23 de janeiro de 2012

O que leva a mulher a perder seu bebê?


É uma das perguntas que mulheres em todo mundo fazem quando perdem seus bebês ainda no ventre.

Em geral, elas pensam que a culpa é sua, ou foi castigo de Deus por algum pecado cometido ou porque elas não obedeceram alguma recomendação medica. Balela!

Bebês saudáveis são gerados e chegam a termo sem maiores complicações.

Os abortos de primeiro trimestre geralmente acontecem porque o embrião é inviável ou porque não há embrião dentro do ovo, só saco vitelínico cheio de hormônio.

Pode ser que a mulher tenha problemas, como trombofilia, e daí tem um tratamento específico deve ser feito.

Pode ser por infecção urinária, ou por implantação inadequada da placenta.

E pode ser que o útero seja muito fino ou tenha doenças como sinéquias e miomas.

No segundo trimestre pode ser por malformação fetal ou por infecção urinária ou por trombofilia, são os casos mais comuns, mas os abortos de segundo trimestre são bem mais raros.

No terceiro trimestre as perdas são raríssimas, e pode ser por acidente do cordão umbilical, ou anóxia, ou problemas cardíacos fetais, trauma, infecção urinária. E já não é chamado de aborto, é chamado de parto prematuro.

A infecção urinária é uma das maiores causas de aborto no segundo trimestre de gestação. Por causa da infecção urinaria o corpo pode vir a expulsar o bebê para poder curar o corpo da mãe, por isso é importante trata-la o quanto antes para que não venha causar problemas na gestação.

É importante lembrar que descanso e remedios para segurar o bebê não resolvem nada quando o feto é inviável, a maioria dos medicos só faz isso para não serem acusados de negligencia e tambem porque a industria farmaceutica lucra com a venda de medicamentos.

Quando uma mulher tem um bebe que não será saudável, a natureza se encarrega de descarta-lo e não há remedio nenhum que possa reverter isso, infelizmente.

Portanto sigamos nossas vidas cada dia mais conectadas com nossa natureza feminina e confiantes em nossos corpos.

Eu acredito que corpos saudáveis e livres de drogas geram bebes saudáveis e livre de doenças.


19 de janeiro de 2012

Entrevista sobre o livro "Parto com amor"


Em entrevista, autora de “Parto com Amor” conta como escreveu e viveu as histórias retratadas no livro e comenta o que espera com a obra
A jornalista Luciana Benatti e o fotógrafo Marcelo Min esperavam o primeiro filho do casal quando, em meio às dúvidas de toda mulher grávida, o médico disse a seguinte frase: “Por que você está tão preocupada com o parto? Cuide das roupinhas, do enxoval e da decoração do quarto e deixe que do parto cuido eu”. Faltava menos de um mês para o nascimento do bebê. Mesmo assim, o casal não voltou mais àquele consultório. As perguntas que tanto incomodaram o médico foram direcionadas a outro profissional. Ele respondeu todas elas e ainda indicou livros e filmes para ajudar o casal a se preparar: Luciana queria um parto normal.
Apesar do nome, o parto normal não é o mais executado no país. Mesmo com a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a taxa de cesáreas não ultrapassar 15% dos nascimentos, o índice brasileiro beira os 50% (de acordo com a série Lancet Brasil, do jornal médico “Lancet”, um dos mais conceituados do mundo). Mas por que, exatamente, esse número é tão alto? As mulheres não querem mais partos normais e preferem um nascimento com dia e hora marcados?

Foto: Marcelo Min
Luciana na hora do parto: autora também passou pela experiência e incluiu sua história no livro
Luciana não acredita nisso. Seu argumento veio no livro “Parto com Amor” (Panda Books), com histórias de nove mulheres – incluindo a dela própria – que conseguiram realizar o sonho do parto de acordo com suas expectativas e sem agressões verbais. “A mulher pode aguentar a dor do parto mesmo sem ser atleta ou ter um superpreparo físico. O que ela não aguenta é a humilhação”, comenta a autora, lembrando de uma frase revelada em pesquisa recente como comum nas mesas de parto: “na hora de fazer você não gritou, por que está gritando agora?”.
A jornalista falou ao Delas sobre o livro, a experiência de ser mãe, de traduzir histórias de vida e a vontade de que mais mulheres possam realizar seus sonhos.
iG: Como surgiu a ideia de traduzir a experiência do parto de outras mulheres?
Luciana Benatti:
 Logo depois do nascimento do meu primeiro filho, o Arthur, eu fiquei muito impressionada com a experiência. Como [o parto] pode ser prazeroso, transformador, gratificante, enfim, todos os adjetivos bons, e ninguém sabe disso? Por que as mulheres temem tanto esse momento se é uma coisa tão mágica, tão maravilhosa? Eu queria compartilhar isso com outras mulheres, queria contar essa descoberta para o mundo. Meu marido, o Marcelo, é fotojornalista e tinha feito algumas fotos do parto, para registro nosso mesmo, foto de família. Olhando essas fotos, achamos que eram muito bonitas. Mostramos para algumas pessoas e elas sempre se surpreendiam e diziam ‘nossa, mas eu não sabia que um parto podia ser assim tão bonito. Eu também queria um parto assim'. E aí a gente achou que valia a pena reunir experiências de outras mulheres e fazer um livro.
iG: O que você sentiu ao traduzir a experiência de outras mulheres?
Luciana Benatti:
 É uma emoção e uma honra. Estas famílias nos deram uma oportunidade única de vivenciar estas experiências junto com eles. Na verdade a gente também criou muitos vínculos com essas famílias, eu tenho muito contato com eles até hoje, nossos filhos têm mais ou menos a mesma idade, foram nascendo um seguido do outro. Foi uma generosidade muito grande eles abrirem esse momento para a gente e soubemos respeitar muito esse momento também, então criou-se o clima perfeito para o resultado que está no livro.
iG: Como foi o processo do livro? Quanto tempo durou?
Luciana Benatti:
 Este livro foi escrito a partir do nascimento do meu primeiro filho. Hoje ele está com três anos e meio. Eu tinha a sensação de que o livro ia sair no tempo certo. Como o parto, a gente tem que aprender a esperar. O livro também tinha o tempo para sair e foi um momento muito oportuno, porque tem muita coisa sendo discutida nesse momento, é um momento de muita efervescência. Tem o curso de obstetrícia da USP ameaçado de fechamento, teve a Janet Balaskas[ativista e autora do livro “Parto Ativo” (Editora Ground), traduzido em várias partes do mundo], para quem eu entreguei uma das primeiras cópias do livro. Tinha muita coisa acontecendo nesse momento. E tem o projeto do governo também, a Rede Cegonha, que prevê construção de casas de parto em vários locais do país. Eu acho que veio em boa hora.

Foto: Marcelo Min
Andreia, uma das mulheres retratadas no livro: participação ativa da família
iG: O que você espera com o livro?
Luciana Benatti:
 O que a gente mais espera com esse livro é que ele possa mudar, pelo menos um pouquinho, o cenário brasileiro no que diz respeito ao parto. Todo mundo sabe que os índices de cesárea no Brasil são altíssimos, entre os maiores do mundo. Muitas destas cesáreas não são necessárias do ponto de vista médico e muitas tampouco são a vontade da mulher. O parto pode ser, sim, uma experiência muito enriquecedora, muito transformadora na vida da mulher. E não só da mulher, da família também, porque nesse tipo de parto os pais e os maridos participam muito. Eu conto no livro a história do meu segundo parto. Na época meu primeiro filho estava com três anos e participou. Foi uma coisa muito marcante para ele ver o irmão nascer. Foi muito rica essa experiência para todos nós. E a gente quer proporcionar isso para outras mulheres. É lógico que a gente não quer servir de exemplo, dizer ‘façam isso, isso é o certo’. Só queremos mostrar que isso é possível, então, se você tem esse desejo, é um caminho possível. Existe essa possibilidade e é muito bacana.

iG: Qual a diferença no protagonismo da mulher durante um parto normal e uma cesárea?
Luciana Benatti:
 Tem uma diferença grande nessa questão do protagonismo. Quando você dá seu filho à luz, está fazendo o papel ativo. Você é, digamos, a ‘dona’ do parto. Você manda em tudo e o corpo da mulher trabalha junto com o bebê para que ele nasça. É um processo muito perfeito, muito bonito. Ao final de um parto como esse, a gente tem uma sensação muito boa de poder. ‘Olha, eu consegui, depois disso eu consigo cuidar do meu filho’. Não que a mulher que não passa por isso não consiga, mas a gente tem essa sensação de ‘eu posso tudo agora’. Tem uma mãe que tem uma história muito bonita, a gente conheceu muitas histórias nesse processo. Ela teve parto normal, de gêmeos, depois de uma cesárea. Ao terminar o parto, ela falou ‘eu posso tudo, eu posso subir o Everest a pé’. Ela se sentiu muito poderosa, e é mesmo. É muito prazeroso saber que o seu corpo trabalhou junto com seu filho e vocês dois, juntos, conseguiram fazer essa coisa linda e mágica que é o nascimento.

Foto: Marcelo Min
Luciana na banheira: intimidade dividida
iG: Você sentiu dificuldade de traduzir em palavras as sensações e emoções do parto?
Luciana Benatti:
 É sempre difícil, porque é algo muito íntimo. A gente fica até com um pouco de medo: ‘será que eu revelo isso, como é que eu falo disso?’. As nove mulheres que estão no livro[incluindo a autora] abriram muito a intimidade. Quando eu vi, pela primeira vez, a minha foto na banheira, eu com um barrigão, dando um grito e apertando a mão da doula, eu falei ‘nossa, mas todo mundo vai me ver assim’. À primeira vista foi um choque, mas o tempo foi passando e aquela mulher já não era mais eu, já virou outra mulher. Eu consigo olhar aquela foto e enxergar todas aquelas mulheres que passaram pela minha vida nesses três anos e meio e me contaram suas histórias.
iG: Por que é importante expor estas histórias?
Luciana Benatti: 
A gente se expõe por uma boa causa: para que outras mulheres saibam. É muito importante que as mulheres saibam. Antigamente falava-se de mãe para filha sobre o parto, não era uma coisa tão velada, tão escondida, tão misteriosa como é hoje. Minha mãe tem uma história muito bacana: ela e um irmão dela nasceram no mesmo dia, mas com quatro anos de diferença, e minha mãe nasceu no andar de cima do sobrado enquanto, na parte de baixo, rolava a festinha de quatro anos do meu tio. Era uma coisa muito natural, fazia parte da vida da família e hoje em dia não tem mais isso. O nascimento acabou se tornando uma coisa muito fechada, dentro do hospital, ninguém tem acesso, ninguém sabe como é e esse desconhecimento gera muito medo. Não só na mulher, mas na família, em todo mundo. Todo mundo fica achando que é uma coisa muito perigosa essa coisa de nascer, e não é bem assim.
iG: E os riscos do parto em casa?
Luciana Benatti:
 Todas essas mulheres que estão no livro tiveram um acompanhamento pré-natal, foram a todas as consultas e exames. Tudo direitinho, como é o pré-natal de qualquer médico, e elas fazem o acompanhamento também na hora do parto. Quando a gente fala de parto em casa as pessoas pensam que é desassistido, sem nenhum profissional, mas essas mulheres todas tiveram o acompanhamento de médico ou de parteira, que são essas parteiras urbanas, enfermeiras obstetras ou obstetrizes. Não tem irresponsabilidade alguma. Todo mundo que faz parto em casa tem um plano B, uma alternativa já pensada. Se o parto não desenrolar bem, você tem a alternativa de ir para um hospital próximo. Tudo isso é pensado, é planejado.

Foto: Marcelo Min
Eva durante o trabalho de parto...
iG: Muitas pessoas falam do parto normal de maneira romântica, mas seu livro é mais realista. Sua intenção é desmitificar o tema?
Luciana Benatti:
 Espero que sim. Eu não poupei, por exemplo, as fotos dos gritos. Minha mãe não gosta de ver essa foto em que eu estou gritando na banheira. Ela acha muito forte. Mas isso faz parte, eu não vou falar para ninguém “olha, não dói”. Eu estaria mentindo e isso, sim, seria um absurdo. Por que dói muito mesmo, é uma experiência muito intensa. Não é só a dor, é toda a novidade daquilo, sabe? É uma experiência que não tem igual, só vivendo para saber. Tem que ser sincera, não dá para romantizar demais. É lógico que a gente vai ter medo mesmo, vai sentir dor, vai gritar, vai querer desistir na hora do parto e muitas mulheres falam ‘quero desistir, não aguento mais’. É uma fase. Passada esta fase, dá aquela força e o bebê nasce. A dor faz parte do processo, mas não é o único sentimento envolvido. Não é só dor e medo, existem muitas outras coisas. E aí a experiência é o pacote completo. Tem mulher que prefere não encarar. Tudo bem, eu respeito, mas acho bacana saber que existe a possibilidade. Muitas mulheres ‘normais’, que não são atletas e não têm um preparo físico absurdo, conseguem. Isso está com a gente. É uma coisa que a maioria das mulheres, com um pouquinho de encorajamento, consegue.

Foto: Marcelo Min
... e com o filho no colo: pacote de emoções
iG: Você teve um preparo físico especial?
Luciana Benatti:
 Eu não sou nenhuma atleta, aliás, pelo contrário. Sou uma pessoa meio avessa a exercício, sabe? E eu consegui. Consegui porque me encorajaram. Encontrei pessoas que me apoiavam. Acho que esse é o segredo: você se informar e encontrar pessoas que estejam aptas a te apoiar e a te encorajar, em vez de falar assim “ah, desiste porque a dor é muito forte, você não vai aguentar, as mulheres hoje em dia não aguentam mais esse tipo de dor, a gente não está preparada para isso, a mulher moderna não aguenta, o corpo dela não aguenta”. É o que a gente ouve muito por aí. E não é isso. A gente está preparada, sim.
iG: Por que as mulheres temem tanto o parto normal?
Luciana Benatti: 
Muita gente fala ‘ai, mas minha mãe teve um parto normal horroroso no hospital, sofreu muito’. Mas quando você vai ver, descobre que esta mulher passou por muitos procedimentos hospitalares que tornaram o parto doloroso. Por exemplo, ela recebeu aquele hormônio, ocitocina, que acelera muito as contrações e causa muita dor. Aí empurraram a barriga dela, fizeram o corte no períneo, enfim, um monte de intervenções. Às vezes, esta mulher até sofre algum tipo de violência verbal, é comum falarem ‘ah, na hora de você fazer você não gritou, porque está gritando agora?’. É horrível, mas se ouve muito por aí nos hospitais. Nada disso é o parto, isso é o que a gente fez com o parto. O parto em si não tem nada disso, originalmente. Às vezes se confunde um pouco o que é a dor do parto e o que é a dor destes procedimentos, agressivos e muitas vezes desnecessários. É preciso separar uma coisa da outra. A dor fisiológica a gente encara. Mas esta dor da humilhação é mais difícil.

16 de janeiro de 2012

Parir sorrindo

Para quem já viu é sempre bom rever, para quem não viu e acredita que parto é a pior coisa do mundo, ta aqui a prova de que, com bons profissionais e pessoas dispostas a ajudar, o parto pode ser uma experiência de muito prazer!

Muito lindo!

14 de janeiro de 2012

Estudo diz que leite materno é a melhor opção


Bebês alimentados com mamadeiras podem parecer mais calmos, mas pesquisas sugerem que eles podem estar supernutridos.

Um estudo realizado por especialistas do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha indica que mães devem continuar a amamentar seus bebês no peito, apesar de eles ficarem mais chorões do que os alimentados com mamadeira.

Segundo os médicos, é preciso deixar mais claro às novas mães que a irritação dos bebês alimentados dessa forma é algo normal.

"Bebês alimentados com mamadeiras podem parecer mais calmos, mas as pesquisas sugerem que estas crianças podem estar supernutridas e ganhar peso mais rapidamente", disse Ken Ong, que liderou a pesquisa.

"Nossas descobertas são essencialmente parecidas com (outras descobertas em) outras fases da vida, de que a comida é reconfortante", acrescentou.

Insatisfeitos
O motivo mais comum alegado pelas mães que param de amamentar seus filhos é que o bebê não fica satisfeito apenas com o leite materno.

De acordo com os cientistas do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha, isto reflete uma percepção de que a irritação do bebê é algo negativo.

Mas eles acrescentam que esta irritação é normal, é apenas a forma de o bebê comunicar suas necessidades à mãe e não deve ser motivo de preocupação.

No estudo, os pesquisadores britânicos pediram que mais de 300 mães falassem sobre o temperamento de seus bebês e declarassem também se eles eram alimentados com leite materno ou ou outro tipo de leite.

No total, 137 crianças eram alimentas exclusivamente com leite materno, 88 eram alimentadas apenas com outro tipo de leite e 91 eram alimentadas das duas formas.

Os bebês que eram amamentados foram classificados pelas mães como tendo um 'temperamento mais desafiador' e tendência a chorar mais.

Fonte: G1

27 de novembro de 2011

Porque não devemos dar água ao bebê que é amamentado exclusivamente?

Dar água para um bebê que tem menos de seis meses é desnecessário e pode até mesmo ser perigoso!

Crianças que são amamentadas, freqüentemente, recebem grande quantidade de água através do leite materno.

Aproximadamente 90% do leite materno é formado por água!

O risco de infecções nos bebês é muito aumentado se ele recebe água. O risco de introduzir bactérias e outros patógenos é tremendamente aumentado com o uso da água (ou qualquer outra coisa além do leite materno) nesse período.

A contaminação pode vir pela própria água ou dos utensílios usados para dar água ao bebê (chuquinhas, mamadeiras, copos etc.).

Crianças que não são exclusivamente amamentadas tem maiores taxas de diarréia e outras doenças que crianças exclusivamente amamentadas. Apenas a água encontrada no leite materno é pura o suficiente para os bebês pequenos.

Se tomar água, o bebê será menos nutrido do que deveria.

Leite materno contém agentes anti-bactérianos e anti-virais, que agem como uma primeira imunização do bebê. Se a água substitui o leite materno em alguns momentos, a criança não vai receber o máximo de proteção que iria se fosse apenas amamentado. A produção do leite materno pode diminuir.

O suprimento do leite materno depende principalmente da demanda do bebê. Se o bebê está recebendo água e sugando menos, a mãe vai produzir menos leite.

Dar água ameaça a proteção contraceptiva da amamentação. A criança que bebe água sente-se mais "cheia" e conseqüentemente vai sugar menos. A mamada freqüente é necessária para uma efetiva proteção contraceptiva, portanto a mãe não estará protegida de uma outra gravidez pelo mesmo tempo que estaria se ela não desse a água ao bebê.

Wellstart International - USA (Expanded Promotion of Breastfeeding Program)

18 de novembro de 2011

O que anseia com essa ansiedade toda?

Recebo a noticia que estou gravida. Eeehhhhhh!!

Mil planos, pensamentos a mil por hora.

Quando vou deixar de trabalhar?

Será que seu eu continuar trabalhando vai fazer mal ao bebe?

Tenho uma leve tontura, será que vou comecar a passar mal todo dia, serão os famosos enjoos de gravidez?

No proximo exame será que saberei o sexo do bebe?

Qual nome colocar?

Ai que vontade de comprar coisas pro bebê...

Vou começar a pesquisar na internet sites de compras!

Quando temos o enxoval pronto, lavamos, passamos e revisamos as mesmas peças umas mil vezes até o nascimento.

Não ousamos dizer em voz alta, mas pensamos algumas vezes: Será que meu bebe é perfeito e saudável? Não seria bom fazer exames mais sofisticados para ter certeza?

Quando minha barriga vai começar a aparecer? Estou doida pra usar aquela jardineira de gravida que comprei mês passado!

Porque demora tanto pra esse bebe se mexer? Será normal?

E o parto... ai meu Deus... não quero nem pensar em como sera a dor do parto!

A bolsa estoura... será que tenho que correr pro hospital? E se o bebe ficar no "seco"?

Se a dor não vem até uma semana antes da data prevista: ai, ai... não tenho contração, aposto que o medico vai querer marcar cesaria.

Se o bebê demora pra nascer: Meu Deus!!! Isso vai dar mer****. Já estou muitas horas nesse hospital...

Depois que nasce: não tenho leite. Meu bebe chora por que esta com fome, acho que vou dar uma mamadeira com um leitinho! Meu bebê esta desde ontem sem leite de peito!

Quando chegam em casa: Será que tenho que ficar ate quando de resguardo? Não vejo a hora de levar o bebe pra conhecer o mundo la fora! E poder utilizar todos os equipamentos que compramos e ganhamos!

E quando sera que posso dar uma agua, um chazinho? Não vejo a hora de dar papinha!

Será que começa a engatinhar quando? Ele já está tão firme! E andar sozinho? E a falar?Acho que o filho da fulana já está falando...

No proximo verão vou desfraldar!

Tenho certeza que toda mãe ja fez alguma coisa parecida ou até mesmo todas as coisas acima citadas!

Claro também que NUNCA é de proposito, sempre queremos e buscamos o bem para o nosso filho, mas pressa demais, ansiedade demais não faz bem minha gente! Principalmente para a crianca!

Eu confesso que ja fiz algumas das coisas citadas acima, sou ansiosa por natureza. Cresci no meio de pessoas ansiosas. Vim ao Japão quando era bem novinha e tem um pais no mundo mais apressado que esse?

Eu fumava por ansiedade (parei desde a gravidez),  como por ansiedade, e,  as vezes me pego apressando meu filho de apenas 3 anos!

- Anda mais rapido! Caramba! Como demora pra calçar esse tênis!

Gente, quando me dei conta, me senti horrível! Um abominável monstro do relógio!

Porque temos essa mania de ter pressa pra fazer as coisas? Isso pra uma criança deve ser terrível!

E se eu continuar assim ele sera igual a mim! Um ansioso por natureza!

Claro que tampouco quero que seja "lerdo", lento pra fazer as coisas, pelo contrario, quero que ele seja um adulto decidido. Mas sem pressa, sem pressão.

Depois que reparei isso em mim, comecei a olhar as outras mães a minha volta e percebi que todas fazem o mesmo!

Descobri que ansiedade pode ser o pior inimigo no parto. Ela te cega, te deprimi e te deixa burra.

Uma mulher ansiosa demais na hora do parto não vai conseguir raciocinar direito. Vai ficar mais vulnerável. Vai ser a primeira a desistir, porque não terá paciencia pra esperar nada. E depois na criação do bebe, essa mesma mulher ansiosa vai prejudica-lo pulando etapas que poderiam ser vividas com mais calma, pressionando indiretamente o filho, desmamando precocemente, dando papinha antes mesmo de ter dentes, causando traumas no desfralde, e mais um monte de coisas que agora nem me lembro...

Por isso mamães, vamos refletir mais sobre isso!

Ainda não descobri algo pra curar a minha ansiedade, mas tenho certeza que identificar o erro e assumir que tenho esse defeito é sinal que estou no caminho certo. Estou me policiando mais, cuidando para não interferir no "timing" do meu filhote.

Graças a Deus percebi a tempo e consegui deixa-lo desmamar e desfraldar sozinho, não interferi em nada.

Acreditem, eles sabem quando é hora de fazer as coisas. Só temos que dar essa oportunidade a eles!

Beijos meninas!

4 de outubro de 2011

Materna de apoio no Japão

Ola a todas as mamães e futuras mamães!
Meu nome é Kelly Yamada e moro em Kanagawa.
Tenho um filho de 2 anos e 9 meses que nasceu num lindo parto humanizado num hospital aqui em Atsugi, onde moro.
Conheci a Rosana Oshiro somente virtualmente, mas sinto como se a conhecesse há anos!
Ela me ajudou muito com dicas sobre a maternidade e é uma pessoa que admiro muito pela coragem e por se doar tanto em prol da humanização do parto.
No inicio do ano ela me convidou para participar do blog, mas naquela epoca ainda não sentia muita segurança para escrever aqui. Agora senti essa necessidade de compartilhar e de poder ajudar outras mulheres a terem um parto mais humano, mais ativo e consciente.
Uma amiga que está gravida comentou comigo que o blog tem ajudado bastante e por coincidencia ela não sabia que eu sempre estive por aqui, desde o inicio acompanhando e participando de todas as postagens da Rosana e da Thais. Foi isso que me empurrou a escrever aqui.
Com a ida da Ro para o Brasil e da Thais para Nova Zelandia, vi que faltava alguém por aqui para dar uma mãozinha. =)
Estou fazendo um curso de doula que terminarei em Dezembro e tambem acompanho as gestantes que precisam de interprete no Shonan Atsugi Hospital, daqui de Atsugi.
Em breve pretendo atuar como doula e interprete neste mesmo hospital e em outros onde trabalham com parto humanizado.
Portanto, mães do Japão, qualquer coisa podem perguntar que terei o enorme prazer em ajudar!
Deixarei aqui meu e-mail para contato, caso for alguma duvida relacionado ao Japão: yamadakelly@hotmail.co.jp ou deixem comentários nos posts.

Beijos!

10 de setembro de 2011

Saudades do Japão...

Faz teeempo que não venho aqui.
Tenho recebido muitas perguntas atraves da guia de contato e respondido todas na medida do possível.
Após o tsunami que aconteceu em 11 de março no Japão, minha vida passou por um tsunami de emoções e mudanças aconteceram sem que eu esperasse.
Vim com minha familia para o Brasil em 19 de abril, graças a ajuda de pessoas maravilhosas que se dispuseram a nos ajudar e estamos batalhando para alcançar uma fatia do mercado de fotografia.
As coisas estão caminhando e quero agora voltar a fazer esse trabalho tão gostoso que é blogar sobre minhas vivencias maternas para ajudar mães que precisem de algum apoio ou que tenham alguma duvida.
Vou começar também a atender como doula voluntária a partir de novembro e se alguem em São Paulo precisar de apoio para o parto natural ou amamentação, pode me contatar para ajudar ok?
A grande novidade é que minha querida e lindissima companheira de blog Thais Sato está gravida do quarto bebê e morando na Nova Zelandia, portanto quem sabe agora ela se inspire para vir falar de gravidez e novidades de lá para o parto natural né? huahuahuahuahua
Por ora, muitas saudades do Japão e de pessoas queridas que ficaram por lá e muita vontade de voltar a participar mais ativamente desse espaço para ajudar quem precisar.
Me escrevam, me liguem, me adicionem nas redes sociais e vamos voltar a trocar figurinhas ok?

beijo
Rosana Oshiro
11-4746-1628
http://www.facebook.com/#!/rosana.oshiro