Pular para o conteúdo principal

Um tempo para cada coisa.

Quando eu lia/conversava sobre maternidade, durante a gravidez da minha primeira filha, sempre era a mesma coisa:
- Arruma um tempo pra você se cuidar, se divertir.
E eu pensava "que óbvio!".

Bom, acontece que ela nasceu. Linda, pequena, fofinha, tão apaixonante...... E eu fiquei doida! Não queria fazer nada sem ela. Dispensei todo mundo que se dispôs a ajudar (nem todo mundo com muita boa vontade, mas ainda assim) e decidi: eu vou fazer.

No começo, foi tudo lindo. Eu ficava com ela o tempo todo. Comia conversando com ela, tomava banho com ela me olhando, escovava o dente com ela no colo. Cansava, mas eu me sentia bem, feliz, independente, recompensada e mãe. Não me cansava de ficar com ela e pronto.

Quando eu engravidei do segundo, ninguém nem se dispôs a ajudar, porque, afinal, eu daria conta sozinha. E eu tinha a mesma certeza. Dei conta, mas fiquei muito chata. Perdi a paciência, tentei fazer criança dormir no berço sozinha, fiz de tudo quanto era coisa.
Adorava brincar com eles, mas também gostava de conversar com as (poucas) amigas remanescentes, de comer sem precisar parar, de ir ao banheiro e conseguir terminar de fazer o que eu precisava. E isso era impossível. Pouco a pouco, minha paciência foi se esgotando.

Nessa hora eu entendi a importância de arrumar um tempo para mim. Mas como? Quando? Ia deixar as crianças com quem? Impossível! Não podia ver um filme sem ser interrompida 15 vezes. Quando o final chegava, não lembrava nem sobre o que era.

Hoje, com o terceiro filho crescidinho (3 anos e meio, já!), eu estou conseguindo arrumar tempo para ver um filme, ler um livro, ler blogs com calma, jogar sudoku, fazer comida.
Fazer alguma coisa com calma, com tempo, porque eu gosto, porque me diverte, porque eu quero e, só por isso, é muito bom: a gente esvazia a cabeça, relaxa as tensões e consegue ser mais mãe.
Eu lembro que não conseguia ficar 15 minutos brincando com eles que ficava cansada, nervosa, torcendo para que acabasse logo. Hoje brincamos 15 minutos, depois eles me ajudam a fazer alguma coisa da casa, brincamos mais ou não, dormem cedo e não acordam mais e eu tenho tempo para mim.

Portanto, mulheres, arrumem um tempo para vocês: se vocês têm alguém que olhe as crianças para você por um tempo, aproveite. Se você não têm, não surte. Eu garanto que vai chegar uma hora em que eles te dão um tempo. Enquanto isso, aproveite do marido, das visitas, das babás....

Comentários

  1. Eu tô super receosa de ter mais filhos, só pelo trabalho que dão... ahahahaha
    Mas fico imaginando que a partir do segundo talvez seja um pouco mais fácil, não? Porque o mais velho fica com o mais novo, e vice-versa, o que você acha????

    ResponderExcluir
  2. Tai, a gente tem mais jeito com bebês, sem dúvida. Mas até o maior distrair o menor, leva uns 4, 5 meses. Durante esse tempo, a gente pira, mesmo.
    Mas depois melhora e rápido.....

    ResponderExcluir
  3. Uau...vi minha vida aqui. kkkkkk. Por enquanto só tenho uma menininha, e dispensei todo o meu tempo nela, e confesso, não me arrepender nenhum minuto...mas na próxima gravidez, vou fazer o possível para arrumar um tempinho somente para mim! Tenho certeza que a relação familiar vai melhorar muito, com um nível de estresse menor...rs

    ResponderExcluir
  4. Minha vida tb está aqui nesse post seu.
    Nem sei se quero mais filhos pelo trabalho e o tempo exigidos de mim, pois meu marido viaja demais a trabalho e eu nao tenho nenhuma família por perto...sniff
    Querida, obrigada por colocar o www.passeioscomcriancas.com no diretorio materna.
    Grande beijo
    Jamile

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada por contribuir com seu comentário!
Todos os comentários são lidos e moderados previamente.
Estamos dispostas a ajudar no que for preciso!

Postagens mais visitadas deste blog

Amamentação durante a gravidez

Por Thais Saito Quando eu engravidei do João, a Melissa tinha 8 meses. Ela ainda mamava 5 vezes por dia, no mínimo. E eu comecei a ouvir que tinha que desmamar, que leite de grávida faz mal, que o bebê da barriga ia nascer minúsculo ou morrer na barriga. Aqui entra a minha pergunta: SERIA A NATUREZA TÃO IMPERFEITA, A PONTO DE FAZER UMA MULHER QUE AMAMENTA ENGRAVIDAR, sendo que isso oferece tantos "riscos"? Então vamos pensar aqui nos "riscos". - Leite de grávida faz mal. Não tem nenhum estudo que diga isso. Às vezes, o filho que mama sente um gosto diferente e pára de mamar, mas não faz mal. Às vezes, a mulher sente dores, porque o seio fica sensível, mas o leite continua não fazendo mal. As índias, as africanas, as mulheres paleolíticas, as amas de leite, as mulheres de antigamente, todas amamentavam mesmo grávidas. Imagina quanta criança teria morrido se leite de grávida fizesse mal? - Faz mal para o bebê da barriga. Muitas pessoas pensam assim porque acreditam ...

Licença maternidade no Japão

É comum as mulheres trabalhadoras não conhecerem seus direitos e deveres quando gravidas no Japão. Recentemente, recebi várias instruções no curso de japonês que realizei pela JICE e gostaria de passar para as que estão em duvidas de seus direitos. Vou escrever por tópicos de forma bem clara e simples, caso alguém tenha alguma duvida, pode me escrever pela guia de contato ou deixar seu comentário no post que terei prazer em esclarecer. Vamos lá! - Como já disse em uma postagem anterior, toda mulher gravida no Japão, que não tem o hoken (Shakai ou kokumin) deve providenciá-lo o mais rapido possível, porque só através dele é possível receber os benefícios que a lei concede. - A mulher que trabalha, há mais de 1 ano com o mesmo empregador (se for empreiteira pode ter mudado de empresa), e tem o Shakai Hoken há mais de 1 ano também, tem direito a licença maternidade remunerada em 60% de seu salário normal, durante o período da licença. - O periodo de licença é de aproximadamente 98 dias,...

Ajuda financeira do Governo no Japão (nascimento até 12 anos).

por Franciely Tsuchiya Após o descobrimento e confirmação de uma gravidez no Japão, a mulher (japonesa ou estrangeira) terá todo apoio do governo japonês, que faz questão de incentivar o crescimento populacional, já que a população japonesa ainda diminui ano-a-ano assustadoramente. Toda e qualquer gestante terá 3 consultas grátis (começo de gestação, meio e final, ou até mesmo mais consultas, depende do Estado ou Prefeitura), ajuda para o pagamento do parto (350 mil yenes), consulta e ajuda profissional em casa (após o nascimento do bebê), mais 3 consultas gratuitas para o bebê (fora demais consultas rotineiras) e ainda ajuda, em dinheiro, mensal (para a criança até 12 anos de idade) e vacinação gratuita. Tudo isso não importando a nacionalidade. Toda gestante deve saber bem como pedir seus direitos para poder recebê-los, então hoje é isto que vamos ensinar para todas as mamães que desejam ter seus bebês aqui no Japão. Vamos por pontos: Ponto 1. A primeira coisa após o descobrimento...