19 de novembro de 2008

As várias formas de dar à luz

por Franciely Tsuchyia

Em linhas gerais, há duas maneiras de parto: naturais e operatórios. Os naturais são aqueles que podem ser feitos sem a intervenção direta do médico. Já os operatórios necessitam de instrumentos cirúrgicos. Conheça agora, os vários tipos de parto e por quê aceitá-los ou não.


Qualquer parto é ideal quando não há alguma intervenção, pois é um ato normal e fisiológico, a não ser em caso de risco da mamãe e/ou do bebê. Por isto é extremamente importante ter um excelente acompanhamento pré-natal, de um profissional (médico, parteira, doula...).
Mas na maioria dos casos há a possibilidade de um parto saudável e sem intervenção. São as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e exatamente o que incentivamos aqui na materna!

Parto de cócoras
O parto de cócoras, a forma mais antiga de dar à luz e ainda comum em algumas aldeias indígenas, volta a conquistar as mulheres urbanas.
É a maneira mais fácil de expulsar o bebê, pois a gravidade puxa o peso para baixo e colabora no trabalho de parto, acelerando a dilatação iniciada pelas contrações. A abertura maior da vagina e da bacia óssea, provocadas pela posição, deixam o canal de parto desimpedido.
A posição de cócoras também aumenta a irrigação sangüínea da pélvis e favorece a distribuição da endorfina na região, um analgésico fabricado pelo próprio organismo da mulher, durante as contrações, para diminuir a dor. Por isso, na grande maioria dos casos, não há necessidade de anestesia neste tipo de parto. Não que ele não doa, mas dói menos e durante menos tempo. Na posição acocorada o bebê nasce, em média, 40% mais rápido do que nos partos feitos na posição horizontal.
O parto é mais rápido e facilita a expulsão. Quando a cabeça aponta, a mãe faz força - aliás, um desejo inevitável e incontrolável, quando as contrações começam - e a criança desce. Depois de cortar o cordão umbilical ou não a placenta deve descer nas próximas contrações.
É o parto ideal e considerado que 99% das mulheres podem tê-lo sem a episiotomia (corte vaginal). Os outros 1% não é que não possam mas serão as mulheres que apresentarão algum grau de dificuldade, seja ao tamanho do bebê ou a um impedimento devido falta de saúde 100%, seja da mamãe ou do bebê.

Parto na água
A cada dia que passa, mais mulheres planejam ter seus filhos dessa forma. Como a criança vive, durante toda a gravidez, no líquido aminiótico, nada mais natural que entre em contato com o mundo externo através da água.

Uma pergunta, porém, é inevitável: "Será que meu filho vai se afogar?". A resposta é não. Quando nasce, o bebê ainda respira pelo cordão umbilical por pelo menos vinte segundos, durante os quais expande seus pulmõezinhos lentamente. Só quando o cordão para de pulsar é que se deve tirá-lo da água e colocá-lo no peito da mãe.
Para que tudo aconteça num clima de perfeita tranqüilidade, costuma-se preparar a sala de parto com essências aromáticas, a luz de velas e músicas escolhidas pela mamãe. A água da piscina ou banheira é aquecida à uma temperatura de 36º C, que atenua a dor das contrações. Na maioria das vezes, não se usa nenhum tipo de anestesia.
Se a mãe está com idéia de fazer este tipo de parto, poderá também fazer um curso especializado para aprender as técnicas de respiração e relaxamento. O pai também pode participar deste curso, pois no momento do parto, é importante ele entrar junto com a mulher para apoiá-la e massageá-la. Ao médico ou parteira, resta somente acompanhar atentamente o desenrolar do trabalho de parto, sem interferir muito. À medida que aumentam as contrações, é a mulher que determina qual a melhor posição para expulsar seu filho - em pé, de lado, de quatro, ou mesmo de joelhos.
Neste processo há um conforto muito grande e talvez por isto, mais facilidade para a escolha do parto!

Parto normal ou vaginal
Devemos saber diferenciar um parto normal de vaginal, onde no primeiro tende a ser tudo ocorrido naturalmente e no segundo existem diversas intervenções, inclusive a indução e episiotomia para somente o propósito de o bebê descer pelo canal vaginal e a mamãe não passar pela cirurgia da cesárea.

Vaginal
Após a dilatação do colo do útero, que pode durar em média dezoito horas na primeira gravidez, a gestante é colocada na posição ginecológica, na mesa de parto, onde o médico controlará todo o trabalho. Lá ela recebe a anestesia, na maioria das vezes, a peridural, que inibe a dor mas não tira a sensação das contrações nem o sentido do tato. Instrumentos e monitores acompanham passo a passo a evolução do trabalho de parto. A episiotomia, corte no períneo,(região que liga o ânus à vagina) é uma prática que dizem ter três finalidades: facilitar a passagem do bebê, protegê-lo contra o desprendimento brusco e preservar os tecidos da vagina. Já sob o efeito da anestesia, a mulher é orientada pelo médico para fazer força e começa a expulsar a criança. Quando a cabeça dela aparece, o médico ajuda com as mãos a puxar o resto do corpo para fora. Depois de nascer, ainda ligada ao cordão umbilical, a criança é colocada sobre o peito da mãe. Somente após, o médico corta o cordão e encaminha a criança à sala de reanimação, onde vai passar pelo primeiro check-up. Enquanto isso, na sala de parto, a placenta é retirada pelo médico, que aproveita o efeito da anestesia para dar os pontos no períneo.

Normal
A mamãe já sabe que o quer, então escolhe um bom profissional que vai fazê-lo, seja em um hospital ou em casa.
Após as tantas horas de contração, em média 18 horas na primeira gravidez, a parturiente se prepara para o parto, naturalmente ela ajuda a descida do bebê (caminhando, se expressando, quietinha, se concentrando) e quando já apontada a cabeça, onde se começa a vontade do puxo (expulsão do bebê, vontade de fazer força), o bebê vai deslizando devagar (para não lacerar o canal vaginal da mulher) seja pela cabeça ou de bundinha (parto pélvico) e conforme as contrações o bebê vai deixando o útero.
Com muita naturalidade e geralmente sem anestesia e sem a episiotomia, o bebê nasce e fica com a mãe (dependendo das condições e/ou lugar de nascimento). Nas próximas contrações (geralmente 20 minutos depois) desce a placenta. Não há necessariamente a necessidade do corte umbilical. Muitas mamães esperam a placenta descer para cortar, e também existem casos de mamães que ficam com a placenta e enterram no jardim, juntamente com alguma planta, semente ou árvore, devido suas ricas fontes de nutrientes.
O parto natural é assim, e se você o conhece diferente é por causa das inovações, mas a verdade é que se existe inovações e intervenções, ele deixa de ser natural e passa a ser somente vaginal.

Parto a fórceps
Existem cerca de 500 modelos de fórceps, todos eles compostos de dois ramos (direito e esquerdo) que se dividem em forma de colher, articulação e cabo. Quando a criança já esta no canal do parto, mas dizem ter dificuldades para sair, o médico introduz os ramos delicadamente na vagina, um de cada vez. As duas partes se encaixam nas têmporas do bebê, que é puxado para fora, ao mesmo tempo que a mãe faz força para expulsá-lo. Esta técnica é conhecida como fórceps de alívio.
Ao contrário da versão atual, que dizem trazer benefícios, quem metia medo era a antiga, onde o instrumento chamado como "Fórceps alto", era introduzido às escuras na vagina e buscava-se o bebê no útero, provocando sérias lesões que muitas vezes deixavam graves seqüelas, tanto no bebê como na mãe.
Mas novamente avisamos que tudo isto faz parte das inovações!
Já existem inúmeras comprovações de que os partos com intervenções deixaram de ser somente para a ajuda da mamãe e do bebê, e passou a ser uma fonte de renda para os médicos. Parto com intervenção é parto rápido. E parto rápido é fazer vários em um só dia!

Parto Cesárea
A cesárea, apesar de ser muito realizada nos dias de hoje, é para situações anormais, quando não há chance da criança nascer naturalmente.
Na cesárea, após a anestesia, o médico corta sete camadas de tecido até chegar ao útero e, através de uma incisão de 10 cm, alargada por um instrumento especial, ele retira a criança, corta o cordão umbilical e limpa a cavidade uterina. Após o encaminhamento do bebê à sala de reanimação, o médico faz as suturas no caminho inverso, utilizando fios absorvíveis. Apenas o pequeno corte na pele é suturado com fios de nylon, que serão retirados uma ou duas semanas depois do parto, dependendo do tipo de sutura.
Hoje em dia já é possível a colação e grampeação das primeiras camadas externas, o que será mais saudável, de mais rápida cicatrização e recuperação.
Infelizmente a cesárea hoje ultrapassa os 15% exigidos pela OMS, são 80% de cesáreas realizadas. Um absurdo!
A cesárea é uma cirurgia operatória e deve ser utilizada em último caso e somente em caso de salvamento. Quando assim, a mamãe ainda tem o direito de fazer uma cesárea humanizada, onde se realiza o mínimo possível da intervenção cirúrgica. O bebê é retirado com carinho, muito lentamente e logo após aquecido, já é entregue para a mamãe. É lavado em frente da mamãe e dado ao peito ainda nas primeiras horas.
Se é preciso uma cesárea então exija a humanização!

A mamãe feliz e saudável pode e deve ter seu bebezinho natural e humanizadamente (com carinho humano). A mamãe que por qualquer motivo não apresente saúde 100% pode tentar um parto natural saudável, mas para qualquer outro caso, exija o parto certo, faça seu plano de parto, converse com seu médico! Opte pelas parteiras profissionais e Doulas!

Com carinho... Fran!

1 comentários:

Hidemi disse...

ola
eu estou no japao
estou gestante
e tambem tenho blog... rsrs
estou linkando o blog de vcs na minha listinhas de blog ^^
ateh mais

Postar um comentário

Obrigada por contribuir com seu comentário!
Todos os comentários são lidos e moderados previamente.
Se você tiver alguma pergunta pertinente ao tema do post é mais rápido e fácil ligar para 080-51427945(Japão).
Estamos dispostas a ajudar no que for preciso!