27 de novembro de 2008

Tudo sobre a Placenta

por Franciely Tsuchiya

Ligada ao neném pelo cordão umbilical, a placenta tem uma função das mais importantes. Ela possibilita que nutrientes como glicose, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais cheguem ao feto. Além disso, é responsável pela troca de gases - oxigênio, da mãe para o bebê, e gás carbônico, no sentido inverso - e pela produção de hormônios, dentre eles o gonadotrofina coriônica. Conhecido como HCG, sua presença no sangue e na urina da mulher costuma ser responsável pela boa notícia: positivo, você está grávida! E o seu papel não termina aí. A placenta funciona como um grande filtro, impedindo que determinadas impurezas atinjam o feto. Algumas substâncias, porém, têm a capacidade de furar este bloqueio: a nicotina e o alcatrão do cigarro, o álcool, as drogas, alguns medicamentos (antibióticos, antiinflamatórios e sedativos), além de determinados vírus e bactérias, como os causadores da rubéola, varíola, hepatite, toxoplasmose e HIV.

Atenção ao pré-natal!
Um acompanhamento permanente da gestação evita muitos riscos para o bebê.

Formada no momento da concepção, a placenta está presente em toda a gravidez. Localiza-se na parte interna do útero aderida à sua parede e possui duas faces: uma voltada para a mãe e outra para o feto. Em seu interior, encontra-se a cavidade amniótica ou bolsa das águas, dentro da qual ficam o bebê e o cordão umbilical, por onde circula o sangue da gestante e do feto. Apesar da proximidade entre a circulação materna e a do bebê, vale lembrar que o sangue dos dois, normalmente, não se mistura. Esta separação fica por conta de uma camada muito fina de tecido existente entre os vasos da mãe e os da criança, chamada membrana placentária.

Em alguns casos, surgem minúsculas fendas nessa membrana, suficientes para que uma pequena quantidade de sangue do feto passe para a circulação da mãe. Se houver incompatibilidade sanguínea entre os dois – por exemplo, quando o sangue do feto é Rh-positivo e o da mãe Rh-negativo - o organismo materno pode reagir, criando anticorpos contra o sangue do neném. Por isso,ele fica vulnerável a algumas ameaças como a doença hemolítica, causadora de perigosa anemia.Na hora do parto, a placenta, que pode chegar a 30 cm de diâmetro e pesar até 1 kg, será eliminada, através das contrações uterinas. Missão cumprida!

Algo está errado?
Para saber se está tudo bem com sua gestação, é fundamental seguir um cuidadoso pré-natal. É importante dizer que por natureza toda mulher é saudável e poderá não apresentar risco algum, além de não ser peciso fazer a ultra-sonografia de rotina. Existem mamães que optam por não fazer. Mas cada caso é único!
Com o auxílio da ultra-sonografia, o obstetra irá avaliar se a placenta se desenvolve corretamente e se cumpre, ou não, suas importantes funções.

Placenta baixa ou placenta prévia
É quando ela se situa na parte inferior do útero. Ocorre com maior freqüência em mulheres que fizeram muitas cirurgias uterinas, como para a retirada de miomas, e em gestações de gêmeos. É comum haver um discreto sangramento. Nesse caso, a gestante deve seguir à risca as orientações médicas, que incluem repouso absoluto. Do contrário, a placenta pode se descolar.

Placenta prévia é quando a placenta está baixa, podendo cobrir parte ou totalmente o cervix o que causa sangramento vaginal. Placenta prévia ocorre numa em cada 200 mulheres.

E somente quando o sangramento é intenso, pode ser necessária a realização de várias transfusões sangüíneas. Quase sempre se faz uma cesariana, pois se deixar o parto normal, a placenta tende-se a se desprender com muita antecipação e isso pode impedir o fornecimento de oxigênio ao feto.

Descolamento da placenta
Aqui, a placenta se separa da parede do útero, impedindo que o bebê continue a se alimentar e receber oxigênio. Os sintomas são: útero endurecido, dores abdominais fortes e intenso sangramento genital. Considerada urgência obstétrica, neste caso convém entrar em contato com o médico imediatamente, pois o risco da perda da gravidez é grande e isso pode acontecer em questão de minutos.
A principal causa é a hipertensão materna, responsável por cerca de 50% dos casos.
Calcificação precoce da placenta
Algumas vezes, a placenta pode se calcificar precocemente. Com isso, deixa de cumprir suas funções, principalmente a de nutrir o bebê, impedindo que ele se desenvolva e cresça como deveria. Quando isso acontece, deve ser feito um acompanhamento do crescimento do bebê e, em alguns casos, o parto pode ser antecipado.
Atenção!
Através da biopsia do vilo-corial, onde um fragmento da placenta (que tem a mesma origem do bebê) é retirado e analisado, é possível fazer uma avaliação dos cromossomas do bebê. O exame geralmente é indicado para gestantes acima de 35 anos ou com problemas cromossômicos na família.

Concluindo: Infelizmente não são casos raros e precisamos apresentar, para todos, a informação. É de extrema importância que cada mamãe tenha seu caso acompanhado por um especialista, somente ele vai poder dizer como a mamãe é e como está se saindo em todo o processo de gestação.
Mas estudos confirmam que mamães cuidadosas, que se alimentam direitinho e ficam longe de químicas e álcool, são absolutamente capazes de decidir a pouca ou até mesmo a não intervenção médica rotineira, uma vez que provada 100% sua saúde e a do bebê.
Por isso, para você que quer, ou vai ser mamãe, cuide-se bem!


3 comentários:

Aika disse...

Muito boa essa materia!Minha irma teve placenta previa,ficou muitos dias internada antes e apos parto,acho que devido a isso mais os hormonios apos parto,sofreu de depressao pos parto...isso tudo aqui no Japao,onde nao estavamos preparados para ajuda-la melhor,com ajuda profissionalizada nem podiamos parar de trabalhar para estar com ela 24 horas.
kelly.

Fanynha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fanynha disse...

eh verdade neh....tenho uma amiga ai em Aichi que teve placenta previa,ela ficou um mes internada...ela mora ai em anjo..

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