Lindo e inspirador esse texto do Verissimo.
Apreciem!
Para não dizerem que eu só escrevo sobre frivolidades como a situação internacional e as últimas razões da existência, hoje vou tratar de um assunto sério: o seio.
Para começar, por que existe o seio? Ele não está presente, ao menos não com a mesma, assim, proeminência, nos primatas que nos antecederam. É mesmo difícil lembrar outro animal que tenha seio. Quem disse "Vaca!" está obviamente tentando tumultuar. Retire-se da sala imediatamente.
Especula-se que quando nossos antepassados — ou, no caso, antepassadas — começaram a andar sobre dois pés na savana primeva, sacrificaram seu principal atrativo para os machos da sua espécie, que já naquele tempo (pelo menos os brasileiros) só pensavam nisso: a bunda empinada. A frente, e não mais as costas, da pré-mulher passou a concentrar todos os seus chamarizes sexuais quando ela virou bípede. Era preciso ter um equivalente da bunda na frente e por isso nasceram os seios. Eles seriam uma bunda que subiu na vida. A teoria não é minha, portanto não aceito protestos.
Outra teoria atribui o desenvolvimento de nádegas frontais ao fato das nossas antepassadas, ao deixarem a fase macaca mas ainda muito longe de chegarem à fase Gisele Bündchen, terem perdido grande parte do cabelo do corpo. Ou seja: quando o bebê ia mamar na mãe não tinha mais — epa, opa — onde se segurar. Os seios vieram para dar aos bebês o que agarrar, ou no mínimo uma sensação de apoio e tranqüilidade, imprescindível na hora das refeições.
Pois é falsa a idéia de que o tamanho dos seios tenha algo a ver com a quantidade de leite da mãe. O leite está presente nas lactantes independentemente do seu equipamento mamário e para o aleitamento bastam os mamilos. Os seios existiriam, assim, por razões estéticas, sexuais e práticas (o conforto de bebês inseguros e, claro, de adultos com a mesma carência) e para dar dinheiro a cirurgiões plásticos e fabricantes de silicone. O aleitamento seria uma função secundária.
Não sei se você já se deu conta que o leite materno é o único alimento produzido pela natureza exclusivamente para a gente. Todos os outros estão na Terra para serem compartilhados com outras espécies, inclusive o leite materno de outras espécies. Há, claro, alimentos feitos ou descobertos pelo homem que nenhum outro animal come, como o caviar — ou pensando bem, a lesma, que só deve ser comida por outras lesmas, e assim mesmo figurativamente. Mas original e exclusivo, só o leite da mãe. Que, mal-agradecidos, tomamos por pouco tempo e logo abandonamos. Em outro escandaloso exemplo de desperdício de recursos naturais.
Luis Fernando Verissimo
Muuuuito engraçado hahaha
ResponderExcluirE a parte "Eles seriam uma bunda que subiu na vida"... morri de rir hahaha
Adorei o blog de vocês (não estou grávida, mas gosto de me informar sobre humanização)
O texto é "Mara", assim como o veríssimo, eu tenho passado por aqui, Ro você sabe que sou uma hiper leiga no assunto né, mas estou gostando muito do blog!Parabéns a vocês, e continuem esclarecendo a pobre cabecinha de vento aqui..hehehe!Super beijos a todas!
ResponderExcluirAh ja ia me esquecendo, eu tentei entrar no grupo de mães pra aprender mais um pouquinho, mas não consegui...tem que ser somente com meru do yahoo?! :(
ResponderExcluirOlá! Assino o FEED do seu blog e gosto bastante.
ResponderExcluirSou casada com japonês e por isso conheço pessoas que NECESSITAM das informações que vc posta por aqui e sempre indico o MATERNA JAPÃO.
Hoje, coloquei um MEME prá vc no meu blog.
Espero que goste.
http://nacasa30.blogspot.com
Há um selo-prêmio para vocês no Germinando!
ResponderExcluirhttp://sementeperegrina.blogspot.com/
Beijos!
Luciana
Nossa, Rosana... que demais!!
ResponderExcluirOlha! Você perguntou e vou responder, tá?
Moro em São José dos Campos, interior de São Paulo.
Agradeço pela visita em meu blog.
Com carinho,
Elaine