29 de novembro de 2009

Ultra-sonografia: Mais mal do que bem?

por Marsden Wagner (MD, MSPH)

Marsden iniciou sua carreira na saúde pública como neonatologista e epidemiologista, primeiro na Califórnia e depois na Dinamarca. Aposentou-se de uma distinta carreira como chefe de Saúde Materno-Infantil para o Instituto Europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), que agora atua como um consultor para a OMS nos países emergentes da Europa Central e Oriental. Presidiu as três conferências realizadas pela OMS sobre a tecnologia adequada em torno do momento do nascimento e da procura como um palestrante internacional para seu franco apoio à obstetrícia e às parteiras.

A história do ultra-som começa em julho de 1955 quando um obstetra na Escócia, Ian Donald, emprestado uma máquina industrial de ultrassom utilizado para detectar falhas no metal e testou em alguns tumores, que tinham sido removidos previamente e usando um pedaço de carne como o controle. Ele descobriu que os tumores de diferentes produziram ecos diferentes. Logo Donald estava usando o ultra-som não somente para tumores abdominais nas mulheres mas também em mulheres grávidas. Artigos pipocaram nos jornais médicos, e seu uso se espalhou rapidamente por todo o mundo.

A difusão do ultra-som em obstetrícia clínica é refletida nas afirmações inapropriadas feitas na literatura médica a respeito do seu uso adequado: "Uma das lições da história, é claro, que se repete. O desenvolvimento do ultra-som obstétrico espelha assim a aplicação aos humanos gravidez de raios-X de diagnóstico.

Ambos, dentro de alguns anos de descoberta, eram usados para diagnosticar a gravidez e para medir o crescimento e normalidade do feto. Em 1935, foi dito que "o trabalho de pré-natal, sem o uso rotineiro de raios-X não é mais justificável do que seria o tratamento de fraturas "(Reece, 1935). em 1978:" Pode-se afirmar sem ressalvas que a obstetrícia e a ginecologia modernas não podem ser praticadas sem o uso do ultrassom diagnóstico "(Hassani 1978). Dois anos depois , dizia-se que o ultra-som "já não é um teste de diagnóstico aplicado a algumas gravidezes consideradas em termos clínicos, como estando em risco. Ele agora pode ser usado para analisar todas as gravidezes e deve ser considerada como parte integrante da assistência pré-natal "(Campbell & Little, 1980). Em nenhuma destas datas as evidências habilitavam os alto-falantes para fazer estas afirmações.

Não sao só os médicos que tentaram promover o ultrassom com afirmações que vão além dos dados científicos. Os interesses comerciais também têm promovido ativamente o ultrassom, e não apenas aos médicos e hospitais. Como exemplo, um anúncio em um jornal de domingo lidos (The Times, Londres) clamava: "Toshiba decidiu projetar um equipamento diagnóstico que seria absolutamente seguro ... O nome: Ultra-sonografia. A organização dos consumidores na Grã-Bretanha apresentou uma queixa ao Advertising Standards Authority que a Toshiba estava fazendo uma afirmação falsa, ea denúncia foi confirmada. Em muitos países, a aplicação comercial do ultrassom durante a gravidez é generalizada, oferecendo "baby look" e "ultra-diversão", a fim de "cumprir o seu bebê" com fotografias e vídeos caseiros."

A medida em que os médicos, no entanto, seguiram tal conselho cientificamente injustificado, e até que ponto esta tecnologia proliferou, podem ser ilustrados por dados recentes de três países. Na França, em um ano, três milhões de exames de ultra-som foram realizadas em 700.000 mulheres grávidas --- uma média de mais de quatro ecografias por gravidez. Esses exames custaram aos contribuintes franceses mais do que todos os outros procedimentos terapêuticos e diagnósticos feitos nestas mulheres grávidas. Na Austrália, onde o serviço de saúde paga por quatro exames de rotina, nos últimos anos um faturamento de ultra-sonografia obstétrica foi de US $ 60 milhões de dólares australianos. Um editorial de 1993, E.U.A. Hoje faz a seguinte afirmação: "O primeiro retrato bebê --- um ultrassonograma $ 200 no útero --- é uma adição agradável a qualquer álbum de família. Mas são ultrassonogramas medicamente valem 1 bilhão de saúde escassos da nação cuidados de dólares? Essa é a pergunta levantada por um estudo americano divulgado nesta semana. Constatou-se a ultra-sonografias que os médicos rotineiramente para mulheres grávidas saudáveis não fazem qualquer diferença para a saúde de seus bebês ".

Depois de uma tecnologia já amplamente difundidos na prática clínica, o passo seguinte é para formuladores de políticas de saúde para aceitá-lo como tratamento padrão financiados pelo setor de saúde oficial. Vários países europeus têm agora a política oficial para um ou mais ultrassons rotineiros durante a gravidez. Por exemplo, em 1980, as Diretrizes Maternidade Cuidados na Alemanha Ocidental declarou o direito de cada mulher grávida a ser oferecido pelo menos duas ecografias durante a gravidez .. Áustria seguiu rapidamente o termo, aprovando duas ecografias de rotina. Os dados científicos justificam o uso tão difundido e grande costa do ultrassom?

Quando o ultra-som é útil?
Ao avaliar a eficácia da ultra-sonografia na gravidez, é essencial fazer a distinção entre seu uso seletivo para indicações específicas e seu uso rotineiro como um procedimento de triagem. Essencialmente, ultra-sonografia revelou valioso em um punhado de situações específicas em que o diagnóstico "permanece incerto após o histórico clínico foi verificado e o exame físico foi executado". No entanto, considerando-se os benefícios superam os custos da utilização do ultra-som de rotina, a investigação médica sistemática não tem suporte ao uso rotineiro.

Uma das justificativas mais comuns dadas hoje por ultra-som de rotina para detectar a digitalização retardo de crescimento intra-uterino (RCIU). Muitos clínicos insistem que o ultrassom é o melhor método para a identificação desta condição. Em 1986, uma revisão profissional de 83 artigos científicos sobre ultrassom mostrou que "para a detecção de retardo de crescimento intra-uterino, ultra-sonografia deve ser realizada somente em uma população de alto risco". Em outras palavras, nas mãos de uma parteira ou médico experiente sentindo o abdômen de uma mulher grávida são tão precisos como a máquina de ultra-som para detectar o RCIU. A mesma conclusão foi alcançada por um estudo realizado na Suécia, comparando a medição repetida do tamanho do útero por uma parteira com repetidas medidas ultra-sônicas do tamanho da cabeça do feto em 581 gravidezes. O relatório conclui: "Medidas do tamanho do útero são mais eficazes do que as medidas de ultra-sons para o diagnóstico pré-natal do retardo de crescimento intra-uterino".

Se os médicos continuarem a tentar detectar RCIU com ultrassom, o resultado será elevado as taxas de falso-positivos. Estudos mostram que mesmo sob condições ideais, como não existem na maioria das configurações, é provável que mais de metade do tempo de um teste de triagem positivo RCIU ultra-sonografia é devolvido, o teste é falso, e que a gravidez é de fato normal. As implicações disto são grandes para a geração de ansiedade na mulher, a probabilidade de novas intervenções desnecessárias.

Há um outro problema no exame para o RCIU. Um dos princípios básicos de rastreio é a tela apenas para doenças para as quais você pode fazer algo. Actualmente, não existe tratamento para RCIU, nenhuma maneira de atrasar ou parar o processo de crescimento demasiado lento do feto e devolvê-lo ao normal. Por isso, é difícil ver como triagem para RCIU poderia ser esperado para melhorar o resultado da gravidez.

Ficamos com a conclusão de que, com RCIU, nós só podemos evitar uma pequena quantidade de através de intervenções sociais (programas de nutrição e de abuso de drogas), são muito imprecisos no diagnóstico, e não têm tratamento para ele. Se este é o estado actual da arte, não há justificação para os médicos ultra-sonografia de rotina durante a gravidez para a gestão do RCIU. Seu uso deve ser limitado a investigação sobre RCIU.

Mais uma vez é interessante olhar para o que aconteceu com a questão da segurança de raios-X durante a gravidez. Os raios X foram utilizados em mulheres grávidas por quase 50 anos e considerada segura. Em 1937, um livro-texto padrão em atendimento pré-natal, afirmou: "Tem sido freqüentemente perguntado se existe algum perigo para a vida da criança, a passagem de raios-X através dele, pode-se dizer de uma vez não há nenhum caso o exame é realizada por um radiologista competente ". Uma edição posterior do mesmo livro texto indicava: "Sabe-se agora que o uso irrestrito de raios-X no feto causou o câncer infantil". Essa história ilustra o perigo de assumir a segurança. A este respeito, uma declaração de um livro de 1978 é relevante: "Uma das grandes virtudes do ultrassom diagnóstico tem sido sua aparente segurança. Nos níveis atuais de energia, ultrassom diagnóstico parece não ter efeitos prejudiciais ... todas as evidências disponíveis sugerem que é uma modalidade muito segura ".

Esse ultra-som durante a gravidez não pode ser simplesmente assumido ser inofensivo, é sugerido por bons trabalhos científicos na Noruega. Seguindo-se em crianças na idade de oito ou nove nascidos de mães que tinham tomado parte em dois estudos controlados de ultra-som de rotina na gravidez, eles foram capazes de mostrar que a ultra-sonografia de rotina foi associada com um sintoma de possíveis problemas neurológicos.

No que diz respeito à busca ativa de segurança, um editorial no Lancet, um jornal médico britânico, diz: "Não há ensaios controlados randomizados de tamanho adequado para avaliar se há efeitos adversos sobre o crescimento e desenvolvimento da criança exposta in utero a ultra-som. Na verdade, os estudos necessários para verificar a segurança nunca pode ser feito, devido à falta de interesse em tal pesquisa".

A questão da segurança se torna mais complicada pelo problema das condições de exposição. Claramente, qualquer Bio-efeitos que podem ocorrer como resultado de ultra-som vai depender da dose do ultrassom recebido pelo feto ou da mulher. Mas não existem normas nacionais ou internacionais para as características produção de equipamentos de ultra-som. O resultado é chocante a situação descrita em um comentário no British Journal of Obstetrics and Gynaecology, em que as máquinas de ultra-som em uso em mulheres grávidas variam na potência de saída de extremamente alta a extremamente baixa, todas com efeito equivalente. O comentário diz: "Se as máquinas com menor poder têm demonstrado ser adequadas ao diagnóstico, como se pode, eventualmente, justificar expondo o paciente a uma dose 5.000 vezes maior?". Vai ao ponto de incitar diretrizes do governo na SAÍDA dos equipamentos de ultra-som e de legislação que obrigue os fabricantes de equipamento a indicarem as características de saída. Tanto quanto se sabe, isso não tenha ainda sido feito em qualquer país.

A segurança também é claramente relacionada à habilidade do operador de ultra-som. Actualmente, não existe uma formação conhecida ou certificação médica para os usuários de aparelhos de ultra-som em qualquer país. Em outras palavras, a máquina de nascimento não tem teste de habilitação para seus motoristas.

Olhando para o futuro: ultra-som do futuro
Embora o ultra-som é caro, a rotina de digitalização é de utilidade duvidosa e o procedimento ainda não foi provado ser seguro, esta tecnologia é amplamente utilizada, e seu uso tem crescido rapidamente e sem controle. No entanto, a política de saúde é lento para se desenvolver. Nenhum país é conhecido por ter desenvolvido políticas em relação às normas para as máquinas, nem para a formação e certificação dos operadores. Alguns países industrializados começam a responder aos dados que mostram a falta de eficácia para a rotina de verificação de todas as mulheres grávidas. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma conferência de consenso sobre a ultra-sonografia no diagnóstico da gravidez, concluiu que "os dados sobre a eficácia clínica ea segurança não permitem a recomendação para a triagem de rotina, neste momento, existe uma necessidade de multidisciplinar clínicos randomizados e controlados por um avaliação adequada ".

Dinamarca, Suécia e Reino Unido fizeram declarações semelhantes contra os exames de rotina. A Organização Mundial de Saúde (OMS), em uma tentativa de estimular os governos a desenvolver políticas sobre esta questão, publicou a seguinte declaração:

"A Organização Mundial da Saúde salienta que as tecnologias de saúde devem ser cuidadosamente avaliados antes da sua utilização generalizada. Rastreio ultra-som durante a gravidez está agora em uso difundido sem avaliação suficiente. Pesquisas têm demonstrado a sua eficácia para determinadas complicações da gravidez, mas o material publicado não justifica o uso rotineiro da ultra-sonografia em mulheres grávidas. Existe informação insuficiente no que respeita à segurança da utilização do ultra-som durante a gravidez. Não existe ainda nenhum estudo abrangente mulitdisciplinary do uso do ultrassom durante a gravidez, incluindo: eficácia clínica, efeitos psicológicos, considerações éticas , implicações legais, relação custo-benefício e segurança.

A OMS endossa fortemente o princípio de escolha informada no que diz respeito ao uso da tecnologia. Fornecedores de cuidados de saúde têm a responsabilidade moral: totalmente de informar o público sobre o que é conhecido e não sabe sobre a ultra-sonografia durante a gravidez, e de informar inteiramente cada mulher antes a um exame de ultra-som quanto à indicação clínica de ultra-som, a sua desejada para o benefício, seus riscos potenciais e as alternativas disponíveis, caso existam. "

Esta declaração, infelizmente, é tão relevante hoje. Durante os anos 1980 e início de 1990, um número de nós estavam levantando questões sobre a eficácia ea segurança do ultrassom fetal. A nossa voz de cautela, no entanto, foi como um grito no deserto, como a tecnologia proliferou. Então, durante o curso de um mês no final de 1993, dois trabalhos científicos marcantes foram publicados.

O primeiro trabalho, um experimento randômico sobre a eficácia do exame rotineiro por ultrassom, estudou o resultado de mais de 15.000 mulheres grávidas que receberam ou dois exames de rotina em 15 a 22 semanas e 31 a 35 semanas, ou foram digitalizados somente por indicações médicas . Os resultados mostraram que o número médio de ultra-sonografias no grupo de ultra-som foi de 2,2 e no grupo controle (por indicação somente) era 0,6. A taxa de desfecho adverso (morte fetal, morte neonatal, morbidade neonatal), bem como a taxa de parto prematuro e distribuição de peso ao nascer, foi a mesma para ambos os grupos. Além disso, nas palavras do autor: "A detecção ultra-sônica de anormalidades congênitas não tem efeito sobre os resultados perinatais. Finalmente temos um ensaio clínico randomizado de tamanho suficiente para concluir que não há valor a varredura de rotina durante a gravidez.

O segundo trabalho marcante, também um ensaio clínico randomizado, olhou para a segurança dos exames de ultra-som repetido pré-natal. Embora o objectivo inicial do estudo foi esperemos que para demonstrar a segurança do ultrassom repetida, os resultados foram o oposto. De 2.834 gestantes, 1.415 fizeram os exames de ultra-som em 18,24, 28, 34 e 38 semanas de gestação (grupo intensivo), enquanto os outros 1.419 receberam um único ultrassom na 18 semana (grupo regular). A única diferença entre os dois grupos foi significativamente maior (um terço a mais) retardo de crescimento intra-uterino no grupo intensivo. Este achado importante e sério levou os autores a afirmar: "Parece prudente limitar exames de ultra-sonografia do feto aos casos em que a informação é provável que seja de importância clínica". Ironicamente, é provável que agora ultra-som pode levar à condição de CIUR, que tem há muito tempo reivindicado ser eficaz na detecção.

Apesar de agora temos dados científicos suficientes para poder dizer que a ultra-sonografia de rotina pré-natal de varredura não tem eficácia e pode muito bem ter riscos, seria ingênuo pensar que o uso rotineiro não continuará.

Infelizmente, os médicos não são adequadamente treinados nos princípios do método científico. Vai ser uma luta para fechar a lacuna entre estes dados científicos novos e prática clínica.

Notas
A, Oakley, The Captured Womb (Oxford, Inglaterra: Blackwell Publishing, 1984).
B. Beech and J. Robinson, "ultra-som? Unsound?" Associação para a Melhoria da Maternidade Services Journal 5 (1993), pp. 3-26.
J. Newnham, em uma correspondência pessoal (1992).
"Diagnosstic Ultrasound in Pregnancy," Lancet (28 Jul 1984), pp. 201-202.
J. Neilson and A. Grant, Ultrassom in Pregnancy, "in I. Chalmers, M. Enkin, e M. Kerse, eds. Effectice Cuidados na gravidez e parto (Oxford, Inglaterra: Oxford University Press, 1991), p. 435.
Ibid., P.424.
J. Cnattingius, "Screening for Intrauterine Growth Retardation" Tese (Doutorado., Universidade de Uppsala, Suécia, 1984).
R. Salmond, "The Uses and Values of Radiology in Obstetrics," in F. Browne, ed., Pré-natal e pós-natal Care, 2nd ed. (Londres: J. & A. Churchill, 1937).
J. Chassar Moir, "The Uses and Values of Radiology in Obstetrics," in F. Browne, ed., Cuidados pré e pós-natal 9 ed. (Londres: J. & A, Churchill, 1960).
S. Hassani, ultra-sonografia em Ginecologia e Obstetrícia (Nova York: Springer Verlag, 1978).
K. Salveson, L. Vatten, S. Eiknes, K. Hughdahl, e L. Bakketeig, "Ultra-sonografia de rotina no útero e lateralidade posteriores e desenvolvimento neurológico", British Medical Journal 307 (1993), pp. 159-169.
Ver Nota 4. p.202.
"Diagnostic Ultrasound Imaging in Pregnancy," Consensus Development Conference Statement 5, no. 1 (Washington, DC: National Institute of Health, 1984).
Ver Nota 4.
"Diagnostic Ultrasound in Pregnancy: WHO View on Routine Screening," Lancet 2 (1984), p. 361.
Consulte a Nota 2.
Ewigman B. G., J. P. Crane, D. Frederick, F.D. Frigoletto, ML LeFevre, RP Bain, D. McNellis, e grupo de estudo RADIUS, "Effect of Prenatal Ultrasound Screening on Perinatal Outcome", New England Journal of Medicine 329, no.12 (1993), pp. 821-827.
J. Newnham, SF Evans, CA Michael, Stanley FJ, e LI Landau, "Efeitos do ultra-som freqüentes durante a gravidez: a randomised controlled trial", The Lancet 342 (1993), pp. 887-891.
Ibid., P.890.
Para mais informações sobre ultra-som e assuntos relacionados, consulte os seguintes artigos em edições anteriores do Mothering: "Diagnostic Ultrasound", não. 19, p. 57; "O ultra-som", não. 24, p. 27; "como o som é ultra-som?" não. 34, p. 73, "The Trouble with ultra-som" não ". 57, p. 73.

Marsden Wagner completou sua formação médica na Universidade da Califórnia. Após a formação da especialidade e prática como pediatra e neonatalogist, ele completou mais dois anos de estudos de pós-graduação em UGLA na ciência da medicina e saúde pública antes de embarcar em uma carreira como um epidemiologista perinatal nos Estados Unidos e Dinamarca. Durante 15 anos, o instituto responsável Saúde Materno-Infantil para o escritório europeu da OMS (representando 32 países), ele tem trabalhado incansavelmente para promover o cuidado de maternidade segura e eficaz em países industrializados. Ele continua a viver na Dinamarca, onde ele atua como consultor para a OMS, UNICEF, governos e organizações não-governamentais.

Extraído e adaptado de Pursuing the Birth Machine: The Search for Appropriate Birth Technology, autor de 1994 pelo Marsden Wagner, publicado pela ACE Graphics.

Texto traduzido do inglês extraido do link http://www.birthinternational.com/articles/wagner02.html

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17 de novembro de 2009

Cronômetro de contrações on line

Esse cronômetro foi idealizado por um pai que achou um 'saco' ter que ficar anotando as contrações da mulher e calculando o espaço entre uma e outra.

É super simples de usar, basta apertar a tecla "S" quando a contração começa, e apertar novamente quando a contração termina. Ao final ainda tem opção para imprimir.

http://www.contractionmaster.com/

Muitas vezes as mulheres vão para o hospital assim que sentem as primeiras contrações, e muitas vezes ainda nem estão em trabalho de parto efetivo.

Para saber a hora certa de ir para o hospital o ideal é que as contrações estejam presentes a mais de uma hora, com intervalo de 5 minutos entre uma e outra, e com duração de uns 30segundos.

Use e abuse do cronômetro antes de sair correndo para hospital com contrações irregulares, e tenha uma maior probabilidade de um parto rápido e sem intervenções ok? =D

Editado em 30/11/2009: A Denise do maternamente fez uma entrevista com o pai 'geek' que vale a pena dar uma lida! http://maternamente.blogspot.com/2009/11
/nao-basta-ser-pai-tem-de-ser-geek.html

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11 de novembro de 2009

Gripe Suina no Japão ou virus H1N1

A gripe H1N1 chegou nas escolas japonesas e algumas crianças próximas a seu filho podem estar contaminadas.

Se acontecer com seu filho de se contaminar, não é preciso ter pânico, seguindo as orientações do pediatra tudo ficará bem novamente.

Para se evitar o contato com o vírus ainda falta informação, por isso resolvi postar aqui algumas perguntas e respostas que recebi através de uma amiga, as quais foram passadas pela clinica Happy Baby Homeopatia.

1.- Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.

2.- Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.

3.- Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.

4.- É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

5.- Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6.- Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

7.- Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%

8.- De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

9.- O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

10.- Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

11.- A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada

12.- O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13.- Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14.- Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.

15.- Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.

17.- O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.

18.- Qual é a população que está atacando este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.

19.- É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.

20.- Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.

21.- Serve para algo tomar Vitamina C?
Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

22.- Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

23.- O virus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

24.- Os mascotes contagiam-se com o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem-se por outro tipo de vírus.

25.- Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.

26.- Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.

27.- O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

28.- Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.

29.- Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?
Não serve para nada.

30.- As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.

31.- Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NAO.

32.- O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.

33.- O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.

34.- O álcool em gel é efetivo?
SIM, muito efetivo.

35.- Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.

36.- Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

37.- O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.

38.- Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM.

39.- As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.

40.- Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.

41.- Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

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15 de outubro de 2009

O pesadelo da dentição

A grande maioria dos cuidadores, sejam mães, pais, avós, babás, percebem quando um dentinho está para nascer. E quase nunca é porque perceberam a gengiva inchada quando foram limpar com gaze ou paninho.

Existem inúmeros sintomas que levam todos a perceberem a dentição vindo: bebê irritado, chorão, com o sono picado, mordendo tudo, babando horrores, sem apetite. Às vezes, um pouco de febre. Pode até haver uma assadura leve nas bochechas, pescoço e braços/mãos, por causa da salivação excessiva.

Mas, atenção: febre alta não é por causa da dentição. Vale checar com o pediatra.

A gente tem como ajudar o bebê a passar por essa fase sem usar remédios calmantes, pomadas e afins. Mas a gente ainda precisa passar pelo mais difícil, que é ver nosso bebezinho sofrer e não ter como fazer parar. Acreditem, passa. E eles saem fortalecidos disso.

Agora vamos às alternativas! Oferecer talo de salsão, agrião, essas verduras bem fibrosas (que não vão se quebrar na boca do bebê) bem geladinhas para eles morderem. Alivia bastante a dor/coceira da gengiva e acalma bem o bebê, pelo menos enquanto ele está mastigando. Um mordedor serve, mas EU prefiro dar alguma coisa que libere nutrientes na boquinha do bebê, e não algo que libere bisfenol-A, que vaze líquidos estranhos (porque, sim, alguns bebês conseguem furar os mordedores com líquido dentro) ou que solte pedaços de tinta/plástico/borracha…. Não cortem pequeno. Ofereçam, por exemplo, o talo do salsão inteiro, só bem lavado, sem as folhas. O mesmo com o agrião. É melhor o bebê enfiar o talão na boca e vomitar do que ele engolir um pedaço e engasgar.

Enrolar gelo picado em uma fraldinha de algodão, amarrar bem e dar para o bebê também ajuda. Mas tem que tomar cuidado e tirar da boca de tempos em tempos, senão queima.
Massagear a gengiva com um paninho molhado em água bem gelada é ótimo para fazer a limpeza e antes do soninho. Mas só tome cuidado para não tomar uma mordida daquelas.

O bebê fica com esse instinto meio canibal, mesmo. Quer morder, porque pressiona a gengiva, aliviando a coceira, a dor. Eles mordem. Mordem o seio, na amamentação, mordem a mão, a perna, a boca, a bochecha, o tornozelo…. Mordem até eles mesmos (e depois ficam inconsoláveis).
A única coisa que a gente pode fazer quanto a isso é falar sério. E até bebês bem pequenos entendem quando a gente fica bravo, triste, feliz. Diz, com a expressão séria e triste:
- Morder a mamãe/papai/vovó não pode. Machuca e eu fico triste.
Ou algo do tipo.
Eles podem morder de novo. E a gente diz de novo. E de novo. E de novo.

Sempre com muita paciência, porque quem está sofrendo são eles, não nós.

Dar muito colo, muito carinho. Conversar. E aceitar que essas mordidas são fase, que passam rápido demais e logo a gente esquece. Palavra de quem passou por tudo isso três vezes e precisou de muito Google para lembrar de tudo isso.

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14 de outubro de 2009

Amamentar com mamilos planos ou invertidos é possivel?

Siiiiiiiiiiiim!!!!!

A maioria das mulheres antes de ser tornarem mães tem medo de não conseguir amamentar seus filhos por vários motivos e ter mamilos planos ou invertidos, é um deles. Mas isso não impede a amamentação.

Como regra, NÃO É NECESSÁRIO PREPARAR OS SEIOS PARA AMAMENTAÇÃO DURANTE A GESTAÇÃO.

O ideal é passar apenas agua na hora do banho e só. Não estimule, não passe bucha vegetal, não passe creme e nem sabonete.

A pele do mamilo deve ficar o mais grossa possivel e cremes fazem a pele ficar mais sensível.

Durante a gestação, os mamilos vai ficando mais ásperos e escuros, se preparando naturalmente para a sucção do bebê.

Não é necessário também estimular os seios para sair colostro. Ele sairá naturalmente após o parto.

Para as mulheres que tem mamilos planos ou invertidos tem algumas dicas que podem ajudar depois que os bebês nascem para o bico ficar exposto mais rapidamente.

Usar um sutiã furado - Uma boa dica é pegar um sutiã firme e fazer dois buraquinhos bem em cima dos mamilos (vc pode fazer um acabamento de chuleado, como se fosse a casa de um botão.) Ao vestir o sutiã, encaixe os mamilos nesses buraquinhos. (Fica muito sexy! huahuahuahua.) Aos poucos, os mamilos ficarão mais proeminentes. Além de boas gargalhadas, este sutiã produz ótimos resultados!

Sol - Pode-se tomar sol nos mamilos para fortalecer a pele. O sol é um cicatrizante natural, que ajuda a manter os mamilos secos e saudáveis. Mas cuidado para não queimar a pele do peito! Corte dois buracos num sutiã velho e exponha apenas os mamilos ao sol por alguns minutos todos os dias.

Como esses dias não tem muito sol, vc pode utilizar uma lampada proxima ao mamilo, uns 30cm mais ou menos por 5 a 10 minutos, todos os dias.

Dedal - Outra alternativa é encaixar nos mamilos duas metades de bolinha de isopor com um dedal dentro.

Boa pega do bebê - Várias coisas ajudam a preparar os bicos para a amamentação, mas aprendemos que uma das coisas mais importantes é a amamentação com uma pega correta, isto é, com a boca do bebê bem aberta, de frente para o peito, sugando o bico e parte da aréola.

A criança não deve pegar apenas o mamilo; o máximo possível da aréola deve ser colocado na sua boca. O bebê deve ser levado ao peito e não o peito ao bebê.

Para um posicionamento adequado, durante as mamadas, todo o corpo do bebê deve estar voltado para a mãe.

Pensamento positivo e vontade - Um dos ingredientes mais importantes para quem quer amamentar é a vontade de fazê-lo, independente dos palpites alheios e das intercorrências. Insistir na amamentação exclusiva é muito importante. Acreditar na capacidade de fazê-lo também. =)

Muitas mães que passaram por isso relatam que ficaram com o mamilo para fora depois de amamentarem. Outras ficaram com bicos invertidos novamente.

Quando, antes da mamada, o peito estiver muito cheio e o bebê não conseguir pegar-lo, o ideal é fazer uma ordenha e oferecer o leite retirado numa seringa para o bebê (porque esse leite do começo da mamada tem pouca gordura mas é o leite que mata a sede, portanto é importante oferecê-lo). Não precisa ordenhar muito, só ate o bebê conseguir pegar o bico mesmo, de preferencia fazer a ordenha com a mão.

É preciso ter cuidado porque quanto mais você ordenhar, mais leite terá, e corre o risco de ter mastite (leite empedrado).

Uma ultima dica, é usar uma seringa com a ponta cortada. Coloca-se o mamilo dentro da seringa e suga-o até formar o bico, segure a seringa por um momento no peito e em seguida ofereça ao bebê. Isso vai facilitar muito a pega. =)

Para terminar, um video de como fazer a pega de forma correta.

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5 de outubro de 2009

Parto Humanizado

A Humanização no nascimento está aos poucos sendo divulgada e ensinada no Brasil.

Viva!!! Isso é maravilhoso!

Grupos de apoio e informação como o GAMA, a Parto do Principio, amigas do Parto, estão ganhando espaço na mídia e ajudando muitas mulheres a se empoderarem na escolha de partos cada vez mais participativos e menos traumático para mãe e bebê.

Claro que ainda há um longo caminho a ser percorrido, mas cada semente plantada faz diferença.

Eu tenho o prazer de postar aqui no blog hoje um pequeno documentário feito pela equipe da Dra. Melania Amorim em Campina Grande, onde ela explica passo a passo, as 10 Recomendações da OMS para o parto junto com imagens muito bonitas de nascimentos.

Informações importantíssimas para todas as mulheres que vão ter filhos e que desejam um Parto Ativo.

Mesmo para quem não sabe o que é, vale assistir e se informar antes de se entregar nas mãos dos médicos e deixar 'tudo por conta dos doutores'.







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28 de setembro de 2009

Bom final de gravidez! =D

Como mãe de quatro, eu posso dizer com certa autoridade que final de gravidez não é fácil!

No geral a gravidez fica divida em 3 fases marcantes, ou seja, os 3 trimestres.

No começo a gente curte a noticia da gravidez, mas depois os enjoos apertam, vem azias e muito sono.

Depois que passam os enjoos e o sono excessivo, vem uma fase mais 'light', que a gente consegue curtir melhor.

Após as 35 semanas, geralmente vem a ansiedade, o medo e o desconforto, que tomam conta da gente de uma forma absurda e isso tudo pesa no emocional e no psicológico também. Dai a gente começa a chorar muito, resmungar e estressar por pouco e fica de mal humor todo o tempo...=(

Por sempre ver as mulheres reclarem dos sintomas, sensações e até de alguns problemas mais sérios que aparecem nessa fase, e gostaria de propor aqui algumas dicas para ajudá-las a curtir, até o ultimo momento, seus rebentos dentro do ventre. Vamos tentar?

Para inchaço
No final da gestação é comum as mulheres incharem bastante.
Uma sessão de drenagem linfática, ou qualquer outra técnica de massagem para grávidas faz muito bem e ajuda a desestressar e relaxar. Ajuda no equilibrio emocional e fisico tambem, reduzindo o inchaço e retenção de liquido.

Dores nas costas
1- Usar bola de pilates sempre que for sentar (no computador, nas refeições, no escritório, etc)
2- Exercicios de alongamento de manhã e a noite
3- Usar faixa na barriga (sem apertar) ajuda a corrigir a postura e consequentemente a dor diminue
4- Massagem com bolas de tenis - deitar sobre duas bolinhas no chão e massagear o coccix e a coluna
5- Ficar em posição de cocóras várias vezes por dia

Dores nas pernas
1- Escalda pés no final do dia com agua quente e sal grosso é um santo remedio
2- Dormir/descansar com as pernas em cima de almofadas grandes, de forma que as pernas fiquem acima do corpo num angulo de 45º
3- Massagem do marido com um oleo de arnica nos pes e nas pernas

Pressão alta
A hipertensão é um dos problemas sérios que pode aparecer no final da gestação, mas CUIDADO com o que seu médico fala porque nem tudo é pressão alta.
Na verdade não é o número absoluto que importa no diagnóstico da hipertensão.
O que importa é a variação em relação à pressão basal daquela mulher.
Se a pressão normal dela é 11 x 8, o ideal é que não suba mais do que 3 pontos a primeira e mais que 1,5 pontos a segunda. Acima disso consideraríamos uma hipertensão digna de cuidados, mas atenção, não é PERIGOSA. Precisa de observação.
Por exemplo, uma pressão que chegasse a 16 x 10... Teria que:
1) medir novamente fora do ambiente hospitalar
2) caso continuasse alta, medir novamente depois de algumas horas de repouso
deitada de lado(30 minutos pelo menos)
3) caso continuasse alta, verificar a presença de outros sinais
(proteinúria, edema, dor perto da região do estômago, luzinhas piscando nos
olhos, dor de cabeça, etc...)

Atenção, mulherada, PRESSÃO ALTA é um evento isolado que não tem QUALQUER significado, se tratada isoladamente. Pensar em cesarea por PA alta, é a mesma coisa que operar a cabeça de alguém que chega no hospital reclamando de uma terrível dor de cabeça, porque 'pode ser' um tumor maligno!!!

E atenção nº 2, mulherada! PRESSÃO ALTA costuma estar diretamente associada com hábitos alimentares, de vida, de sedentarismo e de ESTRESSE. Nossos
alegados índices de "pressão alta" entre as gestantes se deve muito mais à conveniência e desinformação médicas do que a hipertensão gravídica propriamente dita.

O diagnóstico errado de hipertensão dá medo, aumenta a tensão, aumenta a pressão arterial e quando você vê a mulher parece uma bomba relógio.

No geral, a pressão da grávida sobe na reta final por cansaço, estresse, final de gravidez, síndrome do avental branco, entre outras coisas...

Insônia
Todo mundo sabe qual a maior causa de insônia né? Ansiedade, isso mesmo.
Como segurar a ansiedade de tudo o que virá com a chegada de um novo ser na família?
Não é simples, mas também não é impossível.

A ansiedade geralmente está ligada ao fato de não termos 'certeza' do que virá.
Em relação ao parto em si, dá para resolver o problema se informando. Tirando dúvidas com profissionais humanizados e fazendo os exames necessários. Pronto.

Em relação as novidades que virão com a chegada do bebê, (principalmente para mães novatas) o ideal é ter alguém para ajudar no começo com as tarefas de casa, especialmente no primeiro mês, até que a amamentação se estabeleça. Já com o bebê, eu GARANTO, TODA MÃE TEM DENTRO DE SI A MELHOR RESPOSTA PARA OS CUIDADOS COM SEU FILHO, é só 'ouvir' o coração no momento oportuno. Portanto não adianta se preocupar antes.

Você pode preparar lembrancinhas para a chegada do bebê, fazer trabalhos manuais, cuidar de seu corpo, fazer um bom corte de cabelo, ir a manicure, assistir um filme bacana, ir ao teatro, fazer um jantar romântico...

Enfim, tem uma série de coisas que se pode fazer para relaxar (e que serão dificeis de fazer depois).

Agora, se tem uma coisa que faz a gente ficar ansiosíssima, são as pessoas em volta perguntando 'quando nasce', não é?

Então para evitar esse desconforto, invente uma resposta de praxe do tipo:
- na hora que ele/ela quiser, porque os exames indicam que está tudo bem...
- o médico refez os cálculos e ainda faltam X semanas (contando 2 semanas além das 40, já que é comum a gestação chegar até 42...)

Então, além dessas coisas, tem outras coisas que fazem o final da gestação ficar conturbado?

Digam-me. O que é?

Alguém tem outras dicas? ;-p

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18 de setembro de 2009

A verdadeira Shantala

Esse video raro exibe a verdadeira shantala realizada por uma mãe indiana em 1976.
Muito bonito!
Vale assistir e praticar com seu bebê!
=D

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15 de setembro de 2009

Quantos ultrassons são necessarios durante o pré-natal?

Quando realizei uma pesquisa sobre as condições de atendimento no pré-natal e parto aqui no Japão, a quantidade de ultrassons realizada me assustou bastante.

Embora não existam estudos comprovando efeitos colaterais desse exame, já existem algumas evidências de que gravidas que realizam muitos ultrassons tem bebês que apresentam algumas 'peculiaridades' como por exemplo, meninos que nascem 'canhotos'.

O artigo abaixo foi escrito pela Enfermeira-Obstetra Ana Cris Duarte, em resposta a uma mãe que questionou a necessidade de realizar vários ultrassons durante a gestação:

"Há controvérsias sobre a quantidade ideal de ultrassons a serem realizados.

Mesmo médicos pouco intervencionistas, com altas taxas de parto normal, sentem-se confortáveis com pelo menos 2 ou 3 ultra-sons.

O primeiro precoce, com 7 ou 8 semanas de gravidez, para saber a data provável do parto. Parte do pressuposto que a data da última menstruação pode estar errada ou a ovulação não ocorreu quando se imagina ter ocorrido.

Assim eles se sentem mais seguros para não intervir numa gravidez que chega perto de 42 semanas. Também acham importante para excluir a possibilidade de uma gravidez na trompa, por exemplo. Na minha opinião, não se deve intervir numa gravidez que chega perto de 42 semanas se tudo está correndo muito bem, e deve-se intervir caso haja algum problema, independente do que o ultra-som precoce diz. Quanto à gravidez ectópica, existem sintomas que indicam que está havendo um problema. O médico só precisa estar atento ao sintomas declarados pela mulher.

O segundo é o morfológico, para detectar problemas no bebê. Bom, sobre isso já falei. Os problemas não são assim tão solúveis como se imagina. Para cada bebê salvo numa operação intra-útero, matar-se-ão 4 ou 5. Para cada bebê tirado precocemente para solucinar problemas, 2 ou 3 morrerão e outros 2 ou 3 ficarão seriamente sequelados para o resto da vida, depois de terem sido torturados durante meses em UTIs neonatais.
Saber antes que o bebê tem um problema para poder se preparar?
Bom, a semana toda discutimos isso...
Acho que o morfológico se aplica a pessoas que pensam em interromper a gravidez precocemente caso o bebê tenha malformações graves ou que inviabilizem a vida, por exemplo anencefalia. Para casais que não interromperiam a gravidez sob nenhuma hipótese, essa vantagem deixa de existir.

O terceiro é no final da gravidez para verificar placenta, líquido, etc..
Esse é o menos importante na opinião de médicos que pedem poucos ultra-sons, porque as melhores informações são aquelas fornecidas pela clínica, apalpação do ventre, medida do útero, etc..

Lógico que estamos falando de uma gravidez normal, onde o bebê cresce normalmente, o líquido parece estar em quantidade normal, os batimentos cardíacos estão normais, etc, etc.. O ultra-som é uma ferramenta excelente para confirmar diagnósticos ou suspeitas feitas através da clínica.
Por exemplo se o bebê não cresceu de uma consulta para outra, pode indicar um problema e alguns exames podem ser muito úteis.

Mas pela revisão da Biblioteca Cochrane de Evidências Científicas, o ultra-som em gestações normais não trouxe melhora nos resultados NAS GESTAÇÕES DE BAIXO RISCO E SEM INTERCORRÊNCIAS. O ultra-som de final de gravidez para acessar maturidade da placenta parece ter "algum" resultado promissor, mas a falta de informação sobre efeitos psicológicos do exame nas mães não dá segurança em relação a essa recomendação.

Na minha opinião, acho que o único ultra-som realmente justificável numa gravidez de baixo risco é aquele para determinar o sexo do bebê, quando for de vontade do casal.

Um aparte seria à quem tenha gestação gemelar onde alguns exames são necessários ao longo da gravidez. O ultra-som é um deles... Ele vai avaliar se os gêmeos compartilham a placenta, por exemplo, entre outras coisas..."


Em poucas palavras, o ultrassom é uma otima ferramenta quando existem real necessidade, mas fazê-lo de rotina, quando muitas vezes só vai trazer 'angústia' com resultados pouco conclusivos, pode acabar sendo um mal e uma ferramenta para torturar os pais e inclusive forçar cirurgias desnecessárias antes do tempo.

Há de se pensar nos riscos (ainda não comprovados) e na saúde mental da família. Vale a pena só para ver o rostinho do bebê?

E você o que acha da grande quantidade de ultrassons realizados hoje em dia?

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7 de setembro de 2009

Vacinação a verdade oculta

Vou falar hoje sobre um assunto polêmico e que gera muita controvérsia: Vacinação!

A grande massa mundial acredita que "vacina" é algo bom, que serve para ajudar a população, evitar que doenças se alastrem, mas essa é UMA versão da história...

Vou deixar hoje um video longo sobre coisas que TODO PAI E TODA MÃE deveria saber antes de optar pela vacinação.

São coisas que ninguém vai te contar, a menos que você pesquise e procure saber por si mesmo.

Vale a pena assistir e tomar sua decisão convicto de sua opção, aceitando os beneficios e os RISCOS também.

A legenda é em espanhol mas dá para entender perfeitamente.

Depois me digam o que acham do assunto...

















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1 de setembro de 2009

Mulher brasileira não dilata???

Quantas e quantas vezes você já ouviu histórias das avós, tias, amigas que fulana e ciclana tiveram que fazer cesárea por falta de dilatação, hã?

É, AINDA TEM GENTE que a acredita nisso...

Eu quis morrer quando cheguei ao Japão e logo fui surpreendida por uma tradutora me dizendo a mesma coisa, mas de forma pior: A mulher brasileira não dilata né?

Hahahahahahahahaha...eu tive que rir para não chorar...

Sim, o Japão, como já falei em outros posts, está longe de ser um pais ideal para parto humanizado.

Aqui se faz muito parto normal, mas com o pacote Frank (de Frankenstein) completo: indução, monitoramento fetal constante, posição deitada durante o TP, episiotomia, kristeller, etc...

Bem, vou falar das 'crendices' por partes e já derrubando os mitos:

- Toda mulher dilata, EXCETO raríssimas excessões, se o ambiente do parto for favorável e acolhedor;

- A maioria das mulheres NÃO TEM DILATAÇÃO antes de iniciar o trabalho de parto. (Por isso não há necessidade de exame de toque se ela não está em TP);

- O processo de parto não tem quantidade de horas certa para acontecer. É necessário o monitoramento materno e fetal durante o TP, e se estiver tudo bem, pode-se esperar até 72 horas para o TP;

- O tamanho da mãe e do bebê não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com a mulher não dilatar;

- Mulheres magrinhas, altinhas, baixinhas, gordinhas, de cabelo curto ou comprido, também dilatam...=D

- Se a sua bisa, a sua avó, a sua mãe não dilataram, isso não tem NADA A VER com você, a falta de dilatação NÃO É hereditária.

A falta de dilatação que se ouve dizer é, em geral:

- falta de paciência do médico as vésperas do feriado prolongado;

- falta de paciência da familia da gestante;

- falta de apoio e ambiente acolhedor para a mulher parir em paz;

- falta de profissionais capacitados e humanizados;

- falta de acreditar na capacidade de parir e na perfeição do corpo feminino;

- falta de informação correta da gestante.

Precisamos levar informação correta para as mulheres brasileiras. Urgentemente!

A mulher brasileira é forte e guerreira, e SIM! Sabe parir!

Só é preciso deixar as 'crendices e contos' de lado e ter fé na natureza feminina!

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20 de agosto de 2009

Enurese noturna é normal?

Eu não conhecia o termo até ter o problema em minha casa.

A enurese noturna é "xixi na cama".

As pessoas normalmente dizem que é "normal" a criança fazer xixi na cama até no máximo 3 anos, mas não é bem assim...

Eu tive o problema e fiz xixi na cama até os 12 anos de idade. Minha mãe dizia que era "safadeza" de minha parte, mas eu não entendia o porque e nem tinha o que argumentar. Eu ainda era uma criança.

Meu marido também teve o problema, mas não se lembra até que idade, só lembra da mãe dando bronca.

Daí que temos um filho com o mesmo problema, e pelo pouco que li, é mais propício aparecer a situação quando os pais já apresentaram-na na infância.

Nosso filho começou a sair das fraldas com 2 anos e na época houve uma série de questões emocionais envolvidas, (o pai veio para o Japão, o irmão caçula nasceu, ele foi para a creche, desmamei-o...) o que fez com que ele não conseguisse sair das fraldas antes dos 3 anos.

Confesso que briguei muito, ameacei bater, falei coisas que não devia e o problema piorou.

Até completar 4 anos ele fazia muito xixi na roupa, de dia e de noite.

Quando viemos para junto do pai, ele ficou quase 6 meses sem fazer xixi na cama (tinha uma ou outra escapada) e nessa época eu fazia também o tratamento com homeopatia para ele. (Que aliás recomendo a quem tiver facilidade para comprar, mas dê preferência aos medicamentos manipulados recentemente, eu só não usei mais porque acabou aqui)

Quando eu tive nossa ultima filha, e passei a ter menos tempo para dar atenção a ele ele voltou a urinar na cama, já perto de completar 5 anos.

Levei-o ao médico aqui no Japão, que fez exame de urina, ultrassom e questionário de saúde, e constatamos que realmente ele não tem NADA.

O problema é emocional, e pelo que o médico me disse, bastante comum entre os japoneses até os 12 anos.

A orientação que obtive foi para:
- NUNCA brigar ou humilhar por molhar a cama
- Deixá-lo dormir de fralda e ensiná-lo a colocar a fralda sozinho.
- Não valorizar, nem menosprezar pelo uso da fralda. Dizer-lhe que quando não quiser mais usar, quando estiver preparado, ele pode ficar sem.
- Valorizar as atitudes dele sempre (não como se fosse um bebê, mas as atitudes de menino, próprias de sua idade)

Eu estou seguindo essas orientações agora.

Talvez se tivesse começado "lá atrás" o problema já estaria resolvido.

Eu me estressava bastante não por mim, mas pelas pessoas falarem que já "tava grandinho pra usar fralda", que "tinha que deixar sem pra ele acostumar" e etc...

Eu me estressava porque com essas e outras, todo dia tinha um monte de roupa de xixi pra lavar (o que me polparia e a ele, se eu deixasse usar a fralda noturna)

Eu me estressava por querer que ele fosse como as outras crianças, mas ele é ÚNICO.

A minha maior dica para a mãe que tem filho com enurese noturna, é primeiramente fazer os exames clínicos. (depois de 4 anos de idade ok? antes disso não acho que seja o caso...)

Se constatar que não há problema físico, respeite seu filho.

Deixe-o chegar a 'essa maturidade' em seu tempo.

Diálogo, amor e atenção ajudam muito!

Acredite! Ele vai chegar lá na hora que estiver pronto!

O peso da cobrança só irá atrapalhar!

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12 de agosto de 2009

Os pernilongos e o verão

Verão é quente, é tempo de janelas abertas, pouca roupa, passeios ao ar livre, chapéus, sorvetes, omatsuri......
Mas também é a infeliz época dos pernilongos.

Hoje em dia, existem tantos produtos anti-mosquitos que a gente quase não se lembra deles: katori senkou, aparelhinhos de tomada, relógio repelente, repelentes de pele em creme, gel, spray, pulseira, adesivo........
O que a gente não imagina é o mal que eles podem causar no nosso organismo! E causam, viu?

Então, aqui, deixo uma lista de como lidar com os bichinhos sem afetar nossa saúde:
- matando! Com as mãos, com os mata-pernilongo (vendidos em loja de 100 ienes), com o chinelo,... enfim. O melhor jeito é molhar as mãos (ou o que você vai usar para exterminar os bichos), porque ele "gruda" e não consegue escapar. Então, molhe as mãos, deixe o local pouco iluminado e use uma lanterna para encontrá-los. E mate, pelo menos, o dobro do número de pernilongos que você viu! Não descanse antes disso.

- usando telas de proteção. E, quando for entrar em casa, abra e feche a porta o mais rápido possível!

- com casca de laranja ou folhas de louro, no aparelhinho de tomada. Daqueles com o espacinho para colocar a pastilha, OK? Você coloca a casca da laranja ou as folhas de louro lá no lugar da pastilha e liga na tomada. O ponto fraco desse método é que ele tem uma duração curta, então, eu sugiro que você feche armários, gavetas e afins, deixe uma saída para os pernilongos (tipo uma fresta na janela), ligue o aparelho na tomada e esqueça. Depois de uma hora, mais ou menos, feche a saída e deixe o aparelho na tomada mais um tempo. Em duas, três horas, o cheiro acaba, então o ideal é desligar da tomada ou trocar o recheio.

- com óleos essenciais! É só usar aqueles kits de aromatizar ambientes com vela e óleo, sabem? Aqueles com o espacinho para o óleo em cima e o espacinho para a vela embaixo. Coloca umas 5, 10 gotas de óleo essencial (os mais eficazes, até agora, foi a citronela, aqui em casa) e um pouco de água. Acende a vela e deeeeeeixa...... Espanta todos os bichos. Eu prefiro deixar a saída para os pernilongos e depois fechar, como no item acima. Mas tem que deixar aberto uns 10 minutos, depois fechar, porque ele dura menos e é mais intenso.

- incenso! É só acender o incenso no ambiente a ser "despernilongado". Prático, rápido e ótimo!

- com repelentes naturais. Aqui em casa, eu faço. Comprei um potinho de spray de 50mL. Coloco 5, 10 gotas de óleo de citronela, pouco menos da metade de álcool e o resto com água. E espirro nas janelas, portas e na gente, quando vamos sair. Quando vai usar a mistura em bebês, usar o mínimo de álcool possível! O óleo de citronela com água funciona bem, mas precisa misturar bem antes de usar. E fazer bem pouquinho de cada vez.

Alguém tem mais alguma dica?

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10 de agosto de 2009

Resultado da Promoção SMAM 2009

Muito obrigada as mães empoderadas e de "peitos fartos" que nos agraciaram com as imagens de carinho e amor junto a seus rebentos!

Recebemos muitas fotos M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A-S!!!

Essas imagens encheram de ocitocina todas as mulheres que visitam nosso site e vamos deixar o slide ai até a próxima SMAM! =)))

Realizei o sorteio através do Random e a numeração foi feita na ordem das fotos no slide (excluindo minhas fotos e da Kelly Savioli e contando uma vez cada participante):

1-Elisa amamenta Isabela com 1 mês
2-Elly Chagas amamenta Caetano de 1 ano e 10meses
3-Thais Saito amamenta Zé de 2 anos
4-Valquiria amamenta Lucas
5-Alessandra amamenta Ana de 2 anos
6-Josenilda amamenta emocionada seu bebe pela 1ª vez
7-Keyla amamenta Luy de 10 meses
8-Thais Rosa amamenta Caio de 1 ano e 3 meses
9-Maira Duarte amamentando
10-Pérola amamenta Beatriz de 2 meses
11-Kristall amamenta Marco com dias de vida
12-Kelly amamenta Breno com 2 dias
13-Isa com Pedro
14-Rosana Flores amamenta Lucas Gael de 2 meses
15-Van e João 3 meses e meio
16-Naya amamenta Yasmin
17-Lia Flávia amamenta Henrique na 1ª hora
18-Mariana Teziniamamenta Caetano de 2 meses
19-Amanda amamenta Carmem de 3 dias
20-Vivian e Rafael de 11 meses
21-Bruna amamenta Guilherme com 43 dias de vida
22-Carla amamenta Henrique pela 1ª vez
23-Kalu amamenta Miguel com 2 anos
24-Liliane amamenta suas gemeas poucas horas apos nascerem
25-Juliana amamenta Teresa com 2 meses
26-Nubia amamenta Sophia de 26dias
27-Paula amamenta Nara de 3 meses
28-Adriana amamenta Alex de 4 meses
29-Ana e Julia com dias de vida
30-Jacqueline amamenta Lucas com 1 ano
31-Natalia Rea com Helena
32-Patricia amamenta Tarsilla
33-Luana gravida de 2 meses amamenta Beatriz de 2 anos
34-Carolina com Ravi de 2 anos e Leela mamando e slingando

O sling foi presente oferecido pela mãe 'poderosa' Kelly Savioli que faz e vende slings no Japão através do perfil no orkut "KeySlings Carregadores de Bebê".

Ela está com ótimos preços de slings e wraps. Vale conferir!

E o resultado?
Está ai na imagem a baixo! ;-p
Muito leite para as maternas e seus bebês!

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4 de agosto de 2009

Amamentação pode salvar 1,3 milhão de crianças por ano, diz OMS

Pois é, li essa noticia no site da UOL agora a pouco e pensei:

Porque as mulheres do mundo todo acreditam que qualquer leite pode substituir o seu leite?

Porque acreditam quando seus medicos ou orientadores de saude mandam dar o complemento desnecessário?

Porque desistem de amamentar logo na primeira dorzinha?

Porque algumas nem tentam amamentar seus bebês dizendo que não tem leite?

São perguntas que faço a mim mesma e faço a vocês leitoras.

Pensem, reflitam e questionem suas irmãs, amigas, vizinhas...

O diálogo entre partes ajuda muito e faz toda diferença na formação da nossa sociedade.

Muitas vezes as pessoas não fazem NADA por falta de alguem que lhe questione, instigue e informe.

Passe toda informação sobre o aleitamento materno para frente. Você estará ajudando a salvar vidas!

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3 de agosto de 2009

SMAM 2009 - PARTICIPE!

Eu tenho 4 filhos, todos amamentados no seio...

Falo isso com orgulho de quem passou por dificuldades com a amamentação e não se deixou abater porque acreditei (e acredito) na importância da amamentação dos bebês exclusivamente com leite materno.

Na Semana Mundial da Amamentação acho super importante falarmos e divulgarmos informações sobre o assunto porque ainda existe muita gente que acha que qualquer leite serve para o bebê e acredita em mitos de "leite fraco", "não ter leite", "peitos cair" e por ai vai...

O seios foram feitos para a amamentação! Isso é um fato que não se pode negar...

No site da WABA tem um folheto informativo explicando tudo sobre o tema desse ano que é "Amamentação: uma resposta vital em situações de emergências. Estamos preparados?", em portugues. Basta clicar para visualizar.

E para divulgarmos mais sobre a importancia do amamentar, nessa semana estaremos recebendo fotos de mães amamentando para nosso Slide Special ao lado.

Para participar é necessário enviar uma foto de amamentação com seu nome, nome e idade do bebê na foto no email maternajapao@gmail.com

Todas as que enviarem sua foto até 7/8 estarão concorrendo a um sling da KeySlings Carregadores de Bebê.

Podem participar mães de todo o mundo! =)

Quem não tiver foto de amamentação pode participar com um comentário dizendo "porque acredita na importância da amamentação."

Quem quiser participar divulgando em seu blog ou no orkut faça parte da blogagem coletiva do Mammys Blog tambem que tem mais prêmio por lá! ;-)

Leiam também o blog Especial criado pela Matrice para o SMAM 2009

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31 de julho de 2009

Método Leboyer na Globo

Essa matéria é super antiga, mas o assunto é super atual!
Um video de 20 minutos que vale muitissimo a pena assistir!

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14 de julho de 2009

Escolhendo o sexo do bebê naturalmente

Antes de mais nada, quero dizer que as informações que tenho são apenas artigos publicados em revistas e pesquisas na Internet. E que tudo diz que aumenta a probabilidade, mas NÃO GARANTE!

Conheço gente que conseguiu fazer e deu certo.

Aqui vai um resumo dos artigos. Boa sorte para as tentantes!!! =D

O Raciocínio:
O espermatozóide é quem determina o sexo do bebê.

O espermatozóite masculino (portador do cromossomo Y) é mais rápido (chega mais rapidamente ao óvulo), vive menos tempo e é mais sensível à acidez (não resiste).

O feminino (X), por sua vez, é exatamente o oposto: mais lento, vive mais tempo e é mais sensível ao ambiente alcalino.


Como "fazer" Menina:

Para "fazer menina", deve-se exterminar os espermatozóides masculinos. A relação sexual deve acontecer 2 ou 3 dias antes da ovulação (a ovulação acontece geralmente 14 dias antes da próxima menstruação prevista para quem tem um ciclo regulado). Dessa forma, os esperamatozóides masculinos já não estarão mais vivos.

Nesses dias, deve-se manter uma dieta que aumente a acidez (cítricos, vinagre, limão, etc... - tem mais coisas nos artigos) e hipercalórica na semana, ou seja, rica em carboidratos, exagerando-se nos doces.

Fazer um banho (lavar a vagina) com vinagre diluído em água. Esse banho pode ser só externo (uma enxaguadinha no final do banho), ou interno (com ducha vaginal).Usa-se 2 colheres de sopa de vinagre em um litro de água. Faz-se isso apenas durante o período previsto para engravidar, e uns 3 dias antes, e não o mês todo! Quem tiver o ciclo muito irregular, deve estender um pouco mais esses dias.

As relações sexuais devem ocorrer antes da ovulação para diminuir a taxa de espermatozóides.

A mulher deve evitar o orgasmo para não aumentar a secreção vaginal alcalina que pode dificultar a chegada dos espermatozóides.

A penetração não deve ser profunda no momento da ejaculação, já que o espermatozóide feminino se move lentamente e vive mais.

A penetração deve ser com homem por trás da mulher, para que o esperma se deposite longe do colo uterino.


Como "fazer" Menino:

Quanto à "fazer menino", a relação deve ser no dia da ovulação, e deve-se fazer lavagem com bicarbonato de sódio diluído em água antes das relações sexuais. Usa-se uma colher de sopa de bicarbonato em meio litro de agua.

A relação deve ser o mais próximo da ovulação, sendo evitadas relações no início do ciclo menstrual.

O orgasmo da mulher deve ser antes ou junto com o do marido. Deve-se exagerar nas preliminares, já que, pela teoria do esperma, o cromossomo masculino deve ser mais veloz e menos resistente, devendo ter um meio vaginal menos ácido.

A penetração deve ser profunda no momento da ejaculação, e a posição sexual deve ser do homem sobre a mulher.

A dieta hipocalórica na semana, ou seja, pobre em carboidratos, evitando-se principalmente os doces, exagerando-se nas saladas.


Resumindo...

O espermatozóide portador do cromossomo sexual Y (masculino) é mais rápido que o portador do cromossomo X (feminino). Contudo, Y tem uma sobrevivência menor no organismo feminino. "Portanto, se a relação sexual ocorrer de um a três dias antes da data estimada para a ovulação, a probabilidade maior é de se gerar um feto do sexo feminino, resultado da união do espermatozóide portador do cromossomo X com óvulo (sempre portador do cromossomo X) o que é igual a XX", detalha o médico.

Por outro lado, se a relação sexual ocorrer próxima à ovulação, o espermatozóide portador do cromossomo Y - por ser mais rápido -, tem maior chance de penetrar o óvulo, originando, portanto, um feto do sexo masculino Y + X = XY.


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5 de julho de 2009

O calor e nós


Estamos entrando no verão japonês e já está um calor dos infernos, não?
Eu fico suada mesmo que fique pelada. hauhua.
E é nessa época que a gente começa a usar ar condicionado demais, janelas fechadas demais, choques térmicos demais...... E isso não é lá.... muito bom.
Para mim, o ideal é ar desligado, ventilador protegido e crianças peladas.

Bebês pequenos não precisam de muito. Eles podem ou não ficar mais agitados por causa do calor. Como eles perdem calor rápido (quanto mais novos, mais rápido), o ideal é deixar com uma camisetinha, um body de manga curta. Se você está com ele o tempo todo, uma fraldinha de pano, dessas de ombro, mesmo. E trocar sempre que fizer xixi. A fralda comum, que fica horas lá deixa o local abafado, suado, úmido: ambiente ideal para fungos, assaduras, brotoejas. Quando eles dormem, basta cobrir com uma fralda de ombro, uma mantinha de algodão fina, o sling...

Bebês já maiores, que sentam, engatinham, podem ficar sem roupinha, sem fralda. Eles já mantém a temperatura sozinhos e podem até dormir peladinhos.

Crianças, então! Deixe peladas, com um baldinho de água perto de você, peladas e seja feliz. Relaxe. haha.

Se for um dia especialmente quente, deixe o bebê peladinho, mesmo. Aproveite para brincar com ele, tirar muitas fotos (que bebê pelado é uma coisa linda demais...) e se refrescar.
Talvez uma ducha morninha no meio do dia seja uma boa solução, desde que não se desperdice água e gas. Lembrando que não precisa de sabonete! Muito menos nesses banhos só para refrescar. Também é bom secar bem o bebê após o banho, especialmente nas dobrinhas.

Se você está grávida, use e abuse das roupas frescas, do ventilador. Sempre tenha a mão água. Aqui, existem bolsas térmicas compridas, como cachecóis, que você ou molha com água gelada ou deixa na geladeira, e enrola no pescoço, onde estiver com mais calor. Se sentir tontura, sente-se (ou deite-se, se puder) e descanse. E muito.

Quando for sair, lembrar de usar roupas frescas (as de fibras naturais como algodão, linho, bambú respiram mais, são mais ecológicas e protegem melhor dos raios solares), chapéu, levar um pouco de água e evitar os horários de sol mais quente. É sempre melhor usar mais proteção física (roupas, chapéus, sombrinhas) do que químicas (protetor solar).

Dar muito líquido, para todos! Água para os que já comem e muito leite materno para os que só mamam. Sempre. Sem horários, sem estresse. Mesmo que seja só um gole, tome. E ofereça.

Evitar o ar condicionado é uma boa. O ar é seco, muito mais gelado que o normal. Polui. Precisa deixar janelas fechadas, aumentando o risco de doenças contagiosas pelo ar como gripes, resfriados.. E o choque térmico, de quem está em um ambiente geladinho que vai para um ambiente quente é uma coisa não muito saudável. Principalmente para bebês. Se o calor é muito forte e você não aguenta, use um ventilador (não direto no bebê...), janelas abertas e roupa fresca, muito fresca. Ar, deixe só para quando precisar, como no carro em um dia de chuva.....

Essa época é quente, mas não é uma delícia ver as crianças peladas, saindo do banho pelados e felizes?

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2 de julho de 2009

Andador: sim ou não?


A minha resposta é básica, está na ponta da língua: NÃO!
TODAS as pesquisas de todos os lugares do mundo dizem o mesmo: andador é perigoso!

Os bebês, TODOS, precisam passar pelas fases normais: rolar, levantar o pescoço, sentar, engatinhar, ficar de pé apoiando nas coisas, andar, cair. Se a gente força o bebê a pular uma dessas fases, pode ter certeza de que alguma coisa vai faltar no desenvolvimento dele.
É com cada uma dessas conquistas que ele vai ganhar autoconfiança, aprender seus limites, aprender a tentar de novo, aprender noções de distância, altura, velocidade. Eles vão treinando determinação, força de vontade.
E o que o andador faz? Tira do bebê uma boa parte dessas fases. Eu conheço bebês que foram para o andador antes de sentar e só saíram de lá depois que andaram direito, sem cair. Hummm....

É só mais um brinquedo, se você colocar um tempo limite E ficar o tempo todo em cima da criança. Lembrando que só pode ser usado por crianças com mais de 9 meses, que já sentem e engatinhem.
As crianças não aprendem a andar mais rápido. Todos os artigos dizem o mesmo. É consenso. Não faz. As crianças que usam andador conquistam o equilíbrio mais devagar, se conquistarem totalmente.
Não anda mais rápido porque a criança não anda com o andador. Ela senta e mexe as perninhas, como Fred Flinston, naquele carro. Ela senta, empurra o veículo (porque é isso que ele é) com a ponta do pé e desliza. Como isso ajuda uma criança a andar?

Fora isso, é um "brinquedo" extremamente perigoso. Imaginem um bebê no andador. Ele está lá, chateado, já, sem ter o que fazer, pois não alcança nada a redor, mesmo. Aí dá um empurrão com o pé e descobre que aquilo pega uma velocidade legal. E empurra com os pés para cá, para lá. O andador pode chegar a uma velocidade de 1 m/s. E o bebê voa para cá, voa para lá (porque andar, ele não anda, né?), até que encontra um sapato, um brinquedo, um peso de porta, alguma coisa no chão. O andador tropeça no objeto e vira. O que vai bater primeiro? A cabeça. Sempre. O risco de traumatismos é grande, é sério. Pode ser fatal. E menos mal se não tiver escada e degraus.

Não pode ficar o tempo todo olhando o filho? Não coloque no andador. Muito melhor arrumar um cercadinho, colocar brinquedos e deixar a criança lá. Mais seguro, melhor no desenvolvimento do bebê.

Agora, eu tenho três filhos criados no chão, mesmo. Brincando para lá e para cá, mexendo em tudo o que tinham ao alcance, mesmo. Se deu mais trabalho que o andador? Não. E olha que eu vi de perto muitas crianças criadas em andador....

Quer ler mais?
Aqui, o artigo da Sociedade Brasileira de Pediatria, Site Minha Vida, Baby Center e Guia do Bebê.

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1 de julho de 2009

Recém nascido que chora demais, o que fazer?

Tem umas coisas básicas que toda mãe de RN precisa saber para poder manter-se "equilibrada" e não surtar no comecinho da maternidade.

Se eu soubesse dessas coisas, eu não teria surtado algumas vezes...=(

Espero que ajude as mães novatas... =)

1- O choro é a UNICA forma de comunicação do RN, portanto não adianta desesperar-se. Procure manter-se calma;

2- O organismo do RN no começo é bastante sensivel e TODO ALIMENTO da mãe vai passar para ele, então é importante não exagerar em NADA e fazer refeições variadas e saudáveis, além de beber pelo menos 2 litros de agua por dia;

3- A mãe deve dormir SEMPRE que o bebê dormir. Essa é só uma fase que vai passar mais rápido do que vocês imaginam. Dá para deixar a casa de ponta cabeça por uns dias, o MAIS IMPORTANTE é a mãe e o bebê ficarem bem, o resto fica para quando der. se a mãe não estiver bem, o bebê não vai ficar;

4- Slingar ajuda em quase TUDO! Quem ainda não comprou um sling não sabe o que está perdendo. Só usei com a ultima filha e ela foi um anjinho que não me deu trabalho nenhum (diferentemente dos outros 3 que não foram slingados);

5- Sair para uma volta a pé (com o bebe no sling) pelo quarteirão, sempre que possivel, durante o dia, ajuda muuuuito a mãe e o bebê;

6- Não agasalhar demais, nem de menos. O bebê sente o mesmo calor que a gente sente, então se o ambiente está quente/frio para você, estará para ele também;

7- Colocar o bebê na cama de bruços, desde os primeiros dias de vida. O bebê dorme mais profundamente e se sente protegido. De barriga pra cima ou para o lado ele não tem a sensação de proteção e por isso acorda mais facilmente;

8- Um belo banho (de preferência de balde) ajuda a relaxar e acalmar o bebê na maioria das situações. Independente do horário e das condições climáticas;

9- Sempre depois das mamadas coloque o bebê "em pé" durante uns 10 minutos e evite balança-lo. Ficar nessa posição ajuda ele soltar os gases que houverem;

10- Vitaminas e outros remédios, chá ou água e bicos artificiais não devem ser dados porque o bebê não precisa e também podem causar dor em seus organismos sensíveis;

11- Não carregar NADA de problemas externos nessa fase é super importante tambem porque o bebe ainda FAZ PARTE da mãe e o estado emocional da mãe afeta SIM o bebê. Tem um texto muito legal sobre isso aqui: Crianças que choram demais

12- Permita que as pessoas te ajudem. Seja sua mãe, o marido, a sogra, a vizinha. Peça ajuda para as tarefas da casa, a comida, troca de fraldas, ficar com o bebe no colo enquanto você dorme um pouco, o que der para você "se livrar" e descansar um pouco. Toda ajuda é bem vinda e por vezes necessária, não se culpe por não dar conta de tudo. É ASSIM MESMO no começo!

Quando o bebê chorar não dê o peito como primeiro recurso. Olhe a fralda, veja se está com calor, dor, sono, mude a posição dele. Se nada resolver tente o peito. Se não resolver, tente uma fralda quente na barriga ou uma bolsa de agua quente. Se ainda não resolver, tente o banho de balde. Depois de todas essas tentativas, vá para os passos do "Bebe mais feliz do pedaço": enrolar como charutinho, fazer barulho 'conhecido' perto do ouvido (secador, aspirador, liquidificador), embalar suavemente e dar o dedo mindinho para o bebê chupar.

Ele precisa de acolhimento e paciência da mãe e do pai nesse inicio.

Logo essa fase passa e a gente se sente vitoriosa!

Se precisarem desabafar, usem o espaço dos comentários também...;-P

beijo
Rosana Oshiro

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30 de junho de 2009

Banho no balde no Programa da Ana Maria Braga

O banho de balde conjunto, que passa nessa matéria, foi feito com as "Maternas de São Paulo", encabeçado pela Ana Thomaz, terapeuta corporal que também faz parte do grupo virtual e aparece no estúdio da Ana Maria.

Vale a pena assistir e tentar ai na sua casa!

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25 de junho de 2009

Semana Mundial de Aleitamento Materno 2009

A Semana Mundial de Aleitamento Materno - SMAM 2009, neste ano será de 1 a 7 de agosto.

O Tema escolhido pela WABA neste ano será:
"Amamentação: uma resposta vital em situações de emergências. Estamos preparados?"

Nós da Materna_JP vamos começar a nos preparar para esse evento tão importante e que ajuda a salvar vidas.

Então, vamos lançar o desafio:
Mães que amamentam, montem grupos em suas cidades de qualquer parte do mundo e inscrevam seu evento na pagina da WABA preenchendo o formulário em portugues para participarem. Basta clicar em "Click here to download form in Portuguese."

Além disso, vamos fazer um SLIDE com fotos de Amamentação que ficará em destaque no blog durante a SMAM 2009. A partir de hoje, estarei recebendo fotos de mães amamentando seus bebês para criá-lo. Enviem uma foto pessoal com seu nome completo, nome e idade do seu bebê, para o e-mail: maternajapao@gmail.com

No dia 7 de agosto farei um sorteio de um premio super bacana para todas as que participarem!

Vamos lá! Participem, divulguem e Amamentem! ;-)

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24 de junho de 2009

Parto Domiciliar - Perguntas e Respostas mais freqüentes

Direto de Portugal, do blog Grávidas em Forma, da Catarina Pardal, um texto enorme mas suuuper completo para quem quer se informar sobre parto domiciliar.

Este texto foi retirado do site www.homebirth.org.uk, referência em parto domiciliar, e traduzido por Luciana Prass Rolsen, uma "mamífera" que mora nos Estados Unidos.

O texto é completíssimo! E foi enviado pelo Obstetra Humanizado Ric Jones.

Vale a pena ler, reler e guardar para consultar e passar para amigas, irmãs, mães e quem mais vier te pentelhar quando decidir pelo PD! =)

Informação é a "arma" do negócio! ;-p

" Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer": Parto Domiciliar - Perguntas e Respostas mais freqüentes para quem deseja fazer escolhas informadas

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23 de junho de 2009

Relato de parto Humanizado no Japão - Rosana Shiota

A história do nascimento do Vitor não foi tão simples quanto à do nascimento da Bella. Digo isto porque aconteceram várias coisas até que eu finalmente pudesse ter meu menino nos braços.

Na primeira gravidez eu desejei e pronto, logo fiquei grávida e as coisas no decorrer da gravidez também fluíram sem maiores neuras.

O nascimento do meu menino serviu para me ensinar muitas coisas e hoje sou absolutamente grata a Deus por cada lição que aprendi passando pelo que passei.

Quer saber como foi?
Então puxa a cadeira que lá vem história...

Os Planos
Logo depois que a Bella completou 2 aninhos decidi que era hora de encomendar um novo herdeiro, dai por diante foram muitas as tentativas. Durante 1 ano tentei, tentei, e simplesmente nada acontecia.

Preocupada, fui ao médico e fiz vários exames que nada de anormal apontaram. Ainda assim a tão sonhada gravidez só aconteceu em junho de 2007, depois que iniciei um tratamento a base de um indutor de ovulação, não preciso nem falar o quanto fiquei feliz quando tive o exame com resultado positivo em minhas mãos, mas...

O Incidente
A alegria durou pouco, após 8 semanas de gestação, no que seria o meu primeiro exame do pré-natal, descobri que o embrião não estava se desenvolvendo corretamente e que infelizmente essa gravidez seria inviável, ao contrário do que acontece com muitas mulheres meu organismo não deu sinal algum de que algo não ia bem, nada de dores, de sangramento o que tive foi o que se chama de aborto retido e assim simplesmente meu sonho de ser mãe novamente, se acabou silenciosamente.

Por conta desta fatalidade tive de me submeter a uma curetagem em Outubro/2007 procedimento este que me deixou não física, mas sim, emocionalmente arrasada.

E como se uma curetagem fosse pouco, fui obrigada a passar por duas, pois o sangramento pós-cirúrgico não cessava com o passar dos dias o que me obrigou a novamente procurar por auxilio médico e receber a notícia de que o procedimento anterior não havia sido bem sucedido e ainda havia restos de placenta em meu útero o que apontava um HCG sempre elevado, por conta disso quando o ano de 2007 chegou ao fim minha única sensação era: Já vai tarde!!!

O Recomeço
O ano de 2008 enfim chegou e com ele minhas esperanças de que em uma próxima oportunidade tudo seria diferente, e assim foi bem no inicio do ano em 1º de janeiro minha menstruação depois de longa ausência finalmente retornou e se regularizou e eu pude novamente re-abrir a 'temporada de caça'.

Dali pra frente, eu já tinha sonhos lindos e inaugurei uma nova fase em minha vida, a fase da informação e da determinação: eu teria um parto NATURAL!

Nesta fase o principal acontecimento, foi abrir mão da comodidade de ter meu bebê em uma clínica bonita que eu já conhecia que disponibilizava tradutores para os pacientes estrangeiros, mas que na realidade não tinha compromisso algum com os interesses da parturiente, privilegiando exclusivamente os aspectos financeiros do comércio dos “nascimentos” e a conveniência dos médicos.

A clinica que eu escolhi para meu 2º parto pode não ser perfeita mais hoje posso assegurar que ela esta muito próxima do ideal.

Enfim Grávida
Em Março de 2008 lá estava eu grávida novamente, muito feliz obviamente, mais muito traumatizada, preocupada com o fantasma que me assombrou no ano anterior, foi bem estranho saber que havia um novo ser se formando dentro de mim e não poder sair contando para Deus e o mundo sobre essa novidade maravilhosa, eu não quis fazer isto até ter certeza absoluta de que tudo estava absolutamente perfeito desta vez, e assim foi só contei a novidade a todos depois de ter ouvido o coraçãozinho do meu bebezinho e saber que as características do embrião estavam compatíveis com o tempo de gestação.

E aqui começa outra fase da gravidez do Vitor, a fase do medo e da desconfiança, a cada consulta que eu ia, sofria horrores, por antecipação, já acordava vomitando de nervoso nos dias do pré-natal de medo de que algo estivesse errado com meu bebê.

Vivi esta tensão até o final do 4º mês só depois disso pude curtir de verdade a gravidez e viver as descobertas maravilhosas desta jornada que é a criação de um ser em seu ventre.

Com 17 semanas eu pude sentir os chutinhos, com 23 descobri que seria um meninão, e fiquei absolutamente feliz e encantada com a transformação do meu corpo e especialmente o crescimento da minha barriga que eu carregava com um orgulho maior que o mundo.

Quando eu estava com 30 semanas de gestação recebi a noticia de que o bebê que desde então se encontrava em posição cefálica havia mudado de posição e tava lá pélvica, ou seja, sentadinho!!! Pronto comecei a me descabelar de novo, eu choravaaaaaaaa por cogitar a possibilidade do meu tão sonhado parto natural não acontecer.

Por mais que ouvisse conselhos e teorias a respeito disso eu não descansei enquanto não soube que ele estava na posição correta , e neste ponto eu gostaria de frisar que se o seu bebê esta sentadinho acredite , insista nos exercícios, massagens e estímulos que ele Vira (com o Vitor isso aconteceu na 34º semana).

A partir da 35º semana eu já estava contando os dias para ver meu menino, mas como o tempo nessa fase da gravidez não é nosso amigo e insiste em ter 48 horas diárias a ordem do período foi procurar por distração.

Fiz todas as lembrancinhas do nascimento, lavei passei arrumei cheirei e contemplei 50 milhões de vezes as roupinhas azuis. Fiz as malas e as conferi umas 30 vezes. Fiz também um Book fotográfico quando estava com 36 semanas, e assim o tempo foi se arrastando…

Na semana 38 minha mãe chegou do Brasil para me ajudar. Pronto agora era só nascer eu já estava com um barrigão enoooorme e 8 kilos a mais.

Completei 39 fui acordada com uma sensação bem diferente e molhada… uaau finalmente minha bolsa estourou, ou pelo menos eu acreditei nisso fiquei toda feliz fui para a maternidade e advinha? Fiz xix na cama não era bolsa coisa nenhuma paguei o maior mico ainda não era hora de o meninão nascer.

Completei 40 e nada...41 semanas e eu já estava surtando, chorando rezando, e nada. Tomei chá de canela, de gengibre, pedi para o maridão me levar a um restaurante para comer comidinhas apimentadas e quentes caminhei bastante, fiz exercícios na bola suíça e nada do Guri querer sair, nenhuma dorzinha, nem um tampãozinho… Nada.

Nessa altura do campeonato a minha obstetra já havia me feito à proposta:
-Se não nascer até 42 semanas internamos e induzimos o parto.

Eu já estava cansada da espera física e emocionalmente, mais a indução me assustava tanto quanto a possibilidade de uma cesárea. Até que na 6º feira um pequeno sinalzinho do tampão deu o ar da graça e renovou minhas esperanças. Já haviam se passado 41 semanas e mais 3 dias.

O Dia D
A madrugada de sexta para sábado dia 04/01/2009 foi um pouco diferente senti certo desconforto e acordei as 7 da manha sentindo as sonhadas contrações.

Nada de pânico ou excitação eu só estava feliz por finalmente sentir meu corpo realizando sua mais nobre função de forma absolutamente natural, levantei tomei meu café da manhã tranquilamente, fiz as unhas, acordei o marido contei a novidade e sai (sozinha) para caminhar pelos parques do bairro apesar do lindo sol que brilhava lá fora fazia muito frio, me agasalhei bem e fui, caminhei por uma hora e no trajeto senti umas 3 contrações bem incomodas mais perfeitamente controláveis.

Voltei para casa, fiz exercícios na Bola Suíça e descansei.Sentia contrações leves e des-ritmadas.

Almocei e sai novamente por volta das 3 da tarde para mais uma vez caminhar, desta vez fui acompanhada da família, para um grande parque também próximo de casa desta vez as contrações já estavam bem doloridas, mais ainda assim caminhei por aproximadamente 1 hora e meia antes de ser vencida pelo frio e pelo aumento da intensidade das contrações.

Voltei para casa, mas não sem antes satisfazer o que seria meu ultimo desejo de grávida: Um sorvete de doce de Leite da Haggen Danz, comprado na loja de conveniência.

Chegando em casa tomei um banho, vesti meu pijama quentinho e fui descansar ou pelo menos tentar já que a partir deste momento as contrações estavam realmente marcando presença, tomei um chá de erva doce feito pelo maridão e consegui até cochilar.

Às 7 da noite as contrações eram de 10 em 10 minutos, e não paravam, decidi ir para a maternidade, senti contrações me arrumando, descendo as escadas do prédio, no estacionamento, no carro…

Às 20h00min dei entrada na maternidade, como era domingo à noite e tratava-se de clínica particular a recepção estava fechada, entramos e fomos ao 2º andar (de escadas) onde a parteira já nos esperava.

Fez as perguntas de praxe, ou seja, a que horas as dores se iniciaram, se eu havia cronometrado, se a bolsa havia rompido, solicitou a caderneta materno infantil, me pesou ali no corredor mesmo, me deu um copo para coleta de urina e me guiou até o quarto onde aconteceria o meu parto, (quarto normal nada de sala cirúrgica, aliás, quarto normal para padrões japoneses, ou seja, nada de cama só um futonzinho estendido no tatami, bola suíça para exercícios, uma pequena mesinha lateral 1 aparelho para monitorar os batimentos cardíacos do bebê e um aparelho de som) pediu para que eu colocasse a roupa que havia trazido para o parto, (nada de camisolão hospitalar, levei uma camiseta e na parte de baixo a clinica ofereceu uma espécie de canga).

A parteira perguntou se poderia fazer exame de toque e eu concordei, foi constatado 4 cm de dilatação e neste momento recebi algumas instruções tais como, fique a vontade, caminhe se quiser, movimente-se se sentir vontade, procure a posição que melhor lhe convir, se precisar me chame, antes de sair porem ela ainda ensinou ao maridão técnicas de massagem para que me auxilia-se na hora do vamos ver. Pronto.

Ficamos lá, Eu a Bella e o Makoto, fiz mais exercícios na bola, andei pelos corredores da maternidade voltei pro quarto e ai o negócio começou a apertar eu me mexia de um lado para o outro a procura de uma posição confortável, a parteira aparecia de tempos em tempos e se revezava com o marido na sessão de massagem em minhas costas, me orientava com técnicas de respiração.

Aliás, a respiração é um capítulo a parte e faz muita diferença, respirar corretamente me trazia a consciência e a concentração necessária nos momentos em que a dor beirava o insuportável, e foi absolutamente preciosa a ajuda do Makoto neste momento ele me lembrava a todo instante de fazer da maneira correta, quando eu já nem sabia mais o que era respirar corretamente.

Teve uma hora que foi bem engraçado também, toda vez que eu respirava eu falava fuuuuuuuuuuuuuuuu até que a Bella se intrigou com isso e eu no auge da dor urrando Fuuuuuuuuuu e ela me perguntando:
-Mamãe porque você tá fazendo esse FUUUUUUUUUUUUUUUUUUU?

Eu tirei forças sei lá de onde e respondi filha a mamãe esta ajudando o Vitor a nascer hoje eu ainda vou fazer muuuito Fuuuuuuu!!!!



E assim foi entre um fuuu e outro, massagem, e dores cada vez mais intensas até que a bolsa se rompeu, eu estava ajoelhada no chão e senti aquele água toda descendo de uma só vez chamei a parteira e o FUUUUUUUUUUUUU já podia ser ouvido do outro quarteirão, tentei ficar de cócoras, mais no período expulsivo eu já não tinha mais forcas nas pernas para agüentar essa posição e me ajoelhei (de 4) ainda foi preciso muita força para o Vitor sair ele coroava e voltava, e ainda depois que a cabeça finalmente saiu, a parteira esperou pela próxima contração para que ele saísse completamente, mais foi rápido.

Ele nasceu!

Era 1h14min da madrugada de 05/01/2009. Saiu quietinho, nem chorou.

Deitei-me e ele foi colocado em cima de mim aquele corpinho quentinho, cheiroso (e pesado).
Nesse momento o mundo parou!
Era eu, Deus e meu Filho nos braços!



A placenta foi expelida também sem pressa, sem procedimento específico, simplesmente saiu.Não precisei de soro de espécie alguma, de anestesia nenhuma, não me submeti a episiotomia (pique), mas levei alguns pontinhos porque tive uma pequena laceração, mais depois de dar a luz de forma absolutamente natural a um guri de 4010 kg e 53,5 cm posso te garantir que isso foi muito tranqüilo.

Todo esse procedimento depois do expulsivo foi feito com ele nos meus braços, e tão logo a sutura foi concluída a parteira, a enfermeira e a obstetra que estavam no quarto se retiraram e nós deixaram a sós eu e minha família que a partir daquele instante estava completa. E foi só neste momento que eu chorei. Chorei de emoção de felicidade de agradecimento a Deus por ter passado por tudo e ter saído absolutamente Vitoriosa.



No calor da emoção... Saímos lindos assim nesta foto super bem tirada... kkkkk

PS: A Bella ficou comigo o tempo todo, (incluindo os 4 dias de internação) mais não assistiu ao expulsivo, simplesmente porque ficou cansada e dormiu no futon do meu lado e por incrível que pareça mesmo com todos meus gritos ela só acordou imediatamente depois do nascimento, para ser exata, no momento da expulsão da placenta.

Opinião Pessoal:
O parto é a experiência mais íntima, marcante e gratificante que uma mulher pode vivenciar é um momento único de conexão com Deus.
E acreditem-me, flui muito melhor quando é encarado de forma natural sem intervenções desnecessárias. Mesmo levando em consideração que a dor é um conceito subjetivo e totalmente variável de um ser humano para o outro.

Eu passei por 2 partos: um parto normal cirúrgico no nascimento da Bella e agora este parto natural que acabo de relata. Por mais selvagem que o relato acima tenha lhe parecido, eu te garanto que ele foi infinitamente mais fácil que o primeiro, isso porque eu desejei assim, eu estava munida com a arma mais poderosa do mundo: o conhecimento, e consciente de todas as escolhas que fiz e não há nada que eu me arrependa nesse processo.

Se eu tiver a chance de ter um 3º filho eu só gostaria de fazer uma única coisa de diferente: Parto natural DOMICILIAR.

Agradecimentos
Agradeço a Deus por mais uma vez ter me abençoado grandemente e concedido a oportunidade de dar a luz desta forma tão especial.

Ao meu Marido e minha filhinha Isabella que estiveram o tempo todo ao meu lado me ajudando, me incentivando e me presenteando todos os dias com o nobre dos sentimentos o amor.

As minhas amigas virtuais e não virtuais que agüentaram meus chiliques e sempre tiveram palavras de conforto para que oferecer durante toda gravidez.

As especiais amigas do Materna_JP que fazem um trabalho lindíssimo e merecem minha eterna gratidão.

Vitinho no seu primeiro dia de vida.

Vitinho Hoje : O icone da masculinidade cueca,controle remoto , sofa e futebol na tV..rs

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