O principal motivo por que devemos falar sobre este assunto é esclarecer sobre o fato de todas as mulheres terem direito a um atendimento hospitalar humanizado na hora do parto. Embora isto pareça óbvio, a verdade é que — como uma das conseqüências da falta de informação quanto a seus direitos e mesmo quanto às alternativas existentes — a maior parte da população feminina submete-se, sem qualquer questionamento, às condutas médicas que lhe são impostas na hora de dar à luz aos seus bebês.
A idéia do parto humanizado é fazer com que o parto, geralmente objeto de medo e tensões, siga a ordem natural das coisas, obedecendo ao ritmo e às necessidades específicas do corpo de cada mulher, com os profissionais de saúde interferindo o mínimo possível durante o processo de a mãe trazer uma criança ao mundo.
Este procedimento se opõe à mentalidade que defende a massificação do atendimento à gestante e ao recém-nascido, ou seja, à padronização de condutas que objetivam facilitar e apressar o nascimento dos bebês, o que contribui para o aumento de cesarianas e de outras intervenções cirúrgicas desnecessárias na maioria dos hospitais.
Aqui no blog e no grupo da materna, queremos trazer informações que, reforçadas em diversos lugares e levando em consideração as características de cada uma, podem se tornar bastante esclarecedoras, especialmente para mulheres brasileiras aqui no Japão, que, na maior parte das vezes, encaram os profissionais de saúde como pessoas diante das quais devem se sujeitar e não fazer perguntas, aceitando condições que muitas vezes as agridem física e psicologicamente. Sem contar da dificuldade que encontram com o idioma japonês. Estas pessoas devem ser orientadas no sentido de se fazerem ouvir e respeitar, qualquer que seja o ambiente em que se encontrem e, de modo muito especial, durante o atendimento hospitalar à mulher gestante e em trabalho de parto.
Estamos focadas a ajudar a todas, na área Maternidade Japão!
O que está em discussão é o parto humanizado, que é diferente do parto convencional.
No parto convencional, a mulher é conduzida pela equipe de profissionais de saúde, submetendo-se a procedimentos que podem agredir sua integridade física e emocional, e, às vezes, até mesmo prejudicar sua saúde e a saúde do seu bebê. Exemplos não faltam, e certamente podem ser encontrados em qualquer comunidade onde o vídeo seja apresentado, como a prática de cesarianas, o uso de fórceps e de outras condutas julgadas desnecessárias.
As mulheres devem ser estimuladas a narrar suas experiências umas para as outras, pois isto fortalecerá não só a consciência sobre si mesmas, como estreitará as relações entre as mulheres do grupo.
Apresentando o parto humanizado como sendo um direito de toda mulher, todas as fases do ciclo gestacional são discutidas, esclarecendo-se que a futura mamãe deve ser orientada pelos profissionais de saúde sobre o que irá acontecer a ela e ao bebê na hora do parto propriamente dito. Isto significa, também que suas perguntas devem ser respondidas com clareza pelos profissionais que lhe prestam atendimento, e que suas crenças e valores culturais devem ser respeitados nesses contatos.
Em todos os momentos da gravidez, é fundamental que a gestante sinta apoio e segurança por parte de seu companheiro e de sua família, principalmente no parto, enfocado como sendo um momento em que a mulher deve estar assistida pela família e pelo companheiro, que deve tratá-la com carinho e auxiliar em alguns procedimentos que facilitarão a chegada do filho do casal ao mundo. Isto pode causar alguma surpresa e estranhamento em certas comunidades onde a mulher, até então, esteve absolutamente sozinha com os profissionais de saúde neste momento, de modo que é importante enfatizar o porquê de os familiares estarem ao seu lado na hora do parto.
Cuidados como estes devem ser redobrados, no caso de ser a primeira gravidez da mulher ou quando a gestante é muito jovem.
O tema será tratado de forma abrangente, quando possível descendo a detalhes técnicos, mas, esclarecendo sobre as fases do parto e dando atenção especial à exames, em função da necessidade de o profissional de saúde fazer um diagnóstico correto.
O objetivo da humanização é garantir um nascimento natural, saudável e prevenir a mortalidade dos recém-nascidos e das mulheres durante o parto.
Qualquer dúvida estaremos aqui para ajudar! ;)
18 de fevereiro de 2011
17 de fevereiro de 2011
Exercicios preparatórios para o parto
Quem já passou pelo parto sabe que parir é trabalhoso, por isso se chama "trabalho de parto". =)
O parto não é um sofrimento, mas requer da mulher um grande esforço.
Costumo dizer que parto é como uma "maratona", e todo bom corredor sabe que precisa treinar para correr uma maratona. Com o parto não é diferente, é preciso ter um pouco de técnica e prática para conseguir chegar "inteira" no final.
Claro que tem também questões psicológicas e emocionais, as quais contribuem bastante para um parto rapido e mais fácil, mas ao começar pelos exercícios fisicos e a respiração, nosso estado emocional e psicológico se "abre" mais facilmente para o processo.
Segue aqui uma sequencia bem simples e fácil de exercicios preparatorios para facilitar o trabalho de parto.
Vamos praticar?
O parto não é um sofrimento, mas requer da mulher um grande esforço.
Costumo dizer que parto é como uma "maratona", e todo bom corredor sabe que precisa treinar para correr uma maratona. Com o parto não é diferente, é preciso ter um pouco de técnica e prática para conseguir chegar "inteira" no final.
Claro que tem também questões psicológicas e emocionais, as quais contribuem bastante para um parto rapido e mais fácil, mas ao começar pelos exercícios fisicos e a respiração, nosso estado emocional e psicológico se "abre" mais facilmente para o processo.
Segue aqui uma sequencia bem simples e fácil de exercicios preparatorios para facilitar o trabalho de parto.
Vamos praticar?
16 de fevereiro de 2011
Ensinando Português a brasileirinhos do exterior
Todo mundo que mora fora do Brasil, que pensa em voltar ou que simplesmente não quer perder as origens, pensa nesse assunto, cedo ou tarde.
E é complicado ensinar a Língua Portuguesa, cheia de truques, mudanças ortográficas, verbos irregulares, esses, cês e cedilhas, gês e jotas.
Eu não tenho propriedade nenhuma para falar do assunto, portanto, vou falar só da minha experiência com as crianças de casa.
Eu faço algumas coisas, como sempre ler historinhas passando o dedo por debaixo da onde estou lendo. Também fiz cartões com as sílabas e eles podiam brincar com eles, usando para formar palavras, jogar baralho, simplesmente jogar para cima, enfim. Liberdade. Muitas vezes eles vinham me perguntar que sílaba era aquela e alguma palavra que a continha.
E só. Nada de cartilhas, musiquinhas, "B+A=BA".
Meu filho do meio, com 4 anos aprendeu a ler sozinho. Pegou um livro de dinossauros, um dia, me chamou e perguntou o que era uma das palavras (acho que era "braquiossauro" ou alguma coisa assim). Eu li e ele leu a frase inteira. E a página inteira. Ele estava alfabetizado. Ele ainda não escreve, mas mais por falta de coordenação motora e preguiça do que por não saber.
A mais velha, hoje, com 7 anos, veio me pedir a receita de um bolo. Eu falei e ela foi escrevendo. Errou algumas vezes, nós lemos juntas e corrigimos depois. Simples assim. Nunca chamei para ler, para escrever, para nada.
Mas ela já sabia ler e escrever em japonês desde o ano passado.
O menor, de 3 anos, bom, eu queria que ele não aprendesse a ler ainda, mas ele já lê algumas coisas, como o nome dele, os dos irmãos, o meu e do meu marido, "mamãe" e "papai", "gato", "bola", "super mario bros". E estávamos brincando com o do meio quando o pequeno perguntou como escrevia "mario". Soletrei e ele escreveu. E escreveu umas 4 palavras. Provavelmente não saberia ler depois, mas já está se alfabetizando sozinho.
Então, minha sugestão é: livros sempre ao alcance das mãozinhas, paciência quando eles vêm perguntar como se lê 50000 palavras em meia hora e não ouvem, ler sempre devagar, com calma e vontade e muito amor.
Aos poucos, eles aprendem. Forçar para ensinar não ajuda. Melhor deixar que eles aprendam quando estiverem prontos. Pode ser antes ou depois de aprenderem uma outra língua.
Às vezes, fica confuso e/ou cansativo ter que aprender duas (ou mais) línguas ao mesmo tempo.
Pode ser com 10, 15 anos, mas eles aprendem. Eles têm a vida toda...
E é complicado ensinar a Língua Portuguesa, cheia de truques, mudanças ortográficas, verbos irregulares, esses, cês e cedilhas, gês e jotas.
Eu não tenho propriedade nenhuma para falar do assunto, portanto, vou falar só da minha experiência com as crianças de casa.
Eu faço algumas coisas, como sempre ler historinhas passando o dedo por debaixo da onde estou lendo. Também fiz cartões com as sílabas e eles podiam brincar com eles, usando para formar palavras, jogar baralho, simplesmente jogar para cima, enfim. Liberdade. Muitas vezes eles vinham me perguntar que sílaba era aquela e alguma palavra que a continha.
E só. Nada de cartilhas, musiquinhas, "B+A=BA".
Meu filho do meio, com 4 anos aprendeu a ler sozinho. Pegou um livro de dinossauros, um dia, me chamou e perguntou o que era uma das palavras (acho que era "braquiossauro" ou alguma coisa assim). Eu li e ele leu a frase inteira. E a página inteira. Ele estava alfabetizado. Ele ainda não escreve, mas mais por falta de coordenação motora e preguiça do que por não saber.
A mais velha, hoje, com 7 anos, veio me pedir a receita de um bolo. Eu falei e ela foi escrevendo. Errou algumas vezes, nós lemos juntas e corrigimos depois. Simples assim. Nunca chamei para ler, para escrever, para nada.
Mas ela já sabia ler e escrever em japonês desde o ano passado.
O menor, de 3 anos, bom, eu queria que ele não aprendesse a ler ainda, mas ele já lê algumas coisas, como o nome dele, os dos irmãos, o meu e do meu marido, "mamãe" e "papai", "gato", "bola", "super mario bros". E estávamos brincando com o do meio quando o pequeno perguntou como escrevia "mario". Soletrei e ele escreveu. E escreveu umas 4 palavras. Provavelmente não saberia ler depois, mas já está se alfabetizando sozinho.
Então, minha sugestão é: livros sempre ao alcance das mãozinhas, paciência quando eles vêm perguntar como se lê 50000 palavras em meia hora e não ouvem, ler sempre devagar, com calma e vontade e muito amor.
Aos poucos, eles aprendem. Forçar para ensinar não ajuda. Melhor deixar que eles aprendam quando estiverem prontos. Pode ser antes ou depois de aprenderem uma outra língua.
Às vezes, fica confuso e/ou cansativo ter que aprender duas (ou mais) línguas ao mesmo tempo.
Pode ser com 10, 15 anos, mas eles aprendem. Eles têm a vida toda...
O outro lado do rio
A Dra. Catia Chuba é médica obstetra e ginecologista, mora no Brasil, é mãe do Gustavo, de 6 anos, nascido de uma cesárea, e da Beatriz, de 1 ano, nascida de um lindo parto natural domiciliar.É ativista do parto Humanizado e hoje atende partos domiciliares e hospitalares em São Paulo e foi quem escreveu esse maravilhoso texto sobre sua mudança de vida quando descobriu o movimento de humanização!
Acho curioso contar que durante minha formação, na Residência, haviam várias coisas que me incomodavam.....cheguei a questionar se tinha escolhido a especialidade certa. Mas ao mesmo tempo em que aquilo tudo me atraía, tinha um quê de repulsa. Nunca digeri bem a conduta médica padrão - nada personalizada -, e porque precisava botar soro com ocitocina em todo mundo, porque precisava romper bolsa no meio do trabalho de parto, e porque tinha que fazer analgesia.
Bom, a analgesia é um capítulo a parte. A dor é sempre vista como algo nocivo e que traz sofrimento. Isso me alfinetava.
Mas sucumbia diante dos meus residentes veteranos e professores. Vamos dar logo a analgesia para essa mulher ficar quieta!!
Acostumei com essa visão de que o corpo não era uma morada perfeita. Como uma vez me disse Ric Jones: vivemos como equilibristas na corda bomba. Somos muito vulneráveis, por isso a Medicina tem tanto poder.
Engravidei pela primeira vez em 2002. Estava coletando dados e revisando lâminas de patologia para meu Mestrado, e atendendo sistematicamente casos de Medicina Fetal, já de olho num prospectivo para o Doutorado. Todos os dias, num hospital terciário (referência), para onde são encaminhados casos graves, via pelo menos 10 gestantes com diferentes graus de insuficiência placentária. Este era meu trabalho.
Aliás, se alguém tiver interesse em dar uma olhada na minha dissertação:
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-12082005-163445/
Estava grávida, fragilizada pelas circunstâncias, exposta aos meus professores, que queriam bisbilhotar minha barriga toda semana. E sucumbi diante de um diagnóstico de diminuição de LA e circulares de cordão.
Essa cesárea em outubro de 2002 foi um divisor de águas.
Tive depressão, revirei mundos e fundos......muitas constatações, reflexões...
Parei de atender obstetrícia, até porque trabalhava com minha professora, a mesma que fez minha cesárea.
Hoje penso que essa cesárea foi necessária, no sentido cármico, porque se eu tivesse tido um parto normal, mesmo frank, acho que não teria tido essa metamorfose.
Quando o Gustavo fez 1 ano, e me vi na situação de precisar colocá-lo num berçário, a Antroposofia/Pedagogia Waldorf caíram no meu colo, por uma série de coincidências felizes.
E este foi outro divisor de águas...comecei a ler muito, estudar, freqüentar palestras, e me identificando cada vez mais com tudo. A visão do Homem como um ser complexo, formado por vários corpos/envoltórios que se sobrepõem, e que precisam ser considerados integralmente, me fascinaram de cara.
Fui fazendo brainstorms com meu marido, e cada vez mais incorporando coisas da Antroposofia na nossa vida. Não tudo, mas as coisas que cabiam, viáveis, e que concordávamos.
Neste ponto da minha vida, ainda sem me aprofundar em questões da humanização do nascimento, olhei pra trás, e não me reconhecia em tudo que vivi e fui.
Nesta fase, abandonamos alopatia, fugíamos de hospital e blá-blá-blás que não levavam a lugar nenhum.
Engraçado que nesta fase comecei a questionar o porquê de não confiarmos no corpo.
E de novo, não olhando para a questão do parto, mas para uma simples febre e/ou virose infantil.
Por que tanto medo, e tanta desconfiança??
Por que agora não somos mais capazes de assumir o rumo de nossos próprios corpos e vidas, dependendo de tantas medicações, antibióticos, analgésicos e vacinas para "sobreviver"...
Sim, sobreviver é a palavra!
Nesta concepção, somos sobreviventes, e não seres humanos livres!
Por que tudo mudou tanto nos últimos 100 anos (para não citar épocas mais antigas).
Será que a gente tem que considerar a falência do corpo como marco 'evolutivo' da humanidade, que cresceu tanto no sentido tecnológico e materialista, e involuiu tanto no sentido da espiritualidade, do entendimento supra-sensível, da reverência aos processos naturais, etc.
Esse pra mim foi o grande ponto! Talvez o ponto que me fez tomar o barco para descer do outro lado.
Daí pra frente foi uma avalanche. Engravidei novamente no início de 2007, fui enfrentando meus fantasmas, olhando para o passado e futuro, acreditando cada vez mais em mim, na capacidade do meu corpo, e daí foi um pulo para o desejo de parir em casa. Eu merecia essa experiência. E se eu tiver mais 10 filhos, todos nascerão em casa.
Hoje acredito que lugar de nascer e morrer é em casa.
Do parto em diante, nada mais foi como antes, a vida profissional principalmente.
É muito sofrido e angustiante trabalhar com discordância de filosofia e crenças, trabalhar completamente para a matrix, estando fora dela. Vocês conseguem imaginar tamanho contra-senso?
E aí, apoiada pelo Dr. Jorge Kuhn e pela Ana Cris Duarte, fui voltando, voltando, e voltei de vez!
E posso dizer que estou adorando o outro lado do rio...!
13 de fevereiro de 2011
Empoderamento: exercendo seu poder na hora de escolher

O texto abaixo está na integra no Mamiferas, e serve para pensarmos na forma com que fazemos nossas escolhas na maternidade.
Boa Leitura!
Afinal, de onde é que saiu essa história de empoderar? Palavrinha estranha! Confesso que estou bem longe de iniciar aqui uma discussão etimológica, mas me parece óbvio que é a tradução direta de Empowerement. Mas por que diabos escolher dizer “empoderar” ao invés de usar uma tradução mais simples e comum como “fortalecer”, por exemplo?
Porque, acredito eu, a grande questão não é a de ser forte, de agüentar o tranco. Empoderar é mais do que isso. É realmente descobrir, reconhecer, vivenciar, assumir e fazer uso do seu próprio poder. Não é segurar a onda e aceitar algo imposto, mas sim impor seus desejos e suas vontades, chamar a responsabilidade para si mesma, bater no peito e dizer: vem, que a escolha é minha, tô aqui pro que der e vier!
Empoderar é como crescer e se assumir mesmo. Amadurecer, conhecer e lidar com riscos e conseqüências. Tem gente que já nasce assim, empoderada por natureza, mas acho que é raro. Em geral é um processo de crescimento e autoconhecimento, que envolve muita autoconfiança, muita segurança, muita certeza do que se é, do que se quer e de onde se quer chegar.
Lendo isso tudo aí você pode até pensar: nossa, passei longe de empoderar! Mas é que não é algo assim que acontece de uma hora para outra! Experiência própria. Pra mim foi um longo processo, levou muito tempo, custou algumas lágrimas, certas frustações acumuladas e boa dose de fichas caindo, de entendimentos, mas um belo dia eu enfim percebi que empoderei como mãe!
Falta muita coisa ainda. Falta empoderar como profissional, falta empoderar como mulher, falta empoderar como cidadã, falta empoderar em vários outros aspectos da minha vida, mas um enorme passo foi dado e é daqueles que não tem volta mais. Esse tipo de poder não é retirado mais. É algo que passa a fazer parte de você, ainda bem!
E você? Já tomou consciência do seu próprio poder? Se sim, como é que foi? Ainda não!? Que é que tá faltando?
"...Perder-se também é caminho..."
(Clarice Lispector)
11 de fevereiro de 2011
Brinquedo pra quê?
Até um tempinho atrás, eu achava que criança precisava de brinquedo. Eles sempre gostaram de brincar com tupperwares, panelas, colheres de pau, pano de chão, mas nunca tinham deixado de brincar com os brinquedos.
Claro que, com a quantidade absurda de brinquedos que eles têm, eles nunca brincavam com todos.
E nunca guardavam tudo.
Quando viemos para cá, trouxemos 10 brinquedos de cada criança, escolhidos por eles mesmos.
Não importava se eram caros, baratos, grandes, pequenos, lindos, feios, novos, velhos, inteiros ou quebrados: eles escolheram sozinhos. E viemos. Ainda empacotamos muitos outros para virem na mudança. Eu tinha certeza de que ia precisar deixar jogar muito videogame e ver muito DVD enquanto os outros brinquedos não chegavam, mas estava enganada.
Hoje eles brincam com os brinquedinhos deles, claro, mas também brincam imaginando: é espada de colher de pau, é comidinha de pedra, sushi de conchas, bolo de cesta de roupas, aquário de banquinho, corridas, shows, passeios de carro imaginário para a neve (na nossa cama com o cobertor branco), trens feitos de canetinhas, mamães, papais e filhinhos, cangurus, guaxinins, macacos, procurar bichos no quintal, .....
Isso é tão legal! Eu achava que meus filhos não iriam nunca saber inventar, imaginar, criar, porque eles não foram criados assim: sempre tiveram brinquedos para todas as situações. Mas eles conseguem. Crianças são assim, mutantes. Nada mais lindo!
Outra coisa que eu posso dizer sobre a falta de brinquedos é que eles aprenderam a se dar melhor. Brigam menos, porque os poucos brinquedos que vieram são de todo mundo. Todo mundo brinca junto. Claro que um ainda puxa da mão do outro, mas nada que uma conversa e um abraço apertado não resolva.
E quer saber o que mais: eles jogam muito pouco videogame (uma ou duas vezes por semana, por meia hora, quarenta minutos) e nunca mais pediram DVD.
Todo mundo mais calmo, mais amigo, mais feliz.
Se você tiver a oportunidade, faça a experiência: tire brinquedos quebrados, não usados do caminho. Guarde videogames e DVDs longe do alcance da vista dos pequenos. E não interfira! Deixe que eles brinquem livremente, inventem, imaginem.
Aqui em casa, o saldo foi 100% positivo.
Claro que, com a quantidade absurda de brinquedos que eles têm, eles nunca brincavam com todos.
E nunca guardavam tudo.
Quando viemos para cá, trouxemos 10 brinquedos de cada criança, escolhidos por eles mesmos.
Não importava se eram caros, baratos, grandes, pequenos, lindos, feios, novos, velhos, inteiros ou quebrados: eles escolheram sozinhos. E viemos. Ainda empacotamos muitos outros para virem na mudança. Eu tinha certeza de que ia precisar deixar jogar muito videogame e ver muito DVD enquanto os outros brinquedos não chegavam, mas estava enganada.
Hoje eles brincam com os brinquedinhos deles, claro, mas também brincam imaginando: é espada de colher de pau, é comidinha de pedra, sushi de conchas, bolo de cesta de roupas, aquário de banquinho, corridas, shows, passeios de carro imaginário para a neve (na nossa cama com o cobertor branco), trens feitos de canetinhas, mamães, papais e filhinhos, cangurus, guaxinins, macacos, procurar bichos no quintal, .....
Isso é tão legal! Eu achava que meus filhos não iriam nunca saber inventar, imaginar, criar, porque eles não foram criados assim: sempre tiveram brinquedos para todas as situações. Mas eles conseguem. Crianças são assim, mutantes. Nada mais lindo!
Outra coisa que eu posso dizer sobre a falta de brinquedos é que eles aprenderam a se dar melhor. Brigam menos, porque os poucos brinquedos que vieram são de todo mundo. Todo mundo brinca junto. Claro que um ainda puxa da mão do outro, mas nada que uma conversa e um abraço apertado não resolva.
E quer saber o que mais: eles jogam muito pouco videogame (uma ou duas vezes por semana, por meia hora, quarenta minutos) e nunca mais pediram DVD.
Todo mundo mais calmo, mais amigo, mais feliz.
Se você tiver a oportunidade, faça a experiência: tire brinquedos quebrados, não usados do caminho. Guarde videogames e DVDs longe do alcance da vista dos pequenos. E não interfira! Deixe que eles brinquem livremente, inventem, imaginem.
Aqui em casa, o saldo foi 100% positivo.
7 de fevereiro de 2011
Sobre o sofrimento no parto normal
Esse, é um dos medos das mulheres que responderam a pesquisa, e que na verdade indica duas coisas: FALTA DE INFORMAÇÃO e MEDO DO DESCONHECIDO.
Eu já tive medo do parto normal, mas agora não tenho mais, porque hoje para todas as minhas dúvidas eu busco respostas de gente BEM INFORMADA, profissionais humanizados e experiencia de mulheres que acreditam no poder da natureza.
Vejo que muitas mulheres que tem medo do parto não sabem nem o que é episiotomia, ocitocina ou contrações de Braxton Hicks, e se dizem: BEM INFORMADAS!
Claro, que eu não sei tudo, mas algumas coisas, como as que citei acima, são o minimo.
Aqui no Japão, dá pra questionar, argumentar com o médico, mas é preciso estar ARMADA de informação. A informação é o principal para se ter um parto tranquilo, sem "sofrer" pelo que eu percebo aqui.
Eu me lembro que minha mãe contava relatos de seus partos assim:
- Sofri mais no parto do fulano, menos no de ciclano...
E assim escutei relatos de tias, primas e irmãs que pariram antes de mim.
Agora, depois que eu pari, eu passei a entender que o parto dói, mas não é "sofrido", só é sofrido se acontecerem coisas que estavam totalmente fora do que é natural, caso contrário, NÃO HÁ SOFRIMENTO no parto normal.
Sofrer é: perder alguém, ter um acidente, passar por uma desgraça.
Parir é sentir que "através" da dor você: traz vida ao mundo, vence obstáculos e ultrapassa limites inimagináveis.
E você já pariu? Gostaria de partilhar sua experiencia conosco e nossas leitoras?
Deixe o relato de sua experiência para ajudar outras mães.
Eu já tive medo do parto normal, mas agora não tenho mais, porque hoje para todas as minhas dúvidas eu busco respostas de gente BEM INFORMADA, profissionais humanizados e experiencia de mulheres que acreditam no poder da natureza.
Vejo que muitas mulheres que tem medo do parto não sabem nem o que é episiotomia, ocitocina ou contrações de Braxton Hicks, e se dizem: BEM INFORMADAS!
Claro, que eu não sei tudo, mas algumas coisas, como as que citei acima, são o minimo.
Aqui no Japão, dá pra questionar, argumentar com o médico, mas é preciso estar ARMADA de informação. A informação é o principal para se ter um parto tranquilo, sem "sofrer" pelo que eu percebo aqui.
Eu me lembro que minha mãe contava relatos de seus partos assim:
- Sofri mais no parto do fulano, menos no de ciclano...
E assim escutei relatos de tias, primas e irmãs que pariram antes de mim.
Agora, depois que eu pari, eu passei a entender que o parto dói, mas não é "sofrido", só é sofrido se acontecerem coisas que estavam totalmente fora do que é natural, caso contrário, NÃO HÁ SOFRIMENTO no parto normal.
Sofrer é: perder alguém, ter um acidente, passar por uma desgraça.
Parir é sentir que "através" da dor você: traz vida ao mundo, vence obstáculos e ultrapassa limites inimagináveis.
E você já pariu? Gostaria de partilhar sua experiencia conosco e nossas leitoras?
Deixe o relato de sua experiência para ajudar outras mães.
4 de fevereiro de 2011
E para comer.....
Por Thais Saito
Os bebês nascem e mamam.
E tudo o que a gente precisa fazer é dar o peito.
Fácil, de graça, rápido, prático.
Mas logo eles crescem.... E chega a hora da papinha.
E agora, que tal falarmos mais dela?
Uma médica homeopata que tratou minhas crianças por muito tempo dizia que a hora ideal para começar a complementar a amamentação com a papinha era quando o bebê ficava sentado sozinho. Segundo ela, nessa hora o sistema digestivo do bebê está pronto para começar a comer.
Mas existem muitas outras teorias, e cada um precisa escolher a que melhor se encaixa na sua vida.
Na macrobiótica, introduz a papinha quando nasce o primeiro dente.
Para a medicina alopática comum, com 4, 5 ou 6 meses é o tempo ideal.
O meu jeito é o mais simples: quando o bebê pede a comida, eu dou. Se ele não quer comer um dia, não come. Se quer no outro, come. Minha Melissa começou a comer com 4 meses e meio. O João, com 8 meses e meio. E o Zé, com 7 meses. Todos são saudáveis. O João é o mais difícil pra comer, mas não chega a dar problemas.
Eu li bastante, pesquisei e introduzi a alimentação do modo que eu acho melhor.
A papinha que eu dei para os dois últimos era um purê. De alguma coisa. Só UM legume. Um.
Cada dia, um purê diferente. Com um fiozinho de azeite e uma pitadinha de nada de sal. Muito pouco, mesmo.
Duas semanas depois, começava a colocar uma raiz (batata, beterraba, rabanete, cenoura, mandioca, batata doce, nabo), uma flor ou folha (couve flor, brócolis, couve manteiga, espinafre, acelga, enfim, qualquer coisa assim) e um fruto (tomate, abóbora, abobrinha, chuchu, pepino, quiabo).
Cortava tudo em cubinhos, colocava pra cozinhar no vapor. Separava em porções e congelava. Dava pra ter papinha pro mês todo, variando bem. Na hora de servir, amassava no garfo, um fio de azeite e uma pitadinha de sal.
Quando essa alimentação estivesse estabelecida, começava a dar fruta no café da manhã. Dependendo da aceitação, dava de tarde, também. Sempre dei de tudo: desde banana à kiwi.
E mais um tempinho (quando o bebê já estivesse comendo bem) e colocava uma leguminosa (feijão, ervilha, lentilha) e um cereal (milho, arroz, aveia). Amassava tudo e dava com azeite e sal.
Mas nunca fiz feijão separado. Era o feijão temperado, o arroz integral de todo mundo. Também colocava um pouquinho da carne.
Seguindo essa regra geral, a alimentação sempre foi boa. Quando decidimos pelo vegetarianismo, comecei a processar oleaginosas (nozes, castanhas, gergelim) e misturar. E colocava no almoço azeite de oliva e, na janta, óleo de linhaça.
Pelo que eu já estudei do assunto, esse é o melhor jeito de introduzir a alimentação dos bebês.
Outro ponto importante é oferecer água sempre, o dia todo, várias vezes.
Os bebês nascem e mamam.
E tudo o que a gente precisa fazer é dar o peito.
Fácil, de graça, rápido, prático.
Mas logo eles crescem.... E chega a hora da papinha.
E agora, que tal falarmos mais dela?
Uma médica homeopata que tratou minhas crianças por muito tempo dizia que a hora ideal para começar a complementar a amamentação com a papinha era quando o bebê ficava sentado sozinho. Segundo ela, nessa hora o sistema digestivo do bebê está pronto para começar a comer.
Mas existem muitas outras teorias, e cada um precisa escolher a que melhor se encaixa na sua vida.
Na macrobiótica, introduz a papinha quando nasce o primeiro dente.
Para a medicina alopática comum, com 4, 5 ou 6 meses é o tempo ideal.
O meu jeito é o mais simples: quando o bebê pede a comida, eu dou. Se ele não quer comer um dia, não come. Se quer no outro, come. Minha Melissa começou a comer com 4 meses e meio. O João, com 8 meses e meio. E o Zé, com 7 meses. Todos são saudáveis. O João é o mais difícil pra comer, mas não chega a dar problemas.
Eu li bastante, pesquisei e introduzi a alimentação do modo que eu acho melhor.
A papinha que eu dei para os dois últimos era um purê. De alguma coisa. Só UM legume. Um.
Cada dia, um purê diferente. Com um fiozinho de azeite e uma pitadinha de nada de sal. Muito pouco, mesmo.
Duas semanas depois, começava a colocar uma raiz (batata, beterraba, rabanete, cenoura, mandioca, batata doce, nabo), uma flor ou folha (couve flor, brócolis, couve manteiga, espinafre, acelga, enfim, qualquer coisa assim) e um fruto (tomate, abóbora, abobrinha, chuchu, pepino, quiabo).
Cortava tudo em cubinhos, colocava pra cozinhar no vapor. Separava em porções e congelava. Dava pra ter papinha pro mês todo, variando bem. Na hora de servir, amassava no garfo, um fio de azeite e uma pitadinha de sal.
Quando essa alimentação estivesse estabelecida, começava a dar fruta no café da manhã. Dependendo da aceitação, dava de tarde, também. Sempre dei de tudo: desde banana à kiwi.
E mais um tempinho (quando o bebê já estivesse comendo bem) e colocava uma leguminosa (feijão, ervilha, lentilha) e um cereal (milho, arroz, aveia). Amassava tudo e dava com azeite e sal.
Mas nunca fiz feijão separado. Era o feijão temperado, o arroz integral de todo mundo. Também colocava um pouquinho da carne.
Seguindo essa regra geral, a alimentação sempre foi boa. Quando decidimos pelo vegetarianismo, comecei a processar oleaginosas (nozes, castanhas, gergelim) e misturar. E colocava no almoço azeite de oliva e, na janta, óleo de linhaça.
Pelo que eu já estudei do assunto, esse é o melhor jeito de introduzir a alimentação dos bebês.
Outro ponto importante é oferecer água sempre, o dia todo, várias vezes.
Assinar:
Postagens (Atom)