14 de julho de 2010

Ser mãe

Por Thais Saito

Vira e mexe eu ouço que fazer isso ou aquilo dá muito trabalho.
Que ter filhos custa caro.
Que não dá pra fazer mais nada.

Nesse momento, já ligo minha cara de Monalisa, do tipo "estou olhando pra você e pensando no cardápio da semana, chuchu...".
Por que as pessoas acham que as mudanças, todas, são ruins?

Eu fico muito, muito triste, quando ouço isso.
Ser mãe exige dedicação.
Exige mudanças.
Exige amor.
Exige paciência.

A gente sabe disso quando decide ter um filho, não?

Ser mãe e ser pai, claro, não quer dizer comprar as roupinhas mais lindas, ter a babá mais cuidadosa, a escola mais renomada, comprar as comidas mais caras, escolher a decoração do quarto e fechar a porta.

Precisa querer. Mesmo.

Cansa, custa, a gente perde a paciência, briga, mas faz parte!
Não dá pra ser mãe e estar sempre linda, arrumada, maquiada, não mudar nada na nossa vida!
Por vezes, a gente fica sem tempo de fazer xixi e escovar os dentes parece uma futilidade. Porque criar filhos exige, mesmo.
Nós, os pais, precisamos estar com eles quando estão doentes, com medo, com fome, inseguros, com sono, tristes, com raiva, felizes, acordados, machucados. A gente precisa aceitar que a vida muda, que não vai ser como era antes.

Mas quem disse que isso significa que vá ser ruim?

Acordar às 3 da madrugada porque alguém tossiu e ver que os filhos estão dormindo abraçados é tão lindo!!
Ter que parar 15 vezes de responder o mesmo e-mail por que fez xixi, porque caiu, porque quer água, por qualquer coisa enche o saco. Mas quando eles dão um abraço (e que abraço...!), o mundo pára!
É tão bom a gente aprender a se organizar pra sair, porque tem que fazer mala, tem que ver se tem fralda, tem que acordar mais cedo pra arrumar todo mundo e se arrumar. E é legal a gente entender quando os outros se atrasam.
A gente aprende a tomar cuidado com o que compra, o que come, o que faz, porque o mundo de hoje é o mundo que nós estamos deixando para os nossos filhos.

Então, vamos repensar: você, realmente, prefere usar fralda descartável porque a de pano dá trabalho pra você, sabendo que a descartável é um grande poluente, que vai ficar no mundo dos seus filhos, dos seus netos, dos bisnetos, tataranetos? Você, realmente, prefere deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes ou lava a louça, sabendo que é a água que seus netos teriam para beber? Vamos continuar comendo carne vermelha, sabendo que é uma grande causa do aquecimento global, e deixar um mundo quente, seco e sujo para os nossos filhos? Vamos tirar o carro só pra ir até o konbini se daria, muito bem, pra ir a pé?

Eu, não.

3 comentários:

andrea disse...

Sim, realmente ser mãe é uma grande mudança, por vezes perco a paciência, mas qdo vejo o sorriso nos lábios, compensa...

Cíntia Anira disse...

O blog de vocês é muito bom. Moro na Suécia e às vezes relato minhas experiências com maternidade. Vocês estão de Parabééééns! Beijos,

yaramori disse...

olá, meu nome é Yara e moro em saitama-ken, Gostei do blog de vocês!
Vocês têm alguma experiência em relação a pílula anticoncepcional aqui no japão?
Eu cheguei a solicitar ao médico numa clínica aqui onde moro e acredita que ele me enrolou e ficava falando pra voltar no próximo mês, e eu já havia passado dos 40 dias pós parto da minha filha e agora ela só têm 4 meses e estou grávida de novo!
Eu pesquisei muito sobre pílula na internet aqui no japão e até achei um de um especialista americano que estudava aqui e disse que os japoneses não gostam de receitar pílula porque eles ganham mais com o aborto, e que eles até falam para as mulheres daqui que a pílula anticoncepcional pode até causar danos à saúde e até mesmo cancer, achei um absurdo!
eu sei que não poderei tomar agora, rs...mas só deixo a dica porque pode ter mulheres que queiram saber a respeito. porque eu mesma pedi a um médico e ele se negou a me receitar!

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