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Eu não queria ter um filho e não queria ser mãe

Li esse texto no blog Want a Miracle e achei perfeito!

Want a Miracle: Eu não queria ter um filho e não queria ser mãe

A maioria das mães hoje pensa nos "problemas e dificuldades" que a maternidade nos traz porque deixou o que é natural de lado e vive em busca de coisas muitas vezes desnecessárias e muitas vezes futéis para seus filhos.

Se toda mãe pensasse que o que vale mesmo, acima de tudo, é o amor, a atenção, a participação, o diálogo, o colo, entre outras coisas, a vida seria bem mais fácil.

Vale ler o texto e re-pensar nossas escolhas.

Comentários

  1. Olá,

    obrigada por partilharem o meu texto. Deste lado do mundo (Portugal) andamos a tentar fazer escolhas conscientes mas nem sempre é fácil.

    A noite passada estava a ler no our babies, ourselves (how biology and culture shape the way we parent) que a personalidade do ser humano pouco tem de genético e que é quase impossível de provar cientificamente declarações como "o meu filho sempre foi calmo já nasceu assim" ou "o meu filho desde que nasceu que é nervoso, já é dele".

    Segundo a antropóloga (baseada em estudos etnopediátricos) os bebés, desde que nascem respondem ao ambiente que os rodeia e aos ritmos, personalidade, ideologia e forma de ver o mundo de quem cuida deles. Um bebé, desde que nasce regula os seus movimentos corporais pela cadência da voz das pessoas que cuidam dele. Isto aplica-se a quando a pessoa que cuida fala com o bebé ou quando fala com outras pessoas. Já imaginaram o efeito que a nossa voz tem? Se formos mães nervosas, inseguras etc... isso passa no tom de voz e é de esperar que o bebé se mova com mais nervosismo e grite mais do que uma criança cujos pais (ou outros cuidadores) são calmos e doces. Se tivermos tendência para estar nervosas, frustradas, deprimidas, o nosso filho vai senti-lo através, não só da voz, mas do batimento cardíaco, das expressões faciais, do olhar.

    Um bebé de poucas semanas já é perito na leitura dos sinais não verbais dos seus cuidadores e molda o seu comportamento aos mesmos.

    Se o nosso bebé chora muito, deve-mo-nos perguntar, em primeiro lugar, o que está errado connosco porque, seguramente, ele está a reagir a algo que sentiu em nós. Os estudos comprovam isto, não é a fome, a fralda molhada, a febre ou qualquer outra questão física a principal causa do choro de um bebé mas sim a frustração, o sentimento de abandono, a dificuldade em estabelecer um vínculo seguro com o seu cuidador principal.

    Um bebé doente mas que se sente seguro no colo de um cuidador com quem tem um vínculo forte, mantem-se calmo e não chora.

    Na obra referida são citados estudos em que os bebés foram deliberadamente ficados para ver como reagiam à dor e as conclusões são cabais, que faz um bebé entrar em stress não é a dor per si mas sim o facto de estar ou não seguro nos braços de pessoas com quem tem uma vinculação forte e que estão tranquilas.

    Para rematar, diz ainda a autora que cólicas é algo que um bebé faz e não algo que um bebé tem. Salvo casos muito raros de intolerância alimentar e/ou problemas digestivos, um bebé engole ar quando chora e fica com cólicas. Nós tendemos a pensar que são as cólicas que os fazem chorar. Sabendo agora que somos nós, com o nosso nervosismo e ausências os principais causadores do choro dos nossos bebés.... fico realmente com muito que digerir ....




    Pais que tendem a ver o mundo de forma negativa e pessimista podem esperar que os filhos aprendam a ver o mundo da mesma forma, mesmo que lhe tendem "ensinar o contrário". A criança aprende o que vê e o que sente, não o que lhe dizem para aprender.

    Agora, não vamos andar todos a medir o nosso tom de voz, cada um é como é e fazemos todos o melhor que podemos :)

    (desculpem, deixei-me levar pela palavras e acabei por fazer um post. vou coloca-lo no blog)

    tudo de bom

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