28 de setembro de 2009

Bom final de gravidez! =D

Como mãe de quatro, eu posso dizer com certa autoridade que final de gravidez não é fácil!

No geral a gravidez fica divida em 3 fases marcantes, ou seja, os 3 trimestres.

No começo a gente curte a noticia da gravidez, mas depois os enjoos apertam, vem azias e muito sono.

Depois que passam os enjoos e o sono excessivo, vem uma fase mais 'light', que a gente consegue curtir melhor.

Após as 35 semanas, geralmente vem a ansiedade, o medo e o desconforto, que tomam conta da gente de uma forma absurda e isso tudo pesa no emocional e no psicológico também. Dai a gente começa a chorar muito, resmungar e estressar por pouco e fica de mal humor todo o tempo...=(

Por sempre ver as mulheres reclarem dos sintomas, sensações e até de alguns problemas mais sérios que aparecem nessa fase, e gostaria de propor aqui algumas dicas para ajudá-las a curtir, até o ultimo momento, seus rebentos dentro do ventre. Vamos tentar?

Para inchaço
No final da gestação é comum as mulheres incharem bastante.
Uma sessão de drenagem linfática, ou qualquer outra técnica de massagem para grávidas faz muito bem e ajuda a desestressar e relaxar. Ajuda no equilibrio emocional e fisico tambem, reduzindo o inchaço e retenção de liquido.

Dores nas costas
1- Usar bola de pilates sempre que for sentar (no computador, nas refeições, no escritório, etc)
2- Exercicios de alongamento de manhã e a noite
3- Usar faixa na barriga (sem apertar) ajuda a corrigir a postura e consequentemente a dor diminue
4- Massagem com bolas de tenis - deitar sobre duas bolinhas no chão e massagear o coccix e a coluna
5- Ficar em posição de cocóras várias vezes por dia

Dores nas pernas
1- Escalda pés no final do dia com agua quente e sal grosso é um santo remedio
2- Dormir/descansar com as pernas em cima de almofadas grandes, de forma que as pernas fiquem acima do corpo num angulo de 45º
3- Massagem do marido com um oleo de arnica nos pes e nas pernas

Pressão alta
A hipertensão é um dos problemas sérios que pode aparecer no final da gestação, mas CUIDADO com o que seu médico fala porque nem tudo é pressão alta.
Na verdade não é o número absoluto que importa no diagnóstico da hipertensão.
O que importa é a variação em relação à pressão basal daquela mulher.
Se a pressão normal dela é 11 x 8, o ideal é que não suba mais do que 3 pontos a primeira e mais que 1,5 pontos a segunda. Acima disso consideraríamos uma hipertensão digna de cuidados, mas atenção, não é PERIGOSA. Precisa de observação.
Por exemplo, uma pressão que chegasse a 16 x 10... Teria que:
1) medir novamente fora do ambiente hospitalar
2) caso continuasse alta, medir novamente depois de algumas horas de repouso
deitada de lado(30 minutos pelo menos)
3) caso continuasse alta, verificar a presença de outros sinais
(proteinúria, edema, dor perto da região do estômago, luzinhas piscando nos
olhos, dor de cabeça, etc...)

Atenção, mulherada, PRESSÃO ALTA é um evento isolado que não tem QUALQUER significado, se tratada isoladamente. Pensar em cesarea por PA alta, é a mesma coisa que operar a cabeça de alguém que chega no hospital reclamando de uma terrível dor de cabeça, porque 'pode ser' um tumor maligno!!!

E atenção nº 2, mulherada! PRESSÃO ALTA costuma estar diretamente associada com hábitos alimentares, de vida, de sedentarismo e de ESTRESSE. Nossos
alegados índices de "pressão alta" entre as gestantes se deve muito mais à conveniência e desinformação médicas do que a hipertensão gravídica propriamente dita.

O diagnóstico errado de hipertensão dá medo, aumenta a tensão, aumenta a pressão arterial e quando você vê a mulher parece uma bomba relógio.

No geral, a pressão da grávida sobe na reta final por cansaço, estresse, final de gravidez, síndrome do avental branco, entre outras coisas...

Insônia
Todo mundo sabe qual a maior causa de insônia né? Ansiedade, isso mesmo.
Como segurar a ansiedade de tudo o que virá com a chegada de um novo ser na família?
Não é simples, mas também não é impossível.

A ansiedade geralmente está ligada ao fato de não termos 'certeza' do que virá.
Em relação ao parto em si, dá para resolver o problema se informando. Tirando dúvidas com profissionais humanizados e fazendo os exames necessários. Pronto.

Em relação as novidades que virão com a chegada do bebê, (principalmente para mães novatas) o ideal é ter alguém para ajudar no começo com as tarefas de casa, especialmente no primeiro mês, até que a amamentação se estabeleça. Já com o bebê, eu GARANTO, TODA MÃE TEM DENTRO DE SI A MELHOR RESPOSTA PARA OS CUIDADOS COM SEU FILHO, é só 'ouvir' o coração no momento oportuno. Portanto não adianta se preocupar antes.

Você pode preparar lembrancinhas para a chegada do bebê, fazer trabalhos manuais, cuidar de seu corpo, fazer um bom corte de cabelo, ir a manicure, assistir um filme bacana, ir ao teatro, fazer um jantar romântico...

Enfim, tem uma série de coisas que se pode fazer para relaxar (e que serão dificeis de fazer depois).

Agora, se tem uma coisa que faz a gente ficar ansiosíssima, são as pessoas em volta perguntando 'quando nasce', não é?

Então para evitar esse desconforto, invente uma resposta de praxe do tipo:
- na hora que ele/ela quiser, porque os exames indicam que está tudo bem...
- o médico refez os cálculos e ainda faltam X semanas (contando 2 semanas além das 40, já que é comum a gestação chegar até 42...)

Então, além dessas coisas, tem outras coisas que fazem o final da gestação ficar conturbado?

Digam-me. O que é?

Alguém tem outras dicas? ;-p

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18 de setembro de 2009

A verdadeira Shantala

Esse video raro exibe a verdadeira shantala realizada por uma mãe indiana em 1976.
Muito bonito!
Vale assistir e praticar com seu bebê!
=D

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15 de setembro de 2009

Quantos ultrassons são necessarios durante o pré-natal?

Quando realizei uma pesquisa sobre as condições de atendimento no pré-natal e parto aqui no Japão, a quantidade de ultrassons realizada me assustou bastante.

Embora não existam estudos comprovando efeitos colaterais desse exame, já existem algumas evidências de que gravidas que realizam muitos ultrassons tem bebês que apresentam algumas 'peculiaridades' como por exemplo, meninos que nascem 'canhotos'.

O artigo abaixo foi escrito pela Enfermeira-Obstetra Ana Cris Duarte, em resposta a uma mãe que questionou a necessidade de realizar vários ultrassons durante a gestação:

"Há controvérsias sobre a quantidade ideal de ultrassons a serem realizados.

Mesmo médicos pouco intervencionistas, com altas taxas de parto normal, sentem-se confortáveis com pelo menos 2 ou 3 ultra-sons.

O primeiro precoce, com 7 ou 8 semanas de gravidez, para saber a data provável do parto. Parte do pressuposto que a data da última menstruação pode estar errada ou a ovulação não ocorreu quando se imagina ter ocorrido.

Assim eles se sentem mais seguros para não intervir numa gravidez que chega perto de 42 semanas. Também acham importante para excluir a possibilidade de uma gravidez na trompa, por exemplo. Na minha opinião, não se deve intervir numa gravidez que chega perto de 42 semanas se tudo está correndo muito bem, e deve-se intervir caso haja algum problema, independente do que o ultra-som precoce diz. Quanto à gravidez ectópica, existem sintomas que indicam que está havendo um problema. O médico só precisa estar atento ao sintomas declarados pela mulher.

O segundo é o morfológico, para detectar problemas no bebê. Bom, sobre isso já falei. Os problemas não são assim tão solúveis como se imagina. Para cada bebê salvo numa operação intra-útero, matar-se-ão 4 ou 5. Para cada bebê tirado precocemente para solucinar problemas, 2 ou 3 morrerão e outros 2 ou 3 ficarão seriamente sequelados para o resto da vida, depois de terem sido torturados durante meses em UTIs neonatais.
Saber antes que o bebê tem um problema para poder se preparar?
Bom, a semana toda discutimos isso...
Acho que o morfológico se aplica a pessoas que pensam em interromper a gravidez precocemente caso o bebê tenha malformações graves ou que inviabilizem a vida, por exemplo anencefalia. Para casais que não interromperiam a gravidez sob nenhuma hipótese, essa vantagem deixa de existir.

O terceiro é no final da gravidez para verificar placenta, líquido, etc..
Esse é o menos importante na opinião de médicos que pedem poucos ultra-sons, porque as melhores informações são aquelas fornecidas pela clínica, apalpação do ventre, medida do útero, etc..

Lógico que estamos falando de uma gravidez normal, onde o bebê cresce normalmente, o líquido parece estar em quantidade normal, os batimentos cardíacos estão normais, etc, etc.. O ultra-som é uma ferramenta excelente para confirmar diagnósticos ou suspeitas feitas através da clínica.
Por exemplo se o bebê não cresceu de uma consulta para outra, pode indicar um problema e alguns exames podem ser muito úteis.

Mas pela revisão da Biblioteca Cochrane de Evidências Científicas, o ultra-som em gestações normais não trouxe melhora nos resultados NAS GESTAÇÕES DE BAIXO RISCO E SEM INTERCORRÊNCIAS. O ultra-som de final de gravidez para acessar maturidade da placenta parece ter "algum" resultado promissor, mas a falta de informação sobre efeitos psicológicos do exame nas mães não dá segurança em relação a essa recomendação.

Na minha opinião, acho que o único ultra-som realmente justificável numa gravidez de baixo risco é aquele para determinar o sexo do bebê, quando for de vontade do casal.

Um aparte seria à quem tenha gestação gemelar onde alguns exames são necessários ao longo da gravidez. O ultra-som é um deles... Ele vai avaliar se os gêmeos compartilham a placenta, por exemplo, entre outras coisas..."


Em poucas palavras, o ultrassom é uma otima ferramenta quando existem real necessidade, mas fazê-lo de rotina, quando muitas vezes só vai trazer 'angústia' com resultados pouco conclusivos, pode acabar sendo um mal e uma ferramenta para torturar os pais e inclusive forçar cirurgias desnecessárias antes do tempo.

Há de se pensar nos riscos (ainda não comprovados) e na saúde mental da família. Vale a pena só para ver o rostinho do bebê?

E você o que acha da grande quantidade de ultrassons realizados hoje em dia?

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7 de setembro de 2009

Vacinação a verdade oculta

Vou falar hoje sobre um assunto polêmico e que gera muita controvérsia: Vacinação!

A grande massa mundial acredita que "vacina" é algo bom, que serve para ajudar a população, evitar que doenças se alastrem, mas essa é UMA versão da história...

Vou deixar hoje um video longo sobre coisas que TODO PAI E TODA MÃE deveria saber antes de optar pela vacinação.

São coisas que ninguém vai te contar, a menos que você pesquise e procure saber por si mesmo.

Vale a pena assistir e tomar sua decisão convicto de sua opção, aceitando os beneficios e os RISCOS também.

A legenda é em espanhol mas dá para entender perfeitamente.

Depois me digam o que acham do assunto...

















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1 de setembro de 2009

Mulher brasileira não dilata???

Quantas e quantas vezes você já ouviu histórias das avós, tias, amigas que fulana e ciclana tiveram que fazer cesárea por falta de dilatação, hã?

É, AINDA TEM GENTE que a acredita nisso...

Eu quis morrer quando cheguei ao Japão e logo fui surpreendida por uma tradutora me dizendo a mesma coisa, mas de forma pior: A mulher brasileira não dilata né?

Hahahahahahahahaha...eu tive que rir para não chorar...

Sim, o Japão, como já falei em outros posts, está longe de ser um pais ideal para parto humanizado.

Aqui se faz muito parto normal, mas com o pacote Frank (de Frankenstein) completo: indução, monitoramento fetal constante, posição deitada durante o TP, episiotomia, kristeller, etc...

Bem, vou falar das 'crendices' por partes e já derrubando os mitos:

- Toda mulher dilata, EXCETO raríssimas excessões, se o ambiente do parto for favorável e acolhedor;

- A maioria das mulheres NÃO TEM DILATAÇÃO antes de iniciar o trabalho de parto. (Por isso não há necessidade de exame de toque se ela não está em TP);

- O processo de parto não tem quantidade de horas certa para acontecer. É necessário o monitoramento materno e fetal durante o TP, e se estiver tudo bem, pode-se esperar até 72 horas para o TP;

- O tamanho da mãe e do bebê não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com a mulher não dilatar;

- Mulheres magrinhas, altinhas, baixinhas, gordinhas, de cabelo curto ou comprido, também dilatam...=D

- Se a sua bisa, a sua avó, a sua mãe não dilataram, isso não tem NADA A VER com você, a falta de dilatação NÃO É hereditária.

A falta de dilatação que se ouve dizer é, em geral:

- falta de paciência do médico as vésperas do feriado prolongado;

- falta de paciência da familia da gestante;

- falta de apoio e ambiente acolhedor para a mulher parir em paz;

- falta de profissionais capacitados e humanizados;

- falta de acreditar na capacidade de parir e na perfeição do corpo feminino;

- falta de informação correta da gestante.

Precisamos levar informação correta para as mulheres brasileiras. Urgentemente!

A mulher brasileira é forte e guerreira, e SIM! Sabe parir!

Só é preciso deixar as 'crendices e contos' de lado e ter fé na natureza feminina!

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