31 de outubro de 2008

Carina Ishimura - Shizuoka



Olá, me chamo Carina, moro em Hamamatsu (Shizuoka), tenho 29 anos e sou casada a 12 anos e sempre quis ter filho...
Resolvemos que iríamos ter um bebê, isso foi em 2006, no final de agosto eu engravidei.
Fiz um teste de farmácia e no dia seguinte fui ao médico, o médico fez o exame de urina e deu positivo, só que no ultrassom ele disse não ter visto nada e mandou eu voltar na próxima semana.
Na semana seguinte, mesma coisa, não havia nada e já comecei ficar preocupada.
Na outra semana, mesma coisa, aí o médico disse que poderia ser uma gravidez extra uterina, que o bebê podia ter sido gerado nas trompas e fiquei muito preocupada.
Continuei trabalhando normalmente, só não pegava peso.
Até que um dia senti que estava sangrando, fui no médico e o médico disse que não tinha mais nada no meu ventre, fui no hospital e a médica de lá disse a mesma coisa e me examinou e disse que não seria necessário fazer curetagem, perguntei quando poderia tentar engravidar e ela disse pra eu esperar 3 menstruações, fui pra casa arrassada, me sentindo a pior das mulheres!!!
Passaram-se os 3 meses e começamos a tentar novamente.
Eu logo engravidei. Fiz teste de farmácia e deu positivo fui ao médico e estava grávida, mas não deu pra ver no ultrasom. Fiquei muito preocupada. = (
A médica mandou eu ficar de repouso em casa.
Na semana seguinte, fui ao médico e pude ver meu bebê, fiquei muito feliz que havia conseguido engravidar!!!
Fiquei os 2 primeiros meses em casa de repouso e logo em seguida voltei a trabalhar.
Estava bem e minha médica autorizou eu voltar a trabalhar.
Tive um pré natal tranquilo, um pouco inchada, mas não tive enjoôs, apenas um mal estar que toda vez que eu comia passava...
Conclusão: engordei muito no começo da gravidez, comecei a fazer caminhadas de meia hora e foi muito bom eu ter voltado a trabalhar, eu estava exatamente com 3 meses entrando pro 4 mês.
Nesse período, fiquei sabendo que era uma menina, meu marido ficou radiante, porque ele queria muito uma menina e eu também, já tínhamos até o nome definido: Mariana!
Trabalhei até os 5 meses, pois tive uma inflamação nas varizes, e tive que parar de trabalhar (se dependesse do chefe eu ia parir lá na firma)pois meu serviço era em pé e com o peso. Enfim, eu tive que parar porque não tive escolha...
Fiquei uma semana no hospital, no soro sem poder caminhar, só deitada, foi horrível, fiquei muito deprimida no hospital...
Depois que saí do hospital fiquei em casa, estava muito quente e fui preparando as coisas da Mariana que estava a caminho. Tive que ficar um tempo de repouso por causa das varizes, mas depois foi só tranquilidade.
Descansei bastante, mas não sentia tanto sono como a maioria das grávidas, era muito ativa.
Quando estava no oitavo mês me mudei pra um apartamento maior, aí pude ter espaço pra arrumar as coisas da Mariana, enfim, chegou o último mês de gestação e estava sem nenhum centímetro de dilatação, nenhum sinal de contração, nada...
A médica colocava remédio pra dilatar, mas nem assim eu dilatei, a Mariana estava previsto pra nascer dia 12 de novembro, no dia 14 às 9 da manhã me internei e fiquei no soro com remédio pra dar as contrações.
Fui acompanhada da minha cunhada que também estava grávida de 5 meses...aí fiquei no soro e as contrações foram de pouco a pouco, como uma cólica.
Almocei e as contrações foram aumentando...
Às 18:00 minha bolsa rompeu, liguei pro meu marido que estava no trabalho e ele saiu e foi no hospital e minha cunhada foi pra casa fazer janta pro marido e filha.
A dor só aumentando e aumentando, e dilatei bem pouco, até 3:00 da madrugada eu estava com 4 cm de dilatação, meu marido exausto de fazer massagem em mim, ligou para meus pais que foram lá ajudar com as massagens.
Eu já estava caminhando com muita dificuldade pois as contrações davam pausa de 5 minutos, sei lá, era muito perto uma da outra, eu achei que ia morrer e não ia conseguir parir...
Às 6 da manhã fui pra sala de parto acompanhada da minha mãe que por sinal me ajudou muito!
Fiz força 3 ou 4 vezes, não me lembro, e às 6:20 minha pequena nasceu.
Lembro que na hora que mandaram fazer força eu achei que não doeu tanto, antes de nascer doeu bem mais...
A minha pequena nasceu pequena 2626 gramas, 49 cm, mas com saúde graças à Deus!
Na hora que ela nasceu, eu nem acreditei que havia conseguido parir, mal tinha forças pra pegar ela de tão exausta que eu estava, mas depois comecei a chorar de emoção...
Estava muito ansiosa pra amamentá la pois já tinha leite, quer dizer, o colostro já estava saindo...
Amamentei ela no dia seguinte, meus seios estavam cheios e duros, e a enfermeira fazia massagem e me ensinou ordenhar pra aliviar o inchaço...
Amamento até hoje, ela está com 11 meses. No começo é cansativo, mas vale a pena...
Depois de passar por tudo isso, pretendo ter mais um bebê.
A maternidade nos amadurece e nos torna mais forte pra enfrentar o dia a dia no Japão que é tão estressante, mesmo tendo que me desdobrar, vale a pena cada sorriso no rosto do seu filho...
Eu hoje sou mais feliz...

Continue lendo...

30 de outubro de 2008

Franciely Tsuchiya - Mie



Antes de tudo, não, meu parto não saiu como o planejado!
Mas foi MARAVILHOSO!

Será que eu posso dizer que uma cesariana é plano B ?
Acho que no meu caso só não a considerei plano Z, porque foi HUMANIZADA!

Na verdade meu relato tem uma história extremamente longa mas que pode ser contada em pouco tempo e com poucas palavras, os detalhes foram maravilhosos e muito importantes pra mim, mas isto não vem ao caso, o que quero passar é a história em si, e dizer como foi comigo, como tudo aconteceu.

Então vamos lá:

Passei a noite inteira tendo contrações leves, a primeira que não me deixou mais dormiu ocorreu 7 horas da manhã, e assim foi se sucedendo.
Todos sabiam que eu queria ter o bebê em casa de parto normal (diferente de vaginal, que o bebê passa pelo canal mas podem existir diversas intervenções, assim deixando de ser normal).
Então fui preparar (toda feliz, conciente, confiante e determinada) o kit parto, a casa, a banheira, enfim, tudo!
E assim eu passava o tempo, num clima maravilhoso (velas cheirosas para todo lado) e entre banhos, imersões, concentração e bola suíça.
Tudo estava sob controle e eu conseguindo passar por todas as contrações numa boa, às vezes algumas muito forte e outras (quando estava no chuveiro) quase que imperceptíveis, mas não dei um gemido se quer, não sei, não é meu estilo, não conseguia gemer, só respirava, contava, agachava e esperava passar. E a cada contração um sorriso a mais: - Ufa! Uma a menos! hehe Mas totalmente ciente de que o processo demora e que eu não deveria ter pressa, ok resolvi relaxar, me entregar e assim foi.
A cada chuveirada um exame de toque, no começo felicidade em sentir o colo do útero se abrindo e chegar ao terceiro centímetro, depois a infelicidade de não sentir a evolução.
As horas foram se passando e eu já estava um dia e uma noite inteira com as contrações e os (só) 3 centímetros de dilatação.
O Maurício sempre por perto, mas não muito, preferia me isolar para concentrar melhor. Mas ele sempre me servia umas migalhas (porque quem consegue comer nestas horas, né?! rs) e bebidas leves e nutritivas, além de me dar todo o suporte e já ter faltado um dia de trabalho, e ah! Cansado, muito cansados (nós).
E aí que passei para o segundo dia e noite inteiros e nada de mudar o corpo.
Gente, eu fiquei QUARENTA E CINCO HORAS (45 hs) em casa e nada do bebê apontar a cabeça. Eu juro que se ele aparecesse eu ía entrar na banheira e expulsar, mas hãn, NADA! * rs*
Depois disto resolvi ir pra Clínica, mas olha, confesso que fui vencida pelo cansaço, já era o terceiro dia sem dormir... impossível! E ainda com dor, quem consegue?? hehe
Mas estava tudo extremamente suportável, numa boa, pelo menos pra mim. Mas eu vía que o Maurício estava beeem preocupado e ainda faltando serviço, né! E se o bebê demorasse mais alguns dias, aff! hehe

Fora do meu lar eu realmente não consegui suportar igual. Se a cada contração eu pudesse fazer meus métodos como havia feito até então, tranqüilo! Mas na clínica há um termo de responsabilidade com o paciente e eles precisam monitorar os batimentos cardíacos do bebê.
Foi aí que começou a ficar difícil, deitada, cheia de treco é impossível suportar. Eu sentia que me abalava e com isto estava abalando o bebê, o coração dele foi ficando fraco (e eu sabendo o porque... era aquela máquina).
Bom, minha médica me deu 2 opções: Ou cesária e acabou! Ou induzir o parto, dobrando o sentimento da dor e mesmo assim a incerteza da dilatação para a expulsão (só que com aquela dor naquela máquina o bebê já estava em perigo então optar por esta seria esperar nascer e interná-lo).
O Maurício me pediu cesária, disse que já havíamos feito de tudo e que não tinha mais que provar nada! E meu medo de perder nosso primeiro filhinho!
Ok! Lá fui eu para a cesária e fim da história! hauahuaua

A Cesária:
Estou no Japão e não esqueçam do problema com o idioma, né?! hehe Então!
Minha clínica é ótima, só mulheres e por isto escolhi aquela. Conversar sobre medicina em japonês fica bem difícil, por isso resolvo tudo em inglês com minha médica (ainda bem que ela é chique e fala inglês... he).
Me senti sem opção e pressionada a esta opção, então resolvemos humanizar!
Meu bb não foi aspirado e já foi levado direto pra mim saber o sexo e beijá-lo!
Após semi-limpo... he ele foi entregue nas mãos do Maurício que já o levou direto pro quarto, pra nós!
Logo atrás fui eu com a cama que já ficaria no nosso quarto!
O corte foi super pequeno, na horizontal e sendo a última camada colada e usados grampos que tirei em 5 dias, ficou ótimo e já está desaparecendo!
Deixei a Clínica em 3 dias! Hj meu filho tem 8 dias e perdi 10 kilos! hehe

OBS: Meu bb nasceu de 42 semanas e 3 circulares de cordão (ao redor do pescoço)!
Fiquei 56 horas em trabalho de parto com apenas 3 centímetros de dilatação.
Eu ainda continuo sem entender o porque não abri! hehe
E ainda acho que todas as mulheres deveriam ter parto normal e que optar pela
cesária é facilitar pro lado da mãe... mas olha meu caso! Hãn!
Sem mais comentários!!! haha

Fran com carinho

Continue lendo...

Juliana Aso - Mie

Até que enfim depois de exatas 41 semanas, pari!
Até às 38 semana tudo estava indo muito bem até meu médico resolver me transferir de hospital porque ele disse que eu tinha engravidado "muito acima do meu peso", e o bb tava muito grande, caso precisasse fazer cesárea, seria muito perigoso, pois ele considerava meu caso de gravidez de alto risco e o hospital não tinha UTI neonatal caso acontecesse algo para a criança, e resolveu escrever uma carta, e me encaminhou pro hospital kenritsu byoin.
Chegando lá, começou o meu desespero.....nossa, o médico me crucificou!!
Sabe-se lá o que tava escrito de tão grave naquela carta que o médico fez um rebuliço em torno das minhas últimas semanas de gravidez e quica, de vida.
Disse que eu corria sério risco de vida caso tivesse que fazer cesárea, que os riscos eram muito grandes (envolvia má cicatrização podendo evoluir para um quadro de infecção, um monte de coisas). Disse que por estar muito acima do peso...

Resumindo, acabou comigo e por um breve instante me fez acreditar que eu estava realmente condenada a morte.
Aí fez os exames de praxe e disse que eu NÃO TERIA escolha, teria que ter parto normal, caso contrario poderia morrer, e todas as seguintes consultas era o mesmo papo.
Voltava arrasada pra casa.
Fiquei uns minutos arrasada, mas resolvi ir pra internet pra estudar o meu caso e o meu real risco de vida. Conversei com varias pessoas da área no BR e li muita coisa, e a conclusão foi de que era exagero demais pra minha real situação.
Não condeno o infeliz do médico que pegou o meu caso, mas sim o infeliz do médico que ESCREVEU a tal carta, pois o último médico só estava se baseando no relato do colega dele, afinal, ele não me acompanhou no pré-natal. A única coisa que ele sabia a meu respeito era o conteúdo daquela maldita carta.
Li, pesquisei e resolvi levar tudo na brincadeira né?
Se fosse outra pessoa tinha pirado ou tinha entrado em depressão...
Com 39 semanas ele resolveu que eu deveria me internar porque o parto deveria ser induzido, porque a criança tava muito grande e ele tinha descartado qualquer possibilidade da tal cesárea porque CESÁREA = MORTE...
Fui segunda feira de mala e cuia pro hospital e começou a me dar comprimidinhos de 6 em 6h para dar contração....e NADA!
Na minha cabeça, eu iria pro hospital, ele iria me colocar no soro com ocitocina, iriam vir as contrações e eu iria parir, se não no mesmo dia, no mais tardar no dia seguinte...que decepção!!!
No dia seguinte, comprimidinhos de novo !! Na segunda noite no hospital, ele me disse que na manhã seguinte iria entrar com o soro. Fiquei feliz e pensei, amanha nasce!!!
Quando acordei, veio a infeliz da enfermeira com as balinhas (comprimidinhos) de novo ai eu quase surtei. Disse que o médico havia me dito que iria me dar soro, e que eu queria falar com ele. Quando meu marido chegou no hospital, tive que ouvir elas perguntarem a ele se eu entendia bem japonês (porque elas achavam que eu tinha entendido errado o que o médico havia me dito)...Santa paciencia!! Modéstia a parte, meu nihongo é bem melhor que o do meu marido, ainda mais em se tratando de coisas de hospital!!!!
Tomei as balinhas muito a contra gosto. A noite, encontrei o tal médico por acaso no corredor e falei um monte pra ele. Ai ele me disse que não dava pra colocar o soro porque a criança ainda não tava encaixada e tava muito em cima, se ele colocasse o soro, o que poderia acontecer era de eu ter contrações e não ter dilatação e ter que fazer CESÁREA de urgência que significava CESÁREA=MORTE...
aí eu disse pra ele me dar alta que eu queria ir pra casa e que não iria tomar mais balinha nenhuma. Eu disse que estando ali no hospital só deitada, ai e que o bb não iria encaixar mesmo, porque eu tava de repouso, precisava caminhar, me exercitar. Como ainda estava nas 39 semanas, ainda tinha tempo pra esperar em casa.
Na manhã seguinte, ele me deu alta. Fui direto pro Nishiyama koen subir o morro pra ver se o bb baixava e começavam as contrações...
E assim foi a semana:dia após dia subindo morro, caminhando na rua e nada!
Fora que o boato se espalhou que eu já tinha parido!! Teve gente que até já tinha visto o bb, tu acredita???
O K. me ligou parabenizando porque o povo tinha dito pra ele que já tinha nascido, que era enorme, que era minha cara...que povinho mau-caráter....kkkkkk.....
Entrei nas 40 semanas e nada!
O mau humor começou a aumentar, o telefone não parava de tocar, o povo pressionando com aquela entonação na voz de preocupação.
Aí sempre encontra alguem na rua que conta que na família, o bb morreu porque passou do tempo, etc.... só rindo viu!!!!
No fundo eu ficava pensando: gente que não tem semancol né, falar essas coisas, me poupe!!!
A previsão era de nascer no dia 12, sexta-feira. Ah, detalhe, meu parto TINHA QUE SER NORMAL, mas não poderia ser nem sábado, nem domingo e nem feriado porque não tinha equipe médica suficiente para acompanhar...
Tive que ouvir isso ainda!! Olha, só rindo viu!!! O médico tinha marcado consulta pra mim na sexta dia 19 ao meio dia.
Iria monitorar o bb e decidir a minha internação para segunda-feira, para induzir de novo, caso não baixasse, ele iria arriscar induzir pois já tinha entrado nas 41 semanas...
Mas como Deus existe, e tudo está no tempo Dele, na quinta-feira meia-noite, fui ao banheiro e ao me limpar saiu sangue. Fiquei meio assim. Esperei um pouco e me limpei de novo, saiu mais sangue, Acordei meu marido e disse pra ele ligar pro hospital. Eles pediram para eu ir, pois tinha começado a entrar em TP.
Fui tomar banho, depois começaram as dorezinhas leves nas costas. Cheguei no hospital 2 e pouco da manhã. Nem levei mala nem nada, aliás nem tinha reorganizado a mala. A enfermeira me examinou e disse que tava com 1 dedo e meio dilatado (o medico havia dito que eu já tava 2 dedos e meios dilatados no inicio da semana, mas tudo bem)
Meu marido voltou com a Mariana pra casa e fiquei no hospital. Às 7 da manha a dor começou a pegar. Liguei pro meu marido ir logo e levar a bola suiça, que eu tinha comprado, pra ajudar a encaixar o bb, e ajudar também nas contrações. Meu marido chegou eram 9 e pouco e eu já tava na cadeira de parir com 8 dedos e morrendo de dor. Como eu havia estudado muiiiiiiiiiiiito , eu controlava a dor na respiração e sempre me vinha uma frase que eu havia lido na cabeça:
" SEJA AMIGA DA DOR, NÃO LUTE CONTRA ELA, DEIXE ELA VIR PRA ELA IR"'...
E meu marido me massageando as costas, e a parteira, uma cavala grossa que eu odiei...
Assim fomos, ate que às 12:09h de sexta-feira, quando completava exatamente 41 semanas o Pedro nasceu ( bem no horário em que eu tinha consulta com o medico). Falando em médico, tu acha que ele apareceu no meu parto???
Nem passou perto aquele infeliz...
Mas Gracas a Deus o Pedro nasceu de parto totalmente natural.
Não teve nem episiotomia, nem laceração e nem minha hemorróida saiu!!! Tudo graças ao controle da respiração!!!!
Nasceu com 3.922kg e 51cm....praticamente criado né!!!
Agora estou em casa, feliz da vida com meu bebe e NÃO MORRIIIIIIIIII !!!!!KKKKKKK

Juliana de Fukui - Takefu

Continue lendo...

Pamela Ematsu - Tochigi



Ola...
Me chamo Pamela moro em Tochigi-ken, Otawara-shi.
Tive minha primeira filha, Nanami Vitória, aqui no Japão e sou mãe solteira.

Meu pré-natal foi super tranquilo, não tive nada de diferente.
Com 3 meses o pai da minha filha "vazou" e até hoje nunca viu a filha!
Em compensação, sempre tive apoio de meus pais...

Quando fiquei gravida a firma em que trabalhava me "infernizou" até eu sair. Nessa epoca eu morava em Yokohama.
No começo eu passei mal com enjoos e estress 24 hrs por dia.
Ainda bem que um amigo abriu em restaurante e fui trabalhar com ele até voltar para casa de minha mae...

No 4º mes passaram o enjoos, e depois já na casa de minha mae arrumei um emprego e trabalhei ate 8 meses...

Ate uns 6 meses, eu fazia 3hrs de zangyo, depois so teiji de seguna a sexta-feira.
Depois que me mudei acabou o estress que sentia.
Mais sentia muitas ondas emocionais: as vezes chorava só de ouvir que minha filha ia ficar sem o pai.
As vezes mandava toma no **...

Meu preparo foi a net em sites brasileiros e japoneses...
Me preparei misturando os dois jeitos...

O hospital me ofereceu 3 cursos durante a gestação e participei de todos!
Eu adorava andar de bicicleta, e andei até 2 dias antes de minha filha nascer!!!
Caminhava muito. Ia fazer compras a pé. Aliás levei minha vida normal!
Tomava muita agua também...

No fim da gestação, apenas ansiedade, mas senti que estava preparada para chegada de minha filha. Penso que tinha minha mae e não tenho problemas com a lingua japonesa.
Então facilitou muito tudo.

Minha médica foi ótima! Bom na medida do possivel...
Nos hospitais os medicos só vem na hora que vai nascer mesmo, pois tem mais gestantes a espera de pré-natal...

Mas as enfermeiras me deram um super apoio!
Minha mãe ficou comigo até quase na hora de nascer, mas saiu depois...

Meu parto foi super tranquilo...
Minha internacao já estava marcada para induzir, mas cheguei ao hospital sem o tampão e com 4cm de dilatacao, sem dor e não foi preciso fazer indução...rs

Tive 3 horas de dor....só achei muito cansativo porque as dores aumentaram muito rápido por ter dilatacao completa muito rápido...
Mas foi tudo muito tranquilo...

Tive um pós parto bom...sentia um pouco de dor, mais normal...
No geral foi super tranquilo...

Bom é isso ai... acho que não vai ajudar muito...rs
Pamela Ematsu - Tochigi

Continue lendo...

29 de outubro de 2008

Diana Budreckas - Shizuoka


No dia 06 de fevereiro eu e o Lê levantamos e fomos ao hospital na consulta de pré-natal. Chegando lá fiz o exame de urina e fui fazer o NST. Fiquei quase uma hora na salinha eu, o Lê e o Jô(meu mininho mais velho).
Depois fui me consultar com o medico, e para minha surpresa, era uma medica!
Ela fez minha ultrassom e foi medir minha dilatação, já que estava de 39 semanas e não tinha mudado muito estava com 4 cm. Fomos conversar e a médica me perguntou se eu queria me internar para induzir o parto e eu com medo disse que não, disse que queria que nascesse natural. Eu não queria induzir mas a medica falava que minha placenta estava ficando velha já, e que estava branca mesmo.
Eu não quis me internar então resolvemos que se ele não nascesse até o dia 14 eu iria me internar....
Fomos embora e fiquei sentindo um pouco de dorzinha, mas pra mim era normal pois, sempre que o medico me fazia exame de toque, sentia dor depois, mas essa dor continuou durante a noite toda, só que não me incomodava, e era de 5 em 5 minutos (já eram contrações).
Amanheceu tomei banho acordei o Lê e disse pra ele então resolvemos ir para o hospital liguei pra Alice(tsuyako) e ela me disse pra ir com as malas já, liguei na creche pra ficar com o Jô(shin ei landia) e fomos deixa-lo lá.
Logo depois fomos ao hospital. Eu estava nervosa, chorando por ter deixado o Jô na creche...pois eu não queria deixa-lo lá, queria que fosse comigo (mas ele não poderia neh??)
Chegando ao hospital fui para a maternidade e encontrei com uma colega que estava indo fazer o exame do pezinho do bebê dela. Eu estava nervosa, e ela e o Lê estavam tentando me acalmar me dizendo que não é a pior dor do mundo.
Fui fazer o exame estava com 6 cm de dilataçao então me internaram isso eram umas 9:30 da manhã na sala pré parto, e o Lê ficou do meu lado.
Nossa, as enfermeiras eram um amor! Toda hora vinham medir minha dilatação, pediam desculpas, com licença.
Lá pelas 3 da tarde, chegou uma japonesa em trabalho de parto, nossa como ela sofria chegava a gritar...
Logo depois que nasceu o nene da japa, a medica me chamou para estourar minha bolsa nessa hora eu estava com 8 cm de dilatação. Elas falavam que estourando minha bolsa era mais rapido de dilatar isso era umas 4:20.
Depois que estouraram minha bolsa fui direto para a sala de parto.
Chegando lá, me colocaram o soro, chamaram a Alice e falaram para o Lê ir buscar a nossa camêra. A sala estava cheia de pessoas, (enfermeiras, parteira e a médica)e o Lê a meu lado, só que eu não estava sentindo dor (a dor do parto) então elas falavam assim:
- Quando vier a dor vc faz força...
Mas eu não estava sentindo dor então comecei a inventar uma dor na minha cabeça e fazia força e nada dos meus 2 cm de dilatação dilatar e o Lê já estava ficando preocupado pois já fazia mais de 1 hora que eu estva lá e nada!!!
Pedia agua e o Lê com toda paciência me dava na boca.
E como é diferente do Brasil, eu pedi para eles trocarem aquele lugar onde apoiamos a perna pois não estava conseguindo fazer força naquela posição e trocaram por aquele normal de quando vamos ao GO e nada do Lipinho nascer.
Então a medica Okada sensei resolveu trocar dinovo e nada e ela me dava anestesia no colo do utero dizia que era para amolecer e nada e eu olhava para as enfermeiras falava que não ia conseguir e elas me diziam que eu era capaz. Olhava para o Lê e ele ali me dando forças, foi quando a medica me mandou ficar de cocoras, e quando fiquei e fiz força uma vez, na segunda vez eu me lembro que senti uma tontura, e uma enfermeira balançou a cabeça dizendo pra mim que não, que eu não desistisse, que eu ia conseguir. Foi ai que a parteira viu a cabecinha do nenê, e todos ficaram felizes e pediram para eu deitar que estava quase nascendo.

Logo depois eu comecei a sentir os puxos, e foi ai que comecei a sentir a "dor mesmo" e não demorou nem 5 minutos e vlup, o Fillipe nasceu!
Todas enfermeiras vibravam e falavam pra mim fazer o "hahahaha" e eu não conseguia pois a emoção tomava conta de mim e do Lê e era um "chororo' só, um momento único de felicidade que jamais será esquecido...
Perguntei se ele era perfeitinho e fomos para a sessao de fotos... rsrsrs
Tirar a primeira fotinha com papai e mamae e a medica me costurando logo depois pedi para amamentar meu menininho que estava chorando e elas me deram ela e nisso chegou o medico que fez o meu pré natal (Utsuu sensei)
Foi me dar os parabens e falar que todos ficaram impressionados pois eu não gritava e nem gemia de dor estava calma e tranquila...
Fiquei 2 horas ainda na sala depois veio 2 enfermeiras me limpar e me levar ao quarto para descansar!!!
Foi assim...
Ahhhh!!! Esqueci de colocar o horario mais o Lipe nasceu as 18:03 no hospital Seirei Mikatabara, momentos que jamais serão esquecidos...
Estamos planejando agora outro bebe, uma menina, sera que consigo???
Meu sonho é ser mae de uma menina so tenho homens...rsss
Diana Budreckas - Hamamatsu

Continue lendo...

28 de outubro de 2008

Vanda Menegatto - Mie



Eu tive dois partos aqui no Japão.
Minha primeira gravidez me pegou de surpresa, no começo tive medo de ficar aqui, por que não conhecia quase nada por aqui, mas resolvi ficar porque não dava pra ir os dois embora, e durante o pré natal fui me sentindo mais segura.

A maior parte das informações eu pegava na Internet e com algumas amigas que já tinham tido bebes.
Na clínica o medico perguntava se tínhamos duvidas e respondia, mas a gente e que não dominava a língua japonesa, então eu recorria aos livros, revistas, Internet, amigas e família.

Minha gravidez foi tranquila, pois em partes, até gostei de estar sozinha longe de palpites... rs
No final só tinha medo de não saber a hora certa de ir para o hospital e de estar sozinha em casa, graças a Deus a bolsa rompeu num sábado a noite e meu marido estava comigo.

Na segunda gravidez também começaram as contrações numa terça a noite e meu marido estava em casa, na hora a gente sabe.
Os dois partos foram normais, na mesma clínica.

No primeiro tive episiotomia e forceps, no segundo só episiotomia.
Tenho duas amigas que tiveram seus bebes na mesma clínica e não tiveram a episiotomia e eu ficava me perguntando porque só eu tive, será porque eu não estava fazendo força na hora certa e tava gritando muito, e o medico resolveu `ajudar´???
Mas fora isso e o fato de não deixarem amamentar o bebe na hora que nasceu, do resto eu gostei do tratamento.

Tenho um casal e pretendo parar por aqui(rs), mas se ficasse grávida de novo, eu iria pensar em parto domiciliar que achei o máximo, só falta a coragem e pessoas para ajudar.

Vanda Menegatto - Mie

Continue lendo...

27 de outubro de 2008

Exercitando-se! " Kegel "

O exercício pélvico só traz vantagens para as mulheres. Um bom parto normal e ótimo desempenho sexual!
Uma mulher que pratica o kegel não tem problemas sexuais e garante um parto normal sem a episiotomia (corte na vagina para a saída do bebê) e sem a episiorrafia (costura da episiotomia e/ou laceração).
Aprenda e se garanta!
Exercícios Kegel é o nome de um determinado tipo de exercício físico que foi criado por Dr. Arnold Kegel, e que tem como finalidade fortalecer o músculo pubococcígeo.
Este exercício consiste na contracção e descontracção destes músculos, que são por vezes nomeados músculos de Kegel, numa referência ao exercício. O objectivo deste é restaurar o tónus muscular e força do músculo já referido de modo a prevenir ou reduzir problemas do pavimento pélvico e aumentar a gratificação sexual.

Exercícios - Kegel
Kegel é o nome dado à exercícios de contração e relaxação dos músculos da vagina e períneo(a área entre a vagina e o ânus). Esses exercícios ajudam na preparação para o parto(ajudam você a "empurrar" melhor) e também aceleram na recuperação dos músculos que suportam a bexiga, vagina e uretra. (a bexiga armazena urina, a qual deixa o seu corpo através da uretra). Praticando Kegel, não só você está ajudando na recuperação pós-parto, como está ajundando na prevenção de uma futura incontinência urinária e também a sua vida sexual.

Como praticar?
Primeiro, tente começar quando você está urinando. Comece a urinar e pare o xixi, comece e pare. Assim você poderá saber melhor quais são os músculos que serão exercitados.Quando você não estiver urinando, pratique a contração dos músculos, segure por 4 segundos e solte novamente. Faça assim entre 10 e 20 vezes. Permite que os músculos relaxem completamente entre uma contração e outra. Faça esses exercícios dez vezes por dia. (Dez vezes um conjunto de 10 à 20 contrações por vez).

Onde praticar?
Você pode praticar Kegel em qualquer lugar. Enquanto estiver no escritório, no ônibus, lavando louça, dirigindo, em pé em uma fila ou assistindo TV. Ninguém saberá que você está praticando Kegel. Muitas mulheres podem sentir a diferença já depois de poucas semanas praticando. Kegel deve ser praticado todos os dias. Como já foi dito antes, não é indicado somente para parto e pós-parto mas também para previnir incontinência urinária e só vai fazer bem à sua vida sexual.

Benefícios no homem
Os homens também podem usar os exercícios de Kegel para fortalecer os músculo pubococcígeo, que poderá permitir que cheguem ao orgasmo sem ejaculação e até obter vários climaxs durante a actividade sexual. Nos homens, este exercício eleva os testículos, e também reenforça o músculo cremaster e o esfíncter anal. Enquanto as mulheres podem potenciar o exercício oferecendo resistência isométrica à contracção, por exemplo, comprimindo um objecto como uma esponja ou mesmo o pénis do parceiro, não se conhece nenhum exercício funcional para aumentar a resistência aos exercícios de Kegel masculinos. Alguns acreditam que deitando uma toalha sobre o pénis erecto e elevando-a poderá ser uma maneira de potenciar o exercício.

Mas a força aplicada neste processo será aos músculos limitados à função biológica da erecção do pénis e de resistência ao dobramento, onde entram factores como o fluxo sanguíneo ('dureza'), a construcção genética e a integridade do tecido.

Nenhum estudo sério tem sido feito sobre o 'bodybuilding' e aumento de força do pénis por este método, apesar de definitivamente existir um grande mercado do reino do aumento do pénis e vários mitos urbanos da existência de tais métodos que alimentam este mercado. O trabalho na região pélvica sensibiliza dando ao treinando melhor resposta erógena. Isso é fato. É fato também que homens buscam o método de contração e auto manipulação para melhorar sua perfomace sexual.

A Professora Regina Racco de http://www.pompoarte.com.br/ ensina a mulheres e homens o método do pompoar ou pompoarismo, em tudo semelhante aos exercícios de Kegel ou do Tao para fortalecimento do assoalho pélvico, melhorando a saúde íntima, aumentando o potencial sexual e o fluxo de energia sexual.

É autora de dois livros: O Livro de Ouro do Pompoarismo já em oitava edição e o livro sobre energia sexual e sua influência na meroria da qualidade de vida através de um bom desempenho: Poder Sexual e Qualidade de Vida.

Continue lendo...

24 de outubro de 2008

Algodão Orgânico

Todo mundo sabe do problema dos agrotóxicos. Eles fazem mal tanto pra nossa saúde quanto para o meio ambiente.

E a maioria do agrotóxico usado no mundo, é usado no plantio do algodão.

Mas hoje em dia, existe o algodão orgânico. Existem roupas de algodão orgânico. Existe roupa de cama, toalha, cortina, fralda, tudo em algodão orgânico. Alguém já viu?


Aí no Japão, a marca predominante é a Made In Earth (fala meido in aassu).

Eu, pra mim, só tenho absorvente externo de algodão. Mas o Zé tem fralda e roupinha de algodão orgânico.
Ele é muito mais macio. E é lindo!

Tudo bem que não tem aquele colorido que todo mundo adora (mas que é extremamente prejudicial, assim como os agrotóxicos), então é sempre cru, bege, marrom.... Mas nada mais saudável do que uma roupinha orgânica.

Quem quiser procurar, é só ir no google e digitar "organic cotton japan". Ou オーガニックコットン.

http://www.org-cotton.com/

Continue lendo...

22 de outubro de 2008

Mariza Hirahata - Aichi



Hoje estou com 33 anos e um lindo bebe de 6 meses, o Eijinho, meu primeiro filho.
Moro no Japão a mais de 7 anos e só pensava em ter um bebe no Brasil, achava que aqui seria muito dificil devido a lingua e a medicina não ser tao boa como no Brasil, mais eu e meu marido resolvemos tentar, pois os anos estavam passando e nada de a gente voltar para o Brasil.
Quando fiquei gravida não pensava muito no parto, até mesmo porque aqui no Japão você não tem opção, o parto é normal (natural), só se faz cesaria se houver algum risco para o bebe, e todos as pessoas que eu falava diziam a mesma coisa, nossa aqui você sofre, não tem nem uma anestesia, é a seco, você pode estar morrendo de dor que eles não fazem nada... e por ai vai....
Minha irmã tambem estava gravida com 1 1/2 mes a mais, ela ate queria as vezes falar sobre o parto mais eu preferia evitar tocar no assunto...rssss
Medo do desconhecido....rsss
Minha gestação, graças a Deus foi tranquila...
Bom, chegou o dia, não o meu, o da minha irmã...
Nossa ela estava super empolgada, não via a hora da nene nascer, no final que a consulta tinha ficado de semana a semana, era um suspense, será que é agora?rsss
E foi num domingo para segunda entre meia noite a uma hora da madruga, minha irmã me
ligou super empolgada dizendo que estava indo para o hospital que sua bolsa havia estourado. Nossa fiquei super contente e ansiosa nem dormi direito nessa noite. Na segunda de manhã liguei para ela para saber se tinha nascido e nada, ela ja estava sentindo as contraçoes de 5 em 5 mais só com 4 de dilatação, passei a segunda inteira
esperando noticias para saber se havia nascido e nada, ja estava
querendo ir para hospital, mais minha irmã não deixou, ela não queria
que eu visse ela sentindo dor, para não ficar traumatizada...rsss
Fiquei em casa rezando, passou a noite toda e nada!
Liguei para ela de manha, mais meu cunhado que falou comigo, ela já nao conseguia
falar....ele disse que ela estava cansada, ja não tinha força e não comia nada desde de domingo a noite....fiquei super nervosa, peguei o carro e fui para o hospital com meu barrigão de 33 semanas.
Chegando lá quase chorei na frente da minha irmã, vendo ela sofrer, mais tentei ser forte e passar tranquilidade para ela, mas como ela já não aguentava mais tudo que eu dizia para ela, ela falava você vai ver, é terrivel, não era para você vir, você vai ficar com medo....etc
Bom ela começou a pedir cesaria, e como eu falei eles não fazem cesaria...
O medico chamou meu cunhado e minha irmã para conversar, e disse que era assim mesmo... Falou que ja que eles queria cesaria tinham que assinar uns documentos se
responsabilizando por qualquer coisa que possa acontecer...
Minha irmã ja não aguentava mais e meu cunhado tbem, ja não dormia desde domingo, assinou os documentos e 11:30 de terça minha sobrinha nasceu: linda, com saude Graças a Deus!!!
Minha irmã saiu acabada e meio dopada da sala de cirurgia e tremendo... Fiquei super assustada, realmente fiquei com muito medo quando fosse chegar minha vez...
Na outra semana eu tinha consulta marcada com meu medico, e já cheguei falando para o medico que não queria sofrer como minha irmã e que queria um parto normal... ele deu risada e falou que só dependia de mim, fazer caminhadas, manter o peso, uma boa alimentação e evitar sal para não ter enchaço e nem pressão alta...bla bla bla....
Bom resolvi então pesquisar na internet, sobre parto e achei o site Amigas do parto, Gama...
Nossa devorei tudo que era informação no site e li todos os depoimentos.... comecei a pensar que era normal, que todas as mulheres podem passar por isso e sair sem trauma algum, comecei a me preparar mentalmente para na hora do parto tentar fazer
o possivel para ter um parto tranquilo...
Meu marido começou a ler e ver videos comigo sobre a humanizaçao do parto e adorou, ele fez o curso do hospital comigo para poder participar do parto e falava
brincando, VOCE VIU A MULHER DO VIDEO DO HOSPITAL É SO FAZER FUUUU (RESPIRAÇÃO) QUE NASCE...RSSS
Com 36 semanas fui ao medico e ele pediu um raio x do quadril para ver se tinha passagem, fiz ele examinou me mostrou, fez exame de toque, e disse, que eu tinha passagem, mais para manter o peso e que eu tinha o colo do utero duro...ai ai ai... isso me deixou preocupada, mas ainda tinha quatro semanas pela frente, então fiquei
tranquila e pensei que isso poderia mudar.
As consultas já estavam de semana a semana, 37, 38 e a mesma coisa, foi que com 39
semanas ele examinou e disse que meu colo do utero estava duro e que na 40a. semana eu deveria chegar mais cedo para ficar deitada com um aparelho na barriga para ouvir o coração do bebe por 40 minutos e ver como ele estava, se o bebe estivesse bem ele esperaria mais, se não talvez iria ter que fazer cesaria...
Nossa sai arrasada do hospital, cheguei em casa e chorei, chorei...
Resolvi escrever um e-mail para Ana Cris, contato minha situação e obter mais informações sobre o colo do utero duro...
Ela me respondeu dizendo para eu ter calma que ela mesmo ja havia passado por isso...
Bom rezei e tentei manter a calma, que quando meu bebe estivesse preparado ele nasceria, e foi assim...
Minha data prevista era para dia 11/01 e eu comecei a sentir os primeiros sintomas dia 09/01...
Nesse dia as 5:40 hr da manhã fui no banheiro e saiu o tampão, nossa foi uma emoção muito grande, peguei meu celular mandei uma mensagem para o meu marido que estava no trabalho dizendo o que tinha acontecido, ele nessa semana estava trabalhando de noite, ja estava perto de dar a hora dele sair... chegando em casa ele me encheu de pergunta, todo ancioso e eu disse que era normal não precisava ir para o hospital, pois o tampão pode cair até com 3 semanas de antecedencia(que não era o meu caso, pois ja não tinha mais tanto tempo assim para esperar... rssss)
As 9:10hr da manha tive mais um pouco de sangramento (tipo final de menstruação), meu marido ja tinha ido dormir, pois ele tinha que trabalhar a noite... liguei para minha irmã dizendo que hoje não iria para sua casa ajudar a cuidar da nene porque não queria fazer força e queria descansar para na hora do parto estar descansada e com força....
Passei o dia todo sentindo a barriga endurecer, fui fazer bolo, comida, arrumar cozinha, para me distrair, meu marido acordou mais cedo do que o normal, preocupado, mas eu disse que poderia ir trabalhar, que qualquer coisa eu ligava...
Essa hora minha cunhada ja dizia para eu ir dormir na casa dela, para não ficar
sozinha, mas eu queria ficar em casa o mais tempo possivel para relaxar e não ficar nervosa.
A noite as contrações estavam irregulares de 10, 8, e11 minutos, mas dormi...
No dia 10/01 as 1:30, acordei com um pouco mais de dor, fui ao banheiro e saiu de
novo sangue(tipo final de mestruação) as contraçoes ja pareciam querer engrenar...
As 2 :14 saiu mais sangue, agora um sangue mais vivo e as contrações em 5 em 5 minutos (nossa super interessante como é certinho)
Liguei para meu marido contei o que estava acontecendo, e disse para
sair no horario normal (2:45), para não fazer hora extra, pois
iriamos para o hospital....
As 2:44 - saiu mais sangue e continuavam as contrações... de cinco em cinco
minutos, eu parava e respirava fundo para não sentir a dor....rsss
Fui tomar banho, e fiquei la até meu marido chegar....ai que delicia
aquela agua caindo em cima de mim!!!rsss
Meu marido chegou foi correndo para o banheiro me ver, eu disse que
estava tudo bem, para ele ter calma, para ele tomar um banho enquanto
eu me trocava e fazia um cafe da manha, queria comer antes de ir para
o hospital, pois não sabia quando eu iria conseguir comer de novo... rsss
Meu marido estava achando eu calma demais, nem tava acreditando que tinha chegado a hora, ele achava que era alarme falso!
- Você tem certeza que ta na hora? Temos que levar a mala para o hospital, ou vamos
voltar porque ainda não chegou a hora??? rssss
Eu falava pra ele que achava que sim, era a hora...nos dois nao sabiamos se era mesmo a hora...rsss
Tomamos cafe (a cada 5 minutos eu parava tudo que tava fazendo e respirava fundo tentando relaxar) ele ria muito....rsss , ele ligou para o hospital avisando que estavamos indo, que alias eles pedem para a gravida falar ao telefone o que esta acontecendo, so que eu não sei falar em japones, e sentindo as dores tentei dizer e depois passei o telefone para o meu marido, e a enfermeira perguntou tudo de
novo para ele ....aiaiaiiaa...nome, numero do cartao do hospital,
data prevista, o que sentia, de quanto em quanto estava a
contraçao....e por ai vai....rsss
Eu ja queria ir para o hospital, afinal ja estava ansiosa e ja estava sentindo as dores mais fortes.
Bom saimos daqui de casa com a mala, os documentos de internação e a cada 5 minutos eu parava e respirava. Foi muito engraçado, saimos do elevador e paramos...rsss
Ele continuou indo para o estacionamento pegar o carro, chegou perto pegou a mala foi por no carro, enquanto eu parava mais uma vez antes de entrar no carro para
respirar... Entrei, sentei, coloquei o cinto, e fomos, quando deu 5
minutos veio mais uma contração forte, e eu dei um gemido mais forte
e disse que parecia estar doendo mais forte... Ele parou o carro eu
passei para o banco de tras e fiquei de cocoras, para ajudar e sentir
menos dor.
Agora é engraçado mas na hora....rssss
Chegamos no hospital e mais uma pausa pois já sabiamos a hora certinha de vir a
dor. Como é certinho né?
Chegamos na recepçao e a enfermeira, pediu os documentos, pediu para eu fazer o exame de urina e o de toque, me deu a camisola e um aparelho para eu ficar carregando, onde eu amarrava na cintura para ficar ouvindo o coração do bebe. Me falou que estava tudo bem, que eu fosse para o quarto esperar o medico chegar para me examinar e dar o seu parecer.
Como eu nao consegui fazer xixi na hora, peguei o copinho para fazer depois....
Bom fomos para o quarto esperar a hora passar, eu e meu marido estavamos empolgados, mesmo com a dor ainda estava feliz e anciosa. Era até engraçado eu andando pelo hospital com aquela camisola enorme e aquele aparelhinho que mais parecia uma bolsa
pindurada no ombro, depois consegui ir no banheiro fazer o xixi, que tanto a mulher tinha pedido, mais com muito custo, pois as dores ja estavam maiores, e ja estava gemendo mais alto, nada de respirar calmamente....rssss
Chegamos no hospital +ou-6 horas e ficamos até umas 9:30 para o exame do medico e ele me jogar um balde de agua fria, que me desanimou.
Ele me examinou, e disse que eu so dinha 3cm de dilataçao, que iria demorar bastante e que poderia virar uma cesaria.
Nossa acabou comigo! Eu e meu marido voltamos para o quarto, desanimados, ele até falou, se pode virar cesaria, então melhor fazer logo, não vai ficar sofrendo a toa....e eu disse, vamos esperar...
As dores ja estavam ficando insuportaveis! aiiaiiaiiai...
Meu marido foi buscar agua para mim e viu uma maquininha no outro andar com o meu nome, ali ele viu quando eu tinha contração.
Quando ele voltou eu estava de joelhos, tentando arrumar uma posição para suportar as contraçoes, nesse momento eu ja não sabia mais que horas eram, a unica coisa que eu queria era arrumar um jeito de não sentir dor, eu e meu marido ficamos ali tentando de tudo, deitada, sentada, de cocoras, com meu marido me apoiando pelas costas.
Trocamos de quarto, pois esse que eu estava era só ate eles liberarem um para eu
ficar mais a vontade...
Chegando nesse quarto, meu marido que havia lido tudo que era informação para me ajudar, fazia de tudo para me ajudar, coitado, estava sem dormi, tinha saido do trabalho e eu só falava faz forte a massagem, mais forte... e como essa
massagem nas costas ajudava na hora da contração...
Ele apagou a luz, fechou a curtina do quarto, deixou tudo mais escuro, eu deitei de
lado, e de 5 em 5 minutos eu nem precisava falar mais nada, ele levantava e fazia massagem nas minhas costas.
E ficamos ali, parecia que dormiamos de 5 em 5 minutos, como se fosse possivel isso, mas as vezes parece que apagavamos, ate que a enfermeira chegou e perguntou se eu estava bem, o que eu estava sentindo....aiaiaiii....precisa perguntar???
Tambem estava sentindo sair um pouco de sangue. Ela pediu para olhar, e falou vamos fazer mais um exame. Eu não acreditei, eu queria ficar ali, paradinha, quetinha, tinha arrumado uma posição, era como se eu mexer fosse doer mais, ai falei para era
esperar um pouquinho vir a contração, que ai a gente levantava, (pq tudo isso era andando, e sentir a contração de pé, nossa era terrivel, me faltava forças nas pernas) na hora que veio essa contração a bolsa estourou, eu olhei assustada para a enfermeira e para meu marido, e ela toda calma e boazinha, calma é assim mesmo,
esta tudo bem, me ajudou a levantar para irmos para sala de
exame. Nessa hora eu até perguntei para meu marido que horas eram, 11:25hr.
Nossa ainda? se o medico falou que vai demorar, eu não vou aguentar...
Chegando na sala, tive que sentar naquela posição horrivel, eu queria mesmo era voltar para cama e ficar deitadinha de lado, com meu marido fazendo massagem, gente que horrivel, fazer esse exame sentindo contração!
Fiz o exame, a enfermeira veio me ajudar a levantar e sair da cadeira, meu marido na porta da sala me esperando e eu la dentro falando para enfermeira, que eu não
aguentava mais que não ia conseguir, não ia conseguir, não ia conseguir...
Ela me falando que eu ia, força que faltava pouco, que eu ja tava com 7cm de dilatação.
Nossa nessa hora, venho uma força não sei de onde, e até apareceu um sorriso no meu rosto, ela começou a falar, eu ja não entendia mais nada (devido a lingua) então saimos para fora da sala, e ela falou para o meu marido, vai buscar a filmadora, maquina fotografica, toalha de rosto (para ficar enxugando meu suor), agua (para eu beber) Todas as coisas que ele aprendeu no curso, porque nos vamos para a sala de parto...
Meu marido ficou todo bobo, sera que é isso mesmo? certificou com ela, e ela disse sim, ela já estava com 7 de dilatação e só faltava 3.
Nossa que alegria!!!
Ela me levou ate o banheiro, para ver se eu queria fazer xixi, eu falei que
não, e fomos para sala....chegando la, era uma sala bem simples, com uma cadeira de parto, e mais algumas coisas para uso do medico. Ela falou para eu ficar na posição que eu achasse melhor.
No começo eu queria ficar do mesmo jeito que eu estava no quarto, de ladinho e
quetinha, com meu marido fazendo massagem, bom nessa hora eu sentei, deitei, ela falou se vc quizer pode colocar as pernas para te apoio aqui, você pode segurar aqui para ajudar a fazer força.
Nossa, esses 3cm de dilatação que faltava, parecia uma eternidade, e a dor era terrivel! Nessas horas eu ja tinha esquecido o curso, e o fufufuuuu (respiração que eu tinha que fazer) eu ja gritava, nossa como eu precisava gritar para espantar a dor....rsss
Meu marido falava: concentra, respira, mas eu so queria gritar, ele continuava a fazer massagem, a me dar agua, e passava a toalha em meu rosto. Coitado teve um momento que eu queria me contorcer, parecia que ia cair da cadeira, ele veio me segurar e eu fui para dar uma mordida nele, ele puxou o braço, é claro...hahaha...
Até hoje ele fala, quase fico sem braço....rsss
Depois de muito tempo (eu ja não sabia mais que horas era) ela perguntou se eu não queria ficar de cocoras, bom apesar da dor ser enorme e eu nem querer me mexer, falei vamos tentar, afinal é a posiçao que ajuda a descida do bebe...
Então ela apertou um botão, apareceu mais uma parte da cadeira onde ela pediu para o meu marido sentar, eu fiquei de cocoras apoiando nas costas dele, (ele pensou,
agora fico sem ombro, orelha) isso tudo ele me disse depois....rsss
Bom fiquei um tempo ali, mais as pernas nao aguentaram muito, ai ajoelhei e continuei segurando nas costas do meu marido, nesse momento eu ja falava para o meu marido que eu nao aguentava, que nao tinha mais força, e ele traduzindo tudo para a enfermeira, ai depois de um tempo eu falei que estava cansada, então voltamos para posição inicial, ela olhou e falou que faltava pouco, e nada desse pouco
acabar. Eu ja estava cansada, quando de repente, vi a enfermeira arruamando a cadeira, levantando, abaixando uma luz, chamando o medico e eu senti queimar... Nossa agora sei o que as mulheres querem dizer com o um anel de fogo, era a cabeça coroando para sair...
Depois disso não demorou muito, tirei o resto de força que tinha para fazer força e ajudar meu bebe a sair, nossa que alivio quando a cabeça saiu, eu relaxei, quando o meu medico falou, mais um pouquinho, e de repente passou toda dor, e venho um sentimento inexplicavel!!!
Meu filho nasceu 15:05 com 49.5cm 3.010kg, lindo, eu e meu marido choravamos
muito...
A enfermeira colocou ele em cima de mim, e eu chorava mais ainda. Ele me olhava como se ja reconhecesse o cheiro, a voz... Tão calmo, tão traquilo, se sentindo protegido e amado. Depois a enfermeira levou para os procedimentos hospitalares, e o medico esperou mais umas contraçoes para saida da placenta e deu alguns pontos.
Meu marido voltou com nosso filho para ficar junto de mim, enquanto eu esperava as 2 horas necessarias na sala de parto para depois podermos irmos para o quarto.
Gente realmente não tem explicação para dar, a sensação que a gente sente na hora, é simplesmente maravilhoso, ja esqueci da dor e quero mais pra frente tentar mais um, e se tudo der certo, outro parto normal...
Nossa tenho muito a agradecer as enfermeiras por me ajudarem, ao meu marido me dando todo apoio necessario e fazendo as massagens milagrosas...rsss
Sem ele eu nao conseguiria, e é claro, ao site e a todos as mulheres que fizeram seus depoimentos e colocaram nesse site maravilhoso, para poder compartilhar com todas nós mulheres despreparadas que tem medo do desconhecido, assim como eu
tinha...
Muito obrigada....arigatou!!!
Mariza Hirata - Aichi

Continue lendo...

21 de outubro de 2008

Um trabalho de parto tranquilo

Falando um pouco mais da pesquisa, sobre o fator indução.

O que com certeza leva os médicos fazerem indução e consequentemente fazer com que a mulher sofra (porque ficar imovel numa cama com contrações mega fortes e ainda amarrada para verificar batimentos cardiacos do bebe é uma tortura SIM!) é o fato das mulheres chegarem no hospital com pouca dilatação.


A primeira coisa que uma mulher deve fazer ao perceber que está em TP é manter-se calma. Dificil?

Sim, é muito difícil, principalmente para as mães de primeira viagem que não sabem exatamente como ele funciona, mas para seguir firme até o ato de parir, manter-se calma e relaxar no inicio é muito mais importante do que se imagina.

Algumas mulheres vão jantar com o marido, outras vão ao supermercado, outras vão a lavanderia (como eu) ou até fazer um soudi na casa...huahuahuahua

Tudo isso ajuda a dar uma relaxada, porque realmente não adianta sair correndo para o hospital aos primeiros sinais de sangramento, tampão ou contrações, é preciso saber identificar a fase certa de ir a maternidade.

Vou colocar aqui algumas dicas de como identificar o TP e como fazer para ajudar a evolução natural dele, antes de ir ao hospital ou clinica:

1- As contrações do TP são totalmente diferentes das contrações de Braxton Hicks (aquelas que temos durante toda a gestação, naquele momento em que a barriga fica dura) elas vem seguida de uma dorzinha na lombar ou no "pé da barriga" e pode ter certeza, elas não são imperceptiveis. Quando você sentir que alguma coisa mudou, que está começando o TP, deve tomar um banho quente e bem relaxante, se agasalhar bem e tentar descansar tirando uma soneca, independente da hora do dia, isso vai ajudar no acumulo de energia para o final, pois creia-me, será a hora eu que você mais vai precisar de forças.

2- Quando sentir que as contrações entraram num ritmo seguido, (de 10 em 10 minutos vem uma contração) comece anotar as contrações, peça ao marido, ou quem estiver com você para fazer isso e anote também a duração aproximada de cada contração que geralmente varia de 30 segundos a 1 minuto. Nesse momento concentre-se em respirar devagar. Massagens, palavras de apoio, água e alimentos leves são bem vindos e o parceiro pode ajudar seguindo as 10 maneiras de auxiliar uma mulher em trabalho de parto

3- Uma ótima posição para o TP é a de quatro ou de cocoras, onde a abertura do coccix fica no máximo e a gravidade também ajuda. Você pode ver essas e ou outras posições aqui.

4- Quando as contrações estiverem incomodando muito, tome novamente uma boa chuveirada quente, pois a agua ajuda acalmar o ritmo das contrações e aliviar o stress e o cansaço.

5- Crie um "ritual" para o seu TP com coisas que te acalmam e trazem boas lembranças. Valem: velas, incenso, óleos essenciais, imagens que trazem boas lembranças, fotos, amuletos, orações e tambem músicas que você goste. Tudo isso vai criar um clima propicio ao relaxamento e facilitar a dilatação.

6- Vale gritar no TP? Vale, desde que o grito seja em busca de força, de energia, como aquele grito que a gente dá quando está na torcida do futebol, não como quem está desesperada e descontrolada. Ah! Isso também não é fácil, porém se você não conseguir, não se reprima. rsss

7- Para identificar a fase de dilatação quase completa, avise seu companheiro, será o momento em que você começa a sentir que NÃO VAI MAIS AGUENTAR e começa a sentir uma leve tremedeira, calafrios e suor ao mesmo tempo. Essa é a fase de transição, e você pode ter certeza, ela dura em média meia hora (passa rápido!!!) e logo você estará com a dilatação completa.

8- Ao sentir-se assim é a hora de ir a maternidade, as contrações deverão estar de 3 em 3 minutos com duração de 40 a 50 segundos, e o expulsivo, mesmo depois da dilatação total, pode demorar ainda algumas horas. Ligue e avise que está indo ao hospital e não faça força, a não ser que ela seja involutária e procure uma posição confortavel para ir no carro. (geralmente a melhor é no banco traseiro na posição de quatro com alguns travesseiros para abraçar)

9- Ao chegar ao hospital não aceite cadeira de rodas, continue se movimentando e peça ao seu companheiro para agilizar burocrácias enquanto você será avaliada.

10- Muito provalvelmente, você estará no final do TP, por isso não permita que te impeçam de se movimentar, movimente-se da forma que achar melhor e até no momento de parir, escolha uma posição que seja confortavel para você e não para o médico. (Isto está nas recomendações da OMS para o parto)

Em breve, colocarei aqui um modelo de plano de parto explicando detalhadamente alguns outros pontos importantes para um parto tranquilo.

Um beijo,
Rosana Oshiro

Continue lendo...

18 de outubro de 2008

É preciso acreditar no parto normal para consegui-lo!

Uma estória emocionante que só quem teve cesareas desnecessarias e depois conseguiu ter um parto natural e de respeito, pode entender!
Um parto normal após 3 cesareas!



Continue lendo...

17 de outubro de 2008

Quanto engordar na gravidez no Japão?



Esse, é outro assunto muuuuuuito discutido entre as brasileiras que vivem aqui no Japão, tanto nos foruns em que participo, como na pesquisa que desenvolvi e no orkut também.

Porque os médicos japoneses fazem tanto terrorismo com as mulheres que estão acima do peso?


Vamos começar fazendo o calculo de seu IMC, e verificar conforme a tabela abaixo (que encontrei aqui) em classe você se encontra:

Calcule o seu IMC = Peso (kg) / (Altura x Altura)
Exemplo: Peso 60 kg – Altura 1,67 cm à IMC = 60 / 1,67 x 1,67 = 21,51

IMC antes do início da gravidez - Ganho de peso recomendado

IMC menor que 20 (baixo peso) - 12,5 até 18 kg

IMC entre 20 e 26 (normal) - 11,5 até 16 kg

IMC entre 26 e 30 (acima do peso) - 7 a 11,5 kg

IMC maior que 30 (obesa) - Pelo menos 6 kg

Importante: Trata-se apenas de uma referência básica. Deve-se ressaltar que existem vários outros fatores que podem influir no peso da criança ao nascer, como o fumo, o uso de drogas e um acompanhamento pré-natal inadequado.

Calculado seu IMC, se você estava acima de 26 antes de engravidar, deve ESTAR ATENTA aos sinais do corpo, procurar fazer caminhadas e exercicios leves PARA A SUA SAUDE, não que isso signifique que você corre risco de cesarea, ou de consequencias graves para o parto, nada disso. Os sinais que indicam preocupação na gravidez de uma mulher que está acima do peso são outros, além do peso.

As gestantes mais propensas a ter doença hipertensiva da gravidez, segundo este site da Prefeitura de Hamamatsu são:
1- Gestantes cujo histórico familiar é de pressão alta;
2- Gestantes que têm tendência à obesidade;
3- Gestantes com tendência a diabetes;
4- Gestantes anêmicas;
5- Grávidas que tiveram doença hipertensiva da gravidez em gestações anteriores.

O que a mulher que engravidou acima do peso deve pensar, é em ter uma alimentação saudável e rica em proteínas, cálcio e ferro, mas vale ressaltar que a alimentação de uma gestante é tão importante quanto a de uma lactante, ou de uma não gestante.

Bons hábitos alimentares devem ser mantidos sempre, independente de se estar gravida!

Não permita que NEURAS, PRESSÃO PSICOLOGICA, TERRORISMO por causa do peso, acabem com sua auto estima e confiança no seu corpo.

Se você passou (ou passa) por qualquer tipo de pressão do seu médico, saiba também que ele não pode negar-lhe atendimento se você está seguindo suas orientações e mesmo assim está engordando.

Qualquer outra informação sobre aumento de peso na gestação, entre em contato conosco através dos comentarios ou formulario ao lado que estaremos prontas a ajudar.

Imagem aqui

Continue lendo...

15 de outubro de 2008

Fraldas de Pano

Uma criança utiliza 5500 fraldas durantes seus primeiros 2 anos de vida.

As fraldas levam em média 450 anos em sua decomposição, nos lixões.

Conta-se 5 árvores abatidas para 5500 fraldas descartáveis, em média, 2% do lixo recolhido correspondem à fraldas descartáveis (exemplo, o município de SP produz 13.000 toneladas diárias de lixo = 260 toneladas diárias de fraldas descartáveis).


Um bilhão de árvores são usadas, no mundo inteiro, por ano, para suprir a indústria de fraldas. Quanto é mil bilhões de fraldas em termos de volume?

No processo de branqueamento da polpa de madeira para fabricação do papel, (sendo que este também é utilizado nas fraldas), há liberação de dioxinas. E também caso o lixo plástico (leia-se fraldas descartáveis ídem) seja queimado.

Pensei, pensei e analisei todos os fatos, pesquisei muito o assunto e eis que faz uma semana que aderi às fraldas de pano para o bumbum do Ben! E estou gostando muito

Jamais pensei que fosse dizer isto, mas estou me sentindo mais mãe! Daquelas antigas e de quando o mundo ainda não era tão podre.

Usar fraldas de pano exige mais mesmo, mas tem suas compensações...

Faço pelo bem de todos, dos meus e também dos seus filhos!

A partir do momento que passei a usar fraldas de pano, muitos valores vieram à tona

Estou mais que feliz com mais uma excelente decisão, pois acredito que tudo que é bom para mim e para a humanidade, é excelente!

.


Pra meninada que está aqui no Japão e quer saber maiores detalhes, aqui no Japão a loja que mais freqüento, para as compras do Baby Ben, é o Nishimatsuya, conhecida como coelhinho por muitas brasileiras. É o tal bom, bonito e barato!



Foi um gasto de ichiman (10 mil ienes, isso arredondando) para ter tudo que eu precisava e, realmente, ficar tranqüila!

Foram:
- 30 fraldas de pano.
- 4 fraldas kaba (fralda de fora).
- 10 redinhas (que fica entre as fraldas de pano e o bumbum do nenem, para evitar a irritação com o contato com o xixi).
- 5 fraldas compactas (para uma emergência, ou quando vai sair de casa).

As fraldas... comprei um pcte com 20 e outro com 10!


As redinhas... cada pcte vem com 5... comprei 2!


As fraldas compactas... 5 por pacte!


As fraldas kaba... interessante porque tem a opção de comprar 60~80 (size), que são para bebês de 9 ao 11 kg, que é o caso desta aí, foi a minha opção!


Aqui tem um tipo de dobradura, não é a que eu uso (prefiro a que o pcte sugeri) mas é outra opção para quem quiser!

Para uma mãe é orgulho um varal cheio de fraldas! hehehe


Produto da combi para a limpeza das fraldas e sabão de côco super natural e cheiroso (côco puro). As fraldas ficam perfeitas!


Por aqui não se gasta mais água e sim menos, já que acostumei a desligar o chuveiro na hora de se esfregar.

Uso um esqueminha para lidar com as fraldas e só uso máquina de lavar 1 vez por semana.

Não é questão de economia controlada e sim uma nova força de hábito, no meu caso optei pelos mais práticos (que fosse bom pra mim de acordo com a vida que vivemos por aqui) sem me desgastar e ainda ajudo o planeta!
Não está sendo NADA DIFICIL!
Ainda no meu caso, sempre quis ser mãe, sempre achei que nasci para isto!
Tá na chuva... é pra se molhar!
Bjão meninas!

Continue lendo...

11 de outubro de 2008

Parto de Luiza - Parto normal após cesárea

Este parto foi domiciliar com uma enfermeira obstetra lá no Brasil.
A mãe tinha uma cesárea prévia, e após alguns anos se realizou nesse parto.

A trilha sonora é de Tom Jobim.
Simplesmente lindo!

Continue lendo...

7 de outubro de 2008

Voltando ao VBAC ou PNAC - parto normal após cesarea

Falando um pouco mais sobre ele....

Pelo que eu vi, no Japão, os médicos têm uma super neura com mulheres que tiveram cesáreas anteriores.
Provavelmente porque algum VBAC deu errado e a mulher (ou o marido) processou o médico, o hospital, etc.


Um VBAC pode dar errado. Tudo pode dar errado.
A gente pode sair de casa e ser atropelado. Ou, se a gente não quiser sair, pode cair um avião na nossa casa.
A vida é feita de riscos. Toda escolha tem seu risco, por menor que seja. Toda. Se você acordar de manhã e decidir não tirar o pijama, corre o risco de ter um incêndio e perder todas as roupas boas. Se você acordar e decidir colocar sua melhor roupa, porque precisa curtir todos os momentos, né, corre o risco de manchar sua roupa com o melhor cocô do filhote. Huahuah, OK, exemplos toscos, mas é só pra mostrar que tudo tem seus riscos. Desde o mais bobo, até o mais sério.

A OMS recomenda que o parto normal seja sempre a primeira escolha. O parto natural, na verdade. Porque toda e qualquer intervenção só deve acontecer se for necessária. Mesmo em mulheres com 15 cesáreas.
Não é porque a OMS quer o mais barato, não. É porque é o mais seguro.
Numa cesárea, o risco de morte materna é 4 vezes maior que num parto natural. E o risco de morte do bebê é 10 vezes maior. Pensou?
Fora que, no útero, um corte nunca é feito no mesmo lugar do anterior. Então, se você teve 5 cesáreas, tem 5 cicatrizes no útero. E cada corte, diminui suas chances de engravidar novamente, aumenta as chances de ter uma placenta acreta, de um aborto, e de todas as desvantagens de uma cesárea.

Em um VBAC, a mulher (e a equipe) precisam estar atentos a alguns sinais, como:
- dor nos intervalos entre as contrações;
- sangramento muito intenso;
- posicionamento incomum do bebê;
- dores nos ombros;
- baixa nos batimentos cardíacos do bebê.

Lembrando sempre que as chances de ruptura uterina são mínimas.

Vocês tentariam um VBAC ou prefeririam ir direto para uma outra cesárea?

Continue lendo...

4 de outubro de 2008

Parto Normal X Parto Cesárea


Só uma mudança cultural faria o parto normal voltar a ser encarado por todos como o que de fato ele é: um ato fisiológico, natural, para o qual 85% das mulheres estão preparadas. Assim, o número de cesarianas poderia cair para os 15% a 20% recomendados pela OMS.


Se dependesse só da vontade das parturientes, isso já teria acontecido. Em estudo de 2001, cerca de 80% das 1.136 grávidas brasileiras ouvidas declararam preferir o parto normal. Apenas metade delas conseguiu um.

A princípio qualquer mulher saudável está apta a ter parto normal e 100% natural, inclusive em casa. Esta, aliás, é uma decisão que deve ser tomada por ela, por mais ninguém. Até os profissionais mais contrários ao parto domiciliar concordam que é direito da mulher escolher como quer ter filho. 'Desde que a gestante seja bem orientada sobre riscos, vantagens e desvantagens de cada procedimento, sua vontade tem de ser respeitada. Essencial é ter um pré-natal completo e confiável.

"Ao optar por uma cesárea agendada, você e seu médico estabelecem uma data em que entrarão no hospital de maneira razoavelmente tranqüila e despreocupada, e ele extrairá seu bebê através de um pequeno corte acima dos seus pêlos pubianos. Existem inúmeras razões para se agendar uma cesariana – outras mulheres escolhem a cesariana porque querem manter o tônus vaginal de uma adolescente, e seus obstetras encontram uma explicação médica que convencerá a seguradora."
— VIovine, The girlfriends’ guide to pregnancy (1995).

Continue lendo...

2 de outubro de 2008

O Parto totalmente Humanizado!


A força que invade o corpo feminino quando o bebê está descendo, já coroando, é de uma intensidade descomunal. Há um desejo incontrolável de expelir, de expulsar... de morrer. Sim, a mulher vai morrer. E o bebê, imerso e integrado no mundo uterino, também vai morrer, pois é preciso entregar-se à morte para renascer em vida.

Nesse momento acontece uma profusão de registros na vida dos seres que nascem.
A mulher exala amor e emoção. Mira o bebê nos olhos, beija-o. Nasce uma mãe.

O primeiro suspiro carregado de ar, o choque nos pulmões e o choro reativo são suavizados pelo primeiro olhar, o primeiro toque da mãe, o beijo na face, a luz suave, o som da voz, a expressão no rosto, o prazer do abraço. Nasce um bebê!

Se não temos memória do estado intra-uterino, das contorções do parto, dos primeiros instantes de vida, nossos corpos e nossa psique inconsciente têm. Tudo o que se relaciona com o corpo a partir daí estará impregnado deste primeiro sentimento em relação à vida: nossas experiências de dor e de prazer físicos, nossa capacidade de amar e até mesmo nossa morte.

O que é a vida? Perguntam-se mãe e filho nesse instante primeiro. A vida é tudo que se revelará a partir dali. E esses rápidos instantes, repletos de significado, vão colorir os sucessivos “começos” das vidas que se seguem.

A forma como a gente recebe os nossos filhos no nascimento diz a eles "como o mundo é".

Se meu bebê é recebido com calma, com cada abraço da contração, com esforço e vitória, com um abraço imediato da mãe e as palavras afetuosas do pai, numa sala quentinha e escurinha, ele entende que o mundo é um lugar seguro e tranqüilo, que ele é amado e desejado. Mamãe é essa que me segurou assim que eu nasci, chorou e disse "bem-vindo, meu filho, nós conseguimos!!" Mamãe é essa que fica me olhando enquanto ainda estou todo melecado de vérnix e líqüidos do parto, e não me solta por motivo algum. Não preciso ainda respirar com força, pois meu cordão ainda pulsa. Não preciso abrir os olhos e chorar, todos sabem que eu estou bem só por estar corado no colo da minha mãe. Sim, está tudo bem, acho que vou confiar no mundo, vou confiar nas pessoas.

Ao contrário, se ele é arrancado de dentro do útero sem maiores avisos, enquanto está lá dormindo, fora de trabalho de parto, numa cesárea marcada porque "mamãe tá com pouco líqüido, bebê tem cordão enrolado, mamãe tem bacia feia", é levado para longe de sua mãe, esfregado, colocado sob holofotes, aspirado, carimbado, colocam em seus olhos uma substância cáustica e o levam para um berço aquecido onde ficará isolado (chorando ou não) por 6 horas - o que ele entende que é o mundo? O mundo é um lugar inóspito, que não foi feito para ele. E a mãe dele? Cadê? Ah, sim, deve ser essa senhora que agora me dá um banho estranho sob a torneira do berçário? Não, não, talvez seja essa outra que me dá uma mamadeira com água glicosada para eu parar de chorar? Ops.. não.. deve ser essa que me veste... Ou essa que me arrasta pelos corredores? Opa, será que é essa que me pegou no colo agora, mas mal consegue me segurar?

O parto é o primeiro grande evento na vida da criança e que será para ela um grande divisor de águas. Quando um bebê tem que passar por uma cesariana porque corre um VERDADEIRO risco de vida, ou porque de alguma forma houve um problema VERDADEIRO no parto, então tudo isso tem um sentido especial. Ele foi resgatado para não ter um problema grave ou até para não morrer. Ele foi tirado do útero porque de outra forma teria sido uma experiência muito pior para ele.

Continue lendo...

1 de outubro de 2008

Parto normal depois de cesárea (VBAC ou PNAC)

Vou só introduzir o assunto, hoje, porque estou corrida. Mas as meninas vão complementar e eu também volto com o assunto depois.

Todo mundo tem medo de parto normal depois de cesárea, né?
Porque o útero pode romper, não?


Agora saibam que o risco de uma ruptura uterina em uma mulher normal (grávida ou não, porque acontece mesmo em não gestantes) é de 0,5%. E a porcentagem é a mesma pra mulheres com uma cesárea prévia.
O mesmíssimo.

Só que implica alguns cuidados, como por exemplo a não indução. Na verdade, pode até induzir, mas com cuidado, com doses pequenas e muita monitoração. Também não é recomendável a anestesia, porque a gente pára de sentir os sinais e porque diminui o ritmo e a intesidade das contrações, fazendo com que, talvez, seja necessária, uma indução. Também não pode manobra de Kristeller (aquela em que alguém sobe em cima da barriga da mulher e empurra), por motivos óbvios.

Eu tive dois partos normais depois de cesárea. A Rosana teve dois partos normais depois de duas cesáreas.
E mais um mundo de mulheres tiveram seus VBACs. A grande maioria, muito bem, obrigada.

Por que os médicos têm tanto medo disso?

Continue lendo...