4 de junho de 2009

Engravidando...

Desde o nosso casamento, em Julho de 2005, pensávamos em ter um bebê. Queríamos muito mas eu tinha trocado de emprego recentemente, o que me fez adiar um pouco o plano.

Quando imaginava que estava preparada, em Janeiro de 2007 começamos a pensar de verdade em nos tornarmos pais. Começamos despretensiosamente, é verdade, sem qualquer tipo de método. E assim foi por 6 meses. Depois, passamos a controlar muco, temperatura, tabelinha, enfim, tudo que pudesse nos dar uma dica do dia fértil. Assim ficamos por mais 1 ano...

Foi quando decidimos procurar um especialista em fertilidade. Tivemos a primeira opinião, bem drástica: vocês não conseguirão engravidar naturalmente! Fomos em 3 outros especialistas em fertilidade e também consultei meu obstetra, e todos foram unânimes!

Sendo assim, optamos por um deles e partimos para a ICSI (injeção intra-citoplasmática de esperma). É uma técnica moderna, avançada e caríssima, onde o médico injeta um espermatozóide, escolhido por ele, no interior do óvulo; aguarda de 2 a 3 dias para que o conjunto óvulo + espermatozóide vire um embrião; e implanta esses embriões no interior do útero da mulher.

Esse processo todo é cheio de expectativas e emoções, e embora saibamos que as chances de engravidar são de 40%, nunca contamos com os outros 60%. Os dias que sucederam a implantação do embrião eram cheios de emoção e expectativa. Estava com três embriõezinhos no ventre e muita, muita expectativa no coração.

Mas, 2 dias antes de fazer o exame beta-hcg, que confirmaria a gravidez, tive um sangramento intenso, que mostrou que as minhas expectativas estavam frustradas... Chorei muito e me senti a pior das criaturas. Isso foi dia 26 de Julho de 2008.

Foram 2 dias de muita dor, muito choro, muito luto. Emoções tristes e muito negativas. O fato de não ter engravidado num procedimento tão sofisticado fez com que minha auto-estima ficasse realmente muito baixa.

Segui com minha vida da maneira que pude. Trabalhei normalmente apesar da intensa hemorragia. Até que a hemorragia foi passando, e a tristeza também. Passamos o mês de Agosto bem, e já fazendo muitos planos para a nossa nova tentativa de ICSI, que seria no início de 2009. Não desistiríamos facilmente!

A menstruação desceu normalmente dia 20/08. Meu marido decidiu mudar de emprego, para tocar os negócios do pai, no interior de São Paulo (320 Km). Pediu demissão dia 15/09.

No dia 17/09, como estava me sentindo esquisita, decidi fazer um teste de gravidez. Fiquei completamente embasbacada quanto vi o resultado positivo...

Mostrei para o meu marido quando ele chegou em casa, e como estávamos meio traumatizados pela perda da ICSI, combinamos não comemorar nem ficarmos felizes. No dia seguinte, fui fazer um exame beta-hcg. E o resultado foi positivo!!!!

Mesmo assim, deixamos para comemorar somente após minha consulta no obstetra, que foi no dia seguinte. Quando ele me deu os parabéns, abaixei a cabeça na sua mesa e chorei muito por mais ou menos 10 minutos, sem parar. Estava tão feliz, tão feliz, que toda a felicidade transbordou em forma de lágrimas.

Toda a frustração da fertilização sem sucesso, tudo perdeu a importância, pois estava gerando uma vida!! Ele tinha escolhido o momento de vir, e a natureza se encarregou de escolher o espermatozóide ideal, e não o médico. Foi uma emoção enlouquecedora!

Ligamos para os avós, tios, tias... e claro, todos compartilharam do momento conosco, a felicidade só aumentava!!

E hoje sou alegria pura com a chegada do Enrico, meu meninão que nasceu dia 15 de maio num parto normal muito tranquilo!



*Lições importantes*

1) Confiar. Em Deus (ou em uma força que te moverá aos seus objetivos), em você e na vida. Eu em alguns momentos perdi a fé, estava totalmente desacreditada. E aí, me foi mostrado que não se deve perder a fé NUNCA.
2) Escolher. Dividir problemas apenas com pessoas que tenham uma relação íntima com você e seus problemas. Na torcida, as pessoas criaram expectativas. Na expectativa, dividiam com você. E é muito pior compartilhar uma derrota com 100 pessoas que apostavam na sua vitória, do que com 10, que também apostavam, mas demonstrarão menos a sua decepção.
3) Amar. O marido, o filho que chegará, a família. O amor transforma, renova e dá força.

Sou a Valéria Favaretto, 33 anos, gerente de marketing de uma empresa de eletrodomésticos, casada com o Gustavo há 4 anos, realizada no trabalho, no amor e agora na vida com a chegada do meu pequeno príncipe.

4 comentários:

SAYURI disse...

Depois de seu relato de vida,acredito que Deus tem a hora certa para cada mulher,estou tentando a 4 meses engravidar e cada dia e uma espectativa,ja foram 4 teste de gravides,ja foram lagrima,mas uma coisa e certa nunca podemos perder a fe,e tenho certeza que em brve chegara a minha vez.Obrigada valeria por compartilhar conosco essa sua experiencia que trouxe mais uma luz para meu caminho.Felicidades!

BLUSAS PARA AMAMENTAÇÃO disse...

Valéria q linda lição. Um orgulho pra Criando Gente presentear o Enrico e vc.
Bj e muito leite!
Flávia

nana.alvez disse...

PARABENS VALERIA Q DEUS ABENÇOE SUA FAMILIA E Q O ENRICO CRESÇA COM MUITA MUITA SAUDE.....
DEUS TE ABENÇOE...BJS

Karin Suzuki disse...

"Bendito serás mais do que todos os povos; não haverá estéril entre ti, seja homem, seja mulher, nem entre os teus animais." (Deuteronômio 7 : 14)

Que história linda... isso só faz crescer a minha Fé em DEUS... em JESUS Cristo e no doce Espírito Santo... porque o que é impossível para os homens, é possível para DEUS!!! e se crermos... verdadeiramente ELE vai realizar tudo no Seu tempo...

"Faz com que a mulher estéril habite em casa, e seja alegre mãe de filhos. Louvai ao SENHOR." (Salmos 113 : 9)

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