14 de janeiro de 2012
Estudo diz que leite materno é a melhor opção
Bebês alimentados com mamadeiras podem parecer mais calmos, mas pesquisas sugerem que eles podem estar supernutridos.
Um estudo realizado por especialistas do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha indica que mães devem continuar a amamentar seus bebês no peito, apesar de eles ficarem mais chorões do que os alimentados com mamadeira.
Segundo os médicos, é preciso deixar mais claro às novas mães que a irritação dos bebês alimentados dessa forma é algo normal.
"Bebês alimentados com mamadeiras podem parecer mais calmos, mas as pesquisas sugerem que estas crianças podem estar supernutridas e ganhar peso mais rapidamente", disse Ken Ong, que liderou a pesquisa.
"Nossas descobertas são essencialmente parecidas com (outras descobertas em) outras fases da vida, de que a comida é reconfortante", acrescentou.
Insatisfeitos
O motivo mais comum alegado pelas mães que param de amamentar seus filhos é que o bebê não fica satisfeito apenas com o leite materno.
De acordo com os cientistas do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha, isto reflete uma percepção de que a irritação do bebê é algo negativo.
Mas eles acrescentam que esta irritação é normal, é apenas a forma de o bebê comunicar suas necessidades à mãe e não deve ser motivo de preocupação.
No estudo, os pesquisadores britânicos pediram que mais de 300 mães falassem sobre o temperamento de seus bebês e declarassem também se eles eram alimentados com leite materno ou ou outro tipo de leite.
No total, 137 crianças eram alimentas exclusivamente com leite materno, 88 eram alimentadas apenas com outro tipo de leite e 91 eram alimentadas das duas formas.
Os bebês que eram amamentados foram classificados pelas mães como tendo um 'temperamento mais desafiador' e tendência a chorar mais.
Fonte: G1
27 de novembro de 2011
Porque não devemos dar água ao bebê que é amamentado exclusivamente?
Dar água para um bebê que tem menos de seis meses é desnecessário e pode até mesmo ser perigoso!
Crianças que são amamentadas, freqüentemente, recebem grande quantidade de água através do leite materno.
Aproximadamente 90% do leite materno é formado por água!
O risco de infecções nos bebês é muito aumentado se ele recebe água. O risco de introduzir bactérias e outros patógenos é tremendamente aumentado com o uso da água (ou qualquer outra coisa além do leite materno) nesse período.
A contaminação pode vir pela própria água ou dos utensílios usados para dar água ao bebê (chuquinhas, mamadeiras, copos etc.).
Crianças que não são exclusivamente amamentadas tem maiores taxas de diarréia e outras doenças que crianças exclusivamente amamentadas. Apenas a água encontrada no leite materno é pura o suficiente para os bebês pequenos.
Se tomar água, o bebê será menos nutrido do que deveria.
Leite materno contém agentes anti-bactérianos e anti-virais, que agem como uma primeira imunização do bebê. Se a água substitui o leite materno em alguns momentos, a criança não vai receber o máximo de proteção que iria se fosse apenas amamentado. A produção do leite materno pode diminuir.
O suprimento do leite materno depende principalmente da demanda do bebê. Se o bebê está recebendo água e sugando menos, a mãe vai produzir menos leite.
Dar água ameaça a proteção contraceptiva da amamentação. A criança que bebe água sente-se mais "cheia" e conseqüentemente vai sugar menos. A mamada freqüente é necessária para uma efetiva proteção contraceptiva, portanto a mãe não estará protegida de uma outra gravidez pelo mesmo tempo que estaria se ela não desse a água ao bebê.
Wellstart International - USA (Expanded Promotion of Breastfeeding Program)
Crianças que são amamentadas, freqüentemente, recebem grande quantidade de água através do leite materno.
Aproximadamente 90% do leite materno é formado por água!
O risco de infecções nos bebês é muito aumentado se ele recebe água. O risco de introduzir bactérias e outros patógenos é tremendamente aumentado com o uso da água (ou qualquer outra coisa além do leite materno) nesse período.
A contaminação pode vir pela própria água ou dos utensílios usados para dar água ao bebê (chuquinhas, mamadeiras, copos etc.).
Crianças que não são exclusivamente amamentadas tem maiores taxas de diarréia e outras doenças que crianças exclusivamente amamentadas. Apenas a água encontrada no leite materno é pura o suficiente para os bebês pequenos.
Se tomar água, o bebê será menos nutrido do que deveria.
Leite materno contém agentes anti-bactérianos e anti-virais, que agem como uma primeira imunização do bebê. Se a água substitui o leite materno em alguns momentos, a criança não vai receber o máximo de proteção que iria se fosse apenas amamentado. A produção do leite materno pode diminuir.
O suprimento do leite materno depende principalmente da demanda do bebê. Se o bebê está recebendo água e sugando menos, a mãe vai produzir menos leite.
Dar água ameaça a proteção contraceptiva da amamentação. A criança que bebe água sente-se mais "cheia" e conseqüentemente vai sugar menos. A mamada freqüente é necessária para uma efetiva proteção contraceptiva, portanto a mãe não estará protegida de uma outra gravidez pelo mesmo tempo que estaria se ela não desse a água ao bebê.
Wellstart International - USA (Expanded Promotion of Breastfeeding Program)
18 de novembro de 2011
O que anseia com essa ansiedade toda?
Recebo a noticia que estou gravida. Eeehhhhhh!!
Mil planos, pensamentos a mil por hora.
Quando vou deixar de trabalhar?
Será que seu eu continuar trabalhando vai fazer mal ao bebe?
Tenho uma leve tontura, será que vou comecar a passar mal todo dia, serão os famosos enjoos de gravidez?
No proximo exame será que saberei o sexo do bebe?
Qual nome colocar?
Ai que vontade de comprar coisas pro bebê...
Vou começar a pesquisar na internet sites de compras!
Quando temos o enxoval pronto, lavamos, passamos e revisamos as mesmas peças umas mil vezes até o nascimento.
Não ousamos dizer em voz alta, mas pensamos algumas vezes: Será que meu bebe é perfeito e saudável? Não seria bom fazer exames mais sofisticados para ter certeza?
Quando minha barriga vai começar a aparecer? Estou doida pra usar aquela jardineira de gravida que comprei mês passado!
Porque demora tanto pra esse bebe se mexer? Será normal?
E o parto... ai meu Deus... não quero nem pensar em como sera a dor do parto!
A bolsa estoura... será que tenho que correr pro hospital? E se o bebe ficar no "seco"?
Se a dor não vem até uma semana antes da data prevista: ai, ai... não tenho contração, aposto que o medico vai querer marcar cesaria.
Se o bebê demora pra nascer: Meu Deus!!! Isso vai dar mer****. Já estou muitas horas nesse hospital...
Depois que nasce: não tenho leite. Meu bebe chora por que esta com fome, acho que vou dar uma mamadeira com um leitinho! Meu bebê esta desde ontem sem leite de peito!
Quando chegam em casa: Será que tenho que ficar ate quando de resguardo? Não vejo a hora de levar o bebe pra conhecer o mundo la fora! E poder utilizar todos os equipamentos que compramos e ganhamos!
E quando sera que posso dar uma agua, um chazinho? Não vejo a hora de dar papinha!
Será que começa a engatinhar quando? Ele já está tão firme! E andar sozinho? E a falar?Acho que o filho da fulana já está falando...
No proximo verão vou desfraldar!
Tenho certeza que toda mãe ja fez alguma coisa parecida ou até mesmo todas as coisas acima citadas!
Claro também que NUNCA é de proposito, sempre queremos e buscamos o bem para o nosso filho, mas pressa demais, ansiedade demais não faz bem minha gente! Principalmente para a crianca!
Eu confesso que ja fiz algumas das coisas citadas acima, sou ansiosa por natureza. Cresci no meio de pessoas ansiosas. Vim ao Japão quando era bem novinha e tem um pais no mundo mais apressado que esse?
Eu fumava por ansiedade (parei desde a gravidez), como por ansiedade, e, as vezes me pego apressando meu filho de apenas 3 anos!
- Anda mais rapido! Caramba! Como demora pra calçar esse tênis!
Gente, quando me dei conta, me senti horrível! Um abominável monstro do relógio!
Porque temos essa mania de ter pressa pra fazer as coisas? Isso pra uma criança deve ser terrível!
E se eu continuar assim ele sera igual a mim! Um ansioso por natureza!
Claro que tampouco quero que seja "lerdo", lento pra fazer as coisas, pelo contrario, quero que ele seja um adulto decidido. Mas sem pressa, sem pressão.
Depois que reparei isso em mim, comecei a olhar as outras mães a minha volta e percebi que todas fazem o mesmo!
Descobri que ansiedade pode ser o pior inimigo no parto. Ela te cega, te deprimi e te deixa burra.
Uma mulher ansiosa demais na hora do parto não vai conseguir raciocinar direito. Vai ficar mais vulnerável. Vai ser a primeira a desistir, porque não terá paciencia pra esperar nada. E depois na criação do bebe, essa mesma mulher ansiosa vai prejudica-lo pulando etapas que poderiam ser vividas com mais calma, pressionando indiretamente o filho, desmamando precocemente, dando papinha antes mesmo de ter dentes, causando traumas no desfralde, e mais um monte de coisas que agora nem me lembro...
Por isso mamães, vamos refletir mais sobre isso!
Ainda não descobri algo pra curar a minha ansiedade, mas tenho certeza que identificar o erro e assumir que tenho esse defeito é sinal que estou no caminho certo. Estou me policiando mais, cuidando para não interferir no "timing" do meu filhote.
Graças a Deus percebi a tempo e consegui deixa-lo desmamar e desfraldar sozinho, não interferi em nada.
Acreditem, eles sabem quando é hora de fazer as coisas. Só temos que dar essa oportunidade a eles!
Beijos meninas!
Mil planos, pensamentos a mil por hora.
Quando vou deixar de trabalhar?
Será que seu eu continuar trabalhando vai fazer mal ao bebe?
Tenho uma leve tontura, será que vou comecar a passar mal todo dia, serão os famosos enjoos de gravidez?
No proximo exame será que saberei o sexo do bebe?
Qual nome colocar?
Ai que vontade de comprar coisas pro bebê...
Vou começar a pesquisar na internet sites de compras!
Quando temos o enxoval pronto, lavamos, passamos e revisamos as mesmas peças umas mil vezes até o nascimento.
Não ousamos dizer em voz alta, mas pensamos algumas vezes: Será que meu bebe é perfeito e saudável? Não seria bom fazer exames mais sofisticados para ter certeza?
Quando minha barriga vai começar a aparecer? Estou doida pra usar aquela jardineira de gravida que comprei mês passado!
Porque demora tanto pra esse bebe se mexer? Será normal?
E o parto... ai meu Deus... não quero nem pensar em como sera a dor do parto!
A bolsa estoura... será que tenho que correr pro hospital? E se o bebe ficar no "seco"?
Se a dor não vem até uma semana antes da data prevista: ai, ai... não tenho contração, aposto que o medico vai querer marcar cesaria.
Se o bebê demora pra nascer: Meu Deus!!! Isso vai dar mer****. Já estou muitas horas nesse hospital...
Depois que nasce: não tenho leite. Meu bebe chora por que esta com fome, acho que vou dar uma mamadeira com um leitinho! Meu bebê esta desde ontem sem leite de peito!
Quando chegam em casa: Será que tenho que ficar ate quando de resguardo? Não vejo a hora de levar o bebe pra conhecer o mundo la fora! E poder utilizar todos os equipamentos que compramos e ganhamos!
E quando sera que posso dar uma agua, um chazinho? Não vejo a hora de dar papinha!
Será que começa a engatinhar quando? Ele já está tão firme! E andar sozinho? E a falar?Acho que o filho da fulana já está falando...
No proximo verão vou desfraldar!
Tenho certeza que toda mãe ja fez alguma coisa parecida ou até mesmo todas as coisas acima citadas!
Claro também que NUNCA é de proposito, sempre queremos e buscamos o bem para o nosso filho, mas pressa demais, ansiedade demais não faz bem minha gente! Principalmente para a crianca!
Eu confesso que ja fiz algumas das coisas citadas acima, sou ansiosa por natureza. Cresci no meio de pessoas ansiosas. Vim ao Japão quando era bem novinha e tem um pais no mundo mais apressado que esse?
Eu fumava por ansiedade (parei desde a gravidez), como por ansiedade, e, as vezes me pego apressando meu filho de apenas 3 anos!
- Anda mais rapido! Caramba! Como demora pra calçar esse tênis!
Gente, quando me dei conta, me senti horrível! Um abominável monstro do relógio!
Porque temos essa mania de ter pressa pra fazer as coisas? Isso pra uma criança deve ser terrível!
E se eu continuar assim ele sera igual a mim! Um ansioso por natureza!
Claro que tampouco quero que seja "lerdo", lento pra fazer as coisas, pelo contrario, quero que ele seja um adulto decidido. Mas sem pressa, sem pressão.
Depois que reparei isso em mim, comecei a olhar as outras mães a minha volta e percebi que todas fazem o mesmo!
Descobri que ansiedade pode ser o pior inimigo no parto. Ela te cega, te deprimi e te deixa burra.
Uma mulher ansiosa demais na hora do parto não vai conseguir raciocinar direito. Vai ficar mais vulnerável. Vai ser a primeira a desistir, porque não terá paciencia pra esperar nada. E depois na criação do bebe, essa mesma mulher ansiosa vai prejudica-lo pulando etapas que poderiam ser vividas com mais calma, pressionando indiretamente o filho, desmamando precocemente, dando papinha antes mesmo de ter dentes, causando traumas no desfralde, e mais um monte de coisas que agora nem me lembro...
Por isso mamães, vamos refletir mais sobre isso!
Ainda não descobri algo pra curar a minha ansiedade, mas tenho certeza que identificar o erro e assumir que tenho esse defeito é sinal que estou no caminho certo. Estou me policiando mais, cuidando para não interferir no "timing" do meu filhote.
Graças a Deus percebi a tempo e consegui deixa-lo desmamar e desfraldar sozinho, não interferi em nada.
Acreditem, eles sabem quando é hora de fazer as coisas. Só temos que dar essa oportunidade a eles!
Beijos meninas!
4 de outubro de 2011
Materna de apoio no Japão
Ola a todas as mamães e futuras mamães!
Meu nome é Kelly Yamada e moro em Kanagawa.
Tenho um filho de 2 anos e 9 meses que nasceu num lindo parto humanizado num hospital aqui em Atsugi, onde moro.
Conheci a Rosana Oshiro somente virtualmente, mas sinto como se a conhecesse há anos!
Ela me ajudou muito com dicas sobre a maternidade e é uma pessoa que admiro muito pela coragem e por se doar tanto em prol da humanização do parto.
No inicio do ano ela me convidou para participar do blog, mas naquela epoca ainda não sentia muita segurança para escrever aqui. Agora senti essa necessidade de compartilhar e de poder ajudar outras mulheres a terem um parto mais humano, mais ativo e consciente.
Uma amiga que está gravida comentou comigo que o blog tem ajudado bastante e por coincidencia ela não sabia que eu sempre estive por aqui, desde o inicio acompanhando e participando de todas as postagens da Rosana e da Thais. Foi isso que me empurrou a escrever aqui.
Com a ida da Ro para o Brasil e da Thais para Nova Zelandia, vi que faltava alguém por aqui para dar uma mãozinha. =)
Estou fazendo um curso de doula que terminarei em Dezembro e tambem acompanho as gestantes que precisam de interprete no Shonan Atsugi Hospital, daqui de Atsugi.
Em breve pretendo atuar como doula e interprete neste mesmo hospital e em outros onde trabalham com parto humanizado.
Portanto, mães do Japão, qualquer coisa podem perguntar que terei o enorme prazer em ajudar!
Deixarei aqui meu e-mail para contato, caso for alguma duvida relacionado ao Japão: yamadakelly@hotmail.co.jp ou deixem comentários nos posts.
Beijos!
Meu nome é Kelly Yamada e moro em Kanagawa.
Tenho um filho de 2 anos e 9 meses que nasceu num lindo parto humanizado num hospital aqui em Atsugi, onde moro.
Conheci a Rosana Oshiro somente virtualmente, mas sinto como se a conhecesse há anos!
Ela me ajudou muito com dicas sobre a maternidade e é uma pessoa que admiro muito pela coragem e por se doar tanto em prol da humanização do parto.
No inicio do ano ela me convidou para participar do blog, mas naquela epoca ainda não sentia muita segurança para escrever aqui. Agora senti essa necessidade de compartilhar e de poder ajudar outras mulheres a terem um parto mais humano, mais ativo e consciente.
Uma amiga que está gravida comentou comigo que o blog tem ajudado bastante e por coincidencia ela não sabia que eu sempre estive por aqui, desde o inicio acompanhando e participando de todas as postagens da Rosana e da Thais. Foi isso que me empurrou a escrever aqui.
Com a ida da Ro para o Brasil e da Thais para Nova Zelandia, vi que faltava alguém por aqui para dar uma mãozinha. =)
Estou fazendo um curso de doula que terminarei em Dezembro e tambem acompanho as gestantes que precisam de interprete no Shonan Atsugi Hospital, daqui de Atsugi.
Em breve pretendo atuar como doula e interprete neste mesmo hospital e em outros onde trabalham com parto humanizado.
Portanto, mães do Japão, qualquer coisa podem perguntar que terei o enorme prazer em ajudar!
Deixarei aqui meu e-mail para contato, caso for alguma duvida relacionado ao Japão: yamadakelly@hotmail.co.jp ou deixem comentários nos posts.
Beijos!
10 de setembro de 2011
Saudades do Japão...
Faz teeempo que não venho aqui.
Tenho recebido muitas perguntas atraves da guia de contato e respondido todas na medida do possível.
Após o tsunami que aconteceu em 11 de março no Japão, minha vida passou por um tsunami de emoções e mudanças aconteceram sem que eu esperasse.
Vim com minha familia para o Brasil em 19 de abril, graças a ajuda de pessoas maravilhosas que se dispuseram a nos ajudar e estamos batalhando para alcançar uma fatia do mercado de fotografia.
As coisas estão caminhando e quero agora voltar a fazer esse trabalho tão gostoso que é blogar sobre minhas vivencias maternas para ajudar mães que precisem de algum apoio ou que tenham alguma duvida.
Vou começar também a atender como doula voluntária a partir de novembro e se alguem em São Paulo precisar de apoio para o parto natural ou amamentação, pode me contatar para ajudar ok?
A grande novidade é que minha querida e lindissima companheira de blog Thais Sato está gravida do quarto bebê e morando na Nova Zelandia, portanto quem sabe agora ela se inspire para vir falar de gravidez e novidades de lá para o parto natural né? huahuahuahuahua
Por ora, muitas saudades do Japão e de pessoas queridas que ficaram por lá e muita vontade de voltar a participar mais ativamente desse espaço para ajudar quem precisar.
Me escrevam, me liguem, me adicionem nas redes sociais e vamos voltar a trocar figurinhas ok?
beijo
Rosana Oshiro
11-4746-1628
http://www.facebook.com/#!/rosana.oshiro
Tenho recebido muitas perguntas atraves da guia de contato e respondido todas na medida do possível.
Após o tsunami que aconteceu em 11 de março no Japão, minha vida passou por um tsunami de emoções e mudanças aconteceram sem que eu esperasse.
Vim com minha familia para o Brasil em 19 de abril, graças a ajuda de pessoas maravilhosas que se dispuseram a nos ajudar e estamos batalhando para alcançar uma fatia do mercado de fotografia.
As coisas estão caminhando e quero agora voltar a fazer esse trabalho tão gostoso que é blogar sobre minhas vivencias maternas para ajudar mães que precisem de algum apoio ou que tenham alguma duvida.
Vou começar também a atender como doula voluntária a partir de novembro e se alguem em São Paulo precisar de apoio para o parto natural ou amamentação, pode me contatar para ajudar ok?
A grande novidade é que minha querida e lindissima companheira de blog Thais Sato está gravida do quarto bebê e morando na Nova Zelandia, portanto quem sabe agora ela se inspire para vir falar de gravidez e novidades de lá para o parto natural né? huahuahuahuahua
Por ora, muitas saudades do Japão e de pessoas queridas que ficaram por lá e muita vontade de voltar a participar mais ativamente desse espaço para ajudar quem precisar.
Me escrevam, me liguem, me adicionem nas redes sociais e vamos voltar a trocar figurinhas ok?
beijo
Rosana Oshiro
11-4746-1628
http://www.facebook.com/#!/rosana.oshiro
30 de março de 2011
Salvem a Obstetrícia! Assinem a petição!!!
Meu nome é Ana Cristina Duarte. Coordeno no GAMA - Grupo de Apoio à
Quando decidi me dedicar ao atendimento de mães e bebês, já casada, dois
filhos, vida estabilizada, eu poderia ter trilhado qualquer caminho que
quisesse, qualquer carreira. Mas eu esperei por alguns anos, perseguindo
a Profª Dulce Gualda em todos os eventos de Humanização para saber
quando sairia o prometido curso de obstetrícia da USP. No tempo em que
esperei o curso sair, eu poderia já ter completado um curso de
enfermagem! Mais dois semestres e algumas horas de estágio, eu já
poderia ser enfermeira obstetra. Mas não era o meu sonho. Eu não me via
como enfermeira, eu não queria estudar doenças, hospitais, cuidado com
idosos, crianças, UTI, procedimentos, cardiologia, oncologia,
sistematização do processo de cuidar, antes de me dedicar à minha paixão.
Eu queria estudar a mulher, seus processos, a gravidez, seus partos,
seus bebês. Eu queria reinventar o cuidado na gravidez, parto e
pós-parto. Eu queria pensar em como cuidar da mesma mulher desde o
resultado do exame de gravidez, até ela estar amamentando seu bebê. Eu
queria estar com ela desde o início, até o fim do processo. Com a mesma
mulher, na sua família, na sua casa, no seu contexto social, emocional,
afetivo. Eu me via assim, parteira. Eu não me via assim, antes
enfermeira, depois especialista. Questão de identidade pessoal com uma
carreira que já existe internacionalmente e já existiu no Brasil!
Quando o curso saiu para o vestibular de 2005, eu devo ter sido a
primeira a me inscrever! Foram quatro anos de dedicação. Quatro anos
estudando tudo o que se refere à mulher, nesta fase da vida. Tínhamos na
ponta da língua tudo o que era normal e o que era anormal. Normal na
média, normal fora da média, anormal. Exames, diagnósticos, sintomas.
Equipe multidisciplinar, UBS, alto risco, baixo risco. Fisiologia,
anatomia, nutrição, sociologia, psicologia. Mecanismos do parto,
manobras, posições, apresentações, distocias, eutocia. Intervenções,
estatísticas, saúde pública e privada. Filmes de parto entre técnicas de
esterilização. Parto na água entre elaborações de escala.
Sacolejando em trens ou parados na Marginal Tietê ao final de um dia
cansativo, nós sobrevivemos a quatro anos de intenso treinamento focado
na assistência humanizada, segura e baseada em evidências no ciclo da
gravidez, parto e puerpério.
Foram quatro intensos e difíceis semestres de estágio, porque ainda não
existem campos de estágio onde a mulher seja vista e tratada como nós,
alunos, havíamos aprendido na escola. Mas ainda assim pudemos atender
muitos partos, consultas de pré natal, consultas de pós parto, em
ambulatório e domicílio. Massagem nas costas e partograma, palavras de
incentivo, acocorar no banheiro, abraçar, controlar a dinâmica e o
gotejamento (desse não pudemos escapar). Proteção do períneo,
clampeamento tardio (quando conseguíamos), contato pele-a-pele (quando
transgredíamos).
Tivemos um excelente curso, que certamente poderia ser melhor (tudo pode
ser sempre melhor) e que desde então vem sendo melhorado ano a ano, com
novas disciplinas, reestruturação da grade, adaptação a exigências.
Formamo-nos obstetrizes competentes e sedentos por trabalhar na
assistência. Não queremos ser enfermeiros, nem médicos, nem psicólogos.
Queremos trabalhar na assistência à saúde da mulher durante a gravidez,
parto e puerpério. Apenas obstetrizes, como existem em todo o mundo sob
os curiosos nomes de sage-femme, midwife, matrona, partera, hebamme,
ostetrica, obstetrix, llevadora. Não estamos reinventando a roda e não
negamos a importância de todas as outras profissões que existem.
Quero apenas continuar fazendo o que amo: assistência dentro de equipe
multidisciplinar, com parceiros obstetras, psicólogos, enfermeiros,
fisioterapeutas, doulas, educadoras, pediatras e muitos outros. Quero
continuar parceira respeitosa e privilegiada desses maravilhosos médicos
e enfermeiras obstetras que têm nos dado os braços nessa longa jornada
pela melhoria da assistência à saúde no Brasil. Mas não quero ser
enfermeira nem médica. Eu sou obstetriz.
Neste momento o primeiro e único (por enquanto) curso de formação de
obstetrizes do país está sob ameaça. A USP pretende encerrar as vagas
para a carreira já no próximo ano. A justificativa é que o COFEN
(Conselho Federal de Enfermeiros) não nos reconhece como enfermeiros
(que não queremos ser), bem como não mais reconhece a profissão
obstetriz, apesar dela ser mais antiga que a enfermagem obstétrica. A
proposta oficial da USP é "Fundir o curso de obstetrícia com a
enfermagem", ou seja, aumentar um pouco o número de vagas para
Enfermagem no vestibular e extinguir de vez a Obstetrícia.
Esse é o começo do fim. Sem vagas, sem alunos. Sem alunos, sem curso.
Sem curso, sem carreira. Sem carreira, sem obstetrizes. Mesmo as que
existem serão como solitárias andorinhas voando sem um bando. Sem fazer
verão. Sem mudanças no cenário. Continuaremos como era antes, o que não
era nada bom. Para impedir que isso aconteça, é necessária muita pressão
da sociedade e é isso que estamos tentando fazer. Para isso peço sua
ajuda neste momento.
Assinando nossa petição, manifestando nela a sua opinião, vamos
mostrando que o curso não é uma manifestação de 250 alunos e 150
obstetrizes formados. Não estamos falando mais de um vestibular, nem de
alguns formados a procurarem uma nova carreira. Assinando e manifestando
repulsa a essa amputação proposta pela USP, mostramos que o curso e seu
ideário são uma manifestação da sociedade por um mundo melhor, por uma
forma diferente e justa de se gestar, nascer, dar à luz e amamentar seus
filhos, que seja acessível a todas as mulheres. A obstetrícia não diz
respeito a obstetrizes, enfermeiros, médicos, USP, CFM ou COFEN. A
obstetrícia diz respeito à vida de todos e ao futuro dos nossos filhos.
Para assinar nossa petição: clique em
Basta nome e RG, mas você também pode deixar uma mensagem de apoio.
Não precisa preencher os outros dados.
Não precisa preencher os outros dados.
Vídeo da Manifestação de apoio ao curso de obstetrícia da USP:
Reportagem da Globo:
Reportagem no blog da fotógrafa Bia Fioretti:
Grupo de Apoio no Facebook:
Blog Obstetrizes Já:
Grata pela colaboração! E assine a petição, clicando aqui:
Ana Cristina Duarte
Obstetriz
GAMA
18 de março de 2011
Como você gostaria que seu filho nascesse?
Esse video contém cenas fortes, mas não é um video sensacionalista, é a realidade mais pura e clara.
Eu tive duas cesareas das quais me arrependo amargamente até hoje porque foram totalmente desnecessárias e porque não me permitiram estar com meus filhos logo após o nascimento, além dos procedimentos desnecessários. =(
Vale assistir e decidir: o que realmente você quer para seu parto e seu bebê?
Eu tive duas cesareas das quais me arrependo amargamente até hoje porque foram totalmente desnecessárias e porque não me permitiram estar com meus filhos logo após o nascimento, além dos procedimentos desnecessários. =(
Vale assistir e decidir: o que realmente você quer para seu parto e seu bebê?
16 de março de 2011
Riscos: culpa de quem?
Sempre ouço de quem não aceita o parto domiciliar que os riscos não valem a pena.
E eu sempre pergunto: que riscos?
Ninguém sabe. A resposta é sempre única, a mesma, sempre: de dar alguma coisa errada e não dar tempo de ir ao hospital.
Pode ser a pessoa mais informada do mundo que, quando decide não querer um parto domiciliar, sempre bota a culpa em quem? Nos riscos absurdos de um parto em casa.
Agora, parto natural é parto natural, certo? Seja em casa, seja na clínica, seja no hospital, seja no meio da rua, no ônibus. Os riscos são os mesmos, certo? É o mesmo parto.
Em hospital, o risco de uma infecção hospitalar é maior que em casa. Em muios hospitais, você não pode andar, sentar, gritar, mudar de posição. Também é maior a chance de você ter alguma intervenção, que sempre leva a outra, e a outra..... E muitas vezes, acaba em cesárea por um bebê em sofrimento, uma mãe que não aguenta mais sofrer (porque um parto cheio de intervenções é sofrido).
Mas se acontecer alguma coisa, você já está no hospital, certo?
Em um parto natural, a mulher sabe quando tem alguma coisa errada. Simplesmente sabe. A gente sente. Não precisa ficar deitada pra ver batimentos fetais. Não precisa de exame de toque a cada hora. Não precisa de sorinho.
O corpo sempre dá sinais de que tem alguma coisa errada ANTES da coisa realmente acontecer. Dá tempo de sair de casa e ir ao hospital.
Claro, ocorrem fatalidades.
Mas fatalidades que acontecem em casa e no hospital. Tanto em casa, quanto em hospital. Tanto em partos naturais quanto em cesáreas.
Quando acontece alguma coisa em um parto domiciliar, essa coisa aconteceria em qualquer outro lugar. Na grande maioria das vezes.
A grande diferença é quem assume a "culpa". No hospital, é culpa do médico, do hospital, da equipe, da limpeza, do que quer que seja. Em casa, quem assume? Os pais.
Por isso, quando a gente opta por um parto domiciliar (assistido ou unassited), a gente precisa ter certeza de que esse é o melhor caminho. Não é para qualquer pessoa (só gestantes de baixo risco). É para quem quer, quem sabe que é o melhor.
E eu sempre pergunto: que riscos?
Ninguém sabe. A resposta é sempre única, a mesma, sempre: de dar alguma coisa errada e não dar tempo de ir ao hospital.
Pode ser a pessoa mais informada do mundo que, quando decide não querer um parto domiciliar, sempre bota a culpa em quem? Nos riscos absurdos de um parto em casa.
Agora, parto natural é parto natural, certo? Seja em casa, seja na clínica, seja no hospital, seja no meio da rua, no ônibus. Os riscos são os mesmos, certo? É o mesmo parto.
Em hospital, o risco de uma infecção hospitalar é maior que em casa. Em muios hospitais, você não pode andar, sentar, gritar, mudar de posição. Também é maior a chance de você ter alguma intervenção, que sempre leva a outra, e a outra..... E muitas vezes, acaba em cesárea por um bebê em sofrimento, uma mãe que não aguenta mais sofrer (porque um parto cheio de intervenções é sofrido).
Mas se acontecer alguma coisa, você já está no hospital, certo?
Em um parto natural, a mulher sabe quando tem alguma coisa errada. Simplesmente sabe. A gente sente. Não precisa ficar deitada pra ver batimentos fetais. Não precisa de exame de toque a cada hora. Não precisa de sorinho.
O corpo sempre dá sinais de que tem alguma coisa errada ANTES da coisa realmente acontecer. Dá tempo de sair de casa e ir ao hospital.
Claro, ocorrem fatalidades.
Mas fatalidades que acontecem em casa e no hospital. Tanto em casa, quanto em hospital. Tanto em partos naturais quanto em cesáreas.
Quando acontece alguma coisa em um parto domiciliar, essa coisa aconteceria em qualquer outro lugar. Na grande maioria das vezes.
A grande diferença é quem assume a "culpa". No hospital, é culpa do médico, do hospital, da equipe, da limpeza, do que quer que seja. Em casa, quem assume? Os pais.
Por isso, quando a gente opta por um parto domiciliar (assistido ou unassited), a gente precisa ter certeza de que esse é o melhor caminho. Não é para qualquer pessoa (só gestantes de baixo risco). É para quem quer, quem sabe que é o melhor.
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