27 de novembro de 2008

Tudo sobre a Placenta

por Franciely Tsuchiya

Ligada ao neném pelo cordão umbilical, a placenta tem uma função das mais importantes. Ela possibilita que nutrientes como glicose, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais cheguem ao feto. Além disso, é responsável pela troca de gases - oxigênio, da mãe para o bebê, e gás carbônico, no sentido inverso - e pela produção de hormônios, dentre eles o gonadotrofina coriônica. Conhecido como HCG, sua presença no sangue e na urina da mulher costuma ser responsável pela boa notícia: positivo, você está grávida! E o seu papel não termina aí. A placenta funciona como um grande filtro, impedindo que determinadas impurezas atinjam o feto. Algumas substâncias, porém, têm a capacidade de furar este bloqueio: a nicotina e o alcatrão do cigarro, o álcool, as drogas, alguns medicamentos (antibióticos, antiinflamatórios e sedativos), além de determinados vírus e bactérias, como os causadores da rubéola, varíola, hepatite, toxoplasmose e HIV.

Atenção ao pré-natal!
Um acompanhamento permanente da gestação evita muitos riscos para o bebê.

Formada no momento da concepção, a placenta está presente em toda a gravidez. Localiza-se na parte interna do útero aderida à sua parede e possui duas faces: uma voltada para a mãe e outra para o feto. Em seu interior, encontra-se a cavidade amniótica ou bolsa das águas, dentro da qual ficam o bebê e o cordão umbilical, por onde circula o sangue da gestante e do feto. Apesar da proximidade entre a circulação materna e a do bebê, vale lembrar que o sangue dos dois, normalmente, não se mistura. Esta separação fica por conta de uma camada muito fina de tecido existente entre os vasos da mãe e os da criança, chamada membrana placentária.

Em alguns casos, surgem minúsculas fendas nessa membrana, suficientes para que uma pequena quantidade de sangue do feto passe para a circulação da mãe. Se houver incompatibilidade sanguínea entre os dois – por exemplo, quando o sangue do feto é Rh-positivo e o da mãe Rh-negativo - o organismo materno pode reagir, criando anticorpos contra o sangue do neném. Por isso,ele fica vulnerável a algumas ameaças como a doença hemolítica, causadora de perigosa anemia.Na hora do parto, a placenta, que pode chegar a 30 cm de diâmetro e pesar até 1 kg, será eliminada, através das contrações uterinas. Missão cumprida!

Algo está errado?
Para saber se está tudo bem com sua gestação, é fundamental seguir um cuidadoso pré-natal. É importante dizer que por natureza toda mulher é saudável e poderá não apresentar risco algum, além de não ser peciso fazer a ultra-sonografia de rotina. Existem mamães que optam por não fazer. Mas cada caso é único!
Com o auxílio da ultra-sonografia, o obstetra irá avaliar se a placenta se desenvolve corretamente e se cumpre, ou não, suas importantes funções.

Placenta baixa ou placenta prévia
É quando ela se situa na parte inferior do útero. Ocorre com maior freqüência em mulheres que fizeram muitas cirurgias uterinas, como para a retirada de miomas, e em gestações de gêmeos. É comum haver um discreto sangramento. Nesse caso, a gestante deve seguir à risca as orientações médicas, que incluem repouso absoluto. Do contrário, a placenta pode se descolar.

Placenta prévia é quando a placenta está baixa, podendo cobrir parte ou totalmente o cervix o que causa sangramento vaginal. Placenta prévia ocorre numa em cada 200 mulheres.

E somente quando o sangramento é intenso, pode ser necessária a realização de várias transfusões sangüíneas. Quase sempre se faz uma cesariana, pois se deixar o parto normal, a placenta tende-se a se desprender com muita antecipação e isso pode impedir o fornecimento de oxigênio ao feto.

Descolamento da placenta
Aqui, a placenta se separa da parede do útero, impedindo que o bebê continue a se alimentar e receber oxigênio. Os sintomas são: útero endurecido, dores abdominais fortes e intenso sangramento genital. Considerada urgência obstétrica, neste caso convém entrar em contato com o médico imediatamente, pois o risco da perda da gravidez é grande e isso pode acontecer em questão de minutos.
A principal causa é a hipertensão materna, responsável por cerca de 50% dos casos.
Calcificação precoce da placenta
Algumas vezes, a placenta pode se calcificar precocemente. Com isso, deixa de cumprir suas funções, principalmente a de nutrir o bebê, impedindo que ele se desenvolva e cresça como deveria. Quando isso acontece, deve ser feito um acompanhamento do crescimento do bebê e, em alguns casos, o parto pode ser antecipado.
Atenção!
Através da biopsia do vilo-corial, onde um fragmento da placenta (que tem a mesma origem do bebê) é retirado e analisado, é possível fazer uma avaliação dos cromossomas do bebê. O exame geralmente é indicado para gestantes acima de 35 anos ou com problemas cromossômicos na família.

Concluindo: Infelizmente não são casos raros e precisamos apresentar, para todos, a informação. É de extrema importância que cada mamãe tenha seu caso acompanhado por um especialista, somente ele vai poder dizer como a mamãe é e como está se saindo em todo o processo de gestação.
Mas estudos confirmam que mamães cuidadosas, que se alimentam direitinho e ficam longe de químicas e álcool, são absolutamente capazes de decidir a pouca ou até mesmo a não intervenção médica rotineira, uma vez que provada 100% sua saúde e a do bebê.
Por isso, para você que quer, ou vai ser mamãe, cuide-se bem!


Continue lendo...

26 de novembro de 2008

Depressão pós parto ou Baby Blues?



por Rosana Oshiro

A depressão pós parto é um problema sério que atinge mulheres no mundo todo. Porém existe uma certa confusão com os sintomas desta com o Baby Blues.
Você sabe qual é a diferença?



A DPP pode levar a mulher a ter sérios problemas de vínculo, entre ela e seu bebê, que podem durar a vida toda. Mas é possivel preveni-la buscando informação e tomando algumas atitudes simples.

Quais são as causas da DPP? Disfunções hormonais são as mais conhecidas.

Primeiramente, é preciso saber diferenciar DPP do fenômeno conhecido como “baby blues”.

O Baby blues é uma espécie de saudade da barriga, saudade de estar grávida, que pode acometer de 50 a 80% das mães de primeira viagem. Caracteriza- se por uma tristeza que parece sem motivo, uma vontade de chorar junto com o bebê, às vezes descrita como uma sensação de "paraíso perdido", pois quando o bebê ainda estava dentro da barriga estava tudo bem. (nas últimas semanas de gestação a barriga fica muito grande e o desconforto pode ser tanto que a mulher torce para nascer logo... e depois gostaria de ter ficado mais tempo com a barriga). O sentimento ambivalente e a tristeza tem duração de poucas semanas no máximo, e vai se debelando conforme a mulher sente mais confiança na sua capacidade de maternar o bebê.

MUITAS MULHERES PENSAM QUE TIVERAM DEPRESSÃO PÓS-PARTO, QUANDO NA VERDADE TIVERAM TRISTEZA PÓS-PARTO, CONHECIDA COMO BABY BLUES.

A depressão pós parto é um quadro mais grave, requer mais cuidados, e é mais raro. A mulher pode, inclusive, descuidar do bebê, ou mesmo maltratá-lo. No caso de diagnóstico de depressão pós-parto é desaconselhável que ela permaneça longos períodos a sós com o bebê, e o tratamento requer terapia, exames e medicamentos. A tentativa de tratar a depressão somente com terapia, ou somente com medicamentos que pretendem, por exemplo, re-estabelecer o funcionamento normal da tireóide, demonstram que a divisão didática da pessoa em mente e corpo está sendo tomada como se fosse real.

AS CAUSAS DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO SÃO O SENTIMENTO DE PERDA DE CONTROLE E A DISFUNÇÃO HORMONAL: COMO PREVENIR?

Procurando informações sobre o parto, os cuidados com o bebê nos primeiros dias, a amamentação, de forma que desde as primeiras horas após o parto a mulher tenha condições de cuidar de si mesma e do seu bebê.

É importante frizar que não estou dizendo que ela tenha que cuidar de tudo sózinha, mas que é será melhor se ela estiver confiante na sua própria capacidade.

Responda à pergunta: como você gostaria que fosse o seu parto? Só leia o que vem a seguir depois de ter pensado sobre isso.

PAUSA

Se você respondeu que pode ser de qualquer jeito contanto que você e seu bebê estejam vivos e bem... saiba que é a mesma coisa que responder que na sua lua-de-mel ideal... se você não apanhar estará tudo bem! É isso mesmo?

Pense um pouco mais... Quais as suas opções? O que você escolheu para você? Você fez um plano de parto? Procure saber tudo o que é seu direito no local onde terá o seu bebê e sobre as leis mundiais no atendimento ao parto!

Depois do parto, nos primeiros dias de vida do bebê, quando receber visitas, as pessoas vierem dar suas opiniões sobre a melhor forma de cuidar de um bebê, dificilmente alguém vai dizer que você está fazendo exatamente como ela faria. É preciso estar preparada para isso: vão querer que você dê chá na chuquinha para ajudar a secar o umbigo, que você dê água porque está muito calor, ou que você não dê água nem chá porque o aleitamento deve ser exclusivo; que você deixe o bebê chorar alguns minutos antes de pegá-lo no berço, e que não fique com ele no colo para não deixar mal acostumado, ou que fique com ele no colo quanto tempo desejar porque é importante que ele se sinta acolhido; que você dê mais leite, ou menos leite, que você dê mais banhos, ou menos banhos, que você coloque mais roupa, ou menos roupa...

Já está ficando deprimida? Pois procure informações e saiba o que vai querer fazer antes que aconteça.

O mais importante é saber que se você deixar sua natureza mamifera agir na gestação, no parto e na amamentação, você conseguirá driblar muitas situações dificies para você e seu bebê.

Não aceite aquilo que SUA NATUREZA NEGAR, seja franca consigo e com os outros, sem ser agressiva, e se for preciso chore, porque chorar também faz bem.

Nós não somos emoções ou hormônios. Somos tudo junto.
Para prevenir a DPP você precisa estar convicta daquilo que deseja para você, sem se deixar levar.

Empoderamento é a palavra para descrever bem isso.

Pense e reflita.

Continue lendo...

24 de novembro de 2008

Amamentação

por Thais Saito

Eu cheguei aqui faz uma semana. Estava lá no Burajiru.
Morri de medo dos sutiãs de amamentação daqui, então comprei uns 3 lindos daqueles brasileiros. hauahauahuahuahuhauhau


Nesse domingo de noitinha, meus pais (he he he eh) me levaram no Bell City (shopping aqui de Suzuka) e eu fui olhar a parte maternidade.
Que besteira que eu fiz! Aqui tem sutiã de amamentação demaaaaaais!! Vários modelos, vários tamanhos, um mais bonito que o outro. Sem ironia. Eu fiquei até na dúvida se eram ou não de amamentação, até.
Além disso, vários tipos de absorventes de seios, almofada de amamentação, roupas para quem amamenta...

Maaaaas não vi nenhuma mulher amamentando. Que estranho.
Minha mãe disse que elas amamentam no carro. Será? Também não vi nenhuma. Estava pensando em como amamentar em público. Sofrendo, heheehe.
E estávamos nós jantando e o Zé bolota (meu caçula de 1 ano e meio) pedindo pra mamar. Nem pensei e botei os peitões (meio pequenos para serem chamados assim, mas...) pra fora. NINGUÉM ficou olhando. Tudo muito discreto. Ninguém falou nada, também.
Foi bem.... sossegado.
Vocês (que já tem filhos) amamentam em público ou vão para algum lugar?

Continue lendo...

23 de novembro de 2008

Parto domiciliar

por Rosana Oshiro

O parto tem um processo tão simples, tão intuitivo, que algumas mulheres, confiantes na sabedoria da natureza, optam pela simplicidade na hora de escolher o lugar do nascimento.

Aqui temos um belo video de uma americana que optou pelo parto domiciliar, onde podemos ver claramente algumas coisas...


- mulheres acima do peso, mas com boa saúde, parem naturalmente
- mulheres apoiadas pelo marido num ambiente conhecido e tranquilo, ficam tranquilas
- uma parteira e/ou doula experiente e uma banheira de agua quente são meio "caminho andado" para o parto fluir fácil
- um parto humanizado não é traumatico para ninguém, nem mesmo para crianças

O que mais vocês percebem no video?
Assistam e me contem!



Continue lendo...

19 de novembro de 2008

Nathalia Issida - Aichi



Na quinta-feira, dia 17/07, fui ao banheiro e percebi que o tampão tinha saido, então liguei para minha tsuyako para ela ligar para clinica, e falaram que se eu sentisse qualquer coisa era pra ligar.

Na sexta foi tranquilo, mas a noite senti umas contrações de Braxton Hicks (sem dor), porém estavam frequentes e de 5 em 5 min.

Ligamos para clinica e mandaram eu ir para la com a mala!!!

Chegando lá, fizeram o monitoramento e falaram que iriam me internar, mas eu estava só com 1 cm de dilatacao...

No dia seguinte colocaram uma bexiga em mim para dar dilatacao e ficamos todos na expectativa...

Começaram as contracoes de 10/10 min e não eram tão doloridas. O intervalo foi diminuindo até chegar em 3/3 min.

A enfermeira foi ao meu quarto e me deu um remedio de 1/1hr para piorar as dores, mas não pioraram, e as contrações começaram a ficar irregulares...

No dia seguinte tiraram a bexiga e começou tudo de novo, quando as contrações estavam de 2/2 min. era hora de tomar o remedio, ai comecavam a ficar irregulares novamente.

Enquanto isso, todos na expectativa e nada!!!

No dia seguinta de manhã tive consulta e desci para o medico me examinar. Estava ele me examinando e de repente ele estoura a minha bolsa!!!

Sinto um monte de agua quente em mim e ele me perguntou se doeu, respondi que não! Ele ficou espantado!rsss...

Ele disse que logo iria entrar para o soro!

Só deu tempo de falar para os meus pais que iria entrar no soro e subir para o meu quarto.

As 10:30hs entrei no soro e fiquei lá sem sentir dor...

Deu 12hs e comecei a sentir dores, mas suportaveis...

As 13hs pedi para ir ao banheiro porque estava com medo de fazer muita forca e defecar na sala de parto!!!kkkkkk...

A enfermeira deixou mas falou para não fazer muita força porque poderia nascer la!rsss

Voltei e as dores ficavam cada vez maiores...

Quando não estava mais aguentando levantei da cama e comecei a andar pra la e pra ca, e as dores aumentaram muito e pedi anestesia, mas me falaram que podia atrasar o parto e que não compensava porque estava com 8cm de dilatacao. Decidi seguir sem anestesia mesmo.

Quando deu 15hs, mais ou menos, me levaram para a sala de parto e chegando lá o medico aplicou anestesia para dar o pique (episiotomia), mas ele aplicou a anestesia e cortou, não deu tempo da anestesia fazer efeito!!! Nessa hora dei um grito!!rsss

Fiz 2 forças e ela nasceu as 15:13hs.

Linda!!! Lilian nasceu com 47,5cm e 3.090kg!!!

Nathalia Issida - Aichi

Continue lendo...

As várias formas de dar à luz

por Franciely Tsuchyia

Em linhas gerais, há duas maneiras de parto: naturais e operatórios. Os naturais são aqueles que podem ser feitos sem a intervenção direta do médico. Já os operatórios necessitam de instrumentos cirúrgicos. Conheça agora, os vários tipos de parto e por quê aceitá-los ou não.


Qualquer parto é ideal quando não há alguma intervenção, pois é um ato normal e fisiológico, a não ser em caso de risco da mamãe e/ou do bebê. Por isto é extremamente importante ter um excelente acompanhamento pré-natal, de um profissional (médico, parteira, doula...).
Mas na maioria dos casos há a possibilidade de um parto saudável e sem intervenção. São as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e exatamente o que incentivamos aqui na materna!

Parto de cócoras
O parto de cócoras, a forma mais antiga de dar à luz e ainda comum em algumas aldeias indígenas, volta a conquistar as mulheres urbanas.
É a maneira mais fácil de expulsar o bebê, pois a gravidade puxa o peso para baixo e colabora no trabalho de parto, acelerando a dilatação iniciada pelas contrações. A abertura maior da vagina e da bacia óssea, provocadas pela posição, deixam o canal de parto desimpedido.
A posição de cócoras também aumenta a irrigação sangüínea da pélvis e favorece a distribuição da endorfina na região, um analgésico fabricado pelo próprio organismo da mulher, durante as contrações, para diminuir a dor. Por isso, na grande maioria dos casos, não há necessidade de anestesia neste tipo de parto. Não que ele não doa, mas dói menos e durante menos tempo. Na posição acocorada o bebê nasce, em média, 40% mais rápido do que nos partos feitos na posição horizontal.
O parto é mais rápido e facilita a expulsão. Quando a cabeça aponta, a mãe faz força - aliás, um desejo inevitável e incontrolável, quando as contrações começam - e a criança desce. Depois de cortar o cordão umbilical ou não a placenta deve descer nas próximas contrações.
É o parto ideal e considerado que 99% das mulheres podem tê-lo sem a episiotomia (corte vaginal). Os outros 1% não é que não possam mas serão as mulheres que apresentarão algum grau de dificuldade, seja ao tamanho do bebê ou a um impedimento devido falta de saúde 100%, seja da mamãe ou do bebê.

Parto na água
A cada dia que passa, mais mulheres planejam ter seus filhos dessa forma. Como a criança vive, durante toda a gravidez, no líquido aminiótico, nada mais natural que entre em contato com o mundo externo através da água.

Uma pergunta, porém, é inevitável: "Será que meu filho vai se afogar?". A resposta é não. Quando nasce, o bebê ainda respira pelo cordão umbilical por pelo menos vinte segundos, durante os quais expande seus pulmõezinhos lentamente. Só quando o cordão para de pulsar é que se deve tirá-lo da água e colocá-lo no peito da mãe.
Para que tudo aconteça num clima de perfeita tranqüilidade, costuma-se preparar a sala de parto com essências aromáticas, a luz de velas e músicas escolhidas pela mamãe. A água da piscina ou banheira é aquecida à uma temperatura de 36º C, que atenua a dor das contrações. Na maioria das vezes, não se usa nenhum tipo de anestesia.
Se a mãe está com idéia de fazer este tipo de parto, poderá também fazer um curso especializado para aprender as técnicas de respiração e relaxamento. O pai também pode participar deste curso, pois no momento do parto, é importante ele entrar junto com a mulher para apoiá-la e massageá-la. Ao médico ou parteira, resta somente acompanhar atentamente o desenrolar do trabalho de parto, sem interferir muito. À medida que aumentam as contrações, é a mulher que determina qual a melhor posição para expulsar seu filho - em pé, de lado, de quatro, ou mesmo de joelhos.
Neste processo há um conforto muito grande e talvez por isto, mais facilidade para a escolha do parto!

Parto normal ou vaginal
Devemos saber diferenciar um parto normal de vaginal, onde no primeiro tende a ser tudo ocorrido naturalmente e no segundo existem diversas intervenções, inclusive a indução e episiotomia para somente o propósito de o bebê descer pelo canal vaginal e a mamãe não passar pela cirurgia da cesárea.

Vaginal
Após a dilatação do colo do útero, que pode durar em média dezoito horas na primeira gravidez, a gestante é colocada na posição ginecológica, na mesa de parto, onde o médico controlará todo o trabalho. Lá ela recebe a anestesia, na maioria das vezes, a peridural, que inibe a dor mas não tira a sensação das contrações nem o sentido do tato. Instrumentos e monitores acompanham passo a passo a evolução do trabalho de parto. A episiotomia, corte no períneo,(região que liga o ânus à vagina) é uma prática que dizem ter três finalidades: facilitar a passagem do bebê, protegê-lo contra o desprendimento brusco e preservar os tecidos da vagina. Já sob o efeito da anestesia, a mulher é orientada pelo médico para fazer força e começa a expulsar a criança. Quando a cabeça dela aparece, o médico ajuda com as mãos a puxar o resto do corpo para fora. Depois de nascer, ainda ligada ao cordão umbilical, a criança é colocada sobre o peito da mãe. Somente após, o médico corta o cordão e encaminha a criança à sala de reanimação, onde vai passar pelo primeiro check-up. Enquanto isso, na sala de parto, a placenta é retirada pelo médico, que aproveita o efeito da anestesia para dar os pontos no períneo.

Normal
A mamãe já sabe que o quer, então escolhe um bom profissional que vai fazê-lo, seja em um hospital ou em casa.
Após as tantas horas de contração, em média 18 horas na primeira gravidez, a parturiente se prepara para o parto, naturalmente ela ajuda a descida do bebê (caminhando, se expressando, quietinha, se concentrando) e quando já apontada a cabeça, onde se começa a vontade do puxo (expulsão do bebê, vontade de fazer força), o bebê vai deslizando devagar (para não lacerar o canal vaginal da mulher) seja pela cabeça ou de bundinha (parto pélvico) e conforme as contrações o bebê vai deixando o útero.
Com muita naturalidade e geralmente sem anestesia e sem a episiotomia, o bebê nasce e fica com a mãe (dependendo das condições e/ou lugar de nascimento). Nas próximas contrações (geralmente 20 minutos depois) desce a placenta. Não há necessariamente a necessidade do corte umbilical. Muitas mamães esperam a placenta descer para cortar, e também existem casos de mamães que ficam com a placenta e enterram no jardim, juntamente com alguma planta, semente ou árvore, devido suas ricas fontes de nutrientes.
O parto natural é assim, e se você o conhece diferente é por causa das inovações, mas a verdade é que se existe inovações e intervenções, ele deixa de ser natural e passa a ser somente vaginal.

Parto a fórceps
Existem cerca de 500 modelos de fórceps, todos eles compostos de dois ramos (direito e esquerdo) que se dividem em forma de colher, articulação e cabo. Quando a criança já esta no canal do parto, mas dizem ter dificuldades para sair, o médico introduz os ramos delicadamente na vagina, um de cada vez. As duas partes se encaixam nas têmporas do bebê, que é puxado para fora, ao mesmo tempo que a mãe faz força para expulsá-lo. Esta técnica é conhecida como fórceps de alívio.
Ao contrário da versão atual, que dizem trazer benefícios, quem metia medo era a antiga, onde o instrumento chamado como "Fórceps alto", era introduzido às escuras na vagina e buscava-se o bebê no útero, provocando sérias lesões que muitas vezes deixavam graves seqüelas, tanto no bebê como na mãe.
Mas novamente avisamos que tudo isto faz parte das inovações!
Já existem inúmeras comprovações de que os partos com intervenções deixaram de ser somente para a ajuda da mamãe e do bebê, e passou a ser uma fonte de renda para os médicos. Parto com intervenção é parto rápido. E parto rápido é fazer vários em um só dia!

Parto Cesárea
A cesárea, apesar de ser muito realizada nos dias de hoje, é para situações anormais, quando não há chance da criança nascer naturalmente.
Na cesárea, após a anestesia, o médico corta sete camadas de tecido até chegar ao útero e, através de uma incisão de 10 cm, alargada por um instrumento especial, ele retira a criança, corta o cordão umbilical e limpa a cavidade uterina. Após o encaminhamento do bebê à sala de reanimação, o médico faz as suturas no caminho inverso, utilizando fios absorvíveis. Apenas o pequeno corte na pele é suturado com fios de nylon, que serão retirados uma ou duas semanas depois do parto, dependendo do tipo de sutura.
Hoje em dia já é possível a colação e grampeação das primeiras camadas externas, o que será mais saudável, de mais rápida cicatrização e recuperação.
Infelizmente a cesárea hoje ultrapassa os 15% exigidos pela OMS, são 80% de cesáreas realizadas. Um absurdo!
A cesárea é uma cirurgia operatória e deve ser utilizada em último caso e somente em caso de salvamento. Quando assim, a mamãe ainda tem o direito de fazer uma cesárea humanizada, onde se realiza o mínimo possível da intervenção cirúrgica. O bebê é retirado com carinho, muito lentamente e logo após aquecido, já é entregue para a mamãe. É lavado em frente da mamãe e dado ao peito ainda nas primeiras horas.
Se é preciso uma cesárea então exija a humanização!

A mamãe feliz e saudável pode e deve ter seu bebezinho natural e humanizadamente (com carinho humano). A mamãe que por qualquer motivo não apresente saúde 100% pode tentar um parto natural saudável, mas para qualquer outro caso, exija o parto certo, faça seu plano de parto, converse com seu médico! Opte pelas parteiras profissionais e Doulas!

Com carinho... Fran!

Continue lendo...

18 de novembro de 2008

Tenha um final de gestação tranquilo e divertido

por Rosana Oshiro

Você está chegando no final da gravidez e não aguenta mais as dores, o cansaço, o inchaço, a moleza e bendita ansiedade???


Porque você não se dá um presente hoje?
Vou dar algumas sugestões, ok? Vamos lá!!!

1- Tome um banho de ofurô com essência de camomila e pétalas de rosas ouvindo um cd de musica relaxante;

2- Chame uma boa massagista para um serviço completo em sua casa, incluindo drenagem e relaxamento (aqui perto de casa custa 3000ienes a hora e garanto que é suuuuuper válido)

3- Assista algumas boas comédias para dar boas risadas;

4- Saia para jantar só você e o marido, num bom restaurante e coma uma comidinha diferente, que você adora, mas já não come a muito tempo, regada a um bom vinho.

5- Compre um caixa de bombons da Godiva e se delicie...hummmmmmm

6- Assista um bom filme de sacanagem e tenha uma noite alucinante com o maridão

7- Assista qualquer filme com o George Clooney, Richard Gere ou Brad Pitt. Ou um filme com cada um, e depois assista o tal filme de sacanagem...huahuahuahua

8- Vá no cabelereiro e faça uma escova de arrasar e pinte as unhas de vermelho sangue.

9- Leia "A Tenda Vermelha" (você vai rezar para ter mais 1 dia de pródromos para conseguir terminar o livro)

11- Leia qualquer outro romance despretencioso.

12- Se você está com pressa de entrar em TP de verdade, também pode ir a um depato bater perna, porque andar facilita bastante o trabalho de parto.

13- Faça lembrancinhas de maternidade no melhor estilo "Faça Você Mesmo", uma a uma, além de elogios que você receberá, vai conseguir gastar o tempo ocioso e mandar a ansiedade para bem longe!

Lembre-se: TODA MULHER ENTRA EM TRABALHO DE PARTO. É só esperar.

Todas as minhas gestações passaram das 41 semanas, uma delas chegou nas 42, e em todas meus bebês foram avaliados com maturidade de abaixo de 41 semanas, e conheço mais um monte de mulheres que passou por isso também.

Fique firme ai, e qualquer coisa é só nos escrever.

Beijos
Ro Oshiro

Continue lendo...

17 de novembro de 2008

Cesárea Humanizada!

por Franciely Tsuchyia

A Cesárea é um problema ou solução?

A gravidez e o parto, são atos naturais e fisiológicos que acontecem naturalmente, sempre foi assim!
É algo inexplicavelmente maravilhoso que te permite ter teu filho nos braços, abraçá-lo, beijá-lo, amamentá-lo e querê-lo!


Escolher por um parto natural (sem intervenção) e ainda com o parceiro (pois o bebê é do casal), é criar um laço forte em família!
É a melhor maneira para trazer um serzinho (seu bebêzinho) tão inocente, para este mundo cheio de desamor!
É a primeira melhor maneira de apresentar o mundo a ele e dar força para ela (a criança) ser forte e sem medo neste mundo!

O parto natural é a mulher quem escolhe, todas são capazes de parir naturalmente, está na natureza feminina!
É a mulher quem vai fazê-lo com decisão (para sanar medos e automaticamente dores), com força, energia e carinho!

Se o nascimento Natural é tão belo e te permite crescer como mãe e mulher, então por quê se fazem tantas cesáreas? Você nunca pensou nisto?

Precisamos parar com esta manipulação!

Cesárea existe para salvar vidas e NADA mais!

Mamãe, NUNCA aceite uma cesárea desnecessária!
E se caso precisar, então vamos humanizá-la!

Um Lindo Vídeo explicativo! As grandes diferenças...
Se puderem vejam tudo, pois embora assuste a forma da cesariana comum, ao final mostrará a possibilidade de uma CESÁREA HUMANIZADA CASO REALMENTE NECESSÁRIA!



Continue lendo...

15 de novembro de 2008

Semana Internacional do Babywearing ou Carregadores de Bebês


Entre os dias 12 e 19 de Novembro, comemora-se em todo o mundo, a Primeira Semana Internacional de Babywearing.

Babywearing é a antiga arte de carregar seu bebê junto ao seu corpo, preso por um carregador de pano. Bebês devem ter sido carregados dessa maneira desde os primórdios dos tempos, pois manter a cria seguro de predadores e próxima da mãe era a melhor garantia de sobrevivência da espécie.


Hoje o costume permanece em diversas comunidades tradicionais em todo o mundo: em tribos indígenas da América do sul, na Índia, China e Japão e especialmente na África usam-se panos coloridos para prender o bebê ao corpo da mãe ou outro cuidador podendo ser o pai ou até outra criança.

O termo babywearing foi criado nos EUA pela família do Dr. Sears, renomado médico que comprou a idéia do carregador de bebês moderno com a incorporação de um par de argolas no lugar do tradicional nó. Ele percebeu que o bebê junto ao corpo da mãe tinha inúmeras vantagens que mais tarde foram corroboradas por estudos comparativos de carregadores desestruturados e bebês-confortos e podem ser avaliadas em relação à prática da mamãe-canguru.

As maiores vantagens foram relatadas pelas próprias mães que afirmavam que carregando a criança dessa maneira garantiam um bebê mais feliz e ainda conseguiam retomar algumas atividades antes impensadas enquanto o bebê queria colo. Foi essa propaganda boca-a-boca que levou ao desenvolvimento dos diversos modelos e releituras de carregadores de pano no mundo de hoje. A fama de uma vida mais fácil, de um bebê mais satisfeito e feliz foi mais forte e rompeu a barreira inicial da “estranheza” do costume no mundo de hoje.

O costume chegou ao Brasil através de mães que tiveram contato com carregadores estrangeiros e nossa releitura já tem o gostinho daqui: panos leves, coloridos e charmosos que deixam a mãe mais bonita enquanto a praticidade de levar uma vida mais ativa junto do bebê é reconquistada.

O contato direto com a mãe promove a integração e o rápido atendimento das necessidades do bebê, sejam elas um olhar, um carinho ou amamentação em livre demanda. Em ano de ampliação da licença maternidade, babywearing vem para ajudar cumprir as metas governamentais de amamentação exclusiva nos primeiros seis meses.

Continue lendo...

14 de novembro de 2008

A gestação mês a mês até o parto

Essa semana descobri vários sites onde você pode acompanhar a gestação mês a mês, até chegar no dia do parto.

São sites com conteúdo técnico, mas que ao mesmo tempo oferecem-nos uma forma de "ver" como está nosso bebê dentro da barriga.


Claro que é muito bom ver nossos filhos, ainda no utero, através de um ultrassom, mas não existem evidencias cientificas dos efeitos colaterais desses exames investigativos, portanto, o melhor é evitar né?

Em alguns destes, você também pode acompanhar o aumento de peso na gestação e como seguir uma dieta balanceada e com todos os nutrientes necessários para você e seu bebê.

Abaixo uma lista de links para que você acompanhe, essa mágica e emocionante fase de sua vida e de seu filho, através de imagens e informações básicas, como forma de relaxar e curtir cada fase.

Escolha seu site preferido e boa gestação!

1- :: Clínica FGO :: Gravidez Passo a Passo

2- :: Gravidez gestação semana-a-semana ::

3- 3D Pregnancy Calendar

4- Acompanhe sua gravidez mês a mês

5- Calendário de Gravidez

6- :: Clínica FGO :: Embrião e Feto

Continue lendo...

12 de novembro de 2008

Leite por quê?

Eis uma pergunta que parece banal mas está faltando na cabeça de nossas atuais mamães:
O ser humano precisa de leite?

Pois é, muitas mamãe logo de "supetão" respondem que sim, mas na verdade, o ser humano precisa de leite HUMANO!


Dentro da cadeia alimentar, cada ser vivo se alimenta adequadamente ao seu potencial. O mesmo motivo pelo qual não damos feijoada para os bebês humanos, não damos ração para os gatinhos e cachorrinhos filhotes. Obviamente que nenhum deles estão preparados para outro alimento, senão o seu próprio leite materno. Aquele que a mãezinha dele aprendeu a produzir durante a gestação.

E a verdade que poucos sabem ouvir é: Vacas não dão leite para os humanos, somos nós que roubamos!
E ainda, a verdade que poucos sabem ou refletem: O incentivo à dependência do leite de vaca, fez aumentar a demanda da produção do leite, e vacas somente produzem leite para amamentar. Tendo que produzir leite para os humanos e não podendo dar aos seus filhotes, o destino dos filhotes é a morte, que para o não desperdício foi achada uma razão para o consumo, a vitela. Foi aí que surgiu a vitela (carne de bezerrinhos ainda novinhos).
E tudo para satisfazer o desejo humano!
Você acha justo?

Agora você entenderá o por quê o incentivo ao leite materno é muito importante!
Importante para a saúde do filho, da mãe e do planeta!
Amamentar o próprio filho, é não prejudicar os animais, o meio-ambiente e economizar!

Exatamente por tudo isto, é entendível o fator leite contaminado.
O mercado desta área não têm dado conta!
O que deveria ser somente para casos de mães que, realmente, não conseguem amamentar (por motivos graves), virou uma epidemia desnecessária!

Eis um vídeo nos bastidores (o escondido que ninguém sabe ou vê) da Fórmula, mais conhecida como leite em pó!

O vídeo apresenta o risco que ninguém ou muito poucos conhece!



Será que deveria existir o leite em pó?
Com certeza ele ainda é motivo de muita fortuna!

E eis um vídeo para tirar a dúvida de muitas mamães!
Não, o ser humano não precisa de leite!
Cada filhote necessita do leite materno, que pode ser dado em livre demanda e pelo tempo que a mamãe desejar mas após isto se chama desmame. Não precisa e nem devemos mamá-los novamente em outros leites!



Continue lendo...

11 de novembro de 2008

Sorteio do Sling

Queridas,
entre os dias 10 de setembro e 10 de novembro, todas as participantes de nossa lista de discussão que participaram das discussões do grupo, entraram para o sorteio de um sling.


Ontem fiz o sorteio e tá aqui para vocês verem...hehehehe

Como eu havia dito, os nomes no sorteio, constaram conforme a participação no grupo, ou seja, quem participou mais, teve o nome no "saquinho" mais vezes... =op



A ganhadora me passe seu endereço por favor para receber o presente.
Continuem participando que em breve tem mais novidades...

beijo
Ro Oshiro

Continue lendo...

10 de novembro de 2008

Parto - Metodo Leboyer

Na década de 70, o obstetra francês Fréderick Léboyer, criou um método que pode ser adotado em qualquer posição que a mulher queira dar à luz. Ele surgiu como uma crítica à forma violenta em que o bebê era recebido: pendurado de cabeça para baixo e levando palmadas nas nádegas para respirar, numa sala clara demais e cheia de médicos e assistentes. Léboyer sustentou que o parto era um processo simples e natural, portanto deveria ser tratado como tal, ou seja, o bebê seria recebido num ambiente acolhedor e por poucas pessoas.


Em vez de pendurá-lo, o médico deveria coloca-lo sobre o peito da mãe para ser acariciado e se sentir protegido. O cordão seria cortado depois desse contato, quando ele já estivesse respirando por si mesmo, sem palmadas e sem choros. As alterações que ele introduziu, influenciaram a maneira de como os médicos viam o parto e ampliaram o poder de escolha das mulheres sobre posições mais confortáveis e naturais de dar à luz. Mesmo as que se submetem à cesariana, tem o direito de receber o filho no peito antes que lhe cortem o cordão e o levem para exames.

É melhor relaxar - O bebê agradece
Desde sair de casa, chegando à maternidade e durante todo o parto, quando as contrações uterinas ficam mais fortes e intensas, o bebê continua precisando receber de sua mãe sinais de segurança e tranqüilidade. Afinal, ele também está passando por momentos penosos, já que para ultrapassar o estreito caminho da bacia, é obrigado a efetuar difíceis movimentos com seu corpinho que ainda não está acostumado a isso. Mas como transmitir segurança e tranqüilidade num momento como esse, quando as contrações são fortes, intensas, e o desejo de conhecer aquele pequeno “serzinho” deixa as mães ansiosas e tensas? Não é difícil. E, levando-se em consideração que nesse entrosamento mãe/filho depende muito o bom desenrolar do parto, vale a pena tentar. O simples fato da mamãe estar consciente da necessidade de se manter calma e relaxada durante todo o trabalho de parto, já é um importante passo para alcançar este objetivo.

PAPAI! - Preciso de você
Na hora do parto, apenas a companhia do obstetra e seus assistentes, não deixa a futura mamãe mais tranqüila. Portanto é imprescindível que mais uma pessoa esteja ao seu lado. O papai. Infelizmente ainda há maternidades que proíbem a presença do pai na sala de parto. Mas, quase todas as particulares a permitem. O acompanhamento do pai do bebê durante o trabalho de parto, além de dar apoio a futura mamãe, permite com que ele se sinta mais útil, ao contrário do que se estivesse alí fora esperando pela vinda de seu filho. Além disso, ele terá a vantagem de ser uma das primeiras pessoas a segurar o pequenino.

Silêncio! - Meu bebê vai nascer
A mamãe, já em posição para dar à luz, deve receber instruções do obstetra e seus assistentes, sempre em voz baixa. Desta maneira eles a auxiliam mais do que gritando, deixando-a mais descontraída. Esta é uma regra que deveria ser seguida com rigor. Na verdade, mais do que expressões nervosas ditas em voz alta, do tipo Faça força! É agora! Ajude! Já está nascendo!, a mulher precisa nesse momento, de paciência, silêncio, compreensão e segurança, para que possa voltar ao seu ritmo próprio e reequilibrar-se a cada contração mais forte. Este tipo de comportamento, no entanto, depende muito da equipe médica que vai atende-la.

Continue lendo...

8 de novembro de 2008

Parto Humanizado ou Parto Ativo

Uma belissima produção da qual não falarei nada, apenas recomendo: ASSISTAM!!! VALE A PENA!!!



Continue lendo...

7 de novembro de 2008

Amamentação exclusiva até os 6 meses

Ana, minha caçula, completou 6 meses dia 27 de outubro e eu, que introduzi alimentos para meus filhos a partir dai, repensei minha opinião.

Algumas linhas de pensamento, dizem que não é possivel estipular uma data limite para introdução de alimentos, e que o ideal seria observar os sinais do corpo do bebe, por exemplo, o surgimento da dentição ou o momento em que a criança aprende a se sentar sozinha.


O fato é que Ana teve seus 2 primeiros dentinhos com 5 meses e aprendeu a sentar-se no mesmo periodo, mas eu resolvi seguir o coração de mãe e não insistir em alimentação rígida por enquanto.

Nessa fase em que ela está, ela quer sentir o mundo através da boca, então eu resolvi oferecer uma fatia de maça, que ela ficou chupando até enjoar, no dia seguinte um pedaço de caqui, no outro dia ofereci um chazinho.

Aos poucos, vejo que ela vai sentindo os sabores, experimentando, no tempo dela, sem regras, sem horarios estipulados, até que um dia ela resolva comer pra valer.

Claro que essa regra serve para mães que amamentam, porque se a criança toma formulas, ela precisará de outros nutrientes.

Conheço mães que só introduziram alimentação para seus filhos com 1 ano e eles estão muito bem, porque a alimentação é complemento ao leite materno, e não o contrario.

E você, como introduziu alimentos para seu bebe?
Compartilhe conosco sua experiencia.

Continue lendo...

6 de novembro de 2008

Nossa comida como primeira papinha?

Às vezes o simples afazer, da introdução, da primeira papinha, não é tão simples como pensamos.

Aqui em casa o Ben chegou aos 6 meses, e iniciar as primeiras papinhas foi um verdadeiro desafio. Até eu descobrir que ele gostava e queria era a comida de gente grande, foram potes e mais potes de papinhas compradas.

Uma sopinha de milho do Saizeria por exemplo, se deixasse ia toda para ele!

Mas e a preocupação com o tempero demais? Com o paladar mais forte?
Eis um produto no Japão que pode ajudar mamães com o mesmo problema:



Uma caixinha vêm com 3 sabores, tem até um, que é estilo molho branco, para as refeições de molho branco que fazemos.
Cada saquinho você irá colocar em 2 colheres, de sopa, de água (leite ou qualquer caldo da preferência da mamãe), misturar e depois acrescentar em mais ou menos 4 colheres, de sopa, da comida da gente (adultos).
Isto para que nossa comida fique com tempero mais leve para o bebê.

Será uma opção a mais para as mamães que não estão conseguindo introduzir a primeira papinha para o bebê!

No meu caso, foi somente no começo mesmo. O Ben já está papando a comidinha que preparo para ele batida no liquidificador.
Mas este produto foi ótimo para colocar, por exemplo, nas sopinhas que eu fazia para mim e maridão, e ele queria. E também na introdução de sabores diferentes.
Eu esmagava rapidinho 4 colheres do que estava comendo e já acrescentava as 2 colheres com o caldinho do sabor desejado.

Realmente ajudou e ele comia muito bem!

Continue lendo...

5 de novembro de 2008

Amamentar em 10 passos

Esse video recebeu o premio de melhor video no 6º Congressso Argentino de Aleitamento Materno, organizado pela Sociedade Argentina de Pediatria.
É muito didático!



Você conhece instituições, hospitais e clinicas que apoiam a Amamentação como a La Leche League aqui no Japão?
Compartilhe conosco!

Veja aqui a materia na integra.

Continue lendo...

1 de novembro de 2008

Parto Normal x Cesarea

Uma reportagem super bacana sobre a diferença entre o parto normal e a cesarea, e os beneficios de deixar o corpo agir para o parto natural.

Foi gravado em julho de 2007 do Programa da Record: Hoje em Dia!
Muito bom!


Continue lendo...

Barbara Nakashima - Aichi



Tenho 3 filhas e o meu primeiro parto foi em 2003...
Começou assim no dia 15 (segunda) comecei a sentir algumas contraçoes as 2hs da manhã e la pelas 4hs fui dormir.
Acordei as 14hs com as contraçoes que vinham as vezes de 10 em 10, e as vezes de 20 em 20min.
Passei a segunda toda deitada e la pelas 8 da noite comecei a sentir contraçoes com tempo certinho com ritmo de 15 em 15 minutos, e foi assim a noite toda as 6 da manha começaram as de 10 em 10 minutos.
Fui para a clinica as 8 da manha e fui internada as 2 da tarde, eu tava com 5 cm de dilataçao, e as contraçoes passaram a ser de 5 em 5 minutos.
As 5 da tarde passou a ser de 1 em 1 minuto e a bolsa estourou.
Fui para a sala de parto e colocaram um aparelho para monitorar o coraçãozinho do nene e eu estava com 7cm de dilataçao.
As 7 da noite ja estava com 10 e comecei a fazer força.
As 8:47 da noite minha Nathalia nasceu, no dia 16 (terça-feira) fui para uma salinha e fiquei lá ate as 6hs da manha quando fui para o quarto. Tive alta no dia 21 (domingo)
Foi parto normal sem anestesia, só anestesia local para costurar o pique que foi feito... = (
Nathalia nasceu de 39 semanas e 4 dias com 49cm e 3128kg.

Em 2005, no dia 19/12 (segunda feira) as 11:30 da manha minha bolsa começou a vazar o liquido aminiotico e as 13hs a bolsa se rompeu mesmo, mais eu não tinha contraçao nenhuma.
Liguei para minha cunhada e para o meu marido para avisar que havia estourado a bolsa e fui tomar banho e comer algo.
Minha cunhada chegou e saimos de casa as 14:35 e fomos para o hospital, sem sentir nada, so um liquido vazando.
Cheguei na maternidade por volta das 15hs e fui examinada, e foi constatado que a bolsa tinha estourado mesmo e fiquei internada desde então.
Tomei um anibiotico para evitar infecçao, por causa da ruptura da bolsa e fizeram a lavagem intestinal em mim (q alias é horrivel!!!) pelo mesmo motivo: evitar infecçao.
Bom, as 20:35hs senti uma contraçao forte mas só ela.
As 21:50hs senti outra, e as 22:30hs começaram as contraçoes com ritmo de 15 em 15 minutos.
Às 00:45 passou a ser de 5 em 5 min e ja estava com 7cm de dilataçao e as 2hs da manha passou a ser de 3 em 3 minutos,(e eu tava com 8 de dilataçao)
Quando foi as 3:07hs entrei na sala de parto com 9 de dilataçao e fui preparada para o parto (lavaram etc...)
As 3:15 fiz uma força e completei os 10cm. Fiz mais 3 forças e as 3:29hs do dia 20(terça-feira) ela nasceu!!!
Fui pro quarto as 5:30hs e ja nesse parto tive alta no dia 22 (quinta-feira).
Aika nasceu de 40 semanas e 3 dias com 51cm e 3318kg.

Bom este parto foi agora em 2008, para ser mais precisa, no dia 15/07.
Nesse parto, tive mais uma menina, que ate então eu não sabia o sexo, pois ela nos deixou na expectativa ate o nascimento, e foi um pouco diferente.
Ela estava prevista para dia 10/07/2008, porem desde 34 semanas a medica havia avisado que ela estava grande no ultrassom e dizia que eu estava com 39 semanas sendo que estava com 34 semanas.
Dai a medica mandou eu andar muito para acelerar o parto porque ela tinha medo da bb ficar muito grande.
Passaram-se as semanas e ela só crecendo e engordando.
Com 37 semanas ela ja estava com 3.500kg e a medica mandou andar e fez massagem no colo do ultero para ver se dilatava porem de nada adiantou.
No dia 10/07, data que estava previsto para nascer foi a ultima consulta de pré natal e a medica sugeriu induzir o parto pois pelo US ela já esta com 3.700kg.
Isso foi na quinta feira, eu ja estava com 2 de dilatação e nada do bb encaixar, ela estava alta.
Ela marcou a indução do parto para terça feira, dia 15/07.
Pois bem, passou sexta e nada de contração sentia muita contração a noite e toda noite era aquela ansiedade!
Cheguei a sentir na sexta, durante 3 horas, contrações leves de 15 em 15 minutos, mas dormi e no dia seguinte, sabado, acordei super bem e de noite a mesma coisa: contrações ritmadas mais nada de muito forte.
No domingo a mesma coisa, segunda a mesma coisa.
Na terça, dia 15/07, estava marcado para me internar as 9hs da manha, mais como tinha que arrumar minha filha mais velha para ir pra escola me atrasei e cheguei no hospital as 10hs.
Me internaram as 10:30hs e a enfermeira mandou-me vestir a roupa do hospital e logo depois me fez exame de toque, eu estava com 3 de dilatação e o bb alto.
Fiquei aguardando a medica prescrever o remedio para induzir o parto, que no meu caso, foi via oral.
As 11:20 tomei o primeiro comprimido e veio o almoço. Almocei e as 12:20 tomei o segundo comprimido .
As 12:25 senti a primeira contração, ai como doeu!!!
Assim começou de 20 em 20 minutos as 13:25hs, tomei o terceiro comprimido ai q a coisa apertou e as contraçoes ficaram de 10 em 10, e logo depois de 5 em 5 minutos.
As 14hs a enfermeira veio fazer exame de toque e nessa altura as contrações ja estavam de 4 em 4 minutos, eu estava com 6cm de dilatação.
Passou mais um tempo e perto das as 15:30hs elas passaram a ser de 3 em 3 minutos.
Nessa hora minha mae chegou com minha filha menor, e meu marido foi buscar a mais velha no hoikuen e levou a menor com ele. Fiquei com minha mae que ia tentando fazer massagem, conversava comigo e as contrações cada vez mais fortes.
As 16:20hs me fazem mais um exame de toque eu estava com 7cm de dilatação e as contrações de 2 em 2 minutos .
Resolveram me levar para a sala de parto, e para me desespero, meu marido ainda não tinha voltado. Pedi para que minha mae ligasse para ele, e pedir para se apressar.
As 16:40 meu marido chegou e minha mãe que estava comigo na sala de parto ate ali, foi para a sala de pré parto ficar com as minhas 2 filhas mais velhas, e meu marido assumiu o posto dele, ali do meu lado. Eu tava com 8cm de dilatação.
as 17hs me fizeram outro exame de toque eu estava com 9cm e a medica resolveu estourar a bolsa para acelerar mais o parto, pois eu estava sofrendo muito.
Estourou a bolsa e as coisas começaram dar errado.
Quando a nene corou, ela entalou, e como ela era muito grande, estava dificil para expulsa-la.
De repente, começou a entrar um monte de medicos e enfermeiros na sala, ai comecei a ver que algo estava errado, pois tinha bem 8 a 9 pessoas na sala de parto.
Cada um que vinha, fazia um exame de toque para ver o que seria feito.
Por fim, depois de muita luta, consegui que a cabeça da nene saisse, ai o medico mandou eu ficar fazendo ha ha ha, para evitar que ela voltasse.
A outra medica com jeitinho foi puxando ela, girando a cabecinha para um lado e pro outro cuidadosamente.
O mais engraçado foi que todos os medicos e enfermeiras, e meu marido, ficaram fazendo a respiranção junto comigo e dizendo Gambate! . Meu marido segurava na minha mão e a enfermeira que ficou cuidando de mim durante todo o trabalho de parto, segunrando a outra, mas com muito carinho, eu olhava para ela e sentia uma segurança e uma paz, então fiquei fazendo esta respiração HA HA HA HA HA HA e virou um coro dentro da sala de parto, e meu marido ia me dando agua e enxugando meu suor todo o tempo.
Depois de muito jeito, a medica conseguiu tirar o ombro e pediu que eu fizesse uma ultima força, e então as 17:23hs ela nasceu!
Comeu a chorar bem baixinho, e meu marido olhou e me perguntou:
- Quer saber o que é?
Na hora que escutei o chorinho dela eu ja sabia que era menina, mas respondi que sim...
Meu marido deu um sorriso e disse: é menina!!!
Então colocaram ela em cima de mim para eu ve-la, mas logo tiraram, pois ela precisava de alguns cuidados, pois tinha liberado meconio na agua da bolsa, pois ela fez muita força para nascer.
Ela chorava tão forte e alto que pediram ao meu marido para esperar na sala de pré-parto enquanto eles me arrumavam.
Fiquei por alguns minutos lá olhando eles cuidando dela e perguntei como ela estava e nada me respondiam, so diziam que estavam examinando ela.
Bom na terceira vez que perguntei algo, perguntei qual era o peso dela, e a enfermeira mais novinha que estava lá respondeu...
A Victoria nasceu de 40 semanas e 5 dias com 52 cm e 4.126kg!!!
Logo depois, a enfermeira veio e me tranferiu para a maca e me vestiu o pijama.
Levaram-me para sala de pré-parto de novo e lá estava minha mãe, meu marido e minhas 2 filhas me esperando.
Conversei um pouco com minhas filhas e depois pedi para que minha mãe levasse elas para casa. Não queria que elas ficassem assustadas, pois eu estava abatida.
Fiquei lá nessa sala por algumas horas e sai da sala de parto com uma fome enorme então a enfermeira trouxe o jantar isso devia ser umas 18:40hs a 19hs.
Eu não podia me levantar, então meu marido me deu a comida na boca me deu suco na boca tbem.
Depois de jantar a enfermeira me deu um remedio para contrair o utero e me levou para o quarto as 20:40hs, mais o menos, dai a enfermeira disse ao meu marido que ele podia ficar só mais um pouco comigo porque eu teria que descansar.
Ele ficou até as 21hs e depois teve que ir embora.
As 22:00 a enfermeira veio e disse para eu ir ao banheiro.
Me levantei e estava bem, não senti tontura, nem nada. Fui ao banheiro fiz xixi e não ardeu, só senti um incomdo no de tras, mas passou logo depois que fiz xixi. Voltei pra cama e dormi.
Mas ainda estava preocupada com a nene, pois ela tinha feito coco na bolsa, e isso poderia ter dado alguma complicação.
Graças a DEUS ela não pegou nenhuma bacteria.
Pois bem, na manhã seguinte, dia 16, acordei e tomei cafe, e as 11hs pude ve-la. Dei de mamar às 15hs e foi assim.
O nome dela meu marido tinha cogitado, no 7º mes de gravidez, que seria Vitoria se fosse menina, mais eu não quis muito. Quando ela nasceu, o primeiro nome que me veio a cabeça foi Victoria, pois o parto dela foi uma grande VITORIA para todos nós! Tanto para mim, quanto para a nene e para os medicos, e para meu marido tbem, que aguentou firme ali do meu lado todo o tempo, sem titubiar, me dando força e apoio em todos os momentos.
Agradeço primeiramente a Deus, que me deu a graça de ter mais uma princesa prefeitinha, ao meu marido que foi incrivel e essencial ali ao meu lado em todos os momentos, e minha mãe que foi incrivel e conseguiu distrair minhas filhas.

Continue lendo...