27 de novembro de 2011

Porque não devemos dar água ao bebê que é amamentado exclusivamente?

Dar água para um bebê que tem menos de seis meses é desnecessário e pode até mesmo ser perigoso!

Crianças que são amamentadas, freqüentemente, recebem grande quantidade de água através do leite materno.

Aproximadamente 90% do leite materno é formado por água!

O risco de infecções nos bebês é muito aumentado se ele recebe água. O risco de introduzir bactérias e outros patógenos é tremendamente aumentado com o uso da água (ou qualquer outra coisa além do leite materno) nesse período.

A contaminação pode vir pela própria água ou dos utensílios usados para dar água ao bebê (chuquinhas, mamadeiras, copos etc.).

Crianças que não são exclusivamente amamentadas tem maiores taxas de diarréia e outras doenças que crianças exclusivamente amamentadas. Apenas a água encontrada no leite materno é pura o suficiente para os bebês pequenos.

Se tomar água, o bebê será menos nutrido do que deveria.

Leite materno contém agentes anti-bactérianos e anti-virais, que agem como uma primeira imunização do bebê. Se a água substitui o leite materno em alguns momentos, a criança não vai receber o máximo de proteção que iria se fosse apenas amamentado. A produção do leite materno pode diminuir.

O suprimento do leite materno depende principalmente da demanda do bebê. Se o bebê está recebendo água e sugando menos, a mãe vai produzir menos leite.

Dar água ameaça a proteção contraceptiva da amamentação. A criança que bebe água sente-se mais "cheia" e conseqüentemente vai sugar menos. A mamada freqüente é necessária para uma efetiva proteção contraceptiva, portanto a mãe não estará protegida de uma outra gravidez pelo mesmo tempo que estaria se ela não desse a água ao bebê.

Wellstart International - USA (Expanded Promotion of Breastfeeding Program)

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18 de novembro de 2011

O que anseia com essa ansiedade toda?

Recebo a noticia que estou gravida. Eeehhhhhh!!

Mil planos, pensamentos a mil por hora.

Quando vou deixar de trabalhar?

Será que seu eu continuar trabalhando vai fazer mal ao bebe?

Tenho uma leve tontura, será que vou comecar a passar mal todo dia, serão os famosos enjoos de gravidez?

No proximo exame será que saberei o sexo do bebe?

Qual nome colocar?

Ai que vontade de comprar coisas pro bebê...

Vou começar a pesquisar na internet sites de compras!

Quando temos o enxoval pronto, lavamos, passamos e revisamos as mesmas peças umas mil vezes até o nascimento.

Não ousamos dizer em voz alta, mas pensamos algumas vezes: Será que meu bebe é perfeito e saudável? Não seria bom fazer exames mais sofisticados para ter certeza?

Quando minha barriga vai começar a aparecer? Estou doida pra usar aquela jardineira de gravida que comprei mês passado!

Porque demora tanto pra esse bebe se mexer? Será normal?

E o parto... ai meu Deus... não quero nem pensar em como sera a dor do parto!

A bolsa estoura... será que tenho que correr pro hospital? E se o bebe ficar no "seco"?

Se a dor não vem até uma semana antes da data prevista: ai, ai... não tenho contração, aposto que o medico vai querer marcar cesaria.

Se o bebê demora pra nascer: Meu Deus!!! Isso vai dar mer****. Já estou muitas horas nesse hospital...

Depois que nasce: não tenho leite. Meu bebe chora por que esta com fome, acho que vou dar uma mamadeira com um leitinho! Meu bebê esta desde ontem sem leite de peito!

Quando chegam em casa: Será que tenho que ficar ate quando de resguardo? Não vejo a hora de levar o bebe pra conhecer o mundo la fora! E poder utilizar todos os equipamentos que compramos e ganhamos!

E quando sera que posso dar uma agua, um chazinho? Não vejo a hora de dar papinha!

Será que começa a engatinhar quando? Ele já está tão firme! E andar sozinho? E a falar?Acho que o filho da fulana já está falando...

No proximo verão vou desfraldar!

Tenho certeza que toda mãe ja fez alguma coisa parecida ou até mesmo todas as coisas acima citadas!

Claro também que NUNCA é de proposito, sempre queremos e buscamos o bem para o nosso filho, mas pressa demais, ansiedade demais não faz bem minha gente! Principalmente para a crianca!

Eu confesso que ja fiz algumas das coisas citadas acima, sou ansiosa por natureza. Cresci no meio de pessoas ansiosas. Vim ao Japão quando era bem novinha e tem um pais no mundo mais apressado que esse?

Eu fumava por ansiedade (parei desde a gravidez),  como por ansiedade, e,  as vezes me pego apressando meu filho de apenas 3 anos!

- Anda mais rapido! Caramba! Como demora pra calçar esse tênis!

Gente, quando me dei conta, me senti horrível! Um abominável monstro do relógio!

Porque temos essa mania de ter pressa pra fazer as coisas? Isso pra uma criança deve ser terrível!

E se eu continuar assim ele sera igual a mim! Um ansioso por natureza!

Claro que tampouco quero que seja "lerdo", lento pra fazer as coisas, pelo contrario, quero que ele seja um adulto decidido. Mas sem pressa, sem pressão.

Depois que reparei isso em mim, comecei a olhar as outras mães a minha volta e percebi que todas fazem o mesmo!

Descobri que ansiedade pode ser o pior inimigo no parto. Ela te cega, te deprimi e te deixa burra.

Uma mulher ansiosa demais na hora do parto não vai conseguir raciocinar direito. Vai ficar mais vulnerável. Vai ser a primeira a desistir, porque não terá paciencia pra esperar nada. E depois na criação do bebe, essa mesma mulher ansiosa vai prejudica-lo pulando etapas que poderiam ser vividas com mais calma, pressionando indiretamente o filho, desmamando precocemente, dando papinha antes mesmo de ter dentes, causando traumas no desfralde, e mais um monte de coisas que agora nem me lembro...

Por isso mamães, vamos refletir mais sobre isso!

Ainda não descobri algo pra curar a minha ansiedade, mas tenho certeza que identificar o erro e assumir que tenho esse defeito é sinal que estou no caminho certo. Estou me policiando mais, cuidando para não interferir no "timing" do meu filhote.

Graças a Deus percebi a tempo e consegui deixa-lo desmamar e desfraldar sozinho, não interferi em nada.

Acreditem, eles sabem quando é hora de fazer as coisas. Só temos que dar essa oportunidade a eles!

Beijos meninas!

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4 de outubro de 2011

Materna de apoio no Japão

Ola a todas as mamães e futuras mamães!
Meu nome é Kelly Yamada e moro em Kanagawa.
Tenho um filho de 2 anos e 9 meses que nasceu num lindo parto humanizado num hospital aqui em Atsugi, onde moro.
Conheci a Rosana Oshiro somente virtualmente, mas sinto como se a conhecesse há anos!
Ela me ajudou muito com dicas sobre a maternidade e é uma pessoa que admiro muito pela coragem e por se doar tanto em prol da humanização do parto.
No inicio do ano ela me convidou para participar do blog, mas naquela epoca ainda não sentia muita segurança para escrever aqui. Agora senti essa necessidade de compartilhar e de poder ajudar outras mulheres a terem um parto mais humano, mais ativo e consciente.
Uma amiga que está gravida comentou comigo que o blog tem ajudado bastante e por coincidencia ela não sabia que eu sempre estive por aqui, desde o inicio acompanhando e participando de todas as postagens da Rosana e da Thais. Foi isso que me empurrou a escrever aqui.
Com a ida da Ro para o Brasil e da Thais para Nova Zelandia, vi que faltava alguém por aqui para dar uma mãozinha. =)
Estou fazendo um curso de doula que terminarei em Dezembro e tambem acompanho as gestantes que precisam de interprete no Shonan Atsugi Hospital, daqui de Atsugi.
Em breve pretendo atuar como doula e interprete neste mesmo hospital e em outros onde trabalham com parto humanizado.
Portanto, mães do Japão, qualquer coisa podem perguntar que terei o enorme prazer em ajudar!
Deixarei aqui meu e-mail para contato, caso for alguma duvida relacionado ao Japão: yamadakelly@hotmail.co.jp ou deixem comentários nos posts.

Beijos!

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10 de setembro de 2011

Saudades do Japão...

Faz teeempo que não venho aqui.
Tenho recebido muitas perguntas atraves da guia de contato e respondido todas na medida do possível.
Após o tsunami que aconteceu em 11 de março no Japão, minha vida passou por um tsunami de emoções e mudanças aconteceram sem que eu esperasse.
Vim com minha familia para o Brasil em 19 de abril, graças a ajuda de pessoas maravilhosas que se dispuseram a nos ajudar e estamos batalhando para alcançar uma fatia do mercado de fotografia.
As coisas estão caminhando e quero agora voltar a fazer esse trabalho tão gostoso que é blogar sobre minhas vivencias maternas para ajudar mães que precisem de algum apoio ou que tenham alguma duvida.
Vou começar também a atender como doula voluntária a partir de novembro e se alguem em São Paulo precisar de apoio para o parto natural ou amamentação, pode me contatar para ajudar ok?
A grande novidade é que minha querida e lindissima companheira de blog Thais Sato está gravida do quarto bebê e morando na Nova Zelandia, portanto quem sabe agora ela se inspire para vir falar de gravidez e novidades de lá para o parto natural né? huahuahuahuahua
Por ora, muitas saudades do Japão e de pessoas queridas que ficaram por lá e muita vontade de voltar a participar mais ativamente desse espaço para ajudar quem precisar.
Me escrevam, me liguem, me adicionem nas redes sociais e vamos voltar a trocar figurinhas ok?

beijo
Rosana Oshiro
11-4746-1628
http://www.facebook.com/#!/rosana.oshiro

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30 de março de 2011

Salvem a Obstetrícia! Assinem a petição!!!



Meu nome é Ana Cristina Duarte. Coordeno no GAMA - Grupo de Apoio à
Maternidade Ativa Sou obstetriz formada pela USP-EACH.


Quando decidi me dedicar ao atendimento de mães e bebês, já casada, dois
filhos, vida estabilizada, eu poderia ter trilhado qualquer caminho que
quisesse, qualquer carreira. Mas eu esperei por alguns anos, perseguindo
a Profª Dulce Gualda em todos os eventos de Humanização para saber
quando sairia o prometido curso de obstetrícia da USP. No tempo em que
esperei o curso sair, eu poderia já ter completado um curso de
enfermagem! Mais dois semestres e algumas horas de estágio, eu já
poderia ser enfermeira obstetra. Mas não era o meu sonho. Eu não me via
como enfermeira, eu não queria estudar doenças, hospitais, cuidado com
idosos, crianças, UTI, procedimentos, cardiologia, oncologia,
sistematização do processo de cuidar, antes de me dedicar à minha paixão.

Eu queria estudar a mulher, seus processos, a gravidez, seus partos,
seus bebês. Eu queria reinventar o cuidado na gravidez, parto e
pós-parto. Eu queria pensar em como cuidar da mesma mulher desde o
resultado do exame de gravidez, até ela estar amamentando seu bebê. Eu
queria estar com ela desde o início, até o fim do processo. Com a mesma
mulher, na sua família, na sua casa, no seu contexto social, emocional,
afetivo. Eu me via assim, parteira. Eu não me via assim, antes
enfermeira, depois especialista. Questão de identidade pessoal com uma
carreira que já existe internacionalmente e já existiu no Brasil!

Quando o curso saiu para o vestibular de 2005, eu devo ter sido a
primeira a me inscrever! Foram quatro anos de dedicação. Quatro anos
estudando tudo o que se refere à mulher, nesta fase da vida. Tínhamos na
ponta da língua tudo o que era normal e o que era anormal. Normal na
média, normal fora da média, anormal. Exames, diagnósticos, sintomas.
Equipe multidisciplinar, UBS, alto risco, baixo risco. Fisiologia,
anatomia, nutrição, sociologia, psicologia. Mecanismos do parto,
manobras, posições, apresentações, distocias, eutocia. Intervenções,
estatísticas, saúde pública e privada. Filmes de parto entre técnicas de
esterilização. Parto na água entre elaborações de escala.

Sacolejando em trens ou parados na Marginal Tietê ao final de um dia
cansativo, nós sobrevivemos a quatro anos de intenso treinamento focado
na assistência humanizada, segura e baseada em evidências no ciclo da
gravidez, parto e puerpério.

Foram quatro intensos e difíceis semestres de estágio, porque ainda não
existem campos de estágio onde a mulher seja vista e tratada como nós,
alunos, havíamos aprendido na escola. Mas ainda assim pudemos atender
muitos partos, consultas de pré natal, consultas de pós parto, em
ambulatório e domicílio. Massagem nas costas e partograma, palavras de
incentivo, acocorar no banheiro, abraçar, controlar a dinâmica e o
gotejamento (desse não pudemos escapar). Proteção do períneo,
clampeamento tardio (quando conseguíamos), contato pele-a-pele (quando
transgredíamos).

Tivemos um excelente curso, que certamente poderia ser melhor (tudo pode
ser sempre melhor) e que desde então vem sendo melhorado ano a ano, com
novas disciplinas, reestruturação da grade, adaptação a exigências.
Formamo-nos obstetrizes competentes e sedentos por trabalhar na
assistência. Não queremos ser enfermeiros, nem médicos, nem psicólogos.
Queremos trabalhar na assistência à saúde da mulher durante a gravidez,
parto e puerpério. Apenas obstetrizes, como existem em todo o mundo sob
os curiosos nomes de sage-femme, midwife, matrona, partera, hebamme,
ostetrica, obstetrix, llevadora. Não estamos reinventando a roda e não
negamos a importância de todas as outras profissões que existem.

Quero apenas continuar fazendo o que amo: assistência dentro de equipe
multidisciplinar, com parceiros obstetras, psicólogos, enfermeiros,
fisioterapeutas, doulas, educadoras, pediatras e muitos outros. Quero
continuar parceira respeitosa e privilegiada desses maravilhosos médicos
e enfermeiras obstetras que têm nos dado os braços nessa longa jornada
pela melhoria da assistência à saúde no Brasil. Mas não quero ser
enfermeira nem médica. Eu sou obstetriz.

Neste momento o primeiro e único (por enquanto) curso de formação de
obstetrizes do país está sob ameaça. A USP pretende encerrar as vagas
para a carreira já no próximo ano. A justificativa é que o COFEN
(Conselho Federal de Enfermeiros) não nos reconhece como enfermeiros
(que não queremos ser), bem como não mais reconhece a profissão
obstetriz, apesar dela ser mais antiga que a enfermagem obstétrica. A
proposta oficial da USP é "Fundir o curso de obstetrícia com a
enfermagem", ou seja, aumentar um pouco o número de vagas para
Enfermagem no vestibular e extinguir de vez a Obstetrícia.

Esse é o começo do fim. Sem vagas, sem alunos. Sem alunos, sem curso.
Sem curso, sem carreira. Sem carreira, sem obstetrizes. Mesmo as que
existem serão como solitárias andorinhas voando sem um bando. Sem fazer
verão. Sem mudanças no cenário. Continuaremos como era antes, o que não
era nada bom. Para impedir que isso aconteça, é necessária muita pressão
da sociedade e é isso que estamos tentando fazer. Para isso peço sua
ajuda neste momento.

Assinando nossa petição, manifestando nela a sua opinião, vamos
mostrando que o curso não é uma manifestação de 250 alunos e 150
obstetrizes formados. Não estamos falando mais de um vestibular, nem de
alguns formados a procurarem uma nova carreira. Assinando e manifestando
repulsa a essa amputação proposta pela USP, mostramos que o curso e seu
ideário são uma manifestação da sociedade por um mundo melhor, por uma
forma diferente e justa de se gestar, nascer, dar à luz e amamentar seus
filhos, que seja acessível a todas as mulheres. A obstetrícia não diz
respeito a obstetrizes, enfermeiros, médicos, USP, CFM ou COFEN. A
obstetrícia diz respeito à vida de todos e ao futuro dos nossos filhos.

Para assinar nossa petição: clique em
Basta nome e RG, mas você também pode deixar uma mensagem de apoio.
Não precisa preencher os outros dados.

Vídeo da Manifestação de apoio ao curso de obstetrícia da USP:

Reportagem da Globo:

Reportagem no blog da fotógrafa Bia Fioretti:

Grupo de Apoio no Facebook:

Blog Obstetrizes Já:

Grata pela colaboração! E assine a petição, clicando aqui:

Ana Cristina Duarte
Obstetriz
GAMA

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18 de março de 2011

Como você gostaria que seu filho nascesse?

Esse video contém cenas fortes, mas não é um video sensacionalista, é a realidade mais pura e clara.

Eu tive duas cesareas das quais me arrependo amargamente até hoje porque foram totalmente desnecessárias e porque não me permitiram estar com meus filhos logo após o nascimento, além dos procedimentos desnecessários. =(

Vale assistir e decidir: o que realmente você quer para seu parto e seu bebê?

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16 de março de 2011

Riscos: culpa de quem?

Sempre ouço de quem não aceita o parto domiciliar que os riscos não valem a pena.
E eu sempre pergunto: que riscos?
Ninguém sabe. A resposta é sempre única, a mesma, sempre: de dar alguma coisa errada e não dar tempo de ir ao hospital.

Pode ser a pessoa mais informada do mundo que, quando decide não querer um parto domiciliar, sempre bota a culpa em quem? Nos riscos absurdos de um parto em casa.

Agora, parto natural é parto natural, certo? Seja em casa, seja na clínica, seja no hospital, seja no meio da rua, no ônibus. Os riscos são os mesmos, certo? É o mesmo parto.
Em hospital, o risco de uma infecção hospitalar é maior que em casa. Em muios hospitais, você não pode andar, sentar, gritar, mudar de posição. Também é maior a chance de você ter alguma intervenção, que sempre leva a outra, e a outra..... E muitas vezes, acaba em cesárea por um bebê em sofrimento, uma mãe que não aguenta mais sofrer (porque um parto cheio de intervenções é sofrido).
Mas se acontecer alguma coisa, você já está no hospital, certo?

Em um parto natural, a mulher sabe quando tem alguma coisa errada. Simplesmente sabe. A gente sente. Não precisa ficar deitada pra ver batimentos fetais. Não precisa de exame de toque a cada hora. Não precisa de sorinho.
O corpo sempre dá sinais de que tem alguma coisa errada ANTES da coisa realmente acontecer. Dá tempo de sair de casa e ir ao hospital.
Claro, ocorrem fatalidades.

Mas fatalidades que acontecem em casa e no hospital. Tanto em casa, quanto em hospital. Tanto em partos naturais quanto em cesáreas.
Quando acontece alguma coisa em um parto domiciliar, essa coisa aconteceria em qualquer outro lugar. Na grande maioria das vezes.

A grande diferença é quem assume a "culpa". No hospital, é culpa do médico, do hospital, da equipe, da limpeza, do que quer que seja. Em casa, quem assume? Os pais.

Por isso, quando a gente opta por um parto domiciliar (assistido ou unassited), a gente precisa ter certeza de que esse é o melhor caminho. Não é para qualquer pessoa (só gestantes de baixo risco). É para quem quer, quem sabe que é o melhor.

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14 de março de 2011

A alimentação dos bebês

A primeira papinha dos bebês é sempre um assunto recorrente entre as mães. Seja mãe experiente ou "novata", essa questão sempre gera dúvidas.

Com a intenção de facilitar para quem tem dúvidas e/dificuldades, hoje vou postar sobre algumas questões práticas para ajudar as mães no início da introdução de alimentos. Vamos lá!

A primeira papinha
As primeira papinhas a serem oferecidas ao bebê, não precisam de sal. O melhor mesmo é não colocar sal em nada.

Uma sugestão de legumes iniciais são: Mandioquinha, abóbora (pode ser moranga,
japonesa), cenoura, batata...para começar. Sabe por quê? Porque a ervilha, por
exemplo, pode provocar gases de início, assim como a batata doce. Á menos que
você coloque bem pouco. Tipo 3/4 de batata comum e 1/4 de batata-doce, por causa
do saborzinho que os bebês adoram. Beterraba também é bom e não costuma dar cólicas nem gazes.

Vagem, abobrinha e mesmo o quiabo podem ser colocadas assim que começar a fazer
com mais de um legumes, mas não vão causar qualquer problema se unidos já no
início, assim como o chuchu.

O espinafre, segundo pesquisas, possui um componente que rouba cálcio do organismo pois contém oxalato, e nunca deve ser consumido cru, por isso é melhor deixar pra depois. O bom é alface (só atenção pois alface demais dá sono antes da hora), rúcula e couve, que é rica em nutrientes e tem ferro. Tem ainda couve-flor, pra fazer creminho, chicória e brócolis.

As ervas frescas podem ser deixadas para depois. O coentro é a que exige maior atenção. O Nirá não tem problema, desde que colocado bem pouco. Depois, dá pra usar orégano também.

Uma receita fácil no vapor é feita com abóbora ou mandioquinha. É só colocar para cozinhar, depois de retirar a casca, e amassar com o garfo. A Abóbora, se tiver com muitas fibras, você pode bater no liquidificador com um mínimo de água. Não precisa de mais nada.

A mandioquinha, por sua vez, tem umas que acabam pedindo um pouco de sal. Só uma coisa: todo vegetal amarelo é rico em betacaroteno (cenoura, abobora, etc), então é bom atenção para não dar demais pois pode prejudicar a saúde do bebê.

O ideal é variar pelas cores mesmo. Uma hora dar amarelo, depois verde, depois vermelho, e assim por diante. Pois cada cor define os nutrientes dos alimentos.

Alimentos para intestino preso
Primeiramente, dar muita água para quem já se alimenta com mais que leite, e principalmente leite em pó, que resseca as fezes e dá constipação. E também lembrando: se o bebê tem intestino preso, não comece com maçâ, preferindo o mamão raspadinho. Suco de laranja diluído ajuda, cerca de meia hora antes da papinha salgada após a segunda semana da alimentação com colher.

Evite açucar refinado/branco e prefira o mascavo que tem fibras e nutrientes mais eficazes.

Não dê pão francês e quando os dentes já estiverem mais á mostra comece com pão integral que tem sementes oleaginosas como linhaça, gergelim, etc, ótimas para prisão de ventre.

As verduras são excelentes para ajudar no trabalho intestinal. Não cozinhe pois perdem a vitamina C. Coloque nas papinhas, bem picadinhs, no final do cozimento: couve, repolho ou alface.

Separe parte da comida e misture, e não coloque em toda ela pois se o bebê não
gostar você não perde tudo. Algumas folhinhas de salsinha são sempre muito boas para acrescentar clorofila e vitamina C ás refeições, e também ajudam o trabalho intestinal.

Sopas e Cremes
Sopa com caldo ralo, sem cor e com um gosto "meio assim" ninguém gosta né? O que dizer de uma criança? O caldo mais grosso sempre é mais atrativo.

Colocar parte das batatas no início do cozimento é o ideal. Se faz com proteína animal, refogue primeiro a carne e em seguida acrescente os tomates picados e as batatas que separou. Cinco minutos depois, os outros ingredientes.

Até que tudo fique cozido, a batata se dissolve e engrossa o caldo. Pode ser feito também com mandioca, mandioquinha...O sal deve ser colocado no início do cozimento. Para apurar, só quando estiver cozido, e bem pouco.

Beterraba com sal tem que ter muito cuidado para não alterar o gosto natural. Berinjela e abobrinha também, por isso alguns legumes não suportam muito a combinação com sal sem perderem o gosto.

Salsinha e outros verdes devem entrar como tempero após desligar o fogo, ou segundos antes. Se colocados no início, os valores nutricionais se perdem completamente.

Fiz outros posts com Receitas de Papinhas, Sucos e Sopas para quem quiser ter uma idéia do que fazer com ingredientes. Basta clicar nos links ou nas tags. ;)

Este post teve a colaboração da leitora Materna Kelly Savioli da Key Slings. =)

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12 de março de 2011

Dormindo com bebês

Estava arrumando minha caixa de e-mails e achei um texto falando sobre a cama compartilhada.
Um texto simples, curto, fácil de ler com argumentos ótimos.

Recomendo fortemente. Leiam!

Neste texto, faço uma pausa no assunto células-tronco e volto paras minhas reflexões sobre como nos definimos como humanos. Em visita ao zoológico de San Diego (aliás, altamente recomendável para quem visitar a região) tive a oportunidade de observar pequenos filhotinhos de primatas dormindo com seus pais. Os filhotes pareciam superconfortáveis, seguros, num sono descompromissado e restaurador.

Depois, em conversa com um amigo primatólogo, descobri que a maioria dos primatas não-humanos tem o hábito de dormir com seus bebês. Não acredito que isso tenha sido extensivamente estudado, talvez pelas dificuldades do trabalho de campo ou mesmo pelo respeito ao animal em cativeiro. Enfim, acho que isso é apenas uma observação de grupos que trabalham com primatas que sugere um comportamento comum. Mas e os humanos? Eles dormem com seus bebês?


Note-se que não tenho filhos, então me senti completamente confortável de pesquisar sobre o assunto, sem nenhum pré-conceito ou qualquer introdução prévia. O começo da minha pesquisa parecia fácil, bastaria perguntar para casais que tiveram filhos se eles dormiam ou não com os filhos. Para meu espanto, descobri que isso era um tabu. As pessoas não se sentiam confortáveis em falar sobre o assunto. É realmente interessante, pois nunca tinha prestado a atenção nisso e, na verdade, não vemos muito esse comportamento humano retratado em filmes, seriados ou qualquer outra forma de mídia na cultura ocidental. Muito curioso, pois isso deveria ser um comportamento “normal” dos humanos.

Pois bem, aos poucos, consegui alguns comentários curiosos de casais que estavam para ter filhos ou que os tinham tido há pouco. Na verdade, os comentários estavam vindo dos médicos pediatras: “Nunca durma na mesma cama com seu bebê”. Mais do que um comentário ou sugestão, a frase está mais para uma ordem a ser seguida. A razão aparente, é que um adulto dormindo poderia sufocar o recém nascido durante um descuido. E o que esperar de pais de primeira viagem depois dessa explicação aparentemente lógica? Que vão seguir as ordens do pediatra sem questionar, afinal ninguém quer ser responsável pela morte do próprio filho, ainda mais nessas condições.

No entanto, a explicação dos pediatras ocidentais me pareceu um pouco forçada. Perguntei-me quantos bebês já haviam morrido dessa forma. Para meu espanto, a resposta que obtive não foi clara, mas sim tendenciosa. Isso porque a maioria dos trabalhos relatando esse tipo de morte não é causal. Mesmo em casos nos quais o bebê morria sozinho na cama dos pais, o evento era classificado como morte causada porque os pais dormiam junto com os bebês. Nos poucos casos em que a causa foi devidamente investigada, descobriu-se que não tinha qualquer relação com dormir ou não junto aos pais. Em geral, uma infecção ou má-formação de algum órgão interno era a causa da morte.

Descobri então que a recomendação de nunca dormir com bebês era apenas uma hipótese sem qualquer base cientifica. Na verdade, a recomendação médica ocidental atual está contrariando o que se observa com outros primatas. Por que isso? A primeira vez que esse tipo de recomendação apareceu em um livro foi em 1901, num guia leigo para pais escrito por um homem solteiro com nome de mulher (The Baby, Marianna Wheeler, Harper Bros, London). Recomendações do tipo “Nunca manipule muito os bebês, eles devem passar a maior parte do tempo dormindo sozinhos” estão lá. A partir daí, outros guias leigos começaram a ensinar os pais a “resolver” os problemas de sono dos bebês deixando-os sozinhos, chorando até cansar. Hoje em dia isso soa estranho, pelo menos para mim…

Esses livros foram baseados na ideologia econômica e religiosa vigente da época. Além disso, existia um medo que os bebês pudessem presenciar atividades sexuais dos pais e ficassem traumatizados pelo resto da vida. Soma-se a isso o surgimento de conceitos como o de “amor romântico”, onde a relação conjugal ideal entre marido-esposa exclui a presença dos filhos, do individualismo e da autonomia infantil como forma de independência e do surgimento de “especialistas em bebês” que escreviam diversos livros para leigos, perpetuando essas idéias.

Esses conceitos foram definindo onde os bebês deveriam dormir: sozinhos, se possível num quarto separado. Foram levados em conta fatores históricos, morais, culturais para definir o que era “normal e saudável”, mas não fatores biológicos. Vemos aí a imposição da hierarquia de valores nos pais: na esfera social o “bom” bebê versus o “mau” bebê e na esfera “cientifica” o bebê mais desenvolvido e superior versus o bebê mimado e inferior. Afinal, se dormir sozinho é bom para o bebê, então bons bebês dormem sozinho, certo?

O problema é que esses conceitos entraram como pseudociência em consultórios e livros médicos. Ora, a idéia era tornar os bebês independentes o mais rápido possível. Assim eles estariam “prontos para o duro mundo dos adultos”. Acho que o que fica dessa história toda é a questão da independência do bebê. Mas o que significa deixar um bebê independente? O pior é que bebês não foram programados para ser independentes, pelo contrário. Um dos custos da expansão cerebral dos humanos é que o cérebro humano não está formado ao nascer. O bebê humano nasce dependente do contato. Sem contato com outros indivíduos, morre.

Poderíamos fazer o caminho inverso e perguntar qual a real necessidade fisiológica do bebê. Para isso, teríamos de deixar de lado o que esperamos socialmente dos bebês e começar a olhar qual é a real biologia da relação entre recém-nascidos e pais. Por quê os bebês precisariam dormir junto com alguém? Brevemente, posso pensar em algumas razões do tipo: proteção, monitoramento, fácil acesso à alimentação, redução do número de episódios de choro, os pais conseguem dormir mais e melhor (verificado experimentalmente), mais tempo com os filhos, conhecendo-os melhor e curtindo-os.

Achei alguns trabalhos científicos onde os autores acompanharam por vinte anos as características de bebês que haviam se tornado “independentes” no conceito ocidental (não chora e dorme muito), com outros que viviam em comunidades alternativas e que tiveram um contato maior com os pais, inclusive dormindo juntos. Não se encontrou evidência social, cognitiva, emocional ou fisiológica que demonstrasse alguma vantagem em bebês que dormem sós. Por outro lado, os bebês que dividiram a cama com os pais tinham menor representação em grupos com doenças psiquiátricas, demonstravam um melhor conforto com a identidade sexual, eram adultos mais independentes, com melhor controle emocional e de estresse (Heron, 1994).

Nos meus estudos, acabei concluindo que dormir juntos com bebês não é anormal. Ao contrário, deveria ser mais estimulado, pois não é perigoso ou inapropriado, além de ter uma conseqüência positiva no individuo adulto. A forma como é praticado pode ser perigoso, é verdade, mas isso não é inerente ao ser humano.

PS: Como descrevi no texto, as observações aqui relatadas são baseadas em pesquisa pessoal e em alguns trabalhos científicos. As conclusões podem estar completamente erradas.
Texto do Espiral.

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10 de março de 2011

5 perguntinhas para saber se seu médico é "cesarista"

Alguns médicos se fazem de bonzinhos e dizem que "fazem parto normal" para atrair clientes aos seus consultórios, quando na verdade eles só "assistem" partos normais de mulheres que chegam no hospital no expulsivo!

Primeiro que quem faz o parto não é o médico é a mulher, se o médico diz que "faz normal" sinal de que será cesárea na certa. =/

Depois, a grande maioria desses médicos atende por convênio é quer garantir o máximo de retorno das seguradoras então nem se preocupam com suas pacientes.

Se você pretende de fato ter um parto normal, sem riscos desnecessários para o seu bebê, seguem 5 perguntinhas básicas para verificar se o seu obstetra tá na mesma sintonia que você:

1) Doutor, quais as chances de eu ter um parto normal?

Resposta certa: 90%, pelo menos;

Resposta errada: ainda não dá pra saber, depende de como o parto vai caminhando, porque se der algum problema, não posso deixar você e seu filho morrerem, a gente só sabe na hora mesmo...


2) Doutor, quanto tempo dá pra esperar depois da bolsa romper?

Resposta certa: até 96 horas (4 dias), de acordo com o protocolo inglês, ou até 24 horas de acordo com os protolos mais conservadores, desde que o seu bebê esteja bem. Talvez a gente tenha que administrar um antibiótico se depois de 6 horas de bolsa rompida você não tiver entrado em trabalho de parto. E se você não entrar em trabalho de parto espontaneamente após esse prazo, a gente tem que induzir.

Resposta errada: 4 horas, 6 horas no máximo, senão o bebê pode pegar uma infecção mortal!!! E nem adianta induzir. Não nasceu em 6 horas, não nasce mais, pode fazer cesárea!


3) Doutor, a anestesia não dá problema no parto?

Resposta certa: ela pode atrasar um pouco o parto e aumentar a chance do uso de fórceps. Eu prefiro que a gente deixe a decisão para o mais tarde possível. E se o parto puder ser sem anestesia, melhor ainda!

Resposta errada: não! Hoje em dia a anestesia é super segura, feita bem embaixo para você poder ter todas as sensações, mas não sentir a dor. Eu mesmo só faço parto normal com anestesia, porque não gosto de ver paciente minha sofrendo...


4) Doutor, e se passar de 40 semanas?

Resposta certa: a gente vai esperando e monitorando o bem-estar do bebê, pois nunca aconteceu de um bebê ficar na barriga até a infância. Uma hora tem que nascer. Se a gente vê que lá dentro não está tão seguro, então a gente induz (estimula as contrações uterinas). Mas isso dificilmente acontece antes de entrar na 42ª semana.

Resposta errada: a gente induz quando completar 40 semanas, porque depois disso o bebê pode morrer dentro da sua barriga... ou pior... bom, senão entrou em trabalho de parto até 40 semanas, é porque não vai mais entrar. Tem que ser por cesárea mesmo.


5) Doutor, a cesárea é arriscada?

Resposta certa: veja bem, a cesárea é uma cirurgia e tem os riscos de uma cirurgia. O parto vaginal não corta seu abdômen, não há grandes perdas sangüíneas, é um processo fisiológico e de rápida recuperação. A cesárea é uma cirurgia cada vez mais segura, mas ainda assim traz 4 vezes maior taxa de mortalidade do que um parto normal.

Resposta errada: não, hoje em dia a cesárea está superdesenvolvida e quando acontece alguma coisa é muito simples corrigir. E geralmente essas histórias que a gente ouve de cesáreas que deram problema, foi por imperícia de alguém. Eu mesmo nunca tive um problema mais sério fazendo cesárea. Mesmo as hemorragias, choques e convulsões foram resolvidos com alguns procedimentos.

Agora é com você!

Por Ana Cristina Duarte, parteira e Dr. Jorge Kuhn, médico obstetra

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5 de março de 2011

Comercial de colchão com Parto Domiciliar

Esse comercial de colchão foi feito com o relato de um parto domiciliar.
Mais lindo, impossível!
Ele representa uma nova tendencia a "Humanizar" as propagandas e comerciais de TV.
En un país donde apenas un 1% de los partos es domiciliario, donde la mayoría de hospitales todavía está lejos de cumplir las recomendaciones de la OMS en la atención a partos normales, y donde, tristemente, la imagen general del parto es la de un acto hipermecalizado, frío y realizado por varias “batas verdes” como destapó el anuncio de Coca Cola, la marca de colchones Flex ha cometido la osadía de mostrar otra forma de llegar a la Vida: un parto en casa.

Hogar, armonía, calidez, intimidad, cariño, sabiduría ancestral, seguridad física y emocional y sobre todo, la magia del nacimiento, es lo que podemos ver en esta campaña titulada: “Tu cama. El lugar más importante del mundo”.
Texto daqui


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3 de março de 2011

“Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer”

Vocês conhecem a frase acima? Essa frase é de Michel Odent.

Para quem não sabe, ele é um dos precussores do parto Humanizado no mundo. Um médico, que trabalha com conhecimento cientifico, mas muito mais com o coração.

Ele esteve recentemente no Brasil para divulgar um pouco de seu trabalho e presenteou-nos com essa entrevista.

Imperdível! Vale a pena! Assistam!

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2 de março de 2011

Um pouco mais sobre Homeopatia

Especialidade visa tratar os pacientes por inteiro e não apenas focar a doença

Antes de realizar qualquer tratamento, é fundamental conhecer o médico e saber como ele pode ajudar você a dar um fim no seu problema. Com a homepatia, isso não é diferente. No nosso bate-papo com o dr. Moises Chencinski, veja como ele ajuda os pacientes que procuram a homeopatia a se manterem saudáveis a maior parte do tempo.

1.) Quais são os princípios dos tratamentos homeopáticos?
A Homeopatia é uma especialidade médica que trata os pacientes de uma forma global (holística) e não, exclusivamente, seus sintomas. O homeopata vê o indivíduo como um todo e tenta, através de medicamentos, mantê-lo equilibrado. O ser humano em equilíbrio consegue controlar seu estado de saúde. A Homeopatia (homeos=semelhante pathos=doença) é baseada em 4 pilares:
1) Lei da Semelhança - o que provoca uma doença que não existe, cura a doença que existe Hipócrates .
2) Experimentação em homem são e sensível - tratamentos que foram experimentados em pessoas saudáveis, na época de Hahnemann, de acordo com todos os critérios da boa ciência experimental.
3) Remédio único - o medicamento trata o indivíduo como um todo, com suas características individuais, e não cada uma de suas doenças.
4) Doses mínimas - o mais difícil de aceitar porque quanto mais diluído e mais energizado através de sucessões, menos matéria mas mais energia tem o medicamento, aumentando seu poder curativo.
A definição de medicina no dicionário (Aurélio) é: A arte ou ciência de evitar, curar ou atenuar as doenças. Este conceito, a homeopatia cumpre na sua totalidade.

2.) A medicina alternativa, como a homeopatia, vem ganhando mais pacientes?
A Homeopatia tem sido mais procurada por várias razões. Em primeiro lugar, ela tem sido mais divulgada. As pessoas estão passando a entender que é uma especialidade médica, séria, sem vínculos com misticismo, esoterismo ou religião. A consulta busca entender como é o paciente quando ele está bem e quais são os mecanismos pelos quais ele adoece. Para isso, o médico escuta e busca compreender melhor o seu paciente, estreitando, muito, a relação médico-paciente, favorecendo o acompanhamento e o tratamento.

3.) Qual é a principal diferença entre a homeopatia e a medicina tradicional?
Não saberia te dizer a principal diferença. A forma de abordagem é uma delas. A homeopatia avalia o paciente como um ser completo e não trata, separadamente, suas partes (seu estômago, sua cabeça, seu sono, etc). Pela sua "filosofia de tratamento", a Homeopatia busca tratar o indivíduo como um todo, equilibrando-o e, com isso, conseguindo com que o indivíduo se cure.

4.) A homeopatia é considerada como medicina?
A Homeopatia é uma especialidade médica, reconhecida pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) desde 1980. A partir de 1990, a AMHB (Associação Médica Homeopática Brasileira) passou a fazer parte do Conselho de Especialidades Médicas da AMB (Associação Médica Brasileira), oficialmente e, desde então, realiza anualmente a prova para obtenção de Título de Especialista em Homeopatia em convênio com a AMB / CFM.

5.) Como o médico homeopata avalia e prescreve remédios aos seus pacientes?
O médico homeopata utiliza os recursos diagnósticos disponíveis para tratar seu paciente:
-Ele inicia com uma consulta médica e passa pelo exame clínico;
-Ele pede exames complementares (sim, o médico homeopata sabe pedir exames de laboratórios e de imagem como radiografias, ultrassom e outros e sabe analisá-los também);
-Ele chega aos diagnósticos (sim o médico homeopata faz diagnósticos clínicos e cirúrgicos, além de outros inerentes à especialidade homeopatia). O médico homeopata quando dá a sua receita, trabalha com a qualidade de vida de seu paciente (sim, ele dá orientações sobre sua alimentação, atividades físicas, higiene, vacinação entre outras) e, também, com o medicamento homeopático que, ao contrário do que se pensa, não demoooraaaa para fazer efeito, não piora para depois melhorar e pode ser utilizado junto com outros tratamentos.

6.) Há diferenças no valor do remédio e da consulta homeopática, em relação as demais?
A consulta homeopática é remunerada seguindo os mesmos parâmetros de pagamento de qualquer especialidade médica clínica (tanto particular como através dos planos de saúde). Quanto aos medicamentos, há que se observar a diferença de abordagem entre o tratamento homeopático e os outros. De acordo com cada tipo de paciente, com as formas diferentes de adoecer que cada ser humano apresenta, o tratamento medicamentoso será diferente. De uma forma objetiva, o custo do medicamento homeopático é mais baixo, se comparado com os tratamentos não homeopáticos. Isso faz com que a população de forma geral possa adquirí-los, seguir o tratamento e se beneficiar de seu poder de cura. Esta abordagem não exclui a necessidade e a validade de todos os outros tipos de medicamentos e tratamentos sérios, prescritos por especialistas (alopatia, fitoterapia, acupuntura, florais, por exemplo). Desde que seja orientado por profissionais sérios, com critérios, todas estas formas de tratamento têm suas aplicações e suas limitações. Basta ao "bom médico" conhecê-los e aproveitar o que eles têm de melhor a oferecer ao paciente.

Este artigo foi publicado no Site Minha Vida em junho de 2007, no site da Rede BioDrogas em (07/11/2007), no site AP do BANESPA (20/07/2008), no site Plena Mulher (01/11/2009).

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1 de março de 2011

Meditar durante a gestação ajuda na hora do parto

Existem muitas técnicas de meditação hoje em dia, não só para grávidas, mas para todas as pessoas que buscam o equilibrio do corpo.

Técnicas de meditação são ótimas para ajudar na hora do TP e do parto também.

Que tal aprender uma técnica simples para meditação e se ajudar na hora do seu parto? Vamos lá?

A primeira coisa que é preciso ter em mente é que: meditar não é exatamente um exercício, mas é um estado que se alcança após dedicar-se ao relaxamento e à concentração.

Portanto, para se alcançar o estado meditativo é preciso primeiro aprender a relaxar e se concentrar.

Saiba que isso irá beneficiar seu estado de saúde em vários aspectos, além de ajudá-la a viver o momento do parto de forma mais prazerosa.

Você sabia que parir exige muita concentração?

Se você não ficar "tensa" na hora do parto, seu bebê também se beneficiará e você conseguirá repor suas energias mais facilmente.

Vamos ao relaxamento?!

Primeiramente, tome um banho bem relaxante e coloque roupas leves. Depois, busque um local tranquilo de sua casa, onde você não seja interrompida. Você também pode utilizar aromaterapia com oleos essenciais ou até acender um incenso. Coloque também uma musica tranquila e suave, ela ajudará você a relaxar.

Deite-se de barriga para cima (se incomodar pode ficar de lado tambem), feche seus olhos e respire profunda e lentamente.

Tente se livrar de todos os pensamentos negativos nesse momento, inspire o ar bom, que traz alegria, paz, harmonia e todas as coisas de que você precisa e libere o gás carbonico junto com todos os pensamentos e sentimentos negativos de dentro de você.

Sinta seu corpo relaxando, dos pés a cabeça. Faça comandos de relaxamento mentalmente: Minhas mãos estão relaxadas, todos os meus dedos estão relaxados...
Você sentirá seu corpo pesado ao se entregar ao relaxamento.

Quando você sentir que está totalmente relaxada, aproveite e faça afirmações para você e seu bebê: "Eu estou tranquila, eu sou feliz! meu bebe é saudável!"

Depois de estar totalmente relaxada, mantendo-se de olhos fechados, você pode entoar mantras como o Om ou ainda Amém e Shalom.

Durante meu parto utilizei o Gambate!

Esse mantra servirá para afastar o medo, a insegurança ou ansiedade em qualquer momento e você poderá dize-lo mentalmente, cantando ou murmurando, conforme seu estado emocional, mas lembrando que o mantra ajudará na sua concentração.

Antes de levantar-se, espreguice, faça movimentos com as mãos e os pés, tome consciencia do seu corpo lentamente.

Levante-se e sente-se numa posição confortável, deixando a coluna alinhada, cruze as pernas e vire a palma das mãos para cima. Medite assim por algum tempo, sentido e recebendo a energia do universo e olhando para dentro de você sem pensar em coisa alguma.

Repita esse metodo diariamente e até depois do parto. Voce tambem pode fazer yoga se não houver contra indicação de seu médico.

Meditar é uma das melhores opções para um parto tranquilo.

Veja mais informações aqui

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28 de fevereiro de 2011

Como se manter sexualmente ativa na gravidez de forma saudável

por Rosana Oshiro

Confira aqui algumas dicas para se manter sexualmente ativa na gravidez de forma saudável. Ioga e pilates, além de outros exercícios, podem auxilar as futuras mamães.


Até três meses
- Ioga e pilates ajudam a educar a respiração para o parto normal. O trabalho postural evita desconfortos na lombar
- O desejo sexual pode aumentar devido à maior vascularização na região pélvica
- É possível praticar quase todas as posições, desde que não se faça muita força
no colo do útero

Cuidados
- Sedentárias não devem começar atividade física
- Mesmo para quem fazia atividades antes, os médicos recomendam que parem nas primeiras 12 semanas ou diminuam a intensidade até o terceiro mês de gestação
- Quem já sofreu abortos anteriores ou ameaças deve evitar relações sexuais nas primeiras 22 semanas

Três a seis meses
- Quem não praticava exercícios antes deve começar agora. Atividades como caminhadas, pilates, ioga, natação e hidroginástica são recomendáveis
- A ioga trabalha os músculos perineais, com exercícios de contração e relaxamento. Além de desenvolverem uma musculatura fundamental para o parto normal, os exercícios aumentam a irrigação na região, estimulando os órgãos genitais
- Pilates desenvolve os músculos internos da coxa, região que ajuda a mulher na hora do parto natural

Cuidados
- Para evitar que o bebê nasça prematuro, quem sofre de uma incontinência do colo do útero não deve ter relações sexuais
- Além de ser incômoda, a chamada posição papai-mamãe (o homem sobre a mulher) é arriscada por diminuir a pressão arterial

Sete a nove meses
- Reduza atividades físicas, dando ênfase aos alongamentos, que ajudam a evitar dores na região lombar
- Se o bebê estiver sentado, posturas da ioga, como a meia-ponte (em que a mulher levanta só o quadril) e a meia-invertida sobre os ombros (pés apoiados na parede, cabeça e os ombros no chão, levantando o quadril), ajudam-o a se virar
- Sexo é recomendado. Segundo os médicos, a prostaglandina, substância contida no sêmen, e a ocitonina, liberada durante o orgasmo feminino, ajudam a acelerar o trabalho de parto

Cuidados
- Quem começa a ter dilatações no sétimo mês não deve ter relações sexuais. Como o útero se contrai no ato sexual, há o risco de provocar o trabalho de parto prematuro
- Até o final da gravidez, as posições mais indicadas são as em que o casal fica deitado de lado. Em pé é perigoso, pois pode diminuir a irrigação sangüínea e fazer com que a pressão da mulher caia

Fontes: Carmita Abdo (Projeto Sexualidade da USP), Cristina Balzano (do GAMA),
Maria Lúcia Santos (Academia Manoel dos Santos) e Rosana Simões (Ambulatório da
Sexualidade Feminina da Unifesp)

Reportagem publicada em 22 de junho de 2008 na Revista da Folha

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27 de fevereiro de 2011

10 Passos para se evitar uma cesárea

A autora deste texto é Angela England. Aqui ela expõe razões para se evitar uma Cesárea e passos a serem tomados a fim de minimizar a probabilidade de um parto cirúrgico.

1-) TENHA UMA BOA NUTRIÇÃO DURANTE A GRAVIDEZ
Quando você e seu bebê estão saudáveis, suas probabilidades de gravidez de alto risco caem significativamente. E quando você tem uma gravidez de “baixo risco”, você tem mais opções, em termos de intervenções, para evitar durante o trabalho de parto, reduzindo seu risco de Cesárea. Coma bastante carboidrato saudável, especialmente nas últimas semanas, assim você terá de onde tirar energia durante o trabalho de parto. Informe-se sobre dietas que podem previnir pre-eclâmpsia e a toxemia gravídica (doença hipertensiva específica da gravidez), problemas que implicam gravidez de alto risco.

2-) SAIA DA CAMA!
Você está em trabalho de parto, e não doente. Mulheres que ficam ativas durante o trabalho de parto demonstram ter trabalhos de parto mais rápidos, partos mais confortáveis, menos uso de fórceps, melhores habilidades para lidar com a situação (quando verificada pela quantidade de medicamento para dor administrada), e geralmente se sentem mais em controle do que mulheres que permanecem na cama durante o trabalho de parto. Certifique-se de que a política interna do seu hospital não impossibilitará que você caminhe, se sente ou fique de cócoras. Muitos hospitais tentarão fazer com que você consinta um constante Monitoramento Fetal Eteltrônico, o que dificulta sua livre movimentação. A administração de rotina de fluidos intravenosos, outra intervenção comum em muitos hospitais, também pode impedir a mobilidade de uma mulher. Discuta, com atencipação, estes pontos com seu médico, assim você saberá o que esperar e terá como garantir sua cooperação.

3-) PERMANEÇA EM CASA O MÁXIMO POSSÍVEL DURANTE O TRABALHO DE PARTO
A primeira fase do trabalho de parto é a mais longa, especialmente para as primigestas. Você se sentirá mais confortável e menos estressada no ambiente da sua casa e o nível da sua dor será mais baixo em casa do que no hospital. Permanecer em casa durante a primeira fase do trabalho de parto também a ajuda a evitar intervenções desnecessárias como jejum forçado, fluidos intravenosos de rotina e constante Monitoramento Fetal Eletrônico, os quais aumentam suas chances de parto cesareano.

4-) SE POSSÍVEL, EVITE INDUÇÃO
Estudos provam que, na média, a mãe de primeira viagem tem um período gestacional de 41 semanas e um dia. De acordo com a pesquisa, você não está pós-data até que você complete 42 semanas. Verifique com seu médico se uma indução que possa estar em vista é absolutamente necessária. Muitas induções falham pela simples razão de que o bebê ainda não estava pronto. Na verdade, os trabalhos de parto medicamente induzidos estão associados a um aumento na taxa de Cesáreas três vezes maior do que aqueles iniciados naturalmente.

5-) COMA E BEBA À VONTADE DURANTE O TRABALHO DE PARTO
Esta é uma área na qual a política interna de muitos hospitais “batem de frente” com o que as pesquisas afirmam ser a verdade. Estudos recentes demonstram que mulheres que tem a liberdade de comer e beber à vontade durante o trabalho de parto (a maioria das mulheres pediram comida durante a primeira fase do trabalho de parto e todas pediram líquidos durante todo o processo) tiveram trabalhos de parto mais rápidos, demandaram menos Pitocina (o aumento da dose de Pitocina eleva significantemente o risco de Cesareana), tiveram bebês com Apgar mais alto e menos problemas metabólicos ou de glicose elevada, sentiram-se mais em controle e requiseram menos medicações para a dor (as quais aumentam o risco de Cesareana também). Não houve diferença no número de mães que sentiram náuseas durante o trabalho de parto.

6-) REQUEIRA MONITORAMENTO FETAL INTERMITENTE
Evite constante Monitoramento Fetal Eletrônico, uma vez que seu uso tem demonstrado aumentar drasticamente a taxa de cesáreas e não contribuir em nada para o bebê, até agora. Contrariamente ao esperado, quando Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas terminou sua análise sobre o uso do Monitoramento Fetal Eletrônico durante trabalhos de parto, constatou que não apenas não beneficiava o bebê, como, na verdade, causava um maior índice de partos com intervenção (tanto vaginais, com o uso de fórceps e extrator, como cesáreos). Em resposta a essa evidência, eles alteraram sua recomendação para monitoramento intermitente a cada 15 minutos durante o trabalho de parto ativo, e, a cada 5 minutos durante o segundo estágio (estágio expulsivo). Isto significa que, em vez de estar constantemente amarrada a uma máquina, eles recomendaram que uma enfermeira venha, a cada 15 minutos, checar os batimentos cardíacos do bebê e seus sinais vitais. Isso reduz dramaticamente o risco de nascimentos cirúrgicos.

7-) SE NECESSÁRIO, ESTIMULE O TRABALHO DE PARTO NATURALMENTE
Se seu médico crê que suas contrações não estão fortes o suficiente, há muitas maneiras de estimular o trabalho de parto naturalmente. Muitos médicos, para estimular contrações mais fortes, automaticamente usam Pitocina, uma forma sintética do hormônio ocitocina, que seu corpo produz naturalmente. Contudo, os riscos associados à Pitocina são muitos. Dentre eles: contrações mais fortes, mais longas e mais dolorosas, o que implica um aumento do uso de medicamento contra a dor, sofrimento fetal e distocia (dificuldades encontradas na evolução de um trabalho de parto), que aumenta o risco de parto Cesáreo. Se você precisa estimular seu trabalho de parto, tente usar o banheiro, caminhar, ou estimular os mamilos. A estimulação dos mamilos naturalmente liberará ocitocina no seu corpo, não somente fazendo com que as contrações fiquem mais fortes, mas também provendo endorfinas naturais que aliviam a dor, um benefício que a Pitocina sintética não oferece.

8-) FAÇA USO DE MEIOS NATURAIS PARA LIDAR COM A DOR
Não há qualquer droga usada para alívio da dor durante o trabalho de parto que não traga consigo riscos de, adversamente, afetar o bebê. Muitas, inclusive a peridural, também acarretam um aumento no número de Cesáreas. Há muitas formas de alívio natural da dor que podem ser utilizadas no trabalho de parto, as quais serão brevemente listadas a seguir. Lidar de maneira bem sucedida com o trabalho de parto sem o uso de drogas pode ser conseguido através da presença de uma doula, massagem, água, terapia de calor, mudança de posicões, música, luz suave, micção frequente, vocalização, vizualização, hipnose e encorajamento verbal dos que estão por perto.

9-) ESCOLHA CUIDADOSAMENTE O SEU MÉDICO
Assim como em qualquer outra área, há bons e maus profissionais. Se você soubesse que seu amigo levou o carro a um determinado mecânico que o desestruturou financeiramente com um conta absurda, e a mesma coisa aconteceu com um colega de trabalho, você fica “com um pé atrás”, e com razão! Então, faça perguntas. Discuta suas opiniões, desejos e preocupações com seu médico. Descubra qual a sua taxa pessoal de cesáreas, uma vez que esta pode variar dramaticamente de profissional para profissional. Descubra quais intervenções ele considera “de rotina”, e quão flexível ele está para atender aos seu desejos. Lembre-se, é o seu corpo e sua responsabilidade, portanto, não se sinta constragida de perguntar o que quiser. Tradicionalmente, parteiras tendem a ser mais holísticas em sua conduta do que um obstetra, contudo, isso não é regra. Informe-se e não tenha medo de trocar de médico, caso, em algum momento, não se sinta confortável.

10-) CONSIDERE VABC (PARTO NORMAL DEPOIS DE CESÁREA) SE VOCÊ TIVER TIDO UMA CESÁREA ANTERIOR
De novo, muitos hospitais adotam uma política contra VABC, contudo, a Organização Mundial da Saúde recomenda permitir o VABC para se evitar uma segunda cesárea que seria desnecessária. Mais de 75% das tentativas de VABC são bem-sucedidas. Então, certamente isso pode ser feito.

Este texto original está no site americano http://www.associatedcontent.com/article/74575/how_to_avoid_a_cesarean_ten_steps_to.html?cat=52.

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26 de fevereiro de 2011

Entrevista da Gisele Bundchen sobre seu parto natural

Eu já era fã dela porque acho-a linda e única! ;)

Apaixonei depois que vi essa entrevista dela sobre seu parto natural domiciliar.

Divulguem!


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25 de fevereiro de 2011

O trabalho de parto por dentro em 3D

Essa animação em 3D mostra exatamente como ocorre o processo do trabalho de parto dentro do útero da mulher.

Ao começar as contrações de TP (trabalho de parto) o utero "empurra" o bebê em direção ao canal do parto.

A partir do minuto 1:00 do video, vemos a saída do tampão mucoso que é o primeiro sinal de que o trabalho de parto irá começar. O tampão mucoso pode sair aos poucos e muitos dias antes do parto, por isso nada de preocupação se começar a "perder" o tampão. Isso é apenas um sinal de que o dia P (do parto) está perto e que seu colo está dilatando.

A partir do minuto 1:05 a bolsa de aguas se rompe e a mulher começa a perder liquido aminiótico, o que pode ou não acontecer, e é absolutamente normal em ambos os casos.

Algumas pessoas pensam que se a mulher começa perder liquido o bebê ficará sem nada de água dentro do utero e poderá morrer, mas isso não é verdade. É possível ficar até 72 horas com bolsa rota, porque a cabeça do bebê funciona como um tampão e o liquido sai aos poucos.

Nesse caso é importante hidratar-se bem durante o TP apenas.

Se o liquido estiver sem mecônio espesso, e os sinais do bebê e estado geral da mãe estiverem ok, não há problemas, pode-se esperar a progressão do parto tranquilamente.

No hospital é possível é administrar antibiótico intravenoso na mãe para o caso de uma infecção, porque com a ruptura da bolsa, o bebê fica exposto a bactérias.

Não é regra a bolsa romper no inicio do trabalho de parto, alguns bebês nascem com a bolsa no rosto, sem romper, existem até casos em que o bebê nasce envolto na bolsa intacta, e isso não representa risco ou problema algum.

O rompimento artificial da bolsa d'aguas só deve ser feito se a mulher estiver a muito tempo com dilatação total, cansada e sem o bebê descer. Isso pode ajudar a descida dele.

O restante do video fala por si só. Enjoy! ;)


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22 de fevereiro de 2011

O parto é seu e de mais ninguém!

Em minha militancia pelo Parto Humanizado nesses anos em que conheci o movimento, tenho lido tanta coisa, visto tantas situações de luta de mulheres que acabam em partos traumáticos, cheios de intervenções e muitas vezes em cesáreas desnecessárias e frustantes e ficava me perguntando: O que falta para essas mulheres alcançarem a realização em seus partos? O que eu, com minha experiência de vida, minhas cesareas e tentativas de partos normais frustadas, meus VBAC's poderia dizer/fazer para ajudar?

Daí pensei, pensei, pensei e cheguei a conclusão de que a vontade, em primeiro lugar, tem que vir da mulher, tem que vir de dentro de cada uma,  porque sendo assim, a mulher corre atrás e se empodera, e com seu empoderamento é que realmente ela descobre, reconhece, vivencia, assume e faz uso do seu próprio poder de escolha.

Ás vezes o empoderamento vem de dentro da gente, mas eu acredito que em geral, a experência positiva que outras pessoas tiveram é que mais nos ajuda a acreditar que também somos capazes, nos ajuda empoderar também.

Quando eu engravidei novamente, senti que poderia mostrar como é a experiência de um Parto Humanizado para quem não conhece, e dessa forma poderia mostrar como é parir em casa, sem drogas, com meu companheiro me doulando, sem intervenções, com muito carinho e apoio verdadeiro ao parto natural.

A princípio eu teria uma parteira, mas as leis japonesas na minha cidade, não permitem que esse tipo de profissional acompanhe partos domiciliares após cesareas, então fiquei sem assistência, mas mesmo assim não desisti.

Meu propósito não é encorajar o parto desassistido, meu propósito é fazer as mulheres lutarem por seus partos, irem atrás de pessoas que possam lhes ajudar, conversarem, explicarem, mesmo tendo dificuldade com idioma (no caso de quem está no Japão) ou reclamarem formalmente com suas seguradoras de saúde sobre a falta de boas opções na lista do convênio (no caso do Brasil).

É esse meu propósito: Empoderar! Porque o parto é da mulher e de mais ninguém!

É uma experiência única na vida, que você não poderá viver nunca mais, então não permitam que lhe roubem isso.

Conheçam mais sobre o projeto e a transmissão do meu parto através do blog Empoderando.

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21 de fevereiro de 2011

Porque os bebês choram?

Por Adriana Guimarães

Bebês choram por taaaantas razões!

Eles não sabem falar, então QUALQUER incômodo que sintam, se manifesta através do choro.

Então, as traduções são mais ou menos essas:

-"mamãee, tou com frio!" = BUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

-"mamãeeeee, tou com vontade ficar no peito mamando beeem devagarinho para
não sair de perto de você" = BUAAAAAAAAAAAAAAAA

-"mamãeeeeeeee, estou me sentindo mal, mas não sei o que é!" =
BUAAAAAAAAAAAAAAAAAA

-"mamãeeeeeeeeee minha barriga tá doendooo!" = BUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

-"mamãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee eu quero ficar no colo jáaaaaaa, porque estou
acostumado na barriga
quentinha e acabei de sair de lá!" = BUAAAAAAAAAAAAAAAAA

-"mamãe eu estou sentindo você meio nervosa. porque você não está brincando
comigo??" = BUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAA

-"mamãe eu estou com muito sono, mas não quero dormir porque me dá a
impressão de que você foi embora quando eu durmo!" -
BUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Logo, se o seu bebê está chorando, pode ser absolutamente qualquer coisa e não necessariamente fome.

E se alguém te sugeriu que seu leite é fraco, esse, a gente sabe que não existe, né?

Todo leite de mãe é vitaminado, completo, poderoso e forte.

Isso se a mãe for rica, pobre, classe média, vegetariana, onívora, safada, santinha, bonita ou feia, inteligente ou tapadíssima.

Fique segura disso!

Seu leite está ok, e seu bebê só deve estar precisando mais de você e de sua atenção. ;-)

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20 de fevereiro de 2011

Por que a cesárea PARECE mais segura?

O texto serve para nos questionarmos sobre nossas escolhas na atual sociedade em que vivemos, especialmente, sobre a escolha da forma como traremos nossos filhos ao mundo.


Foi escrito por uma materna especial, Thais Stella, que é ativista do parto humanizado no Brasil.
Boa leitura!

Apesar de todas as evidências apontarem para maior segurança de um parto normal, no imaginário popular, a cesariana é que é mais segura e não tem riscos. Ou os riscos são insignificantes em vista da segurança de, supostamente, "ter tudo sob controle". Freqüentemente, nos deparamos com frases do tipo: "Não queira arriscar a vida do seu bebê pela vaidade de um parto normal a qualquer custo..."
Gostaria de questionar um pouco os motivos que levam ao sentimento de falsa segurança da cesárea. Começo elencando algumas situações, e o que as pessoas pensam e dizem diante delas:

Situação 1 - O bebê que infelizmente morreu no parto.
a) Se foi normal: Tá vendo? E essas "radicais" ainda ficam defendendo o parto normal. E essa mãe, que ficou insistindo no parto normal? Assassina! Negligência Médica! Se tivesse feito cesárea, a criança estaria viva!
b) Se foi cesárea: Que pena. Os médicos fizeram tudo o que podiam, mas infelizmente a criança morreu...
Fatalidade.

Situação 2 - O bebê que nasceu muito, muito mal, mas se recuperou:
a) Se foi normal: Tá vendo? Ficou insistindo num parto normal, olha aí no que deu! A criança quase morreu! Irresponsável! Devia ter feito logo uma cesárea!
b) Se foi cesárea: Olha só como a criança nasceu mal. Graças a Deus que foi cesárea! Se na cesárea já nasceu mal desse jeito, se tivesse insistido no parto normal, a criança teria morrido, com certeza!

Situação 3- O bebê nasceu bem!
a) Se foi normal: Ué, é o normal.
b) Se foi cesárea: Tá vendo? Meu filho nasceu de cesárea e está ótimo! Essa história de riscos da cesárea era tudo mentira, olha só que lindo o meu filho...

O que quero mostrar com isso? Que, na representação social, a cesárea NUNCA pode estar errada. Se a criança morre ou nasce mal, na cabeça de muitas pessoas, a culpa nunca terá sido da cesárea. Já se for parto normal...


Mesmo quando a falha é da assistência e não da via de nascimento, logo o fato trágico é usado para ilustrar o perigo do parto normal. Fazendo isso, usamos de dois pesos e duas medidas para avaliar os procedimentos. Como, então, poderemos ter uma opinião isenta desse jeito?

Mas não é só isso. Há o vasto lugar desconhecido dos medos inconscientes e elaborações pessoais. Não é fácil se livrar de uma cultura que aprendeu a associar parto normal com dor e sofrimento, após gerações e gerações que sabiam muito pouco a respeito do funcionamento do próprio corpo. A menos que nos embrenhemos nessa busca, em nenhum momento da nossa vida temos condições de ter acesso a informações ricas sobre esse nosso corpo funciona na hora do parto. Então, não conheço nenhum assunto onde se propaguem tantos mitos, preconceitos, idéias confusas... E, consequentemente: medo, muito medo.

Estar com 40 semanas de gestação é estar cara a cara com o inominável desconhecido: é estar diante de uma situação de vida ou morte. Cesárea ou normal, existe o risco. Diante dele, ainda que não queira, toda mulher se posiciona. Assume os riscos que prefere correr, em detrimento de outros. Dar à luz é ter, pela primeira vez, que elaborar o principal papel de todas as mães: Deixar seu filho ir. Isso dói. Física e emocionalmente. Ter que ajudá-lo na passagem para uma vida independente. Isso acontece quando ele nasce, quando ele desmama, quando aprende a andar, quando vai à escola. A cada passo, a dor de uma pequena separação. Mas o parto é a primeira vez. A partir dele, nunca mais poderei ter a proximidade de sentir cada pequeno movimento do meu bebê, controlar tudo o que ele come, saber sempre exatamente onde ele está. Daí pra frente, tudo o mais será um risco: Como fazer pra ser uma boa mãe? Como "pegar o jeito" de amamentar?

Como fazer pra não deixar faltar carinho pra ele e ao mesmo tempo dar conta de todos os outros papéis sociais que tenho? Existe carinho demais, ou quanto mais melhor? Como dar conta de transformar esse pequeno ser numa pessoa feliz e digna?
São tantos desafios... Cada um traz um novo medo, uma nova superação...

Mas, sabem, eu me entristeço quando vejo uma mulher grávida que, por medo, não acredita em si mesma. Que fica triste quando o médico diz que ela precisa fazer cesárea porque seu corpo não dará conta de ter seu filho sem precisar de intervenção cirúrgica. Mas, mesmo triste, ela se submete. E ainda defende e justifica, como sendo dela, uma limitação que na verdade ela não tem. Eu a vejo como um pássaro lindo que, mesmo tendo duas asas perfeitas, permitiu-se acreditar que não voa, e assim não poderá jamais conhecer a imensidão e beleza do céu...

Não preciso que acreditem em tudo que digo. Gostaria apenas que todas as grávidas se perguntassem: E se realmente isso for assim tão belo? E se eu realmente POSSO, SOU CAPAZ de vivenciar essa experiência extraordinária?

Será que não vale a pena o esforço de pelo menos procurar uma segunda opinião, de questionar o meu médico até me sentir esclarecida, de ir um pouco mais longe da minha casa...?

Meu filho só vai nascer uma vez...

Há um significado profundo em um parto... A perfeição de podermos, pela primeira vez, eu e meu filho, ter a cumplicidade de confiar, de contar um com o outro para abrir os caminhos do meu corpo, em direção à vida feliz que ele terá...

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19 de fevereiro de 2011

Posições para parir

Estamos tão acostumadas a ver os partos das novelas que pensamos que posição de parir é deitada na maca com o medico ou enfermeiros a frente esperando o bebê sair, mas na verdade não é!

Existem várias posições para o parto e a melhor delas é aquela que a mulher escolhe no momento do seu parto, porque o parto é dela!

O fato é que a posição deitada é aquela que facilita SOMENTE o trabalho do médico, com raras excessões.

Os partos podem acontecer com a mulher:
1. Deitada de costas ou semi-reclinada (45°)
2. De cócoras (temos algumas variações, vide a imagem abaixo)
3. De quatro (a melhor na minha opinião porque dói menos...rsss)
4. Deitada do lado
5. De pé, segurando-se a uma haste, uma árvore, uma corda presa no teto ou pendurada nos ombros do marido



Essas posições verticais facilitam a descida do bebê e a saída também, tornando o expulsivo mais rápido e tranquilo, por causa da ajuda da gravidade.

A posição deitada vai contra a lei da gravidade, além de facilitar a laceração ou fazer com que o médico decida mais facilmente pela episiotomia (corte do perineo) e causa mais dor e uma pior recuperação pós-parto na maioria dos casos.

Agora eu pergunto: Você teve opção de escolher a melhor posição de parir ou não?
Se vc pariu deitada, na posição ginecologica, o que você achou?

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18 de fevereiro de 2011

Humanização e Assistencia no Parto

O principal motivo por que devemos falar sobre este assunto é esclarecer sobre o fato de todas as mulheres terem direito a um atendimento hospitalar humanizado na hora do parto. Embora isto pareça óbvio, a verdade é que — como uma das conseqüências da falta de informação quanto a seus direitos e mesmo quanto às alternativas existentes — a maior parte da população feminina submete-se, sem qualquer questionamento, às condutas médicas que lhe são impostas na hora de dar à luz aos seus bebês.

A idéia do parto humanizado é fazer com que o parto, geralmente objeto de medo e tensões, siga a ordem natural das coisas, obedecendo ao ritmo e às necessidades específicas do corpo de cada mulher, com os profissionais de saúde interferindo o mínimo possível durante o processo de a mãe trazer uma criança ao mundo.

Este procedimento se opõe à mentalidade que defende a massificação do atendimento à gestante e ao recém-nascido, ou seja, à padronização de condutas que objetivam facilitar e apressar o nascimento dos bebês, o que contribui para o aumento de cesarianas e de outras intervenções cirúrgicas desnecessárias na maioria dos hospitais.

Aqui no blog e no grupo da materna, queremos trazer informações que, reforçadas em diversos lugares e levando em consideração as características de cada uma, podem se tornar bastante esclarecedoras, especialmente para mulheres brasileiras aqui no Japão, que, na maior parte das vezes, encaram os profissionais de saúde como pessoas diante das quais devem se sujeitar e não fazer perguntas, aceitando condições que muitas vezes as agridem física e psicologicamente. Sem contar da dificuldade que encontram com o idioma japonês. Estas pessoas devem ser orientadas no sentido de se fazerem ouvir e respeitar, qualquer que seja o ambiente em que se encontrem e, de modo muito especial, durante o atendimento hospitalar à mulher gestante e em trabalho de parto.

Estamos focadas a ajudar a todas, na área Maternidade Japão!

O que está em discussão é o parto humanizado, que é diferente do parto convencional.

No parto convencional, a mulher é conduzida pela equipe de profissionais de saúde, submetendo-se a procedimentos que podem agredir sua integridade física e emocional, e, às vezes, até mesmo prejudicar sua saúde e a saúde do seu bebê. Exemplos não faltam, e certamente podem ser encontrados em qualquer comunidade onde o vídeo seja apresentado, como a prática de cesarianas, o uso de fórceps e de outras condutas julgadas desnecessárias.

As mulheres devem ser estimuladas a narrar suas experiências umas para as outras, pois isto fortalecerá não só a consciência sobre si mesmas, como estreitará as relações entre as mulheres do grupo.

Apresentando o parto humanizado como sendo um direito de toda mulher, todas as fases do ciclo gestacional são discutidas, esclarecendo-se que a futura mamãe deve ser orientada pelos profissionais de saúde sobre o que irá acontecer a ela e ao bebê na hora do parto propriamente dito. Isto significa, também que suas perguntas devem ser respondidas com clareza pelos profissionais que lhe prestam atendimento, e que suas crenças e valores culturais devem ser respeitados nesses contatos.

Em todos os momentos da gravidez, é fundamental que a gestante sinta apoio e segurança por parte de seu companheiro e de sua família, principalmente no parto, enfocado como sendo um momento em que a mulher deve estar assistida pela família e pelo companheiro, que deve tratá-la com carinho e auxiliar em alguns procedimentos que facilitarão a chegada do filho do casal ao mundo. Isto pode causar alguma surpresa e estranhamento em certas comunidades onde a mulher, até então, esteve absolutamente sozinha com os profissionais de saúde neste momento, de modo que é importante enfatizar o porquê de os familiares estarem ao seu lado na hora do parto.

Cuidados como estes devem ser redobrados, no caso de ser a primeira gravidez da mulher ou quando a gestante é muito jovem.

O tema será tratado de forma abrangente, quando possível descendo a detalhes técnicos, mas, esclarecendo sobre as fases do parto e dando atenção especial à exames, em função da necessidade de o profissional de saúde fazer um diagnóstico correto.

O objetivo da humanização é garantir um nascimento natural, saudável e prevenir a mortalidade dos recém-nascidos e das mulheres durante o parto.

Qualquer dúvida estaremos aqui para ajudar! ;)

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17 de fevereiro de 2011

Exercicios preparatórios para o parto

Quem já passou pelo parto sabe que parir é trabalhoso, por isso se chama "trabalho de parto". =)

O parto não é um sofrimento, mas requer da mulher um grande esforço.

Costumo dizer que parto é como uma "maratona", e todo bom corredor sabe que precisa treinar para correr uma maratona. Com o parto não é diferente, é preciso ter um pouco de técnica e prática para conseguir chegar "inteira" no final.

Claro que tem também questões psicológicas e emocionais, as quais contribuem bastante para um parto rapido e mais fácil, mas ao começar pelos exercícios fisicos e a respiração, nosso estado emocional e psicológico se "abre" mais facilmente para o processo.

Segue aqui uma sequencia bem simples e fácil de exercicios preparatorios para facilitar o trabalho de parto.

Vamos praticar?

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16 de fevereiro de 2011

Ensinando Português a brasileirinhos do exterior

Todo mundo que mora fora do Brasil, que pensa em voltar ou que simplesmente não quer perder as origens, pensa nesse assunto, cedo ou tarde.
E é complicado ensinar a Língua Portuguesa, cheia de truques, mudanças ortográficas, verbos irregulares, esses, cês e cedilhas, gês e jotas.

Eu não tenho propriedade nenhuma para falar do assunto, portanto, vou falar só da minha experiência com as crianças de casa.

Eu faço algumas coisas, como sempre ler historinhas passando o dedo por debaixo da onde estou lendo. Também fiz cartões com as sílabas e eles podiam brincar com eles, usando para formar palavras, jogar baralho, simplesmente jogar para cima, enfim. Liberdade. Muitas vezes eles vinham me perguntar que sílaba era aquela e alguma palavra que a continha.

E só. Nada de cartilhas, musiquinhas, "B+A=BA".

Meu filho do meio, com 4 anos aprendeu a ler sozinho. Pegou um livro de dinossauros, um dia, me chamou e perguntou o que era uma das palavras (acho que era "braquiossauro" ou alguma coisa assim). Eu li e ele leu a frase inteira. E a página inteira. Ele estava alfabetizado. Ele ainda não escreve, mas mais por falta de coordenação motora e preguiça do que por não saber.

A mais velha, hoje, com 7 anos, veio me pedir a receita de um bolo. Eu falei e ela foi escrevendo. Errou algumas vezes, nós lemos juntas e corrigimos depois. Simples assim. Nunca chamei para ler, para escrever, para nada.
Mas ela já sabia ler e escrever em japonês desde o ano passado.

O menor, de 3 anos, bom, eu queria que ele não aprendesse a ler ainda, mas ele já lê algumas coisas, como o nome dele, os dos irmãos, o meu e do meu marido, "mamãe" e "papai", "gato", "bola", "super mario bros". E estávamos brincando com o do meio quando o pequeno perguntou como escrevia "mario". Soletrei e ele escreveu. E escreveu umas 4 palavras. Provavelmente não saberia ler depois, mas já está se alfabetizando sozinho.

Então, minha sugestão é: livros sempre ao alcance das mãozinhas, paciência quando eles vêm perguntar como se lê 50000 palavras em meia hora e não ouvem, ler sempre devagar, com calma e vontade e muito amor.
Aos poucos, eles aprendem. Forçar para ensinar não ajuda. Melhor deixar que eles aprendam quando estiverem prontos. Pode ser antes ou depois de aprenderem uma outra língua.
Às vezes, fica confuso e/ou cansativo ter que aprender duas (ou mais) línguas ao mesmo tempo.

Pode ser com 10, 15 anos, mas eles aprendem. Eles têm a vida toda...

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O outro lado do rio

A Dra. Catia Chuba é médica obstetra e ginecologista, mora no Brasil, é mãe do Gustavo, de 6 anos, nascido de uma cesárea, e da Beatriz, de 1 ano, nascida de um lindo parto natural domiciliar.

É ativista do parto Humanizado e hoje atende partos domiciliares e hospitalares em São Paulo e foi quem escreveu esse maravilhoso texto sobre sua mudança de vida quando descobriu o movimento de humanização!

Acho curioso contar que durante minha formação, na Residência, haviam várias coisas que me incomodavam.....cheguei a questionar se tinha escolhido a especialidade certa. Mas ao mesmo tempo em que aquilo tudo me atraía, tinha um quê de repulsa. Nunca digeri bem a conduta médica padrão - nada personalizada -, e porque precisava botar soro com ocitocina em todo mundo, porque precisava romper bolsa no meio do trabalho de parto, e porque tinha que fazer analgesia.

Bom, a analgesia é um capítulo a parte. A dor é sempre vista como algo nocivo e que traz sofrimento. Isso me alfinetava.

Mas sucumbia diante dos meus residentes veteranos e professores. Vamos dar logo a analgesia para essa mulher ficar quieta!!

Acostumei com essa visão de que o corpo não era uma morada perfeita. Como uma vez me disse Ric Jones: vivemos como equilibristas na corda bomba. Somos muito vulneráveis, por isso a Medicina tem tanto poder.

Engravidei pela primeira vez em 2002. Estava coletando dados e revisando lâminas de patologia para meu Mestrado, e atendendo sistematicamente casos de Medicina Fetal, já de olho num prospectivo para o Doutorado. Todos os dias, num hospital terciário (referência), para onde são encaminhados casos graves, via pelo menos 10 gestantes com diferentes graus de insuficiência placentária. Este era meu trabalho.

Aliás, se alguém tiver interesse em dar uma olhada na minha dissertação:
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-12082005-163445/

Estava grávida, fragilizada pelas circunstâncias, exposta aos meus professores, que queriam bisbilhotar minha barriga toda semana. E sucumbi diante de um diagnóstico de diminuição de LA e circulares de cordão.

Essa cesárea em outubro de 2002 foi um divisor de águas.

Tive depressão, revirei mundos e fundos......muitas constatações, reflexões...

Parei de atender obstetrícia, até porque trabalhava com minha professora, a mesma que fez minha cesárea.

Hoje penso que essa cesárea foi necessária, no sentido cármico, porque se eu tivesse tido um parto normal, mesmo frank, acho que não teria tido essa metamorfose.

Quando o Gustavo fez 1 ano, e me vi na situação de precisar colocá-lo num berçário, a Antroposofia/Pedagogia Waldorf caíram no meu colo, por uma série de coincidências felizes.

E este foi outro divisor de águas...comecei a ler muito, estudar, freqüentar palestras, e me identificando cada vez mais com tudo. A visão do Homem como um ser complexo, formado por vários corpos/envoltórios que se sobrepõem, e que precisam ser considerados integralmente, me fascinaram de cara.

Fui fazendo brainstorms com meu marido, e cada vez mais incorporando coisas da Antroposofia na nossa vida. Não tudo, mas as coisas que cabiam, viáveis, e que concordávamos.

Neste ponto da minha vida, ainda sem me aprofundar em questões da humanização do nascimento, olhei pra trás, e não me reconhecia em tudo que vivi e fui.

Nesta fase, abandonamos alopatia, fugíamos de hospital e blá-blá-blás que não levavam a lugar nenhum.

Engraçado que nesta fase comecei a questionar o porquê de não confiarmos no corpo.

E de novo, não olhando para a questão do parto, mas para uma simples febre e/ou virose infantil.
Por que tanto medo, e tanta desconfiança??

Por que agora não somos mais capazes de assumir o rumo de nossos próprios corpos e vidas, dependendo de tantas medicações, antibióticos, analgésicos e vacinas para "sobreviver"...

Sim, sobreviver é a palavra!

Nesta concepção, somos sobreviventes, e não seres humanos livres!

Por que tudo mudou tanto nos últimos 100 anos (para não citar épocas mais antigas).

Será que a gente tem que considerar a falência do corpo como marco 'evolutivo' da humanidade, que cresceu tanto no sentido tecnológico e materialista, e involuiu tanto no sentido da espiritualidade, do entendimento supra-sensível, da reverência aos processos naturais, etc.

Esse pra mim foi o grande ponto! Talvez o ponto que me fez tomar o barco para descer do outro lado.

Daí pra frente foi uma avalanche. Engravidei novamente no início de 2007, fui enfrentando meus fantasmas, olhando para o passado e futuro, acreditando cada vez mais em mim, na capacidade do meu corpo, e daí foi um pulo para o desejo de parir em casa. Eu merecia essa experiência. E se eu tiver mais 10 filhos, todos nascerão em casa.

Hoje acredito que lugar de nascer e morrer é em casa.

Do parto em diante, nada mais foi como antes, a vida profissional principalmente.

É muito sofrido e angustiante trabalhar com discordância de filosofia e crenças, trabalhar completamente para a matrix, estando fora dela. Vocês conseguem imaginar tamanho contra-senso?

E aí, apoiada pelo Dr. Jorge Kuhn e pela Ana Cris Duarte, fui voltando, voltando, e voltei de vez!

E posso dizer que estou adorando o outro lado do rio...!

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13 de fevereiro de 2011

Empoderamento: exercendo seu poder na hora de escolher



O texto abaixo está na integra no Mamiferas, e serve para pensarmos na forma com que fazemos nossas escolhas na maternidade.
Boa Leitura!




Afinal, de onde é que saiu essa história de empoderar? Palavrinha estranha! Confesso que estou bem longe de iniciar aqui uma discussão etimológica, mas me parece óbvio que é a tradução direta de Empowerement. Mas por que diabos escolher dizer “empoderar” ao invés de usar uma tradução mais simples e comum como “fortalecer”, por exemplo?

Porque, acredito eu, a grande questão não é a de ser forte, de agüentar o tranco. Empoderar é mais do que isso. É realmente descobrir, reconhecer, vivenciar, assumir e fazer uso do seu próprio poder. Não é segurar a onda e aceitar algo imposto, mas sim impor seus desejos e suas vontades, chamar a responsabilidade para si mesma, bater no peito e dizer: vem, que a escolha é minha, tô aqui pro que der e vier!

Empoderar é como crescer e se assumir mesmo. Amadurecer, conhecer e lidar com riscos e conseqüências. Tem gente que já nasce assim, empoderada por natureza, mas acho que é raro. Em geral é um processo de crescimento e autoconhecimento, que envolve muita autoconfiança, muita segurança, muita certeza do que se é, do que se quer e de onde se quer chegar.

Lendo isso tudo aí você pode até pensar: nossa, passei longe de empoderar! Mas é que não é algo assim que acontece de uma hora para outra! Experiência própria. Pra mim foi um longo processo, levou muito tempo, custou algumas lágrimas, certas frustações acumuladas e boa dose de fichas caindo, de entendimentos, mas um belo dia eu enfim percebi que empoderei como mãe!

Falta muita coisa ainda. Falta empoderar como profissional, falta empoderar como mulher, falta empoderar como cidadã, falta empoderar em vários outros aspectos da minha vida, mas um enorme passo foi dado e é daqueles que não tem volta mais. Esse tipo de poder não é retirado mais. É algo que passa a fazer parte de você, ainda bem!

E você? Já tomou consciência do seu próprio poder? Se sim, como é que foi? Ainda não!? Que é que tá faltando?

"...Perder-se também é caminho..."
(Clarice Lispector)

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11 de fevereiro de 2011

Brinquedo pra quê?

Até um tempinho atrás, eu achava que criança precisava de brinquedo. Eles sempre gostaram de brincar com tupperwares, panelas, colheres de pau, pano de chão, mas nunca tinham deixado de brincar com os brinquedos.
Claro que, com a quantidade absurda de brinquedos que eles têm, eles nunca brincavam com todos.
E nunca guardavam tudo.

Quando viemos para cá, trouxemos 10 brinquedos de cada criança, escolhidos por eles mesmos.
Não importava se eram caros, baratos, grandes, pequenos, lindos, feios, novos, velhos, inteiros ou quebrados: eles escolheram sozinhos. E viemos. Ainda empacotamos muitos outros para virem na mudança. Eu tinha certeza de que ia precisar deixar jogar muito videogame e ver muito DVD enquanto os outros brinquedos não chegavam, mas estava enganada.

Hoje eles brincam com os brinquedinhos deles, claro, mas também brincam imaginando: é espada de colher de pau, é comidinha de pedra, sushi de conchas, bolo de cesta de roupas, aquário de banquinho, corridas, shows, passeios de carro imaginário para a neve (na nossa cama com o cobertor branco), trens feitos de canetinhas, mamães, papais e filhinhos, cangurus, guaxinins, macacos, procurar bichos no quintal, .....

Isso é tão legal! Eu achava que meus filhos não iriam nunca saber inventar, imaginar, criar, porque eles não foram criados assim: sempre tiveram brinquedos para todas as situações. Mas eles conseguem. Crianças são assim, mutantes. Nada mais lindo!
Outra coisa que eu posso dizer sobre a falta de brinquedos é que eles aprenderam a se dar melhor. Brigam menos, porque os poucos brinquedos que vieram são de todo mundo. Todo mundo brinca junto. Claro que um ainda puxa da mão do outro, mas nada que uma conversa e um abraço apertado não resolva.

E quer saber o que mais: eles jogam muito pouco videogame (uma ou duas vezes por semana, por meia hora, quarenta minutos) e nunca mais pediram DVD.
Todo mundo mais calmo, mais amigo, mais feliz.
Se você tiver a oportunidade, faça a experiência: tire brinquedos quebrados, não usados do caminho. Guarde videogames e DVDs longe do alcance da vista dos pequenos. E não interfira! Deixe que eles brinquem livremente, inventem, imaginem.
Aqui em casa, o saldo foi 100% positivo.

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