
Abaixo meu relato de amamentação de minha primeira filha, espero que ajude as mães de primeira viagem...
Em minha primeira gestação eu curti muito minha barriga e cada transformação pela qual meu corpo passou, e o que eu mais temia era não conseguir amamentar minha filha, por isso fui atrás de toda informação possível sobre amamentação.
Na época, eu tinha a assinatura de uma revista que trazia informações bastante claras da amamentação e davam várias dicas para a mãe conseguir amamentar mais prazerosamente. Sempre que chegava a revista eu procurava a parte de amamentação para ler.
Minha filha chegou em 18 de junho de 2002 às 18h15 através de uma cesárea, e teve que ficar no berçário 12 horas enquanto eu me recuperava da cirurgia.
Isso pra mim foi muito dificil, sofri muito por não estar com minha pequena no colo desde seu primeiro instante fora do meu ventre, tudo o que eu mais queria era colocá-la no meu seio para mamar.
Assim que chegou ao quarto, Sarah logo veio para meu peito e mamou muito!!!
Eu fiquei suuuuuper feliz, e aliviada, e chorei de emoção!
Logo na primeira semana em casa eu comecei a ficar com febre por causa de uma mastite horrivel que tive, e algumas pessoas próximas começaram a me dizer que a amamentação causava isso mesmo, que era difícil, que podia dar câncer no seio, que talvez fosse melhor dar mamadeira etc…
Eu mandei todo mundo “às favas” e passei a me trancar no quarto o dia inteiro deitada com minha filha a meu lado, e isso me ajudou muito.
Sim, eu chorei e sofri cada vez que minha filha pegava no peito e eu sentia aquela dor insuportável, mas nutrir minha pequena era a coisa mais importante pra mim naquele momento.
Eu NÃO usei pomadas e acho que foi melhor assim.
Deixei o peito ficar ferido e cicatrizar por si.
Na hora da mamada, eu colocava um pano quente no peito para o leite fluir melhor (tambem tirava com bombinha e usava o pano) e depois que ela esvaziava o peito, eu colocava gelo, porque sentia queimar, e o gelo aliviava bastante.
Depois da mastite veio a diminuição do leite, e eu tentava todas as receitas para aumentar o fluxo, porque minha filha chorava de hora em hora para mamar.
Comecei a ouvir a história do peito virar chupeta, dela ficar “mal-acostumada”, que tinha que dar água, tinha que dar chá e etc, mas não dei ouvidos.
Tentei beber coca-cola, chá de ervas, canjica, mingau, e mais um monte de coisas, mas senti que o leite só aumentou mesmo depois que eu relaxei e deixei rolar.
Mais uma vez precisei acreditar na minha escolha em primeiro lugar para que as coisas fluissem.
Passados 2 meses, a amamentação se estabeleceu e pude curtir com muito prazer cada momento com minha filha no peito, sempre na hora que ela quisesse, sem cobranças, sem horários, sem neuras…
O maior apoio de amamentação que recebi, foi a busca de informação correta, e que nesse caso foi dado pela revista, e que hoje em dia é muito dificil na mídia.
E outro apoio fundamental, foi do meu esposo, que me trazia água a toda hora, que me dava colo nos momentos de desespero e dor, e que não se importava nem um pouco com a bagunça na casa e as coisas por fazer, e muitas vezes ficava com a bebê para eu descansar.
Hoje, depois de quatro filhos, superadas as dificuldades do começo, creio que na amamentação tudo se supera com quatro coisas básicas:
1- Relaxar
2- Beber muita água
3- Acreditar no poder da natureza e na sua intuição materna
4- Ter um apoio verdadeiro a seu lado, seja ele qual for,
Rosana Oshiro, casada com Cleber, mãe da Sarah, do Rafael, do Gabriel e Ana.
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