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Postagens

A fase dos "porquês"

É uma fase que toda mãe e todo pai vai passar: A fase dos porquês! Eu tenho quatro e já vivi a fase dos porquês com três, só falta uma...rssss Eu não me lembro de chegar ao ponto de me estressar com os questionamentos, sempre achei engraçado, mas me lembro de ter muitas perguntas, uma atrás da outra, sem dar trégua. O que eu sempre fiz foi ser sincera em responder até onde sei que o entendimento deles vão e a partir daí ajuda-los a criar fantasias sobre as coisas, porque em geral as crianças estão atrás de testar nossos limites, pedir nossa atenção e também em busca de caminhos para lidar com suas fantasias. Hoje mesmo, meu Gabriel de 3 anos e meio, me perguntou: "Mãe, porque Deus fez a gente?" Respondi que era para brincarmos, abraçarmos, beijar e ser feliz e na mesma hora abracei, beijei, e caimos no sofá dando muitas risadas juntos. Ele não perguntou mais nada. Em geral eu acho que eles questionam muito quando estão querendo atenção e não porque querem pentelhar ou saber r...

Novidades no blog

A partir de hoje vamos iniciar uma nova fase aqui no blog. =) Começamos o blog para falar de Humanização no nascimento, mas como o nascimento é só o começo, resolvemos falar da humanização para a vida toda, mas focada principalmente na maternidade aqui no Japão. Existem dificuldades da vida aqui, que são bem diferentes daquelas que temos no Brasil e por isso, vamos começar a debatê-las mais e mais, buscando soluções para as nossas vidas e de nossos filhos sejam mais felizes enquanto estivermos longe da nossa terrinha. Portanto, convido todas as mães que tenham dúvidas ou questionamentos sobre a maternidade a me enviarem perguntas e sugestões de postagem que farei todo o possível para ajudá-las, sempre buscando a opinião de pediatras, psicológos, pedagogos, entre outros profissionais que trabalham na linha de humanização. Puxe a cadeira, sente na frente do seu PC e comece a escrever porque temos muita coisa para conversar. Aguardo o comentário de vocês! um beijo grande

O filho possível

Por Eliane Brum (texto) e Marcelo Min (fotos) AMOR DE MÃE Cristiane Nascimento e seu filho Lucas, na UTI da Divisão de Neonatologia do Caism, na Unicamp. Ela sussurra palavras de amor, e o coração dele acelera. A fotografia acima mostra Cristiane Nascimento minutos depois de saber que não há cura para seu filho. Lucas tem câncer. O tumor no cérebro nasceu com ele. Na cirurgia, não foi possível arrancá-lo por completo. No dia desta foto, 22 de janeiro, Lucas completava 2 meses. As imagens eternizam sua história. Não a história com que Cristiane sonhou. Mas a história possível. Ao dar à luz, mulheres como ela precisam se desprender do filho sonhado para alcançar o filho real. Com a ajuda da equipe de cuidados paliativos, Cristiane aprende a valorizar cada detalhe da vida de seu bebê, não importa o tamanho que ela tenha. Como neste momento, ao aconchegar o filho no colo e sussurrar que o ama. O aparelho da UTI mostra que, mesmo em coma, ao ouvir a voz da mãe o coração do filho bate mais r...

Seu filho é educado?

Recentemente, numa lista de debate sobre educação infantil, uma mãe comentou que tinha um sobrinho "muito mal educado", que não recebia presentes oferecidos a ele, não dizia bom dia, não abraçava ninguém, entre outras atitudes reprováveis, enquanto a mãe não fazia absolutamente nada a respeito. Dizia ela também que ensinava seu filho a respeitar sempre, cumprimentar, abraçar e etc. Eu penso que é ensinar a criança a ser educada é uma coisa, forçar a barra com a criança para ela satisfazer "o outro" é diferente né? Vou explicar: Eu era do tipo que achava que criança educada TINHA que comprimentar, falar com as pessoas, receber os presentes mesmo que não gostasse, abraçar, beijar sempre que alguém pedisse, etc. Com o tempo, e ouvindo a experiencia de outras mães, eu fui revendo meus conceitos. Eu cresci, sempre, muito preocupada com "o que os outros vão pensar do que falei, do que fiz, do meu jeito" e hoje faço muita terapia para lidar com isso. A criança s...

DVD Amamentação sem Mistérios

Um competente time de pediatras e especialistas em amamentação apresenta de forma simples e didática as principais recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e as mais recentes evidências científicas em aleitamento materno. Enquanto explicam porque amamentar, mostram a importância do apoio, ensinam a pega correta do bebê e apresentam soluções para os problemas mais comuns. No pano de fundo entram em cena casos reais e depoimentos emocionantes de mulheres brasileiras sobre as dores e as delícias da amamentação. Dividido em sete capítulos temáticos, "Amamentação sem Mistério" (97 min) é uma iniciativa do GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (www.maternidadeativa.com.br) em parceria com a produtora Boa Hora Filmes (www.boahorafilmes.com.br), com o objetivo informar e ajudar profissionais de saúde, grupos de apoio e mães que amamentam. Informações e vendas, a partir de abril de 2010: GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa www.maternidadeativa.com.br/aleitamento (...

O crescimento e o desenvolvimento dos bebês (ou a primeira consulta ao pediatra)

90% dos bebês, logo na primeira consulta com o pediatra, são colocados em uma tabela com as curvas de crescimento de peso x altura. E 90% deles fica acima ou abaixo do considerado ideal. Quando o bebê fica acima da curva, ou seja, é mais gordinho que a maioria, ninguém liga, porque, afinal, pelo menos, fome ele não está passando. O xis da questão é quando o bebê fica abaixo da curva, o que significa que ele é mais magro ou menor do que a maioria dos bebês da mesma idade. Grande parte dos pediatras, quando encontram um bebê "pequeno", logo deduzem que falta leite na mãe. E receitam o tão famoso leite em pó. Isso só olhando a curva de crescimento, sem ver se os pais são magros/baixos, se o bebê está mamando pouco ou pouco leite gordo. Nem mesmo reparam se o bebê é saudável ou não. Bebê que não está alimentado devidamente não cresce nem no peso, nem na altura. Bebê que mantém o peso, mas aumenta a altura, está bem alimentado. Quando o bebê começa a se movimentar, virar, engatin...

O dia da mulher é todo dia...

Somos mulheres: sentimos as ondas hormonais que passamos durante nossos períodos. O ápice da fertilidade, o acolhimento da menstruação. E na gestação o corpo a se transformar em cada fase. O parto que traz a dor prazerosa, a ardência apaixonante. Ser mulher, feminina e lunar. Está na hora de abraçar novamente esta força que faz o mundo mais colorido, de reconstruir o novo feminino, sem as armadilhas do feminismo. Chegou a pílula, a falsa liberdade sexual. A menstruação passou a ser um empecilho para os objetivos. O corpo foi privado de seu pleno funcionamento. Sem conhecer seu corpo, a mulher valorizou o homem que é capaz de lhe dar prazer sem saber que o prazer é reflexivo: você mesma tem a capacidade de senti-lo. A mulher deixou de ver-se como parte da natureza, sendo ela mesma a deusa. Abraçou um Deus patriarcal que a oprime. Quantas vezes não nos sentimos perdidas, com nossos corpos e nossa função no mundo? Nasceu a síndrome do pânico. A alma que chora. A mulher desacreditou em si...