parto foi obra de Deus e para gloria Dele estamos todos aqui felizes e realizados!

Obrigada Senhor. Obrigada Rosana!!
beijos, Angel Shida

21 de maio de 2010

Matéria sobre nosso blog na Revista Educando

Essa semana saiu uma matéria sobre nosso blog na Revista Educando aqui do Japão.

Deêm uma olhada, e comentem aqui o que acharam! ;)

Revista Educando On line



Materna Japão, educando para um Parto Feliz! =)))

19 de maio de 2010

Semana Mundial pelo Parto Respeitado

Começou ontem a semana mundial pelo Parto Respeitado e para apoiar ainda mais a causa, essa semana faremos um pouco diferente.

Na semana passada, as mães que ainda não tinham bebê ficaram de fora da promoção, já essa semana tem espaço para todas!

Será em três categorias:

1ª - para quem está gravida, ainda não teve um "parto com prazer" ou teve cesarea
2ª - para quem teve "parto com prazer" e tem fotos
3ª - para quem teve "parto com prazer" e não tem fotos

A primeira categoria deverá escrever uma frase do porque não teve um parto com prazer, ou porque tem medo do parto normal, aqui nos cmentários desse post.

A segunda categoria deverá encaminhar uma foto de seu parto com autorização para publicação para o email maternajapao@gmail.com para um slide show que criarei para o blog.

A terceira categoria deverá escrever uma frase que resuma seu "parto com prazer", também aqui nos comentários desse post.

Será escolhido um ganhador de cada categoria por sorteio e os prêmios serão escolhidos pela ganhadora.

Temos como prêmio: slings, blusa de amamentação, cestas de café da manhã, chocolates, tênis nike, relógios, lingeries e uma sessão fotográfica.

Os envios devem ser feitos até o dia 29 de maio. (irei prolongar um pouco para dar tempo de todas participarem e me ajudarem na divulgação ok?)

Participem e divulguem por favor!

Boa semana e bom parto a todas as maternas!